Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.
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terça-feira, 11 de junho de 2024

LIÇÃO 9 - RESISTINDO À TENTAÇÃO NO CAMINHO

 2° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS

TEXTO ÁUREO

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.”
(Mateus 26.41)

VERDADE PRÁTICA

No lugar de ceder à tentação, é melhor triunfar sobre ela.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Gênesis 3.1-5
 
A tentação que se origina do Diabo e seus ardis

Terça - Tiago 1.14,15
 A tentação que se origina de dentro do ser humano

Quarta - 1 Coríntios 10.13 
 Toda tentação faz parte da esfera humana

Quinta - Efésios 6.11,17
 
Vencemos a tentação com a Palavra de Deus

Sexta - Romanos 12.2
 
Não se conformando com os apelos do mundo

Sábado - 2 Timóteo 2.22
 
A melhor estratégia é fugir da tentação

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Mateus 4.1-11

1 - Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.

2 - E, tendo jejuado quarenta dia s e quarenta noites, depois teve fome;

3 - E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.

4 - Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.

5 - Então o diabo o transportou à Cidade Santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo,

6 - e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra.

7 - Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus.

8 - Novamente, o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles.

9 - E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.

10 - Então, disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás. 

11 - Então, o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos e o serviram.

Hinos Sugeridos: 46, 289, 298 da Harpa Cristã

■ INTRODUÇÃO

A tentação é algo que o crente enfrenta ao longo de sua jornada. Não por acaso, o Senhor Jesus nos ensinou a orar de modo que Deus não deixasse que caíssemos em tentação (Mt 6.13 NVT). Por isso, nesta lição, estudaremos o conceito bíblico de tentação, a maneira como nosso Senhor a enfrentou no deserto e como devemos resisti-la. Veremos que é imperioso seguir a recomendação de Jesus Cristo a respeito de vigiar e orar para não cedermos à tentação ao longo da caminhada (Mt 26.41).

Palavra-Chave: Tentação

I - A TENTAÇÃO E SUA ESFERA HUMANA
1. Conceito bíblico de tentação. Na Bíblia, três palavras aparecem para conceituar “tentação”. A primeira é a palavra hebraica massáh, que significa “teste”, “provação” (Dt 4.34; 9.22; SI 95.8). A segunda e a terceira são palavras gregas respectivamente: peirasmós, “teste”, “prova”, aparecendo 25 vezes no Novo Testamento (At 20.19; 1 Co 10.13; Tg 1.2,12); е о verbo peirázó, testar, submeter à prova (Jo 6.6; Gl 6.1; Ap 2.2,10), ocorrendo aproximadamente 36 vezes no Novo Testamento. Assim, podemos dizer que tentação é um experimento, teste ou prova diante de uma atração para fazer o mal a fim de obter prazer ou lucro.

Ainda que o inimigo possa nos persuadir a cair em tentação, esta se dá no campo da esfera humana e terrena.

2. Duas vias da tentação. De acordo com a Palavra de Deus, a tentação pode vir primeiramente do Diabo (Gn 3) e, também, de dentro do ser humano (Tg 1.14,15). Ela tem origem no Diabo quando o seu objetivo, semelhantemente ao que aconteceu com Jesus, é de desviar-nos da rota de nossa missão e propósito de vida estabelecido por Deus. Já a que nasce de dentro do ser humano tem a ver com os vícios da alma quando, no lugar de darmos primazia ao fruto do Espírito, entregamo-nos à atração, ao engodo e ao deleite da concupiscência da carne. Ambas as vias da tentação se processam na esfera humana.

3. Tentação: um fenômeno humano. Na Epístola de Tiago está escrito: “Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ninguém tenta” (Tg 1.13). É verdade que há a provação que vem da parte de Deus para aperfeiçoar o caráter do crente (Tg 1.2,4; Mt 5.48; 1 Pe 1.7). Contudo, um teste que incita ao mal não vem de Deus, ou seja, as ações que evidenciam uma vida dominada pelas paixões carnais são de inteira responsabilidade humana (Mt 5.28; Rm 8.6). Ainda que o Inimigo possa nos persuadir a cair em tentação, esta se dá no campo da esfera humana e terrena (1 Co 10.13).

SINOPSE I
A tentação é um fenômeno que ocorre na esfera da natureza humana.

II - O SENHOR JESUS E A TENTAÇÃO
1. A provação do Senhor Jesus. De acordo com o Evangelho de Mateus, após o batismo de Jesus, o Espírito Santo o conduziu ao deserto (cf. Mc 1.12,13; Le 4.1,2). Foram 40 dias sendo tentado por Satanás, uma intensa batalha espiritual contra o Adversário, o “príncipe deste mundo” (Jo 16.11; cf. Ef 2.2). O objetivo de Satanás era fazer com que Jesus desviasse de seu propósito, satisfazendo desejos e necessidades, contrariando a vontade de Deus (cf. Jo 4.34). Por isso, houve um ataque intenso do Maligno contra nosso Senhor, que resistiu sabiamente por meio da oração, do jejum e da Palavra. Embora fisicamente frágil, o Senhor Jesus estava espiritualmente forte.

2. As áreas que Jesus foi tentado. Podemos dizer que Jesus Cristo foi tentado em três áreas: a área física, a natureza divina e a área espiritual. Na área física, o Diabo o tentou pedindo que transformasse pedras em pães, após sentir fome devido ao processo de jejum, pois isso revelaria que Ele era o Filho de Deus (Mt 4.3). Na área da natureza divina, o Diabo tenta Jesus pedindo que Ele se atirasse do pináculo do Templo, pois os anjos o guardariam (Mt 4.5,6). Na área espiritual, o Diabo tenta nosso Senhor, desafiando-o a evitar o caminho da cruz para estabelecer um reino pela sua força, o que seria prontamente aceito pelos judeus; mas era necessário apenas uma coisa: Jesus deveria adorar o Diabo (Mt 4.9). Assim, podemos dizer que o nosso Senhor foi tentado na área física, com as necessidades humanas; em sua natureza divina, com a ideia de ostentar seus divinos atributos ao público; e na área espiritual, no sentido de idolatrar outro ser.

3. Como Jesus venceu a tentação? Nosso Senhor venceu o Diabo com a Palavra de Deus. Em todas as áreas da tentação, Ele respondeu: “Está escrito”. Na primeira tentação, Ele disse: “Está escrito: nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4.4). Na segunda tentação, Ele disse: Está escrito: “Não tentarás ao Senhor teu Deus” (Mt 4.7). Na terceira tentação, Ele disse: “Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás” (Mt 4.10). Nessa batalha espiritual contra o Diabo, nosso Senhor sempre apelou para a exposição da Palavra de Deus. Isso significa que Ele via as Escrituras como autoridade suprema de fé e de prática. Assim, ao lado da oração e do jejum, conforme já estudamos, devemos vencer o Inimigo e seus ardis tentadores com a Palavra de Deus (Ef 6.11,17). Imitemos o nosso divino Mestre!

SINOPSE II
Nosso Senhor venceu o Diabo com a Palavra de Deus.

III – RESISTINDO À TENTAÇÃO
1. Todos somos tentados.
Por mais que observemos as disciplinas da oração, do jejum e da leitura da Palavra, o Inimigo não deixará de nos tentar. Por esse motivo, temos de estar conscientes a respeito, visto que vivemos em uma cultura pós-moderna que, por meio de seus artistas, escritores, filósofos e, até mesmos “teólogos”, intentam naturalizar o relativismo, procurando nos moldar conforme seus costumes mundanos. Diante disso, somos encorajados pelas Escrituras a assumir a postura de Cristo e a não se conformar com este mundo (Rm 12.2).

2. Rejeite a tentação! Há uma célebre frase do reformador Martinho Lutero: “Você não pode impedir que os pássaros voem sobre sua cabeça, mas pode impedir que eles se instalem com seus ninhos!”. Embora não seja um versículo da Bíblia, a frase revela uma verdade que encontramos na Palavra de Deus. Podemos percebê-la na fuga de José diante da mulher de Potifar (Gn 39.12); na atitude de Jó em fugir do mal (Jó 1.1). Assim, não podemos impedir que a tentação apareça, mas, com a força do Espírito Santo, podemos evitar que ela nos domine. Por isso, precisamos seguir o que o apóstolo Paulo escreveu a Timóteo: “Fuja de tudo que estimule as paixões da juventude” (2 Tm 2.22 NVT). Portanto, ao longo da nossa jornada, a melhor estratégia é fugir da tentação.

3. Arrependa-se! No meio da nossa caminhada, é possível que o crente ceda à tentação e, por isso, rompe a comunhão com Deus. Contudo, é possível restabelecer o relacionamento com Ele por meio da confissão de pecados, arrependimento e quebrantamento espiritual. Há um caminho de cura e restauração para quem age dessa maneira (Pv 28.13). Por essa razão, em caso de ceder à tentação, não tentamos nos justificar, culpar os outros ou ignorar os atos pecaminosos. O caminho divino é o da confissão e arrependimento para desfrutar o perdão.

SINOPSE III
Somos encorajados a assumir a postura de Cristo e a não se conformar com este mundo.

■ CONCLUSÃO

Semelhante ao Senhor, que foi tentado em tudo, mas não pecou (Hb 2.18; 4.15); podemos seguir o caminho de não sermos seduzidos pela tentação. Assim, podemos desfrutar mais de uma vida em santidade e comunhão com Deus. Por isso, ao oferecermos resistência à tentação ao longo da jornada, lograremos êxito e receberemos a coroa da vida (Tg 1.12).

REVISANDO O CONTEÚDO

1. De acordo com a lição, como podemos conceituar tentação?
Tentação é um experimento, teste ou prova diante de uma atração para fazer o mal a fim de obter prazer ou lucro.

2. Quais são as duas vias da tentação?
De acordo com a Palavra de Deus, a tentação pode vir primeiramente do Diabo (Gn 3) e, também, de dentro do ser humano (Tg 1.14,15).

3. Em quais áreas o Senhor Jesus foi tentado?
Podemos dizer que Jesus Cristo foi tentado em três áreas: a área física, a natureza divina e a área espiritual.

4. Para o que o Senhor Jesus sempre apelou contra o Diabo?
Nessa batalha espiritual contra o Diabo, nosso Senhor sempre apelou para a exposição da Palavra de Deus.

5. Qual é a melhor estratégia diante da tentação?
A melhor estratégia é fugir da tentação.

VOCABULÁRIO
Engodo: qualquer tipo de cilada, manobra ou ardil que vise enganar, ludibriar outrem, induzindo-o a erro. 

sexta-feira, 7 de junho de 2024

LIÇÃO 8 - VOCÊ ESTÁ PREPARADO?

▶ 2° TRIMESTRE DE 2024 ▶ EBD ADOLESCENTES


LEITURA BÍBLICA

Mateus 25.1-13

A MENSAGEM

E Jesus terminou, dizendo: Portanto, fiquem vigiando porque vocês não sabem qual será o dia e a hora.

Mateus 25.13

Devocional

• Segunda   | 2 Pedro 1.16

• Terça         | Marcos 13.32-37

• Quarta       | Tito 2.13

• Quinta       | Colossenses 1.13:14

• Sexta         | 1 João 3.2:3

• Sábado      | Mateus 24.36:44

Vamos Descobrir

Você já ouviu dizer que Jesus vai voltar? Essa foi uma linda promessa que o nosso Salvador fez para os seus discípulos (Jo 14.3). Através desta lição, vamos entender um pouco mais sobre a Segunda Vinda de Jesus. Infelizmente, algumas pessoas deixaram de acreditar nessa renovadora promessa e passaram a viver pensando exclusivamente na vida terrena. Entretanto, como veremos, a parábola das dez moças é uma mensagem de despertamento espiritual para a Igreja do século 21.

Hora de Aprender

Os capítulos 24 e 25 de Mateus são conhecidos como “O sermão profético do Monte das Oliveiras”. Neles, o Senhor Jesus Cristo tratou de assuntos relativos à sua Segunda Vinda e ao tempo do fim. Na aula de hoje, analisaremos uma parábola contada por Jesus com a finalidade de ensinar aos seus discípulos sobre a imprevisibilidade de sua vinda, bem como a necessidade de estarem preparados para esse momento

I – QUAL TIPO DE CRISTÃO É VOCÊ: COM OU SEM JUÍZO?

Jesus disse que o Reino do Céu se assemelha a “[…] dez moças que pegaram as suas lamparinas e saíram para se encontrar com o noivo” (Mt 25.1). Seguindo a narrativa, Jesus apresenta uma divisão entre elas, dizendo que “cinco eram sem juízo, e cinco eram ajuizadas” (v.2). O interessante é que a diferenciação não está nem nas roupas que elas usam, nem nas suas condições morais – pois todas vestiam a mesma roupa e eram igualmente virgens – mas na forma como elas se prepararam para esperar o cortejo nupcial. Ou seja, as sem juízo, diz o texto “não levaram óleo de reserva” (v.3), enquanto que as ajuizadas, “levaram vasilhas com óleo para as suas lamparinas” (v.4).

Como é possível observar, apenas as moças com juízo consideraram a possibilidade de uma demora por parte do noivo e, com isso, se prepararam com vasilhas extras. Acontece que o noivo realmente demorou a retornar e durante a espera, todas as dez moças adormeceram. Quando finalmente o noivo estava chegando, todas acordaram. Porém, apenas cinco moças puderam acender suas lamparinas; e as demais estavam sem luz porque não tinham mais óleo. Diante disso, as cinco moças, com as lamparinas apagadas, saíram para tentar providenciar o óleo necessário.

Entretanto, o noivo chegou e apenas as cinco moças ajuizadas puderam entrar com ele na festa de casamento. A partir de todo o contexto que essa história está inserida fica evidente que o noivo da parábola é Jesus e que as dez moças revelam duas classes de pessoas que lidam com a promessa de sua Segunda Vinda de maneiras distintas:

1. Os sem juízos

Eles vivem de forma irreverente e insensata. Eles são descuidados com sua vida espiritual, não dão valor às disciplinas da oração (1 Ts 5.17), da leitura da Palavra (Jo 5.39; 2 Tm 3.15-17) e da comunhão (At 2.42-47); e, por isso, não tem óleo de reserva.

2. Os ajuizados

Por outro lado, os que têm juízo são cuidadosos e prevenidos. Eles se preocupam com a imprevisibilidade da volta do noivo, e, por isso, guardam sempre óleo de reserva (Mt 25.4). Entendem a necessidade de estar diariamente prontos, pois o noivo pode voltar a qualquer momento (Mt 25.13). Essa parábola nos provoca uma reflexão: Como estamos lidando com a promessa da vinda de Cristo? Como temos nos preparado para esse grande momento?

Como estamos lidando com a promessa da Vinda de Cristo?

II – O NOIVO VEM!

De acordo com as Escrituras é evidente que Jesus voltará uma segunda vez (Jo 14.1-3; At 1.11). O que precisamos entender é que essa Segunda Vinda se dará em duas fases distintas. A primeira trata-se do Arrebatamento da Igreja que ocorrerá antes da Grande Tributação, de maneira súbita (1 Co 15.52) e exclusivamente para a Igreja. Nesse evento, os mortos em Cristo e os santos do Antigo Testamento ressuscitarão primeiro, e, em seguida, os cristãos vivos serão transformados e, juntos, todos se encontrarão com o Senhor nos ares (1 Ts 4.16,17) para participarem do Tribunal de Cristo, receberem o galardão (2 Co 5.10) e entrarem nas Bodas do Cordeiro (Ap 19.7-9). Já a segunda fase, refere-se à vinda em glória de Cristo depois da Grande Tribulação (Ap 1.7), de forma visível e corporal com a Igreja glorificada (Lc 21.27). Na história narrada por Jesus, as dez moças (as sem juízos e as ajuizadas) foram surpreendidas com a chegada do noivo, que se deu repentinamente. Razão pela qual, é correto afirmarmos que o foco de Jesus nesta parábola é sobre o preparo necessário ante ao arrebatamento da Igreja, que se dará em dia e hora que ninguém sabe.

III – ESTEJA PRONTO PARA O GRANDE DIA

Jesus conclui sua história com a seguinte frase:“[…] portanto, fiquem vigiando porque vocês não sabem qual será o dia e a hora” (Mt 25.13). Tais palavras devem ser encaradas como uma advertência sobre a necessidade de estarmos preparados para sua vinda. Afinal de contas, ela pode demorar mais tempo do que imaginamos (v.5) ou vir mais cedo do que o esperado; a única certeza que temos é que “o fim de todas as coisas está perto” (1 Pe 4.7a) e que precisamos despertar urgentemente, pois “[…] o momento de sermos salvos está mais perto agora do que quando começamos a crer” (Rm 13.11).

Jesus brevemente voltará! Infelizmente, alguns cristãos, seduzidos pelos incrédulos do nosso tempo, estão sendo levados a duvidar do caráter daquele que fez a promessa (2 Pe 3.2-10). Mas não devemos entregar nossa mente e coração a esses ladrões de esperança. Afinal de contas, fiel é aquele que nos prometeu (Hb 10.23) e ‘*[…] um pouco mais de tempo, um pouco mesmo, e virá aquele que tem de vir, ele não vai demorar” (Hb 10.37). E guardando essa esperança em nosso coração, de acordo com Jesus, precisamos assumir duas atitudes:

1°) Encher nossas vasilhas com óleo: Isso faz uma alusão ao Espírito Santo. Ou seja, devemos nos deixar ser cheios pelo Espírito Santo se quisermos estar preparados adequadamente (Ef5.18) e vivermos uma vida de santidade.

2°) Permanecer vigilantes: A Vinda será inesperada (Mt 24.42,44). Não se distraia com as coisas desse mundo. Há algo muito maior e melhor para nós na eternidade, mas para isso é preciso estar atento e vigilante, pois o Diabo, nosso adversário, “[…] anda por aí como um leão que ruge, procurando alguém para devorar” (1 Pe 5.8).

Devemos estar preparados para aguardar a Vinda do Senhor Jesus, pois Ele é fiel 

CONCLUSÃO

A nossa esperança não se baseia numa utopia criada por mentes humanas, mas em fatos revelados na Palavra de Deus. Por essa razão devemos estar preparados para aguardar a vinda do Senhor Jesus, pois Ele é fiel para cumprir a sua promessa e por isso breve voltará!

VAMOS PRATICAR

1. Quais os tipos de cristãos que a parábola nos apresenta? 
Os sem juízo e os ajuizados.

2. Em quantas fases se dará a Segunda Vinda de Jesus?
Em duas. A primeira é o Arrebatamento da Igreja e a segunda é a vinda gloriosa de Cristo de forma visível e corporal, com a Igreja glorificada

3. De acordo com a lição, precisamos assumir duas atitudes em relação a vinda de Jesus. Quais são elas?
A primeira é se encher do Espírito Santo e a segunda é permanecer vigilante.

4. Numere as duas frases de acordo com as respectivas expressões encontradas na lição:

(1) Cristãos com Juízo (2) Cristãos sem Juízo

(2) Vivem de forma irreverente e insensata.

(1) São cuidadosos e prevenidos.

(1) Entendem a necessidade de estarem diariamente prontos.

(2) São descuidados com sua vida espiritual, não dão valor às disciplinas da oração, da leitura da Palavra e da comunhão.

Pense Nisso

A vinda de Jesus poderá acontecer mais tarde do que o esperado, mais cedo do que o esperado ou simplesmente em um momento inesperado. Dado essa tamanha imprevisibilidade é que precisamos estar preparados sempre e aguardando ansiosamente pelo dia do cumprimento da promessa de sua Vinda. Aconteça o que acontecer, não podemos perder o foco no Deus que fez essa gloriosa promessa.

terça-feira, 4 de junho de 2024

LIÇÃO 8 - CONFESSANDO E ABANDONANDO O PECADO

 2° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS

Hinos Sugeridos: 192, 277, 491 da Harpa Cristã

TEXTO ÁUREO

"O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que confessa e deixa alcançará misericórdia."
(Provérbios 28.13)

VERDADE PRÁTICA

Para desfrutar um caminho de restauração e reconciliação com Deus, precisamos confessar o pecado e abandoná-lo de uma vez por todas.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Salmos 32.5 
 Confessando as nossas transgressões ao Senhor

Terça - Romanos 3.10:12
 
Reconhecendo a nossa natureza pecaminosa diante de Deus

Quarta - Gênesis 3.8; 14:19
 
O pecado de nossos primeiros pais, Adão e Eva

Quinta - 2 Samuel 12.1:4; 7:9
 
O pecado do rei Davi, o ungido do Senhor

Sexta - Mateus 6:12
 
Em primeiro lugar, nos dirigimos a Deus para o perdão dos pecados

Sábado - 2 Coríntios 5:18
 
Deus investiu homens para o ministério

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Salmos 51.1-12  1 João 1.8-10

Salmos 51

1 - Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.

2 - Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado.

3 - Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.

4 - Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que a teus olhos é mau, para que sejas justificado quando falares e puro quando julgares.

5 - Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.

6 - Eis que amas a verdade no íntimo, e no oculto me fazes conhecer a sabedoria.

7 - Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve.

8 - Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste.

9 - Esconde a tua face dos meus pecados e apaga todas as minhas iniquidades.

10 - Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto. 

11 - Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo.

12 - Torna a dar-me a alegria da tua salvação e sustém-me com um espírito voluntário.

1 João 1

8 - Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.

9 - Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.

10 - Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.

■ INTRODUÇÃO

Atualmente, muitos acreditam que não é preciso confessar o pecado por denominá-lo mera fraqueza ligada ao ambiente e aos aspectos hereditários. Nesta lição, veremos que a Bíblia não ensina assim. Em sua epístola, o apóstolo João escreve que o pecado é real e, por isso, é um perigo para a vida do crente, pois suas consequências são trágicas. A orientação bíblica é a de que, caso ocorra um pecado, ele deve ser confessado, abandonado como evidência do arrependimento para que o crente arrependido possa receber o perdão de Deus (1 Jo 2.9; cf. Sl 32.5).

Palavra-Chave – Confissão

I - A CONFISSÃO DE PECADO

1. Definição. O verbo “confessar”, da palavra hebraica yadah, aparece como “jogar”, “atirar”, “lançar” (1 Rs 8.33), uma palavra que vem da raiz verbal de hadah que significa “estender a mão”. Essa palavra está presente 900 vezes no Antigo Testamento, aparecendo com o sentido de “tomar conhecimento”, “saber”, “reconhecer”. A palavra aparece no AT no contexto de confissão de pecado (Sl 32.5). No Novo Testamento, o verbo grego para “confessar” é homologéo, que significa “concordar com”, “consentir”, “conceder”. Essa palavra é composta da raiz homou, junto de pessoas reunidas; e de lógos, do ato de falar. A palavra homologéo ocorre 25 vezes no Novo Testamento (Mt 7.23, Rm 10.9,10; Tg 5.16). Há um verbo grego importante para “confessar”, eksomologéo (Mt 3.6), que significa “professar”, “reconhecer aberta e alegremente para a honra de alguém”; “prometer publicamente que fará algo”, “comprometer-se com”. Logo, podemos dizer que confessar é uma maneira de declarar o que se crê ou sabe.

2. A confissão bíblica de pecado. O ensino bíblico geral da confissão de pecado traz a ideia de reconhecê-lo e fazer a sua confissão, pois o perdão depende desse ato (Sl 32.5; 1 Jo 1.9). Essa confissão pode ser no momento da conversão; ou depois dela, quando pecados cometidos podem ser contra Deus ou contra um irmão (Mt 5.21,22). Importante ressaltar, porém, que, segundo o ensino bíblico, era tão somente depois da confissão de pecados que se poderia viver verdadeiramente uma vida de oração e comunhão com Deus (Ne 1.6; SI 66.18; Lc 18.9-14).

3. O símbolo da confissão de pecado. No ato da confissão de pecados, a pessoa reconhece de maneira autônoma os pecados cometidos e que, por isso, se encontra indigna de estar na presença de Deus. Ela reconhece a sua natureza pecaminosa diante do Altíssimo (Rm 3.10-12). Então, em arrependimento sincero e em confissão, busca o que lhe é garantido por meio da Palavra de Deus: o perdão. Assim, quem experimenta o ato sincero e humilde da confissão de pecado alcança a misericórdia de Deus (Pv 28.13). Então, a alma é consolada e a vida espiritual é restaurada.

SINOPSE I

O ensino bíblico da confissão de pecado traz a ideia de reconhecê-lo e fazer a sua confissão.

II - O PERIGO DO PECADO NÃO CONFESSADO

1. Os males dos pecados não confessados. Quando lemos e analisamos Provérbios 28.13, percebemos que a confissão de pecado não se trata apenas de um ensino judaico, mas também cristão. A Epístola de João corrobora com a necessidade de se confessar o pecado, deixá-lo e alcançar o perdão (1 Jo 1.9). Em contrapartida, quem ignora a confissão de pecado, ocultando-o, vive uma vida de aparência e de morte espiritual; semelhante ao que os nossos primeiros pais, Adão e Eva, viveram ao tentar ocultar os seus pecados diante de Deus (Gn 3.8); bem como o rei Davi, o homem segundo o coração de Deus, que procurou ocultar do Senhor seus pecados (2 Sm 11; 12).

2. As consequências do pecado de Adão e Eva. A realidade bíblica do pecado pode ser vista no primeiro casal, Adão e Eva, quando pecou e, por isso, recebeu sentenças devidas (Gn 3.14-19). Além disso, nossos primeiros pais perderam o direito de viver no ambiente mais perfeito e belo que Deus criou (Gn 3.24). Por isso na vida de Adão e Eva há consequências trágicas do pecado, tais como: alteração da condição física de ambos; a transição da natureza imortal para mortal; diversas tensões no gênero humano e na natureza. Assim, sabemos que as consequências do pecado de nossos primeiros pais não se limitaram a eles, mas perpassaram a todo o gênero humano e natural (Rm 5.12-14).

3. As consequências do pecado de Davi. O rei Davi pagou um alto preço com o seu pecado. A Bíblia mostra que, por isso, a espada não sairia da sua casa (2 Sm 12.10-12). Os capítulos 11 e 12 de 2 Samuel revelam o conflito e o senso de culpa que marcavam a vida de um homem que, por certo tempo, ocultou o seu pecado, trazendo-lhe enfermidades morais e aflição que o levavam a gemidos. O Salmo 32 mostra que, por se manter em silêncio, não confessando o seu pecado, Davi enfraqueceu cada vez mais, perdendo o vigor espiritual (Sl 32.2-4). Já o Salmo 51 mostra a confissão de pecado do rei, reconhecendo todos os seus erros a fim de que eles fossem perdoados e o salmista purificado (Sl 51.2-6).

SINOPSE II

A Palavra de Deus mostra a necessidade de se confessar o pecado, deixá-lo e assim alcançar o perdão.

III – CONFISSÃO DE PECADO: UM CAMINHO DE CURA E RESTAURAÇÃO

1. Confessando o pecado a Deus. Segundo o ensino bíblico, a confissão de pecados deve primeiramente ser dirigida a Deus, por intermédio de seu Filho, pois só Ele pode perdoar os nossos pecados (Sl 51.3,4; Mt 9.2,6). Ao longo do seu ministério, o Senhor Jesus disse à mulher pecadora: “Os teus pecados te são perdoados” (Lc 7.48). Na oração do Pai-Nosso, o Senhor Jesus ensinou: “[Pai] Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores” (Mt 6.12). Em 1 João 1, lemos que os nossos pecados devem ser confessados a Cristo (1 Jo 1.7-9). Dessa forma, perdoar pecado é uma prerrogativa de Deus Pai por intermédio do Senhor Jesus, mediante a sua obra no Calvário.

2. Alcançando cura e restauração. O texto áureo da presente lição nos lembra que ocultar o pecado é decidir por trilhar uma jornada de sofrimento espiritual e emocional. Mas quem deixa de lado o orgulho e a soberba para trilhar o caminho humilde da confissão de pecado vive uma vida mais leve. Não há nada mais restaurador que desfrutar das misericórdias do Senhor (Pv 28.13). Não há nada mais consolador do que confessar o pecado e deixá-lo definitivamente, pois assim encontraremos descanso para a alma. Todo esse processo de confissão e abandono de pecado revela a eficácia do ministério da reconciliação de Deus por meio de Jesus Cristo (2 Co 5.18). Quem faz assim encontra o caminho de cura e restauração, conforme lemos nas palavras do salmista: “Enquanto eu me calei, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia. […] Confessei-te o meu pecado e a minha maldade não encobri; dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado” (SI 51.3,5).

SINOPSE III

A confissão de pecado é o único caminho para a cura e a restauração do corpo, alma e espírito.

■ CONCLUSÃO

Em nossa caminhada cristã estamos sujeitos ao pecado. Encobri-lo e viver uma vida espiritual de aparência não é uma opção bíblica para o caminho da cura e da restauração. Logo, uma jornada de perdão só é possível com a confissão do pecado praticado e a resolução de abandoná-lo de uma vez por todas. Quem procede assim desfrutará das infindáveis misericórdias divinas.

REVISANDO O CONTEÚDO

1. Qual ideia o ensino geral da Bíblia traz a respeito da confissão de pecado?

O ensino bíblico geral da confissão de pecado traz a ideia de reconhecê-lo e fazer a sua confissão, pois o perdão depende desse ato (Sl 32.5; 1 Jo 1.9).

2. O que a pessoa reconhece no ato de confissão de pecado?

No ato da confissão de pecados, a pessoa reconhece de maneira autônoma os pecados cometidos e que, por isso, se encontra indigna de estar na presença de Deus.

3. O que podemos compreender em Provérbios 28.13?

Quando lemos e analisamos Provérbios 28.13, percebemos que a confissão de pecado não se trata apenas de um ensino judaico, mas também cristão.

4. Segundo a lição, o que pode acontecer com quem ignora a recomendação bíblica de confessar o pecado?

Ocultar o pecado é decidir por trilhar uma jornada de sofrimento espiritual e emocional.

5. Segundo o ensino bíblico, a confissão de pecados deve ser dirigida primeiramente a quem?

Segundo o ensino bíblico, a confissão de pecados deve primeiramente ser dirigida a Deus, por intermédio de seu Filho, pois só Ele pode perdoar os nossos pecados. 

sexta-feira, 31 de maio de 2024

LIÇÃO 7 - ACHADOS E PERDIDOS NO REINO

▶ 2° TRIMESTRE DE 2024 ▶ EBD ADOLESCENTES


LEITURA BÍBLICA
Lucas 15.3-7

A MENSAGEM

Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar quem está perdido.

Lucas 19.10

Devocional

• Segunda   | Mateus 18.10:11

• Terça         | João 3:16

• Quarta       | João 10.10:11

• Quinta       | Colossenses 1.13:14

• Sexta         | Salmos 100:3

• Sábado      | João 3:17

Vamos Descobrir

Você já perdeu algo que era importante para você? Quando isso acontece ficamos apreensivos, não é mesmo? E caso não encontremos, um sentimento de frustração e tristeza toma o nosso coração. Nesta lição falaremos sobre o amor de Deus pelos pecadores perdidos, através da história da ovelha perdida. Essa parábola nos mostra o que Deus faz pelo ser humano que se perde dEle nos caminhos da vida.

Hora de Aprender

A aproximação entre Jesus, os “cobradores de impostos e outras pessoas de má fama” (Lc 15.1) era algo inadmissível para os fariseus e mestres da Lei. Afinal de contas, os primeiros eram tidos como judeus traidores que se uniram a Roma para extorquir seus compatriotas, enquanto que o segundo grupo era visto como impuro. Desta maneira, eles tratavam tais pessoas como indignas do amor e da misericórdia de Deus. É exatamente dentro deste contexto que Jesus Lhes propõe três histórias com uma única ênfase: expressar o amor de Deus pelos perdidos e indignos da sociedade.

I – ACHADOS E PERDIDOS NO REINO DE DEUS

O capítulo 15 do Evangelho escrito por Lucas tem sido chamado carinhosamente por alguns estudiosos de “achados e perdidos do Reino de Deus”, isso porque ele nos apresenta três histórias sobre a alegria de encontrar algo que se havia XX perdido. Nele, temos um pastor que sai à procura da centésima ovelha; uma mulher com dez moedas que sente a falta de uma; e um pai que tem dois filhos e um deles resolve ir embora. Nessas histórias fica evidente a presença de quatro verbos – perder, procurar, encontrar e se alegrar. Isso ilustra o insistente amor restaurador de Deus pelos que estão perdidos (apesar da murmuração dos religiosos), pois o “[…] o Filho do Homem veio buscar e salvar quem está perdido” (Lc 19.10).

Não importa quão pecadores sejamos, a condição de perdido é o suficiente para o Deus amoroso vir ao nosso encontro com perdão, restauração e salvação. Você esteve perdido, mas foi achado por Deus! Sabe o que isso significa? Que Jesus te amou e te alcançou e agora você é filho de Deus e tem uma missão! Então, não fique parado, mãos à obra, vá ao encontro daqueles que se perderam e diga-lhes que há um Deus que os ama e os procura insistentemente.

Seu interesse é que todos sejam salvos 

II – O DEUS QUE PROCURA ATÉ ENCONTRAR

Nesta parábola, uma ovelha de um pastor que tem cem animais para cuidar se desgarrou do rebanho. É bem possível que a ovelha da história tenha sido atraída por novas pastagens, se distraído com algo e, quando percebeu, estava longe do convívio das demais. Como é sabido, as ovelhas são animais dóceis e desprovidos de senso de direção. Sendo assim, ao se distanciar do rebanho além de se tornar uma presa fácil a qualquer predador, ela também demonstra incapacidade de retornar para casa sozinha. O pastor dessa parábola demonstra duas atitudes para com ela:

1. O pastor valoriza a ovelha perdida. O pastor poderia muito bem dizer a si mesmo: “ela saiu do meio do rebanho porque quis, agora ela deve sofrer as consequências. Afinal de contas, é apenas uma ovelha e ainda tenho 99”. Mas não, ele ama cada uma das suas ovelhas. Assim também é o nosso Deus; Ele ama os pecadores de tal maneira que entregou o seu Filho para morrer por eles (Jo 3.16; Rm 5.8). Seu interesse é que todos sejam salvos (Ez 33.11; 1 Tm 2.4; 2 Pe 3.9). Seu amor alcança tanto os que estão seguros no aprisco, quanto os que estão perdidos no mundo sem Deus e sem salvação (Jo 6.37-40; 10.11-16). Ele não desiste. Seu amor é insistente.

2. O pastor procura a ovelha perdida. De acordo com a história, o pastor deixa as 99 ovelhas no aprisco em segurança e sai em busca da perdida. O pastor correu riscos para encontrar a ovelha que se perdeu. Ele estava disposto a fazer o que fosse necessário para achá-la. O pastor dos pastores, Jesus Cristo, também se expôs para nos recuperar. Ele se fez carne (Jo 1.14), sofreu, foi humilhado, perseguido, cuspido e pregado em uma cruz (Mt 26.67; 27.33-38,50). Ele nos procurou, encontrou, deu a sua vida em nosso resgate e em breve virá para nos buscar, a fim de vivermos a eternidade com Ele (Jo 14.1-3;Tt 2.11-13;Ap 22.20).

III – O DEUS QUE SE ALEGRA COM O REENCONTRO

Ao encontrar a ovelha perdida, o pastor da história fica muito contente e volta com ela nos ombros” (Lc 15.5). Como é maravilhoso pensar em um Deus que sente alegria ao encontrar pecadores arrependidos. Ele nos toma em seus braços e nos tira do lugar de morte onde estávamos e nos conduz ao Lugar de vida e segurança (Cl 1.13,14). Ele nos torna seus filhos (Jo 1.12; Rm 8.14-17; Efl.5). 

Ao chegar em casa, o pastor celebra com alegria o resgate bem-sucedido da ovelha e “chama os amigos e vizinhos e diz: ‘alegrem-se comigo porque achei a minha ovelha perdida’” (Lc 15.6). Jesus conclui dizendo que de forma semelhante há “[…] alegria no céu por um pecador que se arrepende dos seus pecados […]” (v.7). De modo que, ainda que os fariseus se neguem a aceitar e celebrar a restauração dos pecadores e impuros, o Céu e todos os seus agentes celestiais celebram alegremente a reconciliação do ser humano que se arrepende dos seus pecados e confessa Jesus Cristo como o seu único e suficiente Senhor e Salvador. 

Você esteve perdido, mas foi achado por Deus 

Essa história, além de ser uma demonstração do amor insistente de Deus pelos pecadores, também deve ser encarada como uma convocação para todos os cidadãos do Reino de Deus. Ele nos chama a amar e procurar os perdidos como Ele ama e procura, bem como a celebrar os encontros como o Céu celebra. Seja um adolescente acolhedor, amoroso e preocupado com a salvação dos perdidos. Deus conta com você!

CONCLUSÃO

Jesus é maravilhoso. Ele toma a iniciativa de buscar as ovelhas perdidas até encontrar, porque é o Bom Pastor. Ele chama cada ovelha perdida de volta para seu aprisco. A cada dia seja como as ovelhas que ouvem a voz do pastor e o seguem. Busque você também a Deus para estar perto dEle, a fim de nunca se tornar uma ovelha perdida. E, durante sua caminhada com Deus, ore por aqueles que se perderam, para que possam ter um reencontro com o Bom Pastor.

VAMOS PRATICAR

1. Quais são os quatro principais verbos das três histórias narradas por Jesus no capítulo 15 de Lucas?

Perder, procurar, encontrar e se alegrar.

2. Caça as seguintes palavras: OVELHA, PERDIDA, REENCONTRO, ALEGRIA.


3. Complete a frase: Como é maravilhoso pensar em um Deus que sente alegria ao encontrar pecadores arrependidos. Ele nos toma em seus braços e nos tira do lugar de morte onde estávamos e nos conduz ao lugar de  vida e  segurança (Cl 1.13,14).

Pense Nisso

O nosso Deus está procurando incansavelmente os pecadores perdidos e chamando-os ao arrependimento e fé, pois são valiosos para Ele. Ele também nos convida a participar de sua alegria, procurando e festejando com os pecadores arrependidos que foram achados e reconciliados ao seu Reino de amor. Deixe o seu coração ser despertado para urgência da evangelização dos perdidos, afinal de contas, há alegria no céu quando um pecador se arrepende.

quarta-feira, 29 de maio de 2024

LIÇÃO 7 - O PERIGO DA MURMURAÇÃO

 2° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS

HINOS SUGERIDOS: 77 • 303 • 388 - DA HARPA CRISTÃ

TEXTO ÁUREO

E não murmureis, como também alguns deles murmuraram e pereceram pelo destruidor.
(1 Coríntios 10.10)

VERDADE PRÁTICA

A prática da murmuração enfraquece a vida espiritual, acaba com a comunhão da igreja local e nos impede de desfrutar das promessas de Deus

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Êxodo 16.11
 A murmuração dos israelitas nos dias de Moisés

Terça - Lucas 15.2 • Atos 6.1
 A murmuração nos dias de Jesus e dos apóstolos

Quarta - 1 Tessalonicenses 5.12,13 • Hebreus 13.17
■ 
Devemos evitar a murmuração contra a liderança

Quinta - Hebreus 4.16
■ 
Devemos chegar a Deus com confiança, não com murmuração

Sexta - 1 Coríntios 10.10
■ 
A prática da murmuração e a morte espiritual

Sábado - Mateus 12.25 • Lucas 1.17-22
■ A murmuração traz divisão e separação

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Êxodo 16.1-7 • 1 Coríntios 10.10,11

Êxodo 16

1 - E, partidos de Elim, toda a congregação dos filhos de Israel veio ao deserto de Sim, que está entre Elim e Sinai, aos quinze dias do mês segundo, depois que saíram da terra do Egito.

2 - E toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão no deserto.

3 - E os filhos de Israel disseram-lhes: Quem dera que nós morrêssemos por mão do Senhor na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos pão até fartar! Porque nos tendes tirado para este deserto, para matardes de fome a toda esta multidão.

4 - Então, disse o Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover pão dos céus, e o povo sairá e colherá cada dia a porção para cada dia, para que eu veja se anda em minha lei ou não.

5 - E acontecerá, ao sexto dia, que prepararão o que colherem; e será o dobro do que colhem cada dia.

6 - Então, disse Moisés e Arão a todos os filhos de Israel: À tarde sabereis que o Senhor vos tirou da terra do Egito,

7 - e amanhã vereis a glória do Senhor, porquanto ouviu as vossas murmurações contra o Senhor, porque quem somos nós para que murmureis contra nós?

1 Coríntios 10

10 - E não murmureis, como também alguns deles murmuraram e pereceram pelo destruidor.

11- Ora, tudo isso lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos.

■ INTRODUÇÃO

É verdade que há ações maléficas que vêm direto do Inimigo, mas também é verdade que há as que são produzidas dentro de nós como obras da carne. Uma delas é o pecado da murmuração. Esse pecado é tão perigoso em nossa jornada que pode nos levar à queda. Ele não acontece instantaneamente, pois geralmente sucede a incredulidade. Sim, incredulidade e murmuração andam juntas. Por isso, nesta lição, estudaremos os perigos da murmuração à luz da recomendação do apóstolo: “Fazei todas as coisas sem murmurações” (Fp 2.14).

Palavra-Chave: Murmuração

I - A MURMURAÇÃO NA BÍBLIA

1. O que é murmurar? As principais palavras para murmuração na Bíblia são as seguintes: do hebraico, o verbo liyn, “resmungar”, “reclamar” e “murmurar” (Nm 14.36); e o substantivo higgayown, “meditação”, “música solene”, “pensamento”, “conspiração” (Lm 3.62); do grego, o verbo goggúzó, “murmurar”, “resmungar”, “queixar-se”, “dizer algo contra em um tom baixo”, “dos que confabulam secreta- mente” (Jo 7.32). De acordo com essas palavras, o murmurador tem o espírito dominado pelo descontentamento, de acordo, irá, queixas e oposição. Nem Deus escapa dele, pois basta lembrar do que foi feito contra Moisés e Arão (Ex 15.24; 17.3; Nm 14.27; 16.41).

2. O comportamento dos murmuradores. De acordo com os dois testamentos da Bíblia, o mal da murmuração estava no meio do povo Deus, entre os israelitas dos dias de Moisés (Ex 16.11); nos dias de Jesus Cristo com os escribas e fariseus (Lc 15.2); na igreja em Jerusalém, no início (At 6.1). Esse mal revela um comportamento inconveniente, um temperamento inquieto, indiretas sarcásticas. O comportamento dos murmuradores é tão sério que chegou a ameaçar a unidade da Igreja em Atos, se não fosse o cuidado dos apóstolos (At 6.1-7). Por isso, precisamos ter toda cautela com esse comportamento, pois o pecado da murmuração, além de enfraquecer a nossa vida espiritual, também altera negativamente a nossa saúde emocional e física.

3. O crente murmurador. Quem se diz salvo em Cristo e tem o Espírito Santo em sua vida não pode naturalizar a prática da murmuração. Não é normal um crente cheio do Espírito Santo se entregar a esse pecado. Nesse sentido, estão presentes a indisciplina e o descuido com as virtudes do Espírito (Gl 5.16). Quando um crente se torna um murmurador, ele passa a ser um instrumento do Maligno contra a obra de Cristo no mundo, permitindo ao Diabo dominá-lo e usá-lo de todas as maneiras. Assim, não é possível o crente murmurador ser alegre, bondoso e agradável por meio de sua atitude, visto que sua alma está doente, pois o corpo só será luminoso se os olhos forem bons (Mt 6.22,23).

SINOPSE I

Murmurar significa “resmungar” e “reclamar” e o murmurador tem o espírito dominado pelo descontentamento, desacordo, irá, queixas e oposição.

II – MURMURAÇÃO: IMPEDIMENTO DA PRIMEIRA GERAÇÃO À TERRA PROMETIDA

1. A murmuração contra os líderes escolhidos por Deus. Deus escolheu Moisés e seu irmão, como seu auxiliador, para libertar o povo de Israel da escravidão de Faraó e conduzi-lo à Terra Prometida (Ex 7.1,2). Após experimentar grande livramento, esse povo passou a murmurar contra a liderança de Moisés e Arão de maneira sistemática, alegando que o Legislador o conduzia para morrer em pleno deserto (Êx 16.3). Nesses relatos, percebemos que a murmuração sucede à incredulidade. Há uma ausência de fé e se passa escolher o que é mau: a prática da murmuração. Logo, não se pode esperar mais atitudes de bondade, sinceridade e verdade de quem submerge na murmuração, mas, sim de impaciência, ingratidão e desrespeito à liderança bíblica (1 Ts 5.12,13; Hb 13.17).

2. A murmuração contra Deus. O Senhor Deus respondeu às murmurações do povo, dizendo que faria cair “pão dos céus” (Êx 16.4). Entretanto, o Senhor deixou claro que contemplou as suas “murmurações”, mas tratou o povo com piedade e compaixão (Êx 16.12). Ora, o Senhor Deus contempla todas as nossas ações, sabe do que precisamos e necessitamos. Por isso, diante de uma circunstância difícil, é muito melhor nos dirigirmos a Ele de maneira humilde, graciosa e amorosa do que nos achegarmos a Ele com ingratidão, queixas e murmuração (Hb 4.16).

3. Por que é perigoso murmurar? A Palavra de Deus diz: “quem se endureceu contra ele [Deus] e teve paz?” (Jó 9.4). À luz desse texto, podemos dizer que a murmuração configura um ato de impiedade extrema contra Deus. Ela se torna perigosa porque, além de revelar uma ausência de fé, limita a nossa capacidade de enxergar as ações de Deus em nossas vidas e no contexto em que estamos. Por conseguinte, a murmuração cega-nos diante de Deus. Não lembramos mais das grandes obras do Senhor em nossa vida. Não por acaso, o apóstolo Paulo reúne os episódios de murmuração dos israelitas para que os crentes da atualidade tenham cuidado e não pratiquem esse pecado a fim de não serem destruídos (1 Co 10.10,11; Rm 15.4).

SINOPSE II

A murmuração impediu a primeira geração de israelitas de adentrar na Terra Prometida.

III – MURMURAÇÃO: UM PECADO QUE NOS IMPEDE DE ENTRAR NA CANAĀ CELESTIAL

1. O fim dos israelitas murmuradores. Examinando os textos de Números 14.29 e 16.41-49, percebemos que, por causa da murmuração, os israelitas daquela geração não entraram na terra da promessa, foram mortos e sepultados no deserto (Nm 14.29). A peregrinação de Israel pelo deserto nos serve de exemplo e advertência em nossa jornada para que não adotemos seu comportamento murmurador. Devido a esse pecado, os israelitas perderam de vista os propósitos divinos e não alcançaram o cumprimento da promessa.

2. O destino dos murmuradores. À luz dos relatos do livro de Números, o apóstolo Paulo faz uma séria advertência ao povo da Nova Aliança: “E não murmureis, como também alguns deles murmuraram e pereceram pelo destruidor” (1 Co 10.10). Isso significa que um crente que vive praticando a murmuração já se encontra espiritualmente morto, perdeu a comunhão com o Senhor e não tem mais o prazer nas coisas espirituais. Logo, o seu destino é a morte, que, à luz do Antigo Testamento, infelizmente, tem caráter físico e espiritual. A murmuração é um perigo ao longo da nossa trajetória cristã.

3. Os males da murmuração. Há muitos males que a murmuração pode provocar. Por exemplo, na vida da igreja local a murmuração pode trazer desânimo espiritual, contendas comunitárias, rebeldias espirituais e divisões ministeriais. Esse processo acaba com a vida de comunhão da igreja local. Além disso, o nosso Senhor disse que o reino dividido contra si mesmo é “devastado” e não “subsistirá” (Mt 12.25; cf. Lc 1.17-22). Há também o mal de caráter espiritual. Por exemplo, a murmuração também resulta em mentiras e calúnias, portanto, o Espírito Santo não habita uma vida que é dominada por esse tipo de obras carnais (Ef 4.30; Gl 5.19-21). Por isso, afirmamos que quem se entrega a tal prática acaba atraindo outros pecados para a sua vida, tais como: idolatria, rebelião, adultério, blasfêmias contra Deus. Como consequência acaba prestando serviço ao inimigo e estacionando no meio do trajeto celestial.

SINOPSE III

A murmuração é pecado e pode nos impedir de entrar na Canaã Celestial.

■ CONCLUSÃO

Nesta lição, vimos o quanto a prática da murmuração é perigosa e destruidora tanto para a vida espiritual quanto para a vida comunitária na igreja local ao longo da nossa jornada cristã. Não devemos, pois, ignorar a advertência da Palavra de Deus quanto ao pecado da murmuração (Rm 15.4). Ora, a vontade de Deus é a de que participemos de suas promessas. Portanto, evitemos o mal da murmuração em nossas casas, igrejas e em qualquer lugar que nos relacionamos com o próximo.

REVISANDO O CONTEÚDO

1. De acordo com a lição, o murmurador tem o espírito dominado pelo quê?

O murmurador tem o espírito dominado pelo descontentamento, desacordo, ira, queixas e oposição.

2. Por que precisamos ter cautela com o comportamento murmurador?

Precisamos ter toda cautela com esse comportamento, pois o pecado da murmuração, além de enfraquecer a nossa vida espiritual, também altera negativamente a nossa saúde emocional e física.

3. Como o Senhor Deus respondeu à murmuração dos israelitas?

O Senhor Deus respondeu às murmurações do povo, dizendo que faria cair “pão dos céus” (Êx 16.4). Entretanto, o Senhor deixou claro que contemplou as suas “murmurações”, mas tratou o povo com piedade e compaixão (Ex 16.12).

4. O que percebemos ao examinar os textos do livro de Números?

Examinando os textos de Números 14.29 e 16.41-49, percebemos que, por causa da murmuração, os israelitas daquela geração não entraram na terra da promessa, foram mortos e sepultados no deserto (Nm 14.29).

5. O que Paulo traz à Igreja à luz do exemplo do livro de Números?

À luz dos relatos do livro de Números, o apóstolo Paulo faz uma séria advertência ao povo da Nova Aliança (1 Co 10.10). Isso significa que um crente que vive praticando a murmuração já se encontra espiritualmente morto, perdeu a comunhão com o Senhor e não tem mais o prazer nas coisas espirituais.

VOCABULÁRIO

Cautela: Precaução para evitar transtorno e perigo, cuidado, prudência.

Naturalizar: Passar a ter como próprio; adaptar-se; adotar.

Imerge: O que afunda, mergulha.


segunda-feira, 27 de maio de 2024

LEITURA DIÁRIA - ADOLESCENTES


▶︎ Segunda 

Mateus 18.10:11

◼︎ LEITURA

10 — Cuidado, não desprezem nenhum destes pequeninos! Eu afirmo a vocês que os anjos deles estão sempre na presença do meu Pai, que está no céu.

11 [Porque o Filho do Homem veio salvar quem está perdido.] 


◼︎ EXPLICAÇÃO

Mateus 18:10-11 é um trecho bíblico que enfatiza a importância de cada indivíduo aos olhos de Deus, especialmente os mais humildes e pequeninos. No versículo 10, Jesus adverte contra o desprezo aos "pequeninos", referindo-se não apenas às crianças, mas a todos que são humildes ou têm fé simples. Ele revela que os anjos desses pequeninos têm acesso direto a Deus, simbolizando a alta estima que Deus tem por eles. O versículo 11, por sua vez, reforça a missão de Jesus como o Salvador, que veio ao mundo para resgatar aqueles que estavam perdidos. Este trecho destaca a misericórdia e o amor inclusivo de Deus, que não deseja que nenhum de seus filhos se perca. A menção dos anjos vendo a face do Pai celeste sugere uma proximidade e um cuidado especial de Deus para com os mais vulneráveis. Assim, esses versículos nos convidam a refletir sobre o valor que Deus atribui a cada pessoa e sobre nossa responsabilidade em respeitar e cuidar dos outros, especialmente dos mais necessitados. A mensagem é clara: todos são preciosos para Deus, e a salvação está disponível para todos através de Jesus, o Filho do Homem.

◼︎ SAIBA MAIS

•18.10 O seus anjos. As Escrituras ensinam que anjos guardam e ministram ao povo de Deus (Salmos 91.11 • Hebreus 1.14) e que a estes seres espirituais podem ser atribuídas áreas específicas de responsabilidade (Daniel 12.1). Ainda que este versículo seja interpretado como significando que cada crente tem um anjo de guarda pessoal (Atos 12.15) esta crença popular vai além da evidência bíblica. Não obstante, o cuidado de Deus para com seu povo, através dos anjos, deve ser um encorajamento aos cristãos.

•18.11 quem está perdido. O que se perdeu: quer dizer, os pecadores, conforme Lucas 19.10.

terça-feira, 21 de maio de 2024

LIÇÃO 6 - A OBEDIÊNCIA VERDADEIRA

▶ 2° TRIMESTRE DE 2024 ▶ EBD ADOLESCENTES


LEITURA BÍBLICA
Mateus 21.28-32

A MENSAGEM

Jesus continuou: - Se vocês me amam, obedeçam aos meus mandamentos.

João 14.15

DEVOCIONAL

• Segunda   | Lucas 6.46-49

Terça         | Mateus 5.19

• Quarta       | Deuteronômio 5.29

• Quinta       | 1 Samuel 15.22

• Sexta         | Atos 5.29

• Sábado      | Tiago 1.22

VAMOS DESCOBRIR

Para você a obediência é algo importante? Você gosta de obedecer? Na aula de hoje conversaremos sobre este tema, a partir de uma história sobre dois filhos. Apenas um dos filhos fez a vontade do pai. Essa história fala de relacionamento com o pai e de valores como: falar a verdade X viver em engano; obedecer sinceramente X manter aparência de obediência. Você já esteve em situações em que precisou fazer escolhas difíceis diante de Deus? Vamos ver o que a Bíblia tem a ensinar sobre esses dilemas.

HORA DE APRENDER

O capítulo 21 de Mateus é marcado por três eventos:

1°) a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém (vv.1-11);

2°) a purificação do templo de Jerusalém (vv.12-17); e

3°) a maldição lançada por Jesus sobre uma figueira florida que era infrutífera (vv.18-22).

Depois disso, quando Jesus retornou ao templo para ensinar, “alguns chefes dos sacerdotes e alguns líderes judeus” (v.23) se aproximaram dele e questionaram acerca da origem da autoridade demonstrada por Ele, quando entrou no pátio do Templo e expulsou todos os que compravam e vendiam naquele lugar.

I – JOÃO, JESUS E OS LÍDERES RELIGIOSOS

Jesus se coloca à disposição para esclarecê-los desde que, primeiro, eles lhes respondam a seguinte questão: “Quem deu autoridade a João para batizar? Foi Deus ou foram pessoas?” (v.25). Eles se recusam a responder, pois diziam entre si se dissermos que foi Deus, ele vai perguntar: ‘Então por que vocês não creram em João?’ Mas, se dissermos que foram pessoas, temos medo do que o povo pode fazer, pois todos acham que João era profeta” (w.25,26). Como fica evidente, havia uma declarada hostilidade e rejeição por parte dos líderes oficiais da religião judaica a João Batista e também a Jesus Cristo. Eles não suportavam a mensagem de arrependimento proclamada por eles.

II – A VERDADEIRA E A FALSA OBEDIÊNCIA

Neste contexto, Jesus contou a seguinte história: um pai de família tem dois filhos e uma plantação de uvas para cuidar. Como é de se esperar, esse pai chama os filhos para trabalharem na lavoura, porém, e para sua surpresa, o mais velho diz que não vai, mas, no final acaba indo (Mt 21.29); e, o outro, diz que vai, mas resolve não ir (v.30). Jesus, então, a fim de provocar uma resposta dos seus ouvintes, lhes pergunta: “Qual deles fez o que o pai queria?” (v.31) e o público respondeu: o filho mais velho. A partir dessa parábola, podemos aprender sobre a verdadeira e a falsa obediência.

A verdadeira obediência nasce de um coração arrependido

1. A verdadeira obediência é fruto do arrependimento. O filho mais velho da parábola representa “os cobradores de impostos e as prostitutas” (v.31) que, começaram dizendo “não” ao Pai celestial, vivendo suas vidas como se Ele não existisse ou se importasse. Entretanto, ao ouvirem a pregação e a convocação ao arrependimento eles creram na mensagem, confessaram os seus pecados, foram batizados e inseridos no Reino de Deus (Mc 1.4-8). O arrependimento sincero e verdadeiro é capaz de mudar não apenas a forma de pensar de alguém, mas, sobretudo, a sua maneira de sentir e agir.

2. A falsa obediência é fruto da hipocrisia. O filho mais novo representa os líderes religiosos de Israel que, embora iniciem dizendo “sim” a Deus, não fazem o que Ele ordena, não se arrependem (Mt 3.7-12), confessam a Deus da boca para fora e, por isso, não entram no Reino (Mt 21.32). Eles diziam que estavam dispostos a viver a vontade de Deus, mas deliberadamente a desobedeciam; honravam a Deus com os lábios, mas seus corações e atitudes estavam distantes do Senhor (Mc 7.1,2,6-9). Faziam as coisas para serem vistos pelos homens (Mt 23.1-7), escolhendo viver uma espiritualidade hipócrita. 

Você está vivo porque Deus quer e tem um propósito contigo

A grande lição que aprendemos com essa história é que a verdadeira obediência nasce de um coração arrependido e grato a Deus. E que, ao mesmo tempo, a hipocrisia quando escolhida como companheira de rotina nos conduz para longe de Deus. ouvir; mas, na verdade, sua atitude era falsa. Existem muitos cristãos que têm lábios doces nas respostas, porém seus corações dizem o contrário (1 Jo 3.18). Professam pertencer ao Senhor, mas são desobedientes e rebeldes.

Aprendemos nesta parábola que esses dos dois filhos representam duas classes de pessoas. Uma é aquela que exibe religiosidade, mas não passa de aparência, sem nenhum conteúdo. A outra é aquela classe pecadora, desprezada e discriminada, mas que pode ser alcançada pela graça de Deus porque não tem nada a esconder. Uma é falsa e dissimulada; a outra é pecadora, mas é autêntica, e não esconde o seu pecado. A graça de Deus é para todos” (CABRAL, Elienai. Parábolas de Jesus – Advertências para os dias de hoje. Rio de Janeiro: CPAD, Ia Ed. 2005, p. 134-135).

III – DEUS TEM UM PROPÓSITO PARA SUA VIDA

Enquanto os líderes religiosos estavam sendo acusados de rejeitar a obra de Deus, os pecadores, estavam ouvindo o chamado de Deus, se arrependendo dos seus pecados e se colocando à disposição de Deus para que o Reino viesse, com todo o seu poder. De forma que podemos entender que a convocação para trabalhar na plantação de uvas do pai equivale a estar comprometido e engajado nos projetos de Deus para o mundo. É importante que você saiba que sua vida não é fruto do acaso (Sl 139.13,14).

Você não está vivo por mérito ou por acidente. Você está vivo porque Deus quer e tem um propósito contigo. Você foi salvo por Cristo. E, por isso, Ele espera que você pratique boas obras, que glorifiquem a Deus (Ef 2.8-10). Entenda que Deus quer usar sua inteligência, seu temperamento, sua dor, sua alegria, suas redes sociais, seus relacionamentos, sua família e tudo o que você tem para glória dEle e para a salvação dos perdidos. Deus escolheu você para ser um cooperador do Reino!

CONCLUSÃO

Sempre que o Evangelho do Reino for pregado haverá pecadores que se renderão à graça perdoadora de Deus e se voltarão para Cristo Jesus. De igual modo, haverá também pessoas relutantes que ignorarão o chamado ao arrependimento e a obediência verdadeira. Que o Senhor tenha misericórdia de nós e nos conduza à obediência verdadeira! Que sejamos o (a) filho (a) que ouve o chamado do Pai e obedece, pois sua vontade é perfeita.

VAMOS PRATICAR

1. De acordo com a lição classifique as frases abaixo como falsas (F) ou verdadeiras (V):

(F) A falsa obediência é fruto do arrependimento.

(V) Havia uma declarada hostilidade e rejeição por parte dos líderes oficiais da religião judaica a João Batista.

(V) O filho mais velho fez a vontade do pai.

(V) A verdadeira obediência é fruto do arrependimento.

(V) Você está vivo porque Deus quer e tem um propósito contigo.

PENSE NISSO

Obedecer é um principio fundamental e inegociável da Palavra de Deus. É impossível pensar em alguém bem- -sucedido no Reino de Deus que tenha escolhido viver em desobediência. Por essa razão, a grande manchete do Remo é o chamado ao arrependimento, ou seja, a uma mudança radical da mente e de atitudes. Seja um (a) filho (a) de Deus obediente a sua voz.