Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.
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segunda-feira, 24 de junho de 2024

LIÇÃO 13 - A CIDADE CELESTIAL

 2° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS

TEXTO ÁUREO

Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo.

(Filipenses 3.20)

VERDADE PRÁTICA

A cidade celestial é o alvo de toda a nossa jornada que iniciou com o Novo Nascimento e se consumará com a entrada pelos portões celestiais.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Lucas 23.46 • 2 Coríntios 12.2-4
■ O Paraíso como a habitação de Deus, dos anjos e dos salvos

Terça – Apocalipse 3.12
■  A Nova Jerusalém, a cidade que descerá do Céu

Quarta – Colossenses 1.20
■ A reconciliação de tudo o que está na Terra e no Céu

Quinta – João 4.10
■  O rio da água da vida fluirá abundantemente

Sexta – Filipenses 3.20
■ A nossa verdadeira morada está nos Céus

Sábado – 2 Coríntios 5.8 • Filipenses 1.21,23
■  A esperança sincera de todo cristão peregrino

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Apocalipse 21.9-14 • Apocalipse 22.1-5

Apocalipse 21


9 - E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro.

10 - E levou-me em espírito a um grande e alto monte e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu.

11 - E tinha a glória de Deus. A sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente.

12 - E tinha um grande e alto muro com doze portas, e, nas portas, doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos de Israel.

13 - Da banda do levante, tinha três portas; da banda do norte, três portas; da banda do sul, três portas; da banda do poente, três portas.

14 - E o muro da cidade tinha doze fundamentos e, neles, os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.

Apocalipse 22


1 - E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.

2- No meio da sua praça e de uma e da outra banda do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a saúde das nações.

3- E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão.

4- E verão o seu rosto, e na sua testa estará o seu nome.

5- E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumia, e reinarão para todo o sempre.

Hinos Sugeridos: 485 • 509 • 614 da Harpa Cristã

■ INTRODUÇÃO 

Os cristãos que têm conhecimento das Sagradas Escrituras sabem que não foram destinados para viver apenas neste mundo. Aqui, somos peregrinos e forasteiros (1 Pe 2.11). Brevemente os portões celestiais se abrirão e partiremos para viver eternamente com o Pai, em nossa pátria celestial (Fp 3.20). Por isso, estudaremos a respeito do Paraíso Eterno, a Cidade Celestial, o Eterno Estado em que desfrutaremos da presença de Deus e como as Escrituras ensinam como será a nossa glorificação final. Aqui, se encontra o que nos aguarda ao final de nossa Jornada Cristã.

Palavra-Chave: Cidade

I - O PARAÍSO ETERNO

1. O que é o Paraíso? Uma definição que podemos mencionar de paraíso é o Céu como morada de Deus, dos anjos e dos salvos (2 Co 12.2-4). Quando estava na cruz, nosso Senhor fez uma promessa ao ladrão arrependido: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23.43). Essa promessa foi prontamente cumprida, pois, quando por ocasião de sua morte, o corpo do Senhor Jesus foi para a sepultura, mas seu espírito para o Pai, ou seja, para o Céu, o lugar de habitação de Deus (Lc 23.46). Não há como mensurar tamanha alegria do ladrão ao ouvir de Jesus a promessa de um encontro no Paraíso. Este lugar é a expressão de toda soma das bem-aventuranças em Cristo. O apóstolo Paulo foi arrebatado e levado ao Paraíso (2 Co 12.4), que é o mesmo lugar que aparece em Apocalipse 2.7.

Devemos cuidar para não confundir o Milênio com o Estado Eterno. Este caracteriza a eternidade sem fim em que passaremos com Deus; aquele é um período em que Jesus reinará por mil anos na Terra [...]

2. O que é a Cidade Eterna? Depois do julgamento final, após o Milênio (Ap 20), e a purificação da Terra por meio de fogo (2 Pe 3.10), surgirá a Nova Jerusalém, que figura como a Cidade Eterna de Deus (Ap 3.12; 21; 22). Quando esteve neste mundo, o Senhor Jesus assegurou que prepararia um lugar para os santos (Jo 14.2,3). A Nova Jerusalém, criada por ocasião da purificação ocorrida na Terra (2 Pe 3.10), tem sua origem no Céu, e será também terrena, visto que substituirá a antiga cidade que estava contaminada; ela descerá diretamente dos Céus (Ap 21.1-3). Nessa ocasião, os salvos serão cidadãos dessa cidade, desfrutarão das bênçãos eternas e a habitarão com seus corpos transformados em um estado glorioso (1Co 15.54).

3. Quando a eternidade começará? De acordo com o estudo atento de Apocalipse, depois do Arrebatamento da Igreja, ocorrerá a Grande Tribulação por um período de sete anos, em seguida nosso Senhor retornará gloriosa e triunfantemente por ocasião de sua Segunda Vinda e implantará o Reino Milenial. Depois do Milênio, entraremos no glorioso Estado Eterno (Ap 21; 22). Aqui, devemos cuidar para não confundir o Milênio com o Estado Eterno. Este caracteriza a eternidade sem fim em que passamos com Deus; aquele é um período em que Jesus reinará por mil anos na Terra e, ao final desse período, pessoas serão julgadas diante do Trono Branco, o Juízo Final (Ap 20.11-15). Aguardemos piedosamente o Reino Eterno, o Novo Céu, a Nova Terra e a Nova Jerusalém!

SINOPSE I
O Paraíso e a Nova Jerusalém como realidades eternas do Céu.

II - O ETERNO E PERFEITO ESTADO

1. O estado perfeito à luz da doutrina bíblica. De Gênesis a Apocalipse, há um propósito divino na consumação dos séculos, onde tudo ocorrerá por ocasião da Segunda Vinda de Cristo Jesus, após o Milênio, em que serão estabelecidos um Novo Céu e uma Nova Terra (Ap 21.1). Nesse tempo, o propósito original de Deus se cumprirá e toda Terra se encherá de sua glória. Conforme o apóstolo Paulo escreveu, haverá reconciliação geral de todas as coisas, em que Céu e Terra serão a mesma região (Cl 1.20). Por isso, o perfeito e eterno estado é descrito na Bíblia como um lugar belo, de santidade e perfeição, pois a antiga ordem, em que imperava a natureza do pecado, foi abolida e deu lugar a umblugar santo, puro e perfeito.

2. O estado perfeito à luz de Apocalipse 22.1-5. O livro do Apocalipse traz alguns símbolos que descrevem de maneira mais vívida o divino estado perfeito de todas as coisas. São símbolos que comunicam a singularidade desse novo estado: a) um rio; b) a árvore; c) a ausência de males; d) a presença de Deus.

a) A vida eterna descrita como um rio. O apóstolo João descreve essa eternidade como um rio da vida que brota do trono de Deus e do Cordeiro (Ap 22.1). Aqui, está presente o aspecto simbólico do rio como símbolo de vida que em diversas vezes o Senhor Jesus mencionou como água da vida (Jo 4.10; cf. Sl 46.4; Ez 47.1-12).

b) A vida eterna descrita como árvore. A árvore da vida remonta ao livro de Gênesis (Ap 22.2; cf. Gn 2.9; 3.22). Seus 12 frutos, de mês em mês, e suas folhas simbolizam a vida que triunfou sobre as enfermidades e a morte. Não haverá mais dores nem doenças, pois no divino estado eterno, a morte não prevalecerá mais.

c) A vida eterna sem males. Não haverá mais “maldição contra alguém” (Ap 22.3). O problema do coração do ser humano será para sempre resolvido, pois o mal será plenamente erradicado. Ali, o trono de Deus e do Cordeiro estarão centralizados no coração do ser humano.

d) A vida eterna na presença de Deus. Contemplaremos a Deus face a face 1 Co 13.12), e sua presença será a nossa luz para sempre (Ap 22.4). Que alegria indizível! Prestaremos culto olhando diretamente para Ele. Sua presença gloriosa fará com que não haja mais noite, não havendo mais qualquer escuridão, e para sempre reinaremos com Ele.

SINOPSE II
A vida eterna é descrita na Bíblia como um rio, uma árvore, lugar sem males e a presença eterna de Deus.

III - O ESTADO FINAL DE TODOS OS SANTOS

1. O que todo crente salvo deve esperar? Os santos de Deus, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento, nunca viveram nesta Terra com a ideia de permanecer nela eternamente. O patriarca Abraão vivia nela com a esperança da Cidade Celestial, cujo construtor é Deus (Hb 11.9,10; Gl 4.26; Hb 11.16). Moisés passou por ela com essa mesma intenção, deixou o Egito e sua glória porque tinha consciência de algo melhor, a recompensa gloriosa (Hb 11.24-27). Por isso, o cristão que vive neste mundo sabe que, aqui, ele é peregrino nesta jornada, pois está consciente de que o seu lar, a sua verdadeira cidade, é a celestial de onde o nosso grande e maravilhoso Deus habita (Ap 21.3,22; 22.3).

2. Viveremos todos em unidade. Ao se fazer menção dos inscritos nas 12 portas da cidade, onde estão os nomes das 12 tribos de Israel, e dos alicerces levam os nomes dos 12 apóstolos está evidente que se trata de pessoas originárias de todas as eras (Ap 21.9-14). As pessoas tanto de Israel quanto da Igreja serão reunidas, formando um só Corpo de Cristo, cumprindo-se plenamente dessa forma o que está escrito em Gálatas: “nisto não há judeu nem grego” (Gl 3.28). Viveremos na Nova Cidade sem qualquer tipo de segregação, discriminação e diferença de classes, pois seremos um só povo em Cristo Jesus.

Viveremos na Nova Cidade sem qualquer tipo de segregação, discriminação e diferença de classes, pois seremos um só povo em Cristo Jesus.

3. Finalmente em casa. Sabemos que Nossa morada final não é aqui neste mundo, nem na sepultura, prova disso é que somos denominados de peregrinos e estrangeiros nesta Terra (Hb 11.13). O apóstolo Paulo nos lembra de que a nossa cidade está nos Céus (Fp 3.20). Os cristãos que verdadeiramente mantêm comunhão com Cristo e sua Palavra cultivam em seu coração o desejo de ir para a casa, como anelava o apóstolo dos gentios (2 Co 5.8; Fp 1.21,23). Essa é a nossa grande recompensa quando findarmos, aqui na Terra, a nossa jornada. Essa é a bendita esperança de todo cristão sincero que deseja morar no Céu.

SINOPSE III
No Estado Final, finalmente, poderemos dizer: estamos em casa.

■ CONCLUSÃO

O Céu é o destino final de uma jornada que se iniciou com o Novo Nascimento. Do início da jornada até o final, enfrentaremos inimigos que tentam nos desviar da rota para o Céu. Por isso, durante a travessia da jornada, é necessário toda vigilância e zelo, sabendo que aquele que começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia do nosso Senhor Jesus Cristo (Fp 1.6). Portanto, coloquemos nossos olhos no Autor e Consumador da nossa fé, olhando para frente, pois a Canaã Celestial é logo ali.

REVISANDO O CONTEÚDO

1. Como podemos definir o Paraíso?
Uma definição que podemos mencionar de paraíso é o Céu como morada de Deus, dos anjos e dos salvos (2 Co 12.2-4).

2. De onde virá a Nova Jerusalém?
Do céu.

3. De acordo com a lição, como o perfeito e eterno estado é descrito na Bíblia?
O perfeito e eterno estado é descrito na Bíblia como um lugar belo, de santidade e perfeição, pois a antiga ordem, em que imperava a natureza do pecado, foi abolida e deu lugar a um lugar santo, puro e perfeito.

4. Quais os símbolos apresentados no livro de Apocalipse que descrevem o divino estado perfeito de todas as coisas?
São símbolos que comunicam a singularidade desse novo estado: a) um rio; b) a árvore; c) a ausência de males; d) a presença de Deus

5. O que os cristãos sinceros devem cultivar em seu coração?
Os cristãos que verdadeiramente mantêm comunhão com Cristo e sua Palavra cultivam em seu coração o desejo de ir para a casa, como anelava o apóstolo dos gentios (2 Co 5.8; Fp 1.21,23).

LEITURAS PARA SE APROFUNDAR


Por meio de relatos cronológicos extraídos da análise interpretativa da teologia pentecostal, com base na revelação gradual das Escrituras proféticas da Bíblia Sagrada, este livro sucinto e direto ao ponto, apresenta o desencadeamento escatológico que acontecerá a partir do arrebatamento da Igreja e culminará com o novo céu e nova terra. Para melhor compreensão do tema, o autor a organizou pedagogicamente em capítulos, que o ajudarão a compreender os sucessivos acontecimentos previstos na literatura bíblico-escatológica.

Daniel e Apocalipse

Uma análise segura sobre os principais assuntos de cada capítulo destes dois livros proféticos e escatológicos das Escrituras Sagradas.


LIÇÃO 12 - A BENDITA ESPERANÇA: A MARCA DO CRISTÃO

 2° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS

TEXTO ÁUREO

Aguardando a bem aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo.”
(Tito 2.13)

VERDADE PRÁTICA

A esperança cristã é a âncora que mantém a alma do crente firme diante dos dissabores em nossa jornada de fé.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Romanos 8.24,25
■ A esperança é uma expectativa ao que não se vê

Terça – 1 Pedro 1.23
■ A esperança cristã é uma consequência do Novo Nascimento

Quarta – Gênesis 3.15 • Apocalipse 12.9
■ A esperança como fio condutor das Escrituras

Quinta – Romanos 8.18
■ O que nos aguarda é maior que as aflições atuais

Sexta – Atos 27.29 • Hebreus 6.18,19
■ A esperança cristã como âncora da alma

Sábado – 1 João 3.2,3
■ A esperança de sermos como Jesus é

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Romanos 8.18-25

18 - Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada.

19 - Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus.

20 - Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou,

21 - na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.

22 - Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora.

23  - E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo.

24 - Porque, em esperança, somos salvos. Ora, a esperança que se vê não é esperança, porque o que alguém vê, como o esperará?

25 - Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos.

Hinos Sugeridos: 300 • 371 • 442 da Harpa Cristã

■ INTRODUÇÃO 

Desde quando o crente nasce de novo, ele é convocado a viver uma vida de esperança. Nesse sentido, a esperança cristã tem o seu fundamento na ressurreição do Senhor Jesus (1 Pe 1.3,21). É uma obra poderosa de Deus que move a Igreja de Cristo a trabalhar por causa do seu reino. Assim, a lição desta semana tem o propósito de expor o ensino da esperança cristã e o quanto ele é importante em nossa jornada para o céu.

Palavra-Chave: Esperança

I - PARA ONDE APONTA A ESPERANÇA DO CRISTÃO?

1. A esperança cristã. De acordo com o Novo Testamento, a “esperança” é uma expectativa favorável e confiante que se fundamenta ao que não se vê, ao futuro (Rm 8.24,25). Nesse caso, ela pode antecipar aquilo que é bom (Tt 1.2; 1 Pe 1.21). Não por acaso, o apóstolo Paulo escreve que a esperança do cristão foi estabelecida por meio de Cristo, a “esperança da glória” e a “esperança nossa” (Cl 1.27; 1 Tm 1.1). Portanto, do ponto de vista bíblico, podemos dizer que a esperança é “a confiança no cumprimento de uma grande expectativa”.

2. A esperança nas cartas do apóstolo Paulo. O assunto da esperança cristã está bem presente nas cartas apostólicas de Paulo. Nelas, percebemos a esperança na ressurreição dos mortos em Cristo ( At 23.6; 1 Ts 4.13,14); a esperança do cumprimento da promessa (At 26.6,7); a esperança da justiça (Gl 5.5); a esperança do Evangelho (Cl 1.5); a esperança do arrebatamento da Igreja (1 Ts 5.8); a esperança da vocação (Ef 1.18); a esperança da vida eterna (Tt 1.2; 3.7); e, finalmente, a esperança do aparecimento da glória de Deus e do Senhor Jesus Cristo (Tt 2.13). Na Primeira Carta de Paulo aos Coríntios, a esperança aparece como a segunda virtude mencionada ali (1 Co 13.13).

3. Deus: O autor da nossa esperança. Essa esperança é uma consequência do Novo Nascimento em Cristo Jesus, de modo que esse processo envolve uma obra plenamente sobrenatural, espiritual (1 Pe 1.23). Por isso, Deus é o autor da nossa esperança, conforme o apóstolo Paulo mostra em sua carta (Rm 15.13). Logo, por meio dessa viva esperança, estamos prontos para suportar perseverantemente todos os dissabores ao longo da nossa jornada ao Céu (Hb 10.32-36). Ora, a nossa fé tem sido provada pela história por meio das perseguições cruéis e muitos outros desafios que sempre nos testaram. Entretanto, a Igreja de Cristo nunca sucumbiu a eles, sempre prosperou e floresceu por causa de uma esperança gloriosa que nunca puderam tirar de nós, a confiança na vida eterna com Deus (At 20.24).

SINOPSE I
A Esperança Cristã, que tem Deus como o seu autor, aponta para o porvir, uma gloriosa realidade.

II - A PERSPECTIVA ESCATOLÓGICA DA ESPERANÇA CRISTÃ

1. A Bíblia focaliza o futuro. A história da Criação se inicia com Deus. O primeiro livro da Bíblia, Gênesis, nos revela isso. Infelizmente, ao se desdobrar os acontecimentos do início de Gênesis, o pecado provocou desarmonia na Criação. Entretanto, Deus age para que tudo volte a ser perfeito, equilibrado e harmônico. Isso que o apóstolo Paulo revela a partir da menção que faz à abrangência cósmica da morte de Jesus Cristo (Ef 1.10). Essa promessa se originou no Éden, com o descendente da mulher, e se revela hoje por meio de Cristo como fio condutor das Sagradas Escrituras (Gn 3.15; Ap 12.9).

2. A esperança no porvir traz consolo e alegria ao crente. A doutrina das últimas coisas, denominada de Escatologia, estuda as coisas futuras. Muitos vivem com medo do futuro, do que pode acontecer com eles, mas os cristãos se consolam e se alegram no que a Bíblia diz a respeito do futuro (Rm 15.4). Nesse aspecto, o que a Palavra de Deus diz a respeito do que nos aguarda na eternidade com Cristo é glorioso e incomparável, em que as aflições do tempo presente não podem ser comparadas com a glória a ser revelada em nós (Rm 8.18). Assim, a Bíblia é um livro de profecia que produz alegria e consolo ao coração do crente. Nela, encontramos um Deus soberano, que governa as nossas vidas e age em favor de seu povo.

3. Por que uma doutrina da esperança? A razão de termos uma doutrina da esperança é porque confiamos na promessa da ressurreição dos que morreram em Cristo, da transformação dos que estiverem vivos por ocasião de sua volta (1 Ts 4.13-18). Trata-se de uma promessa gloriosa para reinar com Cristo. Como ainda não alcançamos essa promessa, vivemos na esperança de que brevemente tudo se cumpra, pois quem fez a promessa é fiel para cumprir (Hb 10.23).

SINOPSE II
A esperança bíblica traz consolo e alegria ao crente ao longo de sua carreira.

III - A ESPERANÇA CRISTÃ COMO ÂNCORA DA ALMA

1. Nossa esperança como âncora. Podemos descrever a âncora como uma pesada peça de ferro presa a uma corrente grossa e lançada ao fundo do mar com o propósito de manter um navio parado (At 27.29). O escritor aos Hebreus descreve a esperança cristã como uma “âncora da alma segura e firme” durante a jornada com Cristo (Hb 6.18,19). Ela representa tudo o que sustenta e estabiliza a alma do crente em tempos de incertezas.

2. Por que a esperança do crente é a melhor? Essa esperança que traz certeza a alma do salvo não pode ser comparada com esperança dos ímpios. O apóstolo Paulo afirma que, sem Cristo, não há esperança para o ser humano (Ef 2.12). Dessa forma, trata-se de uma esperança. Por consequência, há diversas esperanças presentes na cultura humana. Por exemplo, há religiões que expressam sua esperança em uma história cíclica, como no Hinduísmo, em que a vida é vista de acordo com o ciclo de nascimento, morte e reencarnação; outros povos buscam pautar a sua esperança em astrologia, quiromancia, dentre várias práticas pagãs que a Bíblia proíbe; na política, muitos fundamentam suas esperanças em ações revolucionárias que não passam de ilusão. Em síntese, podemos dizer que toda esperança fora de Cristo é vazia, sem sentido, já a esperança em Cristo é segura, consoladora e com propósito (Cl 1.27).

Essa esperança que traz certeza à alma do salvo não pode ser comparada com esperança dos ímpios.

3. Mantendo firme a esperança. A luz do Novo Testamento, afirmamos que a Segunda Vinda de Cristo é o grande motivo para o crente permanecer firme e manter sua esperança, de modo que isso requer uma vida de pureza para desfrutar da promessa de ser como Jesus é (1 Jo 3.2,3). Naqueles dias, os discípulos de Cristo entendiam que a sua vinda seria de maneira iminente, isto é, poderia acontecer a qualquer momento (Mt 25.1-13). Semelhantemente, devemos estar em prontidão, aguardando o dia em que o nosso Senhor arrebatará a sua Igreja. Não sabemos o dia nem a hora que o Senhor virá, mas a nossa parte é manter a nossa esperança viva e firme (Lc 18.8).

SINOPSE III
A Esperança é uma âncora da alma, pois traz firmeza e solidez em tempos incertos.

■ CONCLUSÃO

Lutas, dissabores, provações, morte, dentre outras coisas, o salvo em Cristo poderá enfrentar tudo isso firmado na esperança verdadeira que é Cristo Jesus, nosso Senhor. Assim, seguiremos a nossa jornada sem temor e sem perder a fé. A história testemunhou que o Cristianismo cresceu e prosperou porque os cristãos entenderam que essa vida é provisória, sendo apenas uma parte de um todo muito maior: a eternidade com Cristo. Portanto, mantenhamos firme a confissão da nossa esperança, pois o que prometeu é fiel (Hb 10.23).

REVISANDO O CONTEÚDO

1. De acordo com a lição, e do ponto de vista bíblico, o que é esperança? 
Do ponto de vista bíblico, podemos dizer que a esperança é “a confiança no cumprimento de uma grande expectativa”.

2. Diante da viva esperança, para que estamos prontos?
Estamos prontos para suportar perseverantemente todos os dissabores ao longo da nossa jornada ao Céu (Hb 10.32-36).

3. Que tipo de livro a Bíblia é?
A Bíblia é um livro de profecia que produz alegria e consolo ao coração do crente. Nela, encontramos um Deus soberano, que governa as nossas vidas e age em favor de seu povo.

4. Por que temos uma doutrina da esperança?
A razão de termos uma doutrina da esperança é porque confiamos na promessa da ressurreição dos que morreram em Cristo, da transformação dos que estiverem vivos por ocasião de sua volta (1 Ts 4.13-18).

5. À luz do Novo Testamento, o que podemos afirmar quanto à esperança cristã?
À luz do Novo Testamento, afirmamos que a Segunda Vinda de Cristo é o grande motivo para o crente permanecer firme e manter sua esperança, de modo que isso requer uma vida de pureza para desfrutar da promessa de ser como Jesus é (1 Jo 3.2,3).

VOCABULÁRIO

Cósmica: esfera que representa o planeta Terra; o globo terrestre; o mundo.

terça-feira, 18 de junho de 2024

LIÇÃO 11 - A REALIDADE BÍBLICA DO INFERNO

 2° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS

TEXTO ÁUREO

“Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.”
(Mateus 25.41)

VERDADE PRÁTICA

O Inferno é um lugar real de dor, agonia e desespero. Sua realidade é um alerta para nós ao longo de nossa jornada.

LEITURA DIÁRIA

Segunda 2 Tm 3.5 • cf. Mt 7.15
■ A enganosa aparência de piedade dos falsos ensinadores

Terça – 2 Tm 3.8; cf. Êx 7.11
  Um contexto de resistência à verdade

Quarta – Jó 17.13 • Sl 16.10 • Is 38.10
 Inferno como sepultura, lugar dos mortos

Quinta – 2 Pe 2.4
  Inferno como lugar de prisão dos anjos caídos

Sexta – Mt 23.33; 25.41,46
 Inferno como castigo eterno, fogo eterno

Sábado – Mt 25.46 • Jo 5.26
  Passar a eternidade tem a ver com uma escolha

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Mateus 25.41-46

41 - Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos,

42 - porque tive fome, e não me destes de comer, tive sede, e não me destes de beber, 

43 - sendo estrangeiro, não me recolhestes, estando nu, não me vestistes, e estando enfermo e na prisão, não me visitastes.

44 - Então, eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou na, ou enferme, ou na prisão e não te servimos?

45 - Então, lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim.

46 - E indo estes para o tormento eterno, mas os justos, para a vida eterna.

Hinos Sugeridos: 48 • 127 • 182 da Harpa Cristã

■ INTRODUÇÃO
O Inferno é um dos assuntos principais do Novo Testamento. O Senhor Jesus ensinou mais a respeito do Inferno que o Céu nas páginas dos Evangelhos. Ele também ensinou mais sobre o Inferno do que o apóstolo Paulo. Por isso, nesta lição, estudaremos a doutrina bíblica do Inferno. Situando a resistência atual de muitos em relação à doutrina, veremos as principais palavras que traduzem “Inferno” e mostraremos que negar essa doutrina bíblica significa negar todo o cristianismo bíblico.

Palavra-Chave: Inferno

I - O PENSAMENTO HUMANO A RESPEITO DO INFERNO

1. Filósofos e teólogos de mente cauterizada. Os que vivem na incredulidade, dominados pelos poderes das trevas neste mundo, negam prontamente a realidade do Inferno. Filósofos humanistas dizem que a afirmação bíblica da existência do Inferno não é compatível com os valores éticos modernos. Teólogos modernos e pós-modernos negam a inspiração plenária da Bíblia e, por isso, agem para enfraquecer a doutrina bíblica sobre o Inferno, dizendo que se trata de um pensamento pagão que deve ser erradicado da Bíblia. Outros chegam até a admitir que certas pessoas irão para o Inferno, mas por tempo provisório. Porém, durante esse período, serão purificadas e receberão uma segunda chance para entrar no Céu.

2. O ensino do Universalismo. Outro argumento muito frequente atualmente é o falso ensino de que, no final das contas, todas as pessoas irão para o Céu. Por exemplo, não haveria diferença no destino de um assassino frio e cruel para um crente que buscou ter uma vida santa, fugindo do pecado. A ideia central do Universalismo é a de que todos somos filhos de Deus e, como Ele é um Ser de amor, não pode condenar o ser humano a uma punição eterna.

3. O alerta apostólico. Esses falsos ensinos revelam a fraude que muitos intelectuais cristãos cometem a respeito do cristianismo bíblico. O que eles fazem é transformar a verdade de Deus em mentira, negar integralmente o ensinamento bíblico a respeito da realidade bíblica do Inferno como se encontra claramente exposto no Novo Testamento. Não por acaso, o apóstolo Paulo escreveu a respeito desses falsos ensinadores: eles teriam aparência de piedade, mas negariam sua eficácia (2 Tm 3.5; cf. Mt 7.15); resistiriam à verdade (2 Tm 3.8; cf. Êx 7.11); apostatariam da fé e dariam ouvido a doutrina de demônios, tendo suas consciências cauterizadas (1 Tm 4.1). Atualmente, estamos testemunhando de maneira vivida todos os alertas apostólicos quanto aos falsos ensinos e ensinadores dos últimos dias.

SINOPSE I
Na atualidade muitos pensam que a existência do Inferno não é compatível com os valores éticos modernos.

II  COMO A PALAVRA INFERNO APARECE NA BÍBLIA

1. No Antigo Testamento. A primeira palavra a ser destacada no Antigo Testamento é Sheol, “mundo inferior dos mortos”, “sepultura”, “inferno”, “cova”. Ela traz a ideia do AT para “morada dos mortos”, “lugar que não tem retorno”. Essa palavra aparece 65 vezes no AT: sepultura, lugar para onde os mortos iam (Jó 17.13; SI 16.10; Is 38.10); os fiéis seriam resgatados desse lugar (Sl 16.9-11; 49.15); os ímpios não seriam resgatados de lá (Jó 21.13; 24.19; SI 9.17; 55.15). No ΑΤ, ο ensino sobre o destino das pessoas se concentrava mais para o lugar onde os corpos das pessoas iam, não para o destino da alma após a morte. Não há, portanto, um texto claro no AT a respeito da divisão do Sheol entre um lugar de castigo e outro de bênçãos. Assim, o Antigo Testamento aponta para o Novo. Neste Testamento a doutrina do destino eterno das pessoas após a morte é bem clara. Contudo, de modo geral, a palavra hebraica Sheol também é descrita como lugar de castigo (Jó 24.19).

2. No Novo Testamento. Três palavras gregas que aparecem no Novo Testamento foram traduzidas pela palavra “Inferno”: hades (traduz a hebraica Sheol); tártaro, geena. A palavra hades significa “lugar de castigo” (Mt 11.23; Lc 10.15; 16.23); também pode se referir ao estado de morte que o ser humano experimentará no fim da vida (Mt 16.18; At 2.27,31; Ap 1.18). A palavra tártaro traz a ideia de um abismo mais profundo que a sepultura, a habitação dos ímpios mortos em que eles sofrem punição pelas suas obras más. Os anjos caídos estão presos neste lugar (2 Pe 2.4). A palavra geena, que aparece 12 vezes no Novo Testamento, significa “castigo eterno”. É uma palavra que deriva de termos hebraicos atrelados ao Vale de Hinom, ao lado sul e leste de Jerusalém. Neste lugar, os adoradores de Moloque sacrificavam bebês pelo fogo (2 Rs 16.3; 21.6). Não por acaso, o profeta Jeremias se refere ao Vale de Hinom como de julgamento (Jr 7.32; 19.6). No tempo do NT era um lugar em que se queimava o lixo da cidade. Essa palavra recebeu todo o simbolismo de “castigo eterno”, “fogo eterno” e “julgamento final” (Mt 23.33; 25.41,46) que faz jus ao termo Inferno.

SINOPSE II
A palavra Inferno aparece na Bíblia tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.

III – A DOUTRINA BÍBLICA DO INFERNO

1. O conceito bíblico de Inferno. À luz de Mateus 25.41, o Inferno é um lugar real. O Deus justo e bom jamais faria um lugar como esse para o ser humano criado à sua imagem e semelhança (Gn 1.26), mas, sim, para o Diabo e seus anjos que se rebelaram contra Ele (2 Pe 2.4; Jd 12.6; Ap 12.7). Entretanto, quando o ser humano despreza a Deus e sua Palavra, colocando-se sob o governo do deus deste século, o Diabo, será também sentenciado e destinado ao mesmo lugar que Satanás e seus demônios foram (2 Co 4. 4).

2. O que ensina a doutrina? A realidade do Inferno é um ensino integralmente bíblico (Mt 10.28; 23.33; Mc 9.43; Lc 12.5), descrito como um lugar de tristeza, vergonha, dor e extrema agonia. Isso porque o ser humano irá para o Inferno de maneira integral: corpo e alma. Assim, de acordo com o vasto ensino do Novo Testamento, todas as pessoas que desprezam Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas passarão a eternidade totalmente separadas de Deus, na presença do Diabo e seus demônios (Mt 25.41).

3. O castigo será eterno. Diversas passagens do Novo Testamento denotam a realidade do Inferno como lugar de castigo eterno: fogo inextinguível (Mt 3.12; Mc 9.43,48); fornalha acesa (Mt 13.42,50); trevas (Mt 8.12; 22.13); fogo eterno (Mt 25.41); Lago de Fogo (Ap 19.20; 20.10,14,15). Então, o castigo eterno se configura como uma penalidade aos que se rebelaram contra Deus e sua Palavra. Por isso, esse castigo tem relação direta com o pecado. Todos os pecadores que não se arrependeram de seus pecados serão lançados no Lago de Fogo, o Inferno, logo após o julgamento do Grande Trono Branco (Ap 20.11-15). Contudo, precisamos observar algo importante. A ida do ser humano para o Inferno não é uma iniciativa primária de Deus, mas um fruto da escolha do ser humano em viver deliberadamente em rebelião contra o Altíssimo. O ensino bíblico é claro e simples: os que rejeitaram a Cristo receberão o castigo eterno (Mt 25.46); os que escolheram a Cristo receberão a vida eterna (Jo 5.26). Portanto, a escolha de ir para o Céu ou para o Inferno, se passarmos a eternidade com Cristo ou sem Ele, é pessoal.

SINOPSE III
A doutrina bíblica do Inferno prova a sua realidade.

■ CONCLUSÃO

À luz da Bíblia, a possibilidade de passar a eternidade num contexto de dor e sofrimento é real. Por isso, essa realidade deve valorizar mais a tão grande salvação que Deus providenciou para as nossas vidas e, por isso, devemos estar firmes em Jesus durante a nossa jornada de fé, pois sem Cristo, o ser humano passará a eternidade longe de Deus.

REVISANDO O CONTEÚDO

1. Explique pelo menos um argumento apresentado na lição que nega o ensino bíblico sobre o Inferno. 

Teólogos modernos e pós-modernos negam a inspiração plenária da Bíblia e, por isso, agem para enfraquecer a doutrina bíblica sobre o Inferno, dizendo que se trata de um pensamento pagão que deve ser erradicado da Bíblia.

2. O que os falsos ensinadores afirmam ao distorcerem as verdades do cristianismo bíblico?

O que eles fazem é transformar a verdade de Deus em mentira, negar integralmente o ensinamento bíblico a respeito da realidade bíblica do Inferno como se encontra claramente exposto no Novo Testamento.

3. Qual palavra do Novo Testamento traz o simbolismo de “castigo eterno”, “fogo eterno” e “julgamento final”?

A palavra geena recebeu todo o simbolismo de “castigo eterno”, “fogo eterno” e “julgamento final” (Mt 23.33; 25.41,46) que faz jus ao termo Inferno.

4. Cite ao menos três expressões que descrevem o Inferno.

Fornalha acesa (Mt 13.42,50); fogo eterno (Mt 25.41); Lago de Fogo (Ap 19.20; 20.10,14,15).

5. De quem é a iniciativa primária do destino do ser humano ao Inferno?

A ida do ser humano para o Inferno não é uma iniciativa primária de Deus, mas um fruto da escolha do ser humano em viver deliberadamente em rebelião contra o Altíssimo.

LIÇÃO 10 - DESENVOLVENDO UMA CONSCIÊNCIA DE SANTIDADE

 2° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS

TEXTO ÁUREO

Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.”
(Hebreus 12.14)

VERDADE PRÁTICA

Na jornada para o Céu, devemos estar conscientes a respeito da necessidade de ter uma vida santa para nos encontrarmos com o Senhor.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - João 17.17
 
A Palavra de Deus gera verdadeira santidade 

Terça - Romanos 6.19-22
 Um chamado para a santificação na jornada

Quarta - Romanos 8.29 • 1 João 3.2
 O propósito de ser como Jesus

Quinta - 1 Coríntios 6.11
 A santificação inicial na jornada

Sexta - Efésios 4.20-24 • 27-30
 A santificação progressiva na jornada 

Sábado - 1 Tessalonicenses 4.13-18
 A glorificação final após a jornada da vida cristã 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Pedro 1.13-21

13 - Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo,

14 - como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; 

15 - mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, 

16 - porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.

17 - E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação, 

18 - sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que, por tradição, recebestes dos vossos pais,

19 - mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, 

20 - O qual, na verdade, em outro tempo, foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado, nestes últimos tempos, por amor de vós;

21 - e por ele credes em Deus, que o ressuscitou dos mortos e lhe deu glória, para que a vossa fé e esperança estivessem em Deus.

Hinos Sugeridos: 39 • 175 • 339 da Harpa Cristã

■ INTRODUÇÃO
A palavra “consciência” nos remete a ideia de percepção a respeito de algo que está em nossa volta, é o estado em que estamos despertos, acordados e lúcidos no tempo presente e, por isso, sabemos que existimos. Desse jeito, o crente em Jesus, que iniciou a sua jornada de fé com Cristo, deve estar consciente a respeito de viver uma vida santa, sem a qual, a Bíblia afirma: “ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). Nesta lição, estudaremos a importância da santidade em nossa jornada para o Céu. 

Palavra-Chave: Santidade

I - A PERSPECTIVA BÍBLICA DA SANTIFICAÇÃO
1. Santificação no Antigo Testamento. Do hebraico qõdesh, santidade é um substantivo masculino que significa “sacralidade”, “posto à parte”, que pode se referir a Deus, aos lugares, coisas, algo à parte, separado. Essa palavra deriva da raiz verbal hebraica qadash, que traz a ideia de “consagrar”, “santificar”, “preparar”, “dedicar”, “ser consagrado”, “ser santo”, “ser santificado”, “ser separado”. Nesse sentido, a palavra qodesh aparece cerca 469 vezes no Antigo Testamento como santidade (Êx 15.11), coisa santa (Nm 4.15), santuário (Êx 36.4). Outrossim, o adjetivo qâdôsh, muito presente no Pentateuco, os primeiros livros da Bíblia, traz a ideia de um dia, uma pessoa ou uma nação inteiramente consagrada, separada, santificada a Deus (Gn 2.3 Êx 19.6).

2. No Novo Testamento. O verbo grego hagiadzô, quer dizer “santificar”, traz a ideia de “tornar santo”, “purificar ou consagrar”, “venerar”, “ser santo”. Esse termo abrange o sentido de o crente tornar-se puro, de modo a estar purificado e santificado por obra graciosa do Espírito Santo (1 Co 6.11). Nesse sentido, no Novo Testamento, a santidade operada na vida do crente é uma obra autêntica do alto (Ef 5.26 • 1 Ts 5.23). 

3. A santidade exigida pela Palavra. Em nossa jornada cristã rumo ao Céu, a Palavra de Deus exige santidade em todas as áreas de nossa vida. Isso porque a palavra da verdade nos santifica (Jo 17.17). Desse modo, o crente em Jesus não pode ter compromisso com o comportamento pecaminoso, visto que em sua lida diária, ele tem um compromisso de buscar um estilo de vida santo, pois sabe que sem ele não podemos ver o Senhor (Hb 12.14).

SINOPSE I
A Palavra de Deus aponta o estilo de vida santo sem o qual não podemos agradar a Deus.

II - A SANTIFICAÇÃO E SEUS ESTÁGIOS
1. A realidade da santificação. A partir do que estudamos sobre os termos bíblicos a respeito da santificação, podemos afirmar que se trata de um ato, um estado é um processo pelo qual o pecador se torna santo (Rm 6.19-22 • 1 Ts 4.1-7). Em primeiro lugar, a santificação é um ato de separação do mundo. Em segundo, ela é um processo cujo propósito é levar o cristão a se tornar semelhante ao nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 8.29). Assim, a santificação busca aperfeiçoar o crente de modo que a imagem de Cristo se reflita plenamente em sua vida (2 Co 7.1 • Ef 4.12,13; 5.26). Nesse caso, a santificação bíblica é um processo que abrange pelo menos três estágios: Santificação inicial (posicional), Santificação Progressiva e Glorificação.
Nesse aspecto, todo crente regenerado é chamado por Deus para ouvir, guardar e praticar seus mandamentos, de modo que seja a sua santa habitação.

2. Três estágios da santificação. Em primeiro lugar, a santificação do crente inicia com o Novo Nascimento, pois por intermédio do Espírito Santo, o crente é declarado justo diante de Deus, completamente regenerado, declarado sem pecado; trata-se da santificação inicial ou posicional (1 Co 6.11). Em segundo lugar, há o estágio progressivo da santificação neste mundo, em que o crente se despoja do “velho homem” e vai se revestindo do “novo homem” até alcançar a perfeita imagem de Cristo (Gl 5.16-18; Ef 4.20- 24,27-30). Esse estágio leva ao último: o da glorificação. Esse é o momento em que o crente será como Jesus é (Rm 8.29; 1Jo 3.2) e receberá um corpo ressurreto tal qual o do nosso Senhor, por ocasião da sua aparição após a ressurreição (Jo 20.24-29; cf. 1 Ts 4.13-18). 

3. O alvo da santificação. Segundo o estudo dos três estágios da santificação, percebemos que o propósito da santificação é tornar o crente perfeitamente coerente com a plenitude do caráter divino (Mt 5.8). Nesse aspecto, todo crente regenerado é chamado por Deus para ouvir, guardar e praticar seus mandamentos, de modo que seja a sua santa habitação de Deus (Jo 14.23).

SINOPSE II
A santificação trata-se de um ato, um estado e um processo pelo qual o pecador se torna santo.

III – O JULGAMENTO DO DEUS SANTO
1. O Deus Santo. A Bíblia revela Deus como o Santo de Israel (Is 1.4), com um nome Santo (Is 57.15); os serafins declaram a sua santidade (Is 6.3) e, em santidade, ninguém pode se igualar a Deus (1 Sm 2.2). Desse modo, a Bíblia afirma enfaticamente que Deus é Santo. Assim, Ele é o nosso parâmetro para uma vida de santidade, conforme registra o texto bíblico: “Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo” (Lv 19.2; cf. 1 Pe 1.16). Portanto, à luz da santidade de Deus, somos chamados a ser santos em nossa jornada.

2. Santidade exigida a todos os crentes. A Igreja de Cristo neste mundo é o santuário dedicado ao Senhor (Ef 2.21). Por meio do nosso amado Salvador, o Senhor Jesus Cristo, a Igreja foi santificada para apresentar-se gloriosa, santa e sem defeito diante de Deus (Ef 5.26,27). Por isso, como membros do Corpo de Cristo neste mundo, comprados pelo seu precioso sangue, somos exortados e convocados a andar em santidade (Hb 12.14). Empenhamo-nos a nos consagrarmos a Deus em verdadeira santidade (Rm 12.1)!

3. Santidade e justiça de Deus. Biblicamente, a santidade e a justiça são atributos divinos que se relacionam. Como vimos, essa virtude aponta para a essência de Deus, que é totalmente puro, como bem afirma João: “Ele é luz e nEle não há treva alguma” (1 Jo 1.5). Tudo em Deus é santo, puro e verdadeiro. A justiça dele aponta para a sua retidão, para a harmonia de sua justiça com a Lei. Desse modo, compreender a santidade e a justiça de Deus como atributos é importante para reconhecermos que Ele é santo, reto, justo e verdadeiro. E que, por isso, jamais deixará o ser humano impune diante de sua rebelião contra a sua santidade e justiça (Gn 6.12,13).

SINOPSE III
Nenhum ser humano ficará impune diante da santidade e justiça de Deus.

■ CONCLUSÃO
Na jornada para o Céu, o cristão precisa desenvolver uma consciência da santidade de Deus para que possa tomá-la como o padrão perfeito de vida. Devemos sempre progredir em santidade desde o momento em que iniciamos a vida com Cristo até o final de nossa jornada (1Jo 2.3). Estamos no tempo de ser conscientes de que Deus ama a todos e não deseja que ninguém se perca. Todavia, os que rejeitam uma vida santa e se entregam ao pecado sofrerão a condenação eterna, pois santidade e justiça são atributos de Deus que não se contradizem. 

REVISANDO O CONTEÚDO

1. O que a Palavra de Deus gera?

A Palavra de Deus santifica o crente. 

2. Segundo a lição, o que queremos dizer com santificação?

A partir do que estudamos sobre os termos bíblicos a respeito da santificação, podemos afirmar que se trata de um ato, um estado é um processo pelo qual o pecador se torna santo (Rm 6.19-22; 1 Ts 4.1-7).

3. Mencione os três estágios da santificação.
A santificação bíblica é um processo que abrange pelo menos três estágios: Santificação inicial (posicional), Santificação Progressiva e Glorificação.

4. Como a Bíblia revela Deus?

A Bíblia revela Deus como o Santo de Israel (Is 1.4), com um nome Santo (Is 57.15); os serafins declaram a sua santidade (Is 6.3) e, em santidade, ninguém pode se igualar a Deus (1 Sm 2.2). 

5. Para o que a Bíblia aponta a santidade de Deus?

Aponta para a essência de Deus, que é totalmente puro, como bem afirma João: “Ele é luz e nEle não há treva alguma” (1 Jo 1.5). 

VOCABULÁRIO
Lida: ato ou efeito de lidar, labuta.

sexta-feira, 14 de junho de 2024

LIÇÃO 9 - UMA PARÁBOLA SOBRE ISRAEL

  2° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADOLESCENTES


LEITURA BÍBLICA
Lucas 13.6-9

A MENSAGEM

“E a natureza gloriosa do meu Pai se revela quando vocês produzem muitos frutos e assim mostram que são meus discípulos.” 

João 15.8

Devocional

Segunda       Salmos 1.1-3

Terça            João 15.1-5

Quarta          Lucas 9.23,24

Quinta          2 Pedro 3.9

Sexta            Atos 3.19

Sábado         Marcos 11.20-22

VAMOS DESCOBRIR

Imagine que você fosse um dono de uma empresa e ficasse sabendo que um dos seus funcionários é improdutivo. Você o chama para conversar e fica esperando que ele mude de comportamento. Porém, para sua tristeza, nada mudou. Ele continua sem trabalhar. O que você faria? Daria uma nova oportunidade ou o demitiria? Na aula de hoje falaremos sobre a paciência de Deus diante da improdutividade do seu povo e seu convite ao arrependimento e a mudança de comportamento.

HORA DE APRENDER

Quando uma pessoa é tomada por desânimo espiritual, isso faz com que ela se torne insensível às coisas do Espírito e infrutífera em sua vida. Na aula de hoje, trabalharemos o antídoto desse mal: um chamado urgente ao arrependimento sincero e à frutificação no Reino.

I – UMA ADVERTÊNCIA SOBRE O ARREPENDIMENTO

O capítulo 13 do Evangelho de Lucas começa com algumas pessoas abordando Jesus para falar sobre o massacre promovido por Pilatos (o governador romano da Judéia) contra algumas pessoas da Galileia, no momento em que sacrificavam no tempo de Jerusalém (v.1). Logo em seguida, Jesus lhes relembra o trágico episódio acontecido no bairro de Siloé, onde uma torre caiu e dezoito pessoas foram a óbito (v.4). Jesus, então, aproveita essas duas tragédias para advertir seus ouvintes sobre a necessidade de olharem para suas próprias vidas e se arrependerem dos seus pecados enquanto há tempo (vv.3,5).

A grande questão levantada por Jesus é que precisamos fazer uma autoanálise da vida que estamos vivendo e sermos sinceros diante de Deus. O pecado, por menor que seja ou inofensivo que pareça aos nossos olhos, é sempre uma afronta à santidade de Deus e, por isso, é grave e requer imediato arrependimento, caso contrário, no tempo oportuno, o juízo do Deus santo virá sobre nós. Aceitemos, diariamente, o convite ao arrependimento do Evangelho do Senhor Jesus Cristo (Mt 3.2,8; Mc 6.12).

Precisamos fazer uma autoanálise da vida que estamos vivendo

II – UMA DEMONSTRAÇÃO DE PACIÊNCIA

De acordo com a parábola, o dono de uma terra tinha uma expectativa para a figueira cultivada no meio de sua plantação de uvas (Lc 13.6). Ela tinha tudo que precisava para dar frutos no tempo determinado. Entretanto, para a tristeza do dono da terra, aquela que deveria produzir em abundância não dava nenhum sinal de frutos. Muito paciente, o dono, com suas expectativas frustradas, declara seu descontentamento: “[…] Já faz três anos seguidos que venho buscar figos nesta figueira e não encontro nenhum […]” (v.7). Decidido a cortá-la, o dono aceita a intervenção do trabalhador da vinha que pede por mais um tempo de tolerância, ou seja, uma segunda chance para a árvore infrutífera (v.8).

Essa parábola faz referência ao povo de Israel, que obstinadamente escolheu rejeitar o Messias enviado por Deus. Durante sua primeira vinda à Terra, Jesus foi ignorado, perseguido e morto. Ele convocou seus compatriotas ao arrependimento e demonstrou com atitudes concretas o amor e a misericórdia do Pai, mas eles se recusavam a dar frutos para Deus. Mas, segundo o texto bíblico, o nosso Deus tem demonstrado paciência: “[…] porque não quer que ninguém seja destruído, mas deseja que todos se arrependam dos seus pecados” (2 Pe 3.9). Se não fosse a misericórdia paciente de Deus e a intercessão de Cristo tanto por Israel, quanto pela Igreja e pela humanidade, já teríamos perecido. Todos nós recebemos uma segunda oportunidade de Deus e não devemos desprezá-la. Não podemos abusar de sua santa paciência, pois como está explícito na parábola, onde falta arrependimento, o juízo é inevitável.

O dono da figueira atende ao pedido do trabalhador e estende o tempo da paciência. Entretanto, ele é claro, diante da oportunidade concedida: “Se no ano que vem ela der figos, muito bem. Se não der, então mande cortá-la” (Lc 13.9). Essa história ilustra que, embora Deus seja gracioso e misericordioso ao dar ao seu povo tempo poro se arrepender, vir até Ele e crescer nELe, a sua paciência não durará para sempre.

Recebemos uma segunda oportunidade de Deus

III – UM CONVITE À FRUTIFICAÇÃO

Como vimos, Deus procura frutos entre seus filhos. Toda tentativa permanente de desculpas para uma vida infrutífera será ineficaz, pois Ele nos conhece e tem nos dado todas as condições necessárias para frutificar no seu Reino. Ele nos deu sua Palavra, seu Espírito, sua presença, seu poder, por isso espera de nós muitos frutos (Jo 15.5-8), e jamais se contentará apenas com folhas e galhos, ou seja, com uma vida espiritual de aparência. Jesus disse: “Não foram vocês que me escolheram; pelo contrário, fui eu que os escolhi para que vão e deem fruto e que esse fruto não se perca” (Jo 15.16). É importante que entendamos que a frutificação espiritual depende fundamentalmente da nossa comunhão com Jesus Cristo (Jo 15.5). É preciso viver para glória de Deus, pois “quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo por minha causa terá a vida verdadeira” (Lc 9.24).

Deus procura frutos entre seus filhos

CONCLUSÃO

O nosso Deus é misericordioso com os pecadores. Mas para aqueles que o rejeitam, Ele não será misericordioso para sempre. Haverá um dia que serão punidos os que vivem como se Ele não existisse. Por essa razão, somos chamados ao arrependimento sincero e verdadeiro e à uma vida marcada por frutos dignos da conversão que experimentamos.

VAMOS PRATICAR

1 - O que a parábola da figueira improdutiva ilustra?
Ilustra que, embora Deus seja gracioso e misericordioso ao dar ao seu povo tempo para se arrepender, vir até Ele e crescer nELe, a sua paciência não durará para sempre.

2 - Por que as desculpas para não vivermos uma vida frutífera são ineficazes?
Porque Deus tem nos dado todas as condições necessárias para frutificar no seu Reino. Ele nos deu sua Palavra, seu Espírito, sua presença, seu poder.

3 - Complete a frase abaixo conforme estudamos na lição:

Ele nos deu sua Palavra, seu Espírito, sua presença, seu poder, por isso espera de nós muitos frutos (Jo 15.5-8), e jamais se contentará apenas com folhas e galhos, ou seja com uma vida espiritual de aparência.

PENSE NISSO

Como você tem experimentado sua caminhada com Deus? Você está crescendo espiritualmente? Não importa quantos anos você tenha de cristão, sempre é um bom tempo para crescermos em intimidade com Deus, em conhecimento da Palavra e na vida de oração. É através dessas práticas que nos tornamos frutíferos no Reino de Deus.