Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

LIÇÃO 7 - A OBRA DO FILHO

 1° TRIMESTRE DE 2026  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome.” 
(Filipenses 2.9)

VERDADE PRÁTICA
A humilhação voluntária de Cristo, sua obra redentora e sua exaltação gloriosa revelam que somente Ele é digno de toda adoração e obediência.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Romanos 12.2
 
■ O cristão precisa viver na vontade de Deus


 Terça – João 17.15
 ■
Jesus renunciou sua glória celestial


 Quarta – Hebreus 12.2

 ■
Cristo está glorificado à direita do Pai


 Quinta – João 19.30
 ■
Jesus completou a obra que o Pai lhe confiou


 Sexta – Hebreus 1.3
 ■ Cristo é Rei e Sacerdote


 Sábado – Hebreus 9.28
 ■
Cristo voltará glorioso para buscar sua Igreja



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Filipenses 2.5-11 • Hebreus 9.24-28

Filipenses 2
1 — De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
6 — que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus.
7 — Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
8 — e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz.
9 — Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome,
10 — para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
11 — e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.

Hebreus 9
24 — Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer, por nós, perante a face de Deus;
25 — nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santuário com sangue alheio.
26 — Doutra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas, agora, na consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.
27 — E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo,
28 — assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação.


Hinos Sugeridos: 39 • 277 • 491 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
Jesus Cristo é o Filho eterno de Deus que assumiu a forma humana, viveu uma vida sem pecado morreu em nosso lugar e ressuscitou vitoriosamente. Sua missão abrange não apenas o perdão dos pecados, mas a revelação do caráter do Pai e a restauração de toda a criação. Esta lição visa apresentar a profundidade da obra do Filho em três dimensões: sua humilhação, sua redenção e sua exaltação.

Palavra-Chave: Obra

I – A HUMILHAÇÃO VOLUNTÁRIA DO FILHO
1. A submissão de Cristo. Paulo exorta a igreja de Filipos à unidade e à humildade (Filipenses 2.1-4). O apóstolo adverte aqueles irmãos a terem a mente de Cristo: “De sorte
que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Filipenses 2.5). O termo grego traduzido como “sentimento” é phroneõ, que também pode significar “modo de pensar” e “disposição mental”. Dessa forma, os crentes devem assumir o mesmo modo de pensar e viver que foi demonstrado por Cristo (1 João 2.6). Refere-se a uma consciência moldada pela humildade, amor e obediência (João 13.15). Imitar a mente de Cristo significa renunciar ao egoísmo, buscar o bem do próximo e viver para a glória de Deus (Romanos 12.2). Como cristãos, somos chamados não apenas a crer em Cristo, mas a pensar e agir como Ele (Mateus 11.29).

2. O esvaziamento de sua glória. O apóstolo recorda que Jesus, “sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus” (Filipenses 2.6). Sendo Ele igualmente Deus, compartilhando da mesma natureza do Pai (João 1.1) — preferiu privar-se de seus direitos — não da sua divindade. Trata-se de um contraste com o primeiro Adão, que almejou ser “como Deus” (Gênesis 3.5), enquanto Cristo, o segundo Adão, sendo Deus, preocupou-se com o bem-estar dos outros (Filipenses 2.4b). Essa realidade é confirmada quando Jesus “aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo” (Filipenses 2.7a), isto é, esvaziou-se voluntariamente (gr. kénosis), assumindo a natureza humana na forma de servo (Filipenses 2.7b • Hebreus 4.15). Isso não significa a perda de sua divindade, mas a renúncia da glória que Ele possuía na eternidade com o Pai (João 17.5).

3. Obediência sacrificial até à cruz. A obediência de Cristo foi plena, desde a encarnação até o Calvário: “na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz” (Filipenses 2.8). Ele desceu à condição mais humilde e morreu como servo (2 Coríntios 8.9). Em obediência ao Pai e em favor dos pecadores, submeteu-se à humilhação da cruz (Hebreus 12.2). Revela a Escritura que o primeiro Adão trouxe condenação pelo pecado; e, Cristo, o segundo Adão, trouxe justiça por meio de sua perfeita obediência (Romanos 5.19). Essa verdade ratifica que a Obra Redentora do Filho está fundamentada na obediência completa de Cristo ao Pai (João 6.38). A nossa salvação é resultado dessa obediência, e não de nossos méritos (Efésios 2.8,9). Assim como Cristo, devemos obedecer à vontade do Pai (Romanos 12.1).


SINOPSE I
A humilhação do Filho revela sua submissão, esvaziamento e obediência até a cruz.


II – A OBRA REDENTORA DO FILHO
1. A ineficácia do sacerdócio levítico. O sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos uma vez por ano, no Dia da Expiação (Yom Kippur), levando sangue alheio — o sangue de animais — para fazer propiciação por seus próprios pecados e pelos do povo (Levítico 16.11-15). Esse sacrifício era repetido anualmente porque não era suficiente para remover o pecado (Hebreus 9.25). O sumo sacerdote terreno era uma figura (tipo) de Cristo, que é o real e eterno Sumo Sacerdote (Hebreus 2.17). O santuário terreno era uma sombra (Hebreus 8.5), mas Cristo entrou no céu mesmo, para interceder por nós diante do Pai (Hebreus 8.1,2). A entrada única de Cristo no santuário com seu próprio sangue nos assegura uma eterna redenção (Hebreus 9.12). Por ser imperfeito, o sacerdócio levítico foi substituído por um superior, o sacerdócio de Cristo (Hebreus 7.23,24).

2. O Sacrifício único e suficiente. Na Antiga Aliança, ofereciam-se sacrifícios continuamente pelo pecado por causa da ineficácia dessas ofertas (Hebreus 9.25 • 10.1-4). Diferente do sistema levítico, a morte de Jesus foi definitiva, completa e eficaz: “assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos” (Hebreus 9.28a). A expressão “uma vez” (gr. hápax) indica que não há necessidade de repetição: o que Ele fez é perfeito e eterno (Hebreus 10.10). A salvação não é por causa dos méritos ou rituais, mas ela é plena e gratuita, alcançada pela fé na obra consumada de Jesus (João 19.30). Cristo, ao morrer, rasgou o véu que separava o homem da presença de Deus (Mateus 27.51). Não há outro meio de salvação, nenhuma outra oferta, nenhum outro nome (Atos 4.12). O Calvário é suficiente. Jesus é tudo!

3. A substituição vicária. A expressão “vicária” vem do latim vicarius, que significa “em lugar de outro”. A substituição vicária é inseparável da justiça divina (Romanos 3.26). O pecado não pode ser ignorado, e precisa ser punido (Romanos 5.21). Em virtude disso, Deus não poupou seu próprio Filho, mas o entregou para morrer em nosso lugar, assumindo sobre si a penalidade que nos era destinada (Romanos 8.32). No sistema sacrificial da Lei, os animais oferecidos tipificavam essa substituição, mas não removiam o pecado (Hebreus 10.4). Em Cristo, o Cordeiro de Deus, a substituição é perfeita e definitiva: “na consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo” (Hebreus 9.26b). Assim, em adoração devemos viver para Cristo que por nós morreu (2 Coríntios 5.15).


SINOPSE II
A obra redentora de Cristo é única, suficiente e vicária, garantindo nossa salvação.

III – A EXALTAÇÃO GLORIOSA DO FILHO
1. Recebido à destra do Pai. Após sua humilhação voluntária, o Filho foi entronizado nos céus com glória eterna: “pelo que também Deus o exaltou soberanamente” (Filipenses 2.9a). A exaltação de Cristo está ligada à sua obediência perfeita (Filipenses 2.8). O verbo “exaltou” (gr. hyperypsósen) denota uma elevação acima de toda medida. Cristo não apenas venceu a morte, mas foi exaltado à posição suprema no Universo. Ocupou o lugar de honra à destra do Pai — símbolo de autoridade, glória e soberania (Hebreus 1.3). Estar assentado ali expressa o reconhecimento divino da obra completa do Filho (João 17.4,5). Cristo não apenas voltou para o céu, Ele assentou-se no trono (Apocalipse 3.21). Sua exaltação garante nosso acesso à presença de Deus. Ele intercede por nós (Romanos 8.34), e reina como Rei dos reis (Apocalipse 19.16).

2. Um nome acima de todo nome. Cristo recebeu de Deus Pai “um nome que é sobre todo o nome” (Filipenses 2.9b). Na Bíblia, o nome carrega o sentido de caráter e autoridade. Dessa forma, dizer que Cristo recebeu um nome sobre-ex- celente, a Escritura afirma que nenhuma autoridade, seja visível ou invisível, se compara ao seu poder e posição (Efésios 1.21a). Isso significa que Cristo foi exaltado acima de toda eminência do bem e do mal, e de todo título que se possa conferir nessa era e também no porvir (Efésios 1.21b). Não existe poder algum que seja maior e nem mesmo igual ao poder de Cristo (1 Pedro 3.22). Portanto, o nome de Jesus não é apenas um símbolo de fé, mas uma fonte real de autoridade espiritual. O Senhor delegou à Igreja o uso de seu nome, para curar, libertar, pregar e vencer as forças do mal (Marcos 16.17,18).

3. Soberania universal e retorno triunfal. A Escritura revela que todas as criaturas se curvarão diante do nome de Jesus (Filipenses 2.10). Essa verdade aponta para a plena soberania de Cristo (Atos 2.36). A confissão universal de que “Jesus Cristo é o Senhor” se dará de duas maneiras: voluntária, por aqueles que creem e servem a Jesus como Salvador (Romanos 10.9,10), e, compulsória, por aqueles que o rejeitaram, mas que o reconhecerão em juízo (Romanos 14.11 • Filipenses 2.11). Hebreus completa a visão escato- lógica da soberania de Cristo, afirmando que Ele voltará para levar para si os que o esperam (Hebreus 9.28). Essa vinda será em glória, poder e juízo (Mateus 24.30). Sua glória será reconhecida por todos — para salvação ou para condenação. Ele voltará, triunfante, para busçar a sua Igreja e reinar eternamente (João 14.2,3 • Apocalipse 11.15).


SINOPSE III
A exaltação gloriosa de Cristo manifesta sua soberania universal e assegura o triunfo final da Igreja.

 CONCLUSÃO
A obra do Filho é completa, suficiente e gloriosa — da humilhação à exaltação. Ele se humilhou para nos salvar, ofereceu-se em sacrifício vicário para nos redimir e foi exaltado para governar eternamente. Como Igreja, somos chamados a viver em comunhão com essa verdade, aguardando o retorno do nosso Senhor e Salvador. Vivamos como servos daquEle que nos serviu com sua vida e nos salvou com seu sangue.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. De acordo com a lição, o que significa imitar a mente de Cristo?
Imitar a mente de Cristo significa renunciar ao egoísmo e viver em humildade, amor e obediência.

2. A Obra Redentora do Filho está fundamentada em quê e qual é o resultado dela?
Está fundamentada na obediência completa de Cristo ao Pai; o resultado é a nossa salvação.

3. Por que o sacerdócio levítico foi substituído pelo sacerdócio de Cristo?
Porque o sacerdócio levítico era imperfeito e não removia os pecados; Cristo é o Sumo Sacerdote perfeito.

4. O que a exaltação de Cristo ao voltar para o Céu e assentar-se no trono garante para nós?
Garante-nos acesso à presença de Deus e intercessão contínua de Cristo.

5. O nome de Jesus é um símbolo de fé, mas também uma fonte real de autoridade espiritual. O próprio Senhor delegou à Igreja o uso de seu nome com que finalidade?
Para curar, libertar, pregar e vencer as forças do mal.


LIÇÕES DO TRIMESTRE


SUMÁRIO

Lição 2 - O Deus Pai
Lição 5 - O Deus Filho
Lição 7 - A Obra do Filho
Lição 8 - O Deus Espírito Santo
Lição 9 - Espírito Santo — O Regenerador
Lição 10 - Espírito Santo — O Capacitador
Lição 11 - O Pai e o Espírito Santo
Lição 12 - O Filho e o Espírito
Lição 13 - A Trindade Santa e a Igreja de Cristo



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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

LIÇÃO 6 - O FILHO COMO O VERBO DE DEUS

 1° TRIMESTRE DE 2026  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a
sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” 
(João 1.14) 

VERDADE PRÁTICA
Jesus Cristo, o Verbo eterno, é a revelação plena e visível de Deus ao mundo, manifestando graça, verdade e a glória do Pai.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – João 1.-3
 
■ O Verbo eterno e divino


 Terça – João 1.14
 ■
O Verbo se fez carne


 Quarta – Êxodo 25.8-9

 ■
Deus habita entre o povo


 Quinta – João 1.17
 ■
Graça e verdade por Cristo


 Sexta – João 1.18
 ■ O
 Filho unigênito revelou o Pai


 Sábado – Colossenses 1.15-19
 ■
Cristo, a imagem do Deus invisível



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 1.1-5,14

João 1
1 — No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
2 — Ele estava no princípio com Deus. 
3 — Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez
4 — Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens;
5 — e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
...
14 - E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória  do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.


Hinos Sugeridos: 20 • 175 • 182 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
O prólogo do Evangelho de João apresenta o Verbo eterno como Deus, Criador e Revelador. Ele se fez carne e revelou de forma plena e completa a glória do Pai. O apóstolo João afirma que viu a glória do Deus Unigênito, cheia de graça e de verdade. Nesta lição, veremos que essa revelação marca o clímax da encarnação do Verbo — O Filho de Deus — onde o invisível se tornou visível, o eterno entrou no tempo e o insondável foi manifestado em Cristo Jesus.

Palavra-Chave: Verbo

I – O VERBO COMO DEUS ETERNO
1. O Verbo preexistente. O prólogo de João (dezoito versículos iniciais) é chamado de “Hino Logos”. Na abertura: “No princípio, era o Verbo” (João 1.1a), as palavras “no princípio” lembram o texto introdutório da Bíblia (Gênesis 1.1) e claramente ensinam que o Verbo sempre existiu. Esta é uma maneira de referir-se ao atributo da Eternidade que só Deus possui. A expressão “Verbo” (gr. lógos) designa Deus, referindo-se à divindade do Filho. Enquanto os gregos pensavam em um princípio impessoal e os gnósticos num ser intermediário, João apresenta o Logos como o próprio Deus Eterno — Jesus Cristo, o Filho Unigênito do Pai (João 1.14; 3.16). Antes de tudo o que existe, o Verbo já existia. Jesus não começou a existir em Belém, pois Ele é Eterno, coexistente com o Pai desde o princípio (Colossenses 1.17).

2. O Verbo como pessoa distinta. No texto bíblico, João afirma que “o Verbo estava com Deus” (João 1.1b). A expressão grega pros ton Theon (com Deus) comunica relacionamento face a face, ou seja, comunhão pessoal e eterna entre o Verbo (Filho) e Deus (Pai). Indica uma distinção de Pessoas dentro da unidade da Trindade (Deuteronômio 6.4 • 1 João 5.7). O Pai, o Filho e o Espírito Santo não são formas sucessivas de aparecimento de uma Pessoa, mas são Pessoas coexistentes desde “o princípio” (João 1.2; 17.5).

3. O Verbo é da mesma essência do Pai. Ainda no versículo de abertura, João revela “o Verbo era Deus” (João 1.1c). Aqui, a palavra grega para Deus (Theós) aparece sem o artigo definido — fato que tem gerado discussões exegéticas. Porém, na estrutura grega, a ausência do artigo não implica indefinição ou inferioridade. Essa construção enfatiza a qualidade ou a natureza do sujeito. A omissão do artigo não significa “um deus”, como sustentam traduções heréticas, mas é um indicativo da natureza do Verbo. Esclarece que o Verbo compartilha da mesma essência divina (João 10.30; 14.9). Desse modo, o Verbo é como o Pai: eterno (João 1.2) e criador (João 1.3). Portanto, a expressão “o Verbo era Deus” ensina que Jesus é da “mesma substância” do Pai, isto é, Deus em sua totalidade (Colossenses 1.15; 2.9).


SINOPSE I
O Verbo é eterno, distinto do Pai e da mesma essência divina, plenamente Deus.


II – O VERBO COMO CRIADOR
1. O agente da criação. A Bíblia declara que “no princípio, criou Deus” (Gênesis 1.1a). A expressão “criou” traduz a palavra hebraica bàrã’, termo reservado à atividade criadora de Deus (Gênesis 1.21,27; 2.4; 5.1,2; 6.7). Afirma que o universo foi criado por Deus a partir do nada — do latim ex nihilo (Hebreus 11.3). A doutrina de Deus como Criador possui fundamentos tanto no Antigo Testamento (Salmos 33.6 • Isaías 45.12 • Neemias 9.6) quanto no Novo Testamento (Atos 17.24 • Romanos 1.20 • Apocalipse 4.11). Nesse sentido, João apresenta Jesus também como Criador: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (João 1.3). Este versículo enfatiza a divindade do Verbo, uma vez que a criação é obra exclusiva de Deus (Colossenses 1.16,17). Desse modo, o Filho é o agente ativo na criação do universo (Hebreus 1.2).

2. A fonte da vida. O apóstolo João enfatiza com clareza que “nele, estava a vida” (João 1.4a), referindo-se ao Verbo eterno — Jesus Cristo. Esta declaração revela que o Verbo é a fonte absoluta e originária de toda forma de vida, tanto física quanto espiritual e eterna (João 3.36 • 1 João 5.11,12). A expressão denota a autossuficiência do Verbo, uma característica específica da divindade (Atos 17.25). Jesus não depende de nada ou ninguém para viver. Ele compartilha da mesma substância divina: “Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo” (João 5.26). Essa verdade afirma que a vida, eterna e imutável, que está no Pai está igualmente no Filho, apontando para a mesma essência dentre as Pessoas da Trindade (João 10.30; 14.9; 17.5).

3. A luz dos homens. O texto bíblico assevera que “a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam” (João 1.4b-5). A metáfora da Luz simboliza o caráter de Deus, porque nEle não há trevas alguma (1 João 1.5). Nesse contexto, Jesus é apresentado como a Luz verdadeira (João 1.9). Ele não apenas possui luz; Ele é a própria Luz (João 8.12). Ele dissipa as trevas, ilumina os perdidos e revela o pecado (Mateus 4.16 • João 3.19). A declaração “as trevas não prevaleceram contra ela” (João 1.5 - NAA) mostra que as forças do mal não têm poder sobre Cristo. O verbo grego katalambánó pode ser traduzido como “compreender”, “apoderar” ou “dominar”, e nesse caso expressa que as trevas do pecado não podem resistir à luz do Filho de Deus (Romanos 13.12).


SINOPSE II
Como Criador, o Verbo é fonte de vida e luz, e nenhuma força de trevas pode prevalecer contra Ele.

III – O VERBO COMO REVELAÇÃO DO PAI
1. A encarnação do Verbo. João também apresenta o Verbo como o supremo meio de autorrevelação do Pai: “o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória” (João 1.14a). Esta afirmação marca o ponto culminante da revelação divina: o Verbo se tornou homem sem deixar de ser Deus (Filipenses 2.6-8). O termo grego eskênõsen (habitou) significa literalmente “armou sua tenda”. Essa linguagem faz alusão ao Tabernáculo (Êxodo 25.8,9), onde a presença de Deus habitava no meio do povo de Israel. O corpo de Cristo é assim comparado a esse tabernáculo: nele, a glória de Deus se manifestou visível entre os homens (Colossenses 2.9). Ele revela a união hipostática das duas naturezas do Filho: divina e humana. Ele é o Emanuel, o Deus conosco (Mateus 1.23) — a plena revelação do Pai (Hebreus 1.1).

2. A plenitude da graça e da verdade. João, testemunha ocular da encarnação do Verbo, declara ser a “glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.14b). A palavra “glória” (gr. dóxa) remete ao conceito da she- kinah — a presença gloriosa de Deus entre o seu povo (Êxodo 40.34,35). Porém, enquanto a glória na Antiga Aliança se manifestava parcialmente, em Cristo ela se mostra plenamente (João 2.11; 17.1-5).
A frase “cheio de graça e de verdade” revela o conteúdo dessa glória. Diferente da lei dada por Moisés (João 1.17a), Cristo encarnou a própria graça salvadora e a verdade eterna. Ele não apenas ensina a verdade — Ele é a verdade (João 14.6). E não apenas oferece graça — Ele é a plenitude da graça de Deus, uma provisão contínua que se manifestou salvadora a todos os homens (Tito 2.11).

3. O revelador do Deus invisível. No último versículo de seu prólogo, João afirma: “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer” (João 1.18). Aqui, o apóstolo enfatiza que Deus é invisível e inacessível (Êxodo 33.20 • 1 Timóteo 6.16). No entanto, o Verbo o revelou de forma plena e perfeita. A expressão “Deus unigênito” (gr. monogenês theos) significa literalmente “O Deus único gerado”. Refere-se a Cristo — O Filho da mesma substância (gr. homoousios) do Pai. Essa declaração reafirma a eternidade e a plena divindade do Filho. Cristo é a autorrevelação completa do Pai: “Quem me vê a mim vê o Pai” (João 14.9).


SINOPSE III
O Verbo encarnado revela de forma plena o Pai, manifestando graça e verdade.


 CONCLUSÃO
Jesus Cristo é o Deus unigênito que revela o Pai. Nele, a glória, a graça e a verdade de Deus são plenamente manifestas. A encarnação do Verbo não é apenas uma doutrina essencial da fé cristã, mas também um chamado à adoração e proclamação daquEle que é a imagem visível do Deus invisível. O Senhor Jesus é a perfeita revelação do Pai à humanidade. Que cada crente reconheça que conhecer a Cristo é conhecer o próprio Deus, e que proclamar essa verdade é tornar a glória do Pai conhecida no mundo.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. Como é chamado o prólogo de João (dezoito versículos iniciais)?
“Hino Logos”.

2. O que os gregos pensavam a respeito do Verbo?
Que o Verbo era uma força ou ideia, e não plenamente pessoal e divino.

3. Qual é o texto bíblico em que João apresenta Jesus também como Criador?
João 1.3.

4. A declaração “nele, estava a vida” (João 1.4a), referindo-se a Jesus Cristo, revela o que a respeito do Verbo?
Que Ele é a fonte absoluta e originária de toda forma de vida.

5. A expressão “Deus Unigênito” significa literalmente 0 quê?
“O Deus único gerado” — o Filho da mesma essência do Pai.


LIÇÕES DO TRIMESTRE


SUMÁRIO


Lição 2 - O Deus Pai
Lição 5 - O Deus Filho
Lição 7 - A Obra do Filho
Lição 8 - O Deus Espírito Santo
Lição 9 - Espírito Santo — O Regenerador
Lição 10 - Espírito Santo — O Capacitador
Lição 11 - O Pai e o Espírito Santo
Lição 12 - O Filho e o Espírito
Lição 13 - A Trindade Santa e a Igreja de Cristo



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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

LIÇÃO 5 - O DEUS FILHO

 1° TRIMESTRE DE 2026  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o.” 
(Mateus 17.5b) 

VERDADE PRÁTICA
Jesus Cristo, o Deus Filho, é a revelação plena do Pai, centro da revelação divina e único mediador entre Deus e os homens.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Lucas 1.35
 
■ A concepção virginal e a ação da Trindade


 Terça – João 1.1-3
 ■
O Filho é Deus desde a eternidade


 Quarta – Mateus 17.2,3

 ■
A glória divina de Jesus na Transfiguração


 Quinta – Hebreus 1.1-3
 ■
O Filho como revelação suprema


 Sexta – Atos 4.12
 ■
Cristo é o único caminho de salvação


 Sábado – Filipenses 2.9-11
 ■ Cristo exaltado acima de todo



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Lucas 1
31 — E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.
32 — Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai,
34 — E disse Maria ao anjo: Como se fará isso, visto que não conheço varão?
35 — E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.

Mateus 17
— Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte,
2 — E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.
3 — E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele.
4 — E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés e um para Elias.
5 — E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o.
6 — E os discípulos, ouvindo isso, caíram sobre seu rosto e tiveram grande medo.
7 — E, aproximando-se Jesus, tocou-lhes e disse: Levantai-vos e não tenhais medo.
8 — E, erguendo eles os olhos, ninguém viram, senão a Jesus.


Hinos Sugeridos: 156 • 344 • 481 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
Ratificamos que a Trindade nos revela um só Deus em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. O episódio da transfiguração (Mateus 17.1-8) é um dos momentos marcantes da revelação da glória do Deus Filho. Nele, Jesus — a Segunda Pessoa da Trindade — é exaltado diante de testemunhas oculares, com a aprovação explícita do Pai. Ele não é um personagem entre outros, mas o Deus encarnado. Esta lição nos conduz a contemplar a divindade, a centralidade e a missão redentora do Deus Filho.

Palavra-Chave: Cristo

I – A DIVINDADE DO FILHO
1. A Concepção Virginal de Jesus. A concepção do Senhor Jesus foi um ato miraculoso. Sobre isso, o anjo Gabriel explicou à virgem: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra” (Lucas 1.35a). O texto afirma que Jesus seria concebido pela ação do Espírito Santo e pela sombra do poder de Deus. A expressão “sombra” (gr. episkiázó) refere-se à presença divina (Êxodo 40.35). Assim, o Espírito Santo está vinculado à sombra da “virtude” (gr. dynamis), ou seja, ao poder de Deus. Isso indica que a presença poderosa de Deus repousou sobre Maria, de modo que o menino concebido pelo Espírito Santo seria chamado de Filho de Deus (Lucas 1.35b). Dessa maneira, observa-se, nesse evento, a manifestação da Trindade: o Pai, o Filho de Deus e o Espírito Santo.

2. A deidade absoluta do Filho. O Senhor Jesus Cristo é, desde a eternidade, o único Filho de Deus e possui a mesma essência e substância (gr. homooúsios) do Pai (João 10.30 • 14.9). Antes de nascer em Belém, o Filho já existia eternamente com o Pai: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1.1). Ele é a Segunda Pessoa da Trindade e foi enviado pelo Pai ao mundo (1 João 4.9). Ele se fez carne, sem deixar de ser Deus, possuindo duas naturezas, a divina e a humana, unidas numa única pessoa (João 1.14 • Filipenses 2.6-11). Essa união das duas naturezas é sem confusão, sem mudança, sem divisão e sem separação (Concilio de Calcedônia, 451 d.C.). Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem (Romanos 1.3,4; 9-5). Sendo Deus e homem, Jesus é o único mediador entre Deus e a humanidade (1 Timóteo 2.5).

3. Os atributos divinos de Jesus. Como Segunda Pessoa da Trindade, Jesus possui todos os atributos essenciais da divindade. Entre eles, citamos: Eternidade - Jesus não teve começo, pois é eterno como o Pai (Isaías 9.6); Imutabilidade - Cristo, sendo Deus, não muda em seu ser ou caráter (Hebreus 1.12); Onipresença - Jesus declarou sua presença universal (Mateus 18.20); Onisciência - Jesus conhece todas as coisas, inclusive nossos pensamentos (João 21.17); Onipotência - nada é impossível para Ele (Apocalipse 1.8). Em suma, Jesus Cristo manifesta em si mesmo todos os atributos que pertencem exclusivamente a Deus. Isso demonstra de forma incontestável sua plena divindade. Crer em Jesus como Deus é vital para a fé cristã. Negar qualquer um desses atributos é negar a essência do Evangelho (João 20.31).


SINOPSE I
A concepção virginal e os atributos divinos de Jesus revelam que Ele é Deus desde a eternidade e possui a mesma essência do Pai.


II – A CENTRALIDADE DO DEUS FILHO
l. A glória sobrenatural de Jesus. Pedro, Tiago e João acompanharam Jesus até um alto monte (Mateus 17.1). Neste local, Jesus “transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz” (Mateus 17.2). O verbo “transfigurar” é tradução do grego metamorphóõ do qual se originou o vocábulo “metamorfose” (transformação, mudança). Na ocasião, Jesus revelou temporariamente a glória da sua natureza divina, com aparência resplandecente. Um prólogo escatológico, um vislumbre do Cristo pós-ressurreto e glorificado (Apocalipse 1.6). Uma confirmação da união das duas naturezas de Cristo: humana e divina, duas naturezas em uma só pessoa (João 1.14). Aqui, a divindade de Jesus foi revelada. Uma manifestação visível da glória de Deus no Filho encarnado (Filipenses 2.6-9).

2. O testemunho da Lei e dos Profetas. Estando no monte “eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele” (Mateus 17.3). A aparição de Moisés e Elias não foi um contato com os mortos (Marcos 12.27 • Lucas 16.26), mas um ato divino carregado de significado escatológico. Moisés representa a Lei. Ele é o mediador da Antiga Aliança, o legislador do povo hebreu (Êxodo 24.7,8). Sua presença indica que toda a Lei aponta para Cristo (Mateus 5.17). Elias representa os Profetas, considerado o símbolo da proclamação profética. Sua aparição mostra que os profetas anunciavam a vinda do Messias (Isaías 9.6 • Malaquias 4.5,6). Esses dois personagens testemunham que Jesus é o tema central e o cumprimento definitivo das Escrituras (Lucas 24.27). A presença deles é uma prova visível da superioridade de Jesus (Hebreus 1.1,2).

3. A aprovação divina do Pai. A transfiguração atinge seu clímax com a voz audível do próprio Pai: “eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz” (Mateus 17.5a). A voz vinda da nuvem — símbolo da presença de Deus (Êxodo 13.21) — ecoa as palavras já proferidas no batismo de Jesus: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3.17; 17.5b). Essa repetição é significativa: o Pai confirma que Jesus é o seu Filho eterno, não apenas em missão redentora, mas em natureza divina. A expressão “em quem me comprazo” (gr. eudokêsa) revela que o Filho é aquEle em quem o Pai se deleita (Isaías 42.1). A voz do Pai é uma afirmação da centralidade de Cristo (João 14.6) e sustenta a doutrina da Trindade, em que o Filho é Deus, gerado pelo Pai e consubstanciai com Ele (João 14.9,10).


SINOPSE II
Na transfiguração, Cristo é confirmado pelo Pai como centro da revelação e cumprimento da Lei e dos Profetas.

III – A MISSÃO REDENTORA DO DEUS FILHO
1. O Filho como revelação suprema. A transfiguração é marcada, também, por uma ordem direta do Pai acerca do Filho: “escutai-o” (Mateus 17.5c). A declaração reflete a profecia de Moisés: “O Senhor, teu Deus, te despertará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis” (Deuteronômio 18.15). A Escritura deixa claro que esse Profeta prometido é o próprio Cristo (João 6.14 • Atos 3.20-23). A instrução — “escutai-o” — coloca o Filho em posição de supremacia sobre as revelações anteriores (Lucas 16.16 • João 1.17,18). Não é Moisés (a Lei) e nem Elias (os Profetas) que devem ser ouvidos, mas o Cristo (Hebreus 1.1,2). Esse evento sinaliza a transição entre a Antiga e a Nova Aliança, centrada na pessoa do Filho (Colossenses 2.17Hebreus 10.1). Logo, negar a Cristo, ignorá-lo ou relativizar sua voz é rejeitar a autoridade de Deus (1 João 5.12).

2. A exclusividade de Cristo na redenção. Após a visão do Cristo transfigurado, a Bíblia declara: “erguendo eles os olhos, ninguém viram, senão a Jesus” (Mateus 17.8). Essa afirmação encerra uma verdade fundamental: Cristo é absolutamente único e exclusivo na obra da redenção. A presença de Moisés e Elias cessou; restou apenas Cristo. Ele é o cumprimento da Lei e dos Profetas (Mateus 5.17). Toda a Escritura aponta para Ele (Lucas 24.27). Cristo não é meramente um Profeta; Ele é o Deus revelado (João 14.9), o resplendor da glória divina (Hebreus 1.3). Ele é o único mediador entre Deus e os homens (Atos 4.12 • 1 Timóteo 2.5). Seu sacrifício é plenamente suficiente para reconciliar o pecador com Deus (Colossenses 1.20-22). Diante de sua majestade, toda figura da Antiga Aliança se desfaz — somente Jesus permanece.

3. O aprendizado pela experiência. A revelação da glória do Cristo ressurreto, foi também um evento pedagógico para os discípulos. A experiência os fortaleceu para o futuro sofrimento de Jesus. Mais tarde, Pedro reconheceu o episódio como evidência incontestável da majestade de Jesus: “mas nós mesmos vimos a sua majestade [...] quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido” (2 Pedro 1.16,17). A transfiguração, portanto, é o vislumbre do Reino, prenuncio da ressurreição, antecipação da vitória final de Cristo, e o anúncio de seu triunfo escatológico sobre a morte e todo domínio (Hebreus 1.8-12 • Filipenses 2.9-11). Diante dessa glória, somos chamados a contemplar e adorar a Cristo com fé e esperança (Hebreus 12.2).


SINOPSE III
Cristo é o único mediador e salvador; sua missão redentora é exclusiva e plenamente suficiente.

 CONCLUSÃO
A doutrina do Deus Filho nos conduz à centralidade de Cristo na fé cristã. Sua divindade, glória e missão redentora revelam o coração do Pai e o agir do Espírito. Ele é o Verbo eterno feito carne, o único que pode reconciliar o homem com Deus. Por isso, devemos reconhecê-lo como Senhor absoluto, prostrar-nos em adoração, ouvi-Lo e segui-Lo em obediência, reverência e gratidão.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. Cite ao menos três atributos divinos de Jesus apresentados na lição.
Eternidade, imutabilidade e onisciência (entre outros).

2. A aparição de Moisés no momento da transfiguração de Jesus foi um ato divino carregado de significado escatológico. O que a sua presença indica?
Que toda a Lei aponta para Cristo como seu cumprimento.

3. Quem é o cumprimento da Lei e dos Profetas?
Jesus Cristo.

4. O sacrifício de Cristo é plenamente suficiente para quê?
Reconciliar o pecador com Deus.

5. A transfiguração é o anúncio do triunfo escatológico de Cristo sobre o quê?
Sobre o pecado, a morte e todo domínio do mal.


LIÇÕES DO TRIMESTRE


SUMÁRIO


Lição 2 - O Deus Pai
Lição 5 - O Deus Filho
Lição 6 - O Filho como o Verbo de Deus
Lição 7 - A Obra do Filho
Lição 8 - O Deus Espírito Santo
Lição 9 - Espírito Santo — O Regenerador
Lição 10 - Espírito Santo — O Capacitador
Lição 11 - O Pai e o Espírito Santo
Lição 12 - O Filho e o Espírito
Lição 13 - A Trindade Santa e a Igreja de Cristo



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