Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.
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quinta-feira, 21 de agosto de 2025

LIÇÃO 12 - O CARÁTER MISSIONÁRIO DA IGREJA DE JERUSALÉM

 3° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


A lição destaca como a Igreja de Jerusalém, mesmo diante de perseguições, manteve seu compromisso com a missão de evangelizar, expandindo o Evangelho para além das fronteiras de Israel, especialmente através da atuação dos cristãos dispersos após a morte de Estêvão.


TEXTO ÁUREO
E havia entre eles alguns varões de Chipre e de Cirene, os quais, entrando em Antioquia, falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus.”
(Atos 11.20).

VERDADE PRÁTICA
Faz parte da missão da Igreja a evangelização de povos não alcançados.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Atos 1.8 
 ■ Alcançando os confins da terra


 Terça – Romanos 15.24
 ■
O Evangelho além-mar


 Quarta – Atos 11.20,21
 ■
Implantando igrejas


 Quinta – Atos 14.21
 ■
Fazendo discípulos


 Sexta – Atos 11.26
 ■
Formando a identidade cristã


 Sábado – Atos 11.29
 ■
Socorrendo os necessitados



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 11.19-30

19 — E os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia, não anunciando a ninguém a palavra senão somente aos judeus.
20 — E havia entre eles alguns varões de Chipre e de Cirene, os quais, entrando em Antioquia, falaram aos gregos, anunciando o Senhor Jesus.
21 — E a mão do Senhor era com eles; e grande número creu e se converteu ao Senhor.
22 — E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé até Antioquia,
23 — o qual, quando chegou e viu a graça de Deus, se alegrou e exortou a todos a que, com firmeza de coração, permanecessem no Senhor.
24 — Porque era homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor.
25 — E partiu Barnabé para Tarso, a buscar Saulo; e, achando-o, o conduziu para Antioquia.
26 — E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja e ensinaram muita gente. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.
27 — Naqueles dias, desceram profetas de Jerusalém para Antioquia.
28 — E, levantando-se um deles, por nome Ágabo, dava a entender, pelo Espírito, que haveria uma grande fome em todo o mundo, e isso aconteceu no tempo de Cláudio César.
29 — E os discípulos determinaram mandar, cada um conforme o que pudesse, socorro aos irmãos que habitavam na Judeia.
30 — O que eles com efeito fizeram, enviando-o aos anciãos por mão de Barnabé e de Saulo.


Hinos Sugeridos: 9 • 11 • 34 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
Como o evangelho alcançou Antioquia, uma importante cidade da Síria dentro do Império Romano? Conhecer esse fato é relevante porque, pela primeira vez, cristãos de Jerusalém levam a mensagem da cruz aos gentios fora das fronteiras de Israel. Com o ingresso do Evangelho na cidade de Antioquia, a igreja dava seu primeiro salto na missão transcultural. Nesta lição, estudaremos sobre como o “Ide” de Jesus é levado a sério por um grupo de cristãos refugiados, vítimas da perseguição que sobreviera a Estêvão em Jerusalém. Esses crentes, mesmo sendo leigos, possuíam uma forte consciência missionária. E, quando perseguidos, não escondiam sua fé, mas a compartilhavam apontando sempre para a cruz de Cristo. Esse é um belo exemplo de fé cristã que deve, não somente nos inspirar, mas, sobretudo, nos levar a agir como eles.

Palavra-Chave: Missão

I – UMA IGREJA COM CONSCIÊNCIA MISSIONÁRIA
• A perseguição em Jerusalém levou os cristãos a outras regiões (Fenícia, Chipre, Antioquia).
• Mesmo dispersos, continuaram pregando com ousadia.
• Eram leigos, mas capacitados pelo Espírito Santo, e fundaram a igreja em Antioquia.

1. O Evangelho para além da fronteira de Israel. Lucas abre essa seção de seu livro fazendo referência aos cristãos, “os que foram dispersos pela perseguição que sucedeu por causa de Estêvão caminharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia” (Atos 11.19). Observamos que essa passagem bíblica faz um paralelo com Atos 8.1-4 onde narra o início da perseguição em Jerusalém que gerou a dispersão cristã. Assim como Filipe, que em razão da perseguição levou o Evangelho à cidade de Samaria, da mesma forma esses crentes, que também faziam parte desse grupo de cristãos perseguidos, levaram o Evangelho para além da fronteira de Israel.

2. Cristãos dispersados, mas conscientes de sua missão. Esses cristãos dispersados, após fugirem de uma perseguição feroz, não esconderam a sua fé. Aonde chegavam, anunciavam a Palavra de Deus (Atos 11.19,20). Foi assim que eles deram testemunho do Evangelho na Fenícia, Chipre e Antioquia. O que vemos são cristãos conscientes da missão de testemunhar de sua fé onde quer que estivessem. Eles haviam sido comissionados para isso (Mateus 28.19 • Atos 1.8). Somente cristãos participantes de uma igreja consciente de sua tarefa missionária age dessa forma. Eles não perdem o foco: anunciam o Senhor Jesus em qualquer tempo, lugar e circunstância.

3. Cristãos leigos, mas capacitados pelo Espírito. Lucas destaca que dentre esses cristãos havia “alguns” que levaram o Evangelho para Antioquia, capital da Síria, uma cidade cosmopolita e uma das três cidades mais importantes do Império Romano (Atos 11.20). O texto deixa claro que foram esses cristãos “comuns” os fundadores da igreja de Antioquia, uma das mais relevantes e importantes do Novo Testamento (Atos 13.1-4). Eram cristãos anônimos e leigos. Eles não são contados entre os apóstolos, diáconos ou presbíteros. Contudo, eles foram usados por Deus para fundar aquele trabalho e foram bem-sucedidos porque “a mão do Senhor era com eles” (Atos 11.21), conforme Lucas destaca. Esse era o segredo que fez toda a diferença. O que fica em destaque, portanto, não era o ofício ou o cargo, mas a capacitação do Senhor. Os apóstolos eram extraordinários e os profetas excepcionais somente porque sobre eles também estava a mão do Senhor.


SINOPSE I
A Igreja de Jerusalém, mesmo dispersada, manteve seu compromisso de anunciar o Evangelho com ousadia.

II – UMA IGREJA COM VISÃO TRANSCULTURAL
• A mensagem foi contextualizada para alcançar os gregos.
• A igreja em Antioquia tornou-se um centro missionário para os gentios.
• A ação missionária não ficou restrita aos apóstolos, mas envolveu todos os crentes.

1.  A cultura grega (helênica). A Bíblia nos conta que alguns cristãos que tinham sido espalhados pelo mundo chegaram a “Antioquia, falaram aos gregos” (Atos 11.20). Essa expressão, “falaram aos gregos”, é muito importante. De acordo com estudiosos, ela explica que esse foi o primeiro momento em que cristãos judeus falaram de Jesus para pessoas que não eram judias, adoravam outros deuses e não seguiam o Judaísmo. Isso mostra que a igreja começou a levar a mensagem de Jesus para além das fronteiras da Palestina, chegando a um mundo totalmente diferente, onde as pessoas não conheciam a fé judaica. Ou seja, não eram judeus que falavam grego pregando para outros judeus da mesma cultura, mas cristãos judeus que falavam grego levando o Evangelho a pessoas que não tinham nenhuma ligação com o Judaísmo. Dessa forma, o que Jesus havia ordenado — pregar o Evangelho a “toda criatura” (Marcos 16.15) — começou a se cumprir.

2. Contextualizando a mensagem. Podemos ver aqui um exemplo de como os primeiros cristãos adaptavam a mensagem ao contexto em que estavam. Lucas nos conta que eles “anunciavam o evangelho do Senhor Jesus” (Atos 11.20). O texto é curto e direto, mas esses cristãos estavam pregando para pessoas que não eram judias. Isso significa dizer que eles não podiam simplesmente usar o Antigo Testamento para provar que Jesus era o Messias prometido, porque isso não faria sentido para aquele público. Diferente dos judeus e samaritanos, que já esperavam um Messias (Atos 2.36 • 5.42 • 8.5 • 9.22), os gentios não tinham essa mesma expectativa. Além disso, esses cristãos também não mencionam costumes judaicos, como a circuncisão, que Estêvão citou em seu discurso (Atos 7.51), porque isso não fazia parte da cultura dos gentios. Em vez de enfatizar que Jesus era o Messias, eles destacavam que Ele é o Senhor. Ou seja, estavam dizendo que os pagãos precisavam deixar seus falsos deuses e se voltar para o único e verdadeiro Senhor (Atos 14.15 •  26.18,20). Dessa forma, sem comprometer a verdade da mensagem, o Evangelho foi se espalhando e alcançando diferentes culturas.


SINOPSE II
Cristãos judeus pregaram aos gentios em Antioquia, contextualizando a mensagem sem perder sua essência.


III – UMA IGREJA QUE FORMA DISCÍPULOS
• Barnabé e Saulo ensinaram durante um ano em Antioquia.
• O discipulado foi essencial para a formação da identidade cristã.
• A igreja também demonstrou solidariedade, enviando ajuda aos irmãos da Judeia.

1. A base do discipulado. Ao serem informados de que o Evangelho havia chegado a Antioquia (Atos 11.22), a partir de Jerusalém, os apóstolos enviaram Barnabé para lá. Chegando ali, Barnabé viu uma igreja viva e cheia da graça de Deus (Atos 11.23). Como um homem de bem e cheio do Espírito Santo, Barnabé os encorajou na fé (Atos 11.24). Contudo, logo se percebeu que aquela igreja precisava de mais instrução, ou seja, precisava ser discipulada. Com esse propósito, Barnabé foi em busca de Saulo para que o auxiliasse nesta missão. E assim foi feito: “E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja e ensinaram muita gente” (Atos 11.26). Esse episódio nos mostra que não basta ganhar almas, é preciso ensiná-las. Sem o ensino, a igreja não cresce em graça e conhecimento. O crescimento saudável só é possível por meio da obra da evangelização e do discipulado.

2. Denominados de “cristãos”. Os cristãos de Jerusalém haviam sido chamados na igreja de “irmãos” (Atos 1.16); “crentes” (Atos 2.44); “discípulos” (Atos 6.1) e “santos” (Atos 9.13). Também passaram a ser identificados tanto pelos de dentro da igreja como pelos de fora dela como aqueles que eram do “Caminho” (Atos 9.2 • 19.9,23 • 22.4 • 24.14,22). Agora em Antioquia são chamados de “cristãos” (Atos 11.26). O termo “cristãos” tem o sentido de “pessoas de Cristo”.

3. A identidade cristã. O que realmente define um cristão não é apenas um nome ou um rótulo, mas sim sua vida, sua fé e suas atitudes. Embora alguns estudiosos acreditem que o termo “cristão” tenha sido usado em Antioquia como uma forma de zombaria, a verdade é que aqueles seguidores de Jesus demonstravam um grande entusiasmo e dedicação, assim como os primeiros crentes que vieram da igreja de Jerusalém para pregar naquela cidade. O nome “cristão” aparece novamente na Bíblia em Atos 26.28 e 1 Pedro 4.16. Segundo a Bíblia, ser cristão significa crer em Jesus, abandonar o pecado e receber a salvação como um presente de Deus, dado pela sua graça.


SINOPSE III
A Igreja investiu no ensino e discipulado, consolidando a fé e a identidade cristã dos novos convertidos.

 CONCLUSÃO
Aprendemos como a providência de Deus faz com que o Evangelho chegue, por meio da Igreja, a povos ainda não alcançados. O que se destaca não é uma metodologia sofisticada de evangelismo, mas a graça de Deus, que capacita pessoas simples e anônimas a realizarem a sua obra. Quem deseja fazer, Deus capacita. Ninguém jamais terá tudo de que precisa para cumprir a obra de Deus; no entanto, se Deus tiver tudo de nós, Ele nos habilitará a realizá-la.



VOCABULÁRIO


Cosmopolita: oriundo ou próprio dos grandes centros urbanos, das grandes cidades; que recebe influência cultural de grandes centros urbanos de outros países.


APLICAÇÕES PRÁTICAS

• Evangelização intencional e contínua
Onde estiver, evangelize: Assim como os cristãos dispersos pregavam onde chegavam, aproveite cada oportunidade — seja no mercado, na escola, no trabalho ou nas redes sociais.
Use sua voz online: Como você está planejando um canal evangelístico, publique mensagens que alcancem diferentes públicos, inclusive os que não frequentam igrejas.

• Formação de discípulos
Invista em discipulado pessoal: Acompanhe novos convertidos com estudos bíblicos, oração e orientação espiritual.
Crie pequenos grupos: Isso facilita o crescimento espiritual e o envolvimento dos membros na missão.

• Visão transcultural
Inclua todos: A igreja de Antioquia evangelizou gregos. Hoje, isso significa alcançar pessoas de diferentes culturas, classes sociais e estilos de vida.
Adapte a linguagem: Fale de forma acessível, sem perder a profundidade bíblica, para que todos compreendam a mensagem.

• Solidariedade cristã
Ajude os necessitados: A igreja enviou ajuda aos irmãos da Judeia. Hoje, isso pode ser feito com cestas básicas, apoio emocional, visitas e ações sociais.
Mobilize a igreja local: Envolva os membros em campanhas de arrecadação e serviço comunitário.

• Sensibilidade ao Espírito Santo
Ore por direção: Antes de qualquer ação, busque a orientação do Espírito Santo.
Esteja aberto ao novo: Deus pode usar situações inesperadas para abrir portas missionárias, como fez com a perseguição em Jerusalém.



REVISANDO O CONTEÚDO


1. Qual era o foco dos cristãos que foram dispersados?
Anunciar o Senhor Jesus em qualquer tempo, lugar e circunstância.

2. Como era a cidade de Antioquia?
Antioquia era uma cidade cosmopolita, capital da Síria e uma das três mais importantes do Império Romano, com forte influência helênica.

3. Como os primeiros cristãos contextualizavam a mensagem do Evangelho para os gentios?
Eles não usavam o Antigo Testamento para provar que Jesus era o Messias prometido, nem mencionavam costumes judaicos, mas enfatizavam que Jesus era o Senhor.

4. O que o episódio de Atos 11.22,23,24,26 mostra?
Esse episódio nos mostra que não basta ganhar almas, é preciso ensiná-las; sem o ensino a igreja não cresce em graça e conhecimento.

5. Qual é o sentido do termo “cristão”?
O termo “cristão” tem o sentido de “pessoa de Cristo” e se refere à identidade daqueles que seguem, creem e vivem de acordo com os ensinamentos de Jesus. 

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quarta-feira, 20 de agosto de 2025

LIÇÃO 11 – UMA IGREJA HEBREIA NA CASA DE UM ESTRANGEIRO

 3° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS



A lição aborda o episódio marcante da visita do apóstolo Pedro à casa do centurião romano Cornélio, conforme registrado em Atos 10. Esse evento representa um divisor de águas na história da Igreja, pois demonstra que a salvação em Cristo é para todos, sem distinção de etnia, cultura ou origem.


TEXTO ÁUREO
Respondeu, então, Pedro: Pode alguém, porventura, recusar a água, para que não sejam batizados estes que também receberam, como nós, o Espírito Santo?”

VERDADE PRÁTICA
O episódio da igreja hebreia na casa do gentio Cornélio demonstra que Deus não faz acepção de pessoas.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Romanos 15.12 
 ■ Os gentios no plano da salvação


 Terça – Atos 10.34
 ■
Deus não faz acepção de pessoas


 Quarta – Marcos 16.15
 ■ A pregação do Evangelho a todo tipo de pessoa

 Quinta – João 3.16
 ■ O amor de Deus por todos


 Sexta – Tito 2.11
 ■ A graça salvadora dispensada a todos

 Sábado – Atos 10.44
 ■ O Espírito derramado sobre todos



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 10.1-8,21-23,44-48

1 — E havia em Cesareia um varão por nome Cornélio, centurião da coorte chamada Italiana,
2 — piedoso e temente a Deus, com toda a sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo e, de contínuo, orava a Deus.
3 — Este, quase à hora nona do dia, viu claramente numa visão um anjo de Deus, que se dirigia para ele e dizia: Cornélio!
4 — Este, fixando os olhos nele e muito atemorizado, disse: Que é, Senhor? E o anjo lhe disse: As tuas orações e as tuas esmolas têm subido para memória diante de Deus.
5 — Agora, pois, envia homens a Jope e manda chamar a Simão, que tem por sobrenome Pedro.
6 — Este está com um certo Simão, curtidor, que tem a sua casa junto do mar. Ele te dirá o que deves fazer.
7 — E, retirando-se o anjo que lhe falava, chamou dois dos seus criados e a um piedoso soldado dos que estavam ao seu serviço.
8 — E, havendo-lhes contado tudo, os enviou a Jope.


21 — E, descendo Pedro para junto dos varões que lhe foram enviados por Cornélio, disse: Sou eu a quem procurais; qual é a causa por que estais aqui?
22 — E eles disseram: Cornélio, o centurião, varão justo e temente a Deus e que tem bom testemunho de toda a nação dos judeus, foi avisado por um santo anjo para que te chamasse a sua casa e ouvisse as tuas palavras.
23 — Então, chamando-os para dentro, os recebeu em casa. No dia seguinte, foi Pedro com eles, e foram com ele alguns irmãos de Jope.


44 — E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra.
45 — E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios.
46 — Porque os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus.
47 — Respondeu, então, Pedro: Pode alguém, porventura, recusar a água, para que não sejam batizados estes que também receberam, como nós, o Espírito Santo?
48 — E mandou que fossem batizados em nome do Senhor. Então, rogaram-lhe que ficasse com eles por alguns dias.


Hinos Sugeridos: 392 • 361 • 614 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
Nesta semana, estudaremos sobre como a igreja judaica de Jerusalém deu um passo gigantesco quando foi chamada por Deus para compartilhar sua fé com pessoas de outras nações. O apóstolo Pedro foi escolhido divinamente para pregar as Boas-Novas da salvação aos gentios, o que na época não era aceitável. Atos 10 é uma das mais impressionantes histórias da Bíblia, onde fica evidente o grande amor e graça de Deus em salvar a todos aqueles que demonstrem fé na pessoa do seu bendito Filho, Jesus Cristo. Lucas destaca em seu livro que os gentios foram salvos e receberam o dom do Espírito da mesma forma que os judeus no Pentecostes.

Palavra-Chave: Aceitação

I – A REVELAÇÃO DE DEUS AOS GENTIOS
• Cornélio, um gentio piedoso, recebe uma visão angelical que o orienta a chamar Pedro.
• Pedro também tem uma visão que o prepara para romper barreiras culturais e anunciar o Evangelho aos gentios.

1. A visão de Cornélio. Cornélio, um centurião romano da cidade de Cesareia, orava por volta das três horas da tarde quando teve uma revelação de Deus. Ele viu um anjo de Deus (Atos 10.3). Não é incomum, nas páginas das Escrituras, Deus se revelar por meio de anjos. Contudo, essa revelação se distingue de outras por conta de seu propósito: a inclusão dos gentios à Igreja do Senhor. Cornélio era um homem que tinha desejo de salvação, pois mesmo sendo um gentio, era piedoso e temente a Deus com toda a sua casa (Atos 10.2). No entanto, isso não era suficiente para salvá-lo. Ele precisava ouvir acerca da mensagem da cruz e o anjo de Deus estava ali para instruí-lo a como fazer. Não sendo a pregação do Evangelho missão para um anjo, Cornélio foi instruído a chamar o apóstolo Pedro para fazer isso (Atos 10.22).

2. A experiência espiritual de Pedro. Assim como Cornélio, Pedro também teve uma revelação (Atos 10.10). Pedro teve uma experiência espiritual com visão e revelação divina, que o deixou perplexo (Atos 10.11,12). Deus sabia do impacto que a missão na casa do gentio Cornélio teria sobre as convicções de Pedro e, por isso, por meio dessa experiência espiritual, o prepara para o que viria pela frente. Pedro levaria as Boas-Novas do Evangelho a um povo que, para ele, estava excluído do plano salvífico de Deus. Ele sentiu o caráter excepcional dessa revelação e achou por bem levar consigo outros seis irmãos judeus naquela missão (Atos 10.23; 11.12; 15.7).

3. A urgência da pregação do Evangelho. Deus ainda pode revelar a alguém o seu plano salvífico de forma excepcional, inclusive usando anjos eleitos, como fez na casa de Cornélio. Contudo, essa não é a maneira usual do Senhor trabalhar. A partir da verdade bíblica de que Deus quer salvar a todos (1 Timóteo 2.4), a igreja deve levar adiante a grandiosa missão de pregar o Evangelho a toda criatura (Marcos 16.15). Paulo afirmou que Deus achou por bem salvar os que creem por meio da pregação (1 Coríntios 1.21). Devemos, portanto, pregar. Não é preciso ninguém ficar esperando um anjo comissioná-lo a pregar o Evangelho. Deus já fez isso.


SINOPSE I
Deus revelou seu plano de salvação a Cornélio e preparou Pedro para anunciar o Evangelho aos gentios.

II – A SALVAÇÃO DOS GENTIOS
• Pedro prega a mensagem cristocêntrica a Cornélio e sua casa.
• O Espírito Santo é derramado sobre os gentios, evidenciando que o Pentecostes não foi exclusivo dos judeus.

1. Pregação aos gentios. Pedro recebeu a missão de pregar para Cornélio e sua casa (Atos 11.14). Sua pregação é totalmente cristocêntrica, sempre apontando para a cruz de Cristo. Assim, podemos perceber alguns eixos principais que sua mensagem percorria. Primeiramente, Deus ama a todos (Atos 10.34). Todas as pessoas, quer judeus quer gentios, são objeto do amor de Deus. Em segundo lugar, Deus quer salvar a todos (Atos 10.35). Deus não somente ama a todos, mas quer salvar a todos. Pedro agora reconhece que a salvação não é apenas para os judeus que guardam a Lei, mas também para todo aquele que em qualquer nação o “teme”. Em terceiro lugar, Cristo é o Senhor de todos (Atos 10.36). Cristo é o centro do Evangelho. Ele é o eixo em torno do qual todas as bênçãos espirituais se encontram. Estar em Cristo é estar salvo; não estar em Cristo é não estar salvo!

2. A conversão dos gentios. A mensagem da cruz é um chamado ao arrependimento (Atos 10.43). Todos os que, arrependidos, creem em Cristo, serão perdoados, e, portanto, salvos. Na sua soberania e graça, Deus havia incluído no seu plano de salvação todos os não judeus que, arrependidos, professariam o nome do Senhor Jesus. Ninguém é salvo à força; é preciso crer em Cristo para receber a salvação. Tanto judeus quanto gentios necessitam se arrepender para ser salvos. Os judeus acreditavam que o privilégio da salvação era exclusividade deles e que, portanto, os gentios estavam excluídos. O Criador havia mostrado que isso era um erro. Posteriormente, os judeus convertidos reconheceram maravilhados que Deus, por meio do arrependimento, abriu a porta da fé para os gentios (Atos 11.18). Portanto, Ele salvou os gentios que demonstraram fé em Jesus e se arrependeram de seus pecados.


SINOPSE II
A mensagem de Pedro mostrou que todos, judeus e gentios, são chamados à salvação pela fé em Cristo.


III – O ESPÍRITO DERRAMADO SOBRE OS GENTIOS
• Os gentios falam em línguas e glorificam a Deus, como aconteceu com os judeus em Atos 2.
• Pedro reconhece que não há impedimento para que sejam batizados.

1. O Espírito prometido. O batismo no Espírito Santo experimentado pelos gentios na casa de Cornélio (Atos 10.44-46) foi um dos fatos mais marcantes que aconteceu nos dias da Igreja Primitiva. Anos mais tarde, durante o primeiro Concílio da Igreja em Jerusalém, Pedro faz referência a esse fato como sendo uma das promessas feitas por Deus aos gentios (Atos 15.16). Assim, o recebimento do Espírito Santo, incluindo a experiência pentecostal do batismo no Espírito Santo, era a “bênção de Abraão” feita aos gentios (Gálatas 3.14). Pedro já havia dito, citando a profecia do profeta Joel (Joel 2.28), que o batismo no Espírito Santo era uma promessa de Deus a “toda carne” (Atos 2.17). A promessa, portanto, não se limitava mais aos judeus, nem tampouco a uma classe especial (reis, profetas e sacerdotes), mas a todos quantos nosso Deus chamar (Atos 2.39). Eu, você e todos os que creem em Cristo somos contemplados com essa promessa de Deus.

2. O Espírito recebido. Como vimos, logo após os gentios terem “recebido a Palavra de Deus” (Atos 11.1), isto é, se convertido à fé cristã, o Espírito Santo foi derramado sobre os crentes gentios de Cesareia: “E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios” (Atos 10.45). Esse derramamento do Espírito veio acompanhado pela evidência física do falar em outras línguas e expressões de louvor, que aparece aqui como um padrão já aceito pela comunidade cristã: “Porque os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus” (Atos 10.46).

3. Um pentecoste “visto” e “ouvido”. Posteriormente, quando questionado e censurado por outros judeus por ter ido à casa de um gentio em Cesareia, Pedro usou a experiência pentecostal ocorrida na casa de Cornélio como argumento a favor da autenticidade da fé gentílica. Na argumentação de Pedro, os gentios haviam recebido a mesma experiência pentecostal que eles haviam recebido no dia de Pentecostes (Atos 2.4), inclusive com a manifestação do fenômeno das línguas (Atos 11.15-18). Em outras palavras, o Pentecostes gentílico, assim como o Pentecostes judaico, foi marcado pela experiência do Espírito. Em ambos os casos, foi um Pentecostes “visto” e “ouvido”.


SINOPSE III
O Espírito Santo foi derramado sobre os gentios como confirmação divina de que eles também fazem parte da Igreja.


 CONCLUSÃO
A graça de Deus se manifestou trazendo salvação a todas as pessoas (Tito 2.11). A missão da igreja na casa do gentio Cornélio mostra como o amor de Deus pode alcançar todas a pessoas, independentemente de cor e raça, que abrem o seu coração à poderosa mensagem da cruz. Aqui também vemos que a fé evangélica não é algo subjetivo, mas marcada pela ação e presença real do Espírito Santo na vida daquele que crer.


APLICAÇÕES PRÁTICAS

Praticar a Inclusão no Ministério
Acolher pessoas de diferentes origens (culturais, sociais, étnicas) na igreja com amor e respeito.
Evitar julgamentos baseados em aparência, história de vida ou condição social.
Promover ações que envolvam a comunidade, mostrando que a igreja é um lugar para todos.

•  Ouvir e Obedecer ao Espírito Santo
Estar sensível à direção de Deus, mesmo quando ela desafia tradições ou costumes.
Como Pedro, estar disposto a ir onde Deus mandar, mesmo que isso signifique sair da zona de conforto.

• Evangelizar Sem Preconceitos
Compartilhar o Evangelho com todos, sem escolher quem “merece” ouvir.
Lembrar que Deus não faz acepção de pessoas e que o Evangelho é para todos os que creem.

• Valorizar a Unidade no Corpo de Cristo
Trabalhar para que a igreja seja um espaço de comunhão entre diferentes culturas e histórias.
Celebrar a diversidade como expressão da multiforme graça de Deus.

• Ensinar e Viver a Verdade Bíblica
Mostrar, em aulas e pregações, que a salvação é universal e que o Espírito Santo age onde há fé.
Incentivar os membros a estudarem Atos 10 e refletirem sobre como Deus pode usar cada um para alcançar os “Cornélios” de hoje.



REVISANDO O CONTEÚDO


1. De acordo com a lição, qual era o propósito da revelação feita a Cornélio?
A inclusão dos gentios à Igreja do Senhor.

2. Para quem Pedro levaria o Evangelho?
Pedro levaria as Boas-Novas do Evangelho a um povo a quem para ele estava excluído do plano salvífico de Deus.

3. De acordo com a lição, quais são os principais eixos que podemos perceber na pregação de Pedro na casa de Cornélio?
Deus ama a todos, quer salvar a todos e Cristo é o Senhor de todos.

4. Segundo a lição, qual foi um dos fatos mais marcantes da Igreja Primitiva?
O Batismo no Espírito experimentado pelos gentios na casa de Cornélio.

5. O que marcou o Pentecostes Gentílico?
Foi marcado pela experiência do Espírito. Em ambos os casos, foi um Pentecostes “visto” e “ouvido”.

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terça-feira, 19 de agosto de 2025

LIÇÃO 10 - A EXPANSÃO DA IGREJA

 3° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS



A lição mostra como a perseguição à igreja em Jerusalém foi usada por Deus para espalhar o Evangelho, cumprindo a missão de Atos 1.8. Mesmo em meio à dor, os cristãos continuaram firmes, anunciando a Palavra com poder e fidelidade.


TEXTO ÁUREO
“Mas os que andavam dispersos iam por toda parte anunciando a palavra. E, descendo Filipe à cidade de Samaria, lhes pregava a Cristo.”  

VERDADE PRÁTICA
A igreja só crescerá quando ultrapassar seus próprios limites e levar a mensagem de Cristo para além de suas paredes.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Mateus 28.19 
 ■ Respondendo ao “Ide” de Jesus

 Terça – Lucas 4.18
 ■ A sublime missão de pregar o Evangelho

 Quarta – 1 Coríntios 9.16
 ■ A necessidade de pregar o Evangelho

 Quinta – Atos 8.12
 ■ Proclamando as Boas-Novas do Reino de Deus


 Sexta – 1 Coríntios 2.4
 ■ Pregando o Evangelho de poder

 Sábado – Atos 8.4
 ■ Pregando em todo lugar e para todas as pessoas



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 — E também Saulo consentiu na morte dele. E fez-se, naquele dia, uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judeia e da Samaria, exceto os apóstolos.
2 — E uns varões piedosos foram enterrar Estêvão e fizeram sobre ele grande pranto.
3 — E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão.
4 — Mas os que andavam dispersos iam por toda parte anunciando a palavra.
5 — E, descendo Filipe à cidade de Samaria, lhes pregava a Cristo.
6 — E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia,
7 — pois que os espíritos imundos saíam de muitos que os tinham, clamando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos eram curados.
8 — E havia grande alegria naquela cidade.


12 — Mas, como cressem em Filipe, que lhes pregava acerca do Reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, se batizavam, tanto homens como mulheres.
13 — E creu até o próprio Simão; e, sendo batizado, ficou, de contínuo, com Filipe e, vendo os sinais e as grandes maravilhas que se faziam, estava atônito.
14 — Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João,
15 — os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo.


Hinos Sugeridos: 127 • 394 • 409 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
Nesta semana, vamos estudar como a Igreja foi dispersa por causa de uma grande perseguição. Até então, os cristãos estavam concentrados em Jerusalém e não tinham avançado na missão de espalhar o Evangelho. Mas tudo mudou quando Estêvão, um dos sete escolhidos para servir, foi morto por causa de sua fé. Na verdade, Jesus já havia predito em Atos 1.8 que os cristãos seriam espalhados pelo mundo para anunciar a sua mensagem. Muitas vezes, Deus usa circunstâncias para cumprir seus propósitos. Foi isso que aconteceu com a igreja em Jerusalém: mesmo sofrendo uma grande perda e tendo de sair da cidade, os cristãos não fugiram derrotados. Pelo contrário, eles continuaram firmes, levando as Boas-Novas para outras pessoas.

Palavra-Chave: Evangelização

I – A IGREJA DIANTE DA PERSEGUIÇÃO
A morte de Estêvão gerou uma grande perseguição.
• Os cristãos foram dispersos, mas não se calaram nem se desorganizaram.
•  Mesmo em luto, a igreja permaneceu firme e atuante.


1. Embora perseguida, não fragmentada. Por conta da perseguição que foi movida contra Estêvão, o evangelista enfatiza que os cristãos “foram dispersos pelas terras da Judeia e da Samaria, exceto os apóstolos” (Atos 8.1). Os capítulos 4 e 5 de Atos registram a perseguição focada mais sobre os apóstolos, líderes da igreja. O fato de eles não terem se dispersado, como fizeram os demais crentes, não significa que eles também não foram perseguidos. Eles ficaram em Jerusalém porque a igreja, sob pressão e perseguição, precisava deles. O que está em foco aqui é a intensidade que a perseguição atingiu, que daquele momento em diante alcançaria todos os crentes. Deve ser também destacado que, mesmo perseguida e dispersada, essa igreja não se desorganizou nem se fragmentou, mas continuou uma igreja forte e unida.

2. A igreja em luto. A narrativa de Lucas destaca que “uns varões piedosos foram enterrar Estêvão e fizeram sobre ele grande pranto” (At 8.2). A palavra kophetós, traduzida aqui como “pranto” significa também “choro”, “lamentação” e “luto”. Lucas nos informa que esse pranto foi feito por “varões piedosos”. O texto não especifica quem eram eles. Alguns acreditam que fossem judeus que viviam em Jerusalém e cuja oposição aos cristãos não era tão intensa. O contexto favorece que eram cristãos compassivos que fizeram esse lamento antes também de fugirem ou serem dispersados.

3. Mas não desesperada. O fato é que a igreja pranteou Estêvão, chorou por ele e lágrimas foram derramadas. Contudo, o texto não mostra uma igreja desesperada, desmotivada ou devorada pela tristeza. Um de seus membros queridos e ilustres havia sido morto, trazendo consequências para todos, mas isso não a calou nem tampouco a impediu de manter-se entusiasmada para avançar no testemunho de Cristo.


SINOPSE I
Mesmo perseguida e dispersa, a Igreja permaneceu unida, firme e atuante na fé.

II – A IGREJA QUE EVANGELIZA
• Os dispersos pregavam a Palavra por onde passavam.
• Filipe pregou a Cristo em Samaria, e muitos foram salvos e libertos.
• A evangelização era centrada na Palavra e em Jesus, não em estratégias humanas.

1. Evangelização centrada na Palavra. Em Atos 8.4, lemos que “os que andavam dispersos iam por toda parte anunciando a palavra”. Esse versículo mostra que a Igreja Primitiva era movida pelo poder do Espírito Santo, ou seja, cheia da presença divina para levar a mensagem de Jesus adiante. Mas, além disso, a Igreja de Jerusalém também era focada na Palavra de Deus. Os cristãos que foram espalhados por diferentes lugares não pararam de falar sobre as Boas-Novas de Jesus. A Igreja Primitiva operava sob o Espírito Santo e era, portanto, firmada na Palavra de Deus. Sua fidelidade à mensagem do Reino resultou em muitas conversões, milagres e libertações. Se queremos evangelizar com êxito, também precisamos viver pelo poder do Espírito e estar centrados na Bíblia.

2. Evangelização centrada em Cristo. Filipe, um dos sete escolhidos para servir na igreja, também foi disperso e, ao chegar a Samaria, “lhes pregava a Cristo” (Atos 8.5). Como já vimos, um ministério bem-sucedido precisa ser fiel à Palavra de Deus, mas também deve ser totalmente centrado em Jesus. Filipe não pregava ideias da moda, mas sim, a mensagem da cruz. Cristo era o centro de sua pregação. Assim, a evangelização precisa ser focada em Jesus. Qualquer pregação que não tem a cruz como base se torna vazia. É a mensagem da cruz que transforma vidas, trazendo cura, libertação e salvação. Foi por isso que a campanha evangelística de Filipe em Samaria teve tanto impacto: muitas pessoas foram salvas e libertas. Portanto, não devemos colocar nossa confiança em estratégias humanas, mas priorizar nossa ação no poder do Espírito e na força da Palavra.


SINOPSE II
A Igreja, cheia do Espírito e centrada em Cristo, anunciou a Palavra com poder.

III – A IGREJA QUE DÁ SUPORTE À EVANGELIZAÇÃO

Os apóstolos enviaram Pedro e João para apoiar os novos convertidos.
• A igreja não apenas evangeliza, mas também discipula e fortalece os que recebem a fé.

1. O suporte da igreja. No Livro de Atos, lemos que “os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João” (At 8.14). Essa passagem mostra que a igreja de Jerusalém dava suporte e completo apoio ao trabalho que era feito fora de seus muros. Quando a igreja começou a sair fora de seus portões, os apóstolos procuraram dar apoio e suporte ao trabalho evangelístico e missionário. Não basta mandar missionários, é necessário dar-lhes suporte na missão que realizam.

2. A igreja que discipula. Lucas mostra que os apóstolos, tendo ido a Samaria “oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo” (At 8.15). Esse texto mostra, além do apoio dado ao ministério de Filipe, o trabalho de discipulado da Igreja. Fazia parte da doutrina dos apóstolos o ensino sobre a iniciação cristã, que envolvia o ensino sobre a conversão, o batismo nas águas e a capacitação do Espírito. O texto bíblico diz que as pessoas aceitaram a Palavra de Deus, isto é, se converteram e foram batizadas nas águas. Contudo, por uma razão não especificada, aqueles crentes não haviam recebido o Espírito Santo.

3. Sem o recebimento do Espírito, o discipulado está incompleto. Filipe pregou a Cristo e realizou muitos sinais entre os samaritanos, levando-os à fé e ao batismo nas águas. Mais tarde, os apóstolos Pedro e João foram enviados para que recebessem o Espírito Santo, completando assim o discipulado desses novos crentes (At 8.14,15). Para os apóstolos, o discipulado estava incompleto sem o recebimento do Espírito. Essa visão da conversão cristã permanece, e devemos levar os novos na fé a desfrutarem da experiência pentecostal, assim como fizeram os apóstolos.


SINOPSE III
A Igreja de Jerusalém discipulou os novos convertidos, mostrando que sem o Espírito Santo não há discipulado completo.

 CONCLUSÃO
Nesta lição, vimos como o Evangelho se espalhou rapidamente após a perseguição contra a Igreja. Isso só aconteceu porque a mensagem cristã tinha um foco claro: a Palavra de Deus e a cruz de Cristo. Sem Cristo e sem a Bíblia, não há Evangelho. A Bíblia não destaca os métodos que Filipe usou para evangelizar Samaria, mas enfatiza o poder do Espírito Santo e da Palavra de Deus. Esse é o exemplo que devemos seguir.


APLICAÇÕES PRÁTICAS

Deus usa circunstâncias difíceis para cumprir Seus propósitos.
• A evangelização deve ser centrada em Cristo e na Palavra.
• A igreja precisa apoiar e discipular os novos convertidos.
• Não devemos temer a perseguição, mas confiar no poder do Espírito Santo.



REVISANDO O CONTEÚDO


1. O que os capítulos 4 e 5 de Atos registram quanto à perseguição da Igreja?
Registram que a perseguição era inicialmente focada nos apóstolos, líderes da igreja.

2. O que Atos 8.4 mostra sobre a Igreja Primitiva?
Mostra que a igreja primitiva era movida pelo poder do Espírito Santo, ou seja, cheia da presença divina para levar a mensagem de Jesus adiante.

3. De acordo com a lição, que tipo de pregação pode se tornar vazia?
A pregação que não tem a cruz de Cristo como base pode se tornar vazia e sem poder transformador.

4. O que Atos 8.14 mostra sobre a igreja em Jerusalém?
Mostra que a igreja em Jerusalém dava suporte ao trabalho missionário, enviando Pedro e João para fortalecer os novos convertidos em Samaria.

5. O que está incompleto sem o recebimento do Espírito Santo?
O discipulado cristão.

NÃO SAIA SEM ANTES

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