Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.
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segunda-feira, 5 de maio de 2025

LIÇÃO 9 - O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA

 2° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim."

VERDADE PRÁTICA
A imagem de Jesus Cristo como o caminho, a verdade e a vida reforça a nossa fé e consolida a nossa comunhão com Deus.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – João 14.1 
 ■ O caminho que nos proporciona paz e tranquilidade


 Terça – João 14.2,3
 ■ O caminho que nos conduz às moradas celestiais


 Quarta – João 10.11,14,28
 ■ 
Não estamos sozinhos na jornada com Jesus


 Quinta – João 16.7,8
 ■ 
No caminho com Jesus contamos com o apoio do Consolador


 Sexta – 
João 1.1,18
 ■ No caminho com Jesus encontramos a revelação de Deus


 Sábado – 
João 15.26; 16.13
 ■ 
No caminho com Jesus, o Espírito Santo testifica do Filho



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 14.1-15
João 14
1 – Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.?
2 – Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar.?
3 – E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também.?
4 – Mesmo vós sabeis para onde vou e conheceis o caminho.?
5 – Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais e como podemos saber o caminho?
6 – Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim?
7 – Se vós me conhecêsseis a mim, também conhecereis o meu Pai; e já desde agora o conheceis e o tendes visto?
8 – Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta?
9 – Disse-lhe Jesus:? Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai??
10 – Não crês tu que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não? as? digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras.?
11 – Crede-me que estou no Pai, e o Pai, em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras.?
12 – Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.?
13 – E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.?
14 – Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.?
15 – Se me amardes, guardareis os meus mandamentos.



Hinos Sugeridos: 195 • 407 • 515 da Harpa Cristã



■ INTRODUÇÃO
A expressão “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” tem um significado especial para os cristãos em todo o mundo. Ela descreve de forma abrangente o Senhor Jesus na realização da obra de salvação. Por isso, iremos estudar João 14, onde consideraremos as palavras encorajadoras e as promessas de Jesus contidas neste capítulo, bem como as dúvidas e incertezas que os seus discípulos enfrentaram ao longo da jornada. Além disso, iremos explorar os três termos importantes do versículo 6: caminho, verdade e vida.

Palavra-Chave: Vida

I – CONSOLO E PROMESSA DO SENHOR JESUS
1. O Caminho, a Verdade e a Vida. Desde o evento do capítulo 13, quando Jesus se juntou aos discípulos e lavou os seus pés, proporcionando uma importante lição sobre liderança humilde, o seu discurso não se limitou a esse capítulo. O Senhor fez um discurso de despedida no capítulo 14 que se inicia em João 13.31. Nesse discurso, Ele confere consolo aos discípulos ao afirmar que, após a sua morte, não estariam sozinhos. No versículo 4, o Senhor diz que os discípulos sabiam para onde Ele ia. No entanto, Tomé respondeu que não sabia e questionou: “Como podemos saber o caminho?” (João 14.5). Por isso, Jesus esclarece que Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida e ninguém pode chegar ao Pai senão por meio d’Ele (João 14.6). Esta afirmação de Jesus revela que Ele é o único meio de alcançar o Pai, é a verdade que o revela e representa assim a verdadeira vida de Deus.

2. Consolo num cenário de angústia. É evidente que Jesus estava angustiado (João 12.27  13.21). O nosso Senhor tinha plena consciência de que estava aproximando-se a hora da sua entrega nas mãos dos homens; em breve seria crucificado, morto e sepultado. Contudo, surpreendentemente, mesmo neste contexto de dor, Jesus dirige-se aos seus discípulos com o intuito de confortá-los (João 14.1). Apesar da intensa pressão emocional e espiritual que enfrentava, Ele revela que o sofrimento pelo qual iria passar traria o bem para todos. Assim sendo, aquilo que parecia uma derrota era, na verdade, uma vitória; um fim trágico transformava-se num glorioso começo. Embora doloroso e angustiante, o caminho a seguir apontava para um cenário glorioso.

3. Uma promessa gloriosa. Jesus declarou que o caminho de Deus leva às moradas celestiais preparadas para os seus seguidores. A expressão “casa de meu Pai” refere-se ao Céu, um lugar com muitas habitações para os fiéis em Cristo (João 14.2). Esta realidade espiritual futura proporciona uma esperança gloriosa para os santos. A Igreja de Cristo vive na expectativa do retorno do nosso Senhor. Apesar dos tempos trabalhosos pelos quais passamos, a promessa do “Arrebatamento da Igreja” alegra e anima os corações dos fiéis. Neste sentido, podemos já experienciar um pouco do que nos aguarda no Céu. Assim será que seremos convocados por Jesus para nos reunirmos num maravilhoso encontro com Ele nos céus (1 Coríntios 15.51-52).


SINOPSE I
O Senhor Jesus traz consolo para o presente e promessa que anuncia um futuro glorioso.



II – DÚVIDAS, INCERTEZAS E ENGANOS NO CAMINHO COM CRISTO
l. A dúvida de Tomé. No versículo 5, encontra-se a incerteza do discípulo Tomé: “como podemos saber o caminho?” Neste Evangelho, Tomé é retratado como um discípulo fiel, corajoso, que tinha um profundo amor por Jesus, e teve a coragem de manifestar as suas dúvidas (João 14.5). Este episódio ilustra que durante a nossa caminhada com Cristo, não é incomum que surjam dúvidas. Contudo, assim como Tomé recebeu de Jesus a resposta: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (João 14.6), também nós podemos ouvir estas palavras.

2. As incertezas de Pedro e Filipe. O Evangelho de João revela que Pedro não compreendia totalmente sobre o lugar que Jesus mencionava para onde estava indo (João 13.36). No capítulo seguinte, Filipe pede a Cristo que lhe mostre o Pai (João 14.8). É notável que, tal como Tomé, Pedro e Filipe ainda não tinham as suas questões esclarecidas por Jesus. Eles também enfrentaram incertezas. Não somos diferentes deles; certamente haverá momentos em que nos sentiremos semelhantes a Tomé, Pedro e Filipe. Porém, devemos aprender a escutar o Senhor Jesus Cristo.

3. O engano de Judas Iscariotes. Em João 13 é revelado que nosso Senhor anunciou que um dos seus discípulos iria traí-lo (João 14.21,22). Essa pessoa era Judas Iscariotes, seu discípulo. Ele acompanhou Jesus, mas não conseguiu interiorizar os seus ensinamentos e, por isso, não depositou fé suficiente no Filho de Deus. Assim sendo, traiu-o e vendeu-o por 30 moedas de prata (João 13.25-27). Lamentavelmente, Judas não reconhecia Jesus como o Salvador e Redentor da humanidade pecadora. A sua visão do Messias restringia-se às questões sociais e políticas para libertar Israel da opressão romana. Portanto, por meio de Judas, aprendemos a importância de não confundir as nossas prioridades enquanto seguimos a nossa jornada com Cristo.


SINOPSE II
As dúvidas, as incertezas e o engano podem nos desafiar durante a nossa caminhada com Cristo.



III – CAMINHO, VERDADE E VIDA
l. “Eu Sou o Caminho.” Como analisado em lições anteriores, a expressão “Eu Sou” representa um título que revela a natureza divina de Jesus (João 6.48  8.12  10.9  10.11  11.25  15-1). Assim, quando o nosso Senhor afirma “Eu sou o caminho”, está declarando que Ele é o acesso singular, exclusivo e único ao Pai. Portanto, não é possível conhecer a Deus e ter comunhão com Ele fora de Jesus. Ninguém pode chegar a Deus senão mediante o Seu Filho. O pronome “Eu”, presente nesta expressão, indica que não somos salvos por princípios ou forças espirituais, mas sim por uma pessoa chamada Jesus, que ilumina aqueles que se encontram nas trevas (Lucas 1.79). Por meio da sua obra redentora no Calvário, foi aberto um novo e vivo caminho para nos guiar até Deus (Hebreus 10.19-21). Ele é o único mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2.5).

2. “Eu Sou a Verdade.” Jesus não é apenas uma parte ou fração da verdade, mas sim toda a verdade em si mesma. De forma clara, o Evangelho de João realça que a verdade suprema se revelou através da encarnação do Senhor Jesus Cristo. Assim sendo, a verdade absoluta, imutável e incondicional encontra-se plenamente expressa em Cristo. Portanto, Jesus personifica a verdade que os seres humanos necessitam conhecer, uma verdade que se opõe à mentira e derruba as falsidades presentes no mundo. Apenas essa verdade provém de uma fonte confiável de revelação redentora que ilumina o conhecimento acerca do Pai (João 14.7).

3. “Eu Sou a Vida.” A vida mencionada aqui não diz respeito à existência física ou ao sopro vital, mas à vida que contrapõe à morte espiritual por meio da vida eterna concedida por Jesus. Refere-se à verdadeira vida espiritual obtida pela obra redentora realizada no Calvário (João 19.30). Esta realidade espiritual ocorre porque nosso Senhor possui vida em si mesmo (João 5.26); Ele é tanto a fonte como o doador da vida eterna (João 3.16  6.33  10.28  11.25).


SINOPSE III
O Senhor Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida.


■ CONCLUSÃO
Reconhecer Jesus como o caminho, a verdade e a vida oferece-nos a oportunidade de esclarecer as nossas dúvidas e incertezas. Ter o Senhor como o caminho, a verdade e a vida proporciona consolo nos momentos difíceis da vida. Através dEle, podemos conhecer a Deus, experimentar a verdadeira liberdade e estar reconciliados em comunhão com Ele.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. O que o pronunciamento do versículo 6 revela sobre Jesus?
Revela que Ele é o único meio de alcançar o Pai, é a verdade que o revela e representa assim a verdadeira vida de Deus.

2. O que a expressão “Casa de meu Pai” quer dizer?
A expressão “casa de meu Pai” refere-se ao Céu, um lugar com muitas habitações para os fiéis em Cristo (João 14.2).

3. O que o episódio de Tomé nos mostra?
Que durante a nossa caminhada com Cristo, não é incomum que surjam dúvidas.

4. De acordo com a lição, qual era a visão de Judas a respeito de Jesus como Messias?
A sua visão do Messias restringia-se às questões sociais e políticas para libertar Israel da opressão romana.

5. De acordo com a lição, o que o Senhor está afirmando na expressão “Eu sou o caminho”?
Quando o nosso Senhor afirma “Eu sou o caminho”, está declarando que Ele é o acesso singular, exclusivo e único ao Pai.


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segunda-feira, 28 de abril de 2025

LIÇÃO 8 - UMA LIÇÃO DE HUMILDADE

 2° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.” 

VERDADE PRÁTICA
A submissão e o serviço são características de maturidade e grandeza no percurso do crescimento espiritual do cristão.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Mateus 11.29 
 ■ Aprendendo a humildade com Jesus Cristo


 Terça – João 5.30
 ■ Humildemente nosso Senhor buscava fazer a vontade do Pai


 Quarta – Filipenses 2.5,6
 ■ 
Cultivando o mesmo sentimento humilde de Jesus


 Quinta – Lucas 9.46,47  Marcos 9.34
 ■
O perigo de cultivar o sentimento de proeminência


 Sexta – 
João 13.10,11
 ■ Uma palavra consoladora de Jesus aos discípulos


 Sábado – 
João 13.12-17
 ■ 
Jesus traz sentido ao gesto do lava-pés com os discípulos



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 13
1 - Ora, antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.
2 - E, acabada a ceia, tendo já o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que O traísse,
3 - Jesus, sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus, e que ia para Deus,
4 - levantou-se da ceia, tirou as vestes e, tomando uma toalha, cingiu-se.
5 - Depois, pôs água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxuga-los com a toalha com que estava cingido.
6 - Aproximou-se, pois, de Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, tu lavas-me os pés a mim?
7 - Respondeu Jesus e disse-lhe: O que eu faço, não o sabes tu, agora, mas tu o saberás depois.
8 - Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu te não lavar, não tens parte comigo.
9 - Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não só os meus pés, mas também as mãos e a cabeça.
10 - Disse-lhe Jesus: Aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo. Ora, vós estais limpos, mas não todos.



Hinos Sugeridos: 187 • 304 • 377 da Harpa Cristã



■ INTRODUÇÃO
Nesta lição, iremos analisar a narrativa do capítulo 13 do Evangelho de João. Este episódio bíblico retrata o ato de Jesus conhecido como “Lava-Pés”, onde Ele ensina, através do seu a relevância da humildade para aqueles que o seguem. Este capítulo oferece-nos uma valiosa lição sobre a humildade na vida cristã. A partir do exemplo de Jesus, somos convidados a servir o próximo de forma humilde.

Palavra-Chave: Humildade

I – UMA HISTÓRIA REAL SOBRE A HUMILDADE
1. O lava-pés. Nesta passagem do Evangelho segundo João, quando Jesus lavou os pés, Ele utilizou o exemplo de um servo da casa onde se encontrava com os discípulos para transmitir uma lição sobre a humildade dentro do Reino de Deus. O capítulo menciona que este episódio ocorreu pouco antes da Páscoa (13.1), quando Ele celebrou a última Ceia Pascal com os seus discípulos. Nesta ceia, nosso Senhor instituiu o que viria a ser conhecido como Santa Ceia ou Ceia do Senhor, um encontro solene que realizamos atualmente. Durante essa ocasião, Jesus rompeu o protocolo tradicional da Ceia Pascal, conferindo-lhe um significado único: ao lavar os pés dos seus discípulos, Ele ilustra a humildade como uma virtude essencial para os seus seguidores na expansão da Igreja pelo mundo.

2. O desenvolvimento da história. No capítulo 13, o Mestre tomou uma bacia com água e uma toalha, levantou as pontas das suas vestes e atou-as à cintura. Pegou nas mangas longas e largas das suas roupas masculinas típicas da época e amarrou-as atrás do pescoço. Este gesto era uma forma de “cingir-se” para realizar trabalho, permitindo que tivesse as mãos e as pernas livres para realizar a tarefa do ato de “Lava-Pés”. Este costume nos tempos bíblicos fazia parte dos cuidados prestados aos convidados por parte do senhor da casa. Ao chegar à residência designada para a Ceia, Jesus verificou que não havia nenhum servo disponível para lavar os pés dos convivas.

3. A mudança de paradigma. Como anfitrião daquela ceia, após o encerramento dessa reunião única e tradicional — surpreendendo os discípulos — o nosso Senhor começou a ensinar através do Lava-Pés que o caminho do Reino de Deus é trilhado com humildade (João 13.2,4). Ele mostrou que a humildade representa a verdadeira grandeza espiritual do seguidor do Evangelho. Por isso, utilizou um gesto cotidiano para exemplificar esta atitude humilde. É evidente, neste episódio, que o Cristianismo só se tornará eficaz e alcançará o propósito do Reino de Deus se os valores ensinados pelo Mestre forem realmente praticados pelos seus seguidores. Entre esses valores destaca-se a humildade genuína interiorizada nos corações dos discípulos, recebendo especial atenção do divino Mestre, que era manso e humilde de coração (Mateus 11.29).


SINOPSE I
O exemplo histórico de humildade que nosso Senhor deu aos discípulos é prático, atual e atemporal.



II – HUMILDADE IMPLICA AUTOCONHECIMENTO
1. Conhecendo a própria natureza. Jesus tinha plena consciência de quem era, entendia o seu papel e a sua relevância como Senhor e Mestre: “Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus, e que ia para Deus” (João 13.3). Neste contexto, Ele deliberadamente trocou o seu papel de Senhor pelo de um simples servo para ensinar aos seus discípulos a importância da humildade. Dessa forma, é essencial que conheçamos a nossa natureza. Devido ao pecado, temos dificuldade em nos submeter aos outros e em nos humilhar; frequentemente preferimos olhar de cima para baixo, raramente de baixo para cima. Assim sendo, Jesus Cristo, na sua posição de Senhor e Mestre, ensina-nos a virtude da humildade: “Eu vos dei o exemplo” (João 13.15).

2. O exemplo deixado por Jesus. Pense no Verbo Divino, repleto de glória e poder, que abdica da sua majestade para vivenciar a experiência humana. Como menciona o Evangelho: “não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai, que me enviou” (João 5.30). Assim sendo, enquanto Verbo Divino, Ele tornou-se carne e uniu-se à nossa condição. Esta compreensão doutrinária sobre a encarnação de Jesus confere um significado ainda mais profundo ao episódio do lava-pés, onde estava o Deus Encarnado lavando os pés de pessoas comuns. À luz deste exemplo, não deveria ser tão difícil servir aos outros ou submeter-nos à liderança dos nossos irmãos; desviar a nossa própria vontade em favor da vontade divina deveria ser algo natural. No entanto, a nossa natureza pecaminosa torna árdua a prática do serviço e o cultivo da humildade. Por isso mesmo, o apóstolo Paulo faz este apelo: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus” (Filipenses 2.5-6).

3. O maior no Reino de Deus. O nosso Senhor percebia que existiam momentos em que os seus discípulos se preocupavam com quem seria considerado o maior (Lucas 22.25-27). Contudo, Ele — sendo Deus e não reivindicando igualdade com Deus (Filipenses 2.5) — ensinava aos discípulos qual deveria ser o verdadeiro espírito entre eles; especialmente após sua partida: no Reino de Deus prevalece sempre a ideia de “o primeiro serve o último”. Portanto, no Reino de Deus deve haver humildade como verdadeira motivação para o serviço; nunca egoísmo ou interesses pessoais.


SINOPSE II
A virtude da humildade possibilita-nos reconhecer as nossas limitações e, dessa forma, evitar a armadilha da soberba.



III – HUMILDADE X OSTENTAÇÃO
1. Uma competição silenciosa. Jesus estava ciente de que, entre os seus discípulos, existia uma competição discreta em busca de proeminência e liderança, como é retratado nos Evangelhos (Lucas 9.46,47  Marcos 9.34). Já havia preocupações entre eles sobre quem ocuparia o lugar mais destacado num eventual reino de Jesus. O que Jesus demonstra é que tal espírito não deve prevalecer entre seus seguidores. Os líderes na causa do Mestre não podem iniciar a sua jornada de forma errada.

2. O caminho humilde de Jesus. Através do episódio do lava-pés, nosso Senhor revelou que o caminho dos seus discípulos não se alicerça no sucesso material, na notoriedade ou na ambição, mas sim na capacidade de servir o próximo de maneira humilde. Desta forma, a Igreja de Cristo estaria em desacordo com a dinâmica mundana da ostentação e da presunção. O serviço amoroso e humilde é característico da Igreja de Cristo. Assim, não haveria espaço para disputas, a fama seria deixada de lado e a ambição afastada. Por meio do exemplo modesto de Jesus no episódio do lava-pés, as consciências dos discípulos foram despertadas (João 13.13,14).

3. Um convite à humildade. A vida e os ensinamentos do nosso Salvador constituem um convite para aprendermos com Ele sobre mansidão e humildade (Mateus 11.29). Nesse sentido, somos convidados por Jesus a cultivar um coração humilde, desprovido das armadilhas da ambição, da ostentação e do egoísmo. Somos chamados a partilhar dos mesmos sentimentos que pautaram a sua vida e ministério terreno (Filipenses 2.5-8). Assim sendo, a lição do lava-pés é um apelo para vivermos uma existência de humildade diante de Deus em todas as circunstâncias da vida.


SINOPSE III
A humildade não compete, ela coopera; a humildade não busca notoriedade, ela busca o servir; a humildade não obriga, ela convida.


■ CONCLUSÃO
Nesta lição, abordamos a relevância da virtude da humildade para um melhor autoconhecimento. Deste modo, começamos a perceber os nossos limites e aquilo que nos diz respeito ou não. Compreendemos que a humildade se opõe a uma cultura de ostentação, à busca desenfreada pela fama e a outros objetivos que nada têm a ver com a simplicidade do Evangelho. Dessa forma, podemos seguir o caminho humilde do nosso Senhor.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. Segundo João 13, como se manifestava o ato de “cingir-se”?
No capítulo 13, o Mestre tomou uma bacia com água e uma toalha, levantou as pontas das suas vestes e atou-as à cintura. Pegou nas mangas longas e largas das suas roupas masculinas típicas da época e amarrou-as atrás do pescoço.

2. Conforme a lição, o que a humildade representa?
A humildade representa a verdadeira grandeza espiritual do seguidor do Evangelho.

3. Por qual razão Jesus trocou os papéis de Senhor e Servo em João 13, segundo a lição?
Ele deliberadamente trocou o seu papel de Senhor pelo de um simples servo para ensinar aos seus discípulos a importância da humildade.

4. O que Jesus percebia sobre os discípulos, conforme abordado na lição?
O nosso Senhor percebia que existiam momentos em que os seus discípulos se preocupavam com quem seria considerado o maior (Lucas 22.25-27).

5. Para quê propósito a vida e os ensinamentos de Jesus nos convidam?
A vida e os ensinamentos do nosso Salvador constituem um convite para aprendermos com Ele sobre mansidão e humildade (Mateus 11.29).


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LIÇÃO 7 - EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA

 2° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;”
(João 11.25)

VERDADE PRÁTICA
O Senhor Jesus Cristo é a ressurreição e a vida, e por essa razão, temos a garantia de que um dia teremos um corpo glorioso como o dEle.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Lucas 7.11-15 

 ■ A ressurreição do filho da viúva de Naim


 Terça – Marcos 5.22,23,35-42

A ressurreição da filha de Jairo, um chefe da Sinagoga


 Quarta – João 11.40-45
 ■ 
A ressurreição de Lázaro, irmão de Marta e Maria


 Quinta – João 11.24
 ■
Uma evidência bíblica da Ressurreição do Corpo

 Sexta – 1 Coríntios 15.42 • 1 Tessalonicenses 4.13-17

 ■ Os que morreram em Cristo receberão um corpo glorioso


Sábado –  2 Tessalonicenses 1.8,9 • Apocalipse 20.11-15

 ■ Os ímpios receberão um corpo inglório para a condenação eterna



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 11
14 - Então, Jesus disse-lhes te: Lázaro está morto,
15 - e folgo, por amor de vós, de que eu lá não estivesse, para que acredites.
17 - Chegando, pois, Jesus, achou que já havia quatro dias que estava na sepultura.
18 - (Ora, Betânia distava de Jerusalém quase quinze estádios.)
19 - E muitos dos judeus tinham ido consolar a Marta e a Maria, acerca de seu irmão.
20 - Ouvindo, pois, Marta que Jesus vinha, saiu-lhe ao encontro, Maria, porém, ficou assentada em casa.
21 - Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.
23 - Disse-lhe Jesus: Teu irmão há de ressuscitar.
24 - Disse-lhe Marta: Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último Dia.
25 - Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida, quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;
26 - e todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá. Crês tu isso?
27 - Disse-lhe ela: Sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo.



Hinos Sugeridos: 156 • 196 • 469 da Harpa Cristã



■ INTRODUÇÃO
O encontro de Jesus com Marta, ao chegar a Betânia, revela aspectos especiais que poderão edificar a nossa vida espiritual por meio do estudo da Palavra de Deus. Nesta lição, iremos refletir sobre o propósito de Jesus ao realizar o milagre da ressurreição de Lázaro. Iremos também nos aprofundar no diálogo entre Jesus e Marta sobre a ressurreição do seu irmão e, além disso, a partir do milagre de Lázaro, vamos examinar a doutrina fundamental da Ressurreição do Corpo, tal como é ensinada por Jesus e todo o Novo Testamento.

Palavra-Chave: Vida

1. Recebimento da notícia sobre Lázaro. Nos Evangelhos, Jesus realizou diversos milagres de ressurreição, incluindo o do filho da viúva de Naim (Lucas 7.11-15) e o da filha de Jairo (Marcos 5.22,23,35-42). Ο milagre da ressurreição de Lázaro é o que estamos abordando. Este é o último dos sete sinais (milagres) encontrados no Evangelho de João e representa a manifestação final de Jesus como Filho de Deus antes da sua crucificação. O capítulo 11 liga-se ao contexto do capítulo 10, em que Jesus se afasta de Jerusalém após uma tentativa de prisão e se dirige para além do Jordão (João 10.40-42). Ao ser informado sobre a doença de Lázaro, Jesus estava já a leste do Jordão (João 10.40) e levaria alguns dias até chegar a Betânia, onde encontrou Lázaro morto há quatro dias (João 11.17).

2. O desapontamento de Maria e Marta. O versículo 3 expressa a esperança de Maria e Marta em relação à chegada de Jesus para ajudá-las. Devido ao carinho e à amizade que nosso Senhor tinha pela família de Betânia, pois Ele os amava, elas desejavam ardentemente que Jesus chegasse rapidamente (João 11.5). No entanto, a visita dEle no tempo de Maria e Marta não se concretizou. É fundamental destacar que a vontade soberana de Deus não está sujeita às circunstâncias humanas, por mais difíceis que estas sejam. Contudo, Jesus nunca chega atrasado nem adiantado no cumprimento da vontade do Pai. Ele chegou a Betânia no momento certo, ainda que após o sepultamento de Lázaro.

3. O tempo divino. Maria e Marta acreditavam que, se Jesus estivesse em Betânia, Ele poderia realizar um milagre na vida de Lázaro. Elas tinham plena consciência de que nosso Senhor é o Filho de Deus. No entanto, o plano do Pai não coincidia com o de elas. Apesar da desilusão e da tristeza, Maria e Marta iriam vivenciar uma experiência extraordinária de espera, que envolveria a perda do ente querido, a ausência temporária de Jesus e a chegada aparentemente tardia do Senhor (João 11.14,17-22). Contudo, Jesus Cristo estava prestes a realizar um magnífico milagre, que glorificaria a Deus e traria consolo à amada família de Betânia.


SINOPSE I
O propósito de Jesus no milagre da ressurreição de Lázaro era revelar a glória de Deus e fortalecer a fé dos discípulos.


1. O encontro. O versículo 20 descreve o momento em que Marta se encontra com Jesus. Assim que soube que o Senhor estava na cidade, a irmã de Maria dirigiu-se ao encontro dele. Ao vê-lo, expressou a sua convicção de que, se o Mestre estivesse presente quando Lázaro ainda estava doente, o seu irmão não teria falecido (João 11.21). Jesus afirmou que Lázaro iria “ressuscitar” (v.23). Embora Marta acreditasse que Jesus poderia realizar um milagre extraordinário (v.22), ela não percebeu que o Senhor falava sobre a ressurreição de Lázaro naquele momento específico (João 11.24). Na realidade, viver entre a promessa do Senhor Jesus e as circunstâncias da vida é um grande desafio para a fé. No entanto, aquele que é a ressurreição e a vida estava ali diante dela (vv.25,26).

2. Quando Lázaro ressuscitará? O diálogo entre Marta e Jesus revela que ela cria na doutrina da ressurreição dos mortos, tal como era ensinada no Judaísmo: “Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último Dia” (João 11.24). Contudo, Jesus não se referia primeiramente ao milagre da ressurreição do Último Dia, como ela pensava, mas sim à realidade daquele instante presente. Para ilustrar essa verdade, Ele declara: “Eu sou a ressurreição e a vida” (v.25). Enquanto Marta apresentava uma doutrina defendida pelos fariseus, embora correta e verdadeira, nosso Senhor revelou a doutrina da ressurreição associada à sua própria Pessoa ao trazer Lázaro de volta à vida de maneira concreta (vv.43,44).

3. Promessa de vida. Na resposta de Jesus à Marta, quando Ele afirma ser a “ressurreição e a vida” (João 11.25), encontramos pelo menos duas lições valiosas. Primeiro, a soberania do Filho sobre a morte e a vida; ao se identificar como a “ressurreição”, Ele coloca-se como fonte de toda vida, tanto no plano material quanto espiritual. Segundo, existe uma gloriosa promessa de vida para “quem crê em mim” (v.26). Assim sendo, aqueles que creem em Cristo recebem uma abundância de vida em todos os sentidos, tanto material quanto espiritual, pois uma vida entregue a Cristo é uma vida plena.


SINOPSE II
O diálogo entre Jesus e Marta fortaleceu sua fé e revelou verdades profundas sobre quem Ele é.



1. A Ressurreição do Corpo. O milagre da ressurreição física de Lázaro, realizado por Jesus, não foi o único (João 11.23,24). Como já observamos, outros milagres semelhantes estão registrados nos Evangelhos. No entanto, ao contrário do que aconteceu com Lázaro, que voltou a morrer, em João 5 o nosso Senhor menciona a Ressurreição do Corpo para os últimos dias, quando os salvos não experimentarão mais a morte (João 5.28,29). A doutrina da Ressurreição do Corpo é um elemento essencial do Cristianismo Bíblico. O apóstolo Paulo refere-se à mesma ressurreição que abrange todos os mortos, justos e injustos, diferenciando os tempos (1 Coríntios 15). Assim sendo, os justos ressuscitarão quando a trombeta tocar durante o Arrebatamento da Igreja; os mortos voltarão à vida e seus corpos serão gloriosamente transformados junto com os justos (1 Coríntios 15.42  1 Tessalonicenses 4-13-17); por outro lado, os injustos ressuscitarão no Juízo Final e receberão um corpo inglório destinado à condenação eterna (2 Tessalonicenses 1.9  Apocalipse 20.11-15).

2. Da morte para a vida. Na conversa entre Jesus e Marta também se evidenciava a perspectiva da doutrina da Ressurreição do Corpo (João 11.26). A expressão “nunca morrerá”, mencionada no versículo 26, indica que embora o salvo em Cristo experimente a morte física, nunca enfrentará a morte espiritual. O nosso Senhor fala de algo que vai além da compreensão humana e distingue entre vida natural e vida eterna. Assim sendo, conforme diz “ainda que esteja morto viverá” (v.25), para o crente a morte não representa um fim sem esperança. Pelo contrário, sob uma ótica bíblica e segundo os ensinamentos de Jesus, a morte é uma transição para a vida eterna, onde a Ressurreição do Corpo marca o início de uma nova realidade e natureza espiritual.

3. Uma viva esperança. O relato sobre a ressurreição de Lázaro demonstra como Jesus Cristo abordou o tema da morte de entes queridos. Ele sentiu compaixão, chorou e manifestou preocupação porque sabia das dores causadas pela morte (João 11.35-39). Contudo, ao declarar sobre Lázaro: “Lázaro, vem para fora” (v.43), nosso Senhor revela aquilo que o Deus Todo-Poderoso realizará na vida de todos aqueles que morreram em Cristo (João 14.3). Ao ressuscitar Lázaro, Ele evidencia concretamente que também ressuscitará dentre os mortos aqueles que foram salvos; esta é a nossa viva esperança!


SINOPSE III
A doutrina bíblica da Ressurreição do Corpo mostra relevância para a esperança da vida eterna na vida do cristão.


■ CONCLUSÃO
Esta lição explorou o diálogo entre Jesus e Marta, onde se manifestaram as dúvidas da irmã de Maria juntamente com as questões referentes à doutrina da Ressurreição do Corpo. O milagre realizado na ressurreição de Lázaro ilustra uma verdade muito mais ampla e profunda: haverá um tempo em que aqueles que morreram em Cristo ressuscitarão e terão seus corpos gloriosamente transformados. Esta doutrina pode ser ilustrada por meio do episódio da ressurreição de Lázaro.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. O que é que João 11.3 revela?
João 11.3 expressa a esperança de Maria e Marta em relação à chegada de Jesus para ajudá-las.

2. Qual é a primeira lição encontrada na resposta de Jesus a Marta?
Primeiro, é a soberania do Filho sobre a morte e a vida; ao se identificar como a “ressurreição”.

3. Qual é a segunda lição contida na resposta de Jesus a Marta?
Segundo, existe uma gloriosa promessa de vida para “quem crê em mim” (v.26). Assim sendo, aqueles que creem em Cristo recebem uma abundância de vida em todos os sentidos.

4. O que indica a expressão “nunca morrerá”?
A expressão “nunca morrerá”, mencionada no versículo 26, indica que embora o salvo em Cristo experimente a morte física, nunca enfrentará a morte espiritual.

5. Qual é a nossa esperança viva?
Ao ressuscitar Lázaro, Ele evidencia concretamente que também ressuscitará dentre os mortos aqueles que foram salvos; esta é a nossa viva esperança!


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