Pastor Ademar Rodrigues

Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.
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quinta-feira, 15 de maio de 2025

LIÇÃO 11 - A INTERCESSÃO DE JESUS PELOS DISCÍPULOS

 2° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
"a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”
(João 17.3)

VERDADE PRÁTICA
A oração que Jesus fez ao Pai em favor de si próprio, dos seus discípulos e da sua Igreja ressoa ainda nos dias atuais.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – João 17.1-5 
 ■ 
Uma oração que revelou o coração do Pai


 Terça – Hebreus 4.14-16
 ■ O sumo-sacerdócio de Jesus diante do Pai


 Quarta – 1 Pedro 2.5,9
 ■ 
O ministério sacerdotal dos salvos em Cristo


 Quinta – Efésios 5.1,2
 ■ Imitando a Deus à luz do ministério do Senhor Jesus


 Sexta – Salmos 133.1-3
 ■ 
A vida em unidade na Igreja de Deus


 Sábado – João 17.13-19
 ■ Jesus intercede pela santidade dos discípulos



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


João 17
1 – Jesus falou essas coisas e, levantando os olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti,
 assim como lhe deste poder sobre toda carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste.
 E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste.
...
11  E eu já não estou mais no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós.
12  Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse.
13  Mas, agora, vou para ti e digo isto no mundo, para que tenham a minha alegria completa em si mesmos.
14  Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo.
15  Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.
16  Não são do mundo, como eu do mundo não sou.
17  Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.


Hinos Sugeridos: 125 • 305 • 516 da Harpa Cristã



■ INTRODUÇÃO
Na presente lição, iremos explorar João 17. Este capítulo descreve a oração  mais significativa que o nosso Senhor fez em benefício de si mesmo, ou seja, a sua glorificação, bem como a dos seus discípulos e dos cristãos que viriam a crer num futuro próximo. A oração sacerdotal de Jesus é uma importante lição sobre a unidade do povo de Deus no seu Reino e o propósito de promover o Evangelho de Jesus no mundo.

Palavra-Chave: Intercessão

I – A ORAÇÃO DE JESUS E SUA GLORIFICAÇÃO
1. A oração de Jesus. Entre todas as orações do Senhor documentadas nos Evangelhos, é indiscutível que foi João quem relatou, possivelmente, a mais elevada oração de Jesus (17.1-26). No início de João 17.1 está escrito: “Jesus falou essas coisas”. Essa frase remete ao discurso do Senhor sobre a vinda do Espírito como Consolador, conforme estudado anteriormente (João 16.13). Certamente o local onde o Senhor se encontrava era o mesmo em que partilhou a Última Ceia com seus discípulos.  Em relação à oração de Jesus no capítulo  17, os estudiosos costumam se referir  a ela como “A Oração Intercessória”, “A Oração Sacerdotal de Jesus” ou “A Oração da Consagração”. Nosso Senhor apresentou essa oração em, pelo menos, três partes: Ele orou por si mesmo (João 17.1-8), intercedeu pelos seus discípulos (João 17.9-19) e, também, fez uma oração pela Igreja futura (João 17.20-26).

2. A oração de Jesus pela sua glorificação. Na oração de Jesus pedindo por sua  “glorificação” havia um significado espiritual mais profundo, que não se tratava de um ato egoísta. Como já abordamos, Ele estava plenamente ciente de seu ministério e, portanto, da finalidade de sua missão na Terra. Assim, em sua conversa direta com o Pai, Jesus declara que “é chegada a hora”, referindo-se ao momento em que o Pai o glorificaria por meio de seu sacrifício redentor no Calvário. Nosso  Senhor expressa: “glorifica a teu Filho para que também o teu Filho te glorifique a ti” (João 17.1). Que tipo de glorificação seria essa? Mediante a sua morte, o mundo o conheceria e a vida eterna seria oferecida a todos que o aceitassem como Salvador de suas vidas. Glorificar alguém significa torná-lo conhecido. Jesus seria reconhecido como “o Filho de Deus, o Salvador do mundo” (João 17.3,4).

3. A mesma glória com o Pai. No versículo 5 está escrito: “E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.” Essa referência à glória se relaciona à divindade do nosso Senhor como o Verbo Divino, antes da sua encarnação. Na realidade, o que Jesus solicita é a glorificação mútua entre o Filho e o Pai (v. 5). Somente nosso Senhor, o Filho de Deus, poderia fazer tal pedido por essa glorificação, uma honra que Ele possuía “ antes que o mundo existisse”. Essa declaração evidencia a divindade de Jesus, ao revelá-lo como um com o Pai (João 17.11,21,24). Assim, com base nessa igualdade com o Pai, o pecador que confessa e se arrepende de seus pecados recebe a vida eterna e conhece, pela fé, “o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17.3).


SINOPSE I
A oração de Jesus demonstra o seu desejo em glorificar o Pai e reafirmar a glória que compartilha com Ele desde toda a eternidade.


II – A ORAÇÃO DE JESUS PELOS DISCÍPULOS
1. Intercessão pela proteção dos discípulos. Nos versículos 4 a 8, exceto o versículo 5, Jesus ora como se estivesse apresentando um relato ao Pai sobre tudo o que realizou durante seu ministério na Terra. No versículo 6, Ele intercede por seus discípulos e pela unidade entre eles, uma vez que seriam os responsáveis por continuar à obra que Jesus havia iniciado. Para o Pai, o nosso Senhor se refere aos discípulos como “homens que do mundo me deste” (v.6). O Redentor revela que seus discípulos pertenciam ao Pai e que Este os entregou a Ele: “Eram teus, e tu mos deste, e guardaram a tua palavra” (João 17.6b). Ao longo de quase quatro anos, Jesus investiu nesses homens, que se mostraram fiéis, prontos para prosseguir com a missão de evangelização.

2. Os discípulos receberam a Palavra. Apesar de, em certas ocasiões, os discípulos terem encontrado dificuldades para compreender completamente os ensinamentos de Jesus, as suas recordações foram reavivadas pelo Espírito Santo quando receberam o poder no dia de Pentecostes, permitindo-lhes assim entender e difundir o que aprenderam com o Mestre (Atos 2.14-36). No versículo 6, Jesus referiu-se ao Pai afirmando que os seus discípulos mantiveram a mensagem recebida: “E guardaram a tua Palavra”. Ao vivermos conforme a Palavra de Deus, aceitando e obedecendo aos ensinamentos de Cristo, podemos testemunhar o Evangelho com credibilidade.

3. Protegidos do mundo. O versículo 14 afirm a: “Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo”. É importante prestar atenção ao termo “mundo”. Este pode referir-se ao “universo criado” (João 17.5) ou à humanidade (João 3.16). No entanto, aqui Jesus se refere ao sistema espiritual governado por Satanás (João 17.14). O apóstolo Paulo descreve esse “ mundo” como um governo espiritual maligno (Efésios 2.2). Por conseguinte, o nosso Senhor deseja que o Pai guarde os seus discípulos desse sistema mundano, que é incompatível com o Evangelho, sob a influência do “príncipe deste mundo”  (João 12.31; 14.30; 16.11).


SINOPSE II
Jesus pediu a proteção para os seus discípulos, que acolheram a Palavra e necessitavam ser guardados do mal que existe no mundo.



III – A ORAÇÃO DE JESUS PELOS QUE VIRIAM A CRER
1. Oração pela unidade da Igreja. Nesta terceira parte de sua súplica, Jesus pediu pela unidade da Igreja. Mais do que uma unidade de natureza eclesiástica ou orgânica, Jesus intercedeu pela harmonia espiritual do seu povo. Nosso Senhor ansiava por uma união genuína, tal como a que existe entre Ele e o Pai. Essa foi a súplica do nosso Senhor: “para que todos sejam um, assim como tu, ó Pai, estás em mim, e eu em ti” (João 17.21).

2. Propósito da unidade. O propósito da unidade espiritual da Igreja, conforme a intercessão do nosso Senhor, é que “o mundo creia que tu me enviaste” (v.21). Assim, a Igreja revela essa unidade espiritual com Cristo por pelo menos quatro motivos: (1) união essencial dos salvos como membros do Corpo de Cristo (1 Coríntios 12.12); (2) união essencial dos salvos promovida pelo conhecim ento crescente sobre Jesus Cristo (2 Pedro 3.18); (3) união essencial dos salvos no desenvolvimento do Fruto do Espírito (Gá1atas 5.22,23); (4) união essencial dos salvos manifestada na glória como filhos de Deus e detentores da vida eterna (João 17.22).

3. Oração por encorajamento à unidade. Em João 17.21,22, o nosso Senhor roga para que os discípulos sejam incentivados a manter a unidade com Ele. A crença em Cristo como o único e suficiente Salvador é a principal razão da unidade cristã, de modo que os discípulos sejam encorajados a promover esse testemunho no mundo. Assim, sem essa unidade de fé, o testemunho perde completamente a sua credibilidade.


SINOPSE III
Jesus fez uma oração pela unidade da Igreja, promovendo a comunhão entre aqueles que viriam a crer.



■ CONCLUSÃO
É extraordinário perceber que a oração sacerdotal de Jesus Cristo continua a ressoar nos dias atuais. Fazemos parte do Corpo de Cristo e esse privilégio deve manter-nos cientes da nossa função no Reino de Deus. Por isso, temos a responsabilidade de nos apresentar entusiasmados para testemunhar com coragem o Evangelho, revelando a obra que o Senhor Jesus realizou no Calvário.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. Em quais partes podemos apresentar a oração sacerdotal de Jesus? 
Nosso Senhor apresentou essa oração em, pelo menos, três partes: Ele orou por si mesmo (João 17.1-8), intercedeu pelos seus discípulos (João 17.9-19) e, também, fez uma oração pela Igreja futura (João 17.20-26).

2. A que se relaciona a menção à glória no versículo 5?
Essa referência à glória se relaciona à divindade do nosso Senhor como o Verbo Divino, antes da sua encarnação.

3. De que forma Jesus dirige a sua oração ao Pai nos versículos 4 a 8?
Nos versículos 4 a 8, exceto o versículo 5, Jesus ora como se estivesse apresentando um relato ao Pai sobre tudo o que realizou durante seu ministério na Terra.

4. A que “Mundo” se refere Jesus em João 17.14?
Jesus se refere ao sistema espiritual governado por Satanás (João 17.14).

5. Indique pelo menos dois motivos que evidenciam a unidade espiritual dos salvos com Cristo.
(1) união essencial dos salvos como membros do Corpo de Cristo (1 Coríntios 12.12);
(2) união essencial dos salvos promovida pelo conhecimento crescente sobre Jesus Cristo (2 Pedro 3.18).


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sexta-feira, 9 de maio de 2025

LIÇÃO 10 - A PROMESSA DO ESPÍRITO

 2° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
E, havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.” (João 20.22)

VERDADE PRÁTICA
A promessa do Pai não se restringe a um grupo particular ou a um período específico, mas inclui todos aqueles que se arrependem e creem no Evangelho.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – João 14.16,26 
 ■ 
Jesus garante que enviará o Consolador, o Espírito Santo


 Terça – 1 Coríntios 6.17-19
 ■ O Espírito Santo habita em nós e nos purifica


 Quarta – Romanos 8.9-14
 ■ 
A capacidade vivificante do Espírito Santo


 Quinta – Gálatas 5.16-22
 ■ 
O Espírito Santo molda em nós o caráter de Cristo


 Sexta – Atos 1.4,8
 ■ 
A promessa de receber poder por meio do Espírito


 Sábado – Atos 2.1-4
 ■ 
O maravilhoso derramamento do Espírito Santo



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 14.16-18,26; 16.7,8,13; 20.21,22

João 14
16 – E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre,
17 – o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós.
18 – Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.
...
26 – Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.


João 16
7 – Todavia, digo-vos a verdade: que vos convém que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei.
8 – E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo. 
...
13 – Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir.


João 20
21 – Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.
22 – E, havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.


Hinos Sugeridos: 77 • 118 • 120 da Harpa Cristã



■ INTRODUÇÃO
Nesta lição, vamos analisar dois momentos significativos: em primeiro lugar, a afirmação de Jesus aos seus discípulos de que eles receberiam o Espírito Santo, que inicialmente atuaria na vida do pecador para promover a conversão (em relação ao pecado, justiça e juízo). Em seguida, estabeleceremos uma ligação entre essa visão regeneradora da Promessa do Espírito em João e a perspectiva capacitadora a respeito do Espírito, que encontramos no Livro de Atos dos Apóstolos, escrito pelo evangelista Lucas.

Palavra-Chave: Espírito

I – A PROMESSA DO PAI
1. Jesus enviará o Consolador. No Evangelho de João, capítulo 14, lemos: “ele vos dará outro Consolador” (v.16). Este Consolador é o Espírito Santo que “habita convosco e estará em vós” (v.17). No capítulo 16, é mencionado que quando o Consolador chegar “convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (v.8), evidenciando a atuação regeneradora da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade.

2. O Consolador. A palavra grega traduzida como “consolador” é parakletos, cujo significado refere-se a alguém chamado para ajudar, encorajar ou interceder por outra pessoa. Assim, um parakleto assemelha-se a um amigo que desempenha o papel de advogado ou consultor especial, ou ainda como um assistente que auxilia em momentos importantes. A expressão “outro consolador” designa o Espírito Santo como uma Pessoa. O termo grego állos significa “outro”, indicando assim a distinção dele em relação a outros indivíduos da mesma natureza, reafirmando a singularidade do Espírito Santo em relação às outras duas pessoas da Trindade, mas também a sua igualdade com elas (João 14.16).

3. “Não vos deixarei órfãos”. A palavra grega para “órfãos”, presente em João 14.18, é órphanós. Quando Jesus morreu, os discípulos sentiram-se órfãos. Deve ter sido difícil aceitar o fato de que o Senhor, o Cristo de Deus, estava morto. Não foi por acaso que nosso Senhor chamava os seus discípulos de “filhinhos” (João 13.33). Nesta relação pessoal entre Jesus e os seus discípulos, nosso Senhor garantia que eles nunca ficariam órfãos, desamparados ou desprezados.


SINOPSE I
Jesus Cristo garantiu que enviaria o Consolador e que não abandonaria os seus discípulos.


II – O ESPÍRITO HABITA OS DISCÍPULOS
1. João 20.22. É crucial considerarmos o contexto que envolve os versículos 21 e 22 do capítulo 20 de João. Nessa ocasião, o nosso Senhor apareceu ressuscitado e glorificado. A passagem bíblica onde se encontram os versículos 21 e 22 começa no versículo 19 (João 20.19-23). Assim, o cenário em que Jesus se apresenta ressuscitado, com um corpo glorificado, remete tanto ao contexto anterior (20.1-20) como ao imediato (20.23-31; 21.1-25) de João 20.22.

2. O sentido de “assoprou sobre eles” o Espírito. O capítulo 20 do Evangelho de João contém um versículo que gera diversas interpretações teológicas divergentes (v.22). No entanto, a Bíblia de Estudo Pentecostal (BEP) oferece uma observação significativa sobre a interpretação deste versículo. Ela esclarece que a palavra grega traduzida como “assoprar” é emphusao, a qual também aparece na versão grega da Bíblia (A Septuaginta) em Gênesis 2.7, significando “fôlego de vida”; e é utilizada em Ezequiel 37.9 no contexto de “assoprar sobre os mortos para que vivam”. Portanto, a expressão presente em João 20.22 sugere que o Espírito foi “soprado” para trazer nova vida, indicando uma perspectiva de regeneração dos discípulos, como uma obra do Espírito ocorrida antes do Dia de Pentecostes.

3. Um episódio anterior ao Pentecostes. Em João 20.22 também se lê: “Recebei o Espírito Santo”. Esta expressão surge como consequência direta da menção a “assoprou sobre eles”, indicando que o Espírito Santo habitou os discípulos naquele momento específico. A partir desse ponto, os discípulos tornaram-se nova criação, completamente regenerados e sendo governados, habitados e vivificados pelo Espírito Santo (Romanos 8.9-14  Gálatas 5.16-26). Posteriormente, o que ocorreu em Pentecostes seria uma segunda obra distinta e capacitadora do Espírito para os discípulos pregarem o Evangelho, começando em Jerusalém até aos confins da terra (Atos 1.8).


SINOPSE II
João 20.21,22 refere-se a um acontecimento que ocorreu antes da descida do Espírito Santo no dia de Pentecostes.



III – A PROMESSA DO PAI NO DIA DE PENTECOSTES
1. “De repente”. O aparecimento de Jesus em João 20 refere-se ao período compreendido entre a Páscoa e o Dia de Pentecostes. Após a Ressurreição, o Senhor glorioso aparece aos seus discípulos. Na Páscoa, o cordeiro da expiação foi sacrificado, sendo Jesus o Cordeiro de Deus, conforme estudado ao longo do trimestre. No entanto, cinquenta dias depois da Páscoa, celebrava-se a Festa da Colheita no dia de Pentecostes. Foi ao final deste dia, ainda não concluído, após Jesus ter feito a promessa de recebimento de poder (Atos 1.4,8), que “de repente” (Atos 2.2) ocorreu um acontecimento extraordinário: o derramamento do Espírito Santo (Atos 2.1-4).

2. “E todos foram cheios do Espírito Santo”. Observamos que durante o ato de conversão, o Espírito Santo realiza a Regeneração (João 14.17  16.8-10  João 20.22  2 Coríntios 5.17). Contudo, desde que se dá esta obra regeneradora do Espírito, é necessário que os salvos sejam cheios do Espírito e revestidos de poder para testemunho do Evangelho. Assim sendo, especialmente no Livro dos Atos dos Apóstolos, os teólogos associam “ser cheio do Espírito” ao “Batismo no Espírito Santo”, como descrito quando dizemos: “todos foram cheios do Espírito Santo” e consequentemente “começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (Atos 2.4).

3. “E começaram a falar em outras línguas”. O Batismo no Espírito Santo constituiu uma experiência profunda na vida dos discípulos já regenerados em Cristo e essa experiência não se limitou àquele único dia. O cumprimento da promessa abrangeu toda a igreja nascente naquele momento e todas as gerações futuras até à volta de Cristo (Atos 2.38,39). O falar em outras línguas evidenciou esta obra capacitadora (Atos 2.11). Apesar de algumas pessoas compreenderem estas línguas nos seus próprios idiomas, eram na verdade expressões espirituais concedidas pelo Espírito que habilitou os discípulos a glorificar as grandezas de Deus. Eram línguas desconhecidas por quem falava, mas compreendidas pelos ouvintes. Assim sendo, as línguas mencionadas por Lucas são evidências físicas visíveis do Batismo no Espírito Santo.


SINOPSE III
A Promessa do Pai também tem a ver com o derramamento do Espírito Santo conforme aconteceu no dia de Pentecostes.



■ CONCLUSÃO
A Promessa do Pai tem a ver com a regeneração do pecado e com a capacitação do salvo para testemunhar do Senhor Jesus em todos os lugares. Essa promessa perpassa toda a Bíblia, se manifesta completamente em Pentecostes e está presente até hoje para todos os que se arrependerem e crerem no Evangelho. Até a volta do Senhor Jesus, a Promessa do Pai pode se manifesta na vida do pecador, regenerando-o; na vida do salvo, batizando-o no Espírito Santo.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. De acordo com João 14, conforme apresentado na lição, como podemos perceber o registro de alguns ensinos de Jesus?
O Espírito Santo como Consolador e Regenerador.

2. Dê o conceito da palavra “Consolador” de acordo com a lição.
Refere-se a alguém chamado para ajudar, encorajar ou interceder por outra pessoa.

3. Quais são as duas expressões em João 20.22 que são muito importantes?
“Assoprou sobre eles” e “Recebei o Espírito Santo”.

4. Que obra extraordinária o Senhor Jesus realizou em Atos 2?
O Batismo no Espírito Santo.

5. No ato da conversão, o Espírito Santo opera a Regeneração. A partir da obra regeneradora, o salvo precisa de quê?
Desde que se dá esta obra regeneradora do Espírito, é necessário que os salvos sejam cheios do Espírito e revestidos de poder para testemunho do Evangelho.


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segunda-feira, 5 de maio de 2025

LIÇÃO 9 - O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA

 2° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim."

VERDADE PRÁTICA
A imagem de Jesus Cristo como o caminho, a verdade e a vida reforça a nossa fé e consolida a nossa comunhão com Deus.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – João 14.1 
 ■ O caminho que nos proporciona paz e tranquilidade


 Terça – João 14.2,3
 ■ O caminho que nos conduz às moradas celestiais


 Quarta – João 10.11,14,28
 ■ 
Não estamos sozinhos na jornada com Jesus


 Quinta – João 16.7,8
 ■ 
No caminho com Jesus contamos com o apoio do Consolador


 Sexta – 
João 1.1,18
 ■ No caminho com Jesus encontramos a revelação de Deus


 Sábado – 
João 15.26; 16.13
 ■ 
No caminho com Jesus, o Espírito Santo testifica do Filho



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 14.1-15
João 14
1 – Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.?
2 – Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar.?
3 – E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também.?
4 – Mesmo vós sabeis para onde vou e conheceis o caminho.?
5 – Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais e como podemos saber o caminho?
6 – Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim?
7 – Se vós me conhecêsseis a mim, também conhecereis o meu Pai; e já desde agora o conheceis e o tendes visto?
8 – Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta?
9 – Disse-lhe Jesus:? Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai??
10 – Não crês tu que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não? as? digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras.?
11 – Crede-me que estou no Pai, e o Pai, em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras.?
12 – Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai.?
13 – E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.?
14 – Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.?
15 – Se me amardes, guardareis os meus mandamentos.



Hinos Sugeridos: 195 • 407 • 515 da Harpa Cristã



■ INTRODUÇÃO
A expressão “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” tem um significado especial para os cristãos em todo o mundo. Ela descreve de forma abrangente o Senhor Jesus na realização da obra de salvação. Por isso, iremos estudar João 14, onde consideraremos as palavras encorajadoras e as promessas de Jesus contidas neste capítulo, bem como as dúvidas e incertezas que os seus discípulos enfrentaram ao longo da jornada. Além disso, iremos explorar os três termos importantes do versículo 6: caminho, verdade e vida.

Palavra-Chave: Vida

I – CONSOLO E PROMESSA DO SENHOR JESUS
1. O Caminho, a Verdade e a Vida. Desde o evento do capítulo 13, quando Jesus se juntou aos discípulos e lavou os seus pés, proporcionando uma importante lição sobre liderança humilde, o seu discurso não se limitou a esse capítulo. O Senhor fez um discurso de despedida no capítulo 14 que se inicia em João 13.31. Nesse discurso, Ele confere consolo aos discípulos ao afirmar que, após a sua morte, não estariam sozinhos. No versículo 4, o Senhor diz que os discípulos sabiam para onde Ele ia. No entanto, Tomé respondeu que não sabia e questionou: “Como podemos saber o caminho?” (João 14.5). Por isso, Jesus esclarece que Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida e ninguém pode chegar ao Pai senão por meio d’Ele (João 14.6). Esta afirmação de Jesus revela que Ele é o único meio de alcançar o Pai, é a verdade que o revela e representa assim a verdadeira vida de Deus.

2. Consolo num cenário de angústia. É evidente que Jesus estava angustiado (João 12.27  13.21). O nosso Senhor tinha plena consciência de que estava aproximando-se a hora da sua entrega nas mãos dos homens; em breve seria crucificado, morto e sepultado. Contudo, surpreendentemente, mesmo neste contexto de dor, Jesus dirige-se aos seus discípulos com o intuito de confortá-los (João 14.1). Apesar da intensa pressão emocional e espiritual que enfrentava, Ele revela que o sofrimento pelo qual iria passar traria o bem para todos. Assim sendo, aquilo que parecia uma derrota era, na verdade, uma vitória; um fim trágico transformava-se num glorioso começo. Embora doloroso e angustiante, o caminho a seguir apontava para um cenário glorioso.

3. Uma promessa gloriosa. Jesus declarou que o caminho de Deus leva às moradas celestiais preparadas para os seus seguidores. A expressão “casa de meu Pai” refere-se ao Céu, um lugar com muitas habitações para os fiéis em Cristo (João 14.2). Esta realidade espiritual futura proporciona uma esperança gloriosa para os santos. A Igreja de Cristo vive na expectativa do retorno do nosso Senhor. Apesar dos tempos trabalhosos pelos quais passamos, a promessa do “Arrebatamento da Igreja” alegra e anima os corações dos fiéis. Neste sentido, podemos já experienciar um pouco do que nos aguarda no Céu. Assim será que seremos convocados por Jesus para nos reunirmos num maravilhoso encontro com Ele nos céus (1 Coríntios 15.51-52).


SINOPSE I
O Senhor Jesus traz consolo para o presente e promessa que anuncia um futuro glorioso.



II – DÚVIDAS, INCERTEZAS E ENGANOS NO CAMINHO COM CRISTO
l. A dúvida de Tomé. No versículo 5, encontra-se a incerteza do discípulo Tomé: “como podemos saber o caminho?” Neste Evangelho, Tomé é retratado como um discípulo fiel, corajoso, que tinha um profundo amor por Jesus, e teve a coragem de manifestar as suas dúvidas (João 14.5). Este episódio ilustra que durante a nossa caminhada com Cristo, não é incomum que surjam dúvidas. Contudo, assim como Tomé recebeu de Jesus a resposta: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (João 14.6), também nós podemos ouvir estas palavras.

2. As incertezas de Pedro e Filipe. O Evangelho de João revela que Pedro não compreendia totalmente sobre o lugar que Jesus mencionava para onde estava indo (João 13.36). No capítulo seguinte, Filipe pede a Cristo que lhe mostre o Pai (João 14.8). É notável que, tal como Tomé, Pedro e Filipe ainda não tinham as suas questões esclarecidas por Jesus. Eles também enfrentaram incertezas. Não somos diferentes deles; certamente haverá momentos em que nos sentiremos semelhantes a Tomé, Pedro e Filipe. Porém, devemos aprender a escutar o Senhor Jesus Cristo.

3. O engano de Judas Iscariotes. Em João 13 é revelado que nosso Senhor anunciou que um dos seus discípulos iria traí-lo (João 14.21,22). Essa pessoa era Judas Iscariotes, seu discípulo. Ele acompanhou Jesus, mas não conseguiu interiorizar os seus ensinamentos e, por isso, não depositou fé suficiente no Filho de Deus. Assim sendo, traiu-o e vendeu-o por 30 moedas de prata (João 13.25-27). Lamentavelmente, Judas não reconhecia Jesus como o Salvador e Redentor da humanidade pecadora. A sua visão do Messias restringia-se às questões sociais e políticas para libertar Israel da opressão romana. Portanto, por meio de Judas, aprendemos a importância de não confundir as nossas prioridades enquanto seguimos a nossa jornada com Cristo.


SINOPSE II
As dúvidas, as incertezas e o engano podem nos desafiar durante a nossa caminhada com Cristo.



III – CAMINHO, VERDADE E VIDA
l. “Eu Sou o Caminho.” Como analisado em lições anteriores, a expressão “Eu Sou” representa um título que revela a natureza divina de Jesus (João 6.48  8.12  10.9  10.11  11.25  15-1). Assim, quando o nosso Senhor afirma “Eu sou o caminho”, está declarando que Ele é o acesso singular, exclusivo e único ao Pai. Portanto, não é possível conhecer a Deus e ter comunhão com Ele fora de Jesus. Ninguém pode chegar a Deus senão mediante o Seu Filho. O pronome “Eu”, presente nesta expressão, indica que não somos salvos por princípios ou forças espirituais, mas sim por uma pessoa chamada Jesus, que ilumina aqueles que se encontram nas trevas (Lucas 1.79). Por meio da sua obra redentora no Calvário, foi aberto um novo e vivo caminho para nos guiar até Deus (Hebreus 10.19-21). Ele é o único mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2.5).

2. “Eu Sou a Verdade.” Jesus não é apenas uma parte ou fração da verdade, mas sim toda a verdade em si mesma. De forma clara, o Evangelho de João realça que a verdade suprema se revelou através da encarnação do Senhor Jesus Cristo. Assim sendo, a verdade absoluta, imutável e incondicional encontra-se plenamente expressa em Cristo. Portanto, Jesus personifica a verdade que os seres humanos necessitam conhecer, uma verdade que se opõe à mentira e derruba as falsidades presentes no mundo. Apenas essa verdade provém de uma fonte confiável de revelação redentora que ilumina o conhecimento acerca do Pai (João 14.7).

3. “Eu Sou a Vida.” A vida mencionada aqui não diz respeito à existência física ou ao sopro vital, mas à vida que contrapõe à morte espiritual por meio da vida eterna concedida por Jesus. Refere-se à verdadeira vida espiritual obtida pela obra redentora realizada no Calvário (João 19.30). Esta realidade espiritual ocorre porque nosso Senhor possui vida em si mesmo (João 5.26); Ele é tanto a fonte como o doador da vida eterna (João 3.16  6.33  10.28  11.25).


SINOPSE III
O Senhor Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida.


■ CONCLUSÃO
Reconhecer Jesus como o caminho, a verdade e a vida oferece-nos a oportunidade de esclarecer as nossas dúvidas e incertezas. Ter o Senhor como o caminho, a verdade e a vida proporciona consolo nos momentos difíceis da vida. Através dEle, podemos conhecer a Deus, experimentar a verdadeira liberdade e estar reconciliados em comunhão com Ele.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. O que o pronunciamento do versículo 6 revela sobre Jesus?
Revela que Ele é o único meio de alcançar o Pai, é a verdade que o revela e representa assim a verdadeira vida de Deus.

2. O que a expressão “Casa de meu Pai” quer dizer?
A expressão “casa de meu Pai” refere-se ao Céu, um lugar com muitas habitações para os fiéis em Cristo (João 14.2).

3. O que o episódio de Tomé nos mostra?
Que durante a nossa caminhada com Cristo, não é incomum que surjam dúvidas.

4. De acordo com a lição, qual era a visão de Judas a respeito de Jesus como Messias?
A sua visão do Messias restringia-se às questões sociais e políticas para libertar Israel da opressão romana.

5. De acordo com a lição, o que o Senhor está afirmando na expressão “Eu sou o caminho”?
Quando o nosso Senhor afirma “Eu sou o caminho”, está declarando que Ele é o acesso singular, exclusivo e único ao Pai.


NÃO SAIA SEM ANTES...


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