Pastor Ademar Rodrigues

Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.
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terça-feira, 21 de maio de 2024

LIÇÃO 6 - A OBEDIÊNCIA VERDADEIRA

▶ 2° TRIMESTRE DE 2024 ▶ EBD ADOLESCENTES


LEITURA BÍBLICA
Mateus 21.28-32

A MENSAGEM

Jesus continuou: - Se vocês me amam, obedeçam aos meus mandamentos.

João 14.15

DEVOCIONAL

• Segunda   | Lucas 6.46-49

Terça         | Mateus 5.19

• Quarta       | Deuteronômio 5.29

• Quinta       | 1 Samuel 15.22

• Sexta         | Atos 5.29

• Sábado      | Tiago 1.22

VAMOS DESCOBRIR

Para você a obediência é algo importante? Você gosta de obedecer? Na aula de hoje conversaremos sobre este tema, a partir de uma história sobre dois filhos. Apenas um dos filhos fez a vontade do pai. Essa história fala de relacionamento com o pai e de valores como: falar a verdade X viver em engano; obedecer sinceramente X manter aparência de obediência. Você já esteve em situações em que precisou fazer escolhas difíceis diante de Deus? Vamos ver o que a Bíblia tem a ensinar sobre esses dilemas.

HORA DE APRENDER

O capítulo 21 de Mateus é marcado por três eventos:

1°) a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém (vv.1-11);

2°) a purificação do templo de Jerusalém (vv.12-17); e

3°) a maldição lançada por Jesus sobre uma figueira florida que era infrutífera (vv.18-22).

Depois disso, quando Jesus retornou ao templo para ensinar, “alguns chefes dos sacerdotes e alguns líderes judeus” (v.23) se aproximaram dele e questionaram acerca da origem da autoridade demonstrada por Ele, quando entrou no pátio do Templo e expulsou todos os que compravam e vendiam naquele lugar.

I – JOÃO, JESUS E OS LÍDERES RELIGIOSOS

Jesus se coloca à disposição para esclarecê-los desde que, primeiro, eles lhes respondam a seguinte questão: “Quem deu autoridade a João para batizar? Foi Deus ou foram pessoas?” (v.25). Eles se recusam a responder, pois diziam entre si se dissermos que foi Deus, ele vai perguntar: ‘Então por que vocês não creram em João?’ Mas, se dissermos que foram pessoas, temos medo do que o povo pode fazer, pois todos acham que João era profeta” (w.25,26). Como fica evidente, havia uma declarada hostilidade e rejeição por parte dos líderes oficiais da religião judaica a João Batista e também a Jesus Cristo. Eles não suportavam a mensagem de arrependimento proclamada por eles.

II – A VERDADEIRA E A FALSA OBEDIÊNCIA

Neste contexto, Jesus contou a seguinte história: um pai de família tem dois filhos e uma plantação de uvas para cuidar. Como é de se esperar, esse pai chama os filhos para trabalharem na lavoura, porém, e para sua surpresa, o mais velho diz que não vai, mas, no final acaba indo (Mt 21.29); e, o outro, diz que vai, mas resolve não ir (v.30). Jesus, então, a fim de provocar uma resposta dos seus ouvintes, lhes pergunta: “Qual deles fez o que o pai queria?” (v.31) e o público respondeu: o filho mais velho. A partir dessa parábola, podemos aprender sobre a verdadeira e a falsa obediência.

A verdadeira obediência nasce de um coração arrependido

1. A verdadeira obediência é fruto do arrependimento. O filho mais velho da parábola representa “os cobradores de impostos e as prostitutas” (v.31) que, começaram dizendo “não” ao Pai celestial, vivendo suas vidas como se Ele não existisse ou se importasse. Entretanto, ao ouvirem a pregação e a convocação ao arrependimento eles creram na mensagem, confessaram os seus pecados, foram batizados e inseridos no Reino de Deus (Mc 1.4-8). O arrependimento sincero e verdadeiro é capaz de mudar não apenas a forma de pensar de alguém, mas, sobretudo, a sua maneira de sentir e agir.

2. A falsa obediência é fruto da hipocrisia. O filho mais novo representa os líderes religiosos de Israel que, embora iniciem dizendo “sim” a Deus, não fazem o que Ele ordena, não se arrependem (Mt 3.7-12), confessam a Deus da boca para fora e, por isso, não entram no Reino (Mt 21.32). Eles diziam que estavam dispostos a viver a vontade de Deus, mas deliberadamente a desobedeciam; honravam a Deus com os lábios, mas seus corações e atitudes estavam distantes do Senhor (Mc 7.1,2,6-9). Faziam as coisas para serem vistos pelos homens (Mt 23.1-7), escolhendo viver uma espiritualidade hipócrita. 

Você está vivo porque Deus quer e tem um propósito contigo

A grande lição que aprendemos com essa história é que a verdadeira obediência nasce de um coração arrependido e grato a Deus. E que, ao mesmo tempo, a hipocrisia quando escolhida como companheira de rotina nos conduz para longe de Deus. ouvir; mas, na verdade, sua atitude era falsa. Existem muitos cristãos que têm lábios doces nas respostas, porém seus corações dizem o contrário (1 Jo 3.18). Professam pertencer ao Senhor, mas são desobedientes e rebeldes.

Aprendemos nesta parábola que esses dos dois filhos representam duas classes de pessoas. Uma é aquela que exibe religiosidade, mas não passa de aparência, sem nenhum conteúdo. A outra é aquela classe pecadora, desprezada e discriminada, mas que pode ser alcançada pela graça de Deus porque não tem nada a esconder. Uma é falsa e dissimulada; a outra é pecadora, mas é autêntica, e não esconde o seu pecado. A graça de Deus é para todos” (CABRAL, Elienai. Parábolas de Jesus – Advertências para os dias de hoje. Rio de Janeiro: CPAD, Ia Ed. 2005, p. 134-135).

III – DEUS TEM UM PROPÓSITO PARA SUA VIDA

Enquanto os líderes religiosos estavam sendo acusados de rejeitar a obra de Deus, os pecadores, estavam ouvindo o chamado de Deus, se arrependendo dos seus pecados e se colocando à disposição de Deus para que o Reino viesse, com todo o seu poder. De forma que podemos entender que a convocação para trabalhar na plantação de uvas do pai equivale a estar comprometido e engajado nos projetos de Deus para o mundo. É importante que você saiba que sua vida não é fruto do acaso (Sl 139.13,14).

Você não está vivo por mérito ou por acidente. Você está vivo porque Deus quer e tem um propósito contigo. Você foi salvo por Cristo. E, por isso, Ele espera que você pratique boas obras, que glorifiquem a Deus (Ef 2.8-10). Entenda que Deus quer usar sua inteligência, seu temperamento, sua dor, sua alegria, suas redes sociais, seus relacionamentos, sua família e tudo o que você tem para glória dEle e para a salvação dos perdidos. Deus escolheu você para ser um cooperador do Reino!

CONCLUSÃO

Sempre que o Evangelho do Reino for pregado haverá pecadores que se renderão à graça perdoadora de Deus e se voltarão para Cristo Jesus. De igual modo, haverá também pessoas relutantes que ignorarão o chamado ao arrependimento e a obediência verdadeira. Que o Senhor tenha misericórdia de nós e nos conduza à obediência verdadeira! Que sejamos o (a) filho (a) que ouve o chamado do Pai e obedece, pois sua vontade é perfeita.

VAMOS PRATICAR

1. De acordo com a lição classifique as frases abaixo como falsas (F) ou verdadeiras (V):

(F) A falsa obediência é fruto do arrependimento.

(V) Havia uma declarada hostilidade e rejeição por parte dos líderes oficiais da religião judaica a João Batista.

(V) O filho mais velho fez a vontade do pai.

(V) A verdadeira obediência é fruto do arrependimento.

(V) Você está vivo porque Deus quer e tem um propósito contigo.

PENSE NISSO

Obedecer é um principio fundamental e inegociável da Palavra de Deus. É impossível pensar em alguém bem- -sucedido no Reino de Deus que tenha escolhido viver em desobediência. Por essa razão, a grande manchete do Remo é o chamado ao arrependimento, ou seja, a uma mudança radical da mente e de atitudes. Seja um (a) filho (a) de Deus obediente a sua voz. 

SETE DAS MUITAS RAZÕES PARA VOCÊ SEGUIR JESUS!


Muitas vezes as pessoas não dão importância para Jesus. Vêem as outras pessoas indo para a igreja e perguntam "para que ir para a igreja"?

Essas pessoas não entendem que somos chamados não para simplesmente ir para a igreja, mas sim, para seguir Jesus.

Mas por que devemos seguir Jesus?

Muitas são as razões para seguirmos Jesus. 

13 Ele nos libertou do poder da escuridão e nos trouxe em segurança para o Reino do seu Filho amado. 

14 É ele quem nos liberta, e é por meio dele que os nossos pecados são perdoados.

Colossenses 1.13:14

Neste breve estudo, no entanto, apresento apenas sete dessas muitas razões. Vejamos:

1 - Devemos seguir Jesus Porque Ele nos ama

16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
João 3:16

2 - Devemos seguir Jesus Porque sem Ele nada podemos fazer

5 Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.
João 15:5

3 - Devemos seguir Jesus Porque Ele é o único que nos purifica do pecado

29 No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
João 1:29

4 - Devemos seguir Jesus Porque Ele é o único mediador entre Deus e os homens

5 Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.
1 Timóteo 2:5

5 - Devemos seguir Jesus Porque Ele anulou a conta da nossa dívida

13 Antigamente vocês estavam espiritualmente mortos por causa dos seus pecados e porque eram não judeus e não tinham a lei. Mas agora Deus os ressuscitou junto com Cristo. Deus perdoou todos os nossos pecados 

14 e anulou a conta da nossa dívida, com os seus regulamentos que nós éramos obrigados a obedecer. Ele acabou com essa conta, pregando-a na cruz. 

15 E foi na cruz que Cristo se livrou do poder dos governos e das autoridades espirituais. Ele humilhou esses poderes publicamente, levando-os prisioneiros no seu desfile de vitória. 

Colossenses 2.13:15

6 - Devemos seguir Jesus Porque Ele morreu por amor a nós!

e andai em amor, como também Cristo vos amou e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave.

Efésios 5:2 

Jesus verdadeiramente nos ama (muito antes de nós o amá-lo):

Nós o amamos porque ele nos amou primeiro.

1 João 4:19

34 Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.

35 Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.

João 13.34:35

7 - Devemos seguir Jesus Porque Ele nos dá a Salvação

12 E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.

Atos 4:12

▶ A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vocês!


SE CRISTO COMIGO VAI




segunda-feira, 13 de maio de 2024

LIÇÃO 6 - AS NOSSAS ARMAS ESPIRITUAIS

 2° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS

HINOS SUGERIDOS: 212 • 225 • 305 - DA HARPA CRISTÃ

TEXTO ÁUREO

Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas.”
(2 Coríntios 10.4)

VERDADE PRÁTICA

Diante da batalha espiritual, temos poderosas armas espirituais à nossa disposição: a Palavra de Deus, a Oração e o Jejum.

LEITURA DIÁRIA

Segunda | Efésios 6.1:2 As armas de crente são espirituais e devem ser usadas na jornada

Terça | 1 Pedro 5.8 O Inimigo apresenta diversas estratégias contra nós

Quarta | Mateus 4.4 • 1 Pedro 2.2 A Palavra de Deus, uma poderosa arma espiritual

Quinta | Salmos 55.17 • Efésios 6.18 A Oração, urna arma espiritual Indispensável

Sexta | Mateus 4.1:4 • Atos 13.2:3 O Jejum, um instrumento espiritual indispensável na caminhada

Sábado | 2 Timóteo 3.36 • João 17.9,20:22 • Atos 14.33 Estudando a Palavra, orando e jejuando

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Lucas 4.1-4, 16-20

Lucas 4

1- E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto.

2 - E quarenta dias foi tentado pelo diabo, e, naqueles dias, não comeu coisa alguma, e, terminados eles, teve fome.

3 - E disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme em pão.

4 - E Jesus lhe respondeu, dizendo: Escrito está que nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra de Deus.

terça-feira, 7 de maio de 2024

LIÇÃO 5 - O REINO DE DEUS E AS SEMENTES

▶ 2° TRIMESTRE DE 2024 ▶ EBD ADOLESCENTES 

LEITURA BÍBLICA
Marcos 4.26-34

A MENSAGEM

Jesus disse: O Reino de Deus é como um homem que joga a semente na terra.

Marcos 4.26

DEVOCIONAL

• Segunda | Mateus 13.24-26,30

Terça       | Lucas 13.18,19

Quarta     | Lucas 17.20,21

• Quinta     | Marcos 1.14,15

• Sexta       | Mateus 6.33

• Sábado    | 1 Coríntios 3.6-9

VAMOS DESCOBRIR

Você sabe explicar com suas palavras o que é o Reino de Deus? Hoje vamos estudar sobre esse tema. Jesus contou muitas histórias para explicar verdades profundas sobre o seu Reino. A partir de duas parábolas contadas por Jesus, abordaremos questões como o crescimento invisível, porém, constante do Reino e seu início inexpressivo como um grão de mostarda e seu resultado final Vamos lá?!

HORA DE APRENDER

Hoje estudaremos duas histórias que fazem parte de um conjunto ainda maior de parábolas conhecidas como “parábolas do Reino”. Nesta lição, trataremos de apenas duas. Em ambas, Jesus compara o seu Reino às pequenas sementes.

I – O REINO DE DEUS

Afinal de contas, o que é o Reino de Deus? Você já parou para pensar nisso? De forma simples e objetiva, o Reino de Deus é a intervenção divina na História da humanidade para cumprir os seus propósitos redentores. Esse conceito nasceu na esperança judaica do Antigo Testamento, de uma ação divina que dava fim à presente era (marcada pelo pecado, dor, doença, atuação maligna) introduzindo um novo tempo (caracterizado pela presença do Espírito, da justiça, saúde e paz). Ou seja, os judeus aguardavam pelo fim, pois o fim também significava um novo começo – o início de uma nova história com Deus, o tempo do seu reinado.

Assim, podemos ver que o Reino de Deus é tanto presente, quanto futuro. Ao analisarmos os ensinamentos de Jesus, fica evidente a existência de uma tensão entre o Reino que chegou e o Reino que está por vir. Ele descreveu o Reino como algo presente (Lc 17.21; Mc 1.14; Mt 12.28), mas também como uma expectativa futura (Mt 6.10,33; 8.11; Mc 9.47). Na tentativa de traduzir essa tensão é que os teólogos falaram do Reino como “já” em relação a sua instauração presente e “ainda não” em relação a sua consumação futura. Por enquanto, aguardamos paciente e esperançosamente a consumação desse Reino (Rm 8.18-25; Fp 3.20,21; 1 Ts 1.9,10), enchendo-nos da presença do Espírito Santo.

O Reino é sinônimo da atividade de Deus

II – O REINO É COMO UMA SEMENTE

Jesus contou uma pequena parábola, que é narrada unicamente por Marcos (4.26-29). É a história do homem que lança a semente sobre a terra e, independentemente do seu esforço, acordado ou dormindo, ela brota e cresce, e, quando menos espera, seus frutos estão maduros e prontos para a colheita. Aqui temos algumas lições importantes sobre o Reino de Deus para aprender. Jesus diz que com o Reino de Deus também é assim; ao ser semeado nos corações, misteriosa e secretamente, ele vai crescendo e tomando forma, até que seus frutos sejam visíveis e abundantes.

De maneira que, assim como o lavrador precisa reconhecer seus limites, precisamos também aprender e aceitar que somente Deus é quem tem o controle de tudo. Nós somos apenas aqueles que lançam a semente e não temos o poder de fazê-las crescer e frutificar no tempo que queremos. Às vezes, algumas dão resultados rápidos, e outras demoram. No entanto, é o Senhor Todo-Poderoso que tem o domínio sobre todo o processo. O próprio Jesus, ao falar sobre o papel do Espírito Santo, disse que é Ele que “[…] convencerá as pessoas do mundo de que elas têm uma ideia errada a respeito do pecado e do que é direito, justo e também do julgamento de Deus” (Jo 16.8).

Como fica claro, nosso papel é semear, porém, o crescimento do Reino é responsabilidade exclusiva de Deus (1 Co 3.6,7). Em vez de ficarmos aflitos, devemos ter paciência, confiança e expectativa naquilo que vai acontecer sob a supervisão divina. Afinal de contas, o tempo de espera chegará ao fim e a colheita será efetuada (Mc 4.29). Assim também é com o Reino de Deus, chegará um tempo em que as inúmeras sementes espalhadas sobre a face da Terra crescerão e darão frutos em abundância e a colheita final, então, acontecerá; e o Reino que já teve início terá sua consumação final. Essa é nossa esperança.

Nós somos apenas aqueles que lançam a semente

III – O CRESCIMENTO DO REINO

Seguindo seus ensinamentos sobre o Reino de Deus, Jesus lhes propôs outra parábola (Mc 4.30-32). E essa é tão cativante como a anterior. Agora, Ele recorre à semente de mostarda, a menor das hortaliças da Palestina naquela época. A mostarda, uma vez semeada, “cresce muito até ficar a maior de todas as plantas. E os seus ramos são tão grandes, que os passarinhos fazem ninhos entre as suas folhas” (v.32). Como é possível notar, a história de Jesus dá um destaque tanto ao tamanho inexpressível da semente quanto ao resultado que ela produz, pois assim como o minúsculo grão de mostarda é capaz de produzir um enorme arbusto com até quatro metros de altura, assim também é o Reino de Deus, que no tempo oportuno revelará toda sua grandeza e efetividade.

O Reino que teve um início pequeno (como uma semente de mostarda) na Palestina com Jesus e os doze discípulos, logo começou a dar seus primeiros frutos em Atos dos Apóstolos (4.4; 5.14; 6.7) e tem crescido consistentemente no coração de milhares e milhares de pessoas espalhadas por toda Terra. Com essa parábola, o Senhor estava encorajando seus discípulos a permanecerem firmes e constantes, apesar de toda perseguição, incompreensão e deboche que estivessem recebendo, pois, o Reino que era pequeno cresceria em tamanho e em influência.

CONCLUSÃO

O Reino já está presente entre nós. Como uma semente que cresce de forma misteriosa, esse Reino continua crescendo, dia após dia. Você faz parte desse Reino!

VAMOS PRATICAR

1. Complete:

Jesus diz que com o Reino de Deus também é assim, ao ser semeado nos corações, misteriosa e secretamente ele vai crescendo e tomando forma até que seus frutos sejam visíveis e abundantes.

2. Quanto ao crescimento do Reino de Deus diga se a afirmativa é verdadeira (V) ou falsa (F):

(V) Nós, somos apenas aqueles que lançam a semente, mas não temos o poder de fazê-las crescer e frutificar no tempo que queremos.

(F) O Senhor nos encoraja a permanecermos firmes e constantes, apesar de toda dificuldade, pois o Reino que é pequeno e continuará pequeno e sem qualquer influência.

PENSE NISSO

ACREDITE!

Você faz parte do Reino de Deus. Este Reino está vivo, operante e crescente. Em breve o Rei virá. No tempo certo, Ele dominará sobre tudo e todos para todo o sempre e você fará parte desse reinado. Não troque o Reino de Deus, que é eterno, por nada deste mundo. 

segunda-feira, 6 de maio de 2024

LIÇÃO 5 - OS INIMIGOS DO CRISTÃO

 2° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS

HINOS SUGERIDOS: 4 • 33 • 581 - DA HARPA CRISTÃ

TEXTO ÁUREO

Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito. Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros.
Gálatas 5.25,26

VERDADE PRÁTICA

Na jornada da fé há inimigos que tentam nos atrapalhar: o Diabo, a Carne e o Mundo; mas em Cristo somos mais que vencedores.

LEITURA DIÁRIA

Romanos 6.11-14; 1 João 2.15-17

Segunda | Mateus 13.39 • Lucas 11.18 A realidade bíblica do Inimigo de nossas almas

Terça Mateus 4.1-12 Como tentador, o Diabo atua para desestabilizar o crente

Quarta | Gálatas 5.19; 6.8 A realidade bíblica da Carne como inimiga da jornada

Quinta | 1 João 2.16 | Concupiscência da carne, dos olhos e soberba da vida

Sexta | João 12.31; 15.18 O mundo como sistema que procurar oprimir o crente

Sábado Tiago 5.7 É preciso sujeitar-se a Deus e resistir o Diabo

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Romanos 6

11 - Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus, nosso Senhor.

12 - Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências;

13 - Nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniquidade, mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça.

14 - Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça.

1 João 2

15 - Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.

16 - Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.

17 - E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.

■  INTRODUÇÃO

Na jornada da vida cristã nos deparamos com perigos que ameaçam a trajetória do nosso caminho para o céu. Nela, encontramos três inimigos que buscam nos atrapalhar: o Diabo, a carne e o mundo. O Diabo e o mundo estão do lado externo de nossa trajetória; a carne, porém, está do lado de dentro: é a nossa natureza pecaminosa. Por isso, nesta lição, estudaremos esses três inimigos da Jornada da Vida Cristä.

Palavra Chave: Inimigos

1 - O PRIMEIRO INIMIGO DO CRISTÃO: O DIABO

1. O Diabo é real. A existência do Diabo como pessoa é descrita desde o primeiro livro da Bíblia. No Antigo Testamento, as ações de Satanás são descritas em Gênesis, 1 Crônicas, Jó, Salmos, Isaías, Ezequiel e Zacarias. O Novo Testamento mostra a atuação do Diabo por cerca de 25 vezes das 29 passagens dos Evangelhos em que Jesus o menciona. Em seu ministério, nosso Senhor atesta a realidade de Satanás (Mt 13.39; Lc 11.18).

2. A descrição de Satanás. As Escrituras Sagradas descrevem Satanás como um ser espiritual que pertencia a uma ordem angelical dos querubins, sendo o mais exaltado deles (Ez 28.12,14). Em Judas 9, por ele pertencer a uma ordem elevada, está registrado que o Arcanjo Miguel contendeu com Satanás a respeito do corpo de Moisés, mas não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele. De fato, Satanás é o chefe dos anjos caídos. Ele possui poder, porém, suas ações estão limitadas, mas é visto como o deus deste século, o príncipe da potestade do ar (2 Co 4.4; Ef 2.2). Também podemos afirmar que Satanás é um ser que possui personalidade, ou seja, ele tem inteligência (2 Co 11.3), raiva (Ap 12.17), desejos (Lc 22.31) e vontade própria (Is 14.13,14; 2 Tm 2.26). Nosso Senhor considerava Satanás como uma pessoa e, por isso, usou pronomes pessoais para se referir a ele (Mt 4.1-12; cf. Jó 1.6-12; 2.1-4).

A existência do Diabo como pessoa é descrita desde o primeiro livro da Bíblia.

3. A identidade do Inimigo. Podemos conhecer o Inimigo por meio dos nomes que a Bíblia usa para descrevê-lo: Serpente, refere-se a sua sagacidade e astúcia (Gn 3.1; Ap 12.9); Satanás, mencionado 52 vezes, adversário ou opositor (Zc 3.1; Mt 4.10; Ap 20.2); Diabo, aparece 35 vezes, acusador (Mt 4.1; Ef 4.27); Maligno, revela o seu caráter (1 Jo 5.18,19); Dragão Vermelho, revela sua ferocidade (Ap 12.3,7,9,10); Tentador, ação tentadora no campo da mentira e da imoralidade (At 5.3; 1 Co 7.5); Enganador (Ap 12.9; 20.2,3); Belzebu, chefe dos demônios (Lc 11.15); Belial, pessoa má, sem valor (Jz 19.22; 1 Sm 30.22; 2 Co 6.15). Esses nomes revelam uma natureza cruel, perversa e destruidora do nosso inimigo.

SINOPSE I

O primeiro inimigo do cristão, o Diabo, é descrito na Bíblia como um ser real.

II - O SEGUNDO INIMIGO DO CRISTÃO: A CARNE

1. Conceito bíblico de carne. Há quatro definições para a palavra “carne” na Bíblia: 1) o tecido muscular do corpo humano e dos animais (Gn 2.21); 2) о corpo humano inteiro (Ex 4.7); 3) o ser humano segundo a sua fragilidade e mortalidade (Sl 78.39); 4) a natureza humana pecaminosa (Gl 5.19; 6.8). Dentre muitas perspectivas da palavra carne na Bíblia, a expressão “concupiscência da carne” tem grande relevância (1 Jo 2.16). Quando o apóstolo João usa esse termo, ele se refere à satisfação carnal em todas as suas dimensões: glutona- rias, sensualidade, bebedeira, relações sexuais ilícitas. A expressão revela que não há critério ou norma moral num contexto em que a busca pelo prazer individual dita a tendência. É o egoísmo em grau elevado.

2. A Carne no Novo Testamento. Na perspectiva do Novo Testamento, o termo grego sarx, isto é, “carne”, é uma referência direta à totalidade da natureza humana pecaminosa, à parte – de Deus, degradada, sem a presença do Espírito Santo. Em suas cartas, o apóstolo Paulo evidencia o que uma natureza dominada pela carne pode produzir (Gl 5.19-21; Cl 3.5,9). A carne opõe-se a Deus e aos seus propósitos, pois ela tenciona caminhar de modo independente do Altíssimo; seu desejo e vontade estão fora dos planos divinos, ela faz com que o ser humano aja como se fosse o próprio Deus.

3. A perspectiva doutrinária da palavra carne.  Doutrinariamente, a “carne” é a natureza humana depois da queda de Adão. Como vimos, a expressão “carne” pode ser usada para se referir ao corpo humano (1 Co 15.39), mas também à natureza pecaminosa (Rm 8.6). Nesse sentido, embora uma mesma palavra possa trazer sentidos diferentes, não há razão de confundir-se entre “carne” como corpo e “carne” como natureza pecaminosa, pois o que é produzido pela natureza pecaminosa, logo, é reconhecido como por exemplo: a idolatria é uma obra da carne, ou seja, da natureza humana pecaminosa (Gl 5.20).

SINOPSE II

O segundo inimigo do cristão, a Carne, pode se referir ao corpo, mas também à natureza humana caída.

III - O TERCEIRO INIMIGO DO CRISTÃO: O MUNDO

1- Perspectivas bíblicas da palavra “mundo”. Há cinco conotações bíblicas para a palavra mundo: 1) a terra (Sl 24.1); 2) o conjunto das nações conhecidas (1 Rs 10.23); 3) a raça humana (Sl 9.8; Jo 3.16); 4) o universo (Rm 1.20); 5) os que se opõem a Deus. Esses têm o Diabo como chefe e vivem na impiedade (Jo 12.31; 15.18). De modo geral, a Bíblia usa a palavra “mundo” para descrever duas grandes realidades: a) o planeta Terra em que habitamos (SI 19.4); b) as pessoas que vivem de maneira independente de Deus. A passagem de 1 João 2.15, quando diz para “não amarmos o mundo”, a ideia é a de uma sociedade separada de Cristo e que se manifesta contrariamente a Deus, pois está dominada pelos vícios mais infames, e cujas ações não condizem com a vontade de Deus. Na epístola, esses vícios são classificados em três níveis: concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e a soberba da vida.

2. Três níveis de vícios infames. As concupiscências da carne, dos olhos e a soberba da vida são níveis de vícios infames que todo cristão encontrará diante de sua jornada:

a) A concupiscência da carne. A concupiscência da carne tem a ver com a natureza humana completamente dominada pelo pecado, corrompida, decaída, todo ato do corpo para fins maléficos e imorais.

b) A concupiscência dos olhos. A concupiscência dos olhos tem a ver com tudo o que envolve a mente e a imaginação.

Ela cria o desejo pelas coisas pecaminosas oferecidas pela mídia, música, filmes, literatura, a arte para ceder aos desejos carnais.

c) A soberba da vida. Esse nível de vício expressa a autoglorificação do homem no pecado, denotando seu egoísmo, vanglória e ateísmo. É o homem da atualidade desprezando o Criador em oposição deliberada.

3. Vencendo o mundo. Há um sistema carnal que age sob o controle do Maligno, que busca nos remover do caminho que leva ao céu por meio de ideologias anticristãs, estilos de vidas que não glorificam a Deus e formas contrárias aos valores do Evangelho. Para vencer essas investidas é preciso ter uma vida cheia do Espírito (Ef 5.18). É preciso também viver plenamente em Cristo Jesus, fazendo a vontade de Deus (Mt 7.21). Sendo assim, precisamos nos sujeitar a Ele, resistir ao Diabo, pois temos a sublime promessa: “ele fugirá de vós” (Tg 5.7).

SINOPSE III

O terceiro inimigo do cristão, o Mundo, apresenta três níveis de vícios infames: a concupiscência da carne, dos olhos e a soberba da vida.

■  CONCLUSÃO

O apóstolo Pedro nos adverte a respeito do plano do inimigo em nos tragar (1 Pe 5.8) com o objetivo de destruir a obra realizada por Cristo em nossas vidas. Ele quer enfraquecer a nossa caminhada rumo aos céus. A ação diabólica é feita mediante aos ataques do Inimigo. Então, para não ceder aos seus ardis, precisamos viver constantemente sob a presença do Espírito Santo, preparados e fortalecidos em Deus (Gl 5.16; Ef 6.10).

REVISANDO O CONTEÚDO

1. O que o Senhor Jesus atestou em seu ministério? 

Em seu ministério, nosso Senhor atesta a realidade de Satanás (Mateus 13.39 • Lucas 11.18).

2. Cite ao menos três nomes em que podemos conhecer o Inimigo na Bíblia. 

Serpente, adversário e Maligno.

3. O que a expressão “concupiscência da carne” revela?

A expressão revela que não há critério ou norma moral num contexto em que a busca pelo prazer individual dita a tendência. É o egoísmo em grau elevado.

4. Qual a perspectiva do Novo Testamento em relação a palavra grega sárx, ou seja, carne?

Na perspectiva do Novo Testamento, o termo grego sárx, isto é, “carne”, é uma referência direta à totalidade da natureza humana pecaminosa, à parte de Deus, degradada, sem a presença do Espírito Santo.

5. De acordo com a lição, quais são os três níveis de vícios infames?

A concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida. 

AVALIAÇÃO

sexta-feira, 3 de maio de 2024

LIÇÃO 4 - UMA HISTÓRIA SOBRE GRAÇA E RESPONSABILIDADE

▶ 2° TRIMESTRE DE 2024 ▶ EBD ADOLESCENTES 


LEITURA BÍBLICA
Mateus 18.23-35

A MENSAGEM

“Não fiquem irritados uns com os outros e perdoem uns aos outros, caso alguém tenha alguma queixa contra outra pessoa. Assim como o Senhor perdoou vocês, perdoem uns aos outros.” 

Colossenses 3.13

DEVOCIONAL

• Segunda  | Efésios 4.32

• Terça        | Colossenses 3.12-14

• Quarta      | Lucas 7.41-43,47

• Quinta      | Mateus 5.7

• Sexta        | 2 Coríntios 2.5-8

• Sábado     | Romanos 12.14-21

PONTO DE PARTIDA

Alguém já disse que perdão é graça encarnada. Por quê? Porque graça é favor imerecido, é o ato de dar algo a alguém que não merece receber, é Deus estendendo a mão para resgatar quem não merece e nos ensinando a tomar a mesma atitude para seguir a caminhada sem o peso do ressentimento, da mágoa e do ódio. Hoje falaremos sobre a graça de ser perdoado e a responsabilidade de oferecer perdão aos nossos ofensores. Por mais dolorosa e difícil que seja a prática dessa virtude cristã, ela é imprescindível, uma vez que Deus não mediu esforços para nos perdoar. Que o Senhor nos fortaleça em graça, trazendo consciência, arrependimento e quebrantamento a cada coração quando precisamos perdoar alguém.

VAMOS DESCOBRIR

Você sabe o que é perdão? Você já precisou pedir perdão a alguém? O perdão nunca foi um caminho fácil de ser percorrido; caso fosse, seu preço não seria a cruz. Somente aqueles que sofreram a dor de ser traídos, decepcionados, enganados, caluniados, trapaceados ou machucados sabem o quanto é difícil lidar com esse tema. Na aula de hoje, falaremos sobre a graça de receber o perdão e a responsabilidade de compartilhá-lo com o próximo.

HORA DE APRENDER

A lição de hoje está focada na parábola do empregado mau. Jesus contou essa história em um contexto muito interessante. Foi assim: após ouvir Jesus falar sobre a importância da correção de um irmão que erra, Pedro, um discípulo de Jesus, questiona quantas vezes deveria perdoar a um irmão. Ele sugere que sete vezes era uma boa quantidade. Confiante que sua proposta era suficiente, Pedro é, de certa forma, surpreendido por Jesus ao ser ensinado que ele deveria perdoar quantas vezes fosse necessário (Mt 18.21,22).

Jesus, então, lhe conta uma história para ilustrar a importância do perdão e a gravidade em sonegá-lo a quem precisa (vv. 23-35). Certamente Jesus sabia da complexidade desse tema, mas não deixou de tratá-lo. A parábola do empregado mau nos mostra reflexões profundas sobre a nossa condição de pecadores e o ato deliberado e gracioso de Deus em nos perdoar. Além disso, ensina também a resposta que o Senhor espera que ofereçamos ao nosso próximo. Vejamos:

I - O REI PERDOA A DÍVIDA COM UM ATO DE GRAÇA

Um rei resolveu fazer um acerto de contas com os seus empregados. Ao analisar sua “listagem de devedores”, observa que no topo da lista tem um que deve milhões de moedas de prata. Em função do tamanho de sua dívida, sabendo que não teria condições de pagá-lo, o rei, ao invés de sentenciá-lo à morte, ordena que o servo, sua esposa e seus filhos sejam vendidos como escravos. O servo, então, suplica desesperadamente por tempo para pagar o que deve. Entretanto, o rei move-se de compaixão e resolve, deliberadamente, perdoar a dívida e deixar o servo ir embora. Essa primeira parte da história nos ensina duas importantes lições:

1. Todos temos uma dívida impagável. Segundo Jesus, a dívida do servo era de “milhões de moedas de prata” (v.24). Além do rei, pouquíssimas pessoas seriam capazes de possuir uma quantia como essa. Tal valor era impossível de ser quitado, ainda que esse servo trabalhasse durante toda sua vida. Jesus usa esse valor exorbitante para ilustrar o tamanho da nossa dívida com Deus. Afinal de contas, nossos pecados são tão imensos aos olhos do Senhor quanto a dívida do servo com o rei da parábola. Como diz a Escritura “todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus” (Rm 3.23)

2. Todos carecemos de uma atitude graciosa. O rei, movido de compaixão, perdoa a dívida contraída e libera o servo para viver em paz o resto dos seus dias com sua família. Assim como o rei, o nosso Deus, por graça, bondade e generosidade, resolveu perdoar nossa dívida enviando o seu Filho para morrer pelos nossos pecados (Jo 3.16; Rm 4.25) e, com base na sua justiça, nos reconciliar consigo mesmo (2 Co 5.19); e agora “[…] Deus perdoou todos os nossos pecados e anulou a conta da nossa dívida, com os seus regulamentos que nós éramos obrigados a obedecer. Ele acabou com essa conta, pregando-a na cruz” (Cl 2.13,14)

Deus perdoou todos os nossos pecados e anulou a conta da nossa dívida

II - O SERVO PERDOADO NEGA PERDÃO AO SEU PRÓXIMO

Seguindo a história, ao sair feliz e vitorioso da audiência com o Rei, algo inacreditável aconteceu com o servo perdoado. Ele encontrou um companheiro de trabalho, servo como ele, que lhe devia, em comparação com a sua dívida, um insignificante valor de “cem moedas de prata” (Mt 18.28). Para a surpresa de todos que testemunhavam o encontro, o servo agraciado pelo rei se mostrou insensível, indiferente e intolerante à súplica do companheiro devedor. Infelizmente ele decidiu negar ao outro aquilo que havia recebido: o perdão.

Assim como era inimaginável a possibilidade do perdão do rei ao primeiro servo, seria impossível pensar que ele reagiria dessa maneira com o companheiro. Ele havia sido grandemente perdoado e agora, na primeira oportunidade de compartilhar o perdão, ele resolve viver como se nada tivesse acontecido em sua vida e lança na prisão alguém por lhe dever “migalhas”. Infelizmente, esta segunda parte da história nos mostra que é possível fazermos pouco caso do perdão recebido graciosamente.

Não fiquem irritados uns com os outros e perdoem uns aos outros

III - AS CONSEQUÊNCIAS DE SONEGAR PERDÃO

Jesus termina a história falando sobre a indignação do rei ao ficar sabendo da atitude indesculpável do primeiro servo. O rei que anteriormente agiu graciosamente, agora, aplica a lei com todo rigor e envia o servo ingrato à “cadeia a fim de ser castigado até que pagasse toda a dívida” (v.34). Um Deus de misericórdia e compaixão não pode aceitar, como seus filhos, homens e mulheres desprovidos de misericórdia e compaixão. Como vimos, aquele que não perdoa é castigado.

Todo aquele que recebeu peraão deve estar pronto a perdoar

CONCLUSÃO

Cada cristão deve se identificar com o servo que devia grande valor ao rei e ver as pessoas que, de alguma forma lhe prejudicam, como o segundo servo. De maneira que a nossa dívida perdoada por Deus é tão grande que qualquer tentativa de recusar o perdão a outras pessoas é tão triste quanto o comportamento do servo incompassível da parábola. Todo aquele que recebeu perdão deve estar pronto a perdoar quem quer que esteja em débito, e deve fazê-lo de todo o coração. Você foi perdoado para ser um perdoador!

VAMOS PRATICAR

1. Segundo a lição, o que acontece com aquele que não perdoa ao próximo? 

Aquele que não perdoa é castigado.

2. Responda com (C) Certo ou (E) Errado:

(C) Você foi perdoado para ser um perdoador.

(E) Aquele que perdoa é castigado.

(C) Cada cristão deve se identificar como o servo que devia grande valor ao rei.

(E) Não precisamos da graça de Deus para nos salvar.

PENSE NISSO

Hoje, o Espírito Santo está nos dando a oportunidade de confessar os nossos pecados, nos arrepender e nos dirigir o quanto antes àqueles que nos ofenderam para lhes oferecer aquilo que de Deus temos recebido: o perdão. Não se esqueça: O perdão é o caminho pavimentado pelo próprio Cristo para nos conduzir da dor à paz.

LIÇÃO 4 - COMO SE CONDUZIR NA CAMINHADA

 2° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS

HINOS SUGERIDOS: 28 • 126 • 378 - DA HARPA CRISTÃ

TEXTO ÁUREO

“Andai com sabedoria para com os que estão de fora, remindo o tempo.” 
(Colossenses 4.5)

VERDADE PRÁTICA

A jornada para Céu deve ser feita com prudência e sabedoria num contexto de oposição à nossa maneira de viver.

LEITURA DIÁRIA

Segunda | João 13.15 | O Senhor Jesus como nosso modelo de vida

Terça | João 4.34; 6.38; 17.4 Fazendo a vontade do Pai na caminhada

Quarta 1 Coríntios 9.24-27 A jornada espiritual semelhante à de um atleta

Quinta | Provérbios 9.9,10 | A necessidade da prudência na caminhada

Sexta | Efésios 2.2,3 | Não podemos trilhar o caminho dos néscios na jornada

Sábado | Colossenses 4.5 | Remindo o tempo ao longo da caminhada

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Efésios 5.15-17

15 – Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios,

16 – remindo 0 tempo, porquanto os dias são maus.

17 – Pelo que não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor.

■  INTRODUÇÃO

Na jornada da vida cristã o Pai Celestial estabelece o padrão de conduta para a vida eterna. Ele sinaliza como devemos agir ao longo desse caminho para o Céu. Por isso, como evidência do seu amor e cuidado, preparando tudo para que trilhem os bem o caminho da verdade, o Pai nos corrige em nossa jornada cristã. Por isso, nesta lição, estudaremos a respeito de como devemos nos conduzir pelo caminho que nos leva ao Céu.

Palavra-Chave: Conduta

I - O PADRÃO DE CONDUTA NA CAMINHADA CRISTÃ

1. Jesus como nosso padrão de conduta. Antes de analisarmos o texto bíblico de Efésios 5, cabe-nos refletir a respeito de um padrão geral de conduta para fazer a vontade do Pai nesta caminhada cristã. Há um padrão que o Senhor Jesus espera de seus discípulos para fazer a vontade de Deus nesta vida? A palavra “padrão” expressa uma norma determinada por consenso, ou por uma autoridade oficial, que se torna base de comparação consagrada como modelo a ser seguido. O Senhor Jesus ensinou o seguinte: “ Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (João 13-15). Ora, esse texto expressa que Ele é o nosso modelo de conduta, o nosso padrão de vida. Sim, há um padrão de conduta que tem como base o nosso Senhor e quem deseja fazer a vontade de Deus neste mundo deve olhar para Jesus, o autor e consumador da nossa fé (Hb 12.2).

2. Fazendo a vontade de Deus. Como Filho de Deus, Jesus procurou agradar ao Pai na jornada desta vida, fazendo sempre a sua vontade (João 4.34; 6.38; 17.4). Não por acaso, nosso Senhor nos incentivou a buscar a vontade do Pai na oração que Ele ensinou aos discípulos, o “ Pai Nosso” (Mt 6.10; cf. Mt 26.39,42). Aos olhos humanos, parece muito difícil andar no padrão divino de Cristo. Entretanto, isso é possível quando buscamos o auxílio do alto, conforme oração ensinada por Ele (Mt 6.9-13). Logo, o cristão que deseja ir para o céu procura fazer a vontade de Deus, deixando de lado o caminho do egoísmo, do orgulho e da vaidade; procurando se aproximar e praticar a “ Lei de Ouro” ensinada pelo nosso Senhor: “ tudo o que vós quereis que os homens vos façam fazei-lo também vós” (Mt 7.12; cf. Rm 13.8,10).

3. Uma vida cristã bem-sucedida. A respeito da vida cristã, o apóstolo Paulo disse que estamos numa “ competição espiritual” e, por isso, devemos procurar o caminho certo para nos acharmos qualificados (1 Co 9.24-27). Dessa forma, o cristão possui um padrão que o levará a uma vida espiritual bem-sucedida. Sabemos que pessoas bem-sucedidas procuram espelhar-se em outras pessoas ilustres, equilibradas e resilientes (cf. 1 Co 11.1). Ora, em Cristo Jesus temos esse padrão e modelo. Ele foi resiliente, equilibrado e ilustre até a morte, de modo que o apóstolo Paulo escreveu sobre o nosso Senhor, exortando que o imitássemos: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fp 2.5; cf. Mt 11.29).

SINOPSE I

Jesus é nosso modelo de conduta, o nosso padrão de vida.

[...] O cristão que deseja ir para o Céu procura fazer a vontade de Deus, deixando de lado o caminho do egoísmo, do orgulho e da vaidade.

II – FAZENDO A CAMINHADA COM PRUDÊNCIA E SABEDORIA

1. O que é prudência? Podemos dividir o capítulo 5 de Efésios em três partes: 1) a caminhada do cristão em amor (Ef 5.1-14); 2) uma caminhada sábia (Ef 5.15-17); 3) uma trajetória cheia do Espírito Santo (Ef 5.18-33). Aqui, nos deteremos na segunda parte. Em Efésios 5, o apóstolo Paulo ensina a respeito da caminhada do cristão neste mundo. Neste capítulo, a palavra “ prudência” se destaca. De acordo com o Antigo Testamento, a palavra “ prudência” tem conotação de compreensão, discernimento (Pv 9.9). Em Provérbios 9.10, quando se diz que o justo “ crescerá em prudência”, o termo traz a ideia de ensino, instrução e capacidade para ensinar. No Novo Testamento, a palavra remete a algo que Deus derramou sobre nós, ou seja, “ toda a prudência”, entendimento, conhecimento e amor à vontade de Deus (Ef 1.8). Então, podemos conceituar prudência como virtude que nos permite agir com cuidado e moderação diante de situações desafiadoras; é uma razão prática que nos permite discernir entre as escolhas mais adequadas para fazer o bem (Pv 16.16; cf. Tg 5.17).

2. Não andeis como néscios! Apóstolo Paulo diz que não devemos andar como néscios (Ef 5.15), cujo adjetivo asophos, traz a ideia de alguém insensato, tolo, ignorante e embotado (Lc 24.25); mas como “sábios”, ou seja, diligente, cuidadoso e sábio, cheio do Espírito Santo para fazer a vontade do Senhor. Ser néscio reflete uma vida de ignorância espiritual, ausência de sabedoria e desprovida de luz divina; significa estar imerso numa jornada de pecado (Ef 2.2,3). Por isso, o apelo do apóstolo Paulo para o crente é: “vede prudentemente como andais”. Em outras palavras: seja prudente. O apóstolo deixa claro que os que vivem na carnalidade jamais agradarão a Deus (Rm 8.8).

3. Andeis como sábios! O adjetivo que Paulo usa para qualificar quem caminha para o céu é “ sábio”, do grego sophós, uma pessoa hábil, perita. Esse adjetivo descreve em essência a vida do cristão dirigida pelo Espírito Santo. Ora, os que andam no Espírito, caminham na luz, na santidade e tem sabedoria (Ef 1.8; Cl 4.5). Por meio da luz divina, que habita o crente, seu andar é com discernimento, a sabedoria realmente o faz distinguir entre o que deve ou não fazer. Há um compromisso de jamais voltar à conduta antiga do mundo. Contudo, é relevante compreender que essa sabedoria não é humana, não surge de cursos acadêmicos; ela é espiritual, vem de cima. Por meio dessa sabedoria, andamos em santidade (Hb 12.14) e nos tornamos semelhantes a Jesus (1 Jo 3.2; Gl 3.26).

SINOPSE II

A sabedoria no crente o faz discernir entre o que deve ou não fazer.

A perspectiva da iminente volta do nosso Senhor faz com que não percamos tempo com coisas banais.

III – VENCENDO OS DIAS MAUS

1. Remindo o tempo. O versículo 16 de Efésios 5 apresenta o verbo remir como tradução do grego exagorázõ. Ele possui dois sentidos: 1) redimir, resgatar do poder de outro pelo pagamento de um preço; 2) comprar para uso próprio. Então, podemos dizer que remir é uma expressão usada para se referir à sabedoria dos compradores que esperavam o momento certo para comprar de acordo com o melhor preço oferecido pelo mercado. Com a expressão “ remindo o “tempo”, o apóstolo Paulo se refere ao cristão que se conduz de maneira proveitosa e sábia no contexto deste mundo (Ef 5.16; cf. Cl 4.5).

2. Remindo o tempo e a Volta do Senhor. Quando se falava a respeito de remir o tempo entre os cristãos primitivos, estes tinham em mente a iminência da segunda vinda do Senhor Jesus, ou seja, esse esperado acontecimento poderia acontecer a qualquer momento (1 Co 15.51). Por isso, os cristãos eram incentivados a procurar sabiamente aproveitar todas as oportunidades, em especial, no sentido de se prepararem espiritualmente para aquele dia. Assim , a perspectiva da iminente volta do nosso Senhor faz com que não percamos tempo com coisas banais; antes, nos exorta a viver de maneira sábia, santa e piedosa, pois o Senhor Jesus pode voltar a qualquer momento (1 Ts 4.15).

3. Os dias são maus. Outra expressão que chama atenção é “os dias são maus” (Ef 5.16). Ela revela que estamos inseridos numa sociedade dominada pelo pecado, que pode tomar nosso tempo e nos levar à prática do mal. Não podemos nos conformar com essa possibilidade, não podemos ser insensatos a tal ponto, mas entender “qual seja a vontade de Deus” (Ef 5.17). Desse modo, a vontade de Deus tem a ver com, como cristãos, aproveitarmos 0 tempo para fortalecer nossa vida espiritual, praticar o bem para com os outros, ler a Bíblia, orar, se consagrar e congregar (Gl 6.10; Hb 10.25).

SINOPSE III

O crente deve fortalecer a sua vida espiritual para lidar com as adversidades dos dias maus.

■ CONCLUSÃO

Em nossa caminhada para as mansões celestiais precisamos seguir 0 padrão divino, isto é, as normas determinadas pelo Pai, que estão inseridas em sua Palavra (2 Tm 3.16). É preciso viver sábia e prudentemente, aproveitando bem as oportunidades de fazer o bem, e não deixarmo-nos dominar pelos dias maus, na certeza de que a Vinda do Senhor se aproxima e, isso, nos incentiva de maneira santa (Hb 12.14).

REVISANDO O CONTEÚDO

1. O que a palavra “ padrão” expressa?

A palavra “ padrão” expressa uma norma determinada por consenso, ou por uma autoridade oficial, que se torna base de comparação consagrada como modelo a ser seguido.

2. Como o capítulo 5 da Carta aos Efésios pode ser dividido?

Podemos dividir o capítulo 5 de Efésios em três partes: 1) a caminhada do cristão em amor (Ef 5-1- 14); 2) uma caminhada sábia (Ef 5-15- 17); 3) uma caminhada cheia do Espírito Santo (Ef 5.18-33).

3. De acordo com a lição, conceituar as palavras “ prudência” e “ néscio”.

Podemos conceituar prudência como virtude que nos permite agir com cuidado e moderação diante de situações desafiadoras; é uma razão prática que nos permite discernir entre as escolhas mais adequadas para fazer o bem (Pv 16.16; cf. Tg 5.17).

4. Explique a expressão “ remir”

Remir é uma expressão usada para se referir à sabedoria dos compradores que esperavam o momento certo para comprar de acordo com o melhor preço oferecido pelo mercado.

5. O que a expressão “os dias são maus” revela?

Essa expressão revela que estamos inseridos numa sociedade dominada pelo pecado, que pode tomar o nosso tempo e nos levar à prática do mal. 

AVALIAÇÃO

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