▶ 3° TRIMESTRE DE 2025 ▶ EBD ADULTOS

TEXTO ÁUREO
“E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes
concedia que falassem.”
(Atos 2.4)
• Eles começaram a falar em idiomas que não conheciam, compreendidos por pessoas de diversas nações presentes em Jerusalém.
VERDADE PRÁTICA
A Igreja nasce no Pentecostes
capacitada pelo Espírito para
cumprir sua missão.
• Este evento marca o início da missão da Igreja, com poder e direção espiritual
LEITURA DIÁRIA
Segunda – Atos 2.1-3
■ A manifestação divina e os sinais
do Pentecostes
Terça – Atos 2.4
■ O derramamento do Espírito
Quarta – Atos 2.11 • 10.46
■ Louvor e adoração
Quinta – Atos 2.20
■ A esperança futura
Sexta – Atos 1.5
■ Uma experiência específica e
definida
Sábado – Efésios 5.18
■ Uma experiência contínua
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 - Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;
2 - e, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.
3 - E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.
4 - E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
5 - E em Jerusalém estavam habitando judeus, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu.
6 - E, correndo aquela voz, ajuntou-se uma multidão e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.
7 - E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! Não são galileus todos esses homens que
estão falando?
8 - Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?
9 - Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, e Judeia, e Capadócia, e Ponto, e Ásia,
10 - e Frígia, e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos (tanto judeus como prosélitos),
11 - e cretenses, e árabes, todos os temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus.
12 - E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer?
13 - E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto.
14 - Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a voz e disse-lhes: Varões judeus e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras.
Hinos Sugeridos: 24 • 155 • 387 da Harpa Cristã
■ INTRODUÇÃO
A Igreja nasceu no dia de Pentecostes. Esse evento marcou o início de uma
nova era: a era da Igreja. O Pentecostes
era uma das festas mais importantes dos judeus e acontecia cinquenta dias
depois da Páscoa. Foi nesse dia especial
que Deus derramou o Espírito Santo
sobre todos os discípulos, batizando-os.
O derramamento do Espírito no Pentecostes marca o início da Igreja como
uma comunidade de profetas, como foi
profetizado por Joel (Joel 2.28). No livro de
Atos, Lucas ensina que esse acontecimento
tinha um significado especial para
o fim dos tempos, pois já havia
sido anunciado pelos profetas do Antigo Testamento.
Além disso, o Pentecostes
foi uma prova clara de que
Jesus havia ressuscitado. O
propósito desse derramamento
do Espírito Santo foi dar poder à
Igreja para testemunhar de Cristo ao
mundo e levá-la à verdadeira adoração.
Isso é o que veremos nesta lição.
Palavra-Chave: Pentecostes
I – A NATUREZA DO
PENTECOSTES BÍBLICO
1. De natureza divina. Lucas relata que, por ocasião do derramamento do Espírito no dia de Pentecostes, foi ouvido do céu “um som, como de um vento veemente e impetuoso” que “encheu toda a casa em que estavam assentados” (Atos 2.2) e que “foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo” (Atos 2.3). Os estudiosos da Bíblia explicam que esses sinais são manifestações da presença de Deus, chamadas de “teofanias”. Isso significa que Deus se revelou de maneira visível e audível, assim como fez no Monte Sinai, quando entregou a Lei a Moisés. Naquela ocasião, houve trovões, relâmpagos e um som forte, e o povo ouviu a voz de Deus e viu um grande fogo (Êxodo 19.16). Moisés depois lembrou ao povo desse momento, dizendo: “desde os céus te fez ouvir a sua voz, para te ensinar, e sobre a terra te mostrou o seu grande fogo, e ouviste as suas palavras do meio do fogo” (Deuteronômio 4.36).
1. De natureza divina. Lucas relata que, por ocasião do derramamento do Espírito no dia de Pentecostes, foi ouvido do céu “um som, como de um vento veemente e impetuoso” que “encheu toda a casa em que estavam assentados” (Atos 2.2) e que “foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo” (Atos 2.3). Os estudiosos da Bíblia explicam que esses sinais são manifestações da presença de Deus, chamadas de “teofanias”. Isso significa que Deus se revelou de maneira visível e audível, assim como fez no Monte Sinai, quando entregou a Lei a Moisés. Naquela ocasião, houve trovões, relâmpagos e um som forte, e o povo ouviu a voz de Deus e viu um grande fogo (Êxodo 19.16). Moisés depois lembrou ao povo desse momento, dizendo: “desde os céus te fez ouvir a sua voz, para te ensinar, e sobre a terra te mostrou o seu grande fogo, e ouviste as suas palavras do meio do fogo” (Deuteronômio 4.36).
2. Um evento paralelo ao Sinai.
Assim como no Sinai, onde a presença
de Deus se tornou real, como uma das
experiências mais marcantes na história do antigo povo de Deus, de uma
forma muito mais gloriosa e profunda,
o Pentecostes marcou o Encontro do
Espírito de Deus com a Igreja. Pentecostes, portanto, é a experiência do
Espírito Santo. Lá no Sinai, a letra da
Lei foi escrita em tábuas de pedras (Deuteronômio 9.10,11); aqui, no Pentecostes, a Palavra
de Deus foi escrita nos corações (Jeremias 31.33 • 2 Coríntios 3.3)!
3. Centrada em Cristo e nos tempos finais. Na sua pregação no dia de
Pentecostes, Pedro deixou claro que
esse evento estava totalmente ligado a
Jesus. Ele mostrou que o derramamento
do Espírito Santo estava diretamente
relacionado à morte, ressurreição e
ascensão de Cristo (Atos 2.23,24, 32,33).
Isso significa que, embora o Pentecostes seja uma manifestação do Espírito
Santo, ele também é cristocêntrico, ou
seja, tem Cristo como seu centro. Sem
a cruz de Cristo, o Pentecostes perderia
seu verdadeiro significado, pois não há
Pentecostes sem a cruz. Além disso,
Pedro explicou que o Pentecostes foi o
cumprimento da profecia de Joel (Joel 2.28),
que anunciava que Deus derramaria o
seu Espírito sobre toda a humanidade.
Quando Pedro usou a expressão “nos
últimos dias” (Atos 2.17), ele mostrou
que esse evento tinha um significado
escatológico, ou seja, estava ligado ao
plano de Deus para os tempos finais.
SINOPSE I
O Pentecoste Bíblico é um
evento de natureza divina, centrado em Cristo e nos “tempos
finais”.
O Pentecostes tem uma dimensão escatológica, pois aconteceu "antes de chegar o grande e glorioso Dia do Senhor".
II – O PROPÓSITO DO
PENTECOSTES BÍBLICO
1. Promover a verdadeira adoração. As manifestações externas, como
o som ou vento e o fogo ocorridas no
Pentecostes, prendem nossa atenção.
Contudo, não podemos perder de vista o
que o Pentecostes produz internamente
na vida do crente. Um dos propósitos
marcantes do Pentecostes em Jerusalém
foi promover a verdadeira adoração:
“temos ouvido em nossas próprias
línguas falar das grandezas de Deus”
(Atos 2.11). Logo, o Pentecostes que não
adora não é bíblico. De fato, quando os
gentios experimentaram o Pentecostes,
eles também “magnificavam” a Deus
(Atos 10.46). Da mesma forma, o apóstolo
Paulo diz que um crente pentecostal,
cheio do Espírito, dá “bem as graças”
(1 Coríntios 14.17). O fogo pentecostal promove
o verdadeiro louvor.
2. Poder para testemunhar. O Pentecostes tem uma dimensão escatológica, pois aconteceu “antes de chegar
o grande e glorioso Dia do Senhor” (Atos 2.20). No entanto, essa realidade dos
últimos tempos não significa que a
Igreja deve ter uma visão escapista, ou
seja, desejar fugir do mundo a qualquer custo. O Pentecostes não foi dado para
que os crentes se isolassem, mas para
que fossem capacitados a testemunhar
e viver no mundo até a volta de Cristo.
A Igreja deve aguardar com esperança,
mas também cumprir sua missão até
o fim. Para cumprir essa missão ela
necessita de poder para testemunhar
(Lucas 24.49 • Atos 1.8). De fato, é isso o que
acontece depois do Pentecostes (Atos 4.33).
SINOPSE II
O propósito do Pentecostes Bíblico é promover a verdadeira
adoração e capacitar os crentes
para testemunhar.
III – CARACTERÍSTICAS DO
PENTECOSTES BÍBLICO
1. Uma experiência específica. Em
Atos dos Apóstolos, o derramamento
do Espírito no dia de Pentecostes é
mostrado como o “batismo no Espírito
Santo” dos crentes (Atos 1.5,8). Naquele
dia o Senhor Jesus batizou quase 120
pessoas no Espírito Santo (Atos 1.15; 2.4).
Essas pessoas já eram regeneradas, isto
é, salvas. Jesus já havia dito que elas já
estavam limpas pela Palavra (João 15.3); e
que seus nomes estavam arrolados nos
céus (Lucas 10.20). Eram, portanto, crentes. Contudo, Jesus as mandou esperar
pela experiência pentecostal, isto é, o
batismo no Espírito Santo (Atos 1.5). O
Pentecostes bíblico é, por conseguinte,
distinto da salvação. Na verdade, a obra
salvífica de Cristo na Cruz proveu a
bênção pentecostal (Atos 2.33).
O Pentecostes bíblico é, portanto, distinto da salvação. Na verdade, a obra salvífi ca de Cristo na Cruz proveu a bênção pentecostal.
2. Uma experiência definida e contínua. Como resultado do enchimento do
Espírito Santo, os crentes “começaram
a falar em outras línguas, conforme o
Espírito Santo lhes concedia que falassem” (Atos 2.4). A Escritura é clara em
mostrar que a evidência inicial do batismo pentecostal foi os crentes falarem
em outras línguas. Não há dúvidas de
que outros resultados ou evidências do
batismo no Espírito Santo se seguem.
Contudo, foi o falar em línguas, não o
sentir uma grande alegria ou mesmo
um amor afetuoso demonstrado por
eles, que deixou os crentes judeus
convencidos de que os gentios haviam
recebido o batismo no Espírito Santo
(Atos 10.44-46).
3. As línguas e o amor. A evidência
física e inicial ou sinal do batismo no
Espírito Santo foi o falar em outras
línguas. Não foi uma grande alegria ou
um amor afetuoso que evidenciaram o
batismo no Espírito Santo. Paulo, por
exemplo, disse que “o amor de Deus
está derramado em nosso coração pelo
Espírito Santo que nos foi dado” (Romanos 5.5). O apóstolo escreveu para uma igreja
Pentecostal e o amor aparece aqui não
como uma evidência de enchimento, mas
de crescimento e maturidade em Cristo.
SINOPSE III
O Pentecostes Bíblico é caracterizado por uma experiência
definida e contínua, na qual as
línguas são a evidência do enchimento do Espírito.
■ CONCLUSÃO
Como vimos, o Pentecostes marcou
o início da era da Igreja. Jesus, agora
glorificado, batizou os crentes no Espírito
Santo (Atos 2.4), e o Espírito Santo os inseriu
no Corpo de Cristo, que é a Igreja (1 Coríntios 12.13), cujo nascedouro foi no Pentecostes.
Esse evento é essencial porque mostrou
que Deus deseja uma Igreja capacitada
para cumprir sua missão que é pregar
o Evangelho ao mundo, tanto por palavras quanto por ações. No entanto, essa
missão só pode ser realizada com êxito
pelo poder do Espírito Santo.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. Quais fenômenos registrados em Atos 2.2,3 são considerados teofânicos?
“Um som, como de um vento veemente e impetuoso” e “línguas repartidas, como que de fogo”.
“Um som, como de um vento veemente e impetuoso” e “línguas repartidas, como que de fogo”.
2. Segundo o apóstolo Pedro, qual profecia do Antigo Testamento se cumpriu no Pentecostes, e como isso demonstra o aspecto escatológico desse
evento?
Pedro explicou que o Pentecostes foi o cumprimento da profecia de Joel
(Joel 2.28), que anunciava que Deus derramaria o seu Espírito sobre toda a
humanidade.
3. Cite um dos propósitos marcantes do Pentecostes em Jerusalém, conforme Atos 2.11.
Um dos propósitos marcantes do Pentecoste em Jerusalém foi promover a
verdadeira adoração: “temos ouvido em nossas próprias línguas falar das
grandezas de Deus” (Atos 2.11).
4. Segundo Atos 1.8, para que a Igreja necessita do poder do Espírito Santo?
Para cumprir essa missão ela necessita de poder para testemunhar (Lucas 24.49 • Atos 1.8).
5. Por que o Pentecostes bíblico é distinto da salvação, segundo Atos 1.5 e
Atos 2.33?
Porque, na verdade, a obra salvífica de Cristo na Cruz proveu a bênção
pentecostal (Atos 2.33).
VOCABULÁRIO
Afetuoso: Amoroso, carinhoso, afeiçoado, querido, amável,
gentil, bondoso.
Teofania: Manifestação visível de Deus ou uma aparição de sua presença de forma tangível, como no fogo ou na nuvem no Monte Sinai
(Êxodo 19) ou no Pentecostes (Atos 2).
NÃO SAIA SEM ANTES...
■ Deixar um comentário
■ Se inscrever
■ Compartilhar com seus amigos!
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Opine!
Comente com moderação e respeito!