Pastor Ademar Rodrigues

Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.
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terça-feira, 30 de abril de 2024

DEUS NUNCA ERRA!


Há muito tempo, num reino distante, havia um rei que não acreditava na bondade de Deus. Tinha, porém, um súdito que sempre lhe lembrava dessa verdade. Em todas situações dizia:

- Meu Rei, não desanime, porque tudo que Deus faz é Perfeito. Ele nunca erra!

Um dia, o rei saiu para caçar juntamente com seu súdito, e uma fera da floresta o atacou. O súdito conseguiu matar o animal, porém não evitou que sua majestade perdesse o dedo mínimo da mão direita

O rei, furioso pelo que havia acontecido, e sem mostrar agradecimento por ter sua vida salva pelos esforços de seu servo, perguntou a este:

- E agora, o que você me diz? Deus é bom? Se Deus fosse bom eu não teria sido atacado, e não teria perdido o meu dedo!

O servo respondeu:

- Meu Rei, apesar de todas essas coisas, somente posso dizer-lhe que Deus é bom, e que mesmo isso, perder um dedo, é para seu bem! Tudo o que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra!

O rei, indignado com a resposta do súdito, mandou que fosse preso na cela mais escura e mais fétida do calabouço. 

Após algum tempo, o rei saiu novamente para caçar e aconteceu dele ser atacado, desta vez por uma tribo de índios. Estes índios eram temidos por todos, pois sabia-se que faziam sacrifícios humanos para seus deuses. Mal prenderam o rei, passaram a preparar, cheios de júbilo, o ritual do sacrifício. 

Quando já estava tudo pronto e o rei já estava diante do altar, o sacerdote indígena, ao examinar a vitima, observou furioso: 

- Este homem não pode ser sacrificado, pois é defeituoso! Falta-lhe um dedo!

E o rei foi libertado. Ao voltar para o palácio, muito alegre e aliviado, libertou seu súdito e pediu que viesse em sua presença. Ao ver o servo, abraçou-o afetuosamente dizendo-lhe: 

- Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Você já deve estar sabendo que escapei da morte justamente porque não tinha um dos dedos. Mas ainda tenho em meu coração uma grande dúvida: Se Deus é tão bom, por que permitiu que você fosse preso da maneira como foi? Logo você, que tanto o defendeu?

O servo sorriu e disse: 

- Meu Rei, se eu estivesse junto com o o senhor nessa caçada, certamente seria sacrificado em seu lugar, pois não me falta dedo algum!


MORAL DA HISTÓRIA

Tudo o que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra!


Romanos 12.2

2 E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.




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sexta-feira, 26 de abril de 2024

LIÇÃO 3 - O CÉU - O DESTINO DO CRISTÃO

 2° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS

HINOS SUGERIDOS: 26 • 94 • 404 - DA HARPA CRISTÃ

TEXTO ÁUREO
“Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo.”
(Filipenses 3.20)


VERDADE PRÁTICA
O crente deve viver a vida cristā com a mente voltada para o céu como sua legítima esperança.

LEITURA DIÁRIA
Segunda – Gn 1.1; Mt 3.2; Ap 21.10 A maravilhosa realidade bíblica do Céu
Terça – 1 Ts 4.17; cf. Ef 1.3,20; 2.6 Estaremos para sempre com o Senhor no Céu
Quarta – 1 Co 9.24; 2 Tm 4.8 Há um prêmio a ser alcançado: o Céu
Quinta – Hb 12,23; Gl 4.26; Fp 3.20 Céu: morada de Deus e pátria dos santos
Sexta – Jo 14.3 A promessa de que estaremos.com Cristo no Céu
Sábado – 1 Co 15.26,54; Is 61.3; 65.19 Uma nova realidade experimentada no Céu

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Filipenses 3.13,14,20,21; Apocalipse 21.1-4

Filipenses 3
13 - Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado, mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim,
14 - prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.
...
20 - Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo,
21 - que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.

Apocalipse 21
1 - E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.
2 - E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido.
3 - E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus.
4 - E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas.

■ INTRODUÇÃO
Ao homem natural é impossível discernir as coisas espirituais, visto que elas só podem ser discernidas espiritualmente (1 Co 2.14). Por isso, a sabedoria humana apresenta diversas concepções enganosas a respeito do céu, a ponto de negar a sua existência. Contudo, ao cristão é garantido a gloriosa promessa de desfrutar do céu como sua morada na vida eterna com Deus (Jo 11.25,26; 14.2,3; At 1.11). Em vista disso, o nosso propósito é o de mostrar o céu como destino glorioso de todo cristão peregrino.

Palavra-Chave: Céu

I – CÉU: O ALVO DE TODO CRISTÃO
1. Definindo céu. A palavra hebraica shamayim, que significa céu, céus (Gn 1.1), aparece 419 vezes no Antigo Testamento. O termo grego ouranos, céu (Mt 3.2; Ap 21.10), aparece 280 vezes no Novo Testamento com dois sentidos:
1) como firmamento, universo, atmosfera;
2) céus siderais e estrelados, região acima dos céus siderais, sede da ordem das coisas eternas e perfeitas onde Deus e criaturas celestes habitam.
Nas traduções da Bíblia em língua portuguesa, a palavra shamayim foi traduzida por “altura”; e ouranós, como “algo elevado”. Ambas as palavras são usadas para se referir a três locais distintos:
1) céu atmosférico (Dt 11.11,17);
2) universo ou firmamento dos céus (Gn 1.14; 15.5; Hb 1.10);
3) morada de Deus (Is 63.15; Mt 7.11,21; Ap 3.12). Dos três locais aplicados à palavra céu, o mais importante para o cristão é o terceiro, a morada de Deus.

2. O céu conforme o ensino de Paulo. O apóstolo Paulo foi arrebatado até o terceiro céu. Não por acaso, esse céu está enfatizado nas cartas do apóstolo como lugar celestial, o lar dos salvos em Cristo Jesus, onde temos um destino assegurado: o de estar para sempre com o Senhor (1 Ts 4.17; cf. Ef 1.3,20; 2.6). Por isso, vivendo em Cristo, o crente desenvolve um relacionamento na esfera do reino, de modo que, ainda que não tenha ido para o céu, toda a sua vocação é celestial no presente momento de sua vida. Dessa forma, o poder que está em sua vida vem do céu e o habilita a vencer a cada dia.

3. O alvo do cristão. Depois de salvo, não pertencemos mais a este mundo. Por isso, Paulo ensina que prossegue para o alvo, isto é, a linha de chegada que o atleta alcança o prêmio (1 Co 9.24; 2 Tm 4.8). Assim, o apóstolo persegue o prêmio com determinação, liberdade, empenho e com os olhos fixos no Autor da Salvação (Hb 12.2). Igualmente, o cristão passa a ter o céu como alvo por causa da soberana vocação, que vem de cima, isto é, de Deus por meio de Jesus Cristo. O seu alvo revela o resultado de uma nova vida e, por isso, o crente se volta para as coisas do céu (Cl 3.2). A expressão a “nossa pátria está nos céus” sintetiza bem essa nova realidade (Fp 3.20). Ao mencionar essa expressão, o apóstolo mostra que temos uma cidadania celestial (Ef 2.19). Para viver a plenitude dessa cidadania, o cristão peregrina para algo perfeito, absoluto, em que finalmente terá o corpo abatido transformado conforme o corpo glorioso de Jesus Cristo (1 Co 15.44; 1Jo 3.2).

SINOPSE I
O cristão passa a ter o Céu como alvo por causa da soberana vocação, que vem de cima, isto é, de Deus por meio de Jesus Cristo.

II - A DESCRIÇÃO DO CÉU SEGUNDO O LIVRO DO APOCALIPSE
1. O novo céu e a nova terra. Depois da abertura dos sete selos, conforme Apocalipse 6, em que predominaram a desordem, a tribulação e o juízo, o quadro revelado na sequência é o de um novo estado eterno. O apóstolo João diz que o primeiro céu e a primeira terra passaram, o mar não existe mais; esse céu (também ouranós) é o espaço astronômico, não se trata da habitação eterna de Deus. Então, o apóstolo contempla um novo céu e uma nova terra (Ap 21.1). O adjetivo grego kainós (novo), que aparece no texto, traz a ideia de novo com respeito à forma; fresco, recente, não usado. Nesse sentido, o novo céu é um lugar sem precedentes, incomum e desconhecido. Isaías profetizou a criação de novos céus e nova terra (Is 65.17); o apóstolo Pedro confirmou essa esperança (2 Pe 3.13). Esse lugar é o destino do cristão, um novo lar completamente redimido, sem qualquer semelhança com o mundo antigo, pois “eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21.5).

2. A linda cidade como nossa nova morada. No versículo 2 (Ap 21), o apóstolo João faz menção à descida da Cidade Santa e somente a partir do versículo 9 que ele começa a descrever a beleza dessa cidade. Por meio de passagens do Novo Testamento, a Nova Jerusalém pode ser descrita como a morada de Deus, a pátria dos salvos, lugar em que os santos habitarão (Hb 12.23; Gl 4.26; Fp 3.20). Assim, cremos e afirmamos que essa linda cidade será um lugar em que Deus é o Cordeiro são o seu templo; a glória de Deus a iluminará, e o Cordeiro será a sua lâmpada (Ap 21.22,23). Na Nova Jerusalém não haverá dor, tristeza ou sofrimento (Ap 21.4). Além disso, depois da ressurreição (Ap 20.4), e quando todas as coisas forem consumadas, essa Jerusalém Celestial descerá do céu e ficará para sempre na nova terra. O apóstolo João descreve a Nova Jerusalém Celestial como o lugar de redimidos que habitam a gloriosa Cidade. Portanto, para nós, a visão descrita em Apocalipse 21 refere-se ao Céu como a eternidade, a Nova Jerusalém como a Nova Cidade, o nosso novo lar criado sem pecado, onde a bem-aventurança eterna será desfrutada pelos santos para todo o sempre.

SINOPSE II
A Nova Jerusalém pode ser descrita como a morada de Deus, a pátria dos santos, lugar em que os santos habitarão.

III - CÉU: O FIM DA JORNADA CRISTÃ
1. Estaremos onde Deus está. Em Apocalipse 21, há uma concretização da jornada cristã em que o crente estará onde Deus habita, conforme o nosso Senhor disse que viria e nos levaria para estarmos com o Pai (Jo 14.3). Nesse lugar, habitaremos com Deus em seu tabernáculo, pois nós seremos o seu povo e Ele o nosso Deus (Ap 21.3). Tudo isso se tornará realidade no futuro, quando nossa união com Deus se dará sem impedimento, cumprindo toda a expectativa tanto do Antigo quanto do Novo Testamentos (Lv 26.11-12; Ez 43.7; 2Co 6.16; Ap 7.15).

2. As lágrimas cessarão. Uma das mais gloriosas bênçãos que desfrutamos no céu é a de que Deus enxugará de nossos olhos todas as lágrimas. Essas lágrimas simbolizam a tristeza, o sofrimento, as tragédias humanas e outros diversos males que não terão lugar nessa nova realidade de vida, pois todas as primeiras coisas são passadas (1 Co 15.26,54; Is 61.3; 65.19). Tudo isso será possível porque haverá também uma transformação no mundo físico, de modo que ele será inteiramente transformado e liberto da corrupção, como Paulo esclareceu a respeito da redenção do mundo material (Rm 8.21).

3. O Céu como repouso eterno. A expressão “repouso” nada tem a ver com tédio, pois no Céu haverá constante atividades: adoração (Ap 19.1-8); serviço (Ap 22.3); ilimitada aprendizagem (1 Co 13.12). Trata-se de uma dimensão completamente distinta do que conhecemos atualmente. Por isso, quando afirmamos que o Céu será um lugar de repouso ou de descanso é pelo fato de que o crente descansará de suas fadigas, cansaço e exaustão presentes hoje (Ap 14.13); estaremos plenamente satisfeitos em comunhão uns com os outros e com o nosso Senhor (Mt 8.11; Ap 19.9). Esse lugar de repouso é o fim de nossa jornada cristã, é a experimentação da morada dos redimidos. Portanto, toda nossa vida cristã atual deve ser vivida com a mente voltada para a realidade eterna do Céu como verdadeira esperança (Cl 3.2).

SINOPSE III
O Céu é o lugar de repouso do cristão e o fim de nossa carreira espiritual.

■ CONCLUSÃO
Para se viver a esperança celestial é preciso nascer de novo, viver em Cristo e transformar a mente. É preciso ter uma nova natureza (Jo 3.12). Sem isso, é impossível crer nas coisas espirituais, pois estas só podem ser discernidas espiritualmente (1 Co 2.14). Portanto, prossigamos a nossa jornada para o Céu de glória, o alvo de todo salvo em Cristo, conforme as regras divinas estabelecidas na Palavra de Deus (1 Co 9.24; 2 Tm 4.8).


1. Dos três locais aplicados à palavra Céu, qual o mais importante para o cristão de acordo com a lição? 
Dos três locais aplicados à palavra céu, o mais importante para o cristão é o terceiro, a morada de Deus.

2. O que o apóstolo mostra com a expressão a “nossa pátria está nos céus”? 
Ao mencionar essa expressão, o apóstolo mostra que temos uma cidadania celestial (Ef 2.19).

3. Segundo a lição, como o apóstolo João descreve a nova Jerusalém?
O apóstolo João descreve a Nova Jerusalém Celestial como o lugar de redimidos que habitam a gloriosa Cidade.

4. Cite uma das mais gloriosas bênçãos que desfrutaremos no Céu
Uma das mais gloriosas bênçãos que desfrutaremos no céu é a de que Deus enxugará de nossos olhos todas as lágrimas.

5. De acordo com a lição, como a nossa vida cristã atual deve ser vivida?
A vida cristã atual deve ser vivida com a mente voltada para a realidade eterna do Céu como verdadeira esperança (Cl 3.2). 

LIÇÃO 3 - O SEMEADOR E A SUA SEMENTE

▶ 2° TRIMESTRE DE 2024 ▶ EBD ADOLESCENTES

LEITURA BÍBLICA

Mateus 13.1-9,18-23

DEVOCIONAL

• Segunda  | Salmos 126.5,6

Terça        | Mateus 28.19,20

Quarta      | Lucas 8.11-15

Quinta      | Marcos 4.8,9

• Sexta        | Gálatas 6.7-9

• Sábado     | João 15.1-4


PONTO DE PARTIDA

Durante seu ministério, Jesus se deparou com pelo menos quatro grupos de pessoas: (1) os adversários; (2) as multidões; (3) o discípulo traidor, Judas; e (4) os demais discípulos. Todos eles, de alguma maneira, receberam a semente do Evangelho. Entretanto, conforme observamos nos relatos dos evangelistas, apenas alguns creram e frutificaram para o Reino de Deus. Na aula de hoje analisaremos a parábola do semeador. Ela também é chamada de “parábola dos solos ou terrenos , devido à ênfase que se dá aos terrenos cujas sementes foram lançadas com o objetivo de produzirem frutos. Essa é uma ótima oportunidade para você semear a Palavra de Deus e cuidar dos corações dos seus alunos. Tenha uma ótima aula!

VAMOS DESCOBRIR

Você já plantou alguma semente? Você sabe como uma semente nasce, cresce e se torna uma planta? Na aula de hoje vamos falar sobre a história de um agricultor que semeou muitas sementes, porém, nem todas deram os frutos esperados, pois alguns dos solos em que foram semeadas estavam com problemas. Que tal descobrirmos juntos o que essa história contada por Jesus tem a ver com a nossa vida e, em especial, com o nosso coração?

HORA DE APRENDER

A parábola desta lição faz parte de um conjunto de outras seis parábolas, narradas por Mateus, no capítulo treze, que se propõe a falar sobre o Reino de Deus. Ela nos descreve como a Palavra é pregada ou lançada, como uma semente, ao coração das pessoas.

I – SEMEADOR E A SEMENTE

Como você pode observar na Leitura bíblica, essa história acontece em um cenário rural. Há um homem que carrega sementes. Conforme ele caminha, cada grão caí em um lugar diferente. E assim, o semeador vê desfechos distintos para cada semente. Vamos começar entendendo o significado de dois elementos centrais: o semeador e a semente.

1. O semeador é quem prega a Palavra. Embora o semeador não seja identificado por Jesus em sua explicação da parábola (Mateus 13.18-23), ele é indispensável, pois é aquele que lança a semente ao solo esperando a frutificação. Jesus queria que seus ouvintes entendessem que além dEle, todo discípulo, que prega a Palavra de Deus, é um verdadeiro semeador. Quem semeia a Palavra pode estar sobre um púlpito, numa roda de amigos na escola ou num ambiente virtual. Não importa sua idade, classe social ou origem. Afinal de contas, quem carrega consigo a semente da Palavra de Deus e a espalha entre as pessoas é como o semeador dessa parábola. Você tem sido um semeador no Reino de Deus? Caso não, ainda dá tempo. Use todas as oportunidades para semear a Palavra de Deus aos corações dos seus conhecidos. Crie grupos de evangelização com outros adolescentes e anuncie a Palavra com responsabilidade e criatividade. Seja um semeador!

2. A semente é a Palavra. Não há no texto uma preocupação em se dizer o tipo ou a qualidade da semente, uma vez que ela é única, exclusiva; ela é, na explicação de Jesus, a Palavra de Deus. A boa notícia a ser semeada é que “[…] Deus não leva em conta os pecados dos seres humanos e, por meio de Cristo, ele está fazendo com que eles sejam seus amigos. E Deus nos mandou entregar a mensagem que fala da maneira como ele faz com que eles se tornem seus amigos” (2 Co 5.19). Essa semente, quando semeada e recebida em nosso coração, germina e cria raízes profundas que transformam toda nossa maneira de ser. Permita que o Evangelho crie raízes profundas no seu coração; se alimente diariamente desta Palavra e seja fortalecido por ela. Esta Palavra é lâmpada para os pés (Sl 119.105), fonte de alegria (Sl 119.162), alimento (Mt 4.4; 1 Pe 2.2), e vida (Hb 4.12; 1 Pe 1.23-25).

II – QUEM VÊ SOLOS, VÊ CORAÇÕES

Na parábola, as sementes caíram em lugares diferentes: algumas à beira do caminho, outras entre as pedras, algumas entre espinhos e uma parte caiu em uma boa terra. Jesus destacou que, apesar de serem sementes do mesmo tipo, houve quatro desfechos diferentes, de acordo com o lugar em que foram semeadas. Como veremos a seguir, os quatro tipos de solos representam o coração humano e suas respectivas respostas à pregação do Evangelho.

1. Solo à beira do caminho. Esse terreno, em tempo de secas, era duro como concreto. A semente não adentrava a terra e acabava ficando exposta a ser pisoteada ou comida pelos pássaros. Na história, esse solo representa aquele cujo coração a Palavra não consegue adentrar. Esse ouvinte até ouve a Palavra, mas de acordo com Jesus, “não a entende” (Mt 13.19), e nem se interessa por entender. Então, o Diabo vem e lhe tira a semente e, consequentemente, não frutifica.

2. Solo cheio de pedras e pouca terra. Essas pedras, citadas na parábola, não estão expostas na superfície do terreno, como alguns pensam. Pelo contrário, Jesus está descrevendo um terreno com uma camada rochosa sob a superfície do campo, coberta por uma camada pequena de terra, fazendo com que o crescimento da planta seja rápido, porém superficial, pois não criou raízes profundas, em função das pedras escondidas (vv. 5,6). Representa aquele coração que responde positivamente à Palavra com entusiasmo emocional, porém, de modo superficial, pois suas raízes não alcançaram profundidade, devido às pedras escondidas. Como consequência, a sua caminhada é curta, sua decisão é oscilante e seu compromisso é frágil, sendo interrompido rapidamente. Logo, a angústia e a perseguição os fazem abandonar a fé, não chegando ao ponto de frutificar (vv. 20,21).

3. Solo cheio de espinhos. Esse terreno repleto de espinhos é altamente prejudicial para as sementes, pois os espinhos sufocam a semente boa, tirando dela todo seu nutriente, espaço e luz. Assim também é o ouvinte cujo coração foi seduzido pelas coisas dessa vida, como disse Jesus “[…] as preocupações deste mundo e a ilusão das riquezas sufocam a mensagem, e essas pessoas não produzem frutos” (v.22). Como bem nos ensinou o Senhor: “onde estiverem as suas riquezas, aí estará o coração de vocês” (Mt 6.21). Neste terreno, o fruto do Reino também não aparece; as prioridades e pensamentos estão exclusivamente nas coisas terrenas.

4. Solo fértil. Essa terra é o sonho de consumo de todo agricultor, pois é uma terra boa para o plantio. A semente consegue adentrar o solo, ficando longe dos pássaros; suas raízes se aprofundam na terra, alimentando-se dos seus nutrientes e, longe das ervas daninhas, seus frutos aparecem abundantemente, pois trata-se de uma terra preparada (vv. 8,23). Este terreno representa o ouvinte cujo coração tem fome e sede de Deus; que ouve, aceita, entende e pratica a Palavra em sua vida.

III – A NECESSIDADE DE FRUTIFICAÇÃO

A Palavra de Deus semeada em nossos corações deve ser cultivada a fim de produzir bons frutos. Não podemos aceitar uma vida cristã infrutífera, pois as palavras de Jesus aos seus discípulos são claras: “toda árvore que não dá frutas boas é cortada e jogada no fogo” (Mt 7.19). Cada pessoa tem a oportunidade de ser um instrumento de Deus para impactar a sociedade, mas para isso, Deus espera dela uma resposta comprometida com o seu Nome, seu Reino e sua Vontade (Mt 6.9,10). Não podemos nos esquecer de quem nos escolheu e para qual propósito: “não foram vocês que me escolheram; pelo contrário, fui eu que os escolhi para que vão e deem fruto e que esse fruto não se perca” (Jo 15.16a).

■ CONCLUSÃO

De acordo com a parábola, dos quatro solos, apenas um, o fértil, produziu frutos para colheita (Mt 13.23). Como é possível observar, o importante não é a quantidade em si, mas a necessidade de frutificar. Não aceite uma vida improdutiva no Reino de Deus. Cresça e produza frutos dignos de arrependimento no lugar onde você foi plantado por Deus.

VAMOS PRATICAR

1. Além de Jesus, quem mais pode ser entendido como o semeador da parábola? 

Todo discípulo que prega a Palavra de Deus.

2. Complete a frase abaixo:

“A Palavra de Deus semeada em nossos corações deve ser cultivada a fim de produzir bons frutos."

3. Marque com um “X” os lugares nos quais você pode semear o Evangelho:

(x) Redes sociais

(x) Escola

(x) Casa

(x) Praças

4. Relacione as colunas, de acordo com a lição:

(A) Solo à beira do caminho
(Bcoração superficial

(B) Solo cheio de pedras e pouca terra
(D
coração com fome e sede de Deus

(C) Solo cheio de espinhos
(Acoração impenetrável

(D) Solo fértil
(Ccoração seduzido

PENSE NISSO

Hoje vimos a importância da Palavra de Deus e o seu poder transformador na vida de quem nela crê. Jesus espera que aqueles que se relacionam com Ele creiam em sua Palavra, que sejam obedientes e produzam abundantemente frutos para glória do seu nome. Seja você uma benção para o Reino de Deus e frutifique sempre. 


quarta-feira, 24 de abril de 2024

LIÇÃO 2 - UMA HISTÓRIA SOBRE A ORAÇÃO

▶ 2° TRIMESTRE DE 2024 ▶ EBD ADOLESCENTES

LEITURA BÍBLICA
Lucas 11.1-13

A MENSAGEM

Por isso eu digo: peçam e vocês receberão; procurem e vocês acharão; batam, e a porta será aberta para vocês.” 

Lucas 11.9

DEVOCIONAL

• Segunda | Hebreus 5.7

Terça | Salmos 4.3

• Quarta Mateus 6.7-13

• Quinta Mateus 21.22

• Sexta Lucas 18.1-8

• Sábado Filipenses 4.6

VAMOS DESCOBRIR

Jesus Cristo fez do oração uma atividade permanente em seu ministério. Ele falava com o Pai incessantemente. Tal prática fez com que seus discípulos se interessassem pela oração e o pedissem que os ensinassem a orar. Ele é uma inspiração para todos nós. Hoje vamos conversar sobre a importância da oração na vida do discípulo de Jesus, bem como acerca da necessidade de se perseverar em oração. Você está pronto para aprender?

HORA DE APRENDER

Você sabia que Lucas é o evangelista que mais falou sobre oração em comparação a Mateus, Marcos e João? Seu livro dá uma ênfase tão grande à oração que é considerado o “Evangelho da Oração”. Veremos através do capítulo 11 de Lucas o que o Senhor tem a nos ensinar sobre essa importante disciplina espiritual.

I – A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO

1. Jesus, um homem de oração.

No Evangelho escrito por Lucas, vemos Jesus orando em seu batismo (3.21); num lugar deserto (5.16); antes de escolher os doze apóstolos (6.12,13); sozinho (9.18); acompanhado no monte da transfiguração (9.28,29); ensinando a orar e a perseverar em oração (11.1-9); orando por Pedro (22.31,32); orando por si mesmo (22.41,42); por seus inimigos (23.34); e, também, clamando antes de morrer (23.46). Mesmo sendo o Filho Unigênito do Pai, Jesus orava constantemente. Lendo todos esses textos, fica mais do que evidente que a oração não era um “faz de conta” na vida de Jesus. Pelo contrário, era algo profundamente essencial. Afinal, antes de falar sobre oração, Ele orava; antes de falar sobre o Pai, Ele falava com Deus. Ele foi um verdadeiro exemplo de homem de oração. Siga os passos do Mestre e seja você também um adolescente de oração!

2. Jesus, um homem disponível a ensinar.

Além da oração, outra característica marcante da vida de Jesus é a sua capacidade e disponibilidade em ensinar. Ele ensinava no templo (Lc 19.47), nas sinagogas (Mt 4.23), nas casas (Lc 7.36,40), no monte (Mt 5.1,2), na beira de um poço (Jo 4.6,7), e em tantos outros lugares. O Mestre não desprezava um coração sedento por aprender. Em Lucas 11.1, vemos que após ser visto novamente orando, um dos seus discípulos resolveu “matricular” todos na escola da oração ao dizer: “Senhor, nos ensine a orar” (Lc 11.1). Você já se matriculou nesta escola? Aproveite, pois ainda há vagas; essa disciplina mudará sua vida! Assim como os discípulos, todos nós devemos aprender a orar. E você pode pedir a ajuda ao Espírito Santo, pois Ele irá te ensinar.

3. A oração ensinada por Jesus.

Jesus ensinou uma bela oração que podemos ler em Lucas 11.2-4, que muitas vezes é chamada de “a oração do Pai Nosso”. Através dela, Ele nos ensina três importantes lições:

a) O primeiro princípio é que podemos chamar Deus de Pai. 

O Deus a quem oramos não deve ser tratado como um ser distante e indiferente a nós; Ele deve ser visto como alguém próximo e amoroso: o nosso “Pai”, ou melhor, “Paizinho”. Pode parecer infantil essa expressão, mas ela manifesta com precisão o direito e o privilégio que temos por sermos seus filhos (Rm 8.15; Gl 4.6). Através de Jesus Cristo, fomos inseridos na Família de Deus.

b) O segundo princípio é que deve haver o reconhecimento e a exaltação de Deus.

Jesus disse “Pai, que todos reconheçam que o teu nome é santo” (Lc 11.2). O nome de Deus não é apenas uma combinação de letras. Seu nome representa sua pessoa, seu caráter e, por isso, devemos honrar a sua santidade em toda nossa maneira de viver. Jesus também declarou “Venha o teu Reino” (v.2). Pedir pelo Reino é orar pela sua “presença e manifestação agora. Isso inclui a operação do poder de Deus entre o seu povo para destruir as obras de Satanás, curar os enfermos, salvar os perdidos, promover a justiça e derramar o Espírito” (BEP).

c) O terceiro princípio é que deve haver uma entrega total de todas as nossas necessidades ao Pai.

A necessidade de ordem material (o pão cotidiano), espiritual (o perdão dos pecados) e a necessidade moral (o livramento do mal) precisam ser apresentadas a Deus em oração (vv. 3,4).

II – UMA HISTÓRIA SOBRE PERSEVERANÇA NA ORAÇÃO

Após ensinar os seus discípulos a orarem, Jesus contou uma história a fim de destacar a importância da perseverança na oração. Na parábola, temos a presença de três personagens: o viajante que chega a meia-noite de surpresa; seu amigo, que irá hospedá-lo, mas que não tem pão em casa para recebê-lo adequadamente; e o vizinho, pai de família, que já está deitado e não quer ser importunado (Lc 11.5-7). De acordo com a cultura judaica da época, o amigo hospedeiro tinha o dever sagrado de oferecer uma boa estadia ao amigo viajante, o que incluía um lugar para passar a noite e uma alimentação adequada. Faltando o que comer, ele sai ao encontro do vizinho para lhe pedir pães emprestados. Entretanto, mesmo diante de uma porta fechada, (um claro sinal de que o dono da casa já se recolhera para descansar), correndo o risco de ser taxado de inconveniente, ele insistentemente pede ajuda ao vizinho. O amigo não demonstra qualquer amizade pelo vizinho hospedeiro e, embora não lhe negue os pães, está decidido a ficar deitado com seus filhos (v.7).

Mas de acordo com Jesus, a insistência do hospedeiro fará com que o seu vizinho lhe atenda (v.8). Antes que você pense em vincular a ideia de Deus à imagem do vizinho que está deitado com seus filhos, com as portas trancadas sem disposição para levantar, é importante que você entenda que não é isso que a parábola está dizendo. A proposta da história é nos ensinar por contraste. Ou seja, se até um homem indisposto é capaz de atender um amigo persistente, quanto mais o nosso Pai amoroso que atenderá as orações de seus filhos que perseverantemente lhe clamam. A lição é que a oração perseverante produz grandes resultados.

III – PEÇA, BUSQUE, BATA E RESPOSTA VIRÁ

Se o Filho de Deus não abriu mão de uma vida de oração enquanto esteve na Terra (Hb 5.7), quanto mais nós, que somos frágeis e limitados. Não podemos desprezar essa disciplina espiritual tão importante para vida cristã. Devemos orar o tempo todo (Ef 6.18; 1 Ts 5.17). Jesus exorta seus discípulos a continuarem pedindo e buscando em oração (Mt 7.7,8). Através dessa parábola, em outras palavras, Jesus estava dizendo: não procurem o Pai apenas quando surgirem situações emergenciais à meia noite; antes, permaneçam em comunhão com Deus através das orações constantes.

Sabendo que há promessa para os que pedem (receberão) e buscam (acharão) e batem (Lc 11.9,10). É importante destacar que Jesus não está dizendo que Deus sempre dará aquilo que pedimos. Afinal de contas, muitas vezes os motivos de nossos pedidos são maus (Tg 4.3). Na verdade, Jesus está ensinando que Deus responderá ao filho que ora. Mas, nem sempre essa resposta estará em conexão com a nossa vontade. O Pai Celestial pode dizer “Sim”, “Não” ou “Espere”. Sua vontade é boa, agradável e perfeita (Rm 12.2). Ela sempre será a nossa melhor resposta. Por isso, não importa qual seja a sua situação, continue orando!

■ CONCLUSÃO

Como vimos, a oração é algo maravilhoso, pois é um diálogo com o Pai. Através dela temos o privilégio de rasgar o nosso coração diante de Deus e a garantia de que Ele não apenas nos ouvirá, mas também nos responderá. Aconteça o que acontecer não desista de orar por sua família, sua igreja, seu pastor, seus vizinhos e por seus sonhos. Saiba que o nosso Deus intervém na nossa história. Tenha uma vida de oração.

VAMOS PRATICAR

1. Cite três referências bíblicas sobre oração: 

Resposta pessoal.


2. Responda com (C) Certo ou (E) Errado:

(E) Jesus não era um homem de oração.

(C) Na oração podemos chamar Deus de Pai.

(C) Na oração deve haver uma entrega total de todas as nossas necessidades ao Pai.


3. Relacione o versículo e a referência bíblica corretamente:

(A) “[…] Senhor, nos ensine a orar […].”

(B) “Mas você, quando orar, vá para o seu quarto, feche a porta e ore ao seu Pai […].

(C) “[…] Peçam e vocês receberão; procurem e vocês acharão; batam, e a porta será aberta para vocês.”

(D) “Orem sempre.


(A) Lucas 11.1

(B) Mateus 6.6

(C) Lucas 11.9

(D) 1 Tessalonicenses 5.17


PENSE NISSO

Você já parou para pensar que os automóveis precisam de combustível para chegar a algum lugar? Eles podem ser velhos ou novos, pintados ou arranhados, sem combustível não vão a lugar nenhum. Assim também somos nós, precisamos do combustível da oração diariamente para atravessar as dificuldades da vida, chegarmos próximos de Deus e para fazermos a sua vontade.

segunda-feira, 15 de abril de 2024

LIÇÃO 1 - JESUS, O MESTRE QUE ENSINAVA POR PARÁBOLAS

 ▶ 2° TRIMESTRE DE 2024 ▶ EBD ADOLESCENTES

LEITURA BÍBLICA


A MENSAGEM
“Então os discípulos chegaram perto de Jesus e perguntaram: — Por que é que o senhor usa parábolas para falar com essas pessoas?” 
Mateus 13.10

DEVOCIONAL

Segunda | Salmos 78.1,2
Terça | Marcos 4.11,12
Quarta | Marcos 4.34
Quinta | Mateus 15.15,16
Sexta | Marcos 4.2
Sábado | Mateus 7.28,29


PONTO DE PARTIDA
Quem não gosta de ouvir uma boa história? Afinal de contas, boas histórias nos inspiram, divertem, informam e prendem a nossa atenção de uma maneira única e muito especial. Quando bem contadas, elas nos fazem mergulhar no mundo do narrador e interagir com seus personagens, sentindo seus dramas, medos, alegrias e expectativas; inevitavelmente, elas nos conduzem a sentimentos e reflexões profundas. Jesus conhecia o poder das histórias, razão pela qual ele escolheu utilizá-las para cativar a atenção dos seus ouvintes. Essas histórias de Jesus são chamadas de parábolas na Bíblia. Ele ensinava através delas, a fim de provocar uma resposta daqueles que o ouviam. É sobre essas histórias que vamos estudar hoje.

VAMOS DESCOBRIR
Você gosta de ler ou ouvir histórias?
Jesus contava muitas parábolas. Ou seja, Ele contava histórias para ensinar ao povo e aos discípulos sobre as Escrituras. Na aula de hoje, teremos a oportunidade de conhecer melhor esse método, essa forma de ensino tão utilizado por Jesus. Além disso, refletiremos sobre algumas dicas de como interpretar as parábolas adequadamente e veremos o tipo de resposta que essas histórias esperam daqueles que as ouvem.

HORA DE APRENDER
Estudiosos do Novo Testamento afirmam que cerca de um terço das Palavras de Jesus encontradas nos Evangelhos escritos por Mateus, Marcos e Lucas foram transmitidas através de parábolas. Você sabia disso? Isso mostra que essa forma de compartilhar verdades foi devidamente pensada e aplicada por Jesus. Por essa razão, na aula de hoje, refletiremos sobre o significado, o propósito e a aplicação das parábolas para nós, cristãos do século XXI.

I – PARÁBOLAS: HISTÓRIAS COM PROPÓSITOS
1. O que é uma Parábola.
Essa expressão vem do grego parabole que significa “colocar as coisas lado a lado”, com a finalidade de fazer uma comparação entre elas. Sendo assim, podemos dizer que uma parábola é uma espécie de comparação, tirada do cotidiano da vida, para esclarecer outra realidade. As parábolas já eram utilizadas em abundância no ambiente cultural judaico da Antiga Aliança. A parábola de Jotão (Juízes 9.7,8), a história contada pelo profeta Natã a Davi, a fim de confrontar o rei com o seu pecado (2 Samuel 12.1-15) e a vinha e as uvas citadas pelo profeta Isaías (Isaías 5.1-7) são alguns exemplos do uso delas no Antigo Testamento.
No Novo Testamento não é diferente, temos inúmeras parábolas. Dentre elas, destacaremos apenas aquelas que serão analisadas ao decorrer do trimestre: a parábola do amigo importuno (Lucas 11.5-13); do semeador (Mateus 13.1-23); do empregador mau (Mateus 18.23-35); das sementes (Marcos 4.26-34); dos dois filhos (Mateus 21.28-32); da ovelha perdida (Lucas 15.4-7); das dez moças (Mateus 25.1-13); da figueira estéril (Lucas 13.6-9); do bom samaritano (Lucas 10.25-37); dos dois alicerces (Mateus 7.24-27); do rico insensato (Lucas 12.13-21); e do filho pródigo (Lucas 15.11-32).

2. O propósito das Parábolas
Parábolas não são histórias contadas para entreter ou distrair pessoas. De acordo com Jesus, sua finalidade era: esconder a verdade das pessoas satisfeitas consigo mesmas (as incrédulas) e revelar a verdade às pessoas que tinham fome e sede de justiça (os que creem), conforme podemos ler em Marcos 4.10-12. Podemos perceber que Jesus não estava disposto a “dar pérolas aos porcos”. Afinal de contas, Ele conhecia perfeitamente as pessoas que diariamente vinham ao seu encontro. Sabia quem estava rejeitando deliberadamente sua mensagem e quem possuía um coração acolhedor para se tornar um discípulo. Sendo assim, as mesmas parábolas que serviam para iluminar a compreensão daquele cujo coração estava aberto às verdades do Reino de Deus, funcionava como um juízo divino contra aqueles que recebiam seu ensinamento com incredulidade.

II – PARÁBOLAS: HISTÓRIAS QUE PRECISAM DE INTERPRETAÇÃO
As parábolas são histórias importantes que foram contadas por Jesus – o nosso Salvador. Por isso, elas merecem toda a nossa atenção e dedicação. Assim, a grande pergunta que precisamos responder é: o que devemos ou não fazer ao interpretar uma parábola? Vamos destacar aqui algumas dicas:

1. Devemos considerar o contexto.
É necessário estudar o contexto histórico da parábola, considerando as questões sociais, religiosas, políticas e geográficas envolvidas na história. Com esse exercício nos esforçamos para entender a parábola, prestando atenção aos detalhes que Jesus destacou, quando contou cada uma para as pessoas da sua época.

2. Devemos considerar o que está na parábola, não o que foi omitido dela.
Qualquer tentativa de interpretar uma parábola considerando aquilo que não foi dito ou está ausente, corre o risco de estar equivocada. É como pensarmos no sentimento da mãe que foi omitida na parábola do filho pródigo (Lucas 15.11-32) ou no tamanho das lamparinas das moças loucas (Mateus 25.1-13). Os elementos ausentes são dispensáveis para o entendimento da parábola. Precisamos nos deter naquilo que é essencial.

3. Devemos evitar a alegorização excessiva.
Alegoria é uma forma de linguagem utilizada para representar um significado, de forma figurada. Algumas pessoas, quando leem uma parábola na Bíblia, tentam buscar significados de cada detalhe. Por exemplo, na parábola do “bom samaritano” é comum algumas pessoas tentarem atribuir significados figurados ao azeite, ao vinho ou à estalagem quando a proposta inicial da parábola era responder à pergunta acerca do próximo (Lucas 10.29).

III – PARÁBOLAS: HISTÓRIAS QUE EXIGEM UMA RESPOSTA.
As parábolas de Jesus convocavam homens e mulheres, jovens e adultos a tomarem uma decisão, não apenas com a verdade revelada através delas, mas, sobretudo, com a pessoa que as ensinava: Jesus. A finalidade do ensino por parábolas era levar as pessoas a assumirem uma vida compromissada com Deus, santa, digna. Cada história desafiava os ouvintes a abandonarem os pecados e a viverem em obediência às Escrituras. Jesus é o Mestre dos mestres e cada um dos seus ensinamentos deve ser valorizado, honrado e seguido.

■ CONCLUSÃO
Sinta-se hoje desafiado a ouvir e a aplicar as palavras de Jesus em sua vida diária. Seja um discípulo dedicado do Senhor em casa (no trato com seus familiares), na escola (na relação com seus colegas e professores), nas redes sociais e, principalmente, na igreja. Abra o seu coração para aprender mais sobre o Senhor Jesus e sobre o Reino de Deus. As parábolas de Jesus são vivas e têm muito a nos ensinar. Entenda que cada parábola é uma convocação de Jesus à uma decisão para o arrependimento e para vivermos uma vida de fé, esperança e amor.

VAMOS PRATICAR
1. O que é uma parábola?
Uma parábola é uma espécie de comparação, tirada do cotidiano da vida, para esclarecer outra realidade.

2. Quais os dois objetivos das parábolas ensinados por Jesus aos discípulos?
A finalidade de Jesus era esconder a verdade das pessoas satisfeitas consigo mesmas (as incrédulas) e revelar a verdade às pessoas que tinham fome e sede de justiça (as que creem).

3. Cite os dois princípios necessários para se interpretar corretamente uma parábola.
São eles: (1) Considerar o contexto e (2) considerar o que está na parábola, e não o que foi omitido dela.

4. De acordo com a lição, descubra o erro na frase abaixo e reescreva-a corretamente: “As parábolas de Jesus convocam homens e mulheres, jovens e adultos a tomarem uma decisão apenas com a verdade revelada através delas.”
“As parábolas de Jesus convocavam homens e mulheres, jovens e adultos a tomarem uma decisão, não apenas com a verdade revelada através delas, mas, sobretudo, com a pessoa que as ensinava: Jesus.”

PENSE NISSO
Você sabia que Jesus era um especialista na arte de contar histórias inteligentes? Sem dúvidas Ele era o melhor! Saiba que essas histórias não eram contadas para entreter a multidão ou os seguidores de Jesus, mas para desafiá-los a tomarem uma atitude. Preparado para ser desafiado também? Então, fique atento às palavras de Jesus que estão na Bíblia e às grandes histórias que vamos estudar nesta revista.

▶ 2° TRIMESTRE DE 2024 ▶ EBD ADOLESCENTES

Estamos começando mais um trimestre. Mais um ciclo de ensino e aprendizagem. Mais uma etapa de crescimento pessoal e espiritual. Você está preparado(a) para ter novas experiências com Deus? Nesta revista vamos estudar treze PARÁBOLAS que foram pregadas pelo Senhor. Através dessas histórias, você vai aprender grandes valores, conceitos e princípios bíblicos, que irão impactar sua vida!

sexta-feira, 12 de abril de 2024

LIÇÃO 2 - A ESCOLHA ENTRE A PORTA ESTREITA E A PORTA LARGA

 2° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS

HINOS SUGERIDOS: 208 • 447 • 570 - DA HARPA CRISTÃ

TEXTO ÁUREO

Porfiai por entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão.” (Lucas 13.24)

VERDADE PRÁTICA

A porta estreita não é uma opção, mas a única alternativa  disponível para o crente entrar no céu.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Pv 15.24 A ideia da “porta estreita” presente no AT

Terça – Mt 5.39,48 Princípios celestiais da “porta estreita”

Quarta – Mt 16.24; Rm 6.6; Gl 5.24 Renúncia e a glória progressiva da “porta estreita”

Quinta -1 Co 6.9,10; Gl 5.19-21 A recompensa de quem entra pela “porta larga”

Sexta – Is 1.15,16; 55.7; Jr 73-7 A “porta estreita” é um chamado ao arrependimento

Sábado – Pv 28.13; 1 Jo 1.7 A “porta estreita” é um caminho de confissão e de perdão

LEITURA BÍBLIA EM CLASSE

Mateus 7.13,14 • 3.1-10

Mateus 7

13 – Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;

14  E porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.

Mateus 3

 E, naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judeia

– e dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus.

 Porque este é o anunciado pelo profeta Isaías, que disse: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.

 E este João tinha a sua veste de pelos de camelo e um cinto de couro em torno de seus lombos e alimentava-se de gafanhotos e de mel silvestre.

 Então, ia ter com ele Jerusalém, e toda a Judéia, e toda a província adjacente ao Jordão,

 e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados.

– E, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura?

 Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento

 e não presumais de vós mesmos, dizendo: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que mesmo destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão.

10 – E também, agora, está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo.

■ INTRODUÇÃO

Nesta lição, estudaremos o símbolo da porta estreita e da larga, do caminho apertado e do espaçoso. Nosso propósito é pontuar algumas razões que nos mostram porque devemos escolher a porta estreita e, do ponto de vista bíblico, como entrar pelo caminho apertado. Nesse sentido, veremos que o início da nossa jornada deve levar em conta o caminho que nos conduz ao Céu.

PALAVRA-CHAVE: PORTA

I - PORTAS E CAMINHOS

1.  A porta estreita. A ideia de uma “porta estreita” como caminho para a vida está presente tanto na literatura judaica quanto na cristã. Por exemplo, essa concepção é encontrada no Antigo Testamento (Pv 15.24). Sabemos que a porta é uma entrada existente em um edifício ou o muro de uma cidade, algo muito comum nos tempos antigos, em que a cidade era toda murada e, ao redor de todo o edifício, havia uma porta estreita. Era por meio dessa porta que todos entravam e saíam da cidade.

2. O caminho apertado. Quando falamos de caminho apertado, apontamos para a conduta, a maneira de viver que evidencia salvação ou perdição. Nesse sentido, a linguagem figurada do “caminho apertado”, conforme Mateus 7, aponta para os que desejam a vida eterna. Não por acaso, a palavra “apertado” vem do verbo grego thlibo que significa “prensar como uvas, espremer, pressionar com firmeza, caminho comprimido, contraído; metaforicamente, aborrecer, afligir, angustiar”. Assim, o caminho apertado é o que nos leva a praticar os ensinamentos de Jesus de modo bem concreto: amar os inimigos, não praticar a hipocrisia, acumular tesouros no céu dentre outros princípios celestiais ensinados no Sermão do Monte (Mateus 5.39,48).

3. Porta larga e caminho espaçoso. porta larga e o caminho espaçoso simbolizam uma vida sem compromisso com Cristo, segundo o padrão do Mundo. Essa porta recebe muitas pessoas que expressam crenças e valores segundo a sua vã maneira de viver. Um caminho que tem seduzido muitos por meio da busca irrefreada do prazer e das ideias que negam a Bíblia como nossa única regra de fé e conduta. Tratam-se, pois, de uma porta e de um caminho em que entram pessoas que vivem segundo suas próprias ideias (Juízes 21.25) e que não desejam ajustar-se aos ensinos das Escrituras Sagradas (João 7.38).

SINOPSE I

A porta estreita e o caminho apertado representam uma vida de compromisso com Cristo.

II - POR QUE ENTRAR PELA PORTA ESTREITA É DIFÍCIL

1. Uma porta aberta, porém, difícil. A porta para a entrada na pátria celestial está aberta. Porém, há muitos impedimentos para que a alma humana a atravesse: o egoísmo, o ego inflado, a idolatria, dentre outros. Contudo, nosso Senhor ensinou que para tomar o caminho do céu é preciso negar a si mesmo, deixar morrer o que somos para viver a vida com Ele a fim de que resulte uma glória progressiva e indizível (Mateus 16.24 • Romanos 6.6 • Gálatas 5.24).

2. As oportunidades da porta larga são atraentes. Para muitos, o caminho da porta estreita não é atraente, pois a porta larga oferece uma jornada de prazeres, deleites e libertinagem. Entretanto, os que andam nesse caminho são dominados pelas ilusões da vida, enredando-se numa sedutora fantasia. É um caminho de apego prazeroso ao mundo e de desprezo a Deus (1 João 2.15,16). Tragicamente, todos os que amam o mundo não terão direito a entrar nos céus (1 Coríntios 6.9,10 • Gálatas 5.19-21). Por isso, o cristão comprometido com o Evangelho de Cristo sabe que “o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1 João 2.17).

3. As razões das exigências. Diferentemente da porta larga e do caminho espaçoso, a porta estreita e o caminho apertado requerem uma transformação interior, uma decisão pessoal e uma disposição em seguir na contramão da maioria. Só começa a trilhar pelo caminho da porta estreita quem se reconhece em Cristo como um pecador (2 Coríntios 12.9) e com disposição de viver uma vida dirigida por Ele como um novo começo (2 Coríntios 5.17). A partir dessa jornada, o Evangelho nos faz caminhar em santidade, seguir os passos de Cristo e andar como Ele andou (1 João 2.6). Então, estaremos prontos para criar raízes e enfrentam os obstáculos de nossa jornada cristã (Lucas 8.13,14).

SINOPSE II

Seguir pelo caminho apertado requer uma disposição em seguir na contramão da maioria.

III - ENTRANDO PELA PORTA E PELO CAMINHO DO CÉU

1. Arrependimento de pecados. Por meio das palavras do arauto divino, João Batista (Mateus 3.1-10), a mensagem pregada por ele para entrar no Reino de Deus é o Arrependimento. João é uma voz que ecoa entre a Antiga e a Nova Alianças, confirmando as palavras dos profetas do Antigo Testamento, pois sua mensagem de arrependimento era a mesma pregada por Isaías e Jeremias (Isaías 1.16,15 •  55.7 • Jeremias 7.3-7). Por essa razão, é importante ponderar que o arrependimento bíblico não é uma questão meramente emocional, mas uma disposição para mudar de ideia e um exercício que envolve o aspecto mental e moral do pecador. Por meio da pregação e da aceitação do Evangelho, mediante a ação regeneradora do Espírito Santo, o pecador renuncia ao pecado, reorienta a vida e firma uma resolução de deixar o caminho espaçoso para tomar o caminho que conduz para a vida eterna.

2. Confissão de pecados. O ministério de João Batista foi impactante, de modo que iam ter com ele toda Judéia e a província do Jordão (Mateus 3.5). Os que iam até João confessavam os seus pecados para serem batizados. Ora, a Bíblia diz que todos pecaram e separados estão da glória de Deus (Romanos 3.23). Sem que o homem reconheça que é pecador, jamais compreenderá que precisa de um Salvador. Nesse aspecto, a confissão pessoal dos pecados é uma perspectiva nova que aparece com o ministério de João Batista. Em Israel, a confissão era nacional e se dava em dia especial como no Dia da Expiação (Números 5.7). Por meio do modelo de vida de João Batista, a confissão de pecados passou a fazer parte da tradição cristã. Desse modo, a pessoa confessa os seus pecados (Salmos 32.5) e afirma que crê em Deus Poderoso e Salvador (Romanos 10.9,10). Assim, quando o homem reconhece em confissão que é um pecador, ele recebe o perdão de seus pecados (Provérbios 28.13 • 1 João 1.7).

3. Produzindo frutos de arrependimento. Para João Batista, o batismo e a confissão somente não seriam as provas verdadeiras da mudança de vida. Era preciso apresentar frutos na vida como a marca de um arrependimento sincero. Em Lucas, podemos contemplar frutos concretos que João Batista esperava de quem se arrependesse: honestidade, misericórdia, respeito às autoridades, dentre outros (Lucas 3.11-14). Isso era a prova de que a natureza da pessoa havia sido verdadeiramente transformada. Portanto, uma pessoa que teve um encontro verdadeiro com Jesus produzirá frutos dignos de arrependimento, uma nova forma de pensar e agir, um novo estilo de vida (Mateus 3.2 • Mateus 21.29 • Marcos 1.15).

SINOPSE III

O verdadeiro encontro com Jesus produz no crente frutos dignos de arrependimento.

■ CONCLUSÃO

No momento que inicia sua jornada com Cristo, o cristão deve ter a consciência de que escolheu o caminho estreito e a porta apertada para trilhar o caminho do céu. Isso significa que precisamos renunciar ao eu, nossos pensamentos e desejos, para que Cristo apareça (2 Coríntios 5.17). Isso só é possível por meio de um verdadeiro arrependimento, confissão de pecados e a experiência do perdão.

1. O que significa dizer “caminho apertado”?

Quando falamos de caminho apertado, apontamos para a conduta, a maneira de viver que evidencia salvação ou perdição.

2. O que a “porta larga” e o “caminho espaçoso” simbolizam?

A porta larga e o caminho espaçoso simbolizam uma vida sem compromisso com Cristo, segundo o padrão do Mundo.

3. O que o Senhor Jesus ensinou a respeito de fazer o caminho da “porta estreita”?

Nosso Senhor ensinou que para tomar o caminho do céu é preciso negar a si mesmo, deixar morrer o que somos para viver a vida com Ele a fim de que resulte uma glória progressiva e indizível.

4. O que a “porta estreita” requer da pessoa? 

A porta estreita e o caminho apertado requerem uma transformação interior, uma decisão pessoal e uma disposição em seguir na contramão da maioria.

5. Que tipo de disposição deve haver no arrependimento bíblico? 

Trata-se de uma disposição para mudar de ideia e um exercício que envolve o aspecto mental e moral do pecador.

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