Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

NÃO VIVA COMO QUEM PRECISA DE FREIO

A PALAVRA
“Não sejais como o cavalo ou a mula, que não têm entendimento, e precisam de freio e cabresto para que obedeçam”.
Salmos 32.9

• A REFLEXÃO
O salmista nos lembra que Deus deseja um relacionamento guiado pelo en-tendimento, não pela força. Assim como um cavalo precisa de freios para não seguir pelo caminho errado ou pelo que ele quer ir, muitas vezes nós também avançamos impulsivamente, reagimos sem pensar ou insistimos na própria vontade. Deus, porém, chama Seus filhos a uma obediência consciente, voluntária e amorosa — fruto de confiança, não de imposição. Caminhar com Deus é escolher ser guiado pela Sua voz, e não pela nossa teimosia.

• A APLICAÇÃO
A solução bíblica para não vivermos guiados por impulsos é cultivar sensibilidade à direção de Deus. Isso ocorre por meio de três atitudes práticas:
1 – Ouvir a Palavra — deixar que ela molde nosso discernimento.
2 – Orar antes de agir — dar tempo ao Espírito para orientar decisões.
3 – Submeter desejos e planos a Deus — não decidir sozinho o que Ele quer dirigir.
Quando isso se torna um hábito, deixamos de ser como “cavalo e mula” e passamos a caminhar de forma sábia, madura e guiada.

• O CONSELHO PASTORAL
Meu conselho para você é: não espere que a vida te obrigue a parar para ouvir Deus. Escolha buscá-Lo antes, voluntariamente. Peça sabedoria, peça direção, e diga a Ele: “Senhor, guia meus passos antes que eu corra adiante”. A obediência antecipada evita dores desnecessárias e abre portas que só se revelam aos que seguem o Senhor com entendimento..

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

LIÇÃO 13 – A TRINDADE SANTA E A IGREJA DE CRISTO

 1° TRIMESTRE DE 2026  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em
nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.” 
(Mateus 28.19)

VERDADE PRÁTICA
A redenção da Igreja é uma obra conjunta da Trindade:
o Pai elege, o Filho redime e o Espírito santifica, sustentando a fé e a missão da Igreja no mundo.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – 1 Pedro 1.2
 
■ A salvação é o fruto do plano eterno do Pai por meio de sua presciência


 Terça – Efésios 1.4
 ■
Deus nos escolheu em Cristo desde a eternidade com o propósito de uma vida santa


 Quarta – 1 João 1.7

 ■
A comunhão com Cristo e entre os crentes é sustentada pelo sangue purificador de Jesus


 Quinta – 2 Tessalonicenses 2.13
 ■
A obra do Espírito é essencial para a salvação e perseverança na fé


 Sexta – João 15.4
 ■
A comunhão contínua com Cristo é indispensável para uma vida frutífera


 Sábado – 2 Coríntios 13.13
 ■
A Trindade atua em favor da Igreja com graça, amor e comunhão permanente



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 Coríntios 13.11-13 • 1 Pedro 1.2,3

2 Coríntios 13
11 — Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco.
12 — Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Todos os santos vos saúdam.
13 — A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com vós todos. Amém!

1 Pedro 1
2 — eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça e paz vos sejam multiplicadas.
3 — Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.


Hinos Sugeridos: 124 • 243 • 313 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
A Trindade é uma doutrina fundamental da fé cristã e, também, a base da existência e da missão da Igreja. Ela revela o agir cooperativo do Pai, do Filho e do Espírito, de forma harmoniosa na criação, redenção, santificação e na comunhão da Igreja. Essa lição visa mostrar como a Trindade sustenta, guia e envia a Igreja para o cumprimento do seu papel no mundo. Compreender essa verdade fortalece nossa identidade como povo de Deus.

Palavra-Chave: Trindade

I – A TRINDADE E O PLANO REDENTOR
l. Eleitos segundo a presciência do Pai. Deus elegeu a Igreja desde a eternidade (Efésios 1.4). Esse plano precede a nossa existência, pois fomos “eleitos segundo a presciência de Deus Pai” (1 Pedro 1.2a). O termo “presciência” (gr. proginõskó) significa “conhecer de antemão” (Romanos 11.2, NVT). Aponta para o conhecimento prévio de Deus, que sabe de todas as coisas antes de elas acontecerem. Assim, Deus elegeu de antemão aqueles que Ele soube que iriam crer e perseverar em Cristo (Romanos 8.29).

2. Redimidos pelo sangue de Cristo. A Igreja é o resultado direto da obra redentora do Filho. Nela, os crentes são chamados por Deus e reconhecidos como “eleitos segundo a presciência de Deus Pai [...] e aspersão do sangue de Jesus Cristo” (1 Pedro 1.2). Nesse enunciado, temos a atuação do Pai, que elege, e do Filho, que redime com seu sangue. A frase “aspersão de sangue” remete ao ritual do Antigo Testamento, em que o sangue do sacrifício estabelecia uma aliança, e a aspersão concedia benefícios aos adoradores (Êxodo 24.8). Do mesmo modo, Cristo estabelece uma Nova Aliança com seu próprio sangue, para a remissão dos pecados (Hebreus 9.13-15). Ele amou a Igreja e voluntariamente morreu por ela e no lugar dela (Efésios 5-25). Esse ato é substitutivo, único, definitivo e eficaz, cujo efeito reconcilia o homem com Deus (2 Coríntios 5.18,19) e purifica o pecador (1 João 1.7).

3. Santificados pelo Espírito Santo. A obra do Espírito é igualmente indispensável à identidade da Igreja de Cristo: “eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito [...] e aspersão do sangue de Jesus Cristo” (1 Pedro 1.2). O conjunto desse versículo revela a cooperação trinitária na salvação: o Pai elege, o Filho redime, e o Espírito santifica. O termo “santificação” (gr. hagiasmós) indica separação do pecado e consagração ao serviço do Reino. Sem a ação do Espírito, a Igreja não passa de uma instituição humana. É o Espírito que a vivifica, purifica e conduz em conformidade com Cristo (2 Tessalonicenses 2.13).


SINOPSE I
O Pai elege, o Filho redime e o Espírito santifica: a salvação é uma obra trinitária.

II – A IGREJA E A COMUNHÃO COM A TRINDADE
1. Comunhão com o Pai. O amor demonstrado por Deus tornou possível nosso relacionamento com Ele (João 3.16). Acerca disso, ensina a Escritura: “conservai a vós mesmos no amor de Deus” (Judas 1.21a). O verbo “conservar” (gr. phyláxate) ressalta urgência e significa “manter; preservar, guardar, permanecer” (João 8.51-55). A Escritura admoesta os crentes a zelar pelo amor que Deus tem por nós, o amor que temos por Ele, e o amor que devemos aos irmãos (1 João 4.10-12). Estar no amor de Deus implica caminhar na sua vontade e guardar os seus mandamentos (João 14.21). Permanecer neste amor denota verdadeira comunhão, que se manifesta em uma vida de temor ao Senhor (Filipenses 2.12). O amor de Deus é, portanto, a fonte e o sustento da comunhão com o Pai e da perseverança da vida cristã (Romanos 8.35-39).

2. Comunhão com o Filho. João revela que é por meio de Cristo que temos acesso ao Pai, à verdade e à vida (João 14.6). Do mesmo modo, Judas exorta os salvos a manterem a esperança gerada pela “misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna” (Judas 1.21b). Assim, a vida eterna não é apenas uma realidade futura, pois “estar em Cristo” hoje é requisito essencial para essa dádiva (1 João 5.11). Desse modo, é impossível possuir vida eterna sem ter comunhão com Cristo (1 João 5.12).

3. Comunhão com o Espírito. A comunhão com o Espírito é um aspecto vital para a fé cristã. Judas adverte os crentes a serem edificados “sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo” (Judas 1.20). O versículo evidencia que a vida espiritual genuína não é possível sem a ação constante do Espírito (Gá1atas 5.25). A oração no Espírito não se resume a palavras, mas expressa intimidade ativa e dependente da direção divina (Romanos 8.26,27). O Espírito é quem promove a unidade no Corpo de Cristo (Efésios 4.3). A comunhão com Ele nos insere na dimensão espiritual onde há reconciliação, perdão e cooperação (Efésios 4.30-32 • Filipenses 2.1,2). Assim, a verdadeira unidade cristã não ocorre por meio de celebrações, mas é preservada pelo Espírito, quando os crentes vivem em comunhão e amor sacrificial (Efésios 5.1-3).


SINOPSE II
A Igreja é sustentada pelo amor do Pai, pela graça do Filho e pela comunhão do Espírito.

III – A IGREJA É ENVIADA PELA TRINDADE
1. A missão dada pelo Pai. A Trindade age de forma cooperativa no envio da Igreja ao mundo. A missão é uma extensão da comunhão trinitária para alcançar a humanidade com o Evangelho. A origem está no coração do Pai, cujo desejo é que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade (1 Timóteo 2.4). Desde o Antigo Testamento vemos Deus chamando e enviando seu povo para ser luz entre as nações (Isaías 49-6). No Novo Testamento esse chamado ganha novo vigor por meio da Igreja, instrumento do Pai para proclamar a sua graça (2 Coríntios 5.18-20). A missão não é uma ideia tardia, mas um plano eterno do Pai (Efésios 1.4,11). O envio do Filho é o ápice desse propósito, e a Igreja é chamada a participar dessa missão como corpo de Cristo no mundo (João 17.18).

2. O Filho comissiona seus discípulos. O Filho, enviado pelo Pai, agora envia a sua Igreja. Após sua ressurreição, Cristo ordenou: “Portanto, ide, ensinai todas as nações (...] ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado” (Mateus 28.19,20). A tarefa da Grande Comissão é uma ordenança proclamadora e um mandato educacional. É responsabilidade da Igreja evangelizar e ensinar a Palavra de Deus (2 Timóteo 4.2). Essa ordenança é uma expressão da graça salvadora, levando a mensagem do Reino a todas as pessoas, e “batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28.19b). O batismo é realizado na autoridade do nome de Jesus (Atos 2.38), mas a fórmula batismal é trinitária — em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Não é apenas uma liturgia, mas também uma confissão pública da fé na obra redentora da Trindade (Efésios 4.4-6).

3. O Espírito capacita e envia. A missão da Igreja não pode ser realizada sem a capacitação do Espírito (Lucas 24.49). Ele é quem dá poder e ousadia para testemunhar de Cristo (Atos 1.8). Em Atos, vemos o Espírito separando e enviando missionários para o serviço cristão (Atos 13.2). Ele não apenas acompanha, mas orienta e dirige a tarefa evangelizadora da Igreja (Atos 16.6,7). É o Espírito quem concede dons espirituais para o exercício eficaz do ministério (1 Coríntios 12.4-7).


SINOPSE III
A missão da Igreja é trinitária: o Pai envia, o Filho comissiona e o Espírito capacita.

 CONCLUSÃO
A Trindade está presente em toda a história da salvação: desde a nossa eleição, formação, santificação e envio. Por isso, como instituição trinitária, a Igreja é chamada a cumprir seu papel no mundo com poder e fidelidade. Essa Igreja vive, persevera e cumpre sua missão mediante a comunhão com o Deus Triúno. Essa doutrina não é abstrata, mas prática, viva e transformadora.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. Pela atuação do Espírito Santo, a Igreja é chamada a quê?
A obediência e a purificação contínua.

2. Qual é a fonte e o sustento da comunhão com o Pai e da perseverança da vida cristã?
O amor de Deus.

3. A verdadeira unidade cristã é preservada por quem?
Pelo Espírito Santo.

4. No Novo Testamento, qual é o instrumento do Pai para proclamar a sua graça e cumprir a responsabilidade de evangelizar e ensinar a Palavra de Deus?
A Igreja, corpo de Cristo.

5. Além de ser uma liturgia, o que o batismo nas águas é?
Uma confissão pública da fé na obra redentora da Trindade.


LIÇÕES DO TRIMESTRE


SUMÁRIO

Lição 2 - O Deus Pai
Lição 5 - O Deus Filho
Lição 7 - A Obra do Filho
Lição 8 - O Deus Espírito Santo
Lição 9 - Espírito Santo — O Regenerador
Lição 10 - Espírito Santo — O Capacitador
Lição 11 - O Pai e o Espírito Santo
Lição 12 - O Filho e o Espírito
Lição 13 - A Trindade Santa e a Igreja de Cristo



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domingo, 15 de fevereiro de 2026

LIÇÃO 12 – O FILHO E O ESPÍRITO

 1° TRIMESTRE DE 2026  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.”
(Lucas 1.35)

VERDADE PRÁTICA
O Filho de Deus cumpriu seu ministério em plena dependência do Espírito, revelando que a Obra redentora é trinitária: o Pai envia, o Filho obedece e o Espírito capacita.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Lucas 1.35
 
■ A concepção de Jesus foi obra sobrenatural do Espírito


 Terça – João 1.14
 ■
Filho Eterno se encarnou em perfeita submissão ao plano trinitário


 Quarta – João 16.14

 ■
O Espírito não busca glória própria, mas revela e exalta o Filho


 Quinta – Mateus 12.28
 ■
Os milagres de Jesus foram realizados no poder do Espírito


 Sexta – Atos 10.38
 ■
O Espírito capacitou Jesus em toda a sua missão terrena


 Sábado – Lucas 1.38
 ■
Maria é modelo de fé e submissão à vontade de Deus



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Lucas 1.26-38

26 — E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré,
27 — a uma virgem desposada com um varão cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria.
28 — E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres.
29 — E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras e considerava que saudação seria esta.
30 — Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus,
31 — E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.
32 — Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai,
33 — e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu Reino não terá fim.
34 — E disse Maria ao anjo: Como se fará isso, visto que não conheço varão?
35 — E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.
36 — E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril.
37 — Porque para Deus nada é impossível.
38 — Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.


Hinos Sugeridos: 25 • 154 • 401 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
O plano da salvação é uma ação coordenada pela Santíssima Trindade. Desde a concepção do Filho, sua obra redentora no Calvário e a ressurreição dentre os mortos,  o Pai, o Filho e o Espírito atuam em perfeita unidade. Essa lição revela como o Espírito Santo participa ativamente da encarnação, capacitação e exaltação do Filho, e mostra a resposta esperada do crente à obra de Redenção.

Palavra-Chave: Dependência

I – O ESPÍRITO E A CONCEPÇÃO DO FILHO
1. O anúncio do nascimento de Jesus. Lucas registra que o anjo Gabriel foi enviado por Deus à cidade de Nazaré, na Galileia (Lucas 1.26). O mensageiro visita uma jovem chamada Maria (Lucas 1.27) e lhe faz uma revelação surpreendente: “E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho” (Lucas 1.31a). E, ainda, lhe diz o nome da criança: “pôr-lhe-ás o nome de Jesus” (Lucas 1.31b). Gabriel, também declara que o menino será chamado Filho do Altíssimo” (Lucas 1.32). Maria demonstra perplexidade, não entende como isso poderia acontecer, uma vez que era virgem (Lucas 1.34). A esse respeito o anjo lhe assegura: “para Deus nada é impossível” (Lucas 1.37). Na sequência, o texto afirma que ela creu e, na mais completa confiança e submissão declarou: “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra” (Lucas 1.38).

2. O Espírito como agente da concepção. A explicação que o anjo faz a Maria, de como seria a concepção, é singular e miraculosa: “descerá sobre ti o Espírito Santo” (Lucas 1.35a). A resposta é expressa por meio de uma figura de linguagem, em que a segunda linha repete a ideia da primeira. Assim, o “Espírito Santo” está vinculado à “virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra” (Lucas 1.35b). Como já estudado, a sombra refere-se à presença de Deus (Êxodo 40.35), reporta-se à nuvem da presença divina na transfiguração (Lucas 9.34), e sinaliza o poder criativo do Espírito de Deus (Gênesis 1.2 • Salmos 104.30). Logo, reitera-se que a sombra do Espírito é protetiva e criadora. Desse modo, elucida o anjo, a concepção será obra do Espírito Santo pelo poder do Altíssimo, e por isso, “será chamado Filho de Deus” (Lucas 1.35d).

3. A pureza e a santidade do Filho. O anjo afirma que o Filho que nasceria de Maria seria “Santo” (Lucas 1.35c). A palavra “santo” (gr. hágios) indica separação do pecado e consagração ao serviço divino. No caso de Jesus, designa um atributo divino (Salmos 99.9). Ele já nasceu santo, assumiu a carne, mas não o pecado (Hebreus 4.15). Ele é o segundo Adão, obediente e justo (Romanos 5.19). O Espírito também o consagrou para ser o Cordeiro sem defeito e imaculado (1 Pedro 1.19). A santidade do Filho é a base de nossa redenção, justificação e santificação. Somente Ele foi capaz de cumprir a Lei (Mateus 5.17); e de oferecer-se como sacrifício perfeito (Hebreus 10.10). Assim como Jesus foi concebido pelo Espírito, os crentes também nascem espiritualmente pelo mesmo Espírito, que nos santifica à imagem do Filho (Romanos 8.29).


SINOPSE I
A concepção de Jesus foi sobrenatural, realizada pelo Espírito Santo, revelando a santidade do Filho.


II – O FILHO E A SUA RELAÇÃO COM O ESPÍRITO
l. O Filho é o Verbo feito carne. Ao assegurar que o Verbo se fez carne, a Escritura revela o mistério do Filho (João 1.14). Porém, o Verbo não começou a existir em Maria, pois Ele é Eterno, anterior à criação, coigual com o Pai e o Espírito (João 1.1-3). Isso indica que, na plenitude dos tempos, o Verbo assumiu a natureza humana sem deixar de ser Deus (Gálatas 4.4). Ele submeteu-se, voluntariamente às limitações humanas, mas manteve a sua essência divina. Enquanto homem, Jesus não usou plenamente seus atributos divinos, exceto quando o Pai o permitia pelo Espírito (Lucas 4.18,19 • João 5.19 • Atos 10.38). Dessa forma, a obra foi operada pelo Espírito Santo (Mateus 1.20 • Lucas 1.35), demonstrando a perfeita harmonia entre o Filho e o Espírito na execução do plano redentor do Pai.

2. O Espírito capacita o Filho. Embora sendo Deus, em seu ministério terreno, Jesus agia como homem cheio do Espírito. Cada palavra proferida (João 3.34), cada milagre realizado (Lucas 5.17), cada demônio expulso (Lucas 11.20) e cada perdão ministrado (Lucas 5.24) eram o resultado de uma vida conduzida pelo Espírito Santo (Mateus 12.28). Sua ação salvadora era guiada e sustentada pelo Espírito (Lucas 4.18). Ele não veio com ostentação, mas em humildade, movido por compaixão divina (Filipenses 2.5-7). O Espírito lhe capacitava com sabedoria, inteligência, poder e direção (Isaías 11.2). Esse padrão mostra que até mesmo o Verbo encarnado escolheu depender do Espírito de Deus (Mateus 4.1). É também um modelo para todo o verdadeiro cristão. Toda obra espiritual deve ser realizada no poder e na direção do Espírito (Atos 1.8).

3. O Filho e o poder do Espírito. Como observado, o ministério de Jesus foi marcado pela dependência do Espírito. Isso não nega sua divindade, mas exalta sua humildade na encarnação. Seu batismo foi confirmado pelo Espírito e pela voz do Pai, como manifestação da Trindade (Lucas 3.22). No deserto, pelo Espírito, venceu a tentação como o novo Adão (Mateus 4.1 • 1 Coríntios 15.45). A unção do Espírito sustentou seu ministério (Mateus 12.18-21). Seus milagres operados em comunhão com o Espírito revelaram o Reino de Deus (Mateus 12.28). Em sua humanidade, submeteu-se ao Pai e agiu no poder do Espírito (João 6.38). A entrega na cruz e a vitória sobre a morte foram realizadas em cooperação com o Espírito (Romanos 8.11 • Hebreus 9.14). Assim, mesmo sendo Deus, viveu em plena obediência ao Pai e capacitado pelo Espírito.


SINOPSE II
Durante toda a sua vida terrena, Jesus viveu em plena dependência do Espírito Santo.

III – A TRINDADE E A MISSÃO REDENTORA
1. O Pai envia o Filho e o Espírito. A salvação é iniciativa do Pai. Ele é a fonte de todo propósito redentor (João 3.16). O Pai envia o Filho ao mundo, não apenas como mensageiro, mas como oferta viva (Gálatas 4.4,5). O Filho, o Verbo Eterno, assume a carne para cumprir perfeitamente a Lei e tomar sobre Si a condenação do pecado (2 Coríntios 5.21). O Espírito, por sua vez, não é agente passivo, mas ativo desde o princípio: Ele concebe o Filho no ventre de Maria (Lucas 1.35), acompanha-o em cada passo do seu ministério (Atos 10.38), e aplica os méritos da redenção nos corações dos crentes (1 Coríntios 2.10). Essa cooperação revela a atuação da Trindade no plano da salvação: o Pai decreta, o Filho executa e o Espírito aplica (1 Pedro 1.2). A redenção é, portanto, uma expressão do amor trinitário em missão (1 João 4.9).

2. O Espírito revela e exalta o Filho. João explica que a missão do Espírito não é atrair atenção para si, mas revelar e exaltar o Filho. Jesus Cristo afirmou: “Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar” (João 16.14). Esclarece-se que o Espírito não busca glória própria, mas dá testemunho do Filho (João 15.26). A direção do Espírito está, portanto, ligada principalmente à revelação do mistério da salvação, do Cristo crucificado e ressuscitado, que um dia voltará para buscar sua Igreja (1 Coríntios 2.10). Assim, toda obra genuína do Espírito é profundamente cristocêntrica. Portanto, como Igreja, devemos discernir as manifestações espirituais à luz da Bíblia (1 João 4.1,2). Tudo o que não aponta para Cristo não procede do Espírito. Cristo é o centro da obra do Espírito (João 16.13).

3. A fé e a submissão do crente. O plano da redenção, embora concebido e executado pela Trindade, requer uma resposta humana (Efésios 2.8). Não somos agentes da redenção, mas somos seus recipientes e participantes (2 Coríntios 5.18). Maria, ao ouvir a mensagem do anjo sobre a concepção milagrosa, mesmo sem entender plenamente, submeteu-se com fé (Lucas 1.38). Sua resposta é um exemplo profundo da postura que todo crente deve assumir diante da obra trinitária, isto é, confiar com humildade e entrega total (Salmos 37.5). Assim como o Filho se submeteu ao Pai e foi ungido pelo Espírito, também o crente é chamado a se colocar nas mãos de Deus, crendo que Ele é poderoso para fazer o impossível (Lucas 1.37). A resposta que Ele espera de nós é fé (Hebreus 11.6), arrependimento (Atos 17.30) e obediência (Tiago 1.22).


SINOPSE III
A obra da redenção é trinitária: 0 Pai envia, o Filho obedece e o Espírito capacita.

 CONCLUSÃO
Reiteramos que a Redenção é uma obra trinitária que revela a perfeita unidade e cooperação entre as Pessoas divinas. O Filho, embora sendo Deus, submeteu-se ao Pai e agiu no poder do Espírito. Ao contemplarmos essa harmonia divina, somos convidados a uma resposta de fé genuína em Cristo, submissão voluntária à vontade do Pai, e obediência perseverante à direção do Espírito Santo em nosso viver diário.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. De acordo com a lição, o que significa a palavra “santo”?
A palavra “santo” significa separação do pecado e consagração a Deus.

2. Qual é a base de nossa redenção, justificação e santificação?
A santidade de Cristo é a base da nossa redenção, justificação e santificação.

3. O Verbo encarnado escolheu depender do Espírito de Deus que lhe capacitava com o quê?
O Verbo encarnado escolheu depender do Espírito, que lhe concedia sabedoria, poder e direção.

4. Qual é a missão do Espírito, que João explica, conforme Jesus afirmou em João 16.14?
A missão do Espírito é glorificar e exaltar o Filho.

5. Quando nos colocamos nas mãos de Deus, crendo que Ele é poderoso para fazer o impossível, qual é a resposta que Ele espera de nós?
Deus espera de nós fé, arrependimento e obediência.


LIÇÕES DO TRIMESTRE


SUMÁRIO

Lição 2 - O Deus Pai
Lição 5 - O Deus Filho
Lição 7 - A Obra do Filho
Lição 8 - O Deus Espírito Santo
Lição 9 - Espírito Santo — O Regenerador
Lição 10 - Espírito Santo — O Capacitador
Lição 11 - O Pai e o Espírito Santo
Lição 12 - O Filho e o Espírito
Lição 13 - A Trindade Santa e a Igreja de Cristo



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LIÇÃO 11 – O PAI E O ESPÍRITO SANTO

 1° TRIMESTRE DE 2026  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.”
(Romanos 8.14)

VERDADE PRÁTICA
O Espírito Santo nos liberta da escravidão do pecado, confirma nossa filiação em Cristo e nos conduz à herança eterna planejada pelo Pai.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Romanos 8.15
 
■ O Espírito nos livra do temor e nos torna filhos por adoção


 Terça – João 1.12
 ■
Os que creem em Cristo recebem o direito de serem feitos filhos


 Quarta – Gálatas 4.6

 ■
Deus envia o Espírito de seu Filho ao coração dos regenerados


 Quinta – Efésios 1.13,14
 ■ O
 Espírito Santo é o penhor da nossa herança eterna


 Sexta – Romanos 8.17
 ■
Somos herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo


 Sábado – 1 Pedro 1.3,4
 ■
A herança do crente é incorruptível e guardada nos céus



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Romanos 8.12-17 • Gálatas 4.1-6

Romanos 8
12 — De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne,
13 — porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.
14 — Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.
15 — Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.
16 — O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. 
17 — E, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.

Gálatas 4
1 — Digo, pois, que, todo o tempo em que o herdeiro é menino, em nada difere do servo, ainda que seja senhor de tudo.
2 — Mas está debaixo de tutores e curadores até ao tempo determinado pelo pai.
3 — Assim também nós, quando éramos meninos, estávamos reduzidos à servidão debaixo dos primeiros rudimentos do mundo;
4 — mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,
5 — para remir os que estavam debaixo da lei, afim de recebermos a adoção de filhos. 
6 — E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.


Hinos Sugeridos: 18 • 46 • 126 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
A ação do Espírito Santo na vida do crente é um dom do Pai e do Filho. Ele nos tira da escravidão do pecado, confirma nossa filiação em Cristo e nos assegura a herança prometida. Essa é uma obra trinitária que nos transforma por completo: da condenação à comunhão, e da carne à glória eterna. Nessa lição, veremos como o Pai e o Espírito agem conjuntamente para garantir nossa adoção como filhos e herdeiros de Deus.

Palavra-Chave: Filiação

I – O ESPIRITO E AS DÁDIVAS DO PAI
1. Da escravidão à filiação. A Escritura revela que o salvo não vive sob o domínio do “espírito de escravidão” (Romanos 8.15a). Essa expressão (gr. pneûma douleía) aponta para o estado de servidão ao pecado e ao medo da punição que caracterizava a vida antes da conversão (Gálatas 3.10 • 4.3). A Lei, embora santa, não pôde produzir liberdade (Romanos 7.12,13), ela revela o pecado, mas não concede poder para vencê-lo (Romanos 3.20). Entretanto, sob a graça divina, o crente recebe o “Espírito de adoção” (Romanos 8.15b). Essa frase (gr. pneûma huiothesía) aponta para a nova identidade em Cristo, um vínculo de afeto e de perdão (Gálatas 4.4-5). Não somos mais escravos, mas filhos (1 João 3.1). Essa filiação nos livra do medo e do poder do pecado, e nos convida à comunhão com o Pai (Gálatas 5.1 • 1 João 5.18).

2. Da rebeldia a filho legítimo. Antes da regeneração, éramos espiritualmente rebeldes (1 Coríntios 12.2). Mas, por meio da graça, fomos transformados, e assim: “O Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Romanos 8.16). Essa declaração refere-se a uma nova posição espiritual e jurídica (João 1.12). O Espírito opera a adoção e confirma interiormente essa verdade, dando testemunho direto ao coração do crente (2 Coríntios 1.22). Os privilégios dessa dádiva incluem: O direito de chamar a Deus de Pai: “pelo qual clamamos: Aba, Pai” (Romanos 8.15c), em que o aramaico Abba é a forma carinhosa para “papai”, e indica que em Cristo temos íntimo e livre acesso ao Deus Todo-Poderoso (Efésios 2.18). Outro benefício do filho tornado legítimo é que ele se torna herdeiro de toda a riqueza do seu Pai adotivo (Efésios 1.11).

3. Das trevas à plenitude do Espírito. Noutro tempo, vivíamos em trevas espirituais (Efésios 5.8). As “trevas” simbolizam pecado e separação de Deus (Colossenses 1.13). A transição das trevas para a luz é um ato gracioso do Pai (1 Pedro 2.9). O sinal dessa nova vida é a presença do Espírito: “porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai” (Gálatas 4.6). O envio do Espírito é a prova da adoção do crente como filho legítimo (Romanos 8.9,14-16). A expressão “Espírito de seu Filho” aponta para a missão do Espírito em continuar a obra de Cristo (João 15.26 • 16.14 • Filipenses 1.19). E, assim como Jesus orava “Aba, Pai” (Marcos 14.36), o crente é capacitado a ter comunhão com Deus. Aquele que andava em trevas e ignorância espiritual, agora vive em plena luz, guiado pelo Espírito (Romanos 8.14).


SINOPSE I
O Espírito Santo nos liberta da escravidão e confirma nossa filiação em Cristo.


II – O ESPÍRITO NOS GUIA NA VONTADE DO PAI 
1. Os filhos são guiados pelo Espírito. Paulo explica que a marca de um filho de Deus não é a filiação nominal, mas uma vida conduzida pelo Espírito: “porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus” (Romanos 8.14). O verbo “guiados” (gr. ágontai) está no tempo presente passivo, indicando que os crentes são continuamente orientados pelo Espírito, como alguém que é levado pela mão (1 João 2.27). Isso significa que são instruídos pelo Espírito, no caminho do Pai, em todo o curso da vida (João 16.13). Essa direção do Espírito se opõe à inclinação da carne (Gálatas 5.16). Tal orientação não é forçada, mas fruto da habitação do Espírito no coração regenerado (Romanos 8.9). Como filhos, não fomos deixados órfãos (João 14.18); o Espírito aponta a direção e anda conosco no caminho (1 Coríntios 6.19).

2. O Espírito opera a mortificação da carne. A Bíblia apresenta a mortificação da carne como um princípio da vida cristã: “se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis” (Romanos 8.13b). O termo “mortificardes” (gr. thanatóõ) significa fazer morrer, sufocar algo até que perca sua força. Diz respeito a necessidade de o crente subjugar os desejos pecaminosos. O texto afirma que é “pelo Espírito” que essa obra é realizada. Ele é o agente divino que capacita o salvo a vencer a carne. Porém, o papel do crente não é ser passivo. Devemos andar em Espírito (Gálatas 5.16), despir-se do velho homem (Efésios 4.22), crucificar a carne (Gálatas 5.24), e nos santificar diariamente (Colossenses 3.5 • 1 Tessalonicenses 4.3). A ação do Espírito não apenas mostra o erro, mas transforma a vontade e fortalece o crente contra o pecado (Romanos 6.14).

3. O Espírito age conforme o plano do Pai. O plano da redenção é uma obra trinitária: “vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho [...] para remir os que estavam debaixo da lei [...] a fim de recebermos a adoção de filhos. [...] Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai” (Gálatas 4.4-6). Esse texto enfatiza que o Pai enviou o Filho “na plenitude dos tempos”, isto é, no tempo por Deus escolhido (Gálatas 4.4a); o Filho foi enviado para o resgate dos pecadores (Lucas 19.10); e o Espírito para nos transformar em filhos legítimos (Romanos 8.16). Desse modo, o Pai é o autor do plano de salvação (1 João 4.14); o Filho é o executor da redenção (Hebreus 9.12); e o Espírito é o aplicador da adoção (Efésios 1.5). Essa verdade revela a perfeita harmonia na Santíssima Trindade.


SINOPSE II
Os filhos de Deus são guiados pelo Espírito na vontade do Pai

III – A TRINDADE NOS CONDUZ À HERANÇA ETERNA
1. Herdeiros de Deus por adoção. doutrina da herança é inseparável da adoção. Paulo apresenta um dos benefícios da filiação: “se nós somos filhos, somos, logo herdeiros [...] herdeiros de Deus” (Romanos 8.17a). O termo “herdeiro” (gr. klêronómos) é utilizado no contexto legal para indicar que os adotados passam a ter pleno direito sobre os bens do Pai. Essa herança não é mérito, mas é recebida por adoção graciosa (Efésios 1.5). É uma obra trinitária perfeita: O Pai planeja e garante a herança (Efésios 1.11), o Filho a conquista na cruz (1 Pedro 1.18,19); e o Espírito é a garantia dessa herança (Efésios 1.13-14). A herança inclui as bênçãos já recebidas, entre elas, a salvação e a justificação (Romanos 5.1 • Efésios 2.8); e, também as promessas futuras, tais como a vida eterna e a glorificação (Romanos 6.23 • 8.30).

2. Coerdeiros de Cristo por filiação. A filiação nos associa ao Filho Primogênito como “coerdeiros de Cristo” (Romanos 8.17b). Essa frase significa que compartilhamos com Ele a mesma herança. O Filho reparte com seus irmãos redimidos aquilo que recebeu como herança eterna (Apocalipse 3.21). Essa herança não é de posses materiais, mas é gloriosa, incorruptível e incontaminável (João 17.24 • 1 Pedro 1.4). Porém, ser coerdeiro de Cristo, não significa apenas desfrutar da glória, mas também participar de seus sofrimentos (2 Timóteo 2.12). Isso confirma que a vida revela que essas aflições têm propósito eterno (Romanos 8.18). A glória futura é certa, mas a cruz precede a coroa. Nosso chamado não é apenas para ser salvo, mas para ser moldado conforme o Filho, e isso inclui as marcas da cruz (Gálatas 6.17).

3. O Pai administra o tempo da herança. Paulo descreve a condição espiritual do homem antes da plena revelação de Cristo: “todo o tempo que o herdeiro é menino [...] está debaixo de tutores e curadores até ao tempo determinado pelo pai” (Gálatas 4.1,2). Essa metáfora ilustra o período da Antiga Aliança, em que Israel, apesar das promessas, ainda não havia recebido a herança (Gálatas 4.3). Indica que o Pai celestial é quem administra o momento do acesso à posse da herança (Gálatas 4.4). Ele tem o controle do tempo oportuno e exato (gr. kairós) não só para o advento do Messias, mas também para a outorga das promessas e da herança eterna na vida de cada crente (Eclesiastes 3.1). Portanto, o crente deve confiar que Deus sabe o tempo certo para conceder cada porção da sua promessa a cada um de seus filhos (Romanos 8.28).


SINOPSE III
A Trindade nos conduz à herança incorruptível e eterna.

 CONCLUSÃO
O Espírito Santo é a dádiva do Pai celestial e de seu Filho Jesus Cristo. O Espírito nos torna filhos por adoção, herdeiros com Cristo, habita em nós, orienta e santifica o crente. A Igreja deve viver sob essa consciência: pertencemos ao Pai, guiados pelo Espírito, glorificando ao Filho.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. O que significa a expressão “Aba, Pai” e o que ela indica?
O aramaico Abba é a forma carinhosa para “papai”, e indica que em Cristo temos íntimo e livre acesso ao Deus Todo-Poderoso (Efésios 2.18).

2. Como a ação do Espírito opera a mortificação das obras da carne?
Diz respeito a necessidade de o crente subjugar os desejos pecaminosos.

3. Explique o papel de cada Pessoa da Trindade no Plano de redenção.
O Pai é o autor do plano de salvação (1 João 4.14); o Filho é o executor da redenção (Hebreus 9.12); e o Espírito é o aplicador da adoção (Efésios 1.5).

4. O que significa 0 termo “herdeiro” no contexto da filiação espiritual?
O termo “herdeiro” (gr. klêronómos) é utilizado no contexto legal para indicar que os adotados passam a ter pleno direito sobre os bens do Pai.

5. Quais são as consequências de ser coerdeiro com Cristo?
Compartilhamos com Ele a mesma herança; recebemos do Filho a herança eterna; essa herança é gloriosa incorruptível e incontaminável (João 17.24 • 1 Pedro 1.4).


LIÇÕES DO TRIMESTRE


SUMÁRIO

Lição 2 - O Deus Pai
Lição 5 - O Deus Filho
Lição 7 - A Obra do Filho
Lição 8 - O Deus Espírito Santo
Lição 9 - Espírito Santo — O Regenerador
Lição 10 - Espírito Santo — O Capacitador
Lição 11 - O Pai e o Espírito Santo
Lição 12 - O Filho e o Espírito
Lição 13 - A Trindade Santa e a Igreja de Cristo



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