Pastor Ademar Rodrigues

Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.
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terça-feira, 12 de março de 2024

LIÇÃO 7 - O MINISTÉRIO DA IGREJA

 1° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS

HINOS SUGERIDOS: 93 • 115 • 132 - DA HARPA CRISTÃ


TEXTO ÁUREO

“E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores.” (Ef 4.11)

VERDADE PRÁTICA

Os dons ministeriais foram dados com o objetivo de edificar a Igreja e promover a maturidade de seus membros.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – 1 Tm 3.1 A excelência do chamado ministerial

Terça – 1 Pe 2.9 O sacerdócio universal de todos os crentes

Quarta – Ef 4.11 O ministério quíntuplo da Igreja

Quinta – At 6.1-7 A instituição do diaconato

Sexta – 1 Tm 3.2-7 As qualificações morais do ministério

Sábado – Tt 1.7 Qualificações de natureza social do ministério

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Efésios 4.11-16

11 – E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores,

12 – querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo,

13 – até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo,

14 – para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente.

15 – Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,

16 – do qual todo o corpo, bem-ajustado e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo ajusta operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.

■ INTRODUÇÃO

Nesta lição, veremos o ministério em suas diferentes funções e ofícios, bem como as qualificações que, biblicamente, são exigidas para o seu exercício. Primeiramente, mostraremos que, de modo bíblico, todo cristão exerce um ministério sacerdotal que o habilita a ministrar diante de Deus. Nesse sentido, não há diferença entre o membro e a liderança. Todos são sacerdotes de Deus. Por outro lado, as Escrituras mostram claramente que Deus escolheu determinadas pessoas para funções e ofícios específicos. Esses ministros chamados por Deus têm a função de servir à Igreja de Cristo e trabalhar no aperfeiçoamento dos santos.

PALAVRA-CHAVE: MINISTÉRIO

I – O MINISTÉRIO SACERDOTAL DE TODO CRENTE

1. O Sacerdócio no Antigo Testamento. A prática do sacerdócio é bem antiga entre os hebreus. Ela saiu da esfera familiar para se tornar uma complexa prática cerimonialista. Dessa forma, a evolução do sacerdócio na Antiga Aliança é como segue:

(1) no princípio, quando surgiu a necessidade de se oferecer sacrifícios, os cabeças das famílias eram seus próprios sacerdotes (Gn 4.3; Jó 1.5);

(2) Assim, na era dos patriarcas, encontramos o chefe da família exercendo essa função (Gn 12.8);

(3) Israel, como nação, foi posta como sacerdote para outros povos (Êx 19.6);

(4) no Monte Sinai, o Senhor limitou a prática sacerdotal à família de Arão e à tribo de Levi (Êx 28.1; Nm 3-5-9).

2. Uma doutrina bíblica confirmada no Novo Testamento. O Novo Testamento apresenta o sacerdócio da Antiga Aliança como um tipo de Cristo (Hb 8.1) que operou o derradeiro sacrifício pelos pecados do povo. Assim, não mais uma família, tribo ou nação é detentora do sistema sacerdotal. Agora, é a Igreja que constitui o sacerdócio universal de todos os crentes (1 Pe 2.5; Ap 5.10; cf. Jr 31.34). Logo, se debaixo da Antiga Aliança o sacerdote era um ministro do culto, agora, sob a Nova Aliança, como sacerdotes, oferecemos o próprio corpo em sacrifício vivo (Rm 12.1,2); ministramos o louvor como fruto de nossos lábios (Hb 13.15); intercedemos pelos outros (1 Tm 2.1; Hb 10.19,20); proclamamos as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (1 Pe 2.9); e mantemos comunhão direta com Deus (2 Co 13.13).

3. Uma doutrina bíblica resgatada na Reforma Protestante. No catolicismo romano, o sacerdócio é limitado à figura dos padres. Não há a função sacerdotal para os membros da igreja. Nesse caso, o Papa é considerado o vigário de Cristo na Terra. Por isso, cabe destacar aqui que o resgate da doutrina bíblica do sacerdócio universal dos crentes, tal qual se encontra no Novo Testamento, foi uma obra da Reforma Luterana do século 16. Para o reformador alemão, “qualquer cristão verdadeiro participa dos benefícios de Cristo e da Igreja”. A Reforma pregou um retorno radical às Escrituras, como bem definiu seu slogan no Sola Scriptura (somente a Escritura). Nas páginas das Escrituras Sagradas, podemos ver a grandeza dessa preciosa doutrina.

SINOPSE I

A doutrina bíblica do sacerdócio universal do crente é um fato na Nova Aliança. A Igreja constitui o sacerdócio universal de todos os crentes.

II – A ESTRUTURA MINISTERIAL DO NOVO TESTAMENTO

1. O ministério quíntuplo. O texto de Efésios 4.11 diz que Deus pôs na Igreja apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. Essa relação é descrita comumente como “ministério quíntuplo” da Igreja.

a) Apóstolo. Alguém enviado em uma missão (Mt 10.2; Lc 22.14; At 13.2). Alguns requisitos podem ser destacados para alguém ser um apóstolo: Ter estado com 0 Senhor Jesus (At 1.21,22); ter sido uma testemunha da ressurreição de Jesus (At 1.22); ter visto o Senhor (At 9.1-5); ter operado sinais e maravilhas (2 Co 12.1-5). Assim, no Novo Testamento, o apostolado pode ser visto mais como uma função do que um ofício.

b) Profeta. O profeta era alguém inspirado e autorizado para falar em nome de Deus. Nesse aspecto, ele era um porta-voz de Deus. No Novo Testamento, o profeta exortava e consolava (At 15.32) e trazia revelação do futuro (At 11.27-29). Contudo, a Escritura distingue o ministério de profeta do dom da profecia. Assim, somente alguns eram chamados para ser profetas (Ef 4.11) enquanto todos poderiam exercer o dom da profecia (1 Co 14.5,31).

c) Evangelista. É alguém cujo ministério é centrado na salvação de almas (At 8.5; 21.8).

d) Pastores e mestres. O pastor possui a função de apascentar (Jo 21.16) enquanto o mestre, a de ensinar (Rm 12.7).

2. O serviço de diáconos e presbíteros. O Novo Testamento mostra como o diaconato foi instituído (At 6.1-7). O sentido do verbo grego diakoneo é “servir” e ocorre 37 vezes ao longo do Novo Testamento. Esse significado aparece em Atos 6.2. Da mesma forma, o substantivo grego diakonia, ocorre 34 vezes no texto neotestamentário. Ele também aparece com esse sentido de “servir” em Atos 6.1. À luz do contexto de Atos 6, observamos que o diaconato era um serviço dedicado mais à esfera social da igreja. Por outro lado, o presbyteros, traduzido como “presbíteros”, ocorre 66 vezes no texto grego do Novo Testamento.

Em Atos 14.23, o termo é usado para se referir aos anciãos que presidiam as igrejas. Esse mesmo sentido é usado por Lucas em Atos 20.17, quando Paulo se encontra com os presbíteros de Éfeso. Dessa forma, o presbítero era alguém que supervisionava, presidia ou ainda exercia alguma função pastoral.

SINOPSE II

Deus pôs na Igreja apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres.

III – AS QUALIFICAÇÕES PARA O MINISTÉRIO

1. Qualificações de natureza moral. O apóstolo Paulo expõe as qualificações para o exercício ministerial nas suas cartas pastorais (1 Tm 3-1-15; Tt 1.5-9). Aqui listamos apenas algumas delas: Não apegado ao dinheiro, ou seja, não avarento (1 Tm 3.3); ser irrepreensível (1 Tm 3.2; Tt 1.6), ou seja, alguém que não possua nenhuma acusação válida (1 Tm 3.10), o que não significa ausência de pecado, mas uma vida pessoal ilibada, acima de qualquer acusação legítima e de algum escândalo público.

2. Qualificações de natureza social. Ao longo das cartas pastorais, verificamos também a necessidade de qualificações de natureza social, tais como: o aspirante ao ministério não pode ser soberbo, isto é, arrogante e orgulhoso (Tt 1.7), uma pessoa de difícil convívio social, alguém que, devido a sua soberba, mantém-se obstinado em sua própria opinião, age com teimosia e arrogância; o aspirante também não pode ser irascível (Tt 1.7), truculento, violento, aquele que possui um temperamento mais colérico, uma pessoa que não pensa duas vezes antes de agir de forma descontrolada contra outro, desqualificando-o para ser ministro do Senhor.

3. Qualificados para o ministério. De acordo com as cartas pastorais, podemos afirmar que há qualificações claras para o exercício do ministério da Igreja de Cristo. Nesse sentido, os ministros do Corpo de Cristo têm como requisitos inegociáveis para o exercício do ministério as qualificações morais e sociais conforme estudados aqui.

SINOPSE III

Há qualificações claras para o exercício do ministério na Igreja de Cristo.

■ CONCLUSÃO

Nesta lição, vimos o ministério sob diferentes aspectos. Vimos que a doutrina do sacerdócio universal dos crentes é inteiramente bíblica. Todo crente tem o privilégio de apresentar a si mesmo e a outros diante de Deus, sem a necessidade de mediadores terrenos. Vimos também que Deus pôs na Igreja alguns para o exercício de determinadas funções específicas. Esses ministérios devem ser vistos como dons de Deus à Igreja.

REVISANDO O CONTEÚDO

1. Como o Novo Testamento apresenta o sacerdócio da Antiga Aliança?

O Novo Testamento apresenta o sacerdócio da Antiga Aliança como um tipo de Cristo (Hb 8.1) que operou o derradeiro sacrifício pelos pecados do povo.

2. Qual movimento histórico fez o resgate da doutrina bíblica do sacerdócio universal de todos os crentes?

Foi uma obra da Reforma Luterana do século 16.

3. Cite os cinco ministérios de Efésios 4.11.

O texto de Efésios 4.11 diz que Deus pôs na Igreja apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres.

4. Segundo a lição, qual é a distinção entre o ministério de Profeta e o dom da profecia?

A Escritura distingue o ministério de profeta do dom da profecia. Assim, somente alguns eram chamados para ser profetas (Ef 4.11) enquanto todos poderiam exercer O dom da profecia (1 Co 14.5,31).

5. Quais as naturezas da qualificação ministerial?

São duas: qualificação de natureza moral e qualificação de natureza social.

VOCABULÁRIO

Derradeiro: o último, não é sucedido por nenhum outro.

Veterotestamentário: Relativo ao Antigo Testamento.

Neotestamentário: Relativo ao Novo Testamento.

Vigário: Religioso que, investido de autoridade, exerce em seu nome suas funções. 

LIÇÃO 6 - ORGANISMO E ORGANIZAÇÃO

 1° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS


HINOS SUGERIDOS: 131 • 455 • 655 - DA HARPA CRISTÃ

LIÇÃO 5 - A MISSÃO DA IGREJA DE CRISTO

  1° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS


HINOS SUGERIDOS: 16 • 127 • 224 - DA HARPA CRISTÃ

TEXTO ÁUREO

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.” (At 2.42)

VERDADE PRÁTICA

Como o sal fora do saleiro cumpre a sua função de salgar, assim a Igreja quando adora e discípula, testemunha das insondáveis riquezas de Cristo.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – 1 Co 1.21 A Igreja e a proclamação das Boas-Novas

Terça – Mt 28.19 A Igreja e o Discipulado

Quarta – Rm 12.1 A Igreja e a verdadeira adoração ao Deus Trino

Quinta – 1 Ts 5.11 A Igreja como uma comunidade edificadora

Sexta – 1 Jo 1.7 A Igreja vivendo o amor fraternal

Sábado – Rm 12.13 A Igreja como uma comunidade solidária

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Marcos 16.14-20 • Atos 2.42-47

Marcos 16

14 – Finalmente apareceu aos onze, estando eles assentados juntamente, e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que o tinham visto já ressuscitado.

15 – E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.

16 – Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.

17-E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas;

18 – pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão.

19 – Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à direita de Deus.

20 -E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles 0 Senhor e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém!

Atos 2

42 – E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.

43 – Em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.

44 – Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum.

45 – Vendiam suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade.

46 – E, perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,

47 – louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor ã igreja aqueles que se haviam de salvar.

■ INTRODUÇÃO

Nesta lição, vamos estudar a missão da Igreja de Cristo. Veremos que a Igreja é chamada para proclamar a poderosa mensagem da cruz. Assim, ela cumpre a sua vocação de eleita quando participa da Grande Comissão deixada pelo seu fundador, Jesus Cristo (Mt 28.19). Como consequência dessa realidade, veremos que a igreja é uma comunidade adoradora de comunhão e, finalmente, é uma comunidade que exerce um grande papel no presente século. Portanto, a Igreja de Cristo exerce uma grande missão neste mundo.

PALAVRA-CHAVE: GRANDE COMISSÃO

I – PREGAÇÃO E INSTRUÇÃO

1. Proclamando as Boas-Novas. A Igreja foi fundada por Cristo (Mt 16.18) como uma instituição para abençoar o mundo. Essa missão é exercida por meio da pregação do Evangelho: “Aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação (1 Co 1.21). Após ressuscitado, o Senhor Jesus comissionou os discípulos a pregarem o Evangelho (Mc 16.14-20). Referindo-se a essa missão, Marcos usa o verbo grego Keryssó, traduzido como “pregar”, “proclamar”. O sentido é de um arauto que proclama algo. Esse verbo ocorre 61 vezes no Novo Testamento. É o termo usado para mostrar João, o batista, “pregando no deserto da Judeia” (Mt 3.1); e Jesus Cristo quando começou a pregar (Mt 4.17).

2. O objeto da pregação. Outro termo usado com muita frequência no Novo Testamento para se referir à Grande Comissão da Igreja é euangelizô. Esse verbo ocorre 54 vezes no Novo Testamento e o seu sentido é o de trazer as Boas-Novas, pregar as Boas-Novas. Nesse aspecto, o objeto das Boas-Novas não se refere a alguma coisa, mas a alguém, a uma pessoa. Nesse sentido, os cristãos primitivos “não cessavam de ensinar e de anunciar a Jesus Cristo” (At 5.42). Pregar a Jesus Cristo não é pregar uma “coisa” ou uma mensagem subjetiva, mas proclamar ao mundo caído que Ele está vivo e pronto para salvar. Pregar a mensagem da cruz é anunciar o Evangelho do Reino de Deus revelado em Cristo (At 8.12).

3. Discipulando os convertidos. “Pregar” e “proclamar” é levar a Palavra de Deus aos que estão do lado de fora da Igreja, enquanto que discipular” é instruir os que estão do lado de dentro. O verbo “discipular”, do grego matheteuo, ocorre somente quatro vezes no Novo Testamento, enquanto o substantivo “discípulo” (gr. mathetés) ocorre 261 vezes. O sentido é o de alguém instruído ou treinado em alguma coisa. É o termo usado em Mateus 28.19 para designar a Grande Comissão: “Ide, ensinai todas as nações”. Na verdade, Jesus estava dizendo: “Ide e discipulai”. A Igreja não é formada apenas por “crentes”, a Igreja é formada por discípulos. Alguém pode estar na igreja local sem, contudo, ser um discípulo. Este é alguém que é capaz de reproduzir e passar para outrem o que aprendeu e vive por meio de Cristo Jesus.

SINOPSE I

A Igreja fundada por Cristo tem o propósito de abençoar o mundo, por meio da pregação do Evangelho e do discipulado, em palavras e ações.

II – ADORAÇÃO E EDIFICAÇÃO

1. Uma comunidade adoradora. No contexto bíblico, a adoração significa dar a glória que é devida somente a Deus. É tirar a atenção de nós mesmos para centrarmos unicamente no Senhor (Mt 4.10). A adoração tem a ver com o nosso serviço a Deus. Não é algo que se faz apenas no momento do culto público ou privativamente. Tem a ver com nossa maneira de ser, agir e viver. É viver a vida para Deus! Esse é o sentido do termo grego latreia, traduzido como “adorar”. o apóstolo Paulo roga à igreja que apresente a Deus o seu corpo em “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rm 12.1). A palavra “culto” nesse texto traduz o termo grego latreia. O sentido é o de um serviço prestado a Deus de forma consciente e integral. É viver totalmente para o Senhor.

2. Uma comunidade edificadora. A igreja é uma comunidade proclamadora, adoradora e edificadora. A palavra grega oikodomé, traduzida como “edificar”, é usada no seu sentido literal de construir um edifício e, metaforicamente, no sentido de crescimento espiritual. No primeiro sentido é usada por Jesus em referência à casa edificada sobre a rocha (Mt 7.24) e, no segundo sentido, em Efésios 4.12. Nessa última referência, o apóstolo Paulo diz que Deus pôs na Igreja os apóstolos, os profetas, os evangelistas, os pastores e mestres para a “edificação do corpo de Cristo”. Este, por exemplo, é o objetivo dos dons espirituais: trazer edificação à igreja (1 Co 14.3). Assim, quem fala em línguas em público, sem interpretação, edifica-se a si mesmo (1 Co 14.4); contudo, não edifica a igreja, que não entendeu o que foi dito (1 Co 14.5). Dessa forma, o apóstolo Paulo exorta os crentes a buscarem a edificar “uns aos outros” (1 Ts 5.11).

SINOPSE II

A genuína adoração e edificação mútua é fruto de uma vida de devoção e serviço a Deus em contínuo crescimento.

III – COMUNHÃO E SOCIALIZAÇÃO

1. A fé na esfera fraternal. Um dos pilares da Igreja Primitiva estava na comunhão (At 2.42). A palavra grega koinonia, traduzida aqui como “comunhão”, ocorre 19 vezes no Novo Testamento e o seu sentido é literalmente de “parceria”, “participação” e “comunhão espiritual”. Se somos cristãos e andamos na luz do Evangelho, devemos viver em comunhão (1 Jo 1.7). Onde não há comunhão entre os crentes, também não há igreja solidamente edificada. Não há, portanto, Igreja onde seus membros vivem isolados e não mantêm comunhão uns com os outros.

2. Unidade e Fraternidade. A igreja do Novo Testamento se expressa por meio da unidade e fraternidade entre seus membros (1 Jo 1.3). Jesus orou pela união fraterna de seus discípulos (Jo 17.21). Um dos grandes males da igreja hodierna está justamente na quebra da comunhão cristã, o que tem provocado grande fragmentação no Corpo de Cristo. Devemos, portanto, nos esforçar por manter a comunhão cristã em nossas igrejas locais (Hb 13.16).

3. A fé na esfera social. A fé cristã também precisa ser expressa na esfera pública. Ela tem o seu lado social. Se por um lado o substantivo grego koinonia significa “comunhão”, por outro lado, o verbo grego koinoneo possui também o sentido de “ajuda contributiva e partilha”. É usado por Paulo com esse sentido em Romanos 12.13. O sentido nesse texto é o de socorrer os mais pobres em suas necessidades. O apóstolo Paulo elogiou os Filipenses por serem conscientes da dimensão social do Evangelho (Fp 4.15). Não se trata apenas de matar a fome dos pobres deixando-os vazios de Deus. É o exercício da fé cristã na sua integralidade. A igreja, portanto, não pode exercer sua fé da maneira bíblica esquecendo dos mais carentes ou mais pobres. Jesus ressaltou esse fato (Mt 25.35,36). Que modelo de igreja somos quando poucos têm muito e muitos têm tão pouco? O apóstolo exorta a igreja para atentar para esse fato (Tg 2.15,16).

SINOPSE III

O amor manifesto em ações é evidenciado na comunhão entre os irmãos e contribuição social da Igreja como expressão de fé na esfera pública.

■ CONCLUSÃO

Vimos que a Igreja de Cristo tem uma grande missão aqui na Terra. Ela foi chamada para ser sal e luz. Como sal ela salgará o mundo com a mensagem da cruz em uma sociedade que está corrompida pelo engano do pecado. Como luz, ela resplandecerá nas densas trevas que cobrem o mundo sem Deus. Ao mostrar Jesus Cristo ao mundo perdido, produzir discípulos e transformá-los em adoradores, a Igreja cumpre com a missão para a qual foi chamada.

REVISANDO O CONTEÚDO

1. Como é exercida a missão da Igreja?

Por meio da pregação do Evangelho: “Aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação (1 Co 1.21).

2. Qual é o sentido do substantivo “discípulo”?

O sentido é o de alguém instruído ou treinado em alguma coisa.

3. O que é a adoração?

No contexto bíblico, a adoração significa dar a glória que é devida somente a Deus. É tirar a atenção de nós mesmos para centrarmos unicamente no Senhor (Mt 4.10).

4. Qual é o sentido da palavra “comunhão”?

O seu sentido é literalmente de parceria, participação e comunhão espiritual.

5. O que a igreja não pode esquecer para exercer a sua fé de maneira bíblica?

Para exercer sua fé da maneira bíblica, a igreja não pode esquecer dos mais carentes.

LEITURAS PARA APROFUNDAR

Tornando-se uma Igreja Acolhedora

Muitos líderes veem sua igreja como um ambiente muito mais agradável e harmonioso do que ela realmente é, porém, a visão de quem está visitando pela primeira vez pode ser muito diferente. Por que isto acontece?

A Transformação da Igreja

Essa obra nos ajudará a avaliar de forma adequada nossa congregação, conduzindo-nos passo a passo por processos que ajudarão os crentes a assumirem a forma do Corpo de Cristo.

LIÇÃO 4 - A IGREJA E O REINO DE DEUS

 1° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS



LIÇÃO 3 - A NATUREZA DA IGREJA

 1° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS

LIÇÃO 2 - IMAGENS BÍBLICAS DA IGREJA

  1° TRIMESTRE DE 2024 ▶ EBD ADULTOS


LIÇÃO 1 - A ORIGEM DA IGREJA

 1° TRIMESTRE DE 2024 ▶ EBD ADULTOS

sexta-feira, 8 de março de 2024

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

No Dia Internacional da Mulher, celebrado mundialmente em 8 de março, homenageamos a força, a resiliência e as conquistas das mulheres ao longo da história. Essa data tem origem em movimentos sociais e trabalhistas do início do século XX, e foi escolhida para lembrar as lutas das mulheres por:

• Melhores Condições de Trabalho: Em 8 de março de 1917, milhares de operárias russas se reuniram no protesto conhecido como “Pão e Paz”. Elas reivindicaram melhores condições de trabalho e de vida, enquanto lutavam contra a fome e os impactos da Primeira Guerra Mundial. Esse evento marcou o início do Dia Internacional da Mulher.

• Igualdade de Direitos: Antes disso, em 1908, mulheres que trabalhavam na fábrica Triangle Shirtwaist Company, em Nova York, fizeram uma greve exigindo salários justos e redução da carga horária. Essas trabalhadoras costuravam por longas horas e recebiam salários muito baixos. A luta delas inspirou a celebração das mulheres nos Estados Unidos em 28 de fevereiro de 1909.

• Reconhecimento Social e Político: Na II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, realizada em 1910 na Dinamarca, Clara Zetkin propôs a criação de um dia dedicado às mulheres. Esse dia foi oficializado em 25 de março de 1911. No mesmo ano, um trágico incêndio na fábrica Triangle Shirtwaist Company, que matou 146 mulheres, levou a reformas nas leis trabalhistas e de segurança.

Hoje, Dia Internacional da Mulher, lembramos da importância de continuar lutando por igualdade, respeito e oportunidades para todas as mulheres. 

Parabéns a todas as mulheres que fazem a diferença no mundo!

quarta-feira, 6 de março de 2024

GRANDES MULHERES DA BÍBLIA - DÉBORA

Débora, cujo nome em hebraico significa "abelha", foi uma figura notável na Bíblia. Mulher escolhida por Deus, ela desempenhou papéis de destaque como profetisa e juíza em Israel, liderando o povo durante um período desafiador.

1. Profetisa e Juíza

 Débora emergiu como uma voz inspirada por Deus. Ela não apenas profetizava, mas também exercia autoridade como juíza, tomando decisões importantes para o povo de Israel.

 Sua liderança ocorreu em um momento crítico, quando os israelitas enfrentavam opressão e maus-tratos pelos cananeus.

2.  A Batalha Épica

 Durante 20 anos, Israel sofreu sob o domínio do rei cananeu. Foi então que Deus concedeu a vitória através de Débora e Baraque.

 Débora profetizou que a vitória viria pelas mãos de uma mulher, e assim aconteceu. Jael, outra mulher corajosa, desempenhou um papel crucial na batalha.

3. O Cântico de Agradecimento

 Após a vitória, Débora entoou um cântico de louvor a Deus. Esse cântico ficou registrado no livro de Juízes (capítulo 5) e celebrou a libertação concedida pelo Senhor.

4. Paz e Prosperidade

Sob a liderança de Débora, Israel viveu em paz por 40 anos após a vitória sobre os cananeus.

Ela é a única juíza mencionada na lista dos juízes de Israel.

Débora é um exemplo inspirador de coragem, sabedoria e fidelidade a Deus. Sua história nos ensina sobre a importância de ouvir a voz de Deus e agir com ousadia quando Ele nos chama para liderar e fazer a diferença.

GRANDES MULHERES DA BÍBLIA - RAABE

Raabe é uma figura bíblica notável no Antigo Testamento da Bíblia. Sua história é encontrada no livro de Josué. 

1. Origem e Profissão

● Raabe era uma prostituta que vivia na cidade de Jericó, uma fortaleza que os israelitas planejavam conquistar.

Josué 2:1

¹ E Josué, filho de Num, enviou secretamente, de Sitim, dois homens a espiar, dizendo: Ide reconhecer a terra e a Jericó. Foram, pois, e entraram na casa de uma mulher prostituta, cujo nome era Raabe, e dormiram ali. 

 Apesar de sua profissão, Raabe demonstrou coragem e fé ao ajudar os espiões israelitas que chegaram à cidade.

2. Protegendo os Espiões

 Quando os espiões israelitas chegaram a Jericó, Raabe os escondeu em sua casa.

 Ela arriscou sua vida para protegê-los dos soldados do rei de Jericó.

 Raabe reconheceu o poder de Deus e pediu que os espiões salvassem sua vida e a de sua família quando a cidade fosse conquistada.

3. Promessa e Salvação

 Os espiões prometeram proteger Raabe e sua família. Eles instruíram-na a colocar uma corda vermelha na janela para que fossem identificados pelos soldados israelitas.

 Quando Jericó foi conquistada, Raabe e sua família foram salvas, cumprindo a promessa feita pelos espiões.

4. Exemplo de Fé e Conversão

 Raabe é um exemplo de fé e confiança em Deus. Ela acreditou na promessa dos espiões e arriscou tudo para ajudá-los.

 Sua conversão mostra que Deus está disposto a perdoar e dar uma nova oportunidade, independentemente do passado de alguém.

 Raabe é mencionada como uma antepassada de Jesus Cristo, fazendo parte de sua linhagem:

Mateus 1:5

⁵ E Salmom gerou, de Raabe, a Boaz; e Boaz gerou de Rute a Obede; e Obede gerou a Jessé. 

Há mais referências de Raabe no Novo Testamento, como exemplo de fé e de obras:

Hebreus 11:31

³¹ Pela Raabe, a meretriz, não pereceu com os incrédulos, acolhendo em paz os espias. 

Tiago 2:25

²⁵ E de igual modo Raabe, a meretriz, não foi também justificada pelas obras, quando recolheu os emissários, e os despediu por outro caminho? 

A história de Raabe inspira aqueles que buscam um novo começo e uma vida melhor, com a ajuda de Deus. 

GRANDES MULHERES DA BÍBLIA - SARA

Sara, também conhecida como Sarai, foi uma figura importante na Bíblia e desempenhou um papel significativo na história do povo judeu. Conheçamos um pouco da sua vida e legado:

1. Esposa de Abraão:

Sara foi a esposa de Abraão (originalmente chamado de Abrão). Juntos, eles formaram um casal notável na narrativa bíblica.

● Quando Deus chamou Abraão para deixar sua cidade e seguir para a terra prometida, Sara o acompanhou. Naquela época, eles ainda eram conhecidos como Abrão e Sarai.

● Mesmo com idade avançada, Sarai aceitou a decisão de seu marido e passou a viver em tendas, seguindo-o em suas viagens.

2. Beleza e Desafios:

● Sarai era uma mulher muito bonita. Quando viajaram para o Egito, Abrão temeu que os egípcios o matassem para ficar com sua esposa. Eles fingiram ser irmãos para evitar problemas.

● O faraó gostou de Sarai e a levou para seu palácio, mas Deus revelou que ela era a esposa de Abraão. Isso causou constrangimento e resultou na partida deles do Egito.

● Anos depois, uma situação semelhante ocorreu entre o povo de Gerar, onde o rei Abimeleque tomou Sarai para ser sua esposa. Novamente, Deus interveio e protegeu Sarai.

3. A Promessa de um Filho:

●  Deus prometeu a Abraão uma terra e muitos descendentes. No entanto, não mencionou Sarai como a mãe.

Sarai, impaciente, sugeriu que Abraão tomasse outra esposa para ter um filho. Ela entregou sua escrava Hagar a Abraão, que gerou Ismael.

● Mas Deus garantiu que o herdeiro seria filho de Sarai. Ele até mudou o nome dela para Sara, que significa “princesa”.

● Na primavera seguinte, Sara deu à luz Isaque, trazendo grande alegria após anos de esterilidade.

4. Fé e Respeito:

● Apesar de seus erros, Sara acreditava em Deus e foi fiel a Abraão. Ela o acompanhou em suas viagens e o tratava com respeito.

● Sua fé e obediência são mencionadas no Novo Testamento:

1 Pedro 3:5-6

⁵ Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos;

⁶ Como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor; da qual vós sois filhas, fazendo o bem, e não temendo nenhum espanto. 

Sara é lembrada como uma mulher de fé, coragem e perseverança, cuja vida teve um impacto duradouro na história bíblica. Ela é a matriarca das nações e uma inspiração para muitos. 

GRANDES MULHERES DA BÍBLIA - MIRIÃ

Miriã, também conhecida como Miriam, foi uma figura proeminente no relato do Êxodo, o evento em que o povo de Israel foi libertado da escravidão no Egito. Conheçamos um pouco mais sobre a sua vida e legado:

1. Irmã de Moisés e Arão:

● Miriã era a irmã mais velha de Moisés e de Arão, filha de Anrão e Joquebede.

Ela desempenhou um papel significativo na proteção e preservação de Moisés quando ele era um bebê.

● Quando Moisés nasceu, seus pais o esconderam por três meses e depois o colocaram no rio dentro de um cesto impermeável de junco. Miriã o vigiou à distância.

2. Profetisa e Líder:

● O termo “profetisa” foi empregado para se referir a Miriã quando ela liderou as mulheres de Israel com música, danças e um poema de louvor a Deus.

● Essa celebração ocorreu após a travessia do Mar Vermelho, quando Deus concedeu livramento aos israelitas contra os egípcios: 

Êxodo 15.20:21

²⁰ Então Miriã, a profetisa, a irmã de Arão, tomou o tamboril na sua mão, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboris e com danças.

²¹ E Miriã lhes respondia: Cantai ao Senhor, porque gloriosamente triunfou; e lançou no mar o cavalo com o seu cavaleiro. 

● A música cantada por Miriã era uma variação do cântico de Moisés no Mar Vermelho.

Conflito e Lepra:

● Miriã e Arão se rebelaram contra seu irmão Moisés, principalmente por causa de seu casamento com uma mulher cuxita.

● Entretanto, a implicância com a esposa de Moisés escondia algo mais profundo: inveja da autoridade de Moisés.

● Deus repreendeu esse comportamento invejoso, e Miriã foi tomada de lepra, ficando “branca como a neve”:

Números 12:10

¹⁰ E a nuvem se retirou de sobre a tenda; e eis que Miriã ficou leprosa como a neve; e olhou Arão para Miriã, e eis que estava leprosa. 

Miriã é lembrada como uma mulher corajosa, líder inspiradora e profetisa, cuja vida desempenhou um papel crucial na história do povo de Israel.

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