Pastor Ademar Rodrigues

Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.
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quarta-feira, 25 de setembro de 2024

LIÇÃO 3 - AS PROMESSAS DE DEUS PARA A IGREJA

  4° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS

TEXTO ÁUREO

“Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” (Mateus 16.18)

VERDADE PRÁTICA

As promessas de Deus para a Igreja são gloriosas: promessas de vida eterna, de poder e glorificação final do nosso corpo.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – 2 Coríntios 11.2 
 ■ A Igreja é a Noiva de Cristo, o seu Noivo

 Terça – 1 Pedro 5.1-4
 ■ A Igreja é o rebanho de Deus

 Quarta – 1 Coríntios 6.19
 ■ Como Igreja somos templo do Espírito Santo

 Quinta – Marcos 16.15
 ■ A missão da Igreja é a evangelização do mundo

 Sexta – Efésios 2.19
 ■ Como Igreja, pertencemos à família de Deus

 Sábado – Colossenses 1.24
 ■ A Igreja é o Corpo de Cristo


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Mateus 28.18-20  Marcos 16.15-18  Atos 1.6-8

Mateus 28

18 – E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.

19 – Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

20 – ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!

Marcos 16

15 – E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.

16 – Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.

17 – E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas;

18 – pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão.

Atos 1

6 – Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?

7 – E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder.

8 – Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.


Hinos Sugeridos: 11 • 63 • 530 da Harpa Cristã


■ INTRODUÇÃO

As promessas divinas para Israel foram proferidas há mais de 4.ooo anos antes do advento do Senhor Jesus. Tudo começou quando Deus chamou Abrão e fez-lhe promessas a respeito do divino propósito de formar uma grande nação. Nessa chamada, está implícita as promessas para Israel como nação ímpar dentre todos os povos da terra, a fim de, de uma forma especial, cumprir os propósitos divinos para a humanidade. Por isso, nesta lição, veremos que muitas promessas de Deus para Israel são irrevogáveis. Elas foram feitas por Deus a Abraão, a Isaque, a Jacó, a Davi e confirmadas com o advento do Senhor Jesus Cristo.

Palavra-Chave: Igreja

I – A NATUREZA DA PROMESSA DE DEUS PARA A IGREJA

1. A promessa de sinais sobrenaturais. O Evangelho de Mateus 28.18-20 revela o estabelecimento da Grande Comissão de Cristo para seus discípulos. Nesta comissão, três palavras resumem a tarefa: Ide, Ensine e Batize (v.19). Em Marcos 16 temos uma promessa de que sinais sobrenaturais ocorreriam para confirmar a obra da Grande Comissão (v.17). Dessa forma, como Igreja de Cristo, ao proclamar a mensagem de arrependimento e salvação, devemos esperar que milagres em nome de Jesus aconteçam como realidade de que o Reino de Deus está agindo no mundo (Lc 9-2). Portanto, estamos diante de uma promessa de confirmação da obra de evangelização.

2. A promessa de revestimento de poder. Com base na promessa de Cristo para seus discípulos, em Atos 1, nosso Senhor faz uma promessa de capacitação espiritual para a proclamação do Evangelho de Cristo: “Recebereis a virtude do Espírito” (v.8). É a promessa do batismo no Espírito Santo para capacitar o crente na transmissão das Boas-Novas de Salvação. Além de poder para proclamar, a capacitação do Espírito também nos forja como “testemunhas de Cristo” em nossa família, bairro, cidades e nações (v.8). Portanto, estamos diante de uma promessa de capacitação espiritual para a evangelização.

3. Promessas espirituais para uma instituição espiritual. Ao longo das Escrituras, percebemos que a Igreja foi forjada espiritualmente em Cristo. Por isso a natureza das promessas para a Igreja é primariamente espiritual. Notemos como Jesus se refere à Igreja em Mateus: “Edificarei a minha igreja” (Mt 16.18). A palavra grega para igreja aqui é ekklesia, é um termo que remonta uma reunião de pessoas chamadas do mundo para participarem ativamente do Reino de Deus. Isso é possível ‘ pela obra poderosa de nosso Senhor na Cruz. Por isso, a Igreja é denominada no Novo Testamento como Corpo de Cristo (Cl 1.24), o Templo de Deus (1 Co 3.16), a Noiva de Cristo (Ef 5.25-27). Assim, uma instituição espiritual tem promessas espirituais para serem confirmadas em seu ministério no mundo (Mc 16.18-20; At 1.6-8).


SINOPSE I

As promessas de Cristo para sua Igreja atuam no âmbito espiritual e material.

II – AS PROMESSAS DE DEUS PARA A IGREJA

1. Promessa de vida eterna. O estabelecimento da Grande Comissão do nosso Senhor, como vimos em Mateus 28 e em Marcos 16, constatamos que a primeira e grande promessa da Igreja é a de vida eterna, a salvação em Cristo Jesus. Essa promessa é para todo “aquele que nele crê”. Ora, “aquele que nele crê” é salvo pelo Senhor e, consequentemente, torna-se membro do Corpo de Cristo, a Igreja do Deus vivo, desde o primeiro dia de seu arrependimento e fé (Jo 3.16; Jo 5.24).

2. Promessa de Poder. Uma vez salvo em Cristo, e membro de seu Corpo, de acordo com o que lemos em Atos 1, temos uma gloriosa promessa de poder do alto para sermos instrumentos vivos em que os sinais e os milagres de Deus possam confirmar a Palavra que Ele nos entregou. Essa promessa foi feita em Atos dos Apóstolos (At 1.5,8), foi experimentada naquele tempo (At 10.44-46; 19.6) e, ao longo da história da Igreja, tem sido confirmada novamente na vida de milhares de servos de Deus que experimentam o Batismo no Espírito todos os dias e recebem dons espirituais preciosos para fazer a obra de Deus com fé e ousadia. O mesmo Senhor que batizou em Atos dos Apóstolos ainda batiza hoje!

3. A promessa da glorificação do nosso corpo. No mesmo corpo do texto bíblico em que se encontra a promessa do revestimento de poder, em Atos 1, também se encontra a promessa da Vinda do Senhor: “Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” (At 1.11). A Palavra de Deus nos mostra que quando o nosso Senhor arrebatar a sua Igreja, “seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos” (1 Jo 3.2). Quando nosso corpo for glorificado, o “veremos face a face” e o conheceremos como também Ele nos conhece (1 Co 13.12). Que promessa gloriosa!

4. É preciso obedecer a Deus. Obedecer é a condição para que Deus cumpra suas promessas na vida de alguém ou de um povo, bem como de sua Igreja. A ordem era clara para os discípulos: “ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lc 24.49). Há tanto valor para Deus na obediência que a Bíblia diz que é melhor obedecer que oferecer sacrifícios (1 Sm 15.22). Assim, é tempo de estar na presença de Deus em santa obediência (At 3.19)!


SINOPSE II

Em Cristo, cada crente recebe a promessa de vida eterna, de revestimento de poder pelo batismo no Espírito Santo e de um corpo glorificado na volta do nosso Senhor.

III – CONDIÇÕES PARA VIVER AS PROMESSAS DE DEUS

1. É preciso crer. As Escrituras mostram que perseverar na fé em Deus é condição indispensável para viver o tempo do cumprimento de suas promessas (At 2.1). A Bíblia mostra que Abraão recebeu uma promessa de que seria pai de uma grande nação. Ele creu em Deus, perseverou na fé “e isso lhe foi imputado como justiça” (Rm 4.3; cf. Gn 21.5). Nestes últimos dias, precisamos reanimar a nossa fé nas promessas de Deus. É tempo de confiar no Senhor e se fortalecer na força do seu poder (Ef 6.10)!

2. É preciso ser fiel. Uma vez que cremos no Senhor, devemos nos apresentar a Ele de maneira fiel. Os discípulos de Cristo, conforme nos mostra o Livro de Atos, permaneceram fiéis diante do que ouviram diretamente do Senhor (At 1.8; 2.1). Não importa o tempo que passe, nos apresentaremos a Deus em fidelidade como fez Jó que mesmo sem saber que era alvo da malignidade do Diabo que tirou-lhe os bens, os filhos e a saúde, manteve- -se fiel (Jó 1.21); como Daniel, lançado na cova dos leões, ainda assim permaneceu fiel ao Senhor (Dn 6.9-10). Tomemos as palavras de Jesus: “Sê fiel até à morte e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2.10).

3. É preciso obedecer a Deus. Obedecer é a condição para que Deus cumpra suas promessas na vida de alguém ou de um povo, bem como de sua Igreja. A ordem era clara para os discípulos: “ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lc 24.49). Há tanto valor para Deus na obediência que a Bíblia diz que é melhor obedecer que oferecer sacrifícios (1 Sm 15.22). Assim, é tempo de estar na presença de Deus em santa obediência (At 3.19)!


SINOPSE III

Segundo as Sagradas Escrituras, é necessário à Igreja fé, fidelidade e obediência para viver em plenitude as promessas divinas.

■ CONCLUSÃO

As promessas de Deus para a Igreja do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo são de grande valor espiritual. Como Igreja, estamos integrados como membros desse corpo espiritual. Por meio de Cristo, as promessas do Senhor são grandiosas para todos os que fazem parte da Igreja. Nele, viveremos as promessas da vida eterna, de poder e da glorificação final do nosso corpo. Os planos de Deus para a sua Igreja são infalíveis.


REVISANDO O CONTEÚDO

1. O que o Evangelho de Mateus 28.18-20 revela?
Revela o estabelecimento da Grande Comissão de Cristo para seus discípulos. Nesta comissão, três palavras resumem a tarefa: Ide, Ensine e Batize (v.19).

2. O que temos em Marcos 16?
Em Marcos 16 temos uma promessa de que sinais sobrenaturais ocorreriam para confirmar a obra da Grande Comissão (v.17).

3. Qual é a promessa que o Senhor Jesus faz em Atos 1?
A promessa de capacitação espiritual para a proclamação do Evangelho de Cristo: “Recebereis a virtude do Espírito” (v.8). É a promessa do batismo no Espírito Santo.

4. Além da promessa de revestimento de poder em Atos 1, qual é a outra promessa que vemos nesse mesmo texto?
A promessa da Vinda do Senhor.

5. Qual o valor da obediência a Deus?
Há tanto valor para Deus na obediência que a Bíblia diz que é melhor obedecer do que oferecer sacrifícios (1 Sm 15.22).


■ EXERCÍCIO  


LIÇÃO        1     2    3    4    5    6    7    8    9    10    11    12    13


 

terça-feira, 24 de setembro de 2024

LIÇÃO 2 - AS PROMESSAS DE DEUS PARA ISRAEL

  4° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS

TEXTO ÁUREO

“E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.” (Gênesis 12.3)

VERDADE PRÁTICA

Ainda que a queda espiritual tenha ocorrido com Israel, há uma gloriosa promessa ao remanescente fiel.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Gênesis 15.6
 ■ Abraão creu e foi abençoado pelo Senhor

 Terça – Gálatas 4.25-31
 ■ Isaque, o filho da promessa no Antigo Testamento

 Quarta – Gênesis 29.32-35
 ■ Jacó, o pai das 12 tribos de Israel que dariam origem à nação

 Quinta – Mateus 1.23 • Isaías 7.14
 ■ O Senhor Jesus, o Emanuel, o “Deus conosco”

 Sexta – Mateus 1.23-24
 ■ O nascimento de Jesus como cumprimento de uma promessa

 Sábado – Romanos 9.3-5
 ■ Cristo, a promessa cumprida do Antigo Testamento


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Gênesis 12.-13 • Romanos 9.1-5

Gênesis 12
1 – Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei.
2 – E iar-te-ei uma grande nação, e abençoar-te- ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção.
3 – E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.

Romanos 9
1 – Em Cristo digo a verdade, não minto (dando-me testemunho a minha consciência no Espírito Santo):
2 – tenho grande tristeza e contínua dor no meu coração.
3 – Porque eu mesmo poderia desejar ser separado de Cristo, por amor de meus irmãos, que são meus parentes segundo a carne;
4 – que são israelitas, dos quais é a adoção de filhos, e a glória, e os concertos, e a lei, e o culto, e as promessas;
5 – dos quais são os pais, e dos quais é Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém!

Hinos Sugeridos: 380 • 390 • 463 da Harpa Cristã


■ INTRODUÇÃO

As promessas divinas para Israel foram proferidas há mais de 4.ooo anos antes do advento do Senhor Jesus. Tudo começou quando Deus chamou Abrão e fez-lhe promessas a respeito do divino propósito de formar uma grande nação. Nessa chamada, está implícita as promessas para Israel como nação ímpar dentre todos os povos da terra, a fim de, de uma forma especial, cumprir os propósitos divinos para a humanidade. Por isso, nesta lição, veremos que muitas promessas de Deus para Israel são irrevogáveis. Elas foram feitas por Deus a Abraão, a Isaque, a Jacó, a Davi e confirmadas com o advento do Senhor Jesus Cristo.

Palavra-Chave: Descendência

I – ISRAEL: A PROMESSA DA CRIAÇÃO DE UMA GRANDE NAÇÃO

1. “E far-te-ei uma grande nação” (v.2). Essa promessa tinha como objetivo mostrar a Abrão o propósito de Deus em formar, a partir dele, uma grande nação, diferente de todas as outras, a nação de Israel (Gn 12.2). Ao longo da história, esse propósito se cumpriu de maneira evidente e poderosa. Quando Deus disse a Abraão que ele seria pai de uma grande nação, o patriarca estava com 75 anos, e sua esposa, Sara, era estéril. Anos depois, Deus renovou a sua promessa de criar uma grande nação a partir de Abraão (Gn 15.4,5).

2. E abençoar-te-ei, engrandecerei o teu nome e tu serás uma bênção” (v.2). Deus desejou promover o nome de Abrão numa dimensão jamais imaginada pelo patriarca. Entretanto, a promessa não era meramente materialista. A bênção material deveria carregar um testemunho espiritual: “E tu serás uma bênção” (Gn 12.2). Nenhuma nação teria dúvida de que era Deus que faria isso com Abrão. Era uma promessa por demais significativa, pois Abrão era filho de uma família idólatra (Gn 12.1) e Deus o escolheu para ser pai de um povo que ainda surgiria: o povo de Israel. A história hebreia comprova que o patriarca Abraão foi, de fato, uma grande bênção para os israelitas.

3. “E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem” (v.3). Essa foi uma promessa dupla: de bênção e de maldição. Na verdade, Abraão seria uma grande influência para os que se relacionavam com ele. De modo que Deus abençoaria os que auxiliassem Abraão e castigaria quem o amaldiçoasse. Esse evento faria de Abrão uma influência mundial que perduraria em sua posteridade. Além disso, essa promessa é confirmada em Números: “Benditos os que te abençoarem, e malditos os que te amaldiçoarem” (24.9).

4. “E em ti serão benditas todas as famílias da terra” (v.3). Essa promessa é considerada uma segunda profecia das Escrituras a respeito do Senhor Jesus (A primeira está registrada em Gênesis 3.15). Podemos ter essa confirmação por meio da Carta de Paulo aos Gálatas, em que uma bênção espiritual viria por meio de um descendente de Abraão, o pai dos israelitas. Essa bênção diz respeito ao advento do Senhor Jesus Cristo, sua boa notícia oferecida a todas as nações (Gl 3.8,16; cf. Jo 3.16)


SINOPSE I

A descendência de Abraão seria uma grande nação, acompanhada de um testemunho espiritual importante.

II – OUTRAS PROMESSAS A ISRAEL

1. A promessa de um filho a Abraão. Além das solenes promessas de Deus a Abraão, o Senhor prometeu-lhe um filho. A promessa pareceu estranha ao patriarca, pois como vimos anteriormente, ele era avançado em idade, sua esposa também, além dela ser estéril. O pai da fé argumentou com Deus que provavelmente seu servo, Eliezer, seria seu herdeiro. No entanto, o Senhor asseverou-lhe que não. Deus iria cumprir a sua grandiosa promessa na vida de Abraão (Gn 15.4-6). O filho da promessa, portanto, seria Isaque (Gn 21.1-7).

2. A promessa de um filho a Isaque. Deus não se esquece de suas promessas. Após a morte de Sara, Abraão casou-se com Quetura. Ele tinha mais de 100 anos e teve seis filhos com ela (Gn 25.1-5). Antes de morrer, Abraão providenciou uma esposa para Isaque, por intermédio de Eliézer, seu servo. Este foi à Mesopotâmia, e lá, por direção de Deus, encontrou uma esposa, Rebeca, para o filho de seu senhor, e a levou a Isaque€, que se casou com ela. No tempo próprio, ela deu à luz a dois filhos gêmeos: Esaú e Jacó (Gn 25.24-26).

3. A promessa renovada. O Senhor falou com Jacó e reiterou a promessa feita a Abraão, de que lhe daria aquelas terras (Gn 26.3,4). Isaque foi considerado o herdeiro da promessa (Hb 11.17-19) e, por isso, antes de morrer concederia bênçãos para seus filhos. Esaú perdeu seu direito de primogenitura, pois o trocou por um prato de comida (Gn 27.30-34). Orientado por seu pai, Jacó foi à casa de Labão, onde se casou com Raquel, que era estéril (Gn 28.1,2; 29.28). Por estratégia de Labão, Jacó se uniu com Léia e teve seis filhos com ela (Gn 29.21-27).Mais tarde, Deus abriu a madre de Raquel e esta concebeu dois filhos. Com sua serva, Bila, Jacó teve dois filhos; com Zilpa, serva de Leia, mais dois filhos; perfazendo às 12 tribos de Israel (Gn 29.32-35; 30.1-26); e teve mais uma filha, com Leia, Diná (Gn 30.20-21).

4. Promessa do Reino do Messias. Por intermédio do profeta Isaías, Deus falou que o Messias nasceria da descendência de Jessé, pai de Davi, para redimir Israel e a humanidade. Por isso, o Senhor Jesus é chamado de “O Filho de Davi” (Lc 18.37-4o), o “Emanuel”: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco” (Mt 1.23; cf Is 7.14).


SINOPSE II

As promessas feitas a Abrão culminam na promessa de que o Messias viria para redimir Israel e a humanidade de seus pecados.

III – A PROMESSA DE SALVAÇÃO PARA ISRAEL

1. A queda de Israel. O Novo Testamento mostra claramente a queda de Israel. A nação não conseguiu exercer o papel de nação sacerdotal no meio de outras nações (Lc 21.24). Por isso, os capítulos 9-11 da Epístola de Paulo aos Romanos trata de algumas questões que muitos cristãos dos dias atuais se fazem hoje: Como as promessas de Deus para Israel podem permanecer válidas hoje? Elas foram revogadas? De fato, Israel permanece em rebelião contra Deus porque a nação não reconheceu o Senhor Jesus como o seu Messias verdadeiro (Rm 9.30-31; 11.11-15).

2. A tristeza de Paulo por Israel. O capítulo 9 de Romanos revela a demasiada tristeza do apóstolo pelos judeus que não conhecem a Cristo (2 Co 9.22). Sim, os judeus que não conhecem a Cristo estão em uma situação muito difícil, pois o Senhor Jesus descende diretamente deles, segundo a carne (Rm 9.5). Esse sentimento de tristeza e, ao mesmo tempo, uma atitude piedosa de sofrer pela salvação dos judeus, deve ser um compromisso permanente de cada cristão para a evangelização dos judeus (Mt 23.32).

3. Promessa de salvação a Israel. “Quando orava por Israel, o apóstolo expressava o seguinte: “dos quais é a adoção de filhos, e a glória, e os concertos, e a lei, e o culto, e as promessas; dos quais são os pais, e dos quais é Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém!” (Rm 9.3-5). Essas qualificações mostram que Deus cumpre a sua palavra, prometida àqueles homens que o buscam em sinceridade. Por isso, a Bíblia assegura que Israel será salvo, ainda que não totalmente. A Bíblia diz que esse povo será chamado de (‘filhos do Deus vivo” (Rm 9.26); que “o remanescente fiel de Israel” será salvo (Rm 9.27). O Libertador que virá de Sião fará isso (Rm 11.26).


SINOPSE III

A Bíblia assegura que o remanescente fiel de Israel será salvo pelo libertador que virá de Sião.

■ CONCLUSÃO

As promessas de Deus para Israel não podem falhar. O que Deus prometeu a Abrão, a Isaque e a Jacó se cumpriu em parte; e terá seu cumprimento pleno nos tempos futuros, quando o Senhor Jesus voltar em Glória e implantar o seu glorioso Reino do Milênio. Lembremos da Palavra de compromisso do Senhor: “Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando eu, quem impedirá?” (Is 43.13).


REVISANDO O CONTEÚDO

1. Quantos anos Abrão tinha quando Deus disse que ele seria uma grande nação?
Quando Deus disse a Abraão que ele seria pai de uma grande nação, o patriarca estava com 75 anos.

2. Que promessas Deus fez a Abraão acerca de outros povos?
A bênção material deveria carregar um testemunho espiritual: “E tu serás uma bênção” (Gn 12.2 ). Nenhuma nação teria dúvida de que era Deus que faria isso com Abrão.

3. Qual foi a promessa que o Senhor reiterou a Jacó?
A história hebreia comprova que o patriarca Abraão foi, de fato, uma grande bênção para os israelitas.

4. Por que Esaú perdeu o direito de primogenitura?
Esaú perdeu seu direito de primogenitura, pois o trocou por um prato de comida (Gn 27.30-34)

5. O que Romanos 9 demonstra?
O capítulo 9 de Romanos revela a demasiada tristeza do apóstolo Paulo pelos judeus que não conhecem a Cristo (1 Co 9.22).


■ EXERCÍCIO  



LEITURA PARA APROFUNDAR

História dos Hebreus

Um clássico da literatura universal, esta obra atravessa séculos contando a história do povo judeu, através do registro de Flávio Josefo, que permanece como o principal relato extrabíblico dos acontecimentos contidos nas Escrituras.

Em Defesa de Israel

O povo de Israel, em toda a sua história, sempre foi alvo de perseguições e críticas. Atualmente diversos “fatos” têm sido divulgados de forma parcial ou omitidos para que o mundo se volte contra a nação Israelita.


LIÇÃO        1     2    3    4    5    6    7    8    9    10    11    12    13


LIÇÃO 1 - AS PROMESSAS DE DEUS

 4° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
E disse-me o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la.” 
(Jeremias 1.12)

VERDADE PRÁTICA
Deus faz suas promessas para que experimentamos um relacionamento mais próximo com Ele.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Jeremias 1.11-12
 ■ Deus vela por sua Palavra para cumprir

 Terça – Isaías 7.14
 ■ Jesus, a promessa do nosso Emanuel

 Quarta – Gênesis 9.11-17
 ■ Uma promessa incondicional de Deus no pacto com Noé

 Quinta – Gênesis 12.1-3
 ■ A Promessa de Deus a Abraão, o pai da fé

 Sexta – Êxodo 19.5,6
 ■ Israel, o reino sacerdotal e a promessa condicional de Deus

 Sábado – Gênesis 28.12-15
 ■ Deus repete suas promessas a Jacó


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Isaías 55.6-13

6 Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.

7 Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno, os seus pensamentos e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.

8 Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor.

9 Porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.

10 Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, mas regam a terra e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come,

11 assim será a palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia; antes, fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei.

12 Porque, com alegria, saireis e, em paz, sereis guiados; os montes e os outeiros exclamarão de prazer perante a vossa face, e todas as árvores do campo baterão palmas.

13 Em lugar do espinheiro, crescerá a faia, e, em lugar da sarça, crescerá a murta; isso será para o Senhor por nome, por sinal eterno, que nunca se apagará.



Hinos Sugeridos: 107 • 377 • 459 da Harpa Cristã

■ INTRODUÇÃO
As promessas divinas têm como objetivo atender aos desígnios de Deus. Para se concretizarem, elas dependem da fé plena nEle e em sua Palavra. Por isso, ao longo deste trimestre, estudaremos a respeito das Promessas de Deus e seus desdobramentos em nossa vida cristã. E, especificamente, nesta lição, desenvolvemos o assunto com o objetivo de conhecer os conceitos básicos, tipos e propósitos das promessas de Deus, segundo a Sua Palavra.

I – UM CONVITE DE DEUS
1. Um convite, uma promessa. Isaías 55 é um convite de Deus para Israel desfrutar de uma grande bênção divina. É uma promessa maravilhosa de redenção. O versículo 11 diz: “assim será a palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia; antes, fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei”. Aqui, o poder da Palavra de Deus é destaque. Essa Palavra sempre agirá com um propósito, quer para a redenção, quer para a condenação. Ela não pode retornar vazia porque o Soberano é zeloso para cumpri-la. É nessa veracidade da Palavra é que as promessas de Deus estão firmadas. Contudo, é preciso dar alguns passos para vivermos essas promessas.

2. É preciso buscar ao Senhor. No versículo 6 do capítulo 55 aparece o seguinte imperativo: “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”. Aqui, somos instados pela Palavra de Deus a buscar ao Senhor por meio da oração e de um relacionamento sincero, a fim de alcançarmos uma resposta dEle. No Novo Testamento, nosso Senhor ensinou que a quem pede será dado; quem busca encontrará; e quem bate, a porta será aberta (Mt 7.7). O Senhor Jesus, então, confirma: “Porque aquele que pede recebe; e o que busca encontra; e, ao que bate, se abre” (Mt 7.8). Busquemos a Deus enquanto podemos fazer isso hoje!

3. É preciso se arrepender. Na busca sincera a Deus, devemos nos converter ao Senhor de todo o coração, pois Ele é poderoso em perdoar (Is 55.7). Quando o arrependimento impulsionado pelo Senhor acontece, os nossos pensamentos se alinham aos pensamentos do Senhor, que são maiores do que o nosso; seus caminhos, mais altos que os nossos (Is 55.8,9). Assim, toda pessoa que tem um encontro pessoal com o Senhor Jesus experimenta júbilo e florescimento espiritual no lugar de aridez e sequidão (Is 55.10-13). Há gloriosas promessas de Deus para o povo que teve um encontro verdadeiro com Ele por meio de Jesus, o Nosso Senhor.

Palavra-Chave: Promessas


SINOPSE I

As promessas de Deus estão firmadas na veracidade da sua santa Palavra.

II – AS PROMESSAS E SEUS FUNDAMENTOS

1. A Promessa na Bíblia. A palavra “promessa” está presente ao longo de toda a Bíblia. No AT, embora a palavra não esteja registrada claramente, pode ser constatada pelo que o Senhor promete a Abraão, Isaque e Jacó (Gn 12.1-3; 26.1-5; 28.10-15). No Novo Testamento, é dominante a mensagem de que as promessas do Antigo Testamento foram cumpridas na Nova Aliança (Lc 4.16; At 2.29-31). Ainda no Novo Testamento, o Deus Todo-Poderoso realiza novas promessas como extensão da obra salvífica de Cristo em que os fiéis, que dormem no Senhor, serão ressuscitados e os corpos dos que ficarem vivos serão transformados por ocasião do Arrebatamento da Igreja (1Ts 4.13-18). Portanto, podemos afirmar que a palavra “promessa” refere-se ao ato ou efeito de Deus comprometer-se com alguém em relação a alguma coisa.

2. Deus é infalível. Como vimos na leitura bíblica em Classe, em Isaías 55, o Deus Todo-Poderoso não falha em suas promessas. Essa afirmação está fundamentada em seus próprios atributos incomunicáveis, isto é, servimos a um Deus Onipotente, Onisciente e Onipresente. Com atributos incomunicáveis nos referimos aos atributos que ser humano algum pode ter, somente Deus. Por exemplo, o ser humano não tem todo o poder na terra, não conhece todas as coisas, nem pode estar em vários lugares ao mesmo tempo. O Deus Todo-Poderoso tem essas capacidades como constituintes de sua própria natureza. Por isso, Ele não falha e não muda. O profeta Isaías constata essa verdade dizendo: “Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando eu, quem impedirá?” (Is 43.13).

3. Deus zela por sua Palavra. Como vimos em Isaías 55, a Palavra que sai de Deus tem um propósito determinado para cumprir (v.11). Aqui está embasada a fidelidade de Deus é, por isso, Ele garante o cumprimento das suas promessas conforme estão expostas em sua poderosa Palavra. Há uma declaração solene do profeta Jeremias a respeito de como Deus cumpre a sua Palavra: Ainda veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Que é que vês, Jeremias? E eu disse: Vejo uma vara de amendoeira. E disse-me o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir” (Jr 1.11,12).


SINOPSE II

A "promessa" refere-se ao ato ou efeito de Deus prometer algo a outrem ou a si mesmo.

III – TIPOS E PROPÓSITOS DAS PROMESSAS DE DEUS

1. Promessas incondicionais. As promessas incondicionais são as que independem de circunstâncias, de tempo ou de atitudes do destinatário. Por exemplo: a Promessa do nascimento de Jesus proveniente de uma virgem (Is 9.6), o local do nascimento de Jesus, em Belém da Judeia (Mq 5.2); que Jesus seria chamado Emanuel, “Deus conosco” (Is 7.14). Há também promessas proféticas que ainda não se cumpriram, mas que, com absoluta certeza, aguardamos seu cumprimento, tais como: a promessa da ressurreição dos salvos em Cristo e a transformação dos vivos, no Arrebatamento da Igreja (1 Ts 4.13-17); e muitas outras profecias que haverão de se cumprir, e são absolutamente incondicionais, pois Deus é Fiel.

2. Promessas condicionais. Diferentemente das promessas incondicionais, as condicionais dependem de circunstâncias, do tempo e da atitude humana para se cumprir ou não. Ao longo da Bíblia, encontramos muitas promessas condicionais: Promessas de saúde plena ao povo judeu (Êx 15.26); a veracidade das ordenanças divinas (Êx 15.26); várias promessas condicionadas também à obediência do povo (Dt 28.1); promessas de receber o perdão de Deus condicionadas a perdoar o próximo que nos ofendeu (Mt 6.t4,t5); promessas de permanecer no amor de Deus se guardar os mandamentos de Cristo (Io t4.23; 15.10).

3. O propósito das Promessas de Deus. Ao longo da Bíblia, percebemos diferentes propósitos para Deus cumprir suas promessas. O primeiro deles é o de Deus estabelecer uma aliança com o ser humano (Gn 1.27-30; 2.16,17). O segundo, de reconsiderar o destino da raça humana, dando-lhe mais uma oportunidade por meio de um justo, Noé (Gn g.rt-17). Outro propósito seria mostrar a eleição de um povo como parte de sua aliança com Abraão (Gn 12.1-3; Êx 19.5-6). Além desses, certamente um dos grandes propósitos de Deus fazer promessas, e realizá-las, tem a ver com zelar pela sua Palavra e aprofundar o seu relacionamento conosco (Is 55.11,12.). Quando experimentamos o cumprimento das promessas de Deus, temos a certeza inabalável de que Deus se relaciona conosco, por isso, não estamos sozinhos no mundo.


SINOPSE III

Ao longo da Bíblia, Deus revelou diferentes propósitos para fazer cumprir as suas promessas.

■ CONCLUSÃO

Deus é soberano e zela pela sua Palavra. Aprendemos que promessa é um compromisso de Deus a respeito de algo com alguém. Há promessas condicionais e incondicionais. Vimos também que diferentes propósitos podem estar por trás do cumprimento de suas promessas, mas um dos mais relevantes é estreitar o nosso relacionamento com o Deus Todo-Poderoso e saber que Ele se relaciona conosco, seres humanos tão limitados. Que Deus nos ensine a confiar nEle e a aguardar o cumprimento de suas preciosas promessas!


REVISANDO O CONTEÚDO

1. Por que a Palavra de Deus não retorna para Ele vazia?
A Palavra de Deus não pode retornar vazia porque o Soberano é zeloso para fazer cumpri-la.

2. Em relação às promessas, o que é dominante no Novo Testamento?
No Novo Testamento, é dominante a mensagem de que as promessas do Antigo Testamento foram cumpridas na Nova Aliança (Lc 4.16 ; At 2.29-31).

3. O que queremos afirmar quando mencionamos a palavra “promessa”?
Podemos afirmar que a palavra “promessa” refere-se ao ato ou efeito de Deus comprometer-se com alguém.

4. O que são promessas incondicionais de Deus?
As promessas incondicionais são as que independem de circunstâncias, de tempo ou de atitudes do destinatário.

5. O que são promessas condicionais de Deus?
Diferentemente das promessas incondicionais, as condicionais dependem de circunstâncias, do tempo e da atitude humana para se cumprir ou não.


EXERCÍCIO  


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