Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

LIÇÃO 13 – A TRINDADE SANTA E A IGREJA DE CRISTO

 1° TRIMESTRE DE 2026  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em
nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.” 
(Mateus 28.19)

VERDADE PRÁTICA
A redenção da Igreja é uma obra conjunta da Trindade:
o Pai elege, o Filho redime e o Espírito santifica, sustentando a fé e a missão da Igreja no mundo.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – 1 Pedro 1.2
 
■ A salvação é o fruto do plano eterno do Pai por meio de sua presciência


 Terça – Efésios 1.4
 ■
Deus nos escolheu em Cristo desde a eternidade com o propósito de uma vida santa


 Quarta – 1 João 1.7

 ■
A comunhão com Cristo e entre os crentes é sustentada pelo sangue purificador de Jesus


 Quinta – 2 Tessalonicenses 2.13
 ■
A obra do Espírito é essencial para a salvação e perseverança na fé


 Sexta – João 15.4
 ■
A comunhão contínua com Cristo é indispensável para uma vida frutífera


 Sábado – 2 Coríntios 13.13
 ■
A Trindade atua em favor da Igreja com graça, amor e comunhão permanente



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 Coríntios 13.11-13 • 1 Pedro 1.2,3

2 Coríntios 13
11 — Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco.
12 — Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Todos os santos vos saúdam.
13 — A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com vós todos. Amém!

1 Pedro 1
2 — eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça e paz vos sejam multiplicadas.
3 — Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos.


Hinos Sugeridos: 124 • 243 • 313 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
A Trindade é uma doutrina fundamental da fé cristã e, também, a base da existência e da missão da Igreja. Ela revela o agir cooperativo do Pai, do Filho e do Espírito, de forma harmoniosa na criação, redenção, santificação e na comunhão da Igreja. Essa lição visa mostrar como a Trindade sustenta, guia e envia a Igreja para o cumprimento do seu papel no mundo. Compreender essa verdade fortalece nossa identidade como povo de Deus.

Palavra-Chave: Trindade

I – A TRINDADE E O PLANO REDENTOR
l. Eleitos segundo a presciência do Pai. Deus elegeu a Igreja desde a eternidade (Efésios 1.4). Esse plano precede a nossa existência, pois fomos “eleitos segundo a presciência de Deus Pai” (1 Pedro 1.2a). O termo “presciência” (gr. proginõskó) significa “conhecer de antemão” (Romanos 11.2, NVT). Aponta para o conhecimento prévio de Deus, que sabe de todas as coisas antes de elas acontecerem. Assim, Deus elegeu de antemão aqueles que Ele soube que iriam crer e perseverar em Cristo (Romanos 8.29).

2. Redimidos pelo sangue de Cristo. A Igreja é o resultado direto da obra redentora do Filho. Nela, os crentes são chamados por Deus e reconhecidos como “eleitos segundo a presciência de Deus Pai [...] e aspersão do sangue de Jesus Cristo” (1 Pedro 1.2). Nesse enunciado, temos a atuação do Pai, que elege, e do Filho, que redime com seu sangue. A frase “aspersão de sangue” remete ao ritual do Antigo Testamento, em que o sangue do sacrifício estabelecia uma aliança, e a aspersão concedia benefícios aos adoradores (Êxodo 24.8). Do mesmo modo, Cristo estabelece uma Nova Aliança com seu próprio sangue, para a remissão dos pecados (Hebreus 9.13-15). Ele amou a Igreja e voluntariamente morreu por ela e no lugar dela (Efésios 5-25). Esse ato é substitutivo, único, definitivo e eficaz, cujo efeito reconcilia o homem com Deus (2 Coríntios 5.18,19) e purifica o pecador (1 João 1.7).

3. Santificados pelo Espírito Santo. A obra do Espírito é igualmente indispensável à identidade da Igreja de Cristo: “eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito [...] e aspersão do sangue de Jesus Cristo” (1 Pedro 1.2). O conjunto desse versículo revela a cooperação trinitária na salvação: o Pai elege, o Filho redime, e o Espírito santifica. O termo “santificação” (gr. hagiasmós) indica separação do pecado e consagração ao serviço do Reino. Sem a ação do Espírito, a Igreja não passa de uma instituição humana. É o Espírito que a vivifica, purifica e conduz em conformidade com Cristo (2 Tessalonicenses 2.13).


SINOPSE I
O Pai elege, o Filho redime e o Espírito santifica: a salvação é uma obra trinitária.

II – A IGREJA E A COMUNHÃO COM A TRINDADE
1. Comunhão com o Pai. O amor demonstrado por Deus tornou possível nosso relacionamento com Ele (João 3.16). Acerca disso, ensina a Escritura: “conservai a vós mesmos no amor de Deus” (Judas 1.21a). O verbo “conservar” (gr. phyláxate) ressalta urgência e significa “manter; preservar, guardar, permanecer” (João 8.51-55). A Escritura admoesta os crentes a zelar pelo amor que Deus tem por nós, o amor que temos por Ele, e o amor que devemos aos irmãos (1 João 4.10-12). Estar no amor de Deus implica caminhar na sua vontade e guardar os seus mandamentos (João 14.21). Permanecer neste amor denota verdadeira comunhão, que se manifesta em uma vida de temor ao Senhor (Filipenses 2.12). O amor de Deus é, portanto, a fonte e o sustento da comunhão com o Pai e da perseverança da vida cristã (Romanos 8.35-39).

2. Comunhão com o Filho. João revela que é por meio de Cristo que temos acesso ao Pai, à verdade e à vida (João 14.6). Do mesmo modo, Judas exorta os salvos a manterem a esperança gerada pela “misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna” (Judas 1.21b). Assim, a vida eterna não é apenas uma realidade futura, pois “estar em Cristo” hoje é requisito essencial para essa dádiva (1 João 5.11). Desse modo, é impossível possuir vida eterna sem ter comunhão com Cristo (1 João 5.12).

3. Comunhão com o Espírito. A comunhão com o Espírito é um aspecto vital para a fé cristã. Judas adverte os crentes a serem edificados “sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo” (Judas 1.20). O versículo evidencia que a vida espiritual genuína não é possível sem a ação constante do Espírito (Gá1atas 5.25). A oração no Espírito não se resume a palavras, mas expressa intimidade ativa e dependente da direção divina (Romanos 8.26,27). O Espírito é quem promove a unidade no Corpo de Cristo (Efésios 4.3). A comunhão com Ele nos insere na dimensão espiritual onde há reconciliação, perdão e cooperação (Efésios 4.30-32 • Filipenses 2.1,2). Assim, a verdadeira unidade cristã não ocorre por meio de celebrações, mas é preservada pelo Espírito, quando os crentes vivem em comunhão e amor sacrificial (Efésios 5.1-3).


SINOPSE II
A Igreja é sustentada pelo amor do Pai, pela graça do Filho e pela comunhão do Espírito.

III – A IGREJA É ENVIADA PELA TRINDADE
1. A missão dada pelo Pai. A Trindade age de forma cooperativa no envio da Igreja ao mundo. A missão é uma extensão da comunhão trinitária para alcançar a humanidade com o Evangelho. A origem está no coração do Pai, cujo desejo é que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade (1 Timóteo 2.4). Desde o Antigo Testamento vemos Deus chamando e enviando seu povo para ser luz entre as nações (Isaías 49-6). No Novo Testamento esse chamado ganha novo vigor por meio da Igreja, instrumento do Pai para proclamar a sua graça (2 Coríntios 5.18-20). A missão não é uma ideia tardia, mas um plano eterno do Pai (Efésios 1.4,11). O envio do Filho é o ápice desse propósito, e a Igreja é chamada a participar dessa missão como corpo de Cristo no mundo (João 17.18).

2. O Filho comissiona seus discípulos. O Filho, enviado pelo Pai, agora envia a sua Igreja. Após sua ressurreição, Cristo ordenou: “Portanto, ide, ensinai todas as nações (...] ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado” (Mateus 28.19,20). A tarefa da Grande Comissão é uma ordenança proclamadora e um mandato educacional. É responsabilidade da Igreja evangelizar e ensinar a Palavra de Deus (2 Timóteo 4.2). Essa ordenança é uma expressão da graça salvadora, levando a mensagem do Reino a todas as pessoas, e “batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28.19b). O batismo é realizado na autoridade do nome de Jesus (Atos 2.38), mas a fórmula batismal é trinitária — em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Não é apenas uma liturgia, mas também uma confissão pública da fé na obra redentora da Trindade (Efésios 4.4-6).

3. O Espírito capacita e envia. A missão da Igreja não pode ser realizada sem a capacitação do Espírito (Lucas 24.49). Ele é quem dá poder e ousadia para testemunhar de Cristo (Atos 1.8). Em Atos, vemos o Espírito separando e enviando missionários para o serviço cristão (Atos 13.2). Ele não apenas acompanha, mas orienta e dirige a tarefa evangelizadora da Igreja (Atos 16.6,7). É o Espírito quem concede dons espirituais para o exercício eficaz do ministério (1 Coríntios 12.4-7).


SINOPSE III
A missão da Igreja é trinitária: o Pai envia, o Filho comissiona e o Espírito capacita.

 CONCLUSÃO
A Trindade está presente em toda a história da salvação: desde a nossa eleição, formação, santificação e envio. Por isso, como instituição trinitária, a Igreja é chamada a cumprir seu papel no mundo com poder e fidelidade. Essa Igreja vive, persevera e cumpre sua missão mediante a comunhão com o Deus Triúno. Essa doutrina não é abstrata, mas prática, viva e transformadora.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. Pela atuação do Espírito Santo, a Igreja é chamada a quê?
A obediência e a purificação contínua.

2. Qual é a fonte e o sustento da comunhão com o Pai e da perseverança da vida cristã?
O amor de Deus.

3. A verdadeira unidade cristã é preservada por quem?
Pelo Espírito Santo.

4. No Novo Testamento, qual é o instrumento do Pai para proclamar a sua graça e cumprir a responsabilidade de evangelizar e ensinar a Palavra de Deus?
A Igreja, corpo de Cristo.

5. Além de ser uma liturgia, o que o batismo nas águas é?
Uma confissão pública da fé na obra redentora da Trindade.


LIÇÕES DO TRIMESTRE


SUMÁRIO

Lição 2 - O Deus Pai
Lição 5 - O Deus Filho
Lição 7 - A Obra do Filho
Lição 8 - O Deus Espírito Santo
Lição 9 - Espírito Santo — O Regenerador
Lição 10 - Espírito Santo — O Capacitador
Lição 11 - O Pai e o Espírito Santo
Lição 12 - O Filho e o Espírito
Lição 13 - A Trindade Santa e a Igreja de Cristo



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domingo, 15 de fevereiro de 2026

LIÇÃO 12 – O FILHO E O ESPÍRITO

 1° TRIMESTRE DE 2026  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.”
(Lucas 1.35)

VERDADE PRÁTICA
O Filho de Deus cumpriu seu ministério em plena dependência do Espírito, revelando que a Obra redentora é trinitária: o Pai envia, o Filho obedece e o Espírito capacita.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Lucas 1.35
 
■ A concepção de Jesus foi obra sobrenatural do Espírito


 Terça – João 1.14
 ■
Filho Eterno se encarnou em perfeita submissão ao plano trinitário


 Quarta – João 16.14

 ■
O Espírito não busca glória própria, mas revela e exalta o Filho


 Quinta – Mateus 12.28
 ■
Os milagres de Jesus foram realizados no poder do Espírito


 Sexta – Atos 10.38
 ■
O Espírito capacitou Jesus em toda a sua missão terrena


 Sábado – Lucas 1.38
 ■
Maria é modelo de fé e submissão à vontade de Deus



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Lucas 1.26-38

26 — E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré,
27 — a uma virgem desposada com um varão cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria.
28 — E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres.
29 — E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras e considerava que saudação seria esta.
30 — Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus,
31 — E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.
32 — Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai,
33 — e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu Reino não terá fim.
34 — E disse Maria ao anjo: Como se fará isso, visto que não conheço varão?
35 — E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.
36 — E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril.
37 — Porque para Deus nada é impossível.
38 — Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.


Hinos Sugeridos: 25 • 154 • 401 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
O plano da salvação é uma ação coordenada pela Santíssima Trindade. Desde a concepção do Filho, sua obra redentora no Calvário e a ressurreição dentre os mortos,  o Pai, o Filho e o Espírito atuam em perfeita unidade. Essa lição revela como o Espírito Santo participa ativamente da encarnação, capacitação e exaltação do Filho, e mostra a resposta esperada do crente à obra de Redenção.

Palavra-Chave: Dependência

I – O ESPÍRITO E A CONCEPÇÃO DO FILHO
1. O anúncio do nascimento de Jesus. Lucas registra que o anjo Gabriel foi enviado por Deus à cidade de Nazaré, na Galileia (Lucas 1.26). O mensageiro visita uma jovem chamada Maria (Lucas 1.27) e lhe faz uma revelação surpreendente: “E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho” (Lucas 1.31a). E, ainda, lhe diz o nome da criança: “pôr-lhe-ás o nome de Jesus” (Lucas 1.31b). Gabriel, também declara que o menino será chamado Filho do Altíssimo” (Lucas 1.32). Maria demonstra perplexidade, não entende como isso poderia acontecer, uma vez que era virgem (Lucas 1.34). A esse respeito o anjo lhe assegura: “para Deus nada é impossível” (Lucas 1.37). Na sequência, o texto afirma que ela creu e, na mais completa confiança e submissão declarou: “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra” (Lucas 1.38).

2. O Espírito como agente da concepção. A explicação que o anjo faz a Maria, de como seria a concepção, é singular e miraculosa: “descerá sobre ti o Espírito Santo” (Lucas 1.35a). A resposta é expressa por meio de uma figura de linguagem, em que a segunda linha repete a ideia da primeira. Assim, o “Espírito Santo” está vinculado à “virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra” (Lucas 1.35b). Como já estudado, a sombra refere-se à presença de Deus (Êxodo 40.35), reporta-se à nuvem da presença divina na transfiguração (Lucas 9.34), e sinaliza o poder criativo do Espírito de Deus (Gênesis 1.2 • Salmos 104.30). Logo, reitera-se que a sombra do Espírito é protetiva e criadora. Desse modo, elucida o anjo, a concepção será obra do Espírito Santo pelo poder do Altíssimo, e por isso, “será chamado Filho de Deus” (Lucas 1.35d).

3. A pureza e a santidade do Filho. O anjo afirma que o Filho que nasceria de Maria seria “Santo” (Lucas 1.35c). A palavra “santo” (gr. hágios) indica separação do pecado e consagração ao serviço divino. No caso de Jesus, designa um atributo divino (Salmos 99.9). Ele já nasceu santo, assumiu a carne, mas não o pecado (Hebreus 4.15). Ele é o segundo Adão, obediente e justo (Romanos 5.19). O Espírito também o consagrou para ser o Cordeiro sem defeito e imaculado (1 Pedro 1.19). A santidade do Filho é a base de nossa redenção, justificação e santificação. Somente Ele foi capaz de cumprir a Lei (Mateus 5.17); e de oferecer-se como sacrifício perfeito (Hebreus 10.10). Assim como Jesus foi concebido pelo Espírito, os crentes também nascem espiritualmente pelo mesmo Espírito, que nos santifica à imagem do Filho (Romanos 8.29).


SINOPSE I
A concepção de Jesus foi sobrenatural, realizada pelo Espírito Santo, revelando a santidade do Filho.


II – O FILHO E A SUA RELAÇÃO COM O ESPÍRITO
l. O Filho é o Verbo feito carne. Ao assegurar que o Verbo se fez carne, a Escritura revela o mistério do Filho (João 1.14). Porém, o Verbo não começou a existir em Maria, pois Ele é Eterno, anterior à criação, coigual com o Pai e o Espírito (João 1.1-3). Isso indica que, na plenitude dos tempos, o Verbo assumiu a natureza humana sem deixar de ser Deus (Gálatas 4.4). Ele submeteu-se, voluntariamente às limitações humanas, mas manteve a sua essência divina. Enquanto homem, Jesus não usou plenamente seus atributos divinos, exceto quando o Pai o permitia pelo Espírito (Lucas 4.18,19 • João 5.19 • Atos 10.38). Dessa forma, a obra foi operada pelo Espírito Santo (Mateus 1.20 • Lucas 1.35), demonstrando a perfeita harmonia entre o Filho e o Espírito na execução do plano redentor do Pai.

2. O Espírito capacita o Filho. Embora sendo Deus, em seu ministério terreno, Jesus agia como homem cheio do Espírito. Cada palavra proferida (João 3.34), cada milagre realizado (Lucas 5.17), cada demônio expulso (Lucas 11.20) e cada perdão ministrado (Lucas 5.24) eram o resultado de uma vida conduzida pelo Espírito Santo (Mateus 12.28). Sua ação salvadora era guiada e sustentada pelo Espírito (Lucas 4.18). Ele não veio com ostentação, mas em humildade, movido por compaixão divina (Filipenses 2.5-7). O Espírito lhe capacitava com sabedoria, inteligência, poder e direção (Isaías 11.2). Esse padrão mostra que até mesmo o Verbo encarnado escolheu depender do Espírito de Deus (Mateus 4.1). É também um modelo para todo o verdadeiro cristão. Toda obra espiritual deve ser realizada no poder e na direção do Espírito (Atos 1.8).

3. O Filho e o poder do Espírito. Como observado, o ministério de Jesus foi marcado pela dependência do Espírito. Isso não nega sua divindade, mas exalta sua humildade na encarnação. Seu batismo foi confirmado pelo Espírito e pela voz do Pai, como manifestação da Trindade (Lucas 3.22). No deserto, pelo Espírito, venceu a tentação como o novo Adão (Mateus 4.1 • 1 Coríntios 15.45). A unção do Espírito sustentou seu ministério (Mateus 12.18-21). Seus milagres operados em comunhão com o Espírito revelaram o Reino de Deus (Mateus 12.28). Em sua humanidade, submeteu-se ao Pai e agiu no poder do Espírito (João 6.38). A entrega na cruz e a vitória sobre a morte foram realizadas em cooperação com o Espírito (Romanos 8.11 • Hebreus 9.14). Assim, mesmo sendo Deus, viveu em plena obediência ao Pai e capacitado pelo Espírito.


SINOPSE II
Durante toda a sua vida terrena, Jesus viveu em plena dependência do Espírito Santo.

III – A TRINDADE E A MISSÃO REDENTORA
1. O Pai envia o Filho e o Espírito. A salvação é iniciativa do Pai. Ele é a fonte de todo propósito redentor (João 3.16). O Pai envia o Filho ao mundo, não apenas como mensageiro, mas como oferta viva (Gálatas 4.4,5). O Filho, o Verbo Eterno, assume a carne para cumprir perfeitamente a Lei e tomar sobre Si a condenação do pecado (2 Coríntios 5.21). O Espírito, por sua vez, não é agente passivo, mas ativo desde o princípio: Ele concebe o Filho no ventre de Maria (Lucas 1.35), acompanha-o em cada passo do seu ministério (Atos 10.38), e aplica os méritos da redenção nos corações dos crentes (1 Coríntios 2.10). Essa cooperação revela a atuação da Trindade no plano da salvação: o Pai decreta, o Filho executa e o Espírito aplica (1 Pedro 1.2). A redenção é, portanto, uma expressão do amor trinitário em missão (1 João 4.9).

2. O Espírito revela e exalta o Filho. João explica que a missão do Espírito não é atrair atenção para si, mas revelar e exaltar o Filho. Jesus Cristo afirmou: “Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar” (João 16.14). Esclarece-se que o Espírito não busca glória própria, mas dá testemunho do Filho (João 15.26). A direção do Espírito está, portanto, ligada principalmente à revelação do mistério da salvação, do Cristo crucificado e ressuscitado, que um dia voltará para buscar sua Igreja (1 Coríntios 2.10). Assim, toda obra genuína do Espírito é profundamente cristocêntrica. Portanto, como Igreja, devemos discernir as manifestações espirituais à luz da Bíblia (1 João 4.1,2). Tudo o que não aponta para Cristo não procede do Espírito. Cristo é o centro da obra do Espírito (João 16.13).

3. A fé e a submissão do crente. O plano da redenção, embora concebido e executado pela Trindade, requer uma resposta humana (Efésios 2.8). Não somos agentes da redenção, mas somos seus recipientes e participantes (2 Coríntios 5.18). Maria, ao ouvir a mensagem do anjo sobre a concepção milagrosa, mesmo sem entender plenamente, submeteu-se com fé (Lucas 1.38). Sua resposta é um exemplo profundo da postura que todo crente deve assumir diante da obra trinitária, isto é, confiar com humildade e entrega total (Salmos 37.5). Assim como o Filho se submeteu ao Pai e foi ungido pelo Espírito, também o crente é chamado a se colocar nas mãos de Deus, crendo que Ele é poderoso para fazer o impossível (Lucas 1.37). A resposta que Ele espera de nós é fé (Hebreus 11.6), arrependimento (Atos 17.30) e obediência (Tiago 1.22).


SINOPSE III
A obra da redenção é trinitária: 0 Pai envia, o Filho obedece e o Espírito capacita.

 CONCLUSÃO
Reiteramos que a Redenção é uma obra trinitária que revela a perfeita unidade e cooperação entre as Pessoas divinas. O Filho, embora sendo Deus, submeteu-se ao Pai e agiu no poder do Espírito. Ao contemplarmos essa harmonia divina, somos convidados a uma resposta de fé genuína em Cristo, submissão voluntária à vontade do Pai, e obediência perseverante à direção do Espírito Santo em nosso viver diário.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. De acordo com a lição, o que significa a palavra “santo”?
A palavra “santo” significa separação do pecado e consagração a Deus.

2. Qual é a base de nossa redenção, justificação e santificação?
A santidade de Cristo é a base da nossa redenção, justificação e santificação.

3. O Verbo encarnado escolheu depender do Espírito de Deus que lhe capacitava com o quê?
O Verbo encarnado escolheu depender do Espírito, que lhe concedia sabedoria, poder e direção.

4. Qual é a missão do Espírito, que João explica, conforme Jesus afirmou em João 16.14?
A missão do Espírito é glorificar e exaltar o Filho.

5. Quando nos colocamos nas mãos de Deus, crendo que Ele é poderoso para fazer o impossível, qual é a resposta que Ele espera de nós?
Deus espera de nós fé, arrependimento e obediência.


LIÇÕES DO TRIMESTRE


SUMÁRIO

Lição 2 - O Deus Pai
Lição 5 - O Deus Filho
Lição 7 - A Obra do Filho
Lição 8 - O Deus Espírito Santo
Lição 9 - Espírito Santo — O Regenerador
Lição 10 - Espírito Santo — O Capacitador
Lição 11 - O Pai e o Espírito Santo
Lição 12 - O Filho e o Espírito
Lição 13 - A Trindade Santa e a Igreja de Cristo



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LIÇÃO 11 – O PAI E O ESPÍRITO SANTO

 1° TRIMESTRE DE 2026  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.”
(Romanos 8.14)

VERDADE PRÁTICA
O Espírito Santo nos liberta da escravidão do pecado, confirma nossa filiação em Cristo e nos conduz à herança eterna planejada pelo Pai.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Romanos 8.15
 
■ O Espírito nos livra do temor e nos torna filhos por adoção


 Terça – João 1.12
 ■
Os que creem em Cristo recebem o direito de serem feitos filhos


 Quarta – Gálatas 4.6

 ■
Deus envia o Espírito de seu Filho ao coração dos regenerados


 Quinta – Efésios 1.13,14
 ■ O
 Espírito Santo é o penhor da nossa herança eterna


 Sexta – Romanos 8.17
 ■
Somos herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo


 Sábado – 1 Pedro 1.3,4
 ■
A herança do crente é incorruptível e guardada nos céus



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Romanos 8.12-17 • Gálatas 4.1-6

Romanos 8
12 — De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne,
13 — porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.
14 — Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.
15 — Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.
16 — O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. 
17 — E, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.

Gálatas 4
1 — Digo, pois, que, todo o tempo em que o herdeiro é menino, em nada difere do servo, ainda que seja senhor de tudo.
2 — Mas está debaixo de tutores e curadores até ao tempo determinado pelo pai.
3 — Assim também nós, quando éramos meninos, estávamos reduzidos à servidão debaixo dos primeiros rudimentos do mundo;
4 — mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,
5 — para remir os que estavam debaixo da lei, afim de recebermos a adoção de filhos. 
6 — E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.


Hinos Sugeridos: 18 • 46 • 126 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
A ação do Espírito Santo na vida do crente é um dom do Pai e do Filho. Ele nos tira da escravidão do pecado, confirma nossa filiação em Cristo e nos assegura a herança prometida. Essa é uma obra trinitária que nos transforma por completo: da condenação à comunhão, e da carne à glória eterna. Nessa lição, veremos como o Pai e o Espírito agem conjuntamente para garantir nossa adoção como filhos e herdeiros de Deus.

Palavra-Chave: Filiação

I – O ESPIRITO E AS DÁDIVAS DO PAI
1. Da escravidão à filiação. A Escritura revela que o salvo não vive sob o domínio do “espírito de escravidão” (Romanos 8.15a). Essa expressão (gr. pneûma douleía) aponta para o estado de servidão ao pecado e ao medo da punição que caracterizava a vida antes da conversão (Gálatas 3.10 • 4.3). A Lei, embora santa, não pôde produzir liberdade (Romanos 7.12,13), ela revela o pecado, mas não concede poder para vencê-lo (Romanos 3.20). Entretanto, sob a graça divina, o crente recebe o “Espírito de adoção” (Romanos 8.15b). Essa frase (gr. pneûma huiothesía) aponta para a nova identidade em Cristo, um vínculo de afeto e de perdão (Gálatas 4.4-5). Não somos mais escravos, mas filhos (1 João 3.1). Essa filiação nos livra do medo e do poder do pecado, e nos convida à comunhão com o Pai (Gálatas 5.1 • 1 João 5.18).

2. Da rebeldia a filho legítimo. Antes da regeneração, éramos espiritualmente rebeldes (1 Coríntios 12.2). Mas, por meio da graça, fomos transformados, e assim: “O Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Romanos 8.16). Essa declaração refere-se a uma nova posição espiritual e jurídica (João 1.12). O Espírito opera a adoção e confirma interiormente essa verdade, dando testemunho direto ao coração do crente (2 Coríntios 1.22). Os privilégios dessa dádiva incluem: O direito de chamar a Deus de Pai: “pelo qual clamamos: Aba, Pai” (Romanos 8.15c), em que o aramaico Abba é a forma carinhosa para “papai”, e indica que em Cristo temos íntimo e livre acesso ao Deus Todo-Poderoso (Efésios 2.18). Outro benefício do filho tornado legítimo é que ele se torna herdeiro de toda a riqueza do seu Pai adotivo (Efésios 1.11).

3. Das trevas à plenitude do Espírito. Noutro tempo, vivíamos em trevas espirituais (Efésios 5.8). As “trevas” simbolizam pecado e separação de Deus (Colossenses 1.13). A transição das trevas para a luz é um ato gracioso do Pai (1 Pedro 2.9). O sinal dessa nova vida é a presença do Espírito: “porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai” (Gálatas 4.6). O envio do Espírito é a prova da adoção do crente como filho legítimo (Romanos 8.9,14-16). A expressão “Espírito de seu Filho” aponta para a missão do Espírito em continuar a obra de Cristo (João 15.26 • 16.14 • Filipenses 1.19). E, assim como Jesus orava “Aba, Pai” (Marcos 14.36), o crente é capacitado a ter comunhão com Deus. Aquele que andava em trevas e ignorância espiritual, agora vive em plena luz, guiado pelo Espírito (Romanos 8.14).


SINOPSE I
O Espírito Santo nos liberta da escravidão e confirma nossa filiação em Cristo.


II – O ESPÍRITO NOS GUIA NA VONTADE DO PAI 
1. Os filhos são guiados pelo Espírito. Paulo explica que a marca de um filho de Deus não é a filiação nominal, mas uma vida conduzida pelo Espírito: “porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus” (Romanos 8.14). O verbo “guiados” (gr. ágontai) está no tempo presente passivo, indicando que os crentes são continuamente orientados pelo Espírito, como alguém que é levado pela mão (1 João 2.27). Isso significa que são instruídos pelo Espírito, no caminho do Pai, em todo o curso da vida (João 16.13). Essa direção do Espírito se opõe à inclinação da carne (Gálatas 5.16). Tal orientação não é forçada, mas fruto da habitação do Espírito no coração regenerado (Romanos 8.9). Como filhos, não fomos deixados órfãos (João 14.18); o Espírito aponta a direção e anda conosco no caminho (1 Coríntios 6.19).

2. O Espírito opera a mortificação da carne. A Bíblia apresenta a mortificação da carne como um princípio da vida cristã: “se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis” (Romanos 8.13b). O termo “mortificardes” (gr. thanatóõ) significa fazer morrer, sufocar algo até que perca sua força. Diz respeito a necessidade de o crente subjugar os desejos pecaminosos. O texto afirma que é “pelo Espírito” que essa obra é realizada. Ele é o agente divino que capacita o salvo a vencer a carne. Porém, o papel do crente não é ser passivo. Devemos andar em Espírito (Gálatas 5.16), despir-se do velho homem (Efésios 4.22), crucificar a carne (Gálatas 5.24), e nos santificar diariamente (Colossenses 3.5 • 1 Tessalonicenses 4.3). A ação do Espírito não apenas mostra o erro, mas transforma a vontade e fortalece o crente contra o pecado (Romanos 6.14).

3. O Espírito age conforme o plano do Pai. O plano da redenção é uma obra trinitária: “vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho [...] para remir os que estavam debaixo da lei [...] a fim de recebermos a adoção de filhos. [...] Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai” (Gálatas 4.4-6). Esse texto enfatiza que o Pai enviou o Filho “na plenitude dos tempos”, isto é, no tempo por Deus escolhido (Gálatas 4.4a); o Filho foi enviado para o resgate dos pecadores (Lucas 19.10); e o Espírito para nos transformar em filhos legítimos (Romanos 8.16). Desse modo, o Pai é o autor do plano de salvação (1 João 4.14); o Filho é o executor da redenção (Hebreus 9.12); e o Espírito é o aplicador da adoção (Efésios 1.5). Essa verdade revela a perfeita harmonia na Santíssima Trindade.


SINOPSE II
Os filhos de Deus são guiados pelo Espírito na vontade do Pai

III – A TRINDADE NOS CONDUZ À HERANÇA ETERNA
1. Herdeiros de Deus por adoção. doutrina da herança é inseparável da adoção. Paulo apresenta um dos benefícios da filiação: “se nós somos filhos, somos, logo herdeiros [...] herdeiros de Deus” (Romanos 8.17a). O termo “herdeiro” (gr. klêronómos) é utilizado no contexto legal para indicar que os adotados passam a ter pleno direito sobre os bens do Pai. Essa herança não é mérito, mas é recebida por adoção graciosa (Efésios 1.5). É uma obra trinitária perfeita: O Pai planeja e garante a herança (Efésios 1.11), o Filho a conquista na cruz (1 Pedro 1.18,19); e o Espírito é a garantia dessa herança (Efésios 1.13-14). A herança inclui as bênçãos já recebidas, entre elas, a salvação e a justificação (Romanos 5.1 • Efésios 2.8); e, também as promessas futuras, tais como a vida eterna e a glorificação (Romanos 6.23 • 8.30).

2. Coerdeiros de Cristo por filiação. A filiação nos associa ao Filho Primogênito como “coerdeiros de Cristo” (Romanos 8.17b). Essa frase significa que compartilhamos com Ele a mesma herança. O Filho reparte com seus irmãos redimidos aquilo que recebeu como herança eterna (Apocalipse 3.21). Essa herança não é de posses materiais, mas é gloriosa, incorruptível e incontaminável (João 17.24 • 1 Pedro 1.4). Porém, ser coerdeiro de Cristo, não significa apenas desfrutar da glória, mas também participar de seus sofrimentos (2 Timóteo 2.12). Isso confirma que a vida revela que essas aflições têm propósito eterno (Romanos 8.18). A glória futura é certa, mas a cruz precede a coroa. Nosso chamado não é apenas para ser salvo, mas para ser moldado conforme o Filho, e isso inclui as marcas da cruz (Gálatas 6.17).

3. O Pai administra o tempo da herança. Paulo descreve a condição espiritual do homem antes da plena revelação de Cristo: “todo o tempo que o herdeiro é menino [...] está debaixo de tutores e curadores até ao tempo determinado pelo pai” (Gálatas 4.1,2). Essa metáfora ilustra o período da Antiga Aliança, em que Israel, apesar das promessas, ainda não havia recebido a herança (Gálatas 4.3). Indica que o Pai celestial é quem administra o momento do acesso à posse da herança (Gálatas 4.4). Ele tem o controle do tempo oportuno e exato (gr. kairós) não só para o advento do Messias, mas também para a outorga das promessas e da herança eterna na vida de cada crente (Eclesiastes 3.1). Portanto, o crente deve confiar que Deus sabe o tempo certo para conceder cada porção da sua promessa a cada um de seus filhos (Romanos 8.28).


SINOPSE III
A Trindade nos conduz à herança incorruptível e eterna.

 CONCLUSÃO
O Espírito Santo é a dádiva do Pai celestial e de seu Filho Jesus Cristo. O Espírito nos torna filhos por adoção, herdeiros com Cristo, habita em nós, orienta e santifica o crente. A Igreja deve viver sob essa consciência: pertencemos ao Pai, guiados pelo Espírito, glorificando ao Filho.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. O que significa a expressão “Aba, Pai” e o que ela indica?
O aramaico Abba é a forma carinhosa para “papai”, e indica que em Cristo temos íntimo e livre acesso ao Deus Todo-Poderoso (Efésios 2.18).

2. Como a ação do Espírito opera a mortificação das obras da carne?
Diz respeito a necessidade de o crente subjugar os desejos pecaminosos.

3. Explique o papel de cada Pessoa da Trindade no Plano de redenção.
O Pai é o autor do plano de salvação (1 João 4.14); o Filho é o executor da redenção (Hebreus 9.12); e o Espírito é o aplicador da adoção (Efésios 1.5).

4. O que significa 0 termo “herdeiro” no contexto da filiação espiritual?
O termo “herdeiro” (gr. klêronómos) é utilizado no contexto legal para indicar que os adotados passam a ter pleno direito sobre os bens do Pai.

5. Quais são as consequências de ser coerdeiro com Cristo?
Compartilhamos com Ele a mesma herança; recebemos do Filho a herança eterna; essa herança é gloriosa incorruptível e incontaminável (João 17.24 • 1 Pedro 1.4).


LIÇÕES DO TRIMESTRE


SUMÁRIO

Lição 2 - O Deus Pai
Lição 5 - O Deus Filho
Lição 7 - A Obra do Filho
Lição 8 - O Deus Espírito Santo
Lição 9 - Espírito Santo — O Regenerador
Lição 10 - Espírito Santo — O Capacitador
Lição 11 - O Pai e o Espírito Santo
Lição 12 - O Filho e o Espírito
Lição 13 - A Trindade Santa e a Igreja de Cristo



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