Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.
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terça-feira, 19 de maio de 2026

LIÇÃO 6 – O NASCIMENTO DE ISAQUE

 2° TRIMESTRE DE 2026  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
“Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR? Ao tempo determinado, tornarei a ti por este tempo da vida, e Sara terá um filho.” 
(Gênesis 18.14)

VERDADE PRÁTICA
Deus é Onipotente e não há nada que Ele não possa realizar segundo a sua vontade.

LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Gênesis 18.14
 A promessa de Deus a Abraão é reiterada

 Terça – Gênesis 21.2
 ■
No tempo determinado por Deus a promessa se cumpre


 Quarta – Lucas 1.37
 ■ 
Para Deus não há nada absolutamente impossível


 Quinta – Atos 3.25
 ■ O destaque da promessa abraâmica


 Sexta – Deuteronômio 7.9
 ■
Deus é fiel e guarda o concerto


 Sábado – Gênesis 21.33
 ■
Deus cumpre os propósitos através das gerações


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Gênesis 21.1-7

1 — E o SENHOR visitou a Sara, como tinha dito; e fez o Senhor a Sara como tinha falado.
2 – E concebeu Sara e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado, que Deus lhe tinha dito.
3 – E chamou Abraão o nome de seu filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, Isaque.
4 – E Abraão circuncidou o seu filho Isaque, quando era da idade de oito dias, como Deus lhe tinha ordenado.
5 – E era Abraão da idade de cem anos, quando lhe nasceu Isaque, seu filho.
6 – E disse Sara: Deus me fez riso; todo aquele que ouvir se rirá comigo.
7 – Disse mais: Quem diria a Abraão que Sara daria de mamar a filhos, porque lhe dei um filho na sua velhice?


Hinos Sugeridos: 3 • 259 • 526 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
Nesta lição, veremos que Abraão já tinha cem anos e Sara estava com noventa, quando o extraordinário, que parecia impossível, aconteceu. Deus visitou Sara no tempo que Ele já havia determinado e cumpriu com a sua promessa. O Senhor não opera de acordo com a lógica humana, mas segundo a sua soberana vontade. Saiba que, quando Deus quer fazer algo em nosso favor, nada e ninguém pode impedir.

Palavra-Chave: Milagre


I – AS CONSEQUÊNCIAS DA IMPACIÊNCIA DE SARA
1. O nascimento e o nome do filho da promessa. Quando Isaque nasceu, a primeira providência que o velho pai tomou foi dar nome ao seu filho (Gn 21.3). Por que teria ele dado esse nome? Foi Deus quem escolheu esse nome (Gn 17.19). Isaque, no hebraico, significa “riso”. Certamente porque, ante a situação de sua velhice e a de Sara, a ideia de terem um filho causava riso. Abraão riu-se ao ouvir a promessa de que teria um filho (Gn 17.17), e Sara, de igual modo, também riu com a ideia de que seria mãe aos noventa anos (Gn 18.12-14). Abraão e Sara não riram de Deus, mas do estado físico deles e da idade em que se encontravam.

2. Ismael zomba de Isaque. Mais uma vez, Sara provou dos resultados negativos de seu plano de entregar Agar, a serva egípcia, para que Abraão se unisse a ela e tivesse filhos com uma estrangeira. Naquela ocasião, quando Abraão aceitou essa proposta, começaram os problemas familiares. Agar passou a menosprezar sua senhora, sendo dura e crítica. E depois do nascimento e crescimento de Isaque, Ismael, filho de Agar, zombava dele (Gn 21.9).

3. Sara pede a expulsão de Agar e Ismael. A convivência entre Sara, Agar e Ismael tornou-se insuportável. Tudo indica que as críticas e zombarias por parte de Agar e de Ismael a Sara e a Isaque aumentavam a cada dia. Assim, Sara não suportou mais aquele constrangimento, por uma situação que ela mesma criou. A saída que Sara encontrou para a resolução desta situação é muito triste: “Deita fora esta serva e o seu filho” (Gn 21.10).


SINOPSE I
Deus é poderoso e, no tempo certo, Ele cumpriu a promessa feita a Abraão.

II  ABRAÃO TEM QUE TOMAR UMA ATITUDE
1. Isaque é desmamado. Depois que o menino cresceu “e foi desmamado”, então, Abraão fez um grande banquete naquele dia (Gn 21.8). Segundo os historiadores, naquele tempo, a mãe amamentava a criança até por volta dos cinco anos de idade. A Bíblia não informa quantos anos Isaque tinha, mas o desmame era um momento especial na tradição oriental. Por isso, Abraão e Sara deram um banquete em seu lar. Aparentemente, tudo estaria normal — mas era puro engano!

2. A zombaria. O texto bíblico diz que Sara ficou muito aborrecida ao perceber que o filho de Agar zombava de seu filho. Seu mal-estar era tamanho, que não suportou a situação e, bastante aborrecida, pediu a Abraão que expulsasse mãe e filho (Gn 21.10,11).

3. A tristeza de Abraão. Imagine como estava o coração de Abraão diante da situação: dividido e machucado. Essa situação foi resultado da tentativa de Abraão e Sara darem uma “ajudinha” a Deus. Mas o Senhor é bom e não trata segundo aquilo que merecemos. Então, o Todo-Poderoso falou com Abraão que faria do filho dele com Agar uma nação. No entanto, ele deveria apoiar Sara em sua atitude. Deus não iria desamparar Agar e seu filho.


SINOPSE II
Abraão e Sara estavam sofrendo as consequências de suas ações impensadas e precisaram tomar uma difícil decisão.


III – AGAR E ISMAEL DEIXAM A CASA DE ABRAÃO
1. Abraão despede Agar e Ismael. Tomar a atitude de mandar embora o seu filho deve ter sido uma decisão difícil para Abraão. No entanto era necessário fazer o que Sara pediu. O que fazer diante de uma decisão difícil que precisamos tomar? Temos de fazer como Abraão: ouvir a voz de Deus e obedecê-lo (Gn 21.14).

2. Agar e Ismael no deserto de Berseba. Foi terrível a prova pela qual Agar passou com seu filho depois da expulsão da casa de sua senhora. As únicas coisas que Abraão lhes deu foram “um pão e um odre de água”. A mãe e o filho encontravam-se num lugar árido, com pouquíssima e rara vegetação, até mesmo sem sombra e sem água. O pão e o odre de água não dariam para mais que um ou dois dias. Depois que a água terminou, Agar chorou e foi tomada pelo desespero. As expectativas eram as piores possíveis. Agar não estava preparada para a sua vida, mas, como mãe, não poderia ver o sofrimento do seu filho e a sua morte. Ela deixou seu filho debaixo de uma das pouquíssimas árvores que havia no deserto para não vê-lo morrer de sede ao seu lado, e o texto bíblico diz que ela “levantou a sua voz e chorou” (Gn 21.16).

3. Deus ouve a voz de Ismael. Somente Agar poderia ouvir a sua própria voz, o seu clamor e a voz do menino; mas nada podia fazer; porém, Deus de Abraão ouviu o choro de Ismael, que elevava para sua mãe aflita sem poder fazer nada em seu favor. Deus enviou prontamente para Agar e seu filho. Mais tarde, Ismael se tornou um flecheiro habilidoso e sua mãe o levou para morar no deserto de Parã (Gn 21.21). Como ouviu a voz do menino, Ele ouve a nossa voz e atende ao nosso clamor (Jr 33.3). Deus socorreu os aflitos no passado e Ele continua a nos socorrer no presente (Sl 121.1).


SINOPSE III
Agar e Ismael foram despedidos, enfrentaram o deserto, mas Deus ouviu seu clamor e os livrou.

 CONCLUSÃO
Finalizamos esta lição afirmando que o Deus de Abraão é fiel. Suas palavras e promessas jamais podem falhar (Jr 1.12). Ele prometeu a Abraão que faria dele “uma grande nação”, e estendeu sua promessa à sua descendência e o fez. De Abraão, veio Isaque e Jacó dos quais descendem o povo judeu. Vimos também que a tentativa de Abraão e Sara em tentar “ajudar” Deus trouxe consequências graves. Todavia, o Senhor é bom e agiu com graça e fidelidade com a casa de Agar e seu filho Ismael.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. Quem escolheu o nome de Isaque e qual o seu significado?
Foi Deus quem escolheu esse nome (Gn 17.19). Isaque, no hebraico, significa “riso”.

2. De acordo com a lição, qual foi a segunda providência de Abraão depois do nascimento de Isaque?
A segunda providência de Abraão foi circuncidar Isaque.

3. O que fez Abraão para comemorar o desmame de Isaque?
Abraão fez um grande banquete.

4. O que Abraão ofereceu a Agar antes de ela e seu filho deixarem a sua casa?
Ele tomou pão e um odre de água.

5. Para onde foi Agar e Ismael ao saírem da casa de Abraão?
Foram para o deserto de Parã (Gn 21.17–21).


LIÇÕES DO TRIMESTRE


SUMÁRIO

Lição 1 - Abraão: Seu Chamado e Sua Jornada de Fé
Lição 2: A Fé de Abraão nas Promessas de Deus
Lição 3: A Impaciência na Espera do Cumprimento da Promessa
Lição 4: A Confirmação de Uma Promessa
Lição 5: O Juízo contra Sodoma e Gomorra
Lição 6: O Nascimento de Isaque
Lição 7: Uma Prova de Fé: A Entrega de Isaque
Lição 8: Isaque: Herdeiro da Promessa
Lição 9: Jacó e Esaú: Irmãos em Conflito
Lição 10: A Experiência Transformadora de Jacó
Lição 11: Jacó: De Enganador a Homem de Honra
Lição 12: A Reconciliação de Jacó com Esaú
Lição 13: O Legado de Fé de Abraão, Isaque e Jacó



NÃO SAIA SEM ANTES

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segunda-feira, 27 de abril de 2026

LIÇÃO 5 — O JUÍZO CONTRA SODOMA E GOMORRA

 2° TRIMESTRE DE 2026  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
"Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei, por amor dos dez.” 
(Gênesis 18.32)

VERDADE PRÁTICA
Deus é misericordioso e dá tempo para o arrependimento, mas, quando o homem não quer, seu juízo é sem misericórdia.

LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Salmos 25.14
 Deus revela seus segredos para os que o teme

 Terça – Gênesis 18.32
 ■
Abraão intercede por Sodoma e Gomorra


 Quarta – 1 Timóteo 2.1
 ■ 
Devemos interceder por todos


 Quinta – Ezequiel 22.30
 ■ Deus busca por intercessores perseverantes

 Sexta – Romanos 8.26
 ■
O Espírito Santo intercede por nós


 Sábado – Romanos 8.34
 ■ Jesus, nosso intercessor


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Gênesis 18.23-32

23 — E chegou-se Abraão, dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio?
24 — Se, porventura, houver cinquenta justos na cidade, destruí-los-ás também e não pouparás o lugar por causa dos cinquenta justos que estão dentro dela?
25 — Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti seja. Não faria justiça o Juiz de toda a terra?
26 — Então, disse o Senhor: Se eu em Sodoma achar cinquenta justos dentro da cidade, pouparei todo o lugar por amor deles.
27 — E respondeu Abraão, dizendo: Eis que, agora, me atrevi a falar ao Senhor, ainda que sou pó e cinza.
28 — Se, porventura, faltarem de cinquenta justos cinco, destruirás por aqueles cinco toda a cidade? E disse: Não a destruirei, se eu achar ali quarenta e cinco.
29 — E continuou ainda a falar-lhe e disse: Se, porventura, acharem ali quarenta? E disse: Não o farei, por amor dos quarenta.
30 —  Disse mais: Ora, não se ire o Senhor, se eu ainda falar: se, porventura, se acharem ali trinta? E disse: Não o farei se achar ali trinta.
31 —  E disse: Eis que, agora, me atrevi a falar ao Senhor: se, porventura, se acharem ali vinte? E disse: Não a destruirei, por amor dos vinte.
32 —  Disse mais: Ora, não se ire o Senhor que ainda só mais esta vez falo: se, porventura, se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei, por amor dos dez.


Hinos Sugeridos: 5 • 75 • 557 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos Gênesis 18. O patriarca recebe a visita de três mensageiros do Senhor que anunciam o nascimento de Isaque. A cena é marcada pela hospitalidade de Abraão, que serve com alegria àqueles visitantes celestiais. Contudo, entre as boas novas, surge também uma revelação assustadora: a iminente destruição das cidades de Sodoma e Gomorra. Diante disso, destaca-se o coração intercessor de Abraão, que se coloca na brecha e intercede pelos justos que ali habitavam.

Palavra-Chave: Juízo


I – OS ANJOS VISITAM ABRAÃO
1. Abraão recebe a visita dos anjos do Senhor. O capítulo 18 de Gênesis tem início com a visitação do Senhor a Abraão nos carvalhais de Manre (v. 1), um momento glorioso que antecedeu ao anúncio de algo impactante que Deus iria fazer e não era na vida de Abraão: a destruição de Sodoma e Gomorra.
O texto bíblico diz que, “quando tinha aquecido o dia” (v. 1), tal fato indica que a visitação deu-se por volta do meio-dia, quando o calor é mais forte. No Antigo Oriente, esse era um momento em que as pessoas costumavam comer e descansar. Era um horário em que se evitava viajar ou sair de casa devido ao calor e à radiação solar. Mas o Senhor não está sujeito ao nosso tempo. Neste horário improvável, Abraão avistou três homens vindo em sua direção. Ao vê-los, ele correu ao encontro deles e prostrou-se em terra. Esse ato pode parecer estranho a nós, mas era um gesto comum no Antigo Oriente, um gesto de hospitalidade. O patriarca foi hospitaleiro, oferecendo proteção e provisão para os visitantes (Gênesis 18.2-4).

2. A hospitalidade de Abraão. O patriarca vai até a tenda de Sara e pede que ela amasse o pão, e ele mesmo corre até o curral, escolhe uma vitela e ordena que seja preparada. Precisamos aprender com Abraão a arte da hospitalidade, algo que parece estar esquecido nos dias atuais. Ser bem recebido é muito bom, mas receber o próximo com hospitalidade é ainda muito melhor.
O patriarca ofereceu o melhor aos visitantes, e, enquanto estavam ali desfrutando do alimento e da hospitalidade, os homens perguntam a Abraão: “Onde está Sara?”. Naquele tempo, as mulheres não eram vistas quando homens desconhecidos, que não pertenciam à família, estavam presentes. Mas, certamente, eles sabiam que ela estava escutando tudo à porta da tenda. Então os visitantes falam a Abraão: “[...] eis que Sara, tua mulher, terá um filho” (Gênesis 18.10). Essa era a promessa mais aguardada por Abraão e Sara.

3. O riso de Sara. Ao ouvir que teria um filho, Sara riu. Ela não riu de Deus, mas, certamente, da sua condição física. Mas o Senhor lembra a Sara que não há nada demasiadamente difícil para Ele (Gênesis 18.14).
Deus conhece o nosso coração e Ele viu fé no coração de Sara apesar de sua risada. O Eterno nos conhece bem, conhece as nossas fragilidades e as nossas quedas. No entanto, Ele não desiste de nós, apesar da nossa incredulidade, do nosso riso e de nossa dor.
Depois de entregar a mensagem divina a Abraão e Sara, o Senhor fala a respeito da destruição de Sodoma.


SINOPSE I
Deus é bom e envia seus anjos para visitar a casa de Abraão e revelar a ele o que faria a Sodoma e Gomorra.

II  DEUS ANUNCIA SEUS PLANOS A ABRAÃO
1. O anúncio da destruição. Já aprendemos que a terra entre Betel e Ai não comportava mais os pastores de Abraão e Ló. O tio e o sobrinho decidiram se separar depois de uma desavença entre seus pastores. O patriarca dá a Ló, seu sobrinho, a honra de escolher primeiro, e este viu somente a beleza das terras férteis e decidiu estabelecer-se nos arredores de Sodoma (Gênesis 13.1-12). O que Ló não sabia era que os habitantes de Sodoma eram “maus” e “grandes pecadores contra o Senhor” (Gênesis 13.13).

2. O pecado leva à destruição. O texto de Gênesis 18 mostra que o Senhor revelou a Abraão o seu plano de destruir Sodoma e Gomorra. O salmista ensina que Deus revela seus planos para os fiéis. O problema é que muitas vezes não estamos dispostos a ouvir ao Senhor (Salmos 25.14).
O pecado de Sodoma e Gomorra era imenso, e o Senhor não podia mais suportar a iniquidade daquele lugar. Deus é santo e não tolera a iniquidade, embora tenha misericórdia do pecador. Então, o Eterno toma a seguinte decisão: “Descerei agora e verei se, com efeito, têm praticado segundo este clamor que é vindo até mim; e, se não, sabê-lo-ei” (Gênesis 18.21).

3. A intercessão. A decisão já estava tomada, mas Deus revela a seu servo o juízo que estava por vir. Diante do que o Senhor faria, Abraão coloca-se na posição de um intercessor. Ele suplica o favor do Senhor pelos habitantes das cidades que eram justos e que seriam destruídos juntamente com os ímpios. Abraão roga a Deus para que Ele tenha misericórdia e poupe os justos nas cidades. Tal atitude revela o coração justo e bom do patriarca. Ele foi um intercessor, pediu com paixão e misericórdia a graça de Deus em favor dos inocentes.
A iniquidade das cidades de Sodoma e Gomorra eram tão grandes que deu origem ao termo “sodomita”, uma referência aos moradores da cidade de Sodoma.
O Senhor enviou dois anjos até a cidade de Sodoma, e Ló encontra-os e convida-os a passar a noite em sua casa. Porém, os homens de Sodoma eram tão perversos e promíscuos que cercaram a casa e exigiram que os visitantes fossem levados para fora. Ló não consente com tal coisa e oferece as suas filhas com a intenção de proteger os visitantes. Então, os mensageiros de Deus ferem de cegueira aqueles homens ímpios de Sodoma. Ló aproveita a situação e foge com sua mulher e as suas filhas. Deus aguarda a saída de Ló e sua família e destrói Sodoma e Gomorra com uma chuva de “enxofre e fogo” (Gênesis 19.24). Essas cidades tornaram-se símbolo de advertência divina contra a maldade (Deuteronômio 29.23 • Isaías 1.9 • Romanos 9.29 • Judas 1.7). Até os dias atuais, essas cidades nunca mais foram novamente erguidas ou habitadas, e o solo da região é improdutivo devido a grande quantidade de enxofre.


SINOPSE II
Deus anuncia a Abraão o que Ele estava prestes a fazer com Sodoma e Gomorra.


III – A DESTRUIÇÃO DE SODOMA E GOMORRA
1. Deus “é fogo consumidor”. Depois da destruição da humanidade na época de Noé por causa da corrupção geral do ser humano (Gênesis 6 e 7), a destruição de Sodoma e Gomorra nas campinas do Jordão foi o fato mais marcante e tornou-se referência e alerta da parte de Deus para toda a humanidade. Não podemos nos esquecer de que o Eterno é amor, mas também é justiça! Ele é “fogo consumidor”: “Pelo que, tendo recebido um Reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente com reverência e piedade; porque o nosso Deus é um fogo consumidor” (Hebreus 12.28,29).

2. Uma catástrofe sem igual. Não sabemos quantas pessoas habitavam em Sodoma e Gomorra. Provavelmente, havia um número elevado de habitantes, mas, a exemplo do que ocorreu no Dilúvio, quando somente Noé e sua família, oito pessoas, sobreviveram à destruição, também poucas pessoas foram salvas: Ló, sua esposa e suas duas filhas (Gênesis 19.15-23). Os genros de Ló zombaram dele quando os advertiu (Gênesis 19.14).

3. Transformada em estátua de sal. Infelizmente, a esposa de Ló não seguiu a orientação dos anjos para não olhar para trás; ela olhou, talvez para ver as cidades queimando, e “ficou convertida numa estátua de sal” (Gênesis 19.26). Lembremos de que a esposa de Ló não foi alcançada pelo fogo, mas pereceu pela desobediência ao olhar para trás. Como servos de Deus, não devemos olhar para trás, mas para “as coisas que são de cima” (Colossenses 3-1,2). Diz a Bíblia: “Então, o Senhor fez chover enxofre e fogo, do Senhor desde os céus, sobre Sodoma e Gomorra. E derribou aquelas cidades, e toda aquela campina, e todos os moradores daquelas cidades, e o que nascia da terra” (Gênesis 19.24,25).


SINOPSE III
Deus é amor, mas também é um fogo consumidor e não tolerou o pecado de Sodoma e Gomorra.

 CONCLUSÃO
Finalizamos esta lição enfatizando que Deus é “bom, e a sua benignidade dura pra sempre” (Salmo 136.1), mas sua longanimidade tem limite. As cidades de Sodoma e Gomorra viviam na prática do pecado, e o Senhor deu tempo para que se arrependessem, mas não ouviram a Deus e nem a Ló. Quando o ser humano perde o temor e para de ouvir o Criador, o juízo divino não tarda. Que jamais venhamos nos esquecer do amor e da severidade do Eterno.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. Como se inicia o capítulo 18 de Gênesis?
O capítulo 18 de Gênesis tem início com a visitação do Senhor a Abraão nos carvalhais de Manre (v. 1).

2. Segundo a lição, o que quer dizer “quando tinha aquecido o dia”?
Isso quer dizer que a visitação se deu por volta do meio-dia, quando o calor está mais forte.

3. O que Sara fez ao ouvir da parte de Deus que ela teria um filho?
Ao ouvir que teria um filho, Sara riu.

4. A que o pecado leva?
À destruição e à morte.

5. O que aconteceu com a esposa de Ló ao desobedecer a ordem divina?
Ela “ficou convertida numa estátua de sal.


LIÇÕES DO TRIMESTRE


SUMÁRIO

Lição 1 - Abraão: Seu Chamado e Sua Jornada de Fé
Lição 2: A Fé de Abraão nas Promessas de Deus
Lição 3: A Impaciência na Espera do Cumprimento da Promessa
Lição 4: A Confirmação de Uma Promessa
Lição 5: O Juízo contra Sodoma e Gomorra
Lição 6: O Nascimento de Isaque
Lição 7: Uma Prova de Fé: A Entrega de Isaque
Lição 8: Isaque: Herdeiro da Promessa
Lição 9: Jacó e Esaú: Irmãos em Conflito
Lição 10: A Experiência Transformadora de Jacó
Lição 11: Jacó: De Enganador a Homem de Honra
Lição 12: A Reconciliação de Jacó com Esaú
Lição 13: O Legado de Fé de Abraão, Isaque e Jacó



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quarta-feira, 22 de abril de 2026

LIÇÃO 4 — A CONFIRMAÇÃO DE UMA PROMESSA

 2° TRIMESTRE DE 2026  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
"E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por Deus e à tua semente depois de ti.” 
(Gênesis 17.7)

VERDADE PRÁTICA
Deus é fiel para cumprir tudo aquilo que nos prometeu.

LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Gênesis 17.4
 O concerto é renovado

 Terça – Jeremias 1.12
 ■
Deus vela pela sua palavra para a cumpri-la


 Quarta – Gênesis 17.5
 ■ Deus muda o nome de Abrão


 Quinta – Gênesis 17.15
 ■ Deus muda o nome de Sarai

 Sexta – 2 Coríntios 5.17
 ■ Mudança total para quem está em Cristo


 Sábado – Colossenses 3.10
 ■ Vestindo-nos com o novo


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Gênesis 17.1-9

1 — Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda em minha presença e sê perfeito.
2 — E porei o meu concerto entre mim e ti e te multiplicarei grandissimamente.
3 — Então, caiu Abrão sobre o seu rosto, e falou Deus com ele, dizendo:
4 — Quanto a mim, eis o meu concerto contigo é, e serás o pai de uma multidão de nações.
5 — E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai da multidão de nações te tenho posto.
6 — E te farei frutificar grandissimamente e de ti farei nações, e reis sairão de ti.
7 — E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por Deus e à tua semente depois de ti.
8 — E te darei a ti e à tua semente depois de ti a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua possessão, e ser-lhes-ei o seu Deus.
9 — Disse mais Deus a Abraão: Tu, porém, guardarás o meu concerto, tu e a tua semente depois de ti, nas suas gerações.


Hinos Sugeridos: 86 • 127 • 135 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
Deus prometeu que Abrão seria “pai da multidão de na- ções”, mas ele já estava com 99 anos, e sua esposa, estéril, estava com 89 anos. Porém, o Eterno mais uma vez trouxe esperança ao coração de Abrão, afirmando: “E estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações [...]” (Gênesis 17.7). Nesse caso, e nesta oportunidade, veremos que Deus é fiel e cumpre suas promessas no tempo certo.

Palavra-Chave: promessa


I – DEUS MUDA O NOME DE ABRÃO E DE SARAI
1. O novo nome de Abrão. Nos tempos do Antigo Testamento, os nomes dos filhos, em grande parte, não eram escolhidos somente porque os pais achavam os nomes bonitos ou era moda. Existiam vários fatores que influenciavam na escolha, como, por exemplo, a vontade de Deus, as circunstâncias na hora do nascimento ou até mesmo as características físicas do bebê, como no caso de Esaú, que nasceu ruivo e bem cabeludo (Gênesis 25.25). No caso de Abrão, seu nome original significava “pai exaltado”; porém, diante do plano de Deus em sua vida, esse nome não parecia adequado, e o Senhor lhe mudou o nome para Abraão, confirmando que seria pai de multidão (Gênesis 17.4).

2. O novo nome de Sarai. O nome Sarai é hebraico e significa “minha princesa” ou “minha senhora”. Já o novo nome Sara significa “mãe de nações”. Diz a Bíblia: “Disse Deus mais a Abraão: a Sarai, tua mulher, não chamarás mais pelo nome de Sarai, mas Sara será o seu nome. Porque eu a hei de abençoar e te hei de dar a ti dela um filho; e a abençoarei, e será mãe das nações; reis de povos sairão dela” (Gênesis 17.15,16). Podemos ver, por intermédio da vida de Abraão e Sara, que Deus promove mudanças significativas na vida daqueles que nEle confiam e atendem ao seu chamado.

3. O pai da fé riu diante da promessa. Parece que o tempo deixou o coração de Abraão fragilizado, pois, ao ouvir novamente a promessa divina, ele ri e assevera: “[...] A um homem de cem anos há de nascer um filho? E conceberá Sara na idade de noventa anos?” (Gênesis 17.17). A espera prolongada pode entristecer o coração, mas não podemos deixar que a tristeza nos faça esquecer que “para Deus nada é impossível” (Lucas 1.37).


SINOPSE I
Deus muda o nome de Abrão e Sarai de acordo com as promessas que Ele havia feito.

II  A CONFIRMAÇÃO DO CONCERTO DE DEUS COM ABRAÃO
1. O chamado de Deus a Abraão foi especial. O Senhor confirmou o concerto ou pacto com Abraão de modo muito solene, logo após fazer a mudança de seu nome (Gênesis 17.5-8). Podemos ver, por toda a Bíblia, Deus estabelecendo pactos. Você sabe o que significa um pacto? Segundo o Dicionário Bíblico Baker, “é um acordo de compromisso que continha promessas e obrigações específicas”. A primeira vez que vamos encontrar a palavra pacto nas Sagradas Escrituras é em Gênesis 6.18. No Novo Testamento, a palavra pacto significa, literalmente, “Novo Concerto”. No Antigo Testamento, Deus estabeleceu alguns acordos, mas é no Novo Testamento que uma nova promessa e um novo acordo são estabelecidos por intermédio de Jesus Cristo, o Filho de Deus. É importante que tenhamos uma exata compreensão do concerto de Deus com os patriarcas (Abraão, Isaque e Jacó) a fim de que aprendamos como Deus quer que vivamos em aliança inquebrável e perseverante com Ele.

2. Qual o objetivo do concerto com os patriarcas? O propósito único e supremo era trazer salvação, não apenas a uma nação (Israel), mas a toda a raça humana. Deus havia prometido que abençoaria “todas as famílias da terra” por intermédio de Abraão (Gênesis 12.3; 18.18; 22.18; cf. 26.4). O concerto de Deus foi dado ao povo de Israel para que eles pudessem ser a “luz dos gentios”. Deus nunca teve a intenção de privilegiar somente um povo. A graça de Deus era e é para todas as nações (Isaías 49.6; cf. 42.6). Vemos que esse concerto foi executado com êxito por meio de Jesus Cristo e seus discípulos, que, depois da sua ressurreição e ascensão ao céu, transmitiram o Evangelho por todo o mundo (Lucas 2.32 • Atos 13.46-47 • Gálatas 3-8-14).

3. O concerto e as promessas. O pacto de Deus com Abraão viria acompanhado de várias promessas. Observe: Deus seria o escudo e o galardão de Abraão (Gênesis 15.1), lhe daria muitos descendentes (Gênesis 15.5) e também a terra de Canaã como herança (Gênesis 15.7). O Senhor também tem um pacto conosco em Jesus Cristo, e a sua maior promessa e bênção para nós é a salvação da nossa alma. A vida eterna em Cristo é o maior bem que uma pessoa pode receber. No entanto, para recebê-la, é preciso perseverar em Cristo até a morte.


SINOPSE II
Deus confirma seu concerto com Abraão.

III – O PACTO PERPÉTUO DA CIRCUNCISÃO
1. Todo macho será circuncidado. Na renovação do concerto de Deus com Abraão, Ele incluiu o pacto da circuncisão. Deus lhe disse que aquele seria o sinal visível da aliança entre Ele e a descendência de Abraão, uma marca perpétua que lembraria o compromisso da fidelidade de Deus (Gênesis 17.10).

2. Quando deveria ser feita a circuncisão. O bebê, do sexo masculino, deveria ser circuncidado ao completar oito dias de nascido (Gênesis 17.12). A circuncisão é feita entre os judeus até os dias de hoje, sendo realizada por especialistas e com o uso de anestesia.

3. A circuncisão do coração. Em obediência à determinação de Deus, Abraão realizou esse ato em seu filho Ismael, quando este tinha 13 anos e a todos os que estavam na sua casa. Ele próprio também foi circuncidado, quando já estava com 99 anos de idade (Gênesis 17.23-27). 
Não podemos nos esquecer de que a circuncisão física era inútil para aqueles cujo coração permanece “incircunciso” (Jeremias 9.25,26; cf. Romanos 2.25). Mas como é realizada a circuncisão do coração? Ela é realizada quando a pessoa ama ao Senhor por completo e entrega-se a Ele também por completo (Deuteronômio 10.16; 30.6 • Jeremias 4.4 • Romanos 2.29). Na Nova Aliança, somente a circuncisão do coração, mediante a graça e a fé em Jesus Cristo, é capaz de nos fazer levar uma vida de obediência e dedicação ao Senhor.


SINOPSE III
O pacto de Deus com Abraão se torna visível mediante a circuncisão.

 CONCLUSÃO
Vimos nesta lição o pacto que Deus estabeleceu com Abraão e seus descendentes. Toda a humanidade seria abençoada por intermédio de Abraão e do pacto perfeito de Cristo no Novo Testamento. A história de Abraão revela o amor e a misericórdia de Deus para com todos aqueles que têm fé. Sem fé não podemos agradar a Deus e ver as suas promessas sendo cumpridas.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. Cite alguns fatores que, no Antigo Testamento, influenciavam na escolha dos nomes.
Existiam vários fatores que influenciavam na escolha, como, por exemplo, a vontade de Deus, as circunstâncias do nascimento ou até mesmo as características físicas do bebê, como no caso de Esaú, que nasceu ruivo e bem cabeludo (Gênesis 25.25).

2. Qual o significado do nome “Abraão”?
No caso de Abrão, seu nome original significa “pai exaltado”; porém, diante do plano de Deus em sua vida, esse nome não parecia adequado, e o Senhor lhe mudou o nome para Abraão, confirmando que seria pai de multidão (Gênesis 17.4).

3. Qual o significado do nome “Sara”?
Sara significa “mãe de nações”.

4. Qual era o objetivo do concerto com os patriarcas?
O propósito único e supremo era trazer salvação não apenas a uma nação (Israel), mas também a toda a raça humana.

5. Quais as promessas que viriam acompanhadas do pacto de Deus com Abraão?
O pacto de Deus com Abraão viria acompanhado de várias promessas: Deus seria o escudo e o galardão de Abraão (Gn 15.1), lhe daria muitos descendentes (Gênesis 15.5) e também a terra de Canaã como herança (Gênesis 15.7).


LIÇÕES DO TRIMESTRE


SUMÁRIO

Lição 1 - Abraão: Seu Chamado e Sua Jornada de Fé
Lição 2: A Fé de Abraão nas Promessas de Deus
Lição 3: A Impaciência na Espera do Cumprimento da Promessa
Lição 4: A Confirmação de Uma Promessa
Lição 5: O Juízo contra Sodoma e Gomorra
Lição 6: O Nascimento de Isaque
Lição 7: Uma Prova de Fé: A Entrega de Isaque
Lição 8: Isaque: Herdeiro da Promessa
Lição 9: Jacó e Esaú: Irmãos em Conflito
Lição 10: A Experiência Transformadora de Jacó
Lição 11: Jacó: De Enganador a Homem de Honra
Lição 12: A Reconciliação de Jacó com Esaú
Lição 13: O Legado de Fé de Abraão, Isaque e Jacó



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