Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

LIÇÃO 8 - O DEUS ESPÍRITO SANTO

  1° TRIMESTRE DE 2026  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre."
(João 14.16)

VERDADE PRÁTICA
O Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Trindade, plenamente divino, atuando como Consolador, Ensinador e Santificador da Igreja.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Romanos 14.16
 
■ O Espírito é o Consolador prometido


 Terça – 1 Coríntios 12.11
 ■
O Espírito distribui os dons soberanamente


 Quarta – João 14.26

 ■
O Espírito ensina e faz lembrar da verdade


 Quinta – Romanos 8.11
 ■
O Espírito é o agente da ressurreição


 Sexta – 2 Tessalonicense 2.13
 ■
O Espírito opera a santificação do crente


 Sábado – Atos 13.2
 ■
O Espírito chama e designa para a missão



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 14.25-31

João 14
25 — Tenho-vos dito isso, estando convosco.
26 — Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.
27 — Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
28 — Ouvistes o que eu vos disse: vou e venho para vós. Se me amásseis, certamente, exultarieis por ter dito: vou para o Pai, porque o Pai é maior do que eu.
29 — Eu vo-lo disse, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis.
30 — Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo e nada tem em mim.
31 — Mas é para que o mundo saiba que eu amo o Pai e que faço como o Pai me mandou. Levantai-vos, vamo-nos daqui.


Hinos Sugeridos: 155 • 340 • 514 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
O Espírito Santo é uma Pessoa divina, não uma força impessoal ou uma mera influência espiritual. Ele é o Consolador prometido que procede do Pai e do Filho (João 14.25-31). Ele é plenamente Deus — a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Esta lição discorre acerca da Pneumatologia com base bíblica e teológica, evidenciando a Pessoa do Espírito Santo, sua eterna divindade e suas obras maravilhosas.

Palavra-Chave: Espírito Santo

I – A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO
l. O Espírito Santo é uma Pessoa. O Espírito não é uma força impessoal, uma energia ou uma influência, mas o próprio Deus. Ele é a Terceira Pessoa da Trindade. Ele age com autonomia, exercendo funções próprias de uma Pessoa. Ele tem propósito, mente consciência, o que comprova sua racionalidade (Romanos 8.27). Ele pode ser entristecido, o que envolve sensibilidade e emoções (Efésios 4.30). Ele ensina e faz lembrar, o que demonstra inteligência e comunicação consciente (João 14.26). Ele guia os crentes, função que exige entendimento e relacionamento (João 16.13). Ele distribui os dons soberanamente, o que confirma sua vontade em ação (1 Coríntios 12.11). Ele fala com clareza, chama pessoas e designa tarefas, que são ações de uma Pessoa divina (Atos 13-2). Negar sua Pessoa é mutilar a Trindade.

2. Pessoa distinta na Trindade. A doutrina da Trindade afirma que Deus é um só em essência, mas subsiste em três Pessoas distintas (l Pedro 1.2). Embora o Espírito Santo compartilhe da mesma natureza divina do Pai e do Filho, sendo plenamente Deus, Ele é uma Pessoa distinta dentro da unidade da Trindade (Tito 3.5). Essa distinção do Espírito Santo é essencial para refutar heresias, como o modalismo que ensina que Pai, Filho e Espírito são apenas “modos” sucessivos de uma única Pessoa divina. E o arianismo, que negava a divindade do Filho e do Espírito; e os pneumatómacos que negavam a deidade. Porém, as Escrituras ensinam que o Espírito é enviado pelo Pai e em nome do Filho, evidenciando seu papel distinto e sua missão específica (João 14.26). Em suma, o Espírito Santo é distinto do Pai e do Filho, mas plenamente Deus (1 Coríntios 2.10,11).

3. O Consolador prometido. Jesus prometeu aos discípulos um divino companheiro: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre” (João 14.16). A palavra “Consolador” é tradução do grego paráklêtos, que significa “aquele que encoraja e conforta”; e, “Ajudador”, que auxilia na necessidade; e, ainda “Advogado”, que intercede ou defende alguém perante uma autoridade. O vocábulo paráklêtos aparece cinco vezes nos escritos de João, referindo-se tanto ao Espírito Santo como a Cristo (João 14.16,26; 15.26; 16.7  1 João 2.1). Nesse contexto, o Espírito Santo é chamado de “outro Consolador”, isto é, alguém da mesma natureza que Jesus. O Espírito Santo, portanto, não é inferior ao Filho, mas assume o papel da presença permanente de Deus na vida dos crentes.


SINOPSE I
O Espírito Santo é uma Pessoa, distinta do Pai e do Filho, mas plenamente divina.

II – A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO
l. O debate “Filioque”. A expressão latina filioque significa “e do Filho”, foi inserida no Credo Niceno-Constantino- politano para reafirmar o ensino bíblico que o Espírito procede do Pai e do Filho: “o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome” (João 15.26 - NAA); “se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Romanos 8.9); “Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho” (Gálatas 4.6). Esse debate ocorreu no séc. IV em virtude das heresias do arianismo e dos pneumatómacos. Em 381, após confirmar que o Pai, o Filho e o Espírito Santo possuem a mesma essência divina, a igreja aprovou o Credo que ratificava as Escrituras e professava a fé: “no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado”.
O Espírito, portanto, não é inferior ao Filho, mas assume o papel da presença permanente de Deus na vida dos crentes.”

2. Os atributos divinos do Espírito.
Todos os atributos divinos do Pai e do Filho podem ser igualmente relacionados com o Espírito Santo, tais como: Onipotência, o Consolador tem pleno poder sobre todas as coisas (Lucas 1.15 • Romanos 15.19). Onisciência, não existe nada além de seu conhecimento (Atos 53,4 • 1 Coríntios 2.10,11). Onipresença, não há lugar algum onde se possa fugir da sua presença (Salmos 139.7-10). Eternidade, Ele não passou a existir no Pentecostes, pois estava presente no ato da criação (Gênesis 1.1,2 • Hebreus 9.14). Esses atributos absolutos são exclusivos da divindade. Tais virtudes são, de modo inequívoco, evidências da deidade do Espírito Santo. Essas características lhe são inerentes, não lhe foram agregadas nem conferidas. A Terceira Pessoa da Trindade possui a mesma essência do Pai e do Filho.

3. Os símbolos do Espírito. Os principais símbolos representativos do Espírito Santo são: Fogo, utilizado para retratar o batismo no Espírito (Atos 2.3), simboliza pureza, a presença e o poder de Deus. Água, o Espírito flui da Palavra como águas vivas que refrigeram o crente e o revestem de poder (João 7.37-39). Vento, se refere à natureza invisível do Espírito (João 3.8). No Pentecostes é representado pelo som como de um vento (Atos 2.2). Óleo, usado para a luz e a unção, simboliza a consagração do crente para o serviço, e a iluminação para o entendimento das Escrituras (2 Coríntios 1.21,22 • 1 João 2.20,27). Pomba, o Espírito desceu sobre Jesus em forma de pomba (Mateus 3.16), é símbolo da paz e da mansidão. Cada símbolo atua como figuras para a compreensão do caráter e da atuação do Espírito.


SINOPSE II
A divindade do Espírito é confirmada por seus atributos e símbolos revelados na Bíblia.

III – AS OBRAS DO ESPÍRITO SANTO
1. O Espírito Santo e a Encarnação. A encarnação do Filho de Deus revela o papel do Espírito como o agente divino na concepção de Jesus: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá [...] o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus” (Lucas 1.35). O Espírito Santo, em união com o poder do Pai, atua de modo sobrenatural no ventre de Maria. Embora Jesus tenha sido concebido pelo Espírito (Mateus 1.18), Ele é Filho do Pai, pois foi gerado na eternidade (Miquéias 5.2 • João 1.1). O evento é uma ação trinitária: o Pai envia o Filho (Gálatas 4.4); o Filho assume a forma humana (Filipenses 2.7); e o Espírito realiza o milagre da concepção (Mateus 1.20).
O Espírito Santo habita no crente desde a regeneração até a glorificação, conduzindo-o em santidade.” A divindade do Espírito é confirmada por sua participação direta na encarnação do Verbo, uma obra que somente Deus poderia realizar.

2. O Espírito Santo e a Ressurreição. A vida e o poder sobre a morte são atribuições exclusivas de Deus (João 5.21). Nesse sentido, a ressurreição de Cristo é uma obra da Trindade: o Pai ressuscitou o Filho (Atos 2.24), o Filho declarou possuir poder para dar a sua vida e retomá-la, Ele próprio é a ressurreição (João 10.18 • 11.25); e o Espírito Santo é o agente vivificador: “E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará o vosso corpo mortal, pelo seu Espírito que em vós habita” (Romanos 8.11). Paulo atribui ao Espírito Santo a ação direta na ressurreição, e afirma que esse mesmo Espírito habita nos crentes, garantindo-lhes a ressurreição final, uma ação que apenas Deus é capaz de executar (Efésios 1.13,14). A atuação do Espírito nessa obra comprova sua plena divindade.

3. O Espírito Santo e a Santificação. O Espírito não apenas nos convence do pecado (João 16.8), mas também promove
transformação (2 Coríntios 3.18). Deus nos escolheu para vivermos em santidade (Efésios 1.4 • 2 Tessalonicenses 2.13). A santificação possui duas dimensões: uma posicional, no momento da conversão (l Coríntios 6.11), e outra progressiva, como processo contínuo de transformação (Hebreus 12.14). O Espírito Santo habita no crente desde a regeneração até a glorificação, conduzindo-o em santidade. Porém, requer a cooperação do crente. Paulo exorta: “andai em Espírito” (Gálatas 5.16), e adverte: “não entristeçais o Espírito” (Efésios 4.30). No entanto, não é resultado exclusivo do esforço humano, mas uma ação permanente do Espírito (1 Pedro 1.2). Essa ação atesta a deidade do Espírito, pois apenas Deus pode transformar o coração humano (Ezequiel 36.26).


SINOPSE III
As obras do Espírito Santo — encarnação, ressurreição e santificação — revelam seu poder e atuação contínua na vida da Igreja.

 CONCLUSÃO
Compreender a divindade do Espírito Santo fortalece nossa fé na Trindade. O Espírito é distinto do Pai e do Filho, mas coigual em essência, poder e glória. Como Consolador, Ele continua a obra de Cristo, e habita na vida dos crentes. Sua presença é viva e transformadora, indispensável na edificação, ensino, e missão da Igreja. Que todos nós vivamos guiados pelo Espírito, até que Cristo volte.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. O Espírito não é uma força impessoal, uma energia ou uma influência, mas o próprio Deus. Ele é a Terceira Pessoa da Trindade. Cite três características apresentadas na lição que confirmam essa verdade.
Ele tem mente, vontade e emoções; pode ser entristecido; guia, ensina e distribui dons.

2. Cite três dos atributos divinos do Pai e do Filho que podem ser igualmente relacionados com o Espírito Santo, apresentados na lição.
Onipotência, Onisciêncía, Onipresença e Eternidade.

3. Quais os cinco principais símbolos representativos do Espírito Santo mostrados na lição?
Fogo, Água, Vento, Óleo e Pomba.

4. Paulo atribui ao Espírito Santo a ação direta em que episódio?
No episódio da ressurreição de Cristo.

5. Quais são as duas dimensões da santificação?
Santificação posicionai (na conversão) e progressiva (processo contínuo de transformação).


LIÇÕES DO TRIMESTRE


SUMÁRIO

Lição 2 - O Deus Pai
Lição 5 - O Deus Filho
Lição 7 - A Obra do Filho
Lição 9 - Espírito Santo — O Regenerador
Lição 10 - Espírito Santo — O Capacitador
Lição 11 - O Pai e o Espírito Santo
Lição 12 - O Filho e o Espírito
Lição 13 - A Trindade Santa e a Igreja de Cristo



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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

LIÇÃO 7 - A OBRA DO FILHO

 1° TRIMESTRE DE 2026  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome.” 
(Filipenses 2.9)

VERDADE PRÁTICA
A humilhação voluntária de Cristo, sua obra redentora e sua exaltação gloriosa revelam que somente Ele é digno de toda adoração e obediência.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Romanos 12.2
 
■ O cristão precisa viver na vontade de Deus


 Terça – João 17.15
 ■
Jesus renunciou sua glória celestial


 Quarta – Hebreus 12.2

 ■
Cristo está glorificado à direita do Pai


 Quinta – João 19.30
 ■
Jesus completou a obra que o Pai lhe confiou


 Sexta – Hebreus 1.3
 ■ Cristo é Rei e Sacerdote


 Sábado – Hebreus 9.28
 ■
Cristo voltará glorioso para buscar sua Igreja



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Filipenses 2.5-11 • Hebreus 9.24-28

Filipenses 2
5 — De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
6 — que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus.
7 — Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
8 — e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz.
9 — Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome,
10 — para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
11 — e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.

Hebreus 9
24 — Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer, por nós, perante a face de Deus;
25 — nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santuário com sangue alheio.
26 — Doutra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas, agora, na consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.
27 — E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo,
28 — assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação.


Hinos Sugeridos: 39 • 277 • 491 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
Jesus Cristo é o Filho eterno de Deus que assumiu a forma humana, viveu uma vida sem pecado morreu em nosso lugar e ressuscitou vitoriosamente. Sua missão abrange não apenas o perdão dos pecados, mas a revelação do caráter do Pai e a restauração de toda a criação. Esta lição visa apresentar a profundidade da obra do Filho em três dimensões: sua humilhação, sua redenção e sua exaltação.

Palavra-Chave: Obra

I – A HUMILHAÇÃO VOLUNTÁRIA DO FILHO
1. A submissão de Cristo. Paulo exorta a igreja de Filipos à unidade e à humildade (Filipenses 2.1-4). O apóstolo adverte aqueles irmãos a terem a mente de Cristo: “De sorte
que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Filipenses 2.5). O termo grego traduzido como “sentimento” é phroneõ, que também pode significar “modo de pensar” e “disposição mental”. Dessa forma, os crentes devem assumir o mesmo modo de pensar e viver que foi demonstrado por Cristo (1 João 2.6). Refere-se a uma consciência moldada pela humildade, amor e obediência (João 13.15). Imitar a mente de Cristo significa renunciar ao egoísmo, buscar o bem do próximo e viver para a glória de Deus (Romanos 12.2). Como cristãos, somos chamados não apenas a crer em Cristo, mas a pensar e agir como Ele (Mateus 11.29).

2. O esvaziamento de sua glória. O apóstolo recorda que Jesus, “sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus” (Filipenses 2.6). Sendo Ele igualmente Deus, compartilhando da mesma natureza do Pai (João 1.1) — preferiu privar-se de seus direitos — não da sua divindade. Trata-se de um contraste com o primeiro Adão, que almejou ser “como Deus” (Gênesis 3.5), enquanto Cristo, o segundo Adão, sendo Deus, preocupou-se com o bem-estar dos outros (Filipenses 2.4b). Essa realidade é confirmada quando Jesus “aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo” (Filipenses 2.7a), isto é, esvaziou-se voluntariamente (gr. kénosis), assumindo a natureza humana na forma de servo (Filipenses 2.7b • Hebreus 4.15). Isso não significa a perda de sua divindade, mas a renúncia da glória que Ele possuía na eternidade com o Pai (João 17.5).

3. Obediência sacrificial até à cruz. A obediência de Cristo foi plena, desde a encarnação até o Calvário: “na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz” (Filipenses 2.8). Ele desceu à condição mais humilde e morreu como servo (2 Coríntios 8.9). Em obediência ao Pai e em favor dos pecadores, submeteu-se à humilhação da cruz (Hebreus 12.2). Revela a Escritura que o primeiro Adão trouxe condenação pelo pecado; e, Cristo, o segundo Adão, trouxe justiça por meio de sua perfeita obediência (Romanos 5.19). Essa verdade ratifica que a Obra Redentora do Filho está fundamentada na obediência completa de Cristo ao Pai (João 6.38). A nossa salvação é resultado dessa obediência, e não de nossos méritos (Efésios 2.8,9). Assim como Cristo, devemos obedecer à vontade do Pai (Romanos 12.1).


SINOPSE I
A humilhação do Filho revela sua submissão, esvaziamento e obediência até a cruz.


II – A OBRA REDENTORA DO FILHO
1. A ineficácia do sacerdócio levítico. O sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos uma vez por ano, no Dia da Expiação (Yom Kippur), levando sangue alheio — o sangue de animais — para fazer propiciação por seus próprios pecados e pelos do povo (Levítico 16.11-15). Esse sacrifício era repetido anualmente porque não era suficiente para remover o pecado (Hebreus 9.25). O sumo sacerdote terreno era uma figura (tipo) de Cristo, que é o real e eterno Sumo Sacerdote (Hebreus 2.17). O santuário terreno era uma sombra (Hebreus 8.5), mas Cristo entrou no céu mesmo, para interceder por nós diante do Pai (Hebreus 8.1,2). A entrada única de Cristo no santuário com seu próprio sangue nos assegura uma eterna redenção (Hebreus 9.12). Por ser imperfeito, o sacerdócio levítico foi substituído por um superior, o sacerdócio de Cristo (Hebreus 7.23,24).

2. O Sacrifício único e suficiente. Na Antiga Aliança, ofereciam-se sacrifícios continuamente pelo pecado por causa da ineficácia dessas ofertas (Hebreus 9.25 • 10.1-4). Diferente do sistema levítico, a morte de Jesus foi definitiva, completa e eficaz: “assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos” (Hebreus 9.28a). A expressão “uma vez” (gr. hápax) indica que não há necessidade de repetição: o que Ele fez é perfeito e eterno (Hebreus 10.10). A salvação não é por causa dos méritos ou rituais, mas ela é plena e gratuita, alcançada pela fé na obra consumada de Jesus (João 19.30). Cristo, ao morrer, rasgou o véu que separava o homem da presença de Deus (Mateus 27.51). Não há outro meio de salvação, nenhuma outra oferta, nenhum outro nome (Atos 4.12). O Calvário é suficiente. Jesus é tudo!

3. A substituição vicária. A expressão “vicária” vem do latim vicarius, que significa “em lugar de outro”. A substituição vicária é inseparável da justiça divina (Romanos 3.26). O pecado não pode ser ignorado, e precisa ser punido (Romanos 5.21). Em virtude disso, Deus não poupou seu próprio Filho, mas o entregou para morrer em nosso lugar, assumindo sobre si a penalidade que nos era destinada (Romanos 8.32). No sistema sacrificial da Lei, os animais oferecidos tipificavam essa substituição, mas não removiam o pecado (Hebreus 10.4). Em Cristo, o Cordeiro de Deus, a substituição é perfeita e definitiva: “na consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo” (Hebreus 9.26b). Assim, em adoração devemos viver para Cristo que por nós morreu (2 Coríntios 5.15).


SINOPSE II
A obra redentora de Cristo é única, suficiente e vicária, garantindo nossa salvação.

III – A EXALTAÇÃO GLORIOSA DO FILHO
1. Recebido à destra do Pai. Após sua humilhação voluntária, o Filho foi entronizado nos céus com glória eterna: “pelo que também Deus o exaltou soberanamente” (Filipenses 2.9a). A exaltação de Cristo está ligada à sua obediência perfeita (Filipenses 2.8). O verbo “exaltou” (gr. hyperypsósen) denota uma elevação acima de toda medida. Cristo não apenas venceu a morte, mas foi exaltado à posição suprema no Universo. Ocupou o lugar de honra à destra do Pai — símbolo de autoridade, glória e soberania (Hebreus 1.3). Estar assentado ali expressa o reconhecimento divino da obra completa do Filho (João 17.4,5). Cristo não apenas voltou para o céu, Ele assentou-se no trono (Apocalipse 3.21). Sua exaltação garante nosso acesso à presença de Deus. Ele intercede por nós (Romanos 8.34), e reina como Rei dos reis (Apocalipse 19.16).

2. Um nome acima de todo nome. Cristo recebeu de Deus Pai “um nome que é sobre todo o nome” (Filipenses 2.9b). Na Bíblia, o nome carrega o sentido de caráter e autoridade. Dessa forma, dizer que Cristo recebeu um nome sobre-ex- celente, a Escritura afirma que nenhuma autoridade, seja visível ou invisível, se compara ao seu poder e posição (Efésios 1.21a). Isso significa que Cristo foi exaltado acima de toda eminência do bem e do mal, e de todo título que se possa conferir nessa era e também no porvir (Efésios 1.21b). Não existe poder algum que seja maior e nem mesmo igual ao poder de Cristo (1 Pedro 3.22). Portanto, o nome de Jesus não é apenas um símbolo de fé, mas uma fonte real de autoridade espiritual. O Senhor delegou à Igreja o uso de seu nome, para curar, libertar, pregar e vencer as forças do mal (Marcos 16.17,18).

3. Soberania universal e retorno triunfal. A Escritura revela que todas as criaturas se curvarão diante do nome de Jesus (Filipenses 2.10). Essa verdade aponta para a plena soberania de Cristo (Atos 2.36). A confissão universal de que “Jesus Cristo é o Senhor” se dará de duas maneiras: voluntária, por aqueles que creem e servem a Jesus como Salvador (Romanos 10.9,10), e, compulsória, por aqueles que o rejeitaram, mas que o reconhecerão em juízo (Romanos 14.11 • Filipenses 2.11). Hebreus completa a visão escato- lógica da soberania de Cristo, afirmando que Ele voltará para levar para si os que o esperam (Hebreus 9.28). Essa vinda será em glória, poder e juízo (Mateus 24.30). Sua glória será reconhecida por todos — para salvação ou para condenação. Ele voltará, triunfante, para busçar a sua Igreja e reinar eternamente (João 14.2,3 • Apocalipse 11.15).


SINOPSE III
A exaltação gloriosa de Cristo manifesta sua soberania universal e assegura o triunfo final da Igreja.

 CONCLUSÃO
A obra do Filho é completa, suficiente e gloriosa — da humilhação à exaltação. Ele se humilhou para nos salvar, ofereceu-se em sacrifício vicário para nos redimir e foi exaltado para governar eternamente. Como Igreja, somos chamados a viver em comunhão com essa verdade, aguardando o retorno do nosso Senhor e Salvador. Vivamos como servos daquEle que nos serviu com sua vida e nos salvou com seu sangue.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. De acordo com a lição, o que significa imitar a mente de Cristo?
Imitar a mente de Cristo significa renunciar ao egoísmo e viver em humildade, amor e obediência.

2. A Obra Redentora do Filho está fundamentada em quê e qual é o resultado dela?
Está fundamentada na obediência completa de Cristo ao Pai; o resultado é a nossa salvação.

3. Por que o sacerdócio levítico foi substituído pelo sacerdócio de Cristo?
Porque o sacerdócio levítico era imperfeito e não removia os pecados; Cristo é o Sumo Sacerdote perfeito.

4. O que a exaltação de Cristo ao voltar para o Céu e assentar-se no trono garante para nós?
Garante-nos acesso à presença de Deus e intercessão contínua de Cristo.

5. O nome de Jesus é um símbolo de fé, mas também uma fonte real de autoridade espiritual. O próprio Senhor delegou à Igreja o uso de seu nome com que finalidade?
Para curar, libertar, pregar e vencer as forças do mal.


LIÇÕES DO TRIMESTRE


SUMÁRIO

Lição 2 - O Deus Pai
Lição 5 - O Deus Filho
Lição 7 - A Obra do Filho
Lição 8 - O Deus Espírito Santo
Lição 9 - Espírito Santo — O Regenerador
Lição 10 - Espírito Santo — O Capacitador
Lição 11 - O Pai e o Espírito Santo
Lição 12 - O Filho e o Espírito
Lição 13 - A Trindade Santa e a Igreja de Cristo



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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

LIÇÃO 6 - O FILHO COMO O VERBO DE DEUS

 1° TRIMESTRE DE 2026  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a
sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” 
(João 1.14) 

VERDADE PRÁTICA
Jesus Cristo, o Verbo eterno, é a revelação plena e visível de Deus ao mundo, manifestando graça, verdade e a glória do Pai.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – João 1.-3
 
■ O Verbo eterno e divino


 Terça – João 1.14
 ■
O Verbo se fez carne


 Quarta – Êxodo 25.8-9

 ■
Deus habita entre o povo


 Quinta – João 1.17
 ■
Graça e verdade por Cristo


 Sexta – João 1.18
 ■ O
 Filho unigênito revelou o Pai


 Sábado – Colossenses 1.15-19
 ■
Cristo, a imagem do Deus invisível



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 1.1-5,14

João 1
1 — No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
2 — Ele estava no princípio com Deus. 
3 — Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez
4 — Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens;
5 — e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
...
14 - E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória  do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.


Hinos Sugeridos: 20 • 175 • 182 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
O prólogo do Evangelho de João apresenta o Verbo eterno como Deus, Criador e Revelador. Ele se fez carne e revelou de forma plena e completa a glória do Pai. O apóstolo João afirma que viu a glória do Deus Unigênito, cheia de graça e de verdade. Nesta lição, veremos que essa revelação marca o clímax da encarnação do Verbo — O Filho de Deus — onde o invisível se tornou visível, o eterno entrou no tempo e o insondável foi manifestado em Cristo Jesus.

Palavra-Chave: Verbo

I – O VERBO COMO DEUS ETERNO
1. O Verbo preexistente. O prólogo de João (dezoito versículos iniciais) é chamado de “Hino Logos”. Na abertura: “No princípio, era o Verbo” (João 1.1a), as palavras “no princípio” lembram o texto introdutório da Bíblia (Gênesis 1.1) e claramente ensinam que o Verbo sempre existiu. Esta é uma maneira de referir-se ao atributo da Eternidade que só Deus possui. A expressão “Verbo” (gr. lógos) designa Deus, referindo-se à divindade do Filho. Enquanto os gregos pensavam em um princípio impessoal e os gnósticos num ser intermediário, João apresenta o Logos como o próprio Deus Eterno — Jesus Cristo, o Filho Unigênito do Pai (João 1.14; 3.16). Antes de tudo o que existe, o Verbo já existia. Jesus não começou a existir em Belém, pois Ele é Eterno, coexistente com o Pai desde o princípio (Colossenses 1.17).

2. O Verbo como pessoa distinta. No texto bíblico, João afirma que “o Verbo estava com Deus” (João 1.1b). A expressão grega pros ton Theon (com Deus) comunica relacionamento face a face, ou seja, comunhão pessoal e eterna entre o Verbo (Filho) e Deus (Pai). Indica uma distinção de Pessoas dentro da unidade da Trindade (Deuteronômio 6.4 • 1 João 5.7). O Pai, o Filho e o Espírito Santo não são formas sucessivas de aparecimento de uma Pessoa, mas são Pessoas coexistentes desde “o princípio” (João 1.2; 17.5).

3. O Verbo é da mesma essência do Pai. Ainda no versículo de abertura, João revela “o Verbo era Deus” (João 1.1c). Aqui, a palavra grega para Deus (Theós) aparece sem o artigo definido — fato que tem gerado discussões exegéticas. Porém, na estrutura grega, a ausência do artigo não implica indefinição ou inferioridade. Essa construção enfatiza a qualidade ou a natureza do sujeito. A omissão do artigo não significa “um deus”, como sustentam traduções heréticas, mas é um indicativo da natureza do Verbo. Esclarece que o Verbo compartilha da mesma essência divina (João 10.30; 14.9). Desse modo, o Verbo é como o Pai: eterno (João 1.2) e criador (João 1.3). Portanto, a expressão “o Verbo era Deus” ensina que Jesus é da “mesma substância” do Pai, isto é, Deus em sua totalidade (Colossenses 1.15; 2.9).


SINOPSE I
O Verbo é eterno, distinto do Pai e da mesma essência divina, plenamente Deus.


II – O VERBO COMO CRIADOR
1. O agente da criação. A Bíblia declara que “no princípio, criou Deus” (Gênesis 1.1a). A expressão “criou” traduz a palavra hebraica bàrã’, termo reservado à atividade criadora de Deus (Gênesis 1.21,27; 2.4; 5.1,2; 6.7). Afirma que o universo foi criado por Deus a partir do nada — do latim ex nihilo (Hebreus 11.3). A doutrina de Deus como Criador possui fundamentos tanto no Antigo Testamento (Salmos 33.6 • Isaías 45.12 • Neemias 9.6) quanto no Novo Testamento (Atos 17.24 • Romanos 1.20 • Apocalipse 4.11). Nesse sentido, João apresenta Jesus também como Criador: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (João 1.3). Este versículo enfatiza a divindade do Verbo, uma vez que a criação é obra exclusiva de Deus (Colossenses 1.16,17). Desse modo, o Filho é o agente ativo na criação do universo (Hebreus 1.2).

2. A fonte da vida. O apóstolo João enfatiza com clareza que “nele, estava a vida” (João 1.4a), referindo-se ao Verbo eterno — Jesus Cristo. Esta declaração revela que o Verbo é a fonte absoluta e originária de toda forma de vida, tanto física quanto espiritual e eterna (João 3.36 • 1 João 5.11,12). A expressão denota a autossuficiência do Verbo, uma característica específica da divindade (Atos 17.25). Jesus não depende de nada ou ninguém para viver. Ele compartilha da mesma substância divina: “Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo” (João 5.26). Essa verdade afirma que a vida, eterna e imutável, que está no Pai está igualmente no Filho, apontando para a mesma essência dentre as Pessoas da Trindade (João 10.30; 14.9; 17.5).

3. A luz dos homens. O texto bíblico assevera que “a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam” (João 1.4b-5). A metáfora da Luz simboliza o caráter de Deus, porque nEle não há trevas alguma (1 João 1.5). Nesse contexto, Jesus é apresentado como a Luz verdadeira (João 1.9). Ele não apenas possui luz; Ele é a própria Luz (João 8.12). Ele dissipa as trevas, ilumina os perdidos e revela o pecado (Mateus 4.16 • João 3.19). A declaração “as trevas não prevaleceram contra ela” (João 1.5 - NAA) mostra que as forças do mal não têm poder sobre Cristo. O verbo grego katalambánó pode ser traduzido como “compreender”, “apoderar” ou “dominar”, e nesse caso expressa que as trevas do pecado não podem resistir à luz do Filho de Deus (Romanos 13.12).


SINOPSE II
Como Criador, o Verbo é fonte de vida e luz, e nenhuma força de trevas pode prevalecer contra Ele.

III – O VERBO COMO REVELAÇÃO DO PAI
1. A encarnação do Verbo. João também apresenta o Verbo como o supremo meio de autorrevelação do Pai: “o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória” (João 1.14a). Esta afirmação marca o ponto culminante da revelação divina: o Verbo se tornou homem sem deixar de ser Deus (Filipenses 2.6-8). O termo grego eskênõsen (habitou) significa literalmente “armou sua tenda”. Essa linguagem faz alusão ao Tabernáculo (Êxodo 25.8,9), onde a presença de Deus habitava no meio do povo de Israel. O corpo de Cristo é assim comparado a esse tabernáculo: nele, a glória de Deus se manifestou visível entre os homens (Colossenses 2.9). Ele revela a união hipostática das duas naturezas do Filho: divina e humana. Ele é o Emanuel, o Deus conosco (Mateus 1.23) — a plena revelação do Pai (Hebreus 1.1).

2. A plenitude da graça e da verdade. João, testemunha ocular da encarnação do Verbo, declara ser a “glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.14b). A palavra “glória” (gr. dóxa) remete ao conceito da she- kinah — a presença gloriosa de Deus entre o seu povo (Êxodo 40.34,35). Porém, enquanto a glória na Antiga Aliança se manifestava parcialmente, em Cristo ela se mostra plenamente (João 2.11; 17.1-5).
A frase “cheio de graça e de verdade” revela o conteúdo dessa glória. Diferente da lei dada por Moisés (João 1.17a), Cristo encarnou a própria graça salvadora e a verdade eterna. Ele não apenas ensina a verdade — Ele é a verdade (João 14.6). E não apenas oferece graça — Ele é a plenitude da graça de Deus, uma provisão contínua que se manifestou salvadora a todos os homens (Tito 2.11).

3. O revelador do Deus invisível. No último versículo de seu prólogo, João afirma: “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer” (João 1.18). Aqui, o apóstolo enfatiza que Deus é invisível e inacessível (Êxodo 33.20 • 1 Timóteo 6.16). No entanto, o Verbo o revelou de forma plena e perfeita. A expressão “Deus unigênito” (gr. monogenês theos) significa literalmente “O Deus único gerado”. Refere-se a Cristo — O Filho da mesma substância (gr. homoousios) do Pai. Essa declaração reafirma a eternidade e a plena divindade do Filho. Cristo é a autorrevelação completa do Pai: “Quem me vê a mim vê o Pai” (João 14.9).


SINOPSE III
O Verbo encarnado revela de forma plena o Pai, manifestando graça e verdade.


 CONCLUSÃO
Jesus Cristo é o Deus unigênito que revela o Pai. Nele, a glória, a graça e a verdade de Deus são plenamente manifestas. A encarnação do Verbo não é apenas uma doutrina essencial da fé cristã, mas também um chamado à adoração e proclamação daquEle que é a imagem visível do Deus invisível. O Senhor Jesus é a perfeita revelação do Pai à humanidade. Que cada crente reconheça que conhecer a Cristo é conhecer o próprio Deus, e que proclamar essa verdade é tornar a glória do Pai conhecida no mundo.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. Como é chamado o prólogo de João (dezoito versículos iniciais)?
“Hino Logos”.

2. O que os gregos pensavam a respeito do Verbo?
Que o Verbo era uma força ou ideia, e não plenamente pessoal e divino.

3. Qual é o texto bíblico em que João apresenta Jesus também como Criador?
João 1.3.

4. A declaração “nele, estava a vida” (João 1.4a), referindo-se a Jesus Cristo, revela o que a respeito do Verbo?
Que Ele é a fonte absoluta e originária de toda forma de vida.

5. A expressão “Deus Unigênito” significa literalmente 0 quê?
“O Deus único gerado” — o Filho da mesma essência do Pai.


LIÇÕES DO TRIMESTRE


SUMÁRIO


Lição 2 - O Deus Pai
Lição 5 - O Deus Filho
Lição 7 - A Obra do Filho
Lição 8 - O Deus Espírito Santo
Lição 9 - Espírito Santo — O Regenerador
Lição 10 - Espírito Santo — O Capacitador
Lição 11 - O Pai e o Espírito Santo
Lição 12 - O Filho e o Espírito
Lição 13 - A Trindade Santa e a Igreja de Cristo



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