Pastor Ademar Rodrigues

Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.
``

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

LIÇÃO 9 - QUEM É O ESPÍRITO SANTO?

  

 1° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
Ora, este Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (2 Coríntios 3.17 - NAA)

VERDADE PRÁTICA
É necessário primeiro conhecer a verdadeira identidade do Espírito Santo, à luz da Bíblia, para então poder defendê-la.

LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Salmos 104.30
 ■ O Espírito Santo preserva e mantém todas as coisas criadas

 Terça – Mateus 28.19
 ■ O Espírito Santo é igual ao Pai e ao Filho

 Quarta – 1 Coríntios 2.10
 ■ O Espírito Santo penetra todas as coisas até as profundezas de Deus

 Quinta – 1 Coríntios 3.16
 ■ O Espírito Santo é Deus, esse mesmo Espírito habita em nós

 Sexta – Tito 3.5
 ■ O Espírito Santo regenera o pecador

 Sábado – 2 Pedro 1.21
 ■ O Espírito Santo falou por meio dos profetas e apóstolos

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 14.16, 17, 26 • 16.7-14

João 14
16 - E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre,
17 - O Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós.
...
26 - Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito. 

João 16
7 - Todavia, digo-vos a verdade: que vos convém que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei.
8 - E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo:
9 - do pecado, porque não creem em mim;
10 - da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais;
11 - e do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado.
12 - Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora.
13 - Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir.
14 - Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.

Hinos Sugeridos: 349 • 387 • 511 da Harpa Cristã

    • Clique no título ABAIXO para ouvir!

  • 349 – OS DONS DO CÉU
  • 387 - DERRAMA TEU ESPÍRITO
  • 511 - GLORIOSO DEUS

■ INTRODUÇÃO
A identidade do Espírito Santo é revelada nas Escrituras desde o livro de Gênesis até o Apocalipse. É fato que a Igreja desde os dias apostólicos o reconhecia como Deus igual ao Pai e ao Filho. Essa deidade absoluta do Espírito Santo é revelada de maneira direta, nos seus atributos divinos e nas suas obras e funções pertencentes a Deus. Todos nós precisamos estudar e conhecer essa verdade bíblica, pois desde a antiguidade existem heresias sobre a Terceira Pessoa da Trindade. É sobre isso que vamos estudar na presente lição.

Palavra-Chave: Espírito Santo

I – O CONSOLADOR 
1. O outro Consolador (14.16). Jesus disse aos seus discípulos que estava voltando para o Pai, mas que continuaria cuidando da Igreja, pelo seu Espírito Santo, seu Paracleto, alguém como Ele, que teria o seu povo. A palavra “outro”, nesta passagem é, no grego, allos, e significa “outro”, da mesma natureza, mesma espécie e mesma qualidade. Se o Espírito fosse uma força ativa, impessoal, conforme o ensino equivocado das Testemunhas de Jeová, a palavra correta para “outro” seria heteros, que significa: “outro do usual, diferente”. O Dicionário Vine afirma: “O termo allos expressa uma diferença numérica e denota ‘outro do mesmo tipo’; o termo heteros expressa uma diferença qualitativa e denota ‘outro de tipo diferente’. Cristo prometeu enviar ‘outro Consolador’ — allos, ‘outro como Ele’, não heteros (João 14.16)”.

2. O Paracleto (16.7). O termo se refere ao Espírito Santo, mas os dicionários da língua portuguesa afirmam que se trata de uma pessoa que defende e protege alguém. O termo grego paraklêtos vem da preposição pará, “ao lado de, próximo”, e do verbo kaléõ, “chamar, convocar”, de modo que essa palavra significa “defensor, advogado, intercessor, auxiliador, ajudador. Paracleto, então, é o Consolador. O Consolador é enviado pelo Pai em nome de Jesus para ensinar os discípulos e fazer lembrar de tudo o que o Filho ensinou e para testificar dEle (João 15.26).

3. Seu uso no Novo Testamento. O termo “paracleto” aparece apenas cinco vezes no Novo Testamento, nos escritos joaninos, quatro vezes no Evangelho, referindo-se ao Espírito Santo (João 14.16, 26 • 15.26 • 16.7). Além dEle o nome é aplicado ao Senhor Jesus e traduzido por “Advogado” (1 João 2.1).

A divindade do Espírito Santo é revelada na Bíblia também nos seus atributos divinos, como acontece com o Senhor Jesus. Ele é onipotente, as Escrituras Sagradas ensinam ser o Espírito a fonte de poder e milagres.

SINOPSE I
O Espírito Santo é o nosso Consolador, o nosso auxiliador de todos os momentos da vida.

II – SUA DEIDADE, ATRIBUTOS E OBRAS
1. Sua deidade. A divindade do Espírito Santo é revelada na Bíblia de maneira que os nomes Deus e Espírito Santo aparecem sempre de forma alternada, tanto no Antigo Testamento como no Novo. O Espírito Santo é Javé na vida de Sansão: “o Espírito do Senhor possantemente se apossou dele” (Juízes 15.14); no entanto, na sequência, lemos que depois de traído por Dalila, Sansão “(...) não sabia que já o Senhor se tinha retirado dele” (Juízes 16.20). Assim, tanto o Espírito de Javé e Javé, ou seja, o Espírito do Senhor e o Senhor são nomes divinos usados alternadamente. Fica claro, no Antigo Testamento, que o Espírito Santo é o próprio Deus. Esse tipo de linguagem na Bíblia mostra que Ele é Javé. Compare Êxodo 17.7 com Hebreus 3.7-9; Deus de Israel (2 Samuel 23.2,3). Essa forma de apresentação é frequente na Bíblia (Atos 5.3, 4 • 1 Coríntios 3.16 • 2 Coríntios 3.16-18).

Jesus disse que o Consolador é o próprio Espírito Santo. A promessa do Senhor Jesus é 'para que fique convosco para sempre' (João 14.16).

2. Seus atributos. A divindade do Espírito Santo é revelada na Bíblia também nos seus atributos divinos, como acontece com o Senhor Jesus Cristo. Ele é onipotente (Romanos 15.19), e as Escrituras Sagradas ensinam ser o Espírito a fonte de poder e milagres (Mateus 12.28 • Atos 2.4 • 1 Coríntios 12.9-11). A onipresença é outro atributo incomunicável de Deus presente na Terceira Pessoa da Trindade, o que mostra ser Ele onipresente (Salmos 139.7-10). Ele conhece todas as coisas, até as profundezas de Deus (1 Coríntios 2.10,11); conhece o coração dos seres humanos (Ezequiel 11.5 • Atos 5.3-9 • Romanos 8.26,27) e é conhecedor do futuro (Lucas 2.26 • João 16.13 • Atos 20.23), isso por ser Ele onisciente. Possui o atributo da eternidade, pois é chamado de “Espírito eterno” (Hebreus 9.14).

3. Suas obras. São inúmeras as obras de Deus efetuadas pelo Espírito Santo. Ele gerou Jesus Cristo (Lucas 1.35), dá a vida eterna (Gálatas 6.8), guia o seu povo (Salmos 143.10 • Isaías 63.14 • Romanos 8.14 • Gálatas 5.18), é o Senhor da Igreja (Atos 20.28) e santificador dos fiéis (Romanos 15.16 •  1 Pedro 1.2).

SINOPSE II
A Bíblia revela a deidade do Espírito Santo por meio de seus atributos e obra.

III – HERESIAS ANTIGAS E NOVAS
1. As primeiras heresias. Não havia consenso sobre o Espírito Santo no Oriente nas primeiras décadas depois do Concilio de Niceia. Havia diversas interpretações.
a) Os arianistas. Ário considerava também 0 Espírito Santo como criatura, embora esse tema tivesse fora das discussões na época, pois o foco dos debates estava no Filho. Eunômio, um dos arianistas mais radicais, considerava 0 Espírito Santo como a mais nobre das criaturas produzidas pelo Filho a pedido do Pai, dizia que “o Filho é o criador do Espírito”.
b) Tropicianos. Eram uma seita do Egito, cujo nome vem de tropos, “figura”. Atanásio assim o denominou por causa da exegese figurada deles, diziam ser 0 Espírito Santo um anjo e uma criatura.
c) Pneumatomacianos. Surgiram depois dos tropicianos. O termo pneu- matomachoi vem de pneuma, “espírito”, e machomai, “falar mal, contra”, eram os “opositores do Espírito”. Eustáquio de Sebaste (300-380) foi o principal defensor dessa heresia, o movimento negava a divindade do Espírito Santo.

2. As heresias na atualidade. O grupo religioso das Testemunhas de Jeová é seguidor da antiga linha teológica dos arianistas. Seus líderes negam a divindade e a personalidade do Espírito Santo; em sua literatura, grafam seu nome com letras minúsculas. Por exemplo, a Tradução do Novo Mundo (TNM) substitui o “Espírito de Deus” por “força ativa de Deus” (Gênesis 1.2) e usa a expressão: “e todos ficaram cheios de espírito santo” (Atos 2.4). A expressão hebraica ruach ’êlóhim, “Espírito de Deus”, aparece 11 vezes no Antigo Testamento e somente nessa passagem é traduzida na TNM por “força ativa de Deus”.

3. O Espírito Santo em outras religiões. Em algumas religiões no Oriente, a noção sobre o Espírito Santo é confusa, mas se aproxima do pensamento antigo desses heresiarcas, “de modo que nada há novo debaixo do sol” (Eclesiastes 1.9).
a) Uma crença estranha. Os intelectuais da religião islâmica, por exemplo, se apegam às palavras do Alcorão atribuídas a Jesus: “sou para vós o Mensageiro de Allah, para confirmar a Tora, que havia antes de mim, e anunciar um Mensageiro, que virá depois de mim, cujo nome é Ahmad” (61.6). Eles interpretam essa passagem corânica como cumprimento da promessa que Jesus fez sobre a vinda do Consolador, do Paracleto. Eles confundem a palavra grega periclytós, “renomado ao redor, ilustre”, com paraklêtos (João 14.16, 26; 15.26; 16.7). Assim, concluem equivocamente que Maomé é o Consolador prometido por Jesus. Convém lembrar que periklytós não é uma palavra bíblica, não aparece em lugar algum da Bíblia Sagrada, nem no Novo Testamento grego e nem na Septuaginta.
b) Resposta bíblica. Jesus disse que o Consolador é o próprio Espírito Santo (João 14.26). A promessa do Senhor Jesus é “para que fique convosco para sempre” (João 14.16). Trata-se de um ser que não morre, mas sim que vive para sempre, pelos séculos dos séculos. Jesus disse também que o Consolador “habita convosco e estará em vós” (João 14.17) e que, “quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito da verdade, que procede do Pai, testificará de mim” (João 15.26). Assim, o Espírito Santo testifica de Cristo, o nosso Senhor.

SINOPSE III
Os arianistas, tropicianos e pneumatomacianos procuraram enfraquecer ou subverter o ensino ortodoxo a respeito do Espírito Santo.

■ CONCLUSÃO
Vimos que a deidade e a personalidade do Espírito Santo estão presentes em toda a Bíblia de maneira abundante e tem sido crença da Igreja desde o princípio, por isso a relevância da defesa dessa doutrina. O Consolador é enviado pelo Pai, em nome de Jesus, para ensinar os discípulos e fazer lembrar de tudo o que o Filho ensinou e para testificar dEle. Não é possível uma força ativa e impessoal ser enviada em nome de alguém tendo tais atributos.

REVISANDO O CONTEÚDO

1. A quem mais o nome “Paracleto” é aplicado nas Escrituras além do Espírito Santo?
Além dEle o nome é aplicado ao Senhor Jesus e traduzido por “Advogado” (1 João 2.1).

2. Como a divindade do Espírito Santo é revelada na Bíblia?
A divindade do Espírito Santo é revelada na Bíblia de maneira que os nomes Deus e Espírito Santo aparecem sempre de forma alternada, tanto no Antigo Testamento como no Novo.

3. Quais os principais grupos na antiguidade que negavam a divindade do Espírito Santo?
Os arianistas, tropicianos e pneumatomacianos.

4. Quem segue a linha teológica dos arianistas na atualidade?
As Testemunhas de Jeová.

5. Qual resposta bíblica podemos dar em relação a crença estranha a respeito do Espírito Santo?
Jesus disse que o Consolador é o próprio Espírito Santo (João 14.26). A promessa do Senhor Jesus é “para que fique convosco para sempre” (João 14.16). Trata-se de um ser que não morre, mas sim que vive para sempre.


LIÇÃO        1     2    3    4    5    6    7    8    9    10    11    12    13  


   

quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

LIÇÃO 8 - JESUS VIVEU A EXPERIÊNCIA HUMANA

  

 1° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
“E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas, e pregando o evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.” (Mateus 4.23)

VERDADE PRÁTICA
O Senhor Jesus Cristo teve vida social – amigos, parentes -, interagia com as pessoas, e era conhecido dos vizinhos e moradores de Nazaré, onde fora criado.

LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Mateus 4.23-25
 ■Jesus caminhava por toda a Galileia, pregando, ensinando e curando enfermos

 Terça – Marcos 6.2,3
 ■ Jesus e sua família eram conhecidos na cidade onde viviam

 Quarta – Lucas 4.16
 ■ A participação de Jesus no culto nas sinagogas

 Quinta – Lucas 5.27-30
 ■ Jesus tinha vida social como qualquer pessoa de sua época

 Sexta – João 2.1,2
 ■ Jesus participou de um casamento em Caná da Galileia, uma celebração comum da época

 Sábado – João 4.7-10
 ■ Jesus procurava interagir com as pessoas

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 1.43-51 • Mateus 26.37,38,42

João 1
43 - No dia seguinte, quis Jesus irà Galileia, e achou a Filipe, e disse-lhe: Segue-me.
44 - E Filipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro.
45 - Filipe achou Natanael e disse-lhe: Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na Lei e de quem escreveram os Profetas: Jesus de Nazaré, filho de José.
46 - Disse-lhe Natanael: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? Disse-lhe Filipe: Vem e vê.
47 - Jesus viu Natanael vir ter com ele e disse dele: Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo.
48 - Disse-lhe Natanael: De onde me conheces tu? Jesus respondeu e disse-lhe: Antes que Filipe te chamasse, te vi eu estando tu debaixo da figueira.
49 - Natanael respondeu e disse-lhe: Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és 0 Rei de Israel.
50 - Jesus respondeu e disse-lhe: Porque te disse: vi-te debaixo da figueira, crês? Coisas maiores do que estas verás.
51 - E disse-lhe: Na verdade, na verdade vos digo que, daqui em diante, vereis 0 céu aberto e os anjos de Deus subirem e descerem sobre 0 Filho do Homem.

Mateus 26
37 - E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito.
38 - Então, lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até à morte; ficai aqui e vigiai comigo.
...
42 - E, indo segunda vez, orou, dizendo: Meu Pai, se este cálice não pode passar de mim sem eu 0 beber, faça-se a tua vontade.

Hinos Sugeridos: 344 • 465 • 481 da Harpa Cristã

    • Clique no título ABAIXO para ouvir!

  • 344 - UM AMIGO ENTRE OS LÍRIOS
  • 465 - ELE SOFREU POR MIM
  • 481 - CRISTO E SUA HUMILHAÇÃO


■ INTRODUÇÃO
O Senhor Jesus não viveu como anacoreta, ou seja, como monge ou eremita em retiro solitariamente, isolado da sociedade, e nem ensinou essa prática aos seus discípulos.
Pelo contrário, a narrativa bíblica descreve que Ele teve vida social e religiosa.
A presente lição pretende mostrar alguns aspectos da experiência humana de Cristo.

Palavra-Chave: Experiência

I – A EXPERIÊNCIA HUMANA NO MINISTÉRIO DE JESUS
1. Os debates com as autoridades religiosas. Os principais opositores de Jesus foram os fariseus, os saduceus e os herodianos. Esses debates revelam 0 ensino de Jesus sobre a ética, os princípios morais e as responsabilidades civis que temos.
a) Os fariseus. O nome vem do hebraico prushim que significa “separados”, porque não concordavam com os saduceus. Defendiam a tradição acima das Escrituras (Mateus 15.3,6) e a separação do Estado da religião. Eram membros do sinédrio e tornaram-se alvo das críticas de Jesus (Mateus 22.15). O apóstolo Paulo declara que o grupo dos fariseus, ao qual pertencia antes de sua conversão, era a mais severa seita do judaísmo (Atos 26.5 • Gálatas 1.14 • Filipenses 3.5).
b) Os saduceus. O nome vem de Zadoque, família que detinha o cargo de Sumo Sacerdote desde Salomão (1 Reis 2.35) até pouco antes do surgimento desses grupos. Eram, como os fariseus, uma facção dentro do judaísmo (Atos 5.17), alegavam aceitar apenas os cinco livros de Moisés, o Pentateuco, com certa reserva, pois não acreditavam em anjos, espíritos e nem na ressurreição (Atos 23.8) e rejeitavam os demais livros do Antigo Testamento. Muitos deles eram sacerdotes, e exerciam fortes influências no sinédrio. Eram inimigos mortais de Jesus. Uniram-se aos fariseus, superando todos os obstáculos ideológicos a fim de somar as forças e matarem a Jesus.
c) Os herodianos. Eram os apoiadores da dinastia de Herodes, uma espécie de marqueteiros, buscando convencer o povo para impedir um governo direto de Roma. Foram instituídos com interesses nacionalistas e eram a favor dos impostos. O discurso de Jesus também os incomodava. Formaram conselho com os fariseus com o propósito de matar Jesus e, assim, livrar-se dEle (Marcos 3.6). Estavam associados aos fariseus na questão do tributo (Mateus 22.16 • Marcos 12.13).

2. A vida social e religiosa de Jesus. O Mestre participava de uma vida social intensa. A escolha dos seus discípulos como Filipe, André, Pedro e Natanael aconteceu num ambiente entre amigos (João 1.43-46). Os dois primeiros capítulos de Lucas apresentam um começo muito humano de Cristo, apresentando amigos, vizinhos, parentes, como Zacarias, Isabel. Os “filhos de Zebedeu”, João e Tiago (Mateus 26.37), eram primos de Jesus; Zebedeu era um pescador da Galileia (Marcos 1.19, 20) e marido de Salomé (Mateus 27.56 • Marcos 15.40), irmã de Maria, mãe de Jesus (João 19.25). Lucas descreve o desenvolvimento físico e mental de Jesus que crescia em estatura e em sabedoria (Lucas 2.40, 52). Ele interagia com as pessoas independentemente de sua condição social e espiritual, “publicanos e pecadores” (Mateus 9.10,11), “fariseus” e “a mulher pecadora” (Lucas 7.37-39) e a mulher samaritana (João 4.9-15).

3. Características próprias do ser humano. Jesus nasceu de uma mulher, embora gerado pela ação sobrenatural do Espírito Santo. Seu nascimento, contudo, foi normal e comum como o de qualquer bebê (Lucas 2.6-7). Ele sofreu, chorou e sentiu angústia (Hebreus 13.12 • Lucas 19.41 • Mateis 26.37); sentiu sono, fome, sede e cansaço (Mateus 8.24 • João 4.6; 19-28); Jesus morreu. A diferença é que, não ficou morto como qualquer pessoa, mas ressuscitou ao terceiro dia, passando pelo ardor da morte (1 Coríntios 15.3-4). Ainda como homem, Ele dependia tanto da oração como também do Espírito Santo (Lucas 4.1, 14 • 5.16 • 6.12). O Senhor Jesus Cristo, em sua experiência humana, participou de nossa fraqueza física e emocional, mas não de nossa fraqueza moral e espiritual (João 8.46 • Hebreus 4.15).

SINOPSE I
Nosso Senhor viveu tanto a vida social quanto a religiosa, confirmando assim a sua experiência humana.

II – HERESIAS QUE NEGAM A HUMANIDADE DE JESUS
1. Apolinarismo. Apolinário foi bispo de Laodiceia, nasceu provavelmente em 310 d.C. e morreu em 392. O Apolinarismo é a doutrina que nega que Jesus encarnado teve espírito humano. Usando a linguagem teológica de Apolinário, os elementos constitutivos do ser humano são sóma, “carne ou corpo”; a psychê, “alma animal”, a sede dos desejos, paixões, apetites; e, pneuma, “alma racional”. Em relação a Jesus, dizia que Ele possuía um sõma humano e uma psychê humana, mas não um pneuma humano. Segundo Apolinário, o Verbo (João l.l, 14) teria ocupado o lugar da alma na encarnação, com isso negando que Jesus tivesse espírito humano.

2. Reação da igreja. A humanidade plena de Jesus está clara no Novo Testamento, que fala do corpo físico de Cristo (Lucas 24.36-40 • João 2.21 • Hebreus 10.10) e também da alma e do espírito (Mateus 26.38 • Lucas 23.46). Essa humanidade de Jesus é igual à nossa (Hebreus 2.14,17 — NTLH). A diferença é a sua impecabilidade. De modo que Ele é o verdadeiro homem (1 Timóteo 2.5). O Apolinarianismo foi declarado heresia no Concilio da Calcedônia em 451.

3. Monotelismo. É a doutrina cristológica do patriarca Sérgio de Constantinopla, que ensinava haver em Cristo uma só vontade. O termo vem de duas palavras gregas, monos, único”, e thelêma, “vontade, desejo”. Era uma tentativa de conciliar a teologia monofisita com o Credo de Calcedônia, que reafirmava as duas naturezas intactas, separadas e inconfundíveis em uma só pessoa, em Jesus. O Terceiro Concilio de Constantinopla em 681 considerou o monotelismo heresia. Reconhecemos as vontades de Cristo (Marcos 14.36). É evidente que as ações de Cristo como caminhar, comer, beber, interagir com as pessoas são puramente humanas, mas são produzidas pela natureza humana sob a direção divina. Ao perdoar pecados, era a manifestação da vontade de Cristo na natureza divina (Lucas 5.20-22). Sofrônio, patriarca de Jerusalém, em 633, refutou 0 monotelismo dizendo que existe em Jesus duas vontades sendo a humana submissa à divina.

SINOPSE II
O Apolinarismo e o Monotelismo são duas heresias que negam a humanidade de Jesus.

III – COMO ESSAS HERESIAS SE APRESENTAM NOS DIAS ATUAIS
1. Quais países Jesus visitou quando esteve entre nós? Podemos afirmar que Jesus visitou, durante sua vida terrena, três países, Egito (Mateus 2.14-15), Israel, o centro de suas atividades, e Fenícia, atual Líbano. Mas, não faltam crenças bizarras sobre a vida de Jesus. Não somente o Movimento Nova Era, mas vários grupos ocultistas costumam ensinar que Jesus esteve na índia, e os mórmons declaram que Ele esteve nos Estados Unidos. A Bíblia, porém, nada disso menciona e ensina-nos a rejeitarmos as fábulas (1 Timóteo 4.7). Os Evangelhos não mostram um Jesus estranho em sua comunidade e muito menos um forasteiro (Mateus 13.55-57 • João 7.15, 27, 41, 42).

2. Jesus era visto como alguém da comunidade. Essa invenção desses esotéricos contraria o relato dos Evangelhos (Lucas 4.22-24), onde o Senhor Jesus é apresentado como alguém que era natural na comunidade de seu povo, Israel, e não como um estrangeiro. Sua maneira de viver e o seus ensinos refletem a cultura judaica, e nada há que se pareça com a cultura hindu: “Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, e de José, e de Judas, e de Simão? E não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele” (Marcos 6.2,3). Ora, tal atitude do povo não se justificaria se Jesus fosse um recém-chegado da índia.

SINOPSE III
Ao esvaziar a experiência humana de Jesus, muitos grupos ocultistas distorcem a vida e a obra de Cristo no mundo.

■ CONCLUSÃO
É nosso compromisso seguir o exemplo de Jesus no relacionamento com as pessoas. É importante que nunca nos esqueçamos os pontos essenciais da presente lição sobre a verdadeira identidade do Senhor Jesus. Ele é o Deus verdadeiro em toda a sua plenitude igual ao Pai. E como homem, em toda a sua plenitude, viveu e andou entre nós, seres humanos.

REVISANDO O CONTEÚDO

1. Quais os principais opositores de Jesus com quem Ele debatia?
Os fariseus, os saduceus e os herodianos.

2. Como sabemos que o Senhor Jesus teve vida social e religiosa?
Ele interagia com as pessoas independentemente de sua condição social e espiritual, “publicanos e pecadores” (Mateus 9.10, 11), “fariseus” e “a mulher pecadora” (Lucas 7.37-39) e a mulher samaritana (João 4.9-15).

3. O que ensinam as doutrinas apolinarianista e monotelista?
O Apolinarismo é a doutrina que nega que Jesus encarnado teve espírito humano. O Monotelismo é a doutrina cristológica do patriarca Sérgio de Constantinopla, que ensinava haver em Cristo uma só vontade.

4. Quais concílios declararam heresias o Apolinarianismo e o Monotelismo? 
No Concilio da Calcedônia em 451 e o Terceiro Concilio de Constantinopla em 681, respectivamente.

5. Como os Evangelhos apresentam Jesus?
Os Evangelhos não mostram um Jesus estranho em sua comunidade e muito menos um forasteiro (Mateus 13.55-57 • João 7.15, 27, 41, 42).


LIÇÃO        1     2    3    4    5    6    7    8    9    10    11    12    13  


  


terça-feira, 28 de janeiro de 2025

LIÇÃO 7 - AS NATUREZAS HUMANA E DIVINA DE JESUS

  

 1° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
Dos quais são os pais, e dos quais é Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém!” (Romanos 9.5)

VERDADE PRÁTICA
Jesus é o eterno e verdadeiro Deus e, ao mesmo tempo, o verdadeiro homem.

LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Mateus 1.23
 ■ As duas naturezas de Jesus reveladas na expressão “Emanuel”

 Terça – Filipenses 2.5-8
 ■ O Senhor Jesus possui as naturezas humana e divina em sua Pessoa

 Quarta – João 10.33
 ■ Sendo homem, Jesus afirma ser Deus, as duas naturezas em uma só Pessoa

 Quinta – Atos 20.28
 ■  Jesus, o Deus – Homem que nos comprou com o seu sangue

 Sexta – Colossenses 2.9
 ■ As duas naturezas de Cristo continuam para toda a eternidade

 Sábado – 1 Timóteo 3.16
 ■ As naturezas humana e divina em Jesus

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Romanos 1.1-4 • Filipenses 2.5-11

Romanos 1
1 – Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus,
 o qual antes havia prometido pelos seus profetas nas Santas Escrituras,
3 – acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne,
– declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos, – Jesus Cristo, nosso Senhor.

Filipenses 2
5 – De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
6 – que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus.
7 – Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
8 – e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz.
9 – Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome,
10 – para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
11 – e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.

Hinos Sugeridos: 25 • 154 • 183 da Harpa Cristã

    • Clique no título ABAIXO para ouvir!

  • 025 - JESUS TU ÉS BOM
  • 154 - DOCE NOME DE JESUS
  • 183 - RESSUSCITOU

■ INTRODUÇÃO
Uma vez estabelecida definitivamente a Cristologia em Nicéia (325) e a Trindade em Constantinopla (381), surgem novas especulações teológicas em torno das naturezas de Cristo: humana e divina. Essas controvérsias deram origem ao Concílio de Calcedônia (451), hoje um bairro de Istambul, na Turquia. A presente lição é sobre o Nestorianismo e Monofisismo, dois pensamentos considerados heréticos no Concílio de Calcedônia.

Palavra-Chave: Natureza

I – O ENSINO BÍBLICO DA DUPLA NATUREZA DE JESUS
1. “Descendência de Davi segundo a carne” (Romanos 1.3). O apóstolo está se referindo aos ancestrais de Jesus. Ele veio de uma família humana de carne e ossos, que vivia entre o povo de Israel. A sua linhagem está registrada na introdução do Evangelho de Mateus e no capítulo 3 de Lucas. Jesus foi concebido no ventre de Maria, uma virgem de Israel, pelo Espírito Santo (Mateus 1.20 • Lucas 1.35). Aí está o elo humano-divino, as duas naturezas do Senhor Jesus.

2. “Declarado Filho de Deus em poder” (v. 4). Essa expressão indica a divindade de Jesus e isso é reforçado logo em seguida pelas palavras “Jesus Cristo, nosso Senhor”. Mais adiante, Paulo, ao descrever os privilégios que Deus concedeu a Israel como a adoção de filhos, e a glória, e os concertos, e a lei, e o culto, e as promessas; o apóstolo conclui: “dos quais são os pais, e dos quais é Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém!” (Romanos 9.5). O Senhor Jesus é um judeu, descendente de Israel e, ao mesmo tempo, é o “Deus bendito eternamente”.

3. O antigo hino cristológico (Filipenses 2.5,6). O texto está dizendo que embora Jesus sendo Deus, não usou as prerrogativas da divindade durante seu ministério terreno e, mesmo que fizesse uso delas, não consideraria isso uma usurpação. O apóstolo está se referindo ao status de Cristo antes da encarnação (João 1.1,14). Mas enfatiza o aspecto humano (vv.7,8). Ο apóstolo está sendo muito claro no ensino das naturezas humana e divina em uma só Pessoa. Essa passagem é parte de um provável hino que os primeiros cristãos cantavam nos cultos e o apóstolo Paulo a inseriu nessa epístola aos Filipenses. O termo grego morphē, “forma”, usado pelo apóstolo Paulo, “sendo em forma de Deus” (v.6), indica essência imutável, portanto, Ele jamais deixou de ser Deus.

SINOPSE I
O Senhor Jesus é declarado “da descendência de Davi segundo a carne” e “Filho de Deus em poder”.

II – AS HERESIAS CONTRA O ENSINO BÍBLICO DA DUPLA NATUREZA DE JESUS
1. Quem foi Nestório? Ele foi bispo de Constantinopla entre 428-431. Nestório discordava do título dado à Maria, defendido por Cirilo de Alexandria (376-444), “mãe de Deus”, em grego theotokos, literalmente “portadora de Deus”. Ele sugeriu “receptora de Deus” ou christotokos, “mãe de Cristo”. Sim, Maria é mãe do Jesus humano (Mateus 2.11, 13, 14, 20, 21), e não mãe de Deus, visto que Deus é eterno (Salmos 90.2; 93.2 • Isaías 40.28). A expressão adotada por Cirilo era uma contradição em si mesma. Embora a posição de Nestório fosse bíblica e teologicamente correta, a popularidade do termo “mãe de Deus” de Cirilo impediu o êxito do termo e da explicação de Nestório. A preocupação dele era menos com a Mariolatria e mais com as ideias do Arianismo.

2. Nestorianismo. Nestório defendia a formulação dos pais nicenos, a divindade de Cristo e a humanidade definida no Credo Niceno-constantinopolitano em 381. Segundo o pensamento nestoriano, as duas naturezas de Cristo, a humana e a divina, eram duas pessoas. Essa foi a acusação contra ele. A ilustração nestoriana era a comparação de marido e mulher serem uma “uma só carne” (Gênesis 2.4). Essa alegada afirmação nestoriana foi considerada heresia pelo Concílio de Éfeso em 431, ele foi condenado por esse concílio que o declarou herege e o imperador o exilou.

3. Monofisismo. O termo vem de duas palavras gregas monos, “único”, e physis, “natureza”. Seu principal expoente foi Êutico, também conhecido como Eutique. Essa doutrina afirma que as duas naturezas de Cristo são fundidas em uma só natureza amalgamada. O sentido de “amalgamar”, não o de unir, não se trata de união, mas mistura, fusão, assim, seria uma só natureza híbrida, nem totalmente Deus e nem totalmente homem. Essa doutrina foi condenada no Concílio da Calcedônia, em 451.
a) Ilustração. O bronze é uma liga de cobre e estanho, de modo que nem é cobre e nem estanho, mas outro metal; quanto a cor verde, é uma mistura das cores azul e amarela. Assim como bronze não é cobre e nem estanho; e, o verde não é azul e nem amarelo, da mesma forma, de acordo com Êutico, as naturezas de Cristo não são divinas nem humanas.
b) Resposta bíblica. Segundo a Bíblia, o Senhor Jesus é perfeito quanto à divindade e perfeito quanto à humanidade (Romanos 9.5 • Filipenses 2.5-11).

4. O Concílio de Calcedônia. Essa formulação teológica fala das duas naturezas de Cristo em uma só pessoa: “as propriedades de cada natureza permanecem intactas, concorrendo para formar uma só Pessoa e subsistência; não dividido ou separado em duas Pessoas, mas um só e mesmo Filho Unigênito, Deus Verbo, Jesus Cristo Senhor”. A encarnação do Verbo não é uma conversão ou transmutação de Deus em homem e nem de homem em Deus. A distinção é precisa entre natureza e pessoa, diz o documento. A união dessas duas naturezas é permanente como resultado da encarnação. O documento é uma interpretação precisa das Escrituras (Isaías 9.5 • João 10.30-37). 

SINOPSE II
O Nestorianismo e o Monofisismo são duas heresias contrárias ao ensino bíblico da dupla natureza de Jesus.

III – O PERIGO DESSAS HERESIAS NA ATUALIDADE
1. Os monofisitas. Quando a doutrina monofisista foi rejeitada juntamente com o nestorianismo, houve reação. Jacob Baradeus (500-578), um monge sírio, liderou o grupo monofisista e preservou a tradição siro-monofisista, conhecida como tradição jacobita. Ele e seus seguidores rejeitaram a decisão do Concílio de Calcedônia. Quem são eles hoje? São as igrejas ortodoxas, cóptica, armênia, abissínia e jacobitas. É importante conhecer a cristologia dessa tradição cristã e saber como responder seus questionamentos, e, sobretudo, conservar a fé no Jesus, o Deus que se fez homem o Emanuel, “Deus Conosco” (Mateus 1.23); o Deus “que se manifestou em carne” (1 Timóteo 3.16).

2. O kenoticismo. Do verbo grego kenoō, significa “esvaziar” (Filipenses 2.7). A doutrina kenótica afirma que Jesus, enquanto esteve na Terra, esvaziou a si mesma dos atributos divinos. São duas linhas principais, o Verbo possuía os atributos divinos, mas escolheu não os usar; e, as prerrogativas da deidade foram usadas, mas na submissão do Pai e na direção do Espírito Santo. Entendemos que, sem atributos divinos, Jesus é menos que Deus. O kenosis é o “esvaziamento” de Cristo. Isso foi uma condição para o seu messiado e por isso Ele abriu mão de sua glória celeste (João 17.5). Jesus revelou sua natureza divina quando esteve na Terra, Ele agiu como Deus, pois perdoou pecados (Marcos 2.5-7 • Lucas 7.48), recebeu adoração (Mateus 8.2; 9.18; 15.25João 9.38), repreendeu a fúria do mar (Mateus 8.26, 27 • Marcos 4.39). Somente Deus tem esse poder (Salmos 65.7; 89.9).

3. Mariolatria. O catolicismo romano adotou o termo “mãe de Deus” de Cirilo, ou seja, um pensamento anti bíblico que se desenvolveu numa teologia e permanece até hoje por conta da sua popularidade. Com isso aprendemos que o que parece certo e a escolha popular nem sempre representam a verdade (Atos 8.9-11).

SINOPSE III
As heresias a respeito da dupla natureza de Jesus trazem implicações para a conservação de nossa fé em Cristo e sua perfeita revelação.

■ CONCLUSÃO
O Concílio de Calcedônia em 451 reafirma os dois concílios anteriores, o de Nicéia, em 325, e o de Constantinopla, em 381, ratificando os credos produzidos por esses conclaves gerais e estabeleceu definitivamente as duas naturezas de Cristo. A melhor maneira de se proteger dessas, e de outras heresias, é conhecer bem no que acreditamos, os ensinos oficiais de nossa igreja e seus respectivos fundamentos bíblicos. Isso serve como nosso referencial quando nos deparamos com doutrinas inadequadas.

REVISANDO O CONTEÚDO

1. Cite três passagens bíblicas que mostram diretamente as duas naturezas de Cristo, em uma só Pessoa.
Romanos 1.3; 1.4 • Filipenses 2.5,6.

2. Qual o pensamento nestoriano sobre as duas naturezas de Cristo?
Segundo o pensamento nestoriano, as duas naturezas de Cristo, a humana e a divina, eram duas pessoas.

3. O que ensina o monofisismo de Êutico?
Essa doutrina afirma que as duas naturezas de Cristo são fundidas em uma só natureza amalgamada, nem totalmente Deus nem totalmente homem.

4. Quais ramos do cristianismo não reconhecem o Credo de Calcedônia e mantêm ainda o monofismo de Êutico?
São as igrejas ortodoxas, cóptica, armênia, abissínia e jacobitas.

5. Mostre como Jesus agiu como Deus, estando na Terra.
Jesus revelou sua natureza divina quando esteve na Terra, Ele agiu como Deus, pois perdoou pecados (Mc 2.5-7; Lc 7.48), recebeu adoração (Mt 8.2; 9.18; 15.25; Jo 9.38), repreendeu a fúria do mar (Mt 8.26, 27; Mc 4.39).

VOCABULÁRIO
Conclave: reunião sacra para se discutir algo; congresso, seminário, encontro.


LIÇÃO        1     2    3    4    5    6    7    8    9    10    11    12    13  


 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

LIÇÃO 6 - O FILHO É IGUAL COM O PAI

  

 1° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS



TEXTO ÁUREO
“Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de equidade é o cetro do teu reino. (Hebreus 1.8)

VERDADE PRÁTICA
O termo teológico “Filho de Deus” é título, sendo assim, a existência de Jesus é desde a eternidade junto ao Pai.

LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Salmos 8.4
 ■ O termo "filho" na Bíblia indica, muitas vezes, "a mesma espécie"

 Terça – Amós 7.14
 ■ A expressão bíblica "os filhos dos profetas" equivale a expressão "os profetas"

 Quarta – Mateus 23.30,31
 ■ A palavra "filho" indica também "a mesma índole"

 Quinta – João 5.18
 ■  Jesus falava da sua divindade quando se disse Filho de Deus

 Sexta – João 16.28
 ■ Jesus como Filho refere-se à sua origem divina, à mesma essência e natureza do Pai

 Sábado – 1 João 4.15
 ■ Quem confessa que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 10.30-38

30  Eu e o Pai somos um.
31  Os judeus pegaram, então, outra vez, em pedras para o apedrejarem.
32 – Respondeu-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas procedentes de meu Pai; por qual dessas obras me apedrejais?
33 – Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia, porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo.
34 – Respondeu-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: sois deuses?
35  Pois, se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (e a Escritura não pode ser anulada),
36 – àquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas, porque disse: Sou Filho de Deus?
37 – Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis.
38  Mas, se as faço, e não credes em mim, crede nas obras, para que conheçais e acrediteis que o Pai está em mim, e eu, nele.

Hinos Sugeridos: 154 • 277 • 400 da Harpa Cristã

    • Clique no título ABAIXO para ouvir!

  • 154 - DOCE NOME DE JESUS
  • 277 - SALVO ESTÁS LIMPO ESTÁS
  • 400 - EM JESUS

■ INTRODUÇÃO
Essa porção bíblica do Evangelho de João é uma das mais contundentes em mostrar que o Filho é igual ao Pai. Afirmar que Jesus é o Filho de Deus, mas não o próprio Deus, é uma contradição em si mesma.
O embate de Jesus com os religiosos do templo de Jerusalém revela essa verdade. É isso que a presente lição pretende mostrar e explicar com sólidos fundamentos escriturísticos.

Palavra-Chave: Unidade

I –  A DOUTRINA BÍBLICA DA RELAÇÃO DO FILHO COM O PAI 
1. Ideia de filho. O conceito de filho no pensamento judaico implica a igualdade com o pai (Mateus 23.29-31). Uma das idéias de filho na Bíblia é a identidade de natureza, isso pode ser visto no paralelismo poético do salmista: “que é o homem mortal para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites?” (Salmos 8.4). Esse paralelismo é sinonímico em que o poeta diz algo e em seguida repete esse pensamento em outras palavras. A ideia de “homem mortal” é repetida em “filho do homem”. Outro exemplo encontramos nas palavras de Jesus: “Assim, vós mesmos testificais que sois filhos dos que mataram os profetas” (Mateus 23.31). Isso porque os escribas e fariseus consideravam os matadores dos profetas como seus pais (Mateus 23.29,30).

2. Significado teológico. Indica igualdade de natureza, ou seja, mesma substância. É o que acontece com Jesus, Ele é chamado Filho de Deus no Novo Testamento porque Ele é Deus e veio de Deus. Jesus mesmo disse: “eu saí e vim de Deus” (João 8.42); “Saí do Pai e vim ao mundo; outra vez, deixo o mundo e vou para o Pai” (João 16.28). Quando Jesus declarou: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (João 5.17), estava declarando que Deus é seu Pai; no entanto, os seus interlocutores entenderam com clareza meridiana que Jesus estava reafirmando a sua deidade, pois: “dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (Jo 5.18).

3. O Filho é Deus. Filho de Deus é uma expressão bíblica para referir-se à relação única do Filho Unigênito com o Pai. A expressão “Filho de Deus” revela a divindade de Cristo. Essa verdade está mais clara na Bíblia que o sol do meio-dia. Por isso, é estranho como pode haver tantos debates sobre o tema. O texto sagrado: “Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de equidade é o cetro do teu reino” (Hebreus 1.8) é o mais crucial, pois é uma citação direta de Salmos 45.6,7. É importante prestar melhor atenção naquelas passagens conhecidas dos crentes: “O teu trono, ó Deus, é eterno e perpétuo; o cetro do teu reino é um cetro de equidade. Tu amas a justiça e aborreces a impiedade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria, mais do que a teus companheiros” (Salmos 45.6,7). Que história é essa de o Deus do versículo 7 estar ungindo o Deus do versículo 6? Isso tem intrigado alguns rabinos desde a antiguidade. Mas, a Epístola aos Hebreus traz a explicação e revela que Deus nessa passagem é uma referência a Jesus. A explicação está em Hebreus 1.8, trata-se do relacionamento entre o Pai e o Filho e que a unidade de Deus é plural.

SINOPSE I
A doutrina bíblica mostra a relação de unidade entre Deus Pai e seu Filho Unigênito.

II – A HERESIA DO SUBORDINACIONISMO
l. Orígenes. O Subordinacionismo é toda doutrina que declara ser o Filho subordinado ao Pai ou um deus secundário ou menos divino que o Pai. Os monarquianistas dinâmicos, ou adocionistas, e os arianistas são os principais representantes dessa heresia. Mas Orígenes (185-254), foi o seu principal mentor. Há, na vastíssima e complexa produção literária de Orígenes, idéias de acordo e contrárias à ortodoxia da igreja, como também idéias neoplatônicas e obscuras de modo que, desde a antiguidade, os estudiosos do assunto estão divididos. Ele exerceu grande influência no Oriente por mais de 100 anos. Nas controvérsias em Niceia, havia os que apoiavam Ário usando Orígenes como base; como também os que apoiavam Alexandre, opositor de Ário, também se baseando no mesmo Orígenes. Segundo seus críticos, parece que a Trindade defendida por ele era subordinacionista: O Filho subordinado ao Pai e o Espírito Santo subordinado ao Filho. No entanto, a Bíblia revela a igualdade das três pessoas da Trindade (Mateus 28.19 • 2 Coríntios 13.13).

2. No período pré-niceno. O Subordinacionismo foi, nos Séculos II e III, uma tentativa, ainda que equivocada, de preservar o monoteísmo, mas que negou a divindade absoluta de Jesus. Seus expoentes consideravam Cristo como Filho de Deus, inferior ao Pai. Eles afirmavam que o próprio Cristo declarava a sua inferioridade, e isso eles o faziam com base numa exegese ruim e numa interpretação fora do contexto de algumas passagens dos Evangelhos.

3. Métodos usados pelos subordinacionistas. Já estudamos, até agora, o ensino bíblico sobre Jesus como o verdadeiro homem e ao mesmo tempo o verdadeiro Deus. Somente Ele é assim, e ninguém mais no céu e na terra possui essa característica (Romanos 1.1-4; 9-5)- No entanto, os subordinacionistas pinçam as Escrituras aqui e ali se utilizando das passagens do Novo Testamento que apresentam o Senhor Jesus como homem e descartam e desconsideram as que afirmam ser Jesus o Deus igual ao Pai. 

SINOPSE II
O Subordinacionismo afirma ser o Filho subordinado ao Pai, sendo, portanto, um deus secundário.

III – COMO O SUBORDINACIONISMO SE APRESENTA HOJE
1. No contexto islâmico. O Islamismo não considera Jesus como o Filho de Deus, mas como messias e profeta, e coloca Maomé acima dele. Nenhum cristão tem dificuldade em detectar o erro de doutrina (Efésios 1.21 7 • Filipenses 2.8-11). O Alcorão afirma que é blasfêmia dizer que Jesus é o Filho de Deus, isso com base numa péssima interpretação, pois significaria uma relação íntima conjugal entre Deus e Maria. O mais grave é que seus líderes afirmam que os cristãos pregam esse absurdo (Judas 10). Lamentamos dizer que até mesmo Satanás e os seus demônios reconhecem que Jesus é o Filho do Deus Altíssimo (Marcos 5.7). A expressão “Filho de Deus” no Novo Testamento significa a sua origem e a sua identidade (João 8.42) e não segue o mesmo padrão de reprodução humana. Jesus foi concebido pelo Espírito Santo (Mateus 1.18, 20 • Lucas 1.35).

2. O movimento das Testemunhas de Jeová. Este confessa publicamente que crê na existência de vários deuses: o Deus Todo-poderoso, Jeová; depois o deus poderoso, Jesus; e em seguida outros deuses menores, incluindo bons e maus. Mas a fé cristã não admite a existência de outros deuses. É verdade que a Bíblia faz menção de deuses falsos. Se são falsos, não podem ser Deus (Gá1atas 4.8). Declara o apóstolo Paulo: “todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele” (1 Coríntios 8.6). Eis uma boa pergunta que incomoda as Testemunhas de Jeová: “Jesus Cristo é uma divindade falsa ou verdadeira?” Se a resposta for positiva, elas são obrigadas a reconhecer a divindade de Jesus e a Trindade; mas, se a reposta delas for negativa, elas estão admitindo que são seguidoras de um deus falso.

SINOPSE III
O Subordinacionismo se apresenta no contexto islâmico e das Testemunhas de Jeová.

■ CONCLUSÃO
O termo “filho” em relação a Jesus tem sido assunto de debate teológico desde o período dos Pais da Igreja. A interpretação bíblica que se faz é: Jesus é Filho Unigênito não porque foi gerado, mas sim porque é da mesma substância do Pai.

REVISANDO O CONTEÚDO

1. Por que Jesus é chamado “Filho de Deus” no Novo Testamento?
Jesus é chamado Filho de Deus no Novo Testamento porque Ele é Deus e veio de Deus.

2. O que revela a expressão “Filho de Deus” em relação a Jesus?
A expressão “Filho de Deus” revela a divindade de Cristo.

3. O que é Subordinacionismo?
O Subordinacionismo é toda doutrina que declara ser o Filho subordinado ao Pai ou um deus secundário ou menos divino que o Pai.

4. Por que o Alcorão afirma que é blasfêmia dizer que Jesus é o Filho de Deus?
O Alcorão afirma que é blasfêmia dizer que Jesus é 0 Filho de Deus, isso com base numa péssima interpretação, pois significaria uma relação íntima conjugal entre Deus e Maria.

5. Qual a pergunta que incomoda as Testemunhas de Jeová?
Eis uma boa pergunta que incomoda as Testemunhas de Jeová: “Jesus Cristo é uma divindade falsa ou verdadeira?”


LIÇÃO        1     2    3    4    5    6    7    8    9    10    11    12    13  


sábado, 28 de dezembro de 2024

LIÇÃO 5 - JESUS É DEUS

  

 1° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
“No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus (João 1.1)

VERDADE PRÁTICA
A divindade de Jesus está muito clara e direta na Bíblia, além de ser revelada no seu ministério terreno, na manifestação dos seus atributos e obras divinas.

LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Salmos 45.6,7 
 ■ A divindade de Jesus segundo o salmista

 Terça – Isaías 9.6
 ■ A deidade absoluta do Messias segundo o profeta

 Quarta – João 8.58
 ■ Jesus é o mesmo “Grande Eu Sou”, do Antigo Testamento

 Quinta – Tito 2.13
 ■  A divindade do Senhor Jesus segundo o apóstolo Paulo

 Sexta – 2 Pedro 1.1
 ■ A deidade absoluta de Cristo segundo o apóstolo Pedro

 Sábado – 1 João 5.20
 ■ O Senhor Jesus é o verdadeiro Deus segundo o apóstolo João

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 1.1-4,9-14

 No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
 Ele estava no princípio com Deus.
3 – Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
 Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens;
...
 Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo,
10 – estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu.
11 – Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
12  Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome,
13  os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.
14  E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

Hinos Sugeridos: 17 • 41 • 545 da Harpa Cristã

    • Clique no título ABAIXO para ouvir!

  • 017 - PENSANDO EM JESUS
  • 041 - A CRISTO COROAI
  • 545 - PORQUE ELE VIVE

■ INTRODUÇÃO
O apóstolo João, como judeu monoteísta instruído na sinagoga, não está apresentando um novo Deus, mas colocando o Verbo dentro da divindade dos seus antepassados. O apóstolo não admitia, em hipótese alguma, outra divindade, senão só, e somente só, o Deus Javé de Israel (Marcos 12.28-30). Por isso, no prólogo do seu Evangelho ele descreve o Verbo com os atributos da deidade, aqueles que mais se destacam no seu relato do começo ao fim.

Palavra-Chave: Emanuel

I –  A DOUTRINA BÍBLICA DA DIVINDADE DE JESUS
1. Jesus é Deus. O Novo Testamento é direto quanto à natureza divina de Jesus: “E o Verbo era Deus” (João 1.1); “Ao que Tomé lhe respondeu: — Senhor meu e Deus meu!” (João 20.28); “mesmo existindo na forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus algo que deveria ser retido a qualquer custo” (Filipenses 2.6, NAA); “para conhecimento do mistério de Deus, que é Cristo” (Colossenses 2.2, NAA); “e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo” (Tito 2.13, NAA); “aos que conosco obtiveram fé igualmente preciosa na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo” (2 Pedro 1.1, NAA); “E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1 João 5.20, NAA).

2. Seus atributos absolutos. Os atributos são perfeições próprias da essência de Deus. Os atributos absolutos ou incomunicáveis são exclusivos da divindade como onipotência, eternidade, onisciência e onipresença. A onipotência significa “ter todo poder, ser todo-poderoso”, Jesus é onipotente (Mateus 28.18 • Efésios 1.21  Apocalipse 1.8). Ele é eterno (Isaías 9.6  Miquéias 5.2  Hebreus 13.8). “No princípio era o Verbo” (João 1.1) indica que Ele já existia antes mesmo da criação com o Pai (Gênesis 1.1). A onipresença é o poder de estar em todos os lugares ao mesmo tempo, Jesus é onipresente (Mateus 18.20; 28.20). A onisciência é o conhecimento perfeito e absoluto que Deus possui de todas as coisas, de todos os eventos e de todas as circunstâncias por toda a eternidade passada e futura. Jesus possui esse atributo (Mateus 17.27 • João 1.47,48; 2.24, 25; 4.17,18; 16.30; 21.17).

SINOPSE I
A Bíblia demonstra claramente a natureza divina de Jesus Cristo, bem como seus atributos.

II – A HERESIA QUE NEGA A DIVINDADE DE JESUS
1. Arianismo. Os primeiros a negarem a divindade de Jesus foram os ebionitas, seguidos pelos monarquianistas dinâmicos, mas a heresia principal que abalou os fundamentos da igreja foi o Arianismo. O termo “arianismo” vem de Ário, o expoente dessa doutrina em Alexandria a partir do ano 318. Ele negava a divindade de Cristo e o considerava como um deus de segunda categoria. Ário rejeitava a eternidade do Verbo; embora defendesse sua existência antes da encarnação, recusava que fosse Ele eterno com o Pai, insistindo na tese de que o Verbo foi criado como primeira criatura de Deus. A palavra de ordem arianista era: “houve tempo que o Verbo não existia”.

2. Suas explicações. Ário e seus seguidores pinçavam as Escrituras aqui e acolá em busca de algumas passagens bíblicas para dar sustentação às suas crenças. Seguem algumas delas, as mais emblemáticas: “O Senhor me criou no princípio dos seus caminhos” (Provérbios 8.22 - LXX); “o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação” (Colossenses 1.15); “houve tempo em que o Filho não existia”. Outra passagem favorita era: “E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17.3). Com isso ignoravam todo o pensamento bíblico que defende a eternidade e a deidade de Cristo (João 1.1-3).

3. Como solucionar a controvérsia? A tradução “criou” de Provérbios 8.22 da Septuaginta é opcional, pois o verbo hebraico nessa passagem é qãnâ, “obter, adquirir, criar”, mas o sentido de “criar” para “trazer à existência algo do nada” é o verbo bãrã, como em Gênesis 1.1. O texto de Colossenses 1.15 diz que Jesus é o primogênito de toda a criação, e não o primogênito de Deus. A palavra pro- totokos, “primogênito, primeiro, chefe”, foi usada pelos escritores sagrados com o sentido de importância, prioridade, posição, primazia, preeminência (Colossenses 1.15-18). Ou seja, Jesus encarnado tem a primazia na criação, é a imagem do Deus invisível porque é Deus. Conhecer a Deus (João 17.3) é o mesmo que conhecer a Cristo, em virtude da unidade de natureza do Pai e do Filho (João 10.30). 

SINOPSE II
Ário negava a divindade de Cristo e o considerava como um deus de segunda categoria.

III – IMPLICAÇÕES DO ARIANISMO NA ATUALIDADE
1. A Tradução do Novo Mundo. A exemplo do Arianismo, há um movimento religioso que usa a Bíblia fora do contexto por meio de uma versão exclusiva das Escrituras, denominada de Tradução do Novo Mundo. Trata-se de uma versão tendenciosa. Veja alguns exemplos de suas falsificações: “e a Palavra era um deus” (João 1.1), “deus” com “d” minúsculo, visto que o texto correto é: “e a Palavra era Deus” ou “e o Verbo era Deus”. O texto sagrado declara: “grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo” (Tito 2.13); “nosso Deus e Salvador Jesus Cristo” (2 Pedro 1.1); essas passagens falam textualmente que Jesus é Deus. Entretanto, a Tradução do Novo Mundo diz: “do grande Deus e do nosso Salvador, Jesus Cristo”; “do nosso Deus e do Salvador Jesus Cristo”. Mudaram o texto sagrado acrescentando um “do”, onde não existe no texto grego para desvincular a divindade de Jesus.

2. Os movimentos orientais. Nenhum deles reconhece a divindade de Jesus e para os panteístas monistas não existe Trindade e nem Jesus. O movimento Hare Krishna, por exemplo, nega a divindade de Jesus e nem acredita que Ele seja o Salvador, pois vê o Senhor Jesus como um mero guia espiritual e uma das inúmeras encarnações de Krishna.

3. Outros grupos. O Jesus do Alcorão é um mero mensageiro, não é reconhecido como Deus, nem como o Filho de Deus, nem como Salvador, nem morreu e nem ressuscitou. As religiões reencanacionistas recusam a deidade absoluta de Jesus, a sua ressurreição dentre os mortos e não reconhecem a sua singularidade. O Jesus deles não passa de mais um médium ou um dos grandes mestres e filósofos. No entanto, a Bíblia nos mostra que Jesus é muito mais (Efésios 1.21 • Hebreus 7.26), é o Deus em forma humana (Romanos 9.5).

SINOPSE III
Grupos religiosos negam a divindade de Cristo alterando o texto sagrado.

■ CONCLUSÃO
Diante do exposto, a conclusão bíblica é que somente Deus pode salvar, somente Ele é o Salvador (Isaías 45.21). Se o Senhor Jesus não é Deus, logo não pode ser salvador, então negar a divindade de Jesus é negar a salvação.

REVISANDO O CONTEÚDO

1. Como a Bíblia revela Jesus como o verdadeiro Deus?
“E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1 João 5.20, NAA).

2. Quais os primeiros grupos religiosos da história a negarem a divindade de Jesus?
Os ebionitas, os monarquianistas dinâmicos, os arianistas.

3. Cite três passagens bíblicas adulteradas na Tradução do Novo Mundo para negar a divindade de Jesus.
João 1.1 • Tito 2.13  2 Pedro 1.1.

4. Cite três grupos religiosos da atualidade que negam a divindade de Jesus.
As Testemunhas de Jeová, os Hare Krishna e os muçulmanos.

5. Qual o ponto mais crucial do Arianismo?
Negar a divindade de Cristo é negar a salvação (Romanos 10.9).

VOCABULÁRIO
Monista: partidário do Monismo; concepção que remonta ao eleatismo grego, segundo a qual a realidade é constituída por um princípio único, um fundamento elementar, sendo os múltiplos seres redutíveis em última instância a essa unidade.
LXX: Septuaginta.


LIÇÃO        1     2    3    4    5    6    7    8    9    10    11    12    13  


Postagens Populares