Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

LIÇÃO 5 - O DEUS FILHO

 1° TRIMESTRE DE 2026  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o.” 
(Mateus 17.5b) 

VERDADE PRÁTICA
Jesus Cristo, o Deus Filho, é a revelação plena do Pai, centro da revelação divina e único mediador entre Deus e os homens.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Lucas 1.35
 
■ A concepção virginal e a ação da Trindade


 Terça – João 1.1-3
 ■
O Filho é Deus desde a eternidade


 Quarta – Mateus 17.2,3

 ■
A glória divina de Jesus na Transfiguração


 Quinta – Hebreus 1.1-3
 ■
O Filho como revelação suprema


 Sexta – Atos 4.12
 ■
Cristo é o único caminho de salvação


 Sábado – Filipenses 2.9-11
 ■ Cristo exaltado acima de todo



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Lucas 1
31 — E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.
32 — Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai,
34 — E disse Maria ao anjo: Como se fará isso, visto que não conheço varão?
35 — E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.

Mateus 17
— Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte,
2 — E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.
3 — E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele.
4 — E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés e um para Elias.
5 — E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o.
6 — E os discípulos, ouvindo isso, caíram sobre seu rosto e tiveram grande medo.
7 — E, aproximando-se Jesus, tocou-lhes e disse: Levantai-vos e não tenhais medo.
8 — E, erguendo eles os olhos, ninguém viram, senão a Jesus.


Hinos Sugeridos: 156 • 344 • 481 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
Ratificamos que a Trindade nos revela um só Deus em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. O episódio da transfiguração (Mateus 17.1-8) é um dos momentos marcantes da revelação da glória do Deus Filho. Nele, Jesus — a Segunda Pessoa da Trindade — é exaltado diante de testemunhas oculares, com a aprovação explícita do Pai. Ele não é um personagem entre outros, mas o Deus encarnado. Esta lição nos conduz a contemplar a divindade, a centralidade e a missão redentora do Deus Filho.

Palavra-Chave: Cristo

I – A DIVINDADE DO FILHO
1. A Concepção Virginal de Jesus. A concepção do Senhor Jesus foi um ato miraculoso. Sobre isso, o anjo Gabriel explicou à virgem: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra” (Lucas 1.35a). O texto afirma que Jesus seria concebido pela ação do Espírito Santo e pela sombra do poder de Deus. A expressão “sombra” (gr. episkiázó) refere-se à presença divina (Êxodo 40.35). Assim, o Espírito Santo está vinculado à sombra da “virtude” (gr. dynamis), ou seja, ao poder de Deus. Isso indica que a presença poderosa de Deus repousou sobre Maria, de modo que o menino concebido pelo Espírito Santo seria chamado de Filho de Deus (Lucas 1.35b). Dessa maneira, observa-se, nesse evento, a manifestação da Trindade: o Pai, o Filho de Deus e o Espírito Santo.

2. A deidade absoluta do Filho. O Senhor Jesus Cristo é, desde a eternidade, o único Filho de Deus e possui a mesma essência e substância (gr. homooúsios) do Pai (João 10.30 • 14.9). Antes de nascer em Belém, o Filho já existia eternamente com o Pai: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1.1). Ele é a Segunda Pessoa da Trindade e foi enviado pelo Pai ao mundo (1 João 4.9). Ele se fez carne, sem deixar de ser Deus, possuindo duas naturezas, a divina e a humana, unidas numa única pessoa (João 1.14 • Filipenses 2.6-11). Essa união das duas naturezas é sem confusão, sem mudança, sem divisão e sem separação (Concilio de Calcedônia, 451 d.C.). Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem (Romanos 1.3,4; 9-5). Sendo Deus e homem, Jesus é o único mediador entre Deus e a humanidade (1 Timóteo 2.5).

3. Os atributos divinos de Jesus. Como Segunda Pessoa da Trindade, Jesus possui todos os atributos essenciais da divindade. Entre eles, citamos: Eternidade - Jesus não teve começo, pois é eterno como o Pai (Isaías 9.6); Imutabilidade - Cristo, sendo Deus, não muda em seu ser ou caráter (Hebreus 1.12); Onipresença - Jesus declarou sua presença universal (Mateus 18.20); Onisciência - Jesus conhece todas as coisas, inclusive nossos pensamentos (João 21.17); Onipotência - nada é impossível para Ele (Apocalipse 1.8). Em suma, Jesus Cristo manifesta em si mesmo todos os atributos que pertencem exclusivamente a Deus. Isso demonstra de forma incontestável sua plena divindade. Crer em Jesus como Deus é vital para a fé cristã. Negar qualquer um desses atributos é negar a essência do Evangelho (João 20.31).


SINOPSE I
A concepção virginal e os atributos divinos de Jesus revelam que Ele é Deus desde a eternidade e possui a mesma essência do Pai.


II – A CENTRALIDADE DO DEUS FILHO
l. A glória sobrenatural de Jesus. Pedro, Tiago e João acompanharam Jesus até um alto monte (Mateus 17.1). Neste local, Jesus “transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz” (Mateus 17.2). O verbo “transfigurar” é tradução do grego metamorphóõ do qual se originou o vocábulo “metamorfose” (transformação, mudança). Na ocasião, Jesus revelou temporariamente a glória da sua natureza divina, com aparência resplandecente. Um prólogo escatológico, um vislumbre do Cristo pós-ressurreto e glorificado (Apocalipse 1.6). Uma confirmação da união das duas naturezas de Cristo: humana e divina, duas naturezas em uma só pessoa (João 1.14). Aqui, a divindade de Jesus foi revelada. Uma manifestação visível da glória de Deus no Filho encarnado (Filipenses 2.6-9).

2. O testemunho da Lei e dos Profetas. Estando no monte “eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele” (Mateus 17.3). A aparição de Moisés e Elias não foi um contato com os mortos (Marcos 12.27 • Lucas 16.26), mas um ato divino carregado de significado escatológico. Moisés representa a Lei. Ele é o mediador da Antiga Aliança, o legislador do povo hebreu (Êxodo 24.7,8). Sua presença indica que toda a Lei aponta para Cristo (Mateus 5.17). Elias representa os Profetas, considerado o símbolo da proclamação profética. Sua aparição mostra que os profetas anunciavam a vinda do Messias (Isaías 9.6 • Malaquias 4.5,6). Esses dois personagens testemunham que Jesus é o tema central e o cumprimento definitivo das Escrituras (Lucas 24.27). A presença deles é uma prova visível da superioridade de Jesus (Hebreus 1.1,2).

3. A aprovação divina do Pai. A transfiguração atinge seu clímax com a voz audível do próprio Pai: “eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz” (Mateus 17.5a). A voz vinda da nuvem — símbolo da presença de Deus (Êxodo 13.21) — ecoa as palavras já proferidas no batismo de Jesus: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3.17; 17.5b). Essa repetição é significativa: o Pai confirma que Jesus é o seu Filho eterno, não apenas em missão redentora, mas em natureza divina. A expressão “em quem me comprazo” (gr. eudokêsa) revela que o Filho é aquEle em quem o Pai se deleita (Isaías 42.1). A voz do Pai é uma afirmação da centralidade de Cristo (João 14.6) e sustenta a doutrina da Trindade, em que o Filho é Deus, gerado pelo Pai e consubstanciai com Ele (João 14.9,10).


SINOPSE II
Na transfiguração, Cristo é confirmado pelo Pai como centro da revelação e cumprimento da Lei e dos Profetas.

III – A MISSÃO REDENTORA DO DEUS FILHO
1. O Filho como revelação suprema. A transfiguração é marcada, também, por uma ordem direta do Pai acerca do Filho: “escutai-o” (Mateus 17.5c). A declaração reflete a profecia de Moisés: “O Senhor, teu Deus, te despertará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis” (Deuteronômio 18.15). A Escritura deixa claro que esse Profeta prometido é o próprio Cristo (João 6.14 • Atos 3.20-23). A instrução — “escutai-o” — coloca o Filho em posição de supremacia sobre as revelações anteriores (Lucas 16.16 • João 1.17,18). Não é Moisés (a Lei) e nem Elias (os Profetas) que devem ser ouvidos, mas o Cristo (Hebreus 1.1,2). Esse evento sinaliza a transição entre a Antiga e a Nova Aliança, centrada na pessoa do Filho (Colossenses 2.17Hebreus 10.1). Logo, negar a Cristo, ignorá-lo ou relativizar sua voz é rejeitar a autoridade de Deus (1 João 5.12).

2. A exclusividade de Cristo na redenção. Após a visão do Cristo transfigurado, a Bíblia declara: “erguendo eles os olhos, ninguém viram, senão a Jesus” (Mateus 17.8). Essa afirmação encerra uma verdade fundamental: Cristo é absolutamente único e exclusivo na obra da redenção. A presença de Moisés e Elias cessou; restou apenas Cristo. Ele é o cumprimento da Lei e dos Profetas (Mateus 5.17). Toda a Escritura aponta para Ele (Lucas 24.27). Cristo não é meramente um Profeta; Ele é o Deus revelado (João 14.9), o resplendor da glória divina (Hebreus 1.3). Ele é o único mediador entre Deus e os homens (Atos 4.12 • 1 Timóteo 2.5). Seu sacrifício é plenamente suficiente para reconciliar o pecador com Deus (Colossenses 1.20-22). Diante de sua majestade, toda figura da Antiga Aliança se desfaz — somente Jesus permanece.

3. O aprendizado pela experiência. A revelação da glória do Cristo ressurreto, foi também um evento pedagógico para os discípulos. A experiência os fortaleceu para o futuro sofrimento de Jesus. Mais tarde, Pedro reconheceu o episódio como evidência incontestável da majestade de Jesus: “mas nós mesmos vimos a sua majestade [...] quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido” (2 Pedro 1.16,17). A transfiguração, portanto, é o vislumbre do Reino, prenuncio da ressurreição, antecipação da vitória final de Cristo, e o anúncio de seu triunfo escatológico sobre a morte e todo domínio (Hebreus 1.8-12 • Filipenses 2.9-11). Diante dessa glória, somos chamados a contemplar e adorar a Cristo com fé e esperança (Hebreus 12.2).


SINOPSE III
Cristo é o único mediador e salvador; sua missão redentora é exclusiva e plenamente suficiente.

 CONCLUSÃO
A doutrina do Deus Filho nos conduz à centralidade de Cristo na fé cristã. Sua divindade, glória e missão redentora revelam o coração do Pai e o agir do Espírito. Ele é o Verbo eterno feito carne, o único que pode reconciliar o homem com Deus. Por isso, devemos reconhecê-lo como Senhor absoluto, prostrar-nos em adoração, ouvi-Lo e segui-Lo em obediência, reverência e gratidão.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. Cite ao menos três atributos divinos de Jesus apresentados na lição.
Eternidade, imutabilidade e onisciência (entre outros).

2. A aparição de Moisés no momento da transfiguração de Jesus foi um ato divino carregado de significado escatológico. O que a sua presença indica?
Que toda a Lei aponta para Cristo como seu cumprimento.

3. Quem é o cumprimento da Lei e dos Profetas?
Jesus Cristo.

4. O sacrifício de Cristo é plenamente suficiente para quê?
Reconciliar o pecador com Deus.

5. A transfiguração é o anúncio do triunfo escatológico de Cristo sobre o quê?
Sobre o pecado, a morte e todo domínio do mal.


LIÇÕES DO TRIMESTRE


SUMÁRIO


Lição 2 - O Deus Pai
Lição 5 - O Deus Filho
Lição 6 - O Filho como o Verbo de Deus
Lição 7 - A Obra do Filho
Lição 8 - O Deus Espírito Santo
Lição 9 - Espírito Santo — O Regenerador
Lição 10 - Espírito Santo — O Capacitador
Lição 11 - O Pai e o Espírito Santo
Lição 12 - O Filho e o Espírito
Lição 13 - A Trindade Santa e a Igreja de Cristo



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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

LIÇÃO 4 - A PATERNIDADE DIVINA

 1° TRIMESTRE DE 2026  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
E vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.”
(1 João 4.14) 

VERDADE PRÁTICA
A paternidade de Deus é revelada no envio do Filho e na concessão do Espírito, confirmando nossa filiação e aperfeiçoando-nos no amor.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – João 1.18
 
■ O Pai não tem início nem fim, Ele é eterno


 Terça – João 17.15
 ■
O Pai sempre foi eternamente


 Quarta – João 5.26

 ■ O
 Pai gera o Filho e ambos têm a vida em si mesmo


 Quinta – João 15.26; 16.7
 ■
O Espírito procede do Pai e do Filho


 Sexta –  1 João 4.15,16
 ■
Confessar a Cristo revela a habitação de Deus


 Sábado – 1 João 4.17-19
 ■ O amor de Deus lança fora o temor e nos capacita a amar


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 4.13-16

João 3
13 — Nisto conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu Espírito
14 — e vimos, e testificamos que o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo.
15 — Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele e ele em Deus. 
16 — E nós conhecemos e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor e quem está em amor está em Deus, e Deus, nele.


Hinos Sugeridos: 33 • 48 • 511 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos como o Pai revela sua paternidade por meio da Trindade. Veremos que esta paternidade é reconhecida na confissão de Cristo e aperfeiçoada em nós pelo amor, garantindo nossa comunhão com Ele, capacitando-nos a viver com confiança, fidelidade e expressão visível da nossa filiação diante do mundo.

Palavra-Chave: Paternidade

I – A REVELAÇÃO DA PATERNIDADE DO PAI
1. Definição da paternidade do Pai. A Paternidade é atributo da Primeira Pessoa da Trindade, que opera por meio do Filho e do Espírito Santo: “um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos vós” (Efésios 4.6). O Pai é a fonte de tudo, Ele é soberano (1 Coríntios 8.6), Ele é o princípio sem princípio, Ele não é gerado (João 1.18), mas é Aquele que gera o Filho (Salmos 2.7 • Hebreus 1.5) e de quem, junto com o Filho, procede o Espírito Santo (João 14.26). Entender a paternidade divina é uma fonte de consolo. Podemos confiar no cuidado do Pai, pois Ele é o originador de toda boa dádiva (Tiago 1.17).

2. A paternidade eterna do Pai. A Paternidade de Deus não tem início no tempo. Deus é Pai desde toda a eternidade. Na oração sacerdotal Jesus disse: “E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse” (João 17.5). Este texto ensina que o relacionamento entre o Pai e o Filho é anterior à criação, revelando que a identidade de Deus como Pai é eterna. Não houve momento em que Deus se tornou Pai. O Pai sempre foi Pai, o Filho sempre foi Filho e o Espírito sempre foi Espírito (Efésios 1.3,4 • Hebreus 1.2,3; 9-14).

3. O Pai gerou o Filho. A geração do Filho não implica criação; Ele sempre existiu com o Pai, com a mesma essência: “Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo” (João 5.26). Significa que o Deus Pai não recebeu vida de ninguém, Ele é autoexistente. O Filho gerado pelo Pai também é autoexistente. Implica dizer que o Filho não foi criado, mas eternamente gerado. O Filho, assim como o Pai, possui vida em si mesmo, isto é, compartilha da mesma natureza divina (João 10.30).

4. O Pai nos concede o Espírito. O Espírito Santo também tem sua origem no Pai, mas de modo distinto. Ele procede do Pai (João 15.26) e é enviado pelo Filho (João 16.7). Saber que o Espírito Santo procede do Pai e do Filho é muito mais do que um detalhe teológico; é uma fonte poderosa de segurança para nossa vida cristã. O Espírito Santo é o próprio Deus (Atos 5.3,4), enviado para estar conosco para sempre (João 14.16,17). Ele nos aproxima do Pai (Efésios 2.18), testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus (Romanos 8.16) e nos guia em toda a verdade (João 16.13).


SINOPSE I
A paternidade de Deus é eterna, revelada no envio do Filho e na concessão do Espírito.


II – RECONHECENDO A PATERNIDADE DO PAI
1. Confessar a Cristo como Filho. A confissão de que Jesus é o Filho de Deus é um ato central na fé cristã: “Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele e ele em Deus” (1 João 4.15). Reconhecer a filiação divina de Cristo é mais do que uma afirmação privada. É uma declaração pública de fé e sinaliza que Deus habita no coração do crente (Romanos 10.9,10). Essa capacidade não nasce da carne, nem da persuasão humana, mas da ação sobrenatural do Espírito Santo (1 Coríntios 12.3). Reconhecer Jesus como o Filho de Deus é a única forma legítima de acesso ao Pai (João 14.6). Negar o Filho é, por consequência, negar o acesso ao Pai (1 João 2.23). Que cada crente possa, com o coração cheio de fé e gratidão, proclamar com ousadia: “Senhor meu, e Deus meu!” (João 20.28).

2. A perfeição do amor do Pai. O amor faz parte da natureza do Pai: “E nós conhecemos e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor e quem está em amor está em Deus, e Deus, nele” (1 João 4.16). O amor do Pai é sacrificial, demonstrado ao enviar Seu Filho (João 3.16). Esse amor nos adotou; fomos aceitos por Ele, com todos os direitos de filhos legítimos (1 João 3.1). Esse amor é inquebrável; nenhum poder ou circunstância poderá nos separar desse amor (Romanos 8.38,39). Esse amor é pessoal; não é apenas geral, mas é individual, voltado para cada filho que crê (João 16.27). Assim, o amor do Pai é a fonte da nossa nova vida; nossa salvação brota da abundância do Seu amor (Efésios 2.4,5). Foi o amor do Pai que nos buscou, nos salvou e nos guarda até o fim. Aleluia!

3. As bênçãos da filiação divina. As Escrituras afirmam que o amor de Deus, lança fora todo o temor, especialmente o medo do juízo: “Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no Dia do Juízo tenhamos confiança” (1 João 4.17). Essa confiança estabelece a segurança da nossa condição como filhos de Deus. O crente não é mais um escravo ameaçado pelo castigo eterno, mas um filho livre, amado e aceito em Cristo (Romanos 8.15). Isso não significa que o crente não possa perder a salvação (Ezequiel 18.24 • 1 Coríntios 10.12). Mas sim, que o Espírito Santo, habitando em nós, testemunha a nossa filiação, extinguindo o medo da condenação (Efésios 1.13,14). O verdadeiro amor, aperfeiçoado em nós pelo Espírito, remove o medo, pois “no amor, não há temor; antes, o perfeito amor lança fora o temor” (1 João 4.18).


SINOPSE II
Confessar que Jesus é o Filho de Deus é evidência de filiação divina e comunhão com 0 Pai.

III – A EXPERIÊNCIA DO AMOR DO PAI
l. O amor é aperfeiçoado no crente. O aperfeiçoamento do amor em nós é obra do Espírito. Guardar a Palavra é o meio pelo qual o amor divino é amadurecido: “Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele” (1 João 2.5). Essa obediência prática à Palavra é a evidência externa de um amor interno e verdadeiro por Deus (João 14.21). Não há amor genuíno a Deus, sem compromisso concreto com a sua vontade revelada (1 João 5.3). A cada ato de obediência, mesmo nas pequenas coisas, o amor de Deus é fortalecido em nós (Lucas 16.10). Devemos viver de maneira que nossa prática aprofunde a realidade do amor em nosso coração (Tiago 1.22). Portanto, refletir Deus no mundo é estar sendo aperfeiçoado no amor (Mateus 22.37-40).

2. O amor é a marca dos filhos de Deus. O amor distingue os verdadeiros filhos de Deus. O mundo conhece a Deus por meio da manifestação de amor dos seus filhos: “Ninguém jamais viu a Deus; se nós amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor” (1 João 4.12). Deus é invisível, mas seu amor se torna visível à humanidade quando os cristãos vivem em amor mútuo (João 13.34,35). Quem ama de fato, revela que conhece a Deus. Logo, o amor torna real a presença de Deus àqueles que ainda não o conhecem (1 João 3.10; 4-8).

3. Fomos amados primeiro. A essência da vida cristã está fundamentada no fato de que Deus nos amou: “Nós o amamos porque Ele nos amou primeiro.” (1 João 4.19). Indica que a salvação, a fé e a nossa capacidade de amar são respostas à iniciativa incondicional do amor divino (1 João 4.10). Em vista disso, fomos amados antes de qualquer mérito, antes de qualquer movimento pessoal em direção a Deus (Efésios 2.4,5). Fomos amados no pior estado possível — em pecado — e recebidos como filhos em Jesus (Romanos 5.8 • Efésios 1.5). Esta verdade sinaliza que somente pelo Espírito conseguimos amar a Deus, ao próximo e ao inimigo (Romanos 5.5). Antes da nossa redenção, houve uma cruz sangrenta preparada por amor (João 15.13). Desse modo, espera-se que a postura cristã seja uma resposta agradecida a esse amor imerecido (2 Coríntios 5.14,15).


SINOPSE III
O amor do Pai é aperfeiçoado no crente, lançando fora o temor e moldando nosso caráter.

 CONCLUSÃO
A paternidade de Deus é revelada de forma plena na ação conjunta da Trindade. O Pai envia o Filho, concede o Espírito e estabelece conosco uma relação sólida e paterna. Confessamos a Cristo, amamos porque fomos amados primeiro, e somos conduzidos pelo Espírito a viver em obediência e comunhão. A nossa identidade como filhos de Deus é firmada em sua iniciativa soberana e amorosa, garantindo-nos plena confiança para o dia da eternidade, e ajudando-nos a refletir o amor do Pai ao mundo.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. O que significa a expressão “o Pai gerou o Filho”?
Significa que o Filho é eternamente gerado pelo Pai, não criado, possuindo a mesma essência divina.

2. O que significa reconhecer a filiação divina de Cristo?
É reconhecer que Jesus é o Filho de Deus, o único acesso legítimo ao Pai.

3. Qual a relação entre a nossa filiação a Deus e a preservação da salvação?
O amor do Pai assegura nossa filiação e nos livra do medo da condenação, embora devamos permanecer firmes para não perder a salvação.

4. Qual é a evidência externa de um amor interno e verdadeiro por Deus?
Guardar a Palavra de Deus.

5. De que forma os cristãos tornam visível à humanidade o amor de Deus? 
Vivendo em amor mútuo, tornando visível o caráter de Deus ao mundo.


LIÇÕES DO TRIMESTRE


SUMÁRIO


Lição 2 - O Deus Pai
Lição 5 - O Deus Filho
Lição 6 - O Filho como o Verbo de Deus
Lição 7 - A Obra do Filho
Lição 8 - O Deus Espírito Santo
Lição 9 - Espírito Santo — O Regenerador
Lição 10 - Espírito Santo — O Capacitador
Lição 11 - O Pai e o Espírito Santo
Lição 12 - O Filho e o Espírito
Lição 13 - A Trindade Santa e a Igreja de Cristo



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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

LIÇÃO 3 - O PAI ENVIOU O FILHO

 1° TRIMESTRE DE 2026  EBD ADULTOS



TEXTO ÁUREO
Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.” 
(1 João 4.9) 

VERDADE PRÁTICA
O envio do Filho revela o amor do Pai e a perfeita unidade da Trindade no plano da salvação, garantindo a redenção e a adoção dos crentes.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – João 3.16
 
■ O amor de Deus revelado no envio do Filho


 Terça – João 6.38
 ■
O Filho veio ao mundo para cumprir a vontade do Pai


 Quarta – 1 João 4.10

 ■ Deus nos amou primeiro, enviando seu Filho


 Quinta – João 14.6
 ■ Cristo como único caminho ao Pai


 Sexta –  Efésios 1.3-6
 ■ O plano eterno de adoção como filhos em Cristo


 Sábado – João 16.13-14
 ■ O Espírito glorifica a Cristo e guia em toda a verdade



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 3.16,17 • 1 João 4.9,10 • Gálatas 4.4-6

João 3
16 — Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
17 — Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.

1 João 4
9 — Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.
10 — Nisto está o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.

Gálatas 4
4 — mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,
5 — para remir os que estavam debaixo da lei, afim de recebermos a adoção de filhos.
6 — E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.


Hinos Sugeridos: 227 • 437 • 526 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
No plano eterno da redenção, o Pai é quem envia o Filho para salvar o mundo. Esta verdade, revelada nas Escrituras, manifesta o amor do Pai e reafirma a unidade e a missão da Santíssima Trindade. Nesta lição, veremos como o envio do Filho Unigênito de Deus — a Segunda Pessoa da Trindade, revela em profundidade: a suprema expressão do amor de Deus, a plenitude do tempo para a redenção e a obra perfeita da Trindade na salvação.

Palavra-Chave: Envio

I – O ENVIO DO FILHO E O AMOR DO PAI
l. O amor incondicional do Pai. O envio de Jesus Cristo — o Filho Unigênito do Pai, é a maior demonstração do amor de Deus ao mundo (João 3.16). O verbo grego para este amor é “agapáõ" e o substantivo é “agápê". Expressam a natureza essencial de Deus (1 João 4.8) e a busca pelo bem-estar de todos (Romanos 15.2). Conforme usado, acerca de Deus, manifesta interesse profundo e constante de um Ser perfeito para seres completamente indignos (Vine, 2002, p. 395). Ensina que o amor de Deus não foi motivado por mérito humano. Ele amou “o mundo” rebelde e perdido — e enviou seu Filho “não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (João 3.17). Este amor alcança toda a humanidade, é incondicional, plenamente gracioso, sacrificial e absoluto! (Efésios 2.4,5).

2. A iniciativa soberana de Deus. Desde a eternidade, antes da Queda no Éden, Deus traçou um plano de redenção em Cristo (Efésios 1.4,5). Até mesmo anterior a fundação do mundo, o Filho já estava destinado para nossa salvação (l Pedro 1.18-20). Deus, em sua soberania e seu imensurável amor, tomou a iniciativa de enviar o Salvador, cumprindo seu eterno propósito de redenção (Efésios 1.9). A Escritura ratifica que o amor divino antecede qualquer atitude humana: “não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” (1 João 4.10). Portanto, a iniciativa da salvação não parte do ser humano, mas de Deus. Em sua soberania, misericórdia e compaixão, Deus decidiu agir em favor da humanidade caída (Romanos 3.24-26; 5.8).

3. O envio do Filho e a Trindade. Embora a missão do Filho seja descrita por meio do verbo “enviar” (João 3.17,18,34), a ideia aqui é de um presente gracioso de Deus (1 João 4.10). Em seu amor soberano, o Pai ofereceu sua dádiva mais preciosa — o seu Filho Unigênito: “para que por Ele vivamos” (1 João 4.9). Essa doação, não implica hierarquia na Trindade. O Pai, o Filho e o Espírito Santo possuem a mesma natureza divina (João 1.1; 10.30; 14.26). A distinção observada é funcional, relacionada ao plano da salvação: o Filho é enviado para realizar a redenção (João 6.38-40). Essa dinâmica revela harmonia e unidade da Trindade: uma única vontade e um único propósito. O envio do Filho é, portanto, uma expressão do amor do Deus Triúno, que resplandece em toda a história da salvação (Efésios 1.3-14).


SINOPSE I
O envio do Filho é a expressão suprema do amor do Pai, fruto de sua iniciativa soberana e graciosa.


II – O FILHO E A PLENITUDE DOS TEMPOS
1. A preparação histórica e religiosa. O envio de Cristo não foi um plano improvisado, mas um desígnio eterno, cumprido “na plenitude dos tempos” (Gálatas 4.4). Indica que a vinda do Messias se deu no tempo determinado pelo Deus Pai (Romanos 5.6). A Trindade, em perfeita sabedoria e unidade, determinou o momento exato para a execução do plano redentor (Efésios 1.10,11). Historicamente, o domínio romano construiu estradas e rotas comerciais que contribuíram para a disseminação do Evangelho. A cultura grega unificou o mundo por meio do grego koiné, tornando possível a escrita do Novo Testamento em uma língua conhecida e popular. No judaísmo, apesar da rejeição dos líderes entre o povo, a expectativa messiânica estava elevada (Lucas 2.25-38). Isso sinaliza que Deus preparou o cenário para a chegada do Salvador (Atos 17.26).

2. O Filho nascido sob a Lei. A Escritura afirma que o Filho veio “nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gálatas 4.4b). A expressão “nascido de mulher”, reafirma que Cristo assumiu nossa natureza humana (Hebreus 2.14 • Filipenses 2.7,8). Ele encarnou e experimentou as fraquezas humanas, exceto o pecado (Hebreus 4.15). Cumpriu-se assim a profecia: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho” (Isaías 7.14 • Mateus 1.23), mostrando que sua vinda foi obra soberana de Deus. A declaração “nascido sob a lei” significa que Jesus cumpriu todas as exigências da lei mosaica (Mateus 5.17). Ele foi o único homem a cumprir plenamente a lei de Deus, sem a transgredir em momento algum (1 Pedro 2.22). Sua vida de obediência foi necessária para que pudesse oferecer um sacrifício perfeito em favor dos pecadores (Hebreus 7.26,27).

3. A adoção de filhos. A obra do Filho não apenas trouxe perdão, mas também nos concedeu a posição de filhos adotivos (Gálatas 4.5). Cristo é o único Filho de Deus por natureza (João 1.18); e os crentes tornam-se filhos por adoção (João 1.12,13).
A prática da adoção não fazia parte do sistema legal judaico, mas era comum e bem conhecida entre os gentios. Paulo enfatiza que foi do agrado de Deus inserir no plano da salvação, que os salvos fossem adotados como filhos (Efésios 1.5). O “espírito de adoção” habilita os salvos a clamarem “Aba, Pai” (Gálatas 4.6). Esse termo aramaico (“Aba”, “papai”) empregado na interação entre o Filho e o Pai, indica respeito e confiança (Marcos 14.36). Essa adoção e intimidade é aplicada pelo Espírito Santo (Romanos 8.15,16), demonstrando novamente a atuação inseparável da Trindade na salvação.


SINOPSE II
Na plenitude dos tempos, Cristo veio ao mundo, cumprindo as profecias e proporcionando redenção e adoção como filhos de Deus.


III – A TRINDADE NO PLANO DA SALVAÇÃO
1. A vontade do Pai realizada pelo Filho. O Filho veio ao mundo para cumprir a vontade do Pai: “eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (João 6.38). Essa vontade, segundo Cristo, é que nenhum daqueles que o Pai lhe deu se perca, mas tenham a vida eterna (João 6.39,40). A obediência de Jesus é perfeita, revelando plena submissão ao Pai. Ele mesmo testifica: “porque eu faço sempre o que lhe agrada” (João 8.29). Essa obediência alcançou o clímax na entrega voluntária de sua vida por amor: “sendo obediente até à morte e morte de cruz” (Filipenses 2.8). Por meio de sua vida sem pecado e morte sacrificial, a justiça de Deus foi plenamente satisfeita (Romanos 3.24-26). Em Cristo, vemos a expressão sublime da obediência, do amor e da unidade perfeita na Trindade.

2. A mediação exclusiva do Filho. O Filho é o único caminho de acesso ao Pai: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6). Esse acesso é exclusivo porque Ele é a revelação plena do Pai (João 1.18), e o único que pode satisfazer a justiça divina mediante o seu sacrifício no Calvário (Hebreus 9.15). A exclusividade da mediação de Cristo está enraizada na estrutura trinitária. O Pai enviou o Filho (João 3.16), e o Espírito Santo testifica do Filho (João 15.26). Assim, o caminho para o Pai passa necessariamente pela aceitação do Filho, conforme ensina as Escrituras: “Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem” (1 Timóteo 2.5). Desse modo, a salvação ocorre unicamente por meio da fé em Cristo (Atos 4.12).

3. A aplicação da salvação pelo Espírito. O Espírito Santo, chamado de Consolador e Espírito da verdade, foi enviado pelo Pai e pelo Filho. Jesus disse que o Espírito viria para convencer o mundo “do pecado, e da justiça, e do juízo” (João 16.8-11). É o Espírito que ilumina a mente para o conhecimento de Deus (2 Coríntios 4.6), ensina a verdade (João 14.26), regenera os pecadores (Tito 3.5), sela os que creem (Efésios 1.13), opera a santificação progressiva (2 Tessalonicenses 2.13), e assegura a perseverança dos crentes (Filipenses 1.6). Além disso, o Espírito glorifica o Filho, pois foi enviado para testificar de Cristo (João 15.26), revelando sua pessoa e obra ao coração humano. O Espírito nunca age independentemente do Filho ou do Pai. Sua missão é, intrinsecamente, a de exaltar a glória do Deus Triúno (João 16.13,14).


SINOPSE III
O plano de salvação é obra da Trindade: o Pai envia, o Filho executa e o Espírito aplica.

 CONCLUSÃO
O envio do Filho pelo Pai revela o amor eterno e soberano de Deus e destaca a perfeita unidade da Trindade na obra da salvação. Deus não apenas amou o mundo, mas agiu em favor dele, enviando seu Filho no tempo certo, para redimir os pecadores. O Filho, em obediência plena, realizou a redenção; e o Espírito Santo, em sua atuação eficaz, aplica a salvação ao coração dos crentes. Conhecer essa verdade fortalece nossa fé e nos convida a adorar com gratidão o Deus Triúno que nos salvou.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. O que significa afirmar que a iniciativa da salvação é um ato da soberania de Deus?
Significa que a salvação começa com a iniciativa amorosa e soberana de Deus, e não do ser humano.

2. Do ponto de vista histórico, que fatos corroboram que era chegado o momento exato para a execução do plano redentor de Deus para a humanidade?
A dominação romana, a língua grega comum e a expectativa messiânica entre os judeus criaram o cenário ideal para a vinda de Cristo.

3. O que significa a declaração “nascido sob a lei”?
Que Jesus veio como homem, cumprindo plenamente a lei de Deus, sem transgredi-la.

4. Qual vontade do Pai é realizada pelo Filho?
Que todos aqueles que o Pai deu ao Filho recebam a vida eterna e não se percam.

5. Por que a mediação entre 0 ser humano e Deus é um ato de exclusividade do Filho?
Porque somente Cristo revela plenamente o Pai e oferece o sacrifício perfeito que satisfaz a justiça divina.


LIÇÕES DO TRIMESTRE


SUMÁRIO


Lição 2 - O Deus Pai
Lição 5 - O Deus Filho
Lição 6 - O Filho como o Verbo de Deus
Lição 7 - A Obra do Filho
Lição 8 - O Deus Espírito Santo
Lição 9 - Espírito Santo — O Regenerador
Lição 10 - Espírito Santo — O Capacitador
Lição 11 - O Pai e o Espírito Santo
Lição 12 - O Filho e o Espírito
Lição 13 - A Trindade Santa e a Igreja de Cristo



NÃO SAIA SEM ANTES

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