Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.
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sexta-feira, 25 de outubro de 2024

LIÇÃO 10 - A PROMESSA DA PROTEÇÃO DIVINA

   4° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
“Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos."
(Salmos 91.11)

VERDADE PRÁTICA
Deus promete sua divina proteção a todos os que são fiéis à sua Palavra.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Malaquias 4.1-10
 ■ A proteção da Palavra contra a tentação

 Terça – 1 Timóteo 2.4
 ■ A proteção da verdade na luta contra o mal

 Quarta – Salmos 91.7
 ■ A proteção divina diante de um ataque

 Quinta – Isaías 59.19
 ■ O Espírito de Deus arvorará a bandeira contra o inimigo

 Sexta – 1 Coríntios 15.24-26
 ■ Todos os inimigos serão aniquilados

 Sábado – Mateus 16.18
 ■ As portas do Inferno não prevalecerão contra a Igreja


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Efésios 6.10-17 • Salmos 91.1-8

Efésios 6

10 - No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder.
11 - Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo;
12 - porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.
13 - Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes.
14 - Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça,
15 - e calçados os pés na preparação do evangelho da paz;
16 - tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.
17 - Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.
Salmo 91
e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus,

Salmo 91

1 - Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.
2 - Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.
3 - Porque ele te livrará do laço do passarinheiro e da peste perniciosa.
4 - Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas estarás seguro; a sua verdade é escudo e broquel.
5 - Não temerás espanto noturno, nem seta que voe de dia,
6 - nem peste que ande na escuridão, nem mortandade que assole ao meio-dia.
7 - Mil cairão ao teu lado, e dez mil, à tua direita, mas tu não serás atingido.
8 - Somente com os teus olhos olharás e verás a recompensa dos ímpios.



Hinos Sugeridos: 04 • 225 • 305 da Harpa Cristã



■ INTRODUÇÃO

Nesta lição, tomamos Efésios 6 e o Salmo 91 para estudar a promessa de proteção que Deus faz ao seu povo diante das investidas do Maligno contra as nossas vidas. Assim, ao longo das Escrituras, o Inimigo que se apresenta contra nós não é um ser humano, mas um ser espiritual. Por isso, a nossa batalha não é contra “carne e sangue”, mas contra Satanás e seus demônios. Uma vez que estamos num relacionamento verdadeiro com Deus, por meio de seu Filho, não precisamos temer o Maligno, pois o Senhor nos disponibiliza armas espirituais para sermos vencedores em Cristo.

Palavras-Chave: Proteção

I - PROTEÇÃO ESPIRITUAL CONTRA O INIMIGO
1. Proteção contra maior Inimigo. Há uma batalha espiritual em que o cristão está diretamente envolvido. Nesta batalha, o Diabo é o nosso inimigo. Para enfrentá-lo, a Bíblia nos apresenta algumas diretrizes indispensáveis. O capítulo 6 da Epístola do apóstolo Paulo aos Efésios revela alguns ensinamentos muito importantes. Ele nos descreve as hostes espirituais da maldade e, ao mesmo tempo, quais armas o Senhor Deus nos disponibiliza para a nossa proteção (Efésios 6.12-17). A nossa batalha é espiritual.

2. Os inimigos espirituais em Efésios. Em Efésios 6.10-12, o apóstolo Paulo nos mostra que os nossos inimigos são espirituais. As expressões que o apóstolo usa para esses inimigos são principados, governos do mal liderados pelos príncipes das trevas; potestades, poderes malignos que se levantam contra os servos de Deus; príncipes das trevas deste século, demônios que lideram outros demônios e combatem à Igreja do Senhor Jesus; hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais, legiões de demônios preparadas para destruir a vida espiritual dos crentes, das igrejas e do ambiente de adoração a Cristo. Satanás e seus demônios desenvolvem estratégias para tentar deter o avanço da Igreja de Cristo.

3. As armas espirituais do crente.
Para enfrentar as poderosas hostes espirituais da maldade, temos uma armadura espiritual, providenciada por Deus, descrita em Efésios 6.14-17. Uma armadura constituída pelas seguintes armas espirituais: a) Verdade, uma arma poderosa contra a mentira do Diabo; b) couraça da justiça, uma vestidura que protege 0 crente dos golpes mortais das tentações do Maligno; c) a preparação do evangelho da paz, o Evangelho de Cristo para que o crente vença o Diabo como Jesus o venceu (Mateus 4.1-10); d) O escudo da fé, uma proteção do servo de Deus contra os “dardos inflamados do Maligno”; e) capacete da salvação, uma convicção profunda da salvação em Cristo; f) espada do Espírito, uma poderosa arma de ataque contra os ataques malignos (1 Timóteo 2.4). Essas armas espirituais nos mostram que, na batalha em que nos encontramos, não podemos lutar com a nossa própria força.


SINOPSE I
Cientes de que a luta do crente não é contra carne ou sangue, é preciso estar revestido de toda armadura de Deus para enfrentar as hostes espirituais da maldade.

II - A MARAVILHOSA PROTEÇÃO DE DEUS
1. A proteção de quem se relaciona com Deus. O Salmo 91 revela a proteção divina para os que se relacionam com Deus e andam em sua presença (v.1). É um salmo que afirma que Deus oferece descanso para a alma que se relaciona com Ele. Dessa maneira, o nosso relacionamento com Deus é de confiança e, por isso, Ele nos livrará do perigo, da insegurança e nos dará a proteção (vv.2-4). Nos períodos de intensas batalhas espirituais, contar com a proteção divina serve de consolo e segurança na hora da provação.

2. Deus, o nosso refúgio e fortaleza. No versículo 4 do Salmo 91, duas expressões chamam a atenção. A primeira, “o laço do passarinheiro”; trata-se de uma referência aos ardis do Maligno para elaborar ciladas contra os servos de
Deus. O apóstolo Pedro nos lembra desse perfil estratégico do Maligno ao escrever que “o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pedro 5.8). Outra expressão é “peste perniciosa”; que se refere à proteção contra enfermidades malignas que ceifam muitas vidas. A bênção da “Cura de Divina” foi assunto de uma lição neste trimestre e, por meio de Jesus Cristo, ela continua disponível a quem crer. Assim, mesmo passando pelo “laço do passarinheiro” e pela “peste perniciosa”, temos em Deus o nosso refúgio e a nossa fortaleza e, por isso, não seremos abalados.

3. A Onipotência de Deus. O Salmo 91 apresenta Deus como o Onipotente, aquEle que é o Todo-Poderoso. Essa é a base doutrinária para a proteção divina que, ao longo da Bíblia, é desenvolvida e ensinada. A Onipotência de Deus, representada na palavra “Altíssimo” (Salmos 91.1), revela-nos um Deus que nos guarda, protege e livra-nos do mal (Salmos 91.7). No Livro do Profeta Isaías está escrito que, desde o poente e ao nascente do sol, o Espírito do Senhor arvorará a sua bandeira contra o Inimigo (Isaías 59.19). Nesse contexto, podemos ter segurança em Deus de que nenhuma estratégia do Maligno prevalecerá contra os que estão guardados sob sua proteção.


SINOPSE II
Nenhum ardil do Maligno prevalecerá contra os que estão guardados em Deus, à sombra do esconderijo do Altíssimo.

III - PROMESSAS E PROTEÇÃO
1. Os inimigos serão derrotados. Ao longo da história, muitos inimigos têm se levantado contra os planos de Deus para sua Igreja. Contudo, há uma promessa gloriosa, relacionada com a doutrina das Últimas Coisas, em que todo império, potestade e força, que operam para o mal, serão aniquilados. O Senhor Jesus colocará todos os inimigos debaixo de seus pés, inclusive o último deles, a morte (1 Coríntios 15.24-26). Por isso, tudo está sendo preparado para a vitória final de nosso Deus, cumprindo o que o Senhor Jesus disse a respeito da Igreja: as portas do Inferno não prevalecerão contra ela (Mateus 16.18).

2. Segurança e vitória para os que temem o Senhor. Hoje, em nossa vida cristã, podemos esperar segurança e vitória em Deus. Por isso, devemos orar ao Senhor buscando proteção antes de sair de casa para realizar as nossas tarefas, antes de resolver algum negócio, antes de realizar alguma viagem (Salmos 18.2). Naturalmente, devemos fazer a nossa parte, sendo prudente em tudo, tomando cuidado com a nossa segurança, porém, compreendendo que “se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela” (Salmos 127.1). O Senhor nosso Deus cuida de seu povo.

3. A abrangência da proteção de Deus. Deus é onipotente, tem todo o poder em suas mãos; Deus é onipresente, não está preso ao tempo nem ao espaço. Nesse sentido, à luz dos textos que estudamos nesta lição, Efésios 6 e Salmos 91, Deus é apresentado como aquEle que protege o seu povo. Em muitas outras passagens bíblicas, Ele é apresentado como aquEle que domina sobre tudo e todos (Salmos 33.6,9). Por isso, a promessa de proteção divina abrange a nossa vida e toda a nossa família. Onde estivermos, a bênção protetora de Deus se fará presente (Salmos 46.1-5). Ele é poderoso para fazer cessar as guerras, desfazer as contendas e trazer calmaria à nossa vida (Salmos 33.10-12).


SINOPSE III
Pela onipotência divina, o inimigo de nossas almas será derrotado e as portas do Inferno jamais prevalecerão contra a Igreja do Senhor.

 CONCLUSÃO

Em Deus podemos desfrutar de proteção e segurança. Sabemos que a nossa vida cristã não é livre de ataques malignos. Contudo, temos um Deus que é o nosso protetor e podemos experimentar o seu refúgio e sua fortaleza. O seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, nos esconde em sua presença e nos protege de todo mal. Assim, na força do Espírito Santo, e vestidos com a armadura espiritual, podemos resistir às investidas e ciladas do Maligno. O Deus de Jacó é o nosso escudo e refúgio. Nele, estamos seguros e protegidos.


REVISANDO O CONTEÚDO

1. O que o apóstolo Paulo nos apresenta no capítulo 6 de Efésios?
Ele nos descreve as hostes espirituais da maldade e, ao mesmo tempo, quais armas o Senhor Deus nos disponibiliza para a nossa proteção (Efésios 6.12-17).

2. Cite pelo menos três expressões que identificam os nossos inimigos espirituais em Efésios 6.
As expressões que o apóstolo usa para esses inimigos são “principados”; potestades; príncipes das trevas deste século; e hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.

3. O que o Salmo 91 revela?
Revela a proteção divina para os que se relacionam com Deus e andam em sua presença (v.1)

4. Qual é a base doutrinária para a proteção divina que o Salmo 91 apresenta?
O Salmo 91 apresenta Deus como o Onipotente, aquEle que é o Todo-Poderoso.

5. Como Deus é apresentado à luz dos textos bíblicos de Efésios 6 e Salmo 91 conforme estudados nesta lição?
Deus é apresentado como aquEle que protege o seu povo.


LIÇÃO        1     2    3    4    5    6    7    8    9    10    11    12    13



   


quarta-feira, 23 de outubro de 2024

LIÇÃO 9 - PROMESSAS PARA PAIS E FILHOS

   4° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
“Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.” (Efésios 6.2,3)

VERDADE PRÁTICA
Entre desafios e responsabilidades, o relacionamento entre pais e filhos deve ser de bênçãos e proteção.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Salmos 128.3,4 
 ■ Os filhos são presentes de Deus para os pais

 Terça – Provérbios 9.10 • Provérbios 22.6
 ■ Os pais devem instruir os filhos no temor do Senhor

 Quarta – Deuteronômio 6.4-9 • Deuteronômio 11.18,19
 ■ Cuidando dos filhos com a Palavra de Deus

 Quinta – Salmos 122.1
 ■ Pais e filhos devem se alegrar na igreja local

 Sexta – Isaías 44.3,4 • Joel 2.28 • Atos 2.39
 ■ A promessa do derramamento do Espírito Santo aos filhos

 Sábado – Efésios 6.10-13
 ■ A família cristã como um lugar de proteção aos filhos


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Salmos 127.3-5 • Efésios 6.1-4

Salmos 127

3 - Eis que os filhos são herança do Senhor; e o fruto do ventre, o seu galardão.
4 - Como flechas na mão do valente, assim são os filhos da mocidade.
5 - Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, quando falarem com os seus inimigos à porta.

Efésios 6

1 - Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo.
2 - Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa,
3 - para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.
4 - E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.



Hinos Sugeridos: 388 • 400 • 410 da Harpa Cristã



■ INTRODUÇÃO

Nesta lição, estudaremos a respeito das promessas de Deus voltadas ao relacionamento entre pais e filhos. Vivemos em um contexto desafiador na criação de filhos. Mais desafiador ainda é o relacionamento entre pais e filhos. Contudo, a Palavra de Deus nos supre com preciosos ensinamentos em que pais e filhos podem desfrutar de uma relação de confiança e proteção na família, no lugar em que podemos usufruir das bênçãos de Deus. As promessas de Deus podem se cumprir no relacionamento entre pais e filhos.

Palavras-Chave: Pais e Filhos

I – O RELACIONAMENTO BÍBLICO ENTRE PAIS E FILHOS
1. Pais e filhos. A Leitura Bíblica em Classe nos apresenta o texto bíblico do Salmo 127 em que os filhos são apresentados como “herança do Senhor” e “galardão” (Salmos 127.3). O Salmo ainda diz que eles são como “flechas na mão do valente”, ou seja, são úteis e importantes para a sociedade e, por isso, eles eram importantes também para os pais diante da sociedade (Salmos 127.4).
Por causa desses filhos, os pais se sentem realizados e felizes (Salmos 127.5). Dessa forma, os filhos são vistos como herança, como galardão para os pais. Assim sendo, está sob a responsabilidade dos pais a educação deles, a formação espiritual, o cultivo da fé, para que a herança do Senhor seja preservada nestes tempos difíceis.

2. Um mandamento com promessa para os filhos. Para os filhos, que são herança do Senhor para os seus pais, e conforme vemos na Leitura Bíblica em Classe, há uma promessa divina mediante a obediência de um mandamento. O apóstolo Paulo ensina que os filhos devem obedecer aos seus pais para que as suas vidas estejam bem e, consequentemente, vivam tempo longo sobre a terra (Efésios 6.1-3). Essa promessa remonta o quinto mandamento de Deus, proferido por Moisés no deserto (Êxodo 20.12). Esse mandamento tem o mesmo significado do ensino proferido pelo apóstolo Paulo. Assim, estamos diante de uma promessa condicional dirigida aos filhos. Sim, há bênçãos para os filhos na medida em que eles honram os seus pais em vida.

3. Mandamentos e bênçãos para os pais. Se por um lado os filhos devem honrar os pais, estes não devem “provocar a ira dos filhos” (Efésios 6.4). É verdade que não é fácil criar filhos. Os desafios são muitos e os pais precisam desenvolver a paciência e o cuidado para lidar com eles. Contudo, a parceria em amor e a disciplina aplicada com sabedoria promoverão um ambiente em que pais e filhos crescerão juntos na fé em Cristo. Por isso, os filhos são bênçãos para os pais, e estes para os filhos: “A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos, como plantas de oliveira, à roda da tua mesa. Eis que assim será abençoado o homem que teme ao Senhor!” (Salmos 128.3,4). Assim, valorizemos a nossa família como um presente de Deus e, ao mesmo tempo, instruamos os nossos filhos para que andem no caminho do temor do Senhor de modo que dele não se desvie (Provérbios 9.10 • Provérbios 22.6).


SINOPSE I
Os filhos são "herança do Senhor" e "galardão" (Salmos 127.3), logo os pais precisam cuidar deles com sabedoria e temor.

II – O CUIDADO DOS PAIS COM OS FILHOS
1. Cultivando o ensino da Palavra de Deus. Vimos que os filhos têm responsabilidade para com os pais, conforme os textos bíblicos estudados. Todavia sabemos que os pais também têm responsabilidades com os filhos. Nesse aspecto, uma dessas maiores responsabilidades é a de cultivar o ensino da Palavra de Deus na família. Isso é a base para a formação espiritual, moral, emocional e social dos nossos filhos (Deuteronômio 6.4-9 • 11.18,19). Além desse ensino ser cultivado no lar, cabe aos pais o incentivo e o estímulo de levar os filhos à igreja local, encorajando-os a participar das reuniões de cultos e estudos bíblicos, como a Escola Dominical e o culto de ensino da Palavra (Marcos 10.13-16). Quando isso acontece, a igreja passa a ser a extensão do lar e este, a extensão da igreja local. Lembremos do que o salmista escreveu: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor!” (Salmos 122.1). Assim, os nossos filhos terão o ambiente adequado para experimentar as promessas de Deus.

2. Prioridades na vida familiar. Segundo a Palavra de Deus, para cuidar da igreja é preciso que o obreiro cuide bem de sua família (1 Timóteo 3.2,4,12 • Tito 1.5,6). Embora os textos bíblicos que falem sobre esse assunto tenham como público-alvo os candidatos ao ministério, é evidente que Deus espera que todos os pais cristãos tenham o devido cuidado e atenção com a sua família. Por isso, se pudéssemos estabelecer uma hierarquia de prioridades na vida do cristão, faríamos assim: 1) o cônjuge; 2) os filhos; 3) a igreja local. Assim, quando a nossa família está bem cuidada, consequentemente, teremos uma igreja bem assistida.

3. Disciplina e estímulos aos filhos. Como vimos, os pais têm a responsabilidade, dada por Deus, de disciplinar seus filhos. Contudo, como também mencionamos anteriormente, a disciplina dos pais, aplicada aos filhos, deve ser equilibrada e baseada no amor. É preciso disciplinar pelo ensino e pelo próprio exemplo dos pais (João 13.15) para gerar obediência, honra e responsabilidade nos filhos (Colossenses 3.20Êxodo 20.12 • Lamentações 3.27). Se por um lado deve ocorrer a disciplina, por outro, deve ocorrer o elogio, o afago, a demonstração de carinho e afeto pelos filhos para que haja a devida confiança e segurança no relacionamento familiar.


SINOPSE II
Os pais também têm responsabilidades com os filhos. Uma das maiores responsabilidades deles para com os seus filhos é a de cultivar o ensino da Palavra de Deus na família.

III – BÊNÇÃOS, PAIS E FILHOS
l. Bênçãos para posteridade. Há promessas na Bíblia que trazem consigo bênçãos espirituais de Deus para os filhos. Em Isaías, vemos uma promessa do derramamento do Espírito, bem como as bênçãos de Deus, sobre a posteridade de Israel (Isaías 44.3,4). Em Joel, “vossos filhos e vossas filhas profetizarão” (Joel 2.28). Em Atos dos Apóstolos, apóstolo Pedro diz que “a promessa diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, o nosso Senhor, chamar” (Atos 2.39). Nesse sentido, há promessa de uma vida imersa no Espírito Santo para os nossos filhos. Há promessas de bênçãos espirituais sem medidas para que os nossos filhos desfrutem da presença de Deus. É uma promessa divina, mediante o Espírito, para os nossos filhos! Portanto, ore para que seu filho, sua filha, receba o Batismo no Espírito Santo! É uma promessa divina para a vida deles.

2. Família: Lugar onde os filhos devem ser abençoados. A nossa família deve ser o ambiente em que os nossos filhos tenham experiências com Deus, vivam as suas promessas e estabeleçam uma vida de compromisso com o Senhor Jesus. Dessa forma, ajudaremos muito os nossos filhos se a nossa família cultivar o culto doméstico, promovendo a oração, o louvor e a leitura da Palavra de Deus em nosso lar. Que em nossa família, os nossos filhos tenham a liberdade de expressarem suas lutas e dificuldades para que se tornem temas de nossa intercessão no lar (Deuteronômio 6.6-9). A nossa família deve ser o lugar onde nossos filhos sejam abençoados.

3. Pais que protegem seus filhos. Os pais devem garantir um ambiente na família em que os filhos se sintam protegidos em cada etapa do desenvolvimento, ou seja, quer na infância, na adolescência ou na juventude. Nossas crianças devem ser protegidas física, emocional e espiritualmente (Mateus 19.14). Nossos adolescentes devem achar guarida em nosso lar para expressarem as suas demandas a fim de que direcionemos a nossa atenção para elas (Lucas 2.41-49). Nossos jovens devem encontrar em nós palavras sábias, de ânimo, que os instruam diante de suas lutas e tribulações. É tempo de nossa família ser um lugar em que a vida de nossos filhos seja protegida dos ataques do Maligno (Efésios 6.10-13). Quando isso acontece, a proteção torna-se uma bênção de Deus para eles.


SINOPSE III
Há promessas na Bíblia que trazem consigo bênçãos espirituais de Deus para os filhos.

 CONCLUSÃO

A vontade do Altíssimo é que suas bênçãos celestiais estejam sobre a nossa casa, sobre a nossa família e sobre o nosso relacionamento com os nossos filhos. É verdade que não é fácil formar os nossos filhos, mas também é verdade que não estamos sozinhos nessa difícil tarefa. Busquemos em Deus a sabedoria que nos falta para saber disciplinar de maneira equilibrada e, ao mesmo tempo, abraçá-los quando mais precisarem. Deus é zeloso pela nossa família.


REVISANDO O CONTEÚDO

1. Como os filhos são qualificados no Salmo 127?
Os filhos são apresentados como “herança do Senhor” e “galardão” (Salmos 127.3).

2. O que pode promover um ambiente em que pais e filhos cresçam juntos na fé em Cristo?
A parceria em amor e a disciplina aplicada com sabedoria promoverão um ambiente em que pais e filhos crescerão juntos na fé em Cristo.

3. Qual é uma das principais responsabilidades dos pais com os filhos?
Uma dessas maiores responsabilidades é a de cultivar o ensino da Palavra de Deus na família.

4. Se por um lado deve ocorrer a disciplina, por outro deve ocorrer o quê?
Se por um lado deve ocorrer a disciplina; por outro, deve ocorrer o elogio, o afago, a demonstração de carinho e afeto pelos filhos para que haja a devida confiança e segurança no relacionamento familiar.

5. Na família, o que os pais devem garantir para os seus filhos?
Os pais devem garantir um ambiente na família em que os filhos se sintam protegidos em cada etapa do desenvolvimento, ou seja, quer na infância, na adolescência ou na juventude.


LIÇÃO        1     2    3    4    5    6    7    8    9    10    11    12    13



   


LIÇÃO 8 - A PROMESSA DE PAZ

   4° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” (João 14.27)

VERDADE PRÁTICA
A Paz do Senhor Jesus traz quietude e calma para a nossa alma, principalmente, nos momentos difíceis da vida.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Filipenses 4.9 
 ■ O Deus de paz está conosco em todo o tempo

 Terça – Colossenses 3.15
 ■ A paz de Deus domina os corações dos que o temem

 Quarta – Mateus 5.9
 ■ Os pacificadores são bem-aventurados

 Quinta – Romanos 5.1
 ■ Por meio de Cristo temos paz com Deus

 Sexta – Isaías 9.6,7
 ■ Jesus, o nosso Senhor, é o "Príncipe da Paz"

 Sábado – Filipenses 4.6,7
 ■ A paz de Deus excede todo o entendimento


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Números 6.24-26 • Filipenses 4.6,7 • 1 Pedro 3.10,11

Números 6

24 - O Senhor te abençoe e te guarde;
25 - O Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti;
26 - O Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz.

Filipenses 4

6 - Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças.
7 - E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.

1 Pedro 3

10 - Porque quem quer amar a vida e ver os dias bons, refreie a sua língua do mal, e os seus lábios não falem engano;
11 - aparte-se do mal efaça o bem; busque a paz e siga-a.



Hinos Sugeridos: 3 • 178 • 364 da Harpa Cristã



■ INTRODUÇÃO

O Senhor Jesus é identificado na profecia de Isaías como o “Príncipe da Paz”. De seu principado deriva a paz de que todo ser humano precisa. Por isso, nesta lição, estudaremos a respeito da promessa que está presente na Palavra de Deus. Veremos como a paz é representada no plano de  Deus, bem como é apresentada na perspectiva do mundo e, principalmente, a paz que Jesus prometeu para cada um de seus seguidores.

Palavra-Chave: Paz

I – A PAZ NO PLANO DE DEUS
1. O significado de paz. No dicionário, encontramos os seguintes sinônimos para a palavra “paz”: “tranquilidade”, “repouso”, “silêncio”, “sossego”. No Antigo Testamento, encontramos a palavra “shalom” para “paz”, que tem o sentido de segurança, bem-estar, saúde, prosperidade, paz (Números 6.26); representando tudo o que há de melhor para a vida. No Novo Testamento, em grego, a palavra “paz” é “eirene”, com significado semelhante, contudo, enfatizando a ideia de quietude e repouso (Filipenses 4.6).

2. A Paz na bênção sacerdotal. Os versículos 24-26 de Números 6 expressam a bênção sacerdotal sobre os filhos de Israel. Entre a bênção de proteção, benevolência e de misericórdia, encontra-se a bênção de paz (v.26). O sentido de paz que a palavra hebraica shalom carrega é de completude, satisfação e plena felicidade. Trata-se de uma bênção em que a ansiedade, a tensão e a contenda não teriam vez entre os filhos de Israel. A paz, em Números 6, revela um estado de plena satisfação em Deus a qual o povo judeu poderá desfrutar na sua peregrinação pelo deserto e ao entrar na Terra Prometida.

3. A Paz do Senhor. O Texto Áureo traz consigo a Paz do Senhor Jesus, em que nos lembra uma das principais características do Messias: “o Príncipe da Paz” (Isaías 9.6). Essa paz do Senhor Jesus é assunto do apóstolo Paulo em Filipenses, quando ele exorta a igreja a não ficar inquieta pelos últimos acontecimentos, pois a paz de Deus nos fortalece e protege o nosso coração e sentimentos em Cristo, o nosso Senhor (Filipenses 4.6,7). O apóstolo Pedro também reflete o mesmo ensino de Jesus no sentido de levar a vida numa perspectiva de paz, refreando a língua para não entrar em contendas e mentiras, apartando-se do mal, buscando a paz com os outros (1 Pedro 3.10,11). Dessa forma, como a paz reina em nossa vida, devemos buscar ter essa paz com outras pessoas.


SINOPSE I
Se a paz reina em nossa vida, devemos buscar ter essa paz com outras pessoas.

II – A PAZ ILUSÓRIA DO MUNDO
1. Uma paz enganosa. Muitos buscam a paz nos vícios, em substâncias tanto ilegais quanto legalizadas, nos jogos, nas baladas, em falsas religiões. Ao longo da história, as pessoas procuram sempre preencher uma lacuna em suas vidas com aquilo que não tem a capacidade de preenchê-las. Outras entendem que a paz é meramente a ausência de guerra, de dificuldades e problemas. A Bíblia revela que a paz do mundo é enganosa porque não tem como fundamento o que é eterno, celestial e divino, mas temporal, terreno e puramente humano (João 14.27). O que Jesus oferece advém da eternidade e, por isso, preenche todas as nossas necessidades independente das circunstâncias que vivemos (João 7.38). A paz do Senhor Jesus não é enganosa, mas verdadeira e sublime.

2. A “paz” das obras da carne. A Carta aos Gálatas apresenta uma lista das “obras da carne” que, muitas vezes, expressa a ilusão de uma falsa paz na vida das pessoas, e muitas confundem o prazer e os deleites da vida com a paz (Gálatas 5.19-21). Na verdade, é uma satisfação que ocorre por meio dos sentidos e, logo, se volta ao estágio de necessidade anterior. Assim, quem vive na prática das Obras da Carne imagina que desfruta de uma pretensa paz e, como consequência, pensa que vive uma vida feliz. Ledo engano! É impossível desfrutar da verdadeira paz que o Senhor Jesus oferece quando se viva na prática do pecado. Quem vive assim está se enganando, atendendo à vontade do Mundo, da Carne e do Diabo (Efésios 2.3).

3. Uma falsa paz. Ensinando à igreja em Tessalônica, a respeito do Dia do Senhor, o apóstolo Paulo escreveu: “Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então, lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão” (1 Tessalonicenses 5.3). Aqui, somos lembrados de uma falsa paz que haverá na Grande Tribulação. Uma paz superficial, frágil e apenas aparente. Quem se compromete com a falsa paz não saberá discernir os tempos de oposição tanto no presente quanto no futuro. Mas com Jesus, desfrutamos de uma paz verdadeira e duradoura.


SINOPSE II
Com Jesus Cristo, o nosso Senhor, desfrutamos de uma paz verdadeira e duradoura.


III – A PAZ QUE JESUS PROMETEU
1. O Príncipe da Paz. O Profeta Isaías teve a revelação divina das características do Messias prometido a Israel e ao mundo. Uma de suas principais características é ser “O Príncipe da Paz” (Isaías 9.6,7). A vinda do Messias trará uma paz que o mundo não conheceu. Os Evangelhos apresentam o Senhor Jesus, o nosso Salvador, como esse “Príncipe da Paz”. Seus discípulos podem desfrutar hoje dessa paz que só Ele pode dar. Seu principado assegura-nos a verdadeira paz (João 14.27), que deve nos acompanhar, como seguidores de Jesus, onde colocarmos os nossos pés (Mateus 10.12,13).

2. Uma promessa redentora. Em Gênesis, a paz foi transtornada por causa da estratégia do Diabo que iludiu o primeiro casal, fazendo-o desobedecer à ordem de Deus (Gênesis 3.1-7). Nesse contexto, Deus prometeu redimir o ser humano por meio da “semente da mulher” (Gênesis 3.15). Essa promessa se cumpriu em Cristo, reconciliando-nos e estabelecendo a nossa paz com Deus (Romanos 5.1). Ao mesmo tempo, a parede da separação foi derrubada e toda inimizade entre judeus e gentios foi desfeita, de modo que de ambos os povos Ele fez um, a Igreja (Efésios 2.14,15). Por isso, no Novo Testamento há várias referências que nos mostram que a paz de Cristo está ao alcance de todos que nEle creem. Essa paz estará conosco (Filipenses 4.9), dominará os nossos corações (Colossenses 3.15) e, como pessoas pacíficas, desfrutaremos de verdadeira felicidade (Mateus 5.9).

3. Uma promessa que excede todo o entendimento. A paz que excede todo o entendimento nos acalma diante das inquietações da vida (Filipenses 4.6). Essa paz acalmará o nosso coração, nos fortalecerá para resistir às intempéries diante de nós, assim como aconteceu com o apóstolo Pedro que, mesmo preso numa cadeia típica do primeiro século, dormia um sono profundo e sereno (Atos 12.5-7). Esse episódio está de pleno acordo com o que o Senhor Jesus prometeu: “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (João 16.33). Mesmo diante de aflições e lutas, podemos confiar no Senhor e experimentar a paz que só Ele pode nos dar. Portanto, confiemos nas promessas de Jesus, bem como em sua providência!


SINOPSE III
A paz que excede todo o entendimento é uma paz que nos acalma diante das inquietações da vida.

 CONCLUSÃO

Vimos que a paz de Deus tem a ver com bem-estar, repouso e quietude, mesmo nas horas de grandes tormentos. Contrastamos essa perspectiva de paz com a do mundo que compreende que a paz é a mera ausência de guerra ou se resume a períodos limitados de prazeres. Aprendemos que a Paz de Deus é uma virtude profunda, elevada e eterna. Não se trata de algo passageiro, mas de um estado permanente, que independe das circunstâncias. É a paz que Jesus prometeu.


REVISANDO O CONTEÚDO

1. Escreva a respeito do conceito de paz.
No Antigo Testamento, encontramos a palavra “shalom” para “paz”, que tem o sentido de segurança, bem-estar, saúde, prosperidade, paz (Números 6.26); representa tudo o que há de melhor para a vida. No Novo Testamento, em grego, a palavra “paz” é “eirene”, com significado semelhante, contudo, enfatizando a ideia de quietude e repouso (Filipenses 4.6).

2. O que a paz em Números 6 revela?
A paz, em Números 6, revela um estado de plena satisfação em Deus a qual o povo poderá desfrutar na sua peregrinação pelo deserto.

3. Por que podemos dizer que a paz que o mundo oferece é enganosa?
A paz do mundo é enganosa porque não tem como fundamento o que é eterno, celestial e divino, mas temporal, terreno e puramente humano.

4. Como os Evangelhos apresentam o Senhor Jesus?
Os Evangelhos apresentam o Senhor Jesus, o nosso Salvador, como esse “Príncipe da Paz”.

5. De acordo com a lição, o que é a paz que excede todo o entendimento?
A paz que excede todo o entendimento é uma paz que nos acalma diante das inquietações da vida.


LIÇÃO        1     2    3    4    5    6    7    8    9    10    11    12    13



   


terça-feira, 22 de outubro de 2024

LIÇÃO 7 - A PROMESSA DE UM CORAÇÃO NOVO

   4° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne.”
(Ezequiel 36.26)

VERDADE PRÁTICA
O salvo em Cristo Jesus tem um coração novo, voltado para a Palavra de Deus e disposto a fazer a sua vontade.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – João 3.3-8 
 ■ O coração deve ser regenerado pelo Espírito

 Terça – Provérbios 4.23
 ■ Do coração procedem as saídas da vida

 Quarta – Mateus 15.18-20
 ■ O que sai do coração contamina o ser humano

 Quinta – Lucas 2.18,19
 ■ Guardando e conferindo tudo no coração

 Sexta – Jeremias 20.12
 ■ Deus vê o coração do ser humano

 Sábado – Provérbios 17.22
 ■ O coração alegre é remédio da alma


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Romanos 2.25-29 • Jeremias 31.31-34

Romanos 2

25 - Porque a circuncisão é, na verdade, proveitosa, se tu guardares a lei; mas, se tu és transgressor da lei, a tua circuncisão se torna em incircuncisão.
26 - Se, pois, a incircuncisão guardar os preceitos da lei, porventura, a incircuncisão não será reputada como circuncisão?
27 - E a incircuncisão que por natureza o é, se cumpre a lei, não te julgará, porventura, a ti, que pela letra e circuncisão és transgressor da lei?
28 - Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne.
29 - Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não na letra, cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus.

Jeremias 31

31 - Eis que dias vêm, diz o Senhor, em que farei um concerto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá.
32 - Não conforme o concerto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito, porquanto eles invalidaram o meu concerto, apesar de eu os haver desposado, diz o Senhor.
33 - Mas este é o concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: porei a minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.
34 - E não ensinará alguém mais a seu próximo, nem alguém, a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior, diz o Senhor; porque perdoarei a sua maldade e nunca mais me lembrarei dos seus pecados.



Hinos Sugeridos: 15 • 141 • 447 da Harpa Cristã



■ INTRODUÇÃO

O coração tem uma perspectiva bíblica muito singular. A palavra se refere à realidade da vida interior de cada pessoa. Por isso que, ao longo da Bíblia, nos deparamos com conselhos que nos incentivam a cuidar do coração, e guardá-lo de todas as influências maléficas. O coração, segundo a Bíblia, é o centro da vida. As promessas para o coração são o tema desta lição.

Palavra-Chave: Coração

I – O CORAÇÃO NA PERSPECTIVA BÍBLICA
1. O coração na Bíblia. Na Bíblia, raramente, a palavra “coração” é usada como referência ao órgão físico (2 Samuel 18.142 Reis 9.24). De modo geral, essa palavra se refere ao “homem interior” a fim de revelar o centro da vida mental, emocional e espiritual do ser humano. Desse modo, o apóstolo Paulo faz referência ao “homem exterior” (o corpo físico) e ao homem interior (alma e espírito), que constitui o ser humano em sua integralidade: corpo, alma e espírito (Hebreus 4.12). É para a dimensão desse “homem interior” que a Bíblia aplica a palavra “coração”, tudo o que faz parte da nossa alma e espírito.

2. A circuncisão do coração. O texto da Leitura Bíblica em Classe apresenta Romanos 2.25-29 num contexto em que o apóstolo Paulo ensina o sentido da verdadeira circuncisão da Nova Aliança. De fato, a circuncisão foi um ato físico estabelecido por Deus para os descendentes de Abraão. Contudo, no Novo Testamento, o que atesta a Nova Aliança não é mais uma marca física (Romanos 2.28), mas a obra realizada pelo Espírito Santo no coração da pessoa (Romanos 2.29). Essa é a verdadeira circuncisão! Essa é uma obra exclusiva do Espírito que nos capacita a ser um seguidor do Senhor Jesus e estabelecer um relacionamento pessoal com Deus. Sem essa circuncisão do coração é impossível manter um relacionamento vivo com o Pai (João 3.3-8).

3. Um coração novo. Esse ensino do apóstolo Paulo remonta o profeta Jeremias 31.31-34 a respeito de uma Nova Aliança que rompe com a forma da Antiga. Essa Nova Aliança não seria mais conhecida pelas marcas físicas, ritualísticas e externas, mas teria a ver com o interior da pessoa, pois Deus escreveria a sua Lei no “coração”, poria a sua Lei no interior da Casa de Israel (Jeremias 31-33). Assim, Deus daria um coração novo ao seu povo. Por isso, o apóstolo Paulo faz referência a essa obra com a Palavra “espírito” em vez da “letra” (Romanos 2.29), pois a Lei de Deus estaria dentro do ser humano que passasse pela obra de regeneração promovida pelo Espírito Santo (João 3.6,7). Portanto, de maneira geral, a palavra “coração” se refere ao que está no interior do ser humano (Provérbios 4.23Mateus 15.18-20).


SINOPSE I
O coração se refere ao "homem interior" para revelar o centro da vida mental, emocional e espiritual do ser humano.

II – O CORAÇÃO DE QUEM ESTÁ EM DEUS
1. Um coração inclinado a Deus. Quando uma pessoa recebe a Cristo como seu Salvador, ela passa pelo processo do Novo Nascimento, da Regeneração. Por isso, ela passa a enxergar o Reino de Deus e, ao mesmo tempo, a própria necessidade espiritual. A respeito disso, nosso Senhor diz: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (João 3.3). Assim, quem tem um coração regenerado, transformado, participa do Reino de Deus e, consequentemente, se inclina para as coisas do Espírito a fim de viver de acordo com os mandamentos de Deus (Romanos 8.5,6).

2. Um coração consciente. Como centro da vida interior do ser humano, no coração meditamos, ponderamos e avaliamos, como fez Maria, a mãe de Jesus, ao ouvir o que os pastores diziam acerca do menino: “E todos os que a ouviram se maravilharam do que os pastores lhes diziam. Mas Maria guardava todas essas coisas, conferindo-as em seu coração” (Lucas 2.18,19). Assim, quem recebe um coração novo, transformado pela nova natureza a partir da Palavra de Deus, tem a capacidade de guardar seu coração e o que se passa ao seu redor, de maneira que possa desejar fazer a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Romanos 12.2 • Filipenses 4.8,9).

3. Deus vê o coração. No livro do Profeta Jeremias está escrito: “Tu, pois, ó Senhor dos Exércitos, que provas o justo e vês os pensamentos e o coração, veja eu a tua vingança sobre eles, pois te descobri a minha causa” (Jeremias 20.12). A partir desse texto, podemos depreender que o coração do ser humano é um lugar que poucos podem conhecer, adentrar e contemplar. É o local mais escondido da pessoa. Contudo, a Bíblia diz que Deus vê o coração. Ele contempla o ser humano por dentro e por fora. O Criador formou o homem em sua integralidade, tanto a vida exterior quanto a interior, e, por isso, Ele contempla e conhece bem o coração de cada pessoa. Assim, quem foi regenerado e transformado é contemplado por Deus em todas as dimensões do coração.


SINOPSE II
O coração novo é inclinado para Deus, consciente da sua vontade e sabe que Deus conhece todas as coisas.


III – PROMESSAS PARA O CORAÇÃO
1. Um coração feliz. Quando o ser humano tem um novo coração, como resultado da obra realizada por Deus por meio de seu Espírito, a felicidade é uma realidade. Em seu Sermão do Monte, o Senhor Jesus traz uma lista de bem-aventuranças, isto é, um estado de felicidade para quem manifesta as virtudes do Reino de Deus (Mateus 5.1-9). Isso significa que a felicidade para o cristão não se encontra em coisas materiais, mas em praticar aquilo que agrada a Deus. Em Provérbios, lemos: “O coração alegre serve de bom remédio, mas o espírito abatido virá a secar os ossos” (Provérbios 17.22). Como consequência dessa felicidade, a alegria se instala no coração. Hoje, sabemos pela ciência que a alegria no coração, isto é, no interior, produz reações químicas que contribuem para o equilíbrio e a manutenção da saúde humana. A pessoa que procura a presença de Deus, no seu dia a dia, tem a alegria do Senhor, que é a nossa força (Neemias 8.10).
A pessoa que procura a presença de Deus, no seu dia a dia, tem alegria do Senhor, que é a nossa força.
2. Um coração cheio de amor. O amor é a essência do Cristianismo. Sem ele, não existe a verdadeira expressão e identidade do que significa ser cristão. O apóstolo Paulo escreve: “E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Romanos 5.5). Essa palavra mostra que o amor de Deus está derramado no coração daqueles que têm o Espírito Santo e, por isso, o coração transformado. Por isso, o coração do salvo está cheio de amor. Dessa forma, podemos viver o que o apóstolo Paulo escreveu: “E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição. E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos” (Colossenses 3.14,15).

3. O penhor do Espírito no coração. Em sua Segunda Carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo escreve: “Mas o que nos confirma convosco em Cristo e o que nos ungiu é Deus, o qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações” (2 Coríntios 1.21,22). Aqui, esse texto bíblico mostra que o penhor do Espírito Santo é a garantia de nossa salvação, dada por Deus e testificada em nosso coração. Além dessa garantia, o “penhor do Espírito Santo”, também chamado de “penhor da nossa herança”, é garantia de vitória para a Igreja do Senhor Jesus Cristo (Efésios 1.13,14). Portanto, o Espírito Santo é a maior garantia de que Deus cumprirá integralmente todas as promessas feitas à sua Igreja.


SINOPSE III
Deus tem promessas de um coração novo, feliz, cheio do amor que é derramado pelo Espírito Santo.

 CONCLUSÃO

Nesta lição, estudamos a promessa de “um coração novo” para a Igreja. Ninguém pode ver o coração, pois ele se refere ao interior de cada um. A pessoa pode falar uma coisa e pensar outra, pode prometer uma coisa e proceder de modo diferente. Tudo isso faz parte das fraquezas da condição humana. Contudo, mediante sua Onisciência, Deus sabe de tudo e de todas as coisas, tanto do universo quanto do coração do ser humano. Ele é o Senhor que esquadrinha o nosso coração, prova os pensamentos e recompensa a cada um conforme suas ações (Jeremias 17.10).


REVISANDO O CONTEÚDO

1. A que a palavra “coração” se refere?
A palavra se refere à realidade da vida interior de cada pessoa.

2. O que atesta a obra da Nova Aliança?
O que atesta a Nova Aliança não é mais uma marca física (Romanos 2.28), mas a obra realizada pelo Espírito Santo no coração da pessoa (Romanos 2.29).

3. Qual é a capacidade de quem recebe o coração novo?
Tem a capacidade de guardar seu coração e o que se passa a seu redor, de maneira que possa desejar a fazer a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Romanos 12.2 • Filipenses 4.8,9).

4. Qual é a essência do Cristianismo?
O amor é a essência do Cristianismo. Sem ele, não existe a verdadeira expressão e identidade do que significa ser cristão.

5. O que pode ser testificado em nosso coração?
O penhor do Espírito Santo é a garantia de nossa salvação, dada por Deus e testificada em nosso coração.


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