Pastor Ademar Rodrigues

Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.
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quarta-feira, 23 de outubro de 2024

LIÇÃO 9 - PROMESSAS PARA PAIS E FILHOS

   4° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
“Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.” (Efésios 6.2,3)

VERDADE PRÁTICA
Entre desafios e responsabilidades, o relacionamento entre pais e filhos deve ser de bênçãos e proteção.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Salmos 128.3,4 
 ■ Os filhos são presentes de Deus para os pais

 Terça – Provérbios 9.10 • Provérbios 22.6
 ■ Os pais devem instruir os filhos no temor do Senhor

 Quarta – Deuteronômio 6.4-9 • Deuteronômio 11.18,19
 ■ Cuidando dos filhos com a Palavra de Deus

 Quinta – Salmos 122.1
 ■ Pais e filhos devem se alegrar na igreja local

 Sexta – Isaías 44.3,4 • Joel 2.28 • Atos 2.39
 ■ A promessa do derramamento do Espírito Santo aos filhos

 Sábado – Efésios 6.10-13
 ■ A família cristã como um lugar de proteção aos filhos


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Salmos 127.3-5 • Efésios 6.1-4

Salmos 127

3 - Eis que os filhos são herança do Senhor; e o fruto do ventre, o seu galardão.
4 - Como flechas na mão do valente, assim são os filhos da mocidade.
5 - Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, quando falarem com os seus inimigos à porta.

Efésios 6

1 - Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo.
2 - Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa,
3 - para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.
4 - E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.



Hinos Sugeridos: 388 • 400 • 410 da Harpa Cristã



■ INTRODUÇÃO

Nesta lição, estudaremos a respeito das promessas de Deus voltadas ao relacionamento entre pais e filhos. Vivemos em um contexto desafiador na criação de filhos. Mais desafiador ainda é o relacionamento entre pais e filhos. Contudo, a Palavra de Deus nos supre com preciosos ensinamentos em que pais e filhos podem desfrutar de uma relação de confiança e proteção na família, no lugar em que podemos usufruir das bênçãos de Deus. As promessas de Deus podem se cumprir no relacionamento entre pais e filhos.

Palavras-Chave: Pais e Filhos

I – O RELACIONAMENTO BÍBLICO ENTRE PAIS E FILHOS
1. Pais e filhos. A Leitura Bíblica em Classe nos apresenta o texto bíblico do Salmo 127 em que os filhos são apresentados como “herança do Senhor” e “galardão” (Salmos 127.3). O Salmo ainda diz que eles são como “flechas na mão do valente”, ou seja, são úteis e importantes para a sociedade e, por isso, eles eram importantes também para os pais diante da sociedade (Salmos 127.4).
Por causa desses filhos, os pais se sentem realizados e felizes (Salmos 127.5). Dessa forma, os filhos são vistos como herança, como galardão para os pais. Assim sendo, está sob a responsabilidade dos pais a educação deles, a formação espiritual, o cultivo da fé, para que a herança do Senhor seja preservada nestes tempos difíceis.

2. Um mandamento com promessa para os filhos. Para os filhos, que são herança do Senhor para os seus pais, e conforme vemos na Leitura Bíblica em Classe, há uma promessa divina mediante a obediência de um mandamento. O apóstolo Paulo ensina que os filhos devem obedecer aos seus pais para que as suas vidas estejam bem e, consequentemente, vivam tempo longo sobre a terra (Efésios 6.1-3). Essa promessa remonta o quinto mandamento de Deus, proferido por Moisés no deserto (Êxodo 20.12). Esse mandamento tem o mesmo significado do ensino proferido pelo apóstolo Paulo. Assim, estamos diante de uma promessa condicional dirigida aos filhos. Sim, há bênçãos para os filhos na medida em que eles honram os seus pais em vida.

3. Mandamentos e bênçãos para os pais. Se por um lado os filhos devem honrar os pais, estes não devem “provocar a ira dos filhos” (Efésios 6.4). É verdade que não é fácil criar filhos. Os desafios são muitos e os pais precisam desenvolver a paciência e o cuidado para lidar com eles. Contudo, a parceria em amor e a disciplina aplicada com sabedoria promoverão um ambiente em que pais e filhos crescerão juntos na fé em Cristo. Por isso, os filhos são bênçãos para os pais, e estes para os filhos: “A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos, como plantas de oliveira, à roda da tua mesa. Eis que assim será abençoado o homem que teme ao Senhor!” (Salmos 128.3,4). Assim, valorizemos a nossa família como um presente de Deus e, ao mesmo tempo, instruamos os nossos filhos para que andem no caminho do temor do Senhor de modo que dele não se desvie (Provérbios 9.10 • Provérbios 22.6).


SINOPSE I
Os filhos são "herança do Senhor" e "galardão" (Salmos 127.3), logo os pais precisam cuidar deles com sabedoria e temor.

II – O CUIDADO DOS PAIS COM OS FILHOS
1. Cultivando o ensino da Palavra de Deus. Vimos que os filhos têm responsabilidade para com os pais, conforme os textos bíblicos estudados. Todavia sabemos que os pais também têm responsabilidades com os filhos. Nesse aspecto, uma dessas maiores responsabilidades é a de cultivar o ensino da Palavra de Deus na família. Isso é a base para a formação espiritual, moral, emocional e social dos nossos filhos (Deuteronômio 6.4-9 • 11.18,19). Além desse ensino ser cultivado no lar, cabe aos pais o incentivo e o estímulo de levar os filhos à igreja local, encorajando-os a participar das reuniões de cultos e estudos bíblicos, como a Escola Dominical e o culto de ensino da Palavra (Marcos 10.13-16). Quando isso acontece, a igreja passa a ser a extensão do lar e este, a extensão da igreja local. Lembremos do que o salmista escreveu: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor!” (Salmos 122.1). Assim, os nossos filhos terão o ambiente adequado para experimentar as promessas de Deus.

2. Prioridades na vida familiar. Segundo a Palavra de Deus, para cuidar da igreja é preciso que o obreiro cuide bem de sua família (1 Timóteo 3.2,4,12 • Tito 1.5,6). Embora os textos bíblicos que falem sobre esse assunto tenham como público-alvo os candidatos ao ministério, é evidente que Deus espera que todos os pais cristãos tenham o devido cuidado e atenção com a sua família. Por isso, se pudéssemos estabelecer uma hierarquia de prioridades na vida do cristão, faríamos assim: 1) o cônjuge; 2) os filhos; 3) a igreja local. Assim, quando a nossa família está bem cuidada, consequentemente, teremos uma igreja bem assistida.

3. Disciplina e estímulos aos filhos. Como vimos, os pais têm a responsabilidade, dada por Deus, de disciplinar seus filhos. Contudo, como também mencionamos anteriormente, a disciplina dos pais, aplicada aos filhos, deve ser equilibrada e baseada no amor. É preciso disciplinar pelo ensino e pelo próprio exemplo dos pais (João 13.15) para gerar obediência, honra e responsabilidade nos filhos (Colossenses 3.20Êxodo 20.12 • Lamentações 3.27). Se por um lado deve ocorrer a disciplina, por outro, deve ocorrer o elogio, o afago, a demonstração de carinho e afeto pelos filhos para que haja a devida confiança e segurança no relacionamento familiar.


SINOPSE II
Os pais também têm responsabilidades com os filhos. Uma das maiores responsabilidades deles para com os seus filhos é a de cultivar o ensino da Palavra de Deus na família.

III – BÊNÇÃOS, PAIS E FILHOS
l. Bênçãos para posteridade. Há promessas na Bíblia que trazem consigo bênçãos espirituais de Deus para os filhos. Em Isaías, vemos uma promessa do derramamento do Espírito, bem como as bênçãos de Deus, sobre a posteridade de Israel (Isaías 44.3,4). Em Joel, “vossos filhos e vossas filhas profetizarão” (Joel 2.28). Em Atos dos Apóstolos, apóstolo Pedro diz que “a promessa diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, o nosso Senhor, chamar” (Atos 2.39). Nesse sentido, há promessa de uma vida imersa no Espírito Santo para os nossos filhos. Há promessas de bênçãos espirituais sem medidas para que os nossos filhos desfrutem da presença de Deus. É uma promessa divina, mediante o Espírito, para os nossos filhos! Portanto, ore para que seu filho, sua filha, receba o Batismo no Espírito Santo! É uma promessa divina para a vida deles.

2. Família: Lugar onde os filhos devem ser abençoados. A nossa família deve ser o ambiente em que os nossos filhos tenham experiências com Deus, vivam as suas promessas e estabeleçam uma vida de compromisso com o Senhor Jesus. Dessa forma, ajudaremos muito os nossos filhos se a nossa família cultivar o culto doméstico, promovendo a oração, o louvor e a leitura da Palavra de Deus em nosso lar. Que em nossa família, os nossos filhos tenham a liberdade de expressarem suas lutas e dificuldades para que se tornem temas de nossa intercessão no lar (Deuteronômio 6.6-9). A nossa família deve ser o lugar onde nossos filhos sejam abençoados.

3. Pais que protegem seus filhos. Os pais devem garantir um ambiente na família em que os filhos se sintam protegidos em cada etapa do desenvolvimento, ou seja, quer na infância, na adolescência ou na juventude. Nossas crianças devem ser protegidas física, emocional e espiritualmente (Mateus 19.14). Nossos adolescentes devem achar guarida em nosso lar para expressarem as suas demandas a fim de que direcionemos a nossa atenção para elas (Lucas 2.41-49). Nossos jovens devem encontrar em nós palavras sábias, de ânimo, que os instruam diante de suas lutas e tribulações. É tempo de nossa família ser um lugar em que a vida de nossos filhos seja protegida dos ataques do Maligno (Efésios 6.10-13). Quando isso acontece, a proteção torna-se uma bênção de Deus para eles.


SINOPSE III
Há promessas na Bíblia que trazem consigo bênçãos espirituais de Deus para os filhos.

 CONCLUSÃO

A vontade do Altíssimo é que suas bênçãos celestiais estejam sobre a nossa casa, sobre a nossa família e sobre o nosso relacionamento com os nossos filhos. É verdade que não é fácil formar os nossos filhos, mas também é verdade que não estamos sozinhos nessa difícil tarefa. Busquemos em Deus a sabedoria que nos falta para saber disciplinar de maneira equilibrada e, ao mesmo tempo, abraçá-los quando mais precisarem. Deus é zeloso pela nossa família.


REVISANDO O CONTEÚDO

1. Como os filhos são qualificados no Salmo 127?
Os filhos são apresentados como “herança do Senhor” e “galardão” (Salmos 127.3).

2. O que pode promover um ambiente em que pais e filhos cresçam juntos na fé em Cristo?
A parceria em amor e a disciplina aplicada com sabedoria promoverão um ambiente em que pais e filhos crescerão juntos na fé em Cristo.

3. Qual é uma das principais responsabilidades dos pais com os filhos?
Uma dessas maiores responsabilidades é a de cultivar o ensino da Palavra de Deus na família.

4. Se por um lado deve ocorrer a disciplina, por outro deve ocorrer o quê?
Se por um lado deve ocorrer a disciplina; por outro, deve ocorrer o elogio, o afago, a demonstração de carinho e afeto pelos filhos para que haja a devida confiança e segurança no relacionamento familiar.

5. Na família, o que os pais devem garantir para os seus filhos?
Os pais devem garantir um ambiente na família em que os filhos se sintam protegidos em cada etapa do desenvolvimento, ou seja, quer na infância, na adolescência ou na juventude.


LIÇÃO        1     2    3    4    5    6    7    8    9    10    11    12    13



   


LIÇÃO 8 - A PROMESSA DE PAZ

   4° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” (João 14.27)

VERDADE PRÁTICA
A Paz do Senhor Jesus traz quietude e calma para a nossa alma, principalmente, nos momentos difíceis da vida.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Filipenses 4.9 
 ■ O Deus de paz está conosco em todo o tempo

 Terça – Colossenses 3.15
 ■ A paz de Deus domina os corações dos que o temem

 Quarta – Mateus 5.9
 ■ Os pacificadores são bem-aventurados

 Quinta – Romanos 5.1
 ■ Por meio de Cristo temos paz com Deus

 Sexta – Isaías 9.6,7
 ■ Jesus, o nosso Senhor, é o "Príncipe da Paz"

 Sábado – Filipenses 4.6,7
 ■ A paz de Deus excede todo o entendimento


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Números 6.24-26 • Filipenses 4.6,7 • 1 Pedro 3.10,11

Números 6

24 - O Senhor te abençoe e te guarde;
25 - O Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti;
26 - O Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz.

Filipenses 4

6 - Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças.
7 - E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.

1 Pedro 3

10 - Porque quem quer amar a vida e ver os dias bons, refreie a sua língua do mal, e os seus lábios não falem engano;
11 - aparte-se do mal efaça o bem; busque a paz e siga-a.



Hinos Sugeridos: 3 • 178 • 364 da Harpa Cristã



■ INTRODUÇÃO

O Senhor Jesus é identificado na profecia de Isaías como o “Príncipe da Paz”. De seu principado deriva a paz de que todo ser humano precisa. Por isso, nesta lição, estudaremos a respeito da promessa que está presente na Palavra de Deus. Veremos como a paz é representada no plano de  Deus, bem como é apresentada na perspectiva do mundo e, principalmente, a paz que Jesus prometeu para cada um de seus seguidores.

Palavra-Chave: Paz

I – A PAZ NO PLANO DE DEUS
1. O significado de paz. No dicionário, encontramos os seguintes sinônimos para a palavra “paz”: “tranquilidade”, “repouso”, “silêncio”, “sossego”. No Antigo Testamento, encontramos a palavra “shalom” para “paz”, que tem o sentido de segurança, bem-estar, saúde, prosperidade, paz (Números 6.26); representando tudo o que há de melhor para a vida. No Novo Testamento, em grego, a palavra “paz” é “eirene”, com significado semelhante, contudo, enfatizando a ideia de quietude e repouso (Filipenses 4.6).

2. A Paz na bênção sacerdotal. Os versículos 24-26 de Números 6 expressam a bênção sacerdotal sobre os filhos de Israel. Entre a bênção de proteção, benevolência e de misericórdia, encontra-se a bênção de paz (v.26). O sentido de paz que a palavra hebraica shalom carrega é de completude, satisfação e plena felicidade. Trata-se de uma bênção em que a ansiedade, a tensão e a contenda não teriam vez entre os filhos de Israel. A paz, em Números 6, revela um estado de plena satisfação em Deus a qual o povo judeu poderá desfrutar na sua peregrinação pelo deserto e ao entrar na Terra Prometida.

3. A Paz do Senhor. O Texto Áureo traz consigo a Paz do Senhor Jesus, em que nos lembra uma das principais características do Messias: “o Príncipe da Paz” (Isaías 9.6). Essa paz do Senhor Jesus é assunto do apóstolo Paulo em Filipenses, quando ele exorta a igreja a não ficar inquieta pelos últimos acontecimentos, pois a paz de Deus nos fortalece e protege o nosso coração e sentimentos em Cristo, o nosso Senhor (Filipenses 4.6,7). O apóstolo Pedro também reflete o mesmo ensino de Jesus no sentido de levar a vida numa perspectiva de paz, refreando a língua para não entrar em contendas e mentiras, apartando-se do mal, buscando a paz com os outros (1 Pedro 3.10,11). Dessa forma, como a paz reina em nossa vida, devemos buscar ter essa paz com outras pessoas.


SINOPSE I
Se a paz reina em nossa vida, devemos buscar ter essa paz com outras pessoas.

II – A PAZ ILUSÓRIA DO MUNDO
1. Uma paz enganosa. Muitos buscam a paz nos vícios, em substâncias tanto ilegais quanto legalizadas, nos jogos, nas baladas, em falsas religiões. Ao longo da história, as pessoas procuram sempre preencher uma lacuna em suas vidas com aquilo que não tem a capacidade de preenchê-las. Outras entendem que a paz é meramente a ausência de guerra, de dificuldades e problemas. A Bíblia revela que a paz do mundo é enganosa porque não tem como fundamento o que é eterno, celestial e divino, mas temporal, terreno e puramente humano (João 14.27). O que Jesus oferece advém da eternidade e, por isso, preenche todas as nossas necessidades independente das circunstâncias que vivemos (João 7.38). A paz do Senhor Jesus não é enganosa, mas verdadeira e sublime.

2. A “paz” das obras da carne. A Carta aos Gálatas apresenta uma lista das “obras da carne” que, muitas vezes, expressa a ilusão de uma falsa paz na vida das pessoas, e muitas confundem o prazer e os deleites da vida com a paz (Gálatas 5.19-21). Na verdade, é uma satisfação que ocorre por meio dos sentidos e, logo, se volta ao estágio de necessidade anterior. Assim, quem vive na prática das Obras da Carne imagina que desfruta de uma pretensa paz e, como consequência, pensa que vive uma vida feliz. Ledo engano! É impossível desfrutar da verdadeira paz que o Senhor Jesus oferece quando se viva na prática do pecado. Quem vive assim está se enganando, atendendo à vontade do Mundo, da Carne e do Diabo (Efésios 2.3).

3. Uma falsa paz. Ensinando à igreja em Tessalônica, a respeito do Dia do Senhor, o apóstolo Paulo escreveu: “Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então, lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão” (1 Tessalonicenses 5.3). Aqui, somos lembrados de uma falsa paz que haverá na Grande Tribulação. Uma paz superficial, frágil e apenas aparente. Quem se compromete com a falsa paz não saberá discernir os tempos de oposição tanto no presente quanto no futuro. Mas com Jesus, desfrutamos de uma paz verdadeira e duradoura.


SINOPSE II
Com Jesus Cristo, o nosso Senhor, desfrutamos de uma paz verdadeira e duradoura.


III – A PAZ QUE JESUS PROMETEU
1. O Príncipe da Paz. O Profeta Isaías teve a revelação divina das características do Messias prometido a Israel e ao mundo. Uma de suas principais características é ser “O Príncipe da Paz” (Isaías 9.6,7). A vinda do Messias trará uma paz que o mundo não conheceu. Os Evangelhos apresentam o Senhor Jesus, o nosso Salvador, como esse “Príncipe da Paz”. Seus discípulos podem desfrutar hoje dessa paz que só Ele pode dar. Seu principado assegura-nos a verdadeira paz (João 14.27), que deve nos acompanhar, como seguidores de Jesus, onde colocarmos os nossos pés (Mateus 10.12,13).

2. Uma promessa redentora. Em Gênesis, a paz foi transtornada por causa da estratégia do Diabo que iludiu o primeiro casal, fazendo-o desobedecer à ordem de Deus (Gênesis 3.1-7). Nesse contexto, Deus prometeu redimir o ser humano por meio da “semente da mulher” (Gênesis 3.15). Essa promessa se cumpriu em Cristo, reconciliando-nos e estabelecendo a nossa paz com Deus (Romanos 5.1). Ao mesmo tempo, a parede da separação foi derrubada e toda inimizade entre judeus e gentios foi desfeita, de modo que de ambos os povos Ele fez um, a Igreja (Efésios 2.14,15). Por isso, no Novo Testamento há várias referências que nos mostram que a paz de Cristo está ao alcance de todos que nEle creem. Essa paz estará conosco (Filipenses 4.9), dominará os nossos corações (Colossenses 3.15) e, como pessoas pacíficas, desfrutaremos de verdadeira felicidade (Mateus 5.9).

3. Uma promessa que excede todo o entendimento. A paz que excede todo o entendimento nos acalma diante das inquietações da vida (Filipenses 4.6). Essa paz acalmará o nosso coração, nos fortalecerá para resistir às intempéries diante de nós, assim como aconteceu com o apóstolo Pedro que, mesmo preso numa cadeia típica do primeiro século, dormia um sono profundo e sereno (Atos 12.5-7). Esse episódio está de pleno acordo com o que o Senhor Jesus prometeu: “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (João 16.33). Mesmo diante de aflições e lutas, podemos confiar no Senhor e experimentar a paz que só Ele pode nos dar. Portanto, confiemos nas promessas de Jesus, bem como em sua providência!


SINOPSE III
A paz que excede todo o entendimento é uma paz que nos acalma diante das inquietações da vida.

 CONCLUSÃO

Vimos que a paz de Deus tem a ver com bem-estar, repouso e quietude, mesmo nas horas de grandes tormentos. Contrastamos essa perspectiva de paz com a do mundo que compreende que a paz é a mera ausência de guerra ou se resume a períodos limitados de prazeres. Aprendemos que a Paz de Deus é uma virtude profunda, elevada e eterna. Não se trata de algo passageiro, mas de um estado permanente, que independe das circunstâncias. É a paz que Jesus prometeu.


REVISANDO O CONTEÚDO

1. Escreva a respeito do conceito de paz.
No Antigo Testamento, encontramos a palavra “shalom” para “paz”, que tem o sentido de segurança, bem-estar, saúde, prosperidade, paz (Números 6.26); representa tudo o que há de melhor para a vida. No Novo Testamento, em grego, a palavra “paz” é “eirene”, com significado semelhante, contudo, enfatizando a ideia de quietude e repouso (Filipenses 4.6).

2. O que a paz em Números 6 revela?
A paz, em Números 6, revela um estado de plena satisfação em Deus a qual o povo poderá desfrutar na sua peregrinação pelo deserto.

3. Por que podemos dizer que a paz que o mundo oferece é enganosa?
A paz do mundo é enganosa porque não tem como fundamento o que é eterno, celestial e divino, mas temporal, terreno e puramente humano.

4. Como os Evangelhos apresentam o Senhor Jesus?
Os Evangelhos apresentam o Senhor Jesus, o nosso Salvador, como esse “Príncipe da Paz”.

5. De acordo com a lição, o que é a paz que excede todo o entendimento?
A paz que excede todo o entendimento é uma paz que nos acalma diante das inquietações da vida.


LIÇÃO        1     2    3    4    5    6    7    8    9    10    11    12    13



   


terça-feira, 22 de outubro de 2024

LIÇÃO 7 - A PROMESSA DE UM CORAÇÃO NOVO

   4° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne.”
(Ezequiel 36.26)

VERDADE PRÁTICA
O salvo em Cristo Jesus tem um coração novo, voltado para a Palavra de Deus e disposto a fazer a sua vontade.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – João 3.3-8 
 ■ O coração deve ser regenerado pelo Espírito

 Terça – Provérbios 4.23
 ■ Do coração procedem as saídas da vida

 Quarta – Mateus 15.18-20
 ■ O que sai do coração contamina o ser humano

 Quinta – Lucas 2.18,19
 ■ Guardando e conferindo tudo no coração

 Sexta – Jeremias 20.12
 ■ Deus vê o coração do ser humano

 Sábado – Provérbios 17.22
 ■ O coração alegre é remédio da alma


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Romanos 2.25-29 • Jeremias 31.31-34

Romanos 2

25 - Porque a circuncisão é, na verdade, proveitosa, se tu guardares a lei; mas, se tu és transgressor da lei, a tua circuncisão se torna em incircuncisão.
26 - Se, pois, a incircuncisão guardar os preceitos da lei, porventura, a incircuncisão não será reputada como circuncisão?
27 - E a incircuncisão que por natureza o é, se cumpre a lei, não te julgará, porventura, a ti, que pela letra e circuncisão és transgressor da lei?
28 - Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne.
29 - Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não na letra, cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus.

Jeremias 31

31 - Eis que dias vêm, diz o Senhor, em que farei um concerto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá.
32 - Não conforme o concerto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito, porquanto eles invalidaram o meu concerto, apesar de eu os haver desposado, diz o Senhor.
33 - Mas este é o concerto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: porei a minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.
34 - E não ensinará alguém mais a seu próximo, nem alguém, a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior, diz o Senhor; porque perdoarei a sua maldade e nunca mais me lembrarei dos seus pecados.



Hinos Sugeridos: 15 • 141 • 447 da Harpa Cristã



■ INTRODUÇÃO

O coração tem uma perspectiva bíblica muito singular. A palavra se refere à realidade da vida interior de cada pessoa. Por isso que, ao longo da Bíblia, nos deparamos com conselhos que nos incentivam a cuidar do coração, e guardá-lo de todas as influências maléficas. O coração, segundo a Bíblia, é o centro da vida. As promessas para o coração são o tema desta lição.

Palavra-Chave: Coração

I – O CORAÇÃO NA PERSPECTIVA BÍBLICA
1. O coração na Bíblia. Na Bíblia, raramente, a palavra “coração” é usada como referência ao órgão físico (2 Samuel 18.142 Reis 9.24). De modo geral, essa palavra se refere ao “homem interior” a fim de revelar o centro da vida mental, emocional e espiritual do ser humano. Desse modo, o apóstolo Paulo faz referência ao “homem exterior” (o corpo físico) e ao homem interior (alma e espírito), que constitui o ser humano em sua integralidade: corpo, alma e espírito (Hebreus 4.12). É para a dimensão desse “homem interior” que a Bíblia aplica a palavra “coração”, tudo o que faz parte da nossa alma e espírito.

2. A circuncisão do coração. O texto da Leitura Bíblica em Classe apresenta Romanos 2.25-29 num contexto em que o apóstolo Paulo ensina o sentido da verdadeira circuncisão da Nova Aliança. De fato, a circuncisão foi um ato físico estabelecido por Deus para os descendentes de Abraão. Contudo, no Novo Testamento, o que atesta a Nova Aliança não é mais uma marca física (Romanos 2.28), mas a obra realizada pelo Espírito Santo no coração da pessoa (Romanos 2.29). Essa é a verdadeira circuncisão! Essa é uma obra exclusiva do Espírito que nos capacita a ser um seguidor do Senhor Jesus e estabelecer um relacionamento pessoal com Deus. Sem essa circuncisão do coração é impossível manter um relacionamento vivo com o Pai (João 3.3-8).

3. Um coração novo. Esse ensino do apóstolo Paulo remonta o profeta Jeremias 31.31-34 a respeito de uma Nova Aliança que rompe com a forma da Antiga. Essa Nova Aliança não seria mais conhecida pelas marcas físicas, ritualísticas e externas, mas teria a ver com o interior da pessoa, pois Deus escreveria a sua Lei no “coração”, poria a sua Lei no interior da Casa de Israel (Jeremias 31-33). Assim, Deus daria um coração novo ao seu povo. Por isso, o apóstolo Paulo faz referência a essa obra com a Palavra “espírito” em vez da “letra” (Romanos 2.29), pois a Lei de Deus estaria dentro do ser humano que passasse pela obra de regeneração promovida pelo Espírito Santo (João 3.6,7). Portanto, de maneira geral, a palavra “coração” se refere ao que está no interior do ser humano (Provérbios 4.23Mateus 15.18-20).


SINOPSE I
O coração se refere ao "homem interior" para revelar o centro da vida mental, emocional e espiritual do ser humano.

II – O CORAÇÃO DE QUEM ESTÁ EM DEUS
1. Um coração inclinado a Deus. Quando uma pessoa recebe a Cristo como seu Salvador, ela passa pelo processo do Novo Nascimento, da Regeneração. Por isso, ela passa a enxergar o Reino de Deus e, ao mesmo tempo, a própria necessidade espiritual. A respeito disso, nosso Senhor diz: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (João 3.3). Assim, quem tem um coração regenerado, transformado, participa do Reino de Deus e, consequentemente, se inclina para as coisas do Espírito a fim de viver de acordo com os mandamentos de Deus (Romanos 8.5,6).

2. Um coração consciente. Como centro da vida interior do ser humano, no coração meditamos, ponderamos e avaliamos, como fez Maria, a mãe de Jesus, ao ouvir o que os pastores diziam acerca do menino: “E todos os que a ouviram se maravilharam do que os pastores lhes diziam. Mas Maria guardava todas essas coisas, conferindo-as em seu coração” (Lucas 2.18,19). Assim, quem recebe um coração novo, transformado pela nova natureza a partir da Palavra de Deus, tem a capacidade de guardar seu coração e o que se passa ao seu redor, de maneira que possa desejar fazer a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Romanos 12.2 • Filipenses 4.8,9).

3. Deus vê o coração. No livro do Profeta Jeremias está escrito: “Tu, pois, ó Senhor dos Exércitos, que provas o justo e vês os pensamentos e o coração, veja eu a tua vingança sobre eles, pois te descobri a minha causa” (Jeremias 20.12). A partir desse texto, podemos depreender que o coração do ser humano é um lugar que poucos podem conhecer, adentrar e contemplar. É o local mais escondido da pessoa. Contudo, a Bíblia diz que Deus vê o coração. Ele contempla o ser humano por dentro e por fora. O Criador formou o homem em sua integralidade, tanto a vida exterior quanto a interior, e, por isso, Ele contempla e conhece bem o coração de cada pessoa. Assim, quem foi regenerado e transformado é contemplado por Deus em todas as dimensões do coração.


SINOPSE II
O coração novo é inclinado para Deus, consciente da sua vontade e sabe que Deus conhece todas as coisas.


III – PROMESSAS PARA O CORAÇÃO
1. Um coração feliz. Quando o ser humano tem um novo coração, como resultado da obra realizada por Deus por meio de seu Espírito, a felicidade é uma realidade. Em seu Sermão do Monte, o Senhor Jesus traz uma lista de bem-aventuranças, isto é, um estado de felicidade para quem manifesta as virtudes do Reino de Deus (Mateus 5.1-9). Isso significa que a felicidade para o cristão não se encontra em coisas materiais, mas em praticar aquilo que agrada a Deus. Em Provérbios, lemos: “O coração alegre serve de bom remédio, mas o espírito abatido virá a secar os ossos” (Provérbios 17.22). Como consequência dessa felicidade, a alegria se instala no coração. Hoje, sabemos pela ciência que a alegria no coração, isto é, no interior, produz reações químicas que contribuem para o equilíbrio e a manutenção da saúde humana. A pessoa que procura a presença de Deus, no seu dia a dia, tem a alegria do Senhor, que é a nossa força (Neemias 8.10).
A pessoa que procura a presença de Deus, no seu dia a dia, tem alegria do Senhor, que é a nossa força.
2. Um coração cheio de amor. O amor é a essência do Cristianismo. Sem ele, não existe a verdadeira expressão e identidade do que significa ser cristão. O apóstolo Paulo escreve: “E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Romanos 5.5). Essa palavra mostra que o amor de Deus está derramado no coração daqueles que têm o Espírito Santo e, por isso, o coração transformado. Por isso, o coração do salvo está cheio de amor. Dessa forma, podemos viver o que o apóstolo Paulo escreveu: “E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição. E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos” (Colossenses 3.14,15).

3. O penhor do Espírito no coração. Em sua Segunda Carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo escreve: “Mas o que nos confirma convosco em Cristo e o que nos ungiu é Deus, o qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações” (2 Coríntios 1.21,22). Aqui, esse texto bíblico mostra que o penhor do Espírito Santo é a garantia de nossa salvação, dada por Deus e testificada em nosso coração. Além dessa garantia, o “penhor do Espírito Santo”, também chamado de “penhor da nossa herança”, é garantia de vitória para a Igreja do Senhor Jesus Cristo (Efésios 1.13,14). Portanto, o Espírito Santo é a maior garantia de que Deus cumprirá integralmente todas as promessas feitas à sua Igreja.


SINOPSE III
Deus tem promessas de um coração novo, feliz, cheio do amor que é derramado pelo Espírito Santo.

 CONCLUSÃO

Nesta lição, estudamos a promessa de “um coração novo” para a Igreja. Ninguém pode ver o coração, pois ele se refere ao interior de cada um. A pessoa pode falar uma coisa e pensar outra, pode prometer uma coisa e proceder de modo diferente. Tudo isso faz parte das fraquezas da condição humana. Contudo, mediante sua Onisciência, Deus sabe de tudo e de todas as coisas, tanto do universo quanto do coração do ser humano. Ele é o Senhor que esquadrinha o nosso coração, prova os pensamentos e recompensa a cada um conforme suas ações (Jeremias 17.10).


REVISANDO O CONTEÚDO

1. A que a palavra “coração” se refere?
A palavra se refere à realidade da vida interior de cada pessoa.

2. O que atesta a obra da Nova Aliança?
O que atesta a Nova Aliança não é mais uma marca física (Romanos 2.28), mas a obra realizada pelo Espírito Santo no coração da pessoa (Romanos 2.29).

3. Qual é a capacidade de quem recebe o coração novo?
Tem a capacidade de guardar seu coração e o que se passa a seu redor, de maneira que possa desejar a fazer a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Romanos 12.2 • Filipenses 4.8,9).

4. Qual é a essência do Cristianismo?
O amor é a essência do Cristianismo. Sem ele, não existe a verdadeira expressão e identidade do que significa ser cristão.

5. O que pode ser testificado em nosso coração?
O penhor do Espírito Santo é a garantia de nossa salvação, dada por Deus e testificada em nosso coração.


LIÇÃO        1     2    3    4    5    6    7    8    9    10    11    12    13



   

LIÇÃO 6 - A PROMESSA DE CURA DIVINA

   4° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.”
(Isaías 53.4)

VERDADE PRÁTICA
Jesus é o Médico dos médicos e não há enfermidade que Ele não possa curar.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Gênesis 3.1-7,22-24 
 ■ O pecado é a causa das doenças

 Terça – Romanos 3.9-12
 ■ O pecado corrompeu toda a natureza humana

 Quarta – Gênesis 6.3,13 • 2 Pedro 2.5
 ■ Com o tempo, o homem passou a viver menos

 Quinta – Salmos 90.10
 ■ O salmista mostra a expectativa de vida mais curta

 Sexta – Romanos 8.23
 ■ Aguardando a redenção plena do nosso corpo

 Sábado – Hebreus 13,8 • Marcos 5.35-43
 ■ Jesus não mudou; Ele cura sim


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Isaías 53.1-5 • Mateus 8.14-17 • Tiago 5.14,15

Isaías 53

1 - Quem deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do Senhor?
2 - Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha parecer nem formosura; e, olhando nós para ele, nenhuma beleza víamos, para que 0 desejássemos.
3 - Era desprezado e o mais indigno entre os homens, homem de dores, experimentado nos trabalhos e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.
4 - Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus e oprimido.
5 - Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados.

Mateus 8

14 - E Jesus, entrando na casa de Pedro, viu a sogra deste jazendo com febre.
15 - E tocou-lhe na mão, e a febre a deixou; e levantou-se e serviu-os.
16 - E, chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele, com a sua palavra, expulsou deles os espíritos e curou todos os que estavam enfermos,
17 - para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças.

Tiago 5

14 - Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor;
15 - E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.



Hinos Sugeridos: 7 • 293 • 510 da Harpa Cristã



■ INTRODUÇÃO

Na Cruz do Calvário, o Senhor Jesus realizou uma obra completa de salvação. Essa obra, efetivada por Ele, nos autoriza a clamar pela Cura Divina. Nesta lição, veremos que, no plano divino, o Senhor nosso Deus desejou curar o seu povo para o alívio do sofrimento.
Esse plano ocorreu de maneira poderosa no ministério de Jesus, sendo consumado no poder da obra do Calvário. Jesus Cristo cura sim!

Palavra-Chave: Cura Divina

I – A PROMESSA BÍBLICA DA CURA DIVINA
1. A profecia messiânica de Isaías 53. A profecia bíblica de Isaías 53 apresenta o Senhor Jesus como o Messias, o Cristo de Deus que foi pregado na Cruz do Calvário para a nossa redenção (Isaías 53.1-3). Dessa forma, a obra do Calvário foi operada de maneira completa, perfeita e plena, de modo que, além de ser redimido e liberto do império do pecado, o salvo também recebe cura das doenças por causa da obra do Calvário (Isaías 53.4,5). Sim, o nosso Senhor Jesus sofreu em nosso lugar tanto o sofrimento físico quanto espiritual e, por isso, a obra de Salvação é completa. Além disso, o evangelista confirma o cumprimento da profecia de Isaías no ministério de Jesus (Mateus 8.17). Por isso, podemos afirmar que Jesus salva e cura.

2. O cumprimento profético no ministério de Jesus. O texto bíblico de Mateus 8.14-17 apresenta o Senhor Jesus curando a sogra de Pedro. Em seguida, Ele recebe endemoninhados e enfermos, expulsando os demônios de quem estava escravizado pelos espíritos imundos e curando os enfermos que se encontravam diante dEle. O evangelista Mateus se referiu a esse episódio da seguinte forma: “para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças” (Mateus 8.17). Esse relato mostra que o Plano de Salvação de Jesus levava em conta também a cura divina dos enfermos.

3. Os ministros são chamados a orar e ungir os enfermos. Ao longo do Novo Testamento, os apóstolos, os demais líderes e a Igreja Primitiva criam no poder curador do Senhor Jesus, de modo que o povo de Deus esperava receber a cura por meio da oração, acompanhada de unção com o azeite por parte dos ministros da igreja e, se fosse o caso, também acompanhada de confissão de pecados (Tiago 5.14,15). Assim, cabe como responsabilidade dos ministros de Deus ungir os enfermos com azeite e orar com fé por eles. Quantos testemunhos mostram que o Senhor Jesus ainda cura, pois se trata de uma obra consumada no Calvário!


SINOPSE I
A obra de Cristo no Calvário foi operada de maneira completa, perfeita e plena, de modo que, além de ser redimido e liberto do império do pecado, o salvo também recebe a promessa da cura divina.

II – ORIGEM E CONSEQUÊNCIAS DAS DOENÇAS NO MUNDO
1. A origem das doenças no Éden. A origem das doenças e suas trágicas consequências remontam ao ato de desobediência dos nossos primeiros pais, conforme relatado em Gênesis 3. O pecado do ser humano fez com que as enfermidades surgissem, acompanhada de dor, sofrimento e morte. Por isso, conforme apresentamos no primeiro tópico, a doutrina bíblica da Cura Divina tem como a base a obra do Calvário, pois, de acordo com a Bíblia, a verdadeira causa do advento das doenças é o pecado (Gênesis 3.1-7,22-24).

2. A consequência do advento da doença. O pecado corrompeu todas as áreas da natureza humana (Romanos 3.9-12). Assim, uma das principais consequências do pecado, bem como do advento das doenças, foi a diminuição do tempo de vida do ser humano. A Bíblia revela que Adão viveu 930 anos; Sete, 912 anos; Enos, 905 anos; a idade de outros importantes personagens bíblico foi com o tempo, diminuindo (Gênesis 5.1-32). Ao anunciar o Dilúvio para Noé, Deus demarcou o limite da vida humana aos 120 anos (Gênesis 6.3,132 Pedro 2.5). O Salmo 90 afirma uma expectativa de vida mais curta: “A duração da nossa vida é de setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o melhor deles é canseira e enfado, pois passa rapidamente, e nós voamos” (Salmos 90.10). O fato é que com o pecado e o advento das doenças o ser humano teve 0 tempo de sua vida diminuído.

3. A proliferação de doenças. Ao longo da história humana, presenciamos a proliferação de diversas doenças. Basicamente, podemos classificá-las em duas ordens de existências: a física e a mental. De ordem física, temos as doenças cardíacas, a diabetes, o câncer, dentre outras, que ceifam muitas vidas. De ordem mental, temos o Alzheimer, a depressão (que gera suicídio), diversos outros transtornos e demências. Essas e outras doenças afetam muitos de nossos irmãos em Cristo, pois os crentes não estão imunes a elas. Infelizmente, muitos incautos são ludibriados com falsas promessas de curas e, por isso, não procuram ajuda médica e, o que poderia ser tratado, acaba se agravando. É importante pontuar que a Palavra de Deus ensina que o nosso corpo ainda não foi plenamente redimido (Romanos 8.23). Por isso, não é incompatível orar por cura e, também, ao mesmo tempo, buscar auxílio dos médicos. Isso nada tem a ver com falta de fé, mas com o zelo de quem é templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6.19).


SINOPSE II
As doenças tiveram sua origem na Queda. Elas são uma consequência direta do pecado.


III – JESUS CRISTO CURA SIM
1. A Cura Divina faz parte do Plano de Deus. Desde Êxodo 15, podemos perceber Deus se revelando com poder curador. No deserto com Israel, Ele atuou como o Médico do seu povo. A declaração divina “eu sou o Senhor, que te sara” (Êxodo 15.26) deixa patente o plano de Deus em curar pessoas, trazer alívio em suas doenças e sofrimentos. Esse plano divino fica muito claro no ministério de Jesus que, depois de curar pessoas, “teve grande compaixão delas” (Mateus 9.35,36).

2. Jesus cura. O mesmo Senhor Jesus que curou nos Evangelhos é o mesmo que cura hoje. Ele tem o poder curador. Nosso Senhor “é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente” (Hebreus 13.8). O Jesus que curou a mulher do fluxo de sangue (Mateus 9.19-22), cura hoje; o Jesus que curou o cego de Jericó (Marcos 14.46-52), cura sim; o Jesus que levantou a filha de Jairo (Marcos 535-43), levanta qualquer ser humano de sua enfermidade. O poder de Jesus, por intermédio do Espírito Santo, está presente na vida da Igreja de Cristo para curar toda e qualquer enfermidade.

3. O que podemos fazer para receber a Cura Divina? Há alguns princípios bíblicos que devem acompanhar a vida de quem deseja experimentar a cura divina. Na Palavra de Deus, vemos que é preciso crer que Jesus pode curar, é preciso confiar no poder de Jesus (Mateus 7-12). Também aprendemos na Bíblia que devemos pedir aos líderes da igreja local que orem por nós, ungindo-nos com o azeite (Tiago 5.14-16). Não deixemos de perseverar na fé e em oração, pois nem sempre o nosso tempo é o tempo de Deus (Lucas 18.1-8). Finalmente, não deixe de procurar auxílio médico, quer para tratamento, quer para confirmar a cura divina recebida; pois quer usando e abençoando os médicos, quer curando de maneira sobrenatural, Cristo cura sim.


SINOPSE III
A Cura Divina faz parte do Plano Redentor de Deus. O Senhor Jesus ainda cura.

 CONCLUSÃO

Nesta lição, estudamos que a Obra de Cristo no Calvário nos garante a Salvação e a Cura Divina. Pelo nome de Jesus, podemos orar uns pelos outros para que haja a experiência de cura divina. O nosso Senhor não mudou. Ele continua o mesmo. Por isso, devemos nos dirigir a Ele com humildade e fé perseverante, confiando que Ele é poderoso para sarar as enfermidades do seu povo. Jesus Cristo cura sim!


REVISANDO O CONTEÚDO

1. O que a profecia de Isaías 53 apresenta?
A profecia bíblica de Isaías 53 apresenta o Senhor Jesus como o Messias, o Cristo de Deus que foi pregado na Cruz do Calvário para a nossa redenção (Isaías 53.1-3).

2. Como o evangelista Mateus se referiu ao episódio em que Jesus curou enfermos em Mateus 8?
O evangelista Mateus se referiu a esse episódio da seguinte forma: “para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças” (Mateus 8.17).

3. O que aconteceu como consequência do pecado do ser humano?
O pecado do ser humano fez com que as enfermidades surgissem, acompanhadas de dor, sofrimento e morte.

4. Cite uma das principais consequências do pecado e do advento das doenças.
Uma das principais consequências do pecado, bem como do advento das doenças, foi a diminuição do tempo de vida do ser humano.

5. Cite alguns princípios que devem acompanhar a nossa vida para experimentarmos a cura divina.
Confiar no poder Jesus (Mateus 7-12); pedir aos líderes da igreja local que orem por nós, ungindo-nos com o azeite (Tiago 5.14-16); perseverar na fé e em oração (Lucas 18.1-8); não deixar de procurar auxílio médico, quer para tratamento quer para confirmar a cura divina recebida.


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