Pastor Ademar Rodrigues

Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.
``

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

LIÇÃO 3 - UMA IGREJA FIEL À PREGAÇÃO DO EVANGELHO

 3° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
"E, quando Pedro viu isto, disse ao povo: Varões israelitas, por que vos maravilhais disto? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem?"
 (Atos 3.12)

VERDADE PRÁTICA
A verdadeira pregação bíblica consiste em dar testemunho de Cristo no poder do Espírito.

LEITURA DIÁRIA

 Segunda – 1 Coríntios 1.23-25
 ■ A necessidade da pregação

 Terça – Marcos 16.15
 ■ Chamados para pregar

 Quarta – Lucas 4.18
 ■ Ungido para pregar

 Quinta – Atos 4.16
 ■  Pregando Cristo

 Sexta – Atos 4.19
 ■ Um chamado ao arrependimento

 Sábado – Atos 4.25
 ■ A ênfase da promessa abraâmica

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

11 - E, apegando-se ele a Pedro e João, todo o povo correu atônito para junto deles no alpendre chamado de Salomão.
12 - E, quando Pedro viu isto, disse ao povo: Varões israelitas, por que vos maravilhais disto? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem?
13 - O Deus de Abraão, e de Isaque, e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu Filho Jesus, a quem vós entregastes e perante a face de Pilatos negastes, tendo ele determinado que fosse solto.
14 - Mas vós negastes o Santo e o Justo e pedistes que se vos desse um homem homicida.
15 - E matastes o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dos mortos e que nós somos testemunhas.
16 - E, pela fé no seu nome, fortalecer a este que vedes e conheceis; e a fé que é por ele deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde.
17 - E agora, irmãos, eu sei que o fizestes por ignorância, como também os vossos príncipes.
18 - Mas Deus assim cumpriu o que já dantes pela boca de todos os seus profetas havia anunciado: que Cristo havia de padecer.
19 - Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor.

Hinos Sugeridos: 18 • 227 • 505 da Harpa Cristã

■ INTRODUÇÃO
Esta lição mostrará uma das marcas de uma igreja bíblica: seu compromisso com a pregação da Palavra de Deus. Uma igreja verdadeira valoriza a mensagem das Escrituras e coloca Jesus Cristo no centro de tudo o que ensina. É por meio da pregação da Bíblia que o mundo pode conhecer a Cristo. Além disso, uma igreja bíblica prega no poder do Espírito Santo. Não transmite apenas palavras vazias, mas a mensagem viva e transformadora que vem da inspiração do Espírito de Deus. Por fim, uma igreja bíblica traz esperança para aqueles que já não enxergam saída. Ela anuncia que há um futuro de refrigério e renovação na presença do Senhor.

Palavra-Chave: Pregação

– A IGREJA QUE PREGA AS ESCRITURAS
1. As Escrituras revelam Deus. A Igreja deve pregar as Escrituras, pois elas revelam Deus. A segunda pregação de Pedro, registrada em Atos 3.11-26, é um grande exemplo disso. A mensagem do apóstolo é completamente baseada nas Escrituras e coloca Deus no centro. Pedro usa trechos das Escrituras para fundamentar sua pregação, citando Deuteronômio 18.15-19 (v.23) e Gênesis 22.18 (v.25). Há também uma conexão como o Salmos 22.1-31 (v.18) e a Daniel 9.26 (cf. v.18). Além disso, Pedro mostra que Deus sempre esteve presente e agindo na história do seu povo (Atos 3.13), da mesma forma que os autores da Bíblia falavam sobre a revelação de Deus ao longo dos tempos (cf. Gn 26.24; 28.13; 31.42,53; 32.9; Êx 4.5; 1 Rs 18.36; 1 Cr 29.18; 2 Cr 30.6; Sl 47.9).

2. As Escrituras testemunham de Jesus. As Escrituras apontam para Cristo. Jesus disse que as Escrituras davam testemunho dEle (João 5.39). Cristo é o centro da Bíblia. Essa era também a compreensão do apóstolo Pedro. Segundo suas palavras, os profetas anunciaram antecipadamente o sofrimento de Cristo (Atos 3.18). A pregação de Pedro invocou o testemunho das Escrituras para mostrar que a rejeição de Jesus e sua morte não foram por acaso  já haviam sido preditas pelos antigos profetas.

3. As Escrituras confrontam o pecado. A verdadeira pregação também mostra o problema do pecado e o confronta (Atos 3.19). No texto citado, Pedro usa o termo grego metanoéō, traduzido aqui como “arrependei-vos”. Essa palavra, além do já conhecido sentido de “arrependimento”, significa também mudança de mente e mudança interior, especialmente no que diz respeito à aceitação da vontade de Deus. A pregação bíblica deve confrontar o pecado e exige uma mudança radical dos seus ouvintes. 

SINOPSE I
A igreja bíblica fundamenta sua pregação nas Escrituras, que revelam Deus e testemunham de Jesus Cristo.

A tragédia da igreja acontece quando ela não consegue ser discipulada, nem tampouco discipular.


II – A IGREIA QUE PREGA NO PODER DO ESPÍRITO
1. O Espírito capacita o mensageiro. Não podemos nos esquecer de que Pedro estava cheio do Espírito Santo quando pregou a mensagem registrada em Atos 3. Isso fica evidente no uso do verbo grego atenízō, traduzido como "fixar os olhos" na passagem: "E Pedro, com João, fitando os olhos nele" (Atos 3.4). O estudioso Strong explica que, no Novo Testamento, esse termo é usado para descrever momentos de revelação, reconhecimento ou atenção especial, geralmente ligados a acontecimentos divinos ou milagrosos. 

2. "Fixar os olhos". Essa mesma expressão também é usada para descrever o apóstolo Paulo, cheio do Espírito Santo, quando olhou fixamente para um homem paralítico na cidade de Listra e o curou (Atos 4.9). Da mesma forma, aparece em Atos 13.9, quando Paulo, cheio do Espírito Santo, fixou os olhos no falso profeta Elimas para repreendê-lo. Retomando o episódio de Pedro, isso nos mostra que ele não apenas estava capacitado para curar, mas também estava ungido para pregar. O Espírito Santo é quem inspira e dá poder à pregação da Palavra. Portanto, pregar não é apenas fazer um discurso! Pregar é anunciar a mensagem de Deus com a autoridade e a unção do Espírito Santo. 

3. O Espírito glorificará a Jesus. fesus disse que o Espírito Santo o glorificaria (João 16.14). O Espírito nunca chama a atenção para si mesmo, mas sempre aponta para Cristo. Isso é exatamente o que vemos na cura do paralítico na Porta Formosa, em Atos 3. Pedro, cheio do Espírito Santo, não poderia aceitar ser o centro das atenções. Ele deixou claro que o milagre não aconteceu por seu próprio poder ou santidade: "Varões israelitas, por que vos maravilhais disto? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem?" (Atos 3.12). Da mesma forma, qualquer pregação que tira o foco de Cristo e coloca o homem no centro não é uma pregação bíblica. Isso não passa de um discurso humano. 

SINOPSE II
A igreja que prega no poder do Espírito tem mensageiros capacitados, mensagens inspiradas pelo Espírito Santo e glorifica a Cristo.

III – A IGREJA QUE PREGA A ESPERANÇA VINDOURA
1. Alerta a uma sociedade indiferente e insensível. O apóstolo Pedro já havia exortado os seus ouvintes na sua primeira pregação a salvarem-se daquela "geração perversa" (Atos 2.40). Agora, ele reconhece que aquela era também uma geração "ignorante" (Atos 3.17). Era uma cultura indiferente e insensível para a realidade espiritual. Era, portanto, uma geração sem esperança (1 Tessalonicenses 4.13). A insensibilidade às coisas espirituais é a marca daqueles que não conhecem a Deus (1 Tessalonicenses 4.5). É a essas pessoas que a mensagem da cruz deve ser pregada.

2. A promessa da Segunda Vinda. Concluindo a sua pregação, Pedro deixa uma mensagem de esperança: "e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor" (Atos 3.19). Por um lado, os ouvintes do apóstolo já podiam experimentar a bênção prometida a Abraão, que fora trazida por Jesus, o Messias. Essa bênção, portanto, já era uma realidade. Por outro lado, essas palavras de Pedro olham para o futuro, apontando para um "refrigério" dos últimos dias que fora prometido a Israel. Trata-se da futura "restauração de todas as coisas". A Igreja, portanto, tem uma mensagem de esperança para aqueles que estão sem esperança. É uma realidade que, no tempo de Deus, se cumprirá.

SINOPSE III
A igreja que prega a esperança vindoura alerta uma sociedade indiferente à realidade espiritual, proclamando a promessa da Segunda Vinda de Cristo.

■ CONCLUSÃO
Chegamos ao fim de mais uma lição. Nela, vimos a grande importância que a pregação bíblica tem e como devemos ser fiéis na exposição do texto sagrado. Pedro, mesmo sendo um simples pescador, com uma gramática e conhecimentos limitados, sabia expor com maestria as Escrituras Sagradas. Assim como ele, devemos nos render totalmente ao Espírito Santo, sendo cheios dEle, para sermos exitosos no ministério da Palavra de Deus. Uma igreja bíblica é uma igreja que vive e sabe expor as Sagradas Escrituras.

REVISANDO O CONTEÚDO

1. Em que a pregação do apóstolo Pedro é baseada?
A pregação do apóstolo Pedro é baseada nas Escrituras. O apóstolo usou trechos das Escrituras para fundamentar sua pregação.

2. O que a pregação de Pedro invocou? 
A pregação de Pedro invocou o testemunho das Escrituras para mostrar que a rejeição de Iesus e sua morte não foram por acaso, mas já haviarn sido preditas pelos antigos profetas.

3. Como a expressão "fixar os olhos" é usada para descrever o apóstolo? 
A expressão "fixar os olhos" é usada para descrever o apóstolo em momentos de revelação, reconhecimento ou atenção especial, geralmente ligados a acontecimentos divinos ou milagrosos, mostrando que Pedro não apenas estava capacitado para curar, mas também ungido para pregar. 

4. Como podemos identificar uma pregação não bíblica?
Podemos identificar uma pregação não bíblica quando ela tira o foco de Cristo e coloca o homem no centro, não passando de urn discurso humano. 

5. De quem é a marca da insensibilidade espiritual?
A insensibilidade espiritual é a rnarca daqueles que não conhecem a Deus.


NÃO SAIA SEM ANTES...


 ■ Deixar um comentário
 ■ Se inscrever
 ■ Compartilhar com seus amigos!


LIÇÃO            2    3    4    5    6    7    8    9    10    11    12    13  



Me siga:



LIÇÃO 2 - A IGREJA DE JERUSALÉM: UM MODELO A SER SEGUIDO

 3° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
"E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações."

VERDADE PRÁTICA
A Igreja de Jerusalém, como igreja-mãe, tornou-se exemplo para as demais. Um modelo a ser seguido por todas as igrejas verdadeiramente bíblícas.

LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Atos 1.12-14
 ■ Esperando em oração

 Terça – Atos 2.38
 ■ A necessidade da conversão espiritual

 Quarta – Atos 2.42
 ■ Os pilares da igreja cristã

 Quinta – Atos 2.38,39
 ■  Arrependimento, batismo e o dom do Espírito Santo

 Sexta – Atos 2.39
 ■ A atualidade da promessa

 Sábado – Atos 2.43
 ■ Uma igreja reverente

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Atos 2.37-47

37 - Ouvindo eles ísto, compungiram-se em seu coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, varões irmãos? 
38 - E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.
39 - Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor chamar. 
40 - E com muitas outras palavras isto testificava e os exortava, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa.
41 - De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e, naquele dia, agregaram-se quase três mil almas. 
42 - E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.
43 - Em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.
44 - Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum.
45 - Vendiam suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade.
46 - E, perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,
47 - louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.

Hinos Sugeridos: 306 • 400 • 577 da Harpa Cristã

■ INTRODUÇÃO
Por ser a Igreja-mãe, Jerusalém torna-se o modelo para as demais igrejas que foram implantadas. É de Jerusalém que partem as decisões que buscam, por exemplo, disciplinar e padronizar determinadas práticas cristãs. A igreja de Jerusalém já nasce forte! Sendo de origem divina, cheia do Espírito Santo e supervisionada pelos apóstolos, essa igreja é bem alicerçada. Isso fica claro no ministério da Palavra, a quem os apóstolos se devotaram inteiramente e ao exercício dos diversos dons que abundavam no seu meio. É, portanto, uma igreja da Palavra e do Espírito. E mais - é uma igreja onde a observância das ordenanças de Cristo é praticada na esfera do culto cristão. Assim, a igreja cristã primitiva exibe marcas que se tornaram um padrão para todas as igrejas em todas as épocas e lugares.

Palavra-Chave: Modelo

I – UMA IGREJA COM SÓLIDOS ALICERCES
1. Uma igreja com fundamento doutrinário. A igreja de Jerusalém era uma igreja bem doutrinada. Lucas diz gue, antes de ascender aos céus, Cristo deu "mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera" (Atos  1.2). Uma igreja genuinamente cristã reflete a prática e os ensinos dos apóstolos. É exatamente isso o que o livro de Atos diz da primeira igreja: "E perseveravam na doutrina dos apóstolos" (Atos 2.42). Uma igreja só pode ser considerada genuinamente cristã quando ela consegue ensinar e doutrinar seus membros de tal forma que eles passem a refletir o caráter de Cristo. 

2. "Perseveravam na doutrina dos apóstolos" (At 2.42). A expressão diz muito sobre o processo de discipulado da igreja de Jerusalém. Era uma igreja bem doutrinada, e, portanto, bem discipulada. A palavra "doutrina" traduz o termo grego didaché, que significa "ensinar" e "instruir". Tem a ver, portanto, com o discipulado cristão. O discípulo é alguém que consegue reproduzir, isto é, levar adiante o que aprendeu de seu Mestre. Os apóstolos aprenderam de Cristo; a igreja cristã primitiva aprendeu dos apóstolos e agora vivia isso a fim de transmitir a outros o que aprendeu. A tragédia da igreja acontece quando ela não consegue ser discipulada, nem tampouco discipular. 

3. Uma igreja relacional e piedosa. A igreja de Jerusalém perseverava na "comunhão" (Atos 2.42). A maioria dos intérpretes entende que a palavra grega koinonia, traduzida aqui como "comunhão" é uma referência às relações interpessoais dos primitivos cristãos. A primeira igreja era, portanto, uma igreja relacional. Assim, perseverar na comunhão tem o sentido de "se dedicar" à construção de bons relacionamentos. Tem a ver com o modo de vida dos crentes. Sem o cultivo de relações interpessoais fortes, a igreja cai em um mero ativismo. Há muita atividade, mas sem o calor humano que caracteriza a verdadeira vida cristã. A mesma igreja que perseverava na doutrina dos apóstolos e na comunhão era a mesma igreja que vivia em oração (Atos 2.42). A igreja de Jerusalém orava! Assim, Pedro e João foram ao templo na hora nona de oração (Atos 3.1); os apóstolos estabeleceram como prática dedicar-se à oração (Atos 6.4) e a Igreja reunida na casa de Maria, mãe de Marcos, se dedicava à oração (Atos 12.5). 

SINOPSE I
A igreja de Jerusalém tinha como característica a perseverança na doutrina, comunhão e oração. Isso fazia dela uma igreia piedosa.

A tragédia da igreja acontece quando ela não consegue ser discipulada, nem tampouco discipular.


II – UMA IGREJA OBSERVADORA DOS SÍMBOLOS CRISTÃOS
1. O Batismo. Após o primeiro sermão do apóstolo Pedro na igreja de Jerusalém, e como resposta a uma pergunta, ele disse ao povo: "Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados" (Atos 2.38). Naquela época, a primeira igreja batizava quem se convertia. Ela sabia que o batismo era uma das ordenanças de Jesus e que ele era um dos principais símbolos da fé cristã (Marcos 16.16). O batismo era um dos primeiros passos da fé cristã, um rito de entrada para a nova vida em Cristo. Mas para ser batizado, a pessoa precisava ter se arrependido dos seus pecados e crido em Jesus. Era preciso ter consciência do sentido desse símbolo de fé. Assim, o batismo era um testemunho público de que a pessoa havia se convertido. Por meio dele, os cristãos de Jerusalém mostravam ao mundo que sua vida agora era diferente, que eles tinham uma nova vida em Cristo. 

2. A Ceia do Senhor. A Ceia do Senhor é a outra ordenança dada por Jesus e que foi observada pela igreja de Jerusalém. "E perseveravam... no partir do pão" (Atos 2.42). A maioria dos estudiosos concorda que esse texto é uma referência à prática da Ceia do Senhor entre os primeiros cristãos. Donald Gee, um dos principais mestres do pentecostalismo britânico, disse que, quando tomada corretamente, a Ceia leva a Igreja ao próprio coração de sua fé; ao próprio centro do Evangelho; ao objeto supremo do amor de Deus. Portanto, quão abençoado é esse "'partir do pão"! Parece provável que os primeiros cristãos, combinando essa ordenança simples com a "festa do amor" de sua refeição comuffi, lembravam assim a morte do Senhor "todos os dias" (Atos 2.42-46).

SINOPSE II
Na igreja de Jerusalém os símbolos essenciais da fé cristã, o Batismo e a Ceia do Senhor, eram reverentemente observados.

III – UMA IGREJA MODELO
1. Uma igreia reverente e cheia de dons. É dito da igreja de Jerusalém: "Em cada alma havia temor" (Atos 2.43). A palavra grega traduzida como "temor" é phóbos, que também significa "reverência, respeito pelo sagrado". Havia um forte sentimento da presença de Deus! Havia um clima da presença do sagrado, do que é santo, o mesmo sentido que teve Moisés quando o Senhor o mandou tirar os sapatos dos pés porque o lugar "é terra santa" (Êxodo 3.5). Precisamos aprender com a primeira igreja! Não podemos perder o respeito pelo sagrado. Lucas destaca que "muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos" (Atos 2.43). "Sinais (gr. Téras) e maravilhas (gr. Sémeion)" são as mesmas palavras usadas pelo apóstolo Paulo para se referir aos dons do Espírito Santo que se manifestavam em suas ações missionárias (Romanos 5.19). Os dons espirituais ornamentavam a igreja cristã primitiva. 

2. Uma igreja acolhedora. Dentre as muitas marcas de uma igreja relevante, o acolhimento aparece como uma das suas principais. Uma igreja, para se tornar relevante, necessariamente deve ser acolhedora. A igreja de Jerusalém é um modelo de igreja acolhedora. Além de estarem juntos, o texto bíblico diz que naquela igreja "todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum" (Atos 2.44). Não é fácil partilhar, muito menos acolher. A nossa tendência é nos fechar em nosso mundo e deixar de fora quem achamos ser inconveniente. Numa igreja acolhedora, os membros se sentem acolhidos e parte do grupo. 

3. Uma igreja adoradora. A igreja de Jerusalém era também uma igreja adoradora: "louvando a Deus" (Atos 2.47). "Louvando", traduz o verbo grego aineo. É o mesmo termo usado para se referir aos anjos e pastores que louvavam a Deus por ocasião do nascimento de Jesus (Lucas 2.13,20); é usado também para descrever o paralítico que louvava a Deus depois que foi curado junto a Porta Formosa do Templo (Atos 3.8). É, portanto, uma expressão de júbilo e de gratidão. Louvar é muito mais que simplesmente "cantar"; é uma expressão de rendição e total entrega! E o reconhecimento da grandeza de Deus e de seus poderosos feitos.

SINOPSE III
Os princípios da Igreja de Jerusalém nos ensinam a viver a dimensão espiritual, do acolhimento e da adoração.

■ CONCLUSÃO
Vimos, nesta lição, algumas características que marcaram a primeira igreja. Frequentemente, nos referimos a ela como a "Igreja Primitiva". Vemos como sendo uma igreja ideal, modelo para todas as outras. De fato, ela é a igreja-mãe. Isso, contudo, não significa dizer que a igreja de Jerusalém não tivesse problemas. Pelo contrário, veremos em outras lições, que havia alguns bem desafiadores. Nada, contudo, que tire o seu brilho e nos impeça de nos espelharmos nela.

REVISANDO O CONTEÚDO

1. Qual a expressão bíblica que diz muito sobre o processo de discipulado da igreja de Jerusalém?
A expressão é: "Perseveravarn na doutrina dos apóstolos" (Atos 2.42). Isso demonstra que a igreja de Jerusalérn era bem doutrinada e discipulada, refletindo os ensinamentos dos apóstolos. 

2. O que significa a palavra grega "koinonia", mencionada no texto em referência à igreja de Jerusalém?
"Koinonia significa "comunhão" e se refere às relações interpessoais dos primeiros cristãos, destacando que a igreja era relacional e dedicada à construção de bons relacionamentos. 

3. Como o batismo era visto na igreja de lerusalém?
O batismo era considerado uma ordenança de Jesus e um dos principais símbolos da fé cristã. Ele representava um rito de entrada para a nova vida em Cristo, sendo um testemunho público de conversão.

4. O que Donald Gee diz a respeito da Ceia do Senhor?
Donald Gee afirrnou que, quando tornada corretamente, a Ceia leva a Igreja ao próprio coração de sua fé ao centro do Evangelho e ao objeto supremo do amor de Deus. 

5. O que a igreja pode fazer para se tornar relevante?
Uma igreja, para se tornar relevante, necessariamente deve ser acolhedora.


NÃO SAIA SEM ANTES...


 ■ Deixar um comentário
 ■ Se inscrever
 ■ Compartilhar com seus amigos!


LIÇÃO            2    3    4    5    6    7    8    9    10    11    12    13  



Me siga:



LIÇÃO 1 - A IGREJA QUE NASCEU NO PENTECOSTES

 3° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
“E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes 
concedia que falassem.” 

• Eles começaram a falar em idiomas que não conheciam, compreendidos por pessoas de diversas nações presentes em Jerusalém.

VERDADE PRÁTICA
A Igreja nasce no Pentecostes capacitada pelo Espírito para cumprir sua missão.

• Este evento marca o início da missão da Igreja, com poder e direção espiritual

LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Atos 2.1-3
 ■ A manifestação divina e os sinais do Pentecostes

 Terça – Atos 2.4
 ■ O derramamento do Espírito

 Quarta – Atos 2.11 • 10.46
 ■ Louvor e adoração

 Quinta – Atos 2.20
 ■  A esperança futura

 Sexta – Atos 1.5
 ■ Uma experiência específica e definida

 Sábado – Efésios 5.18
 ■ Uma experiência contínua

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 - Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; 
2 - e, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. 
3 - E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. 
4 - E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. 
5 - E em Jerusalém estavam habitando judeus, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. 
6 - E, correndo aquela voz, ajuntou-se uma multidão e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. 
7 - E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! Não são galileus todos esses homens que 
estão falando? 
8 - Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos? 
9 - Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, e Judeia, e Capadócia, e Ponto, e Ásia, 
10 - e Frígia, e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos (tanto judeus como prosélitos), 
11 - e cretenses, e árabes, todos os temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus. 
12 - E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer?
13 - E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto. 
14 - Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a voz e disse-lhes: Varões judeus e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras.

Hinos Sugeridos: 24 • 155 • 387 da Harpa Cristã

■ INTRODUÇÃO
A Igreja nasceu no dia de Pentecostes. Esse evento marcou o início de uma nova era: a era da Igreja. O Pentecostes era uma das festas mais importantes dos judeus e acontecia cinquenta dias depois da Páscoa. Foi nesse dia especial que Deus derramou o Espírito Santo sobre todos os discípulos, batizando-os. O derramamento do Espírito no Pentecostes marca o início da Igreja como uma comunidade de profetas, como foi profetizado por Joel (Joel 2.28). No livro de Atos, Lucas ensina que esse acontecimento tinha um significado especial para o fim dos tempos, pois já havia sido anunciado pelos profetas do Antigo Testamento. Além disso, o Pentecostes foi uma prova clara de que Jesus havia ressuscitado. O propósito desse derramamento do Espírito Santo foi dar poder à Igreja para testemunhar de Cristo ao mundo e levá-la à verdadeira adoração. Isso é o que veremos nesta lição.

Palavra-Chave: Pentecostes

I – A NATUREZA DO PENTECOSTES BÍBLICO
1. De natureza divina.
Lucas relata que, por ocasião do derramamento do Espírito no dia de Pentecostes, foi ouvido do céu “um som, como de um vento veemente e impetuoso” que “encheu toda a casa em que estavam assentados” (Atos  2.2) e que “foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo” (Atos 2.3). Os estudiosos da Bíblia explicam que esses sinais são manifestações da presença de Deus, chamadas de “teofanias”. Isso significa que Deus se revelou de maneira visível e audível, assim como fez no Monte Sinai, quando entregou a Lei a Moisés. Naquela ocasião, houve trovões, relâmpagos e um som forte, e o povo ouviu a voz de Deus e viu um grande fogo (Êxodo  19.16). Moisés depois lembrou ao povo desse momento, dizendo: “desde os céus te fez ouvir a sua voz, para te ensinar, e sobre a terra te mostrou o seu grande fogo, e ouviste as suas palavras do meio do fogo” (Deuteronômio 4.36). 

2. Um evento paralelo ao Sinai. Assim como no Sinai, onde a presença de Deus se tornou real, como uma das experiências mais marcantes na história do antigo povo de Deus, de uma forma muito mais gloriosa e profunda, o Pentecostes marcou o Encontro do Espírito de Deus com a Igreja. Pentecostes, portanto, é a experiência do Espírito Santo. Lá no Sinai, a letra da Lei foi escrita em tábuas de pedras (Deuteronômio 9.10,11); aqui, no Pentecostes, a Palavra de Deus foi escrita nos corações (Jeremias  31.33 •  2 Coríntios 3.3)!

3. Centrada em Cristo e nos tempos finais. Na sua pregação no dia de Pentecostes, Pedro deixou claro que esse evento estava totalmente ligado a Jesus. Ele mostrou que o derramamento do Espírito Santo estava diretamente relacionado à morte, ressurreição e ascensão de Cristo (Atos 2.23,24, 32,33). Isso significa que, embora o Pentecostes seja uma manifestação do Espírito Santo, ele também é cristocêntrico, ou seja, tem Cristo como seu centro. Sem a cruz de Cristo, o Pentecostes perderia seu verdadeiro significado, pois não há Pentecostes sem a cruz. Além disso, Pedro explicou que o Pentecostes foi o cumprimento da profecia de Joel (Joel 2.28), que anunciava que Deus derramaria o seu Espírito sobre toda a humanidade. Quando Pedro usou a expressão “nos últimos dias” (Atos 2.17), ele mostrou que esse evento tinha um significado escatológico, ou seja, estava ligado ao plano de Deus para os tempos finais.

SINOPSE I
O Pentecoste Bíblico é um evento de natureza divina, centrado em Cristo e nos “tempos finais”.

O Pentecostes tem uma dimensão escatológica, pois aconteceu "antes de chegar o grande e glorioso Dia do Senhor".


II – O PROPÓSITO DO PENTECOSTES BÍBLICO
1. Promover a verdadeira adoração. As manifestações externas, como o som ou vento e o fogo ocorridas no Pentecostes, prendem nossa atenção. Contudo, não podemos perder de vista o que o Pentecostes produz internamente na vida do crente. Um dos propósitos marcantes do Pentecostes em Jerusalém foi promover a verdadeira adoração: “temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus” (Atos 2.11). Logo, o Pentecostes que não adora não é bíblico. De fato, quando os gentios experimentaram o Pentecostes, eles também “magnificavam” a Deus (Atos 10.46). Da mesma forma, o apóstolo Paulo diz que um crente pentecostal, cheio do Espírito, dá “bem as graças” (1 Coríntios 14.17). O fogo pentecostal promove o verdadeiro louvor. 

2. Poder para testemunhar. O Pentecostes tem uma dimensão escatológica, pois aconteceu “antes de chegar o grande e glorioso Dia do Senhor” (Atos  2.20). No entanto, essa realidade dos últimos tempos não significa que a Igreja deve ter uma visão escapista, ou seja, desejar fugir do mundo a qualquer custo. O Pentecostes não foi dado para que os crentes se isolassem, mas para que fossem capacitados a testemunhar e viver no mundo até a volta de Cristo. A Igreja deve aguardar com esperança, mas também cumprir sua missão até o fim. Para cumprir essa missão ela necessita de poder para testemunhar (Lucas 24.49 • Atos 1.8). De fato, é isso o que acontece depois do Pentecostes (Atos 4.33).

SINOPSE II
O propósito do Pentecostes Bíblico é promover a verdadeira adoração e capacitar os crentes para testemunhar.

III – CARACTERÍSTICAS DO PENTECOSTES BÍBLICO
1. Uma experiência específica. Em Atos dos Apóstolos, o derramamento do Espírito no dia de Pentecostes é mostrado como o “batismo no Espírito Santo” dos crentes (Atos 1.5,8). Naquele dia o Senhor Jesus batizou quase 120 pessoas no Espírito Santo (Atos 1.15; 2.4). Essas pessoas já eram regeneradas, isto é, salvas. Jesus já havia dito que elas já estavam limpas pela Palavra (João 15.3); e que seus nomes estavam arrolados nos céus (Lucas 10.20). Eram, portanto, crentes. Contudo, Jesus as mandou esperar pela experiência pentecostal, isto é, o batismo no Espírito Santo (Atos 1.5). O Pentecostes bíblico é, por conseguinte, distinto da salvação. Na verdade, a obra salvífica de Cristo na Cruz proveu a bênção pentecostal (Atos 2.33).

O Pentecostes bíblico é, portanto, distinto da salvação. Na verdade, a obra salvífi ca de Cristo na Cruz proveu a bênção pentecostal.

2. Uma experiência definida e contínua. Como resultado do enchimento do Espírito Santo, os crentes “começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (Atos 2.4). A Escritura é clara em mostrar que a evidência inicial do batismo pentecostal foi os crentes falarem em outras línguas. Não há dúvidas de que outros resultados ou evidências do batismo no Espírito Santo se seguem. Contudo, foi o falar em línguas, não o sentir uma grande alegria ou mesmo um amor afetuoso demonstrado por eles, que deixou os crentes judeus convencidos de que os gentios haviam recebido o batismo no Espírito Santo (Atos 10.44-46).

3. As línguas e o amor. A evidência física e inicial ou sinal do batismo no Espírito Santo foi o falar em outras línguas. Não foi uma grande alegria ou um amor afetuoso que evidenciaram o batismo no Espírito Santo. Paulo, por exemplo, disse que “o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Romanos  5.5). O apóstolo escreveu para uma igreja Pentecostal e o amor aparece aqui não como uma evidência de enchimento, mas de crescimento e maturidade em Cristo.

SINOPSE III
O Pentecostes Bíblico é caracterizado por uma experiência definida e contínua, na qual as línguas são a evidência do enchimento do Espírito.

■ CONCLUSÃO
Como vimos, o Pentecostes marcou o início da era da Igreja. Jesus, agora glorificado, batizou os crentes no Espírito Santo (Atos 2.4), e o Espírito Santo os inseriu no Corpo de Cristo, que é a Igreja (1 Coríntios  12.13), cujo nascedouro foi no Pentecostes. Esse evento é essencial porque mostrou que Deus deseja uma Igreja capacitada para cumprir sua missão que é pregar o Evangelho ao mundo, tanto por palavras quanto por ações. No entanto, essa missão só pode ser realizada com êxito pelo poder do Espírito Santo.

REVISANDO O CONTEÚDO

1. Quais fenômenos registrados em Atos 2.2,3 são considerados teofânicos?
“Um som, como de um vento veemente e impetuoso” e “línguas repartidas, como que de fogo”. 

2. Segundo o apóstolo Pedro, qual profecia do Antigo Testamento se cumpriu no Pentecostes, e como isso demonstra o aspecto escatológico desse evento? 
Pedro explicou que o Pentecostes foi o cumprimento da profecia de Joel (Joel 2.28), que anunciava que Deus derramaria o seu Espírito sobre toda a humanidade. 

3. Cite um dos propósitos marcantes do Pentecostes em Jerusalém, conforme Atos 2.11.
Um dos propósitos marcantes do Pentecoste em Jerusalém foi promover a verdadeira adoração: “temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus” (Atos 2.11). 

4. Segundo Atos 1.8, para que a Igreja necessita do poder do Espírito Santo? 
Para cumprir essa missão ela necessita de poder para testemunhar (Lucas 24.49 • Atos 1.8). 

5. Por que o Pentecostes bíblico é distinto da salvação, segundo Atos 1.5 e Atos 2.33? 
Porque, na verdade, a obra salvífica de Cristo na Cruz proveu a bênção pentecostal (Atos 2.33).

VOCABULÁRIO
Afetuoso: Amoroso, carinhoso, afeiçoado, querido, amável, gentil, bondoso.
Teofania: Manifestação visível de Deus ou uma aparição de sua presença de forma tangível, como no fogo ou na nuvem no Monte Sinai (Êxodo 19) ou no Pentecostes (Atos 2).


NÃO SAIA SEM ANTES...


 ■ Deixar um comentário
 ■ Se inscrever
 ■ Compartilhar com seus amigos!


LIÇÃO            2    3    4    5    6    7    8    9    10    11    12    13  



Me siga:



Postagens Populares