Pastor Ademar Rodrigues

Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.
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segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

LIÇÃO 6 - O FILHO É IGUAL COM O PAI

  

 1° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS



TEXTO ÁUREO
“Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de equidade é o cetro do teu reino. (Hebreus 1.8)

VERDADE PRÁTICA
O termo teológico “Filho de Deus” é título, sendo assim, a existência de Jesus é desde a eternidade junto ao Pai.

LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Salmos 8.4
 ■ O termo "filho" na Bíblia indica, muitas vezes, "a mesma espécie"

 Terça – Amós 7.14
 ■ A expressão bíblica "os filhos dos profetas" equivale a expressão "os profetas"

 Quarta – Mateus 23.30,31
 ■ A palavra "filho" indica também "a mesma índole"

 Quinta – João 5.18
 ■  Jesus falava da sua divindade quando se disse Filho de Deus

 Sexta – João 16.28
 ■ Jesus como Filho refere-se à sua origem divina, à mesma essência e natureza do Pai

 Sábado – 1 João 4.15
 ■ Quem confessa que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 10.30-38

30  Eu e o Pai somos um.
31  Os judeus pegaram, então, outra vez, em pedras para o apedrejarem.
32 – Respondeu-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas procedentes de meu Pai; por qual dessas obras me apedrejais?
33 – Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia, porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo.
34 – Respondeu-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: sois deuses?
35  Pois, se a lei chamou deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (e a Escritura não pode ser anulada),
36 – àquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, vós dizeis: Blasfemas, porque disse: Sou Filho de Deus?
37 – Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis.
38  Mas, se as faço, e não credes em mim, crede nas obras, para que conheçais e acrediteis que o Pai está em mim, e eu, nele.

Hinos Sugeridos: 154 • 277 • 400 da Harpa Cristã

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  • 154 - DOCE NOME DE JESUS
  • 277 - SALVO ESTÁS LIMPO ESTÁS
  • 400 - EM JESUS

■ INTRODUÇÃO
Essa porção bíblica do Evangelho de João é uma das mais contundentes em mostrar que o Filho é igual ao Pai. Afirmar que Jesus é o Filho de Deus, mas não o próprio Deus, é uma contradição em si mesma.
O embate de Jesus com os religiosos do templo de Jerusalém revela essa verdade. É isso que a presente lição pretende mostrar e explicar com sólidos fundamentos escriturísticos.

Palavra-Chave: Unidade

I –  A DOUTRINA BÍBLICA DA RELAÇÃO DO FILHO COM O PAI 
1. Ideia de filho. O conceito de filho no pensamento judaico implica a igualdade com o pai (Mateus 23.29-31). Uma das idéias de filho na Bíblia é a identidade de natureza, isso pode ser visto no paralelismo poético do salmista: “que é o homem mortal para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites?” (Salmos 8.4). Esse paralelismo é sinonímico em que o poeta diz algo e em seguida repete esse pensamento em outras palavras. A ideia de “homem mortal” é repetida em “filho do homem”. Outro exemplo encontramos nas palavras de Jesus: “Assim, vós mesmos testificais que sois filhos dos que mataram os profetas” (Mateus 23.31). Isso porque os escribas e fariseus consideravam os matadores dos profetas como seus pais (Mateus 23.29,30).

2. Significado teológico. Indica igualdade de natureza, ou seja, mesma substância. É o que acontece com Jesus, Ele é chamado Filho de Deus no Novo Testamento porque Ele é Deus e veio de Deus. Jesus mesmo disse: “eu saí e vim de Deus” (João 8.42); “Saí do Pai e vim ao mundo; outra vez, deixo o mundo e vou para o Pai” (João 16.28). Quando Jesus declarou: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (João 5.17), estava declarando que Deus é seu Pai; no entanto, os seus interlocutores entenderam com clareza meridiana que Jesus estava reafirmando a sua deidade, pois: “dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (Jo 5.18).

3. O Filho é Deus. Filho de Deus é uma expressão bíblica para referir-se à relação única do Filho Unigênito com o Pai. A expressão “Filho de Deus” revela a divindade de Cristo. Essa verdade está mais clara na Bíblia que o sol do meio-dia. Por isso, é estranho como pode haver tantos debates sobre o tema. O texto sagrado: “Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de equidade é o cetro do teu reino” (Hebreus 1.8) é o mais crucial, pois é uma citação direta de Salmos 45.6,7. É importante prestar melhor atenção naquelas passagens conhecidas dos crentes: “O teu trono, ó Deus, é eterno e perpétuo; o cetro do teu reino é um cetro de equidade. Tu amas a justiça e aborreces a impiedade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria, mais do que a teus companheiros” (Salmos 45.6,7). Que história é essa de o Deus do versículo 7 estar ungindo o Deus do versículo 6? Isso tem intrigado alguns rabinos desde a antiguidade. Mas, a Epístola aos Hebreus traz a explicação e revela que Deus nessa passagem é uma referência a Jesus. A explicação está em Hebreus 1.8, trata-se do relacionamento entre o Pai e o Filho e que a unidade de Deus é plural.

SINOPSE I
A doutrina bíblica mostra a relação de unidade entre Deus Pai e seu Filho Unigênito.

II – A HERESIA DO SUBORDINACIONISMO
l. Orígenes. O Subordinacionismo é toda doutrina que declara ser o Filho subordinado ao Pai ou um deus secundário ou menos divino que o Pai. Os monarquianistas dinâmicos, ou adocionistas, e os arianistas são os principais representantes dessa heresia. Mas Orígenes (185-254), foi o seu principal mentor. Há, na vastíssima e complexa produção literária de Orígenes, idéias de acordo e contrárias à ortodoxia da igreja, como também idéias neoplatônicas e obscuras de modo que, desde a antiguidade, os estudiosos do assunto estão divididos. Ele exerceu grande influência no Oriente por mais de 100 anos. Nas controvérsias em Niceia, havia os que apoiavam Ário usando Orígenes como base; como também os que apoiavam Alexandre, opositor de Ário, também se baseando no mesmo Orígenes. Segundo seus críticos, parece que a Trindade defendida por ele era subordinacionista: O Filho subordinado ao Pai e o Espírito Santo subordinado ao Filho. No entanto, a Bíblia revela a igualdade das três pessoas da Trindade (Mateus 28.19 • 2 Coríntios 13.13).

2. No período pré-niceno. O Subordinacionismo foi, nos Séculos II e III, uma tentativa, ainda que equivocada, de preservar o monoteísmo, mas que negou a divindade absoluta de Jesus. Seus expoentes consideravam Cristo como Filho de Deus, inferior ao Pai. Eles afirmavam que o próprio Cristo declarava a sua inferioridade, e isso eles o faziam com base numa exegese ruim e numa interpretação fora do contexto de algumas passagens dos Evangelhos.

3. Métodos usados pelos subordinacionistas. Já estudamos, até agora, o ensino bíblico sobre Jesus como o verdadeiro homem e ao mesmo tempo o verdadeiro Deus. Somente Ele é assim, e ninguém mais no céu e na terra possui essa característica (Romanos 1.1-4; 9-5)- No entanto, os subordinacionistas pinçam as Escrituras aqui e ali se utilizando das passagens do Novo Testamento que apresentam o Senhor Jesus como homem e descartam e desconsideram as que afirmam ser Jesus o Deus igual ao Pai. 

SINOPSE II
O Subordinacionismo afirma ser o Filho subordinado ao Pai, sendo, portanto, um deus secundário.

III – COMO O SUBORDINACIONISMO SE APRESENTA HOJE
1. No contexto islâmico. O Islamismo não considera Jesus como o Filho de Deus, mas como messias e profeta, e coloca Maomé acima dele. Nenhum cristão tem dificuldade em detectar o erro de doutrina (Efésios 1.21 7 • Filipenses 2.8-11). O Alcorão afirma que é blasfêmia dizer que Jesus é o Filho de Deus, isso com base numa péssima interpretação, pois significaria uma relação íntima conjugal entre Deus e Maria. O mais grave é que seus líderes afirmam que os cristãos pregam esse absurdo (Judas 10). Lamentamos dizer que até mesmo Satanás e os seus demônios reconhecem que Jesus é o Filho do Deus Altíssimo (Marcos 5.7). A expressão “Filho de Deus” no Novo Testamento significa a sua origem e a sua identidade (João 8.42) e não segue o mesmo padrão de reprodução humana. Jesus foi concebido pelo Espírito Santo (Mateus 1.18, 20 • Lucas 1.35).

2. O movimento das Testemunhas de Jeová. Este confessa publicamente que crê na existência de vários deuses: o Deus Todo-poderoso, Jeová; depois o deus poderoso, Jesus; e em seguida outros deuses menores, incluindo bons e maus. Mas a fé cristã não admite a existência de outros deuses. É verdade que a Bíblia faz menção de deuses falsos. Se são falsos, não podem ser Deus (Gá1atas 4.8). Declara o apóstolo Paulo: “todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele” (1 Coríntios 8.6). Eis uma boa pergunta que incomoda as Testemunhas de Jeová: “Jesus Cristo é uma divindade falsa ou verdadeira?” Se a resposta for positiva, elas são obrigadas a reconhecer a divindade de Jesus e a Trindade; mas, se a reposta delas for negativa, elas estão admitindo que são seguidoras de um deus falso.

SINOPSE III
O Subordinacionismo se apresenta no contexto islâmico e das Testemunhas de Jeová.

■ CONCLUSÃO
O termo “filho” em relação a Jesus tem sido assunto de debate teológico desde o período dos Pais da Igreja. A interpretação bíblica que se faz é: Jesus é Filho Unigênito não porque foi gerado, mas sim porque é da mesma substância do Pai.

REVISANDO O CONTEÚDO

1. Por que Jesus é chamado “Filho de Deus” no Novo Testamento?
Jesus é chamado Filho de Deus no Novo Testamento porque Ele é Deus e veio de Deus.

2. O que revela a expressão “Filho de Deus” em relação a Jesus?
A expressão “Filho de Deus” revela a divindade de Cristo.

3. O que é Subordinacionismo?
O Subordinacionismo é toda doutrina que declara ser o Filho subordinado ao Pai ou um deus secundário ou menos divino que o Pai.

4. Por que o Alcorão afirma que é blasfêmia dizer que Jesus é o Filho de Deus?
O Alcorão afirma que é blasfêmia dizer que Jesus é 0 Filho de Deus, isso com base numa péssima interpretação, pois significaria uma relação íntima conjugal entre Deus e Maria.

5. Qual a pergunta que incomoda as Testemunhas de Jeová?
Eis uma boa pergunta que incomoda as Testemunhas de Jeová: “Jesus Cristo é uma divindade falsa ou verdadeira?”


LIÇÃO        1     2    3    4    5    6    7    8    9    10    11    12    13  


sábado, 28 de dezembro de 2024

LIÇÃO 5 - JESUS É DEUS

  

 1° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
“No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus (João 1.1)

VERDADE PRÁTICA
A divindade de Jesus está muito clara e direta na Bíblia, além de ser revelada no seu ministério terreno, na manifestação dos seus atributos e obras divinas.

LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Salmos 45.6,7 
 ■ A divindade de Jesus segundo o salmista

 Terça – Isaías 9.6
 ■ A deidade absoluta do Messias segundo o profeta

 Quarta – João 8.58
 ■ Jesus é o mesmo “Grande Eu Sou”, do Antigo Testamento

 Quinta – Tito 2.13
 ■  A divindade do Senhor Jesus segundo o apóstolo Paulo

 Sexta – 2 Pedro 1.1
 ■ A deidade absoluta de Cristo segundo o apóstolo Pedro

 Sábado – 1 João 5.20
 ■ O Senhor Jesus é o verdadeiro Deus segundo o apóstolo João

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 1.1-4,9-14

 No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
 Ele estava no princípio com Deus.
3 – Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
 Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens;
...
 Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo,
10 – estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu.
11 – Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
12  Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome,
13  os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.
14  E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

Hinos Sugeridos: 17 • 41 • 545 da Harpa Cristã

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  • 017 - PENSANDO EM JESUS
  • 041 - A CRISTO COROAI
  • 545 - PORQUE ELE VIVE

■ INTRODUÇÃO
O apóstolo João, como judeu monoteísta instruído na sinagoga, não está apresentando um novo Deus, mas colocando o Verbo dentro da divindade dos seus antepassados. O apóstolo não admitia, em hipótese alguma, outra divindade, senão só, e somente só, o Deus Javé de Israel (Marcos 12.28-30). Por isso, no prólogo do seu Evangelho ele descreve o Verbo com os atributos da deidade, aqueles que mais se destacam no seu relato do começo ao fim.

Palavra-Chave: Emanuel

I –  A DOUTRINA BÍBLICA DA DIVINDADE DE JESUS
1. Jesus é Deus. O Novo Testamento é direto quanto à natureza divina de Jesus: “E o Verbo era Deus” (João 1.1); “Ao que Tomé lhe respondeu: — Senhor meu e Deus meu!” (João 20.28); “mesmo existindo na forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus algo que deveria ser retido a qualquer custo” (Filipenses 2.6, NAA); “para conhecimento do mistério de Deus, que é Cristo” (Colossenses 2.2, NAA); “e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo” (Tito 2.13, NAA); “aos que conosco obtiveram fé igualmente preciosa na justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo” (2 Pedro 1.1, NAA); “E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1 João 5.20, NAA).

2. Seus atributos absolutos. Os atributos são perfeições próprias da essência de Deus. Os atributos absolutos ou incomunicáveis são exclusivos da divindade como onipotência, eternidade, onisciência e onipresença. A onipotência significa “ter todo poder, ser todo-poderoso”, Jesus é onipotente (Mateus 28.18 • Efésios 1.21  Apocalipse 1.8). Ele é eterno (Isaías 9.6  Miquéias 5.2  Hebreus 13.8). “No princípio era o Verbo” (João 1.1) indica que Ele já existia antes mesmo da criação com o Pai (Gênesis 1.1). A onipresença é o poder de estar em todos os lugares ao mesmo tempo, Jesus é onipresente (Mateus 18.20; 28.20). A onisciência é o conhecimento perfeito e absoluto que Deus possui de todas as coisas, de todos os eventos e de todas as circunstâncias por toda a eternidade passada e futura. Jesus possui esse atributo (Mateus 17.27 • João 1.47,48; 2.24, 25; 4.17,18; 16.30; 21.17).

SINOPSE I
A Bíblia demonstra claramente a natureza divina de Jesus Cristo, bem como seus atributos.

II – A HERESIA QUE NEGA A DIVINDADE DE JESUS
1. Arianismo. Os primeiros a negarem a divindade de Jesus foram os ebionitas, seguidos pelos monarquianistas dinâmicos, mas a heresia principal que abalou os fundamentos da igreja foi o Arianismo. O termo “arianismo” vem de Ário, o expoente dessa doutrina em Alexandria a partir do ano 318. Ele negava a divindade de Cristo e o considerava como um deus de segunda categoria. Ário rejeitava a eternidade do Verbo; embora defendesse sua existência antes da encarnação, recusava que fosse Ele eterno com o Pai, insistindo na tese de que o Verbo foi criado como primeira criatura de Deus. A palavra de ordem arianista era: “houve tempo que o Verbo não existia”.

2. Suas explicações. Ário e seus seguidores pinçavam as Escrituras aqui e acolá em busca de algumas passagens bíblicas para dar sustentação às suas crenças. Seguem algumas delas, as mais emblemáticas: “O Senhor me criou no princípio dos seus caminhos” (Provérbios 8.22 - LXX); “o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação” (Colossenses 1.15); “houve tempo em que o Filho não existia”. Outra passagem favorita era: “E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17.3). Com isso ignoravam todo o pensamento bíblico que defende a eternidade e a deidade de Cristo (João 1.1-3).

3. Como solucionar a controvérsia? A tradução “criou” de Provérbios 8.22 da Septuaginta é opcional, pois o verbo hebraico nessa passagem é qãnâ, “obter, adquirir, criar”, mas o sentido de “criar” para “trazer à existência algo do nada” é o verbo bãrã, como em Gênesis 1.1. O texto de Colossenses 1.15 diz que Jesus é o primogênito de toda a criação, e não o primogênito de Deus. A palavra pro- totokos, “primogênito, primeiro, chefe”, foi usada pelos escritores sagrados com o sentido de importância, prioridade, posição, primazia, preeminência (Colossenses 1.15-18). Ou seja, Jesus encarnado tem a primazia na criação, é a imagem do Deus invisível porque é Deus. Conhecer a Deus (João 17.3) é o mesmo que conhecer a Cristo, em virtude da unidade de natureza do Pai e do Filho (João 10.30). 

SINOPSE II
Ário negava a divindade de Cristo e o considerava como um deus de segunda categoria.

III – IMPLICAÇÕES DO ARIANISMO NA ATUALIDADE
1. A Tradução do Novo Mundo. A exemplo do Arianismo, há um movimento religioso que usa a Bíblia fora do contexto por meio de uma versão exclusiva das Escrituras, denominada de Tradução do Novo Mundo. Trata-se de uma versão tendenciosa. Veja alguns exemplos de suas falsificações: “e a Palavra era um deus” (João 1.1), “deus” com “d” minúsculo, visto que o texto correto é: “e a Palavra era Deus” ou “e o Verbo era Deus”. O texto sagrado declara: “grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo” (Tito 2.13); “nosso Deus e Salvador Jesus Cristo” (2 Pedro 1.1); essas passagens falam textualmente que Jesus é Deus. Entretanto, a Tradução do Novo Mundo diz: “do grande Deus e do nosso Salvador, Jesus Cristo”; “do nosso Deus e do Salvador Jesus Cristo”. Mudaram o texto sagrado acrescentando um “do”, onde não existe no texto grego para desvincular a divindade de Jesus.

2. Os movimentos orientais. Nenhum deles reconhece a divindade de Jesus e para os panteístas monistas não existe Trindade e nem Jesus. O movimento Hare Krishna, por exemplo, nega a divindade de Jesus e nem acredita que Ele seja o Salvador, pois vê o Senhor Jesus como um mero guia espiritual e uma das inúmeras encarnações de Krishna.

3. Outros grupos. O Jesus do Alcorão é um mero mensageiro, não é reconhecido como Deus, nem como o Filho de Deus, nem como Salvador, nem morreu e nem ressuscitou. As religiões reencanacionistas recusam a deidade absoluta de Jesus, a sua ressurreição dentre os mortos e não reconhecem a sua singularidade. O Jesus deles não passa de mais um médium ou um dos grandes mestres e filósofos. No entanto, a Bíblia nos mostra que Jesus é muito mais (Efésios 1.21 • Hebreus 7.26), é o Deus em forma humana (Romanos 9.5).

SINOPSE III
Grupos religiosos negam a divindade de Cristo alterando o texto sagrado.

■ CONCLUSÃO
Diante do exposto, a conclusão bíblica é que somente Deus pode salvar, somente Ele é o Salvador (Isaías 45.21). Se o Senhor Jesus não é Deus, logo não pode ser salvador, então negar a divindade de Jesus é negar a salvação.

REVISANDO O CONTEÚDO

1. Como a Bíblia revela Jesus como o verdadeiro Deus?
“E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1 João 5.20, NAA).

2. Quais os primeiros grupos religiosos da história a negarem a divindade de Jesus?
Os ebionitas, os monarquianistas dinâmicos, os arianistas.

3. Cite três passagens bíblicas adulteradas na Tradução do Novo Mundo para negar a divindade de Jesus.
João 1.1 • Tito 2.13  2 Pedro 1.1.

4. Cite três grupos religiosos da atualidade que negam a divindade de Jesus.
As Testemunhas de Jeová, os Hare Krishna e os muçulmanos.

5. Qual o ponto mais crucial do Arianismo?
Negar a divindade de Cristo é negar a salvação (Romanos 10.9).

VOCABULÁRIO
Monista: partidário do Monismo; concepção que remonta ao eleatismo grego, segundo a qual a realidade é constituída por um princípio único, um fundamento elementar, sendo os múltiplos seres redutíveis em última instância a essa unidade.
LXX: Septuaginta.


LIÇÃO        1     2    3    4    5    6    7    8    9    10    11    12    13  


LIÇÃO 4 - DEUS É TRIÚNO

  

 1° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
“Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.”   
(Mateus 28.19)

VERDADE PRÁTICA
Desde a eternidade Deus é Pai, Filho e Espírito Santo e essa verdade está em toda a Bíblia.

LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Gênesis 1.1 
 ■ Os primeiros vislumbres da Trindade

 Terça – Isaías 63.8-10
 ■ Javé, o Anjo de sua face e o Espírito de sua santidade são distinguíveis como três pessoas

 Quarta – 1 Coríntios 12.4-6
 ■ O Deus Triúno presente na distribuição dos dons espirituais

 Quinta – 2 Coríntios 13.13
 ■  A Santíssima Trindade presente na bênção apostólica

 Sexta – Efésios 4.4-6
 ■ Três pessoas: Pai é Pai, Filho é Filho e Espírito Santo é Espírito Santo

 Sábado – 1 Pedro 1.2
 ■ A Trindade atua na obra da salvação

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Mateus 3.15-17 • 28.19,20

Mateus 3
15 – Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o permitiu.
16 – E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele.
17 – E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.

Mateus 28
19 – Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
20 – ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém!

Hinos Sugeridos: 185 • 307 • 553 da Harpa Cristã

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  • 185 – INVOCAÇÃO E LOUVOR
  • 307 – LOUVOR AO DEUS TRINO
  • 553 – OH! PAI, O SANTO ESPÍRITO

■ INTRODUÇÃO
O Novo Testamento mostra que os cristãos do período apostólico reconheciam o seu Deus como triúno sem precisar de formulação teológica, recurso a que a igreja mais tarde precisou recorrer para responder às idéias equivocadas sobre Deus. A Trindade é uma doutrina com sólidos fundamentos bíblicos e, mesmo sem conhecer essa terminologia, a “Trindade”, os cristãos do período apostólico reconheciam essa verdade.

Palavra-Chave: Trindade

I – COMO A BÍBLIA APRESENTA A SANTÍSSIMA TRINDADE
1. A Trindade e o monoteísmo judaico-cristão. As Escrituras ensinam que o Deus de Israel, revelado nas Escrituras dos judeus (Deuteronômio 6.4 • 2 Reis 19.15 • Neemias 9.6 • Salmos 83.18; 86.10), é o mesmo Deus do Novo Testamento (Marcos 12.29-32).
a) Cada uma das três pessoas é chamada “Deus”. A mesma Bíblia que ensina haver um só Deus, e que Deus é um só, ensina também que o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus. O nome “Deus” se aplica ao Pai sozinho (Filipenses 2.11), da mesma forma ao Filho (Colossenses 2.9) e ao Espírito Santo (Atos 5.3,4).
b) Cada uma das três pessoas é cada “Senhor”. Isso também ocorre com o Tetragrama (as quatro consoantes do nome divino Yhwh), “Senhor”, pois aplica-se ao Pai sozinho (Salmos 110.1), ao Filho (Isaías 40.3 • Mateus 3.3), e ao Espírito Santo (Ezequiel 8.1,3). No entanto, aplica-se à Trindade (Deuteronômio 6.4 • Salmos 83.18).
c) O monoteísmo bíblico não contradiz a Trindade. “Ouve,  Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor” (Deuteronômio 6.4). Essa é a confissão de fé no Judaísmo. A palavra hebraica ’echad, traduzida como “único”, indica uma unidade composta, é o mesmo termo usado para afirmar que marido e mulher são ambos “uma só carne” (Gênesis 2.24). O termo ’echad, em Deuteronômio 6.4, indica que o monoteísmo judaico-cristão não contradiz a Trindade.

2. Evidência no Antigo Testamento. Essa doutrina está implícita desde o Antigo Testamento, pois há declarações que indicam claramente a pluralidade na unidade de Deus: “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gênesis 1.26); “disse o Senhor Deus: Eis que o homem é como um de nós” (Gênesis 3.22); “e o Senhor disse: ... Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro” (Gênesis 11.6,7). E, não para por aí, em Isaías 63.8-14, o Espírito Santo aparece alternadamente com Javé e com o “Anjo de sua face”.

3. Revelada no Novo Testamento. A Trindade bíblica, ou seja, a Trindade em si mesma, pregada pelos cristãos, consiste em um só Deus que subsiste eternamente em três Pessoas distintas.
a) A Trindade em si mesma. A base bíblica da Trindade salta à vista de qualquer leitor do Novo Testamento a começar pela Grande Comissão (Mateus 28.19), na distribuição dos dons espirituais (1 Coríntios 12.4-6), na bênção apostólica, também conhecida como bênção trinitária (2 Coríntios 13.13), na unidade da igreja (Efésios 4.4-6), na obra da salvação (1 Pedro 1.2). Além das inúmeras passagens tripartidas que revelam a Trindade (Filipenses 3.3).
b) A Trindade dos credos. A Trindade é a união de três Pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo em uma só Divindade, iguais em poder, glória, majestade e eternidade, da mesma substância, embora distintas.

SINOPSE I
Embora o termo “Trindade” não esteja nas Escrituras, seu conceito e doutrina são demonstrados por toda a Bíblia.

II – AS HERESIAS CONTRA A DOUTRINA DA TRINDADE
São duas as principais heresias contra a Trindade: o Unicismo e o Unitarismo. Ambas são contrárias à Bíbia, condenadas pelas igrejas antigas e rejeitadas pelos principais ramos do Cristianismo. Nesta lição, trataremos do Unicismo.
l. O Unicismo. Esse movimento desde a sua origem no século 3 é conhecido como monarquianismo, modalismo, patripassianismo e sabelianismo. Os principais heresiarcas representantes desse movimento foram Noeto, Práxeas e Sabélio. O Unicismo não nega a deidade absoluta do Filho e nem a do Espírito Santo, mas negam a Trindade, pois confundem as pessoas. A heresia consiste em negar a Trindade, pois ensina ser o Pai, o Filho e o Espírito Santo uma única pessoa e não três pessoas distintas em uma só divindade. A Bíblia ensina o monoteísmo, ou seja, a existência de um só e único Deus eternamente subsistente em três pessoas distintas (Mateus 3.16,17 • 1 Pedro 1.2). É como afirma o nosso Cremos em nossa Declaração de Fé.

2. A verdade bíblica. Ninguém no mundo chega à conclusão unicista simplesmente pela leitura da Bíblia, pelo contrário, salta à vista de qualquer leitor a distinção dessas três pessoas da Trindade, a começar pelo batismo de Jesus (Mateus 3.16). Diversas vezes Jesus deixou claro que Ele é uma Pessoa e o Pai outra (João 8.16,17; 17.3), embora sejam Eles o mesmo Deus (João 10.30). Com frequência, Ele se dirigia ao Pai como outra Pessoa (Mateus 20.23 • Mateus 26.39, 42); também, nos seus discursos (João 5.18-23; 8.19; 10.18; 11.41,42); e, na oração sacerdotal em João 17. Trata-se de um relacionamento do tipo eu, tu, ele. Quando Jesus anuncia a vinda do Consolador, Ele emprega a terceira pessoa (João 14.16,26). A Bíblia ensina que Jesus é “o Filho do Pai” e não o próprio Pai (2 João 3). Isso significa que não pode ser o próprio Pai do mesmo Filho. 

SINOPSE II
O Unicismo e o Unitarismo são duas das principais heresias sobre a Trindade, condenadas biblicamente.


III – UNICISMO: UMA HERESIA ANTIGA NA ATUALIDADE 
1. O problema. Na atualidade, existem alguns movimentos evangélicos pentecostais que são unicistas e ensinam a respeito de um Deus diferente. De forma sutil e por meio da música, esses unicistas ensinam esse desvio doutrinário sobre Deus. Isso não é um mero jogo de palavras. Jesus disse que a vida eterna implica esta distinção: “E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17.3). Essa passagem mostra que a salvação envolve duas pessoas distintas e que esse conhecimento não é cognoscível, mas místico, espiritual, que implica comunhão, fé, obediência, adoração. Conhecer a Deus é o mesmo que conhecer a Cristo, em virtude da unidade de natureza do Pai e do Filho (João 10.30). Jesus disse que ninguém conhece o Filho sem o Pai e vice-versa (Mateus 11.27).

2. Uma reflexão bíblica. O que dizer de pessoas convertidas por meio do ministério dessas músicas unicistas? O poder é da Palavra, e não do tal movimento, a Palavra de Deus é a semente, mesmo sendo semeada por mãos enfermas e infeccionadas, a semente vai germinar. Jesus falou sobre isso no Sermão do Monte (Mateus 7.21-23). Alguns podem dizer que se sentem bem ao ouvir tais músicas. Assim, convém lembrar que ninguém está autorizado a fundar doutrinas com base em experiências humanas. As emoções caíram com a natureza humana no Éden (Jeremias 17.9), e não servem como instrumento aferidor da doutrina. A Bíblia é a única fonte de doutrina e não as nossas emoções, pois somos norteados pela Palavra na direção do Espírito (2 Pedro 1.19 • João 16.13).

3. A posição oficial. O Unicismo é condenado na Bíblia, considerado heresia pelas igrejas desde a sua origem e rejeitado pelos principais ramos do cristianismo e pela nossa Declaração de Fé (III.2). Temos um manifesto oficial contra o Unicismo e o uso de músicas de grupos unicistas em nossas igrejas. A maioria de nossa liderança tem se posicionado contra essa heresia. A importância dessa decisão é para evitar que se adore a outro Jesus, um Jesus falso, diferente do revelado no Novo Testamento (2 Coríntios 11.4). Mas devemos destacar que não somos contra os unicistas, mas contra o unicismo, a doutrina desviante. Devemos manter contato respeitoso no nosso dia a dia com essas pessoas, embora discordando de suas crenças com mansidão (2 João 10,11).

SINOPSE III
O Unicismo, embora seja uma heresia antiga, também está presente na atualidade.

■ CONCLUSÃO
A introdução do Credo de Atanásio resume a doutrina da Trindade: “Todo aquele que quer ser salvo, antes de tudo, deve professar a fé cristã. A qual é preciso que cada um guarde perfeita e inviolada ou terá com certeza de perecer para sempre. A fé cristã é esta: que adoremos um Deus em trindade, e trindade em unidade; Não confundimos as Pessoas, nem separamos a substância”. O problema é que os Unitaristas separam a substância e os Unicistas confundem as pessoas, e assim creem num Deus distinto do que é apresentado pela Bíblia.

REVISANDO O CONTEÚDO

1. O que indica o termo ’echad em Deuteronômio 6.4?
O termo ’echad, em Deuteronômio 6.4, indica que o monoteísmo judaico-cristão não contradiz a Trindade.

2. Cite quatro evidências no Antigo Testamento em favor da Trindade.
“Façamos o homem à nossa imagem” (Gênesis 1.26); “Eis que o homem é como um de nós” (Gênesis 3.22); “desçamos e confundamos ali a sua língua...” (Gênesis 11.6,7, o Espírito Santo aparece alternadamente com Javé e com o “Anjo de sua face” (Isaías 63.8-14).

3. Quais as passagens do Novo Testamento mais contundentes em favor da Trindade?
A Grande Comissão (Mateus 28.19), a distribuição dos dons espirituais (1 Coríntios 12.4-6), a bênção trinitariana (2 Coríntios 13.13), a unidade da igreja (Efésios 4.4-6), a obra da salvação (1 Pedro 1.2).

4. Em que consiste o Unicismo e quais os principais heresiarcas dessa heresia? 
A heresia consiste em negar a Trindade. Os principais heresiarcas representantes desse movimento foram Noeto, Práxeas e Sabélio.

5. O que João 17.3 mostra em relação a salvação?
Essa passagem mostra que a salvação envolve duas pessoas distintas e que conhecimento não é cognoscível, mas místico, que implica comunhão, fé, obediência, adoração.

VOCABULÁRIO

Cognoscível: que pode ser conhecido.


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LIÇÃO 3 - A ENCARNAÇÃO DO VERBO

  

 1° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”  
(João 1.14)

VERDADE PRÁTICA
A vinda do Filho de Deus em forma humana é um fato presenciado por muitas testemunhas, por isso a negação da sua historicidade não se sustenta.

LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Lucas 2.40,52 
 ■ O desenvolvimento físico, intelectual e espiritual de Jesus

 Terça – Romanos 1.3
 ■ O Filho de Deus nasceu da descendência de Davi segundo a carne

 Quarta – Romanos 8.3
 ■ Deus enviou o seu Filho em semelhança da carne

 Quinta – Filipenses 2.5-8
 ■  Jesus se fez semelhante aos homens

 Sexta – 1 Timóteo 3.16
 ■ O próprio Deus se manifestou em carne

 Sábado – Hebreus 4.15
 ■ Jesus participou da natureza humana, mas viveu sem pecado entre os homens

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 João 1.1-3 • 4.1-3 • 2 João 7
1 João 1
1 – O que era desde o princípio, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida
2 – (porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada),
3 – o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo.

1 João 4
1 – Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.
2 – Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus;
3 – e todo espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que está já no mundo.

2 João
7 – Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo.

Hinos Sugeridos: 20 • 139 • 255 da Harpa Cristã

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  • 20 - OLHAI PARA O CORDEIRO DE DEUS
  • 139 - JESUS MEU ETERNO REDENTOR
  • 255 – MEU REDENTOR

■ INTRODUÇÃO
Vamos começar a apologética cristológica no presente trimestre com o tema “A Encarnação de Jesus”, uma doutrina sobre a humanidade de Cristo. O mesmo apóstolo João que se empenha em mostrar a deidade absoluta de Jesus se preocupa também em enfatizar que Jesus viveu entre nós, participou da natureza humana e teve corpo físico humano. A presente lição é uma apologia à sua humanidade plena.

Palavra-Chave: Docetismo

I – HERESIAS QUE NEGAM A CORPOREIDADE DE CRISTO
l. O que é Docetismo? O termo vem do grego dokeo, que significa “ter aparência”. O Docetismo é a mais antiga heresia da história da igreja e consiste em negar que Jesus tivesse tido corpo físico humano, sua humanidade era simplesmente uma aparência, como um fantasma.

2. O que os docetas ensinavam sobre Jesus? Os seguidores dessa heresia ensinavam muitas coisas fora das Escrituras e contrárias à Palavra de Deus. O nosso enfoque destaca a humanidade de Jesus, como o verdadeiro homem. Lucas descreve um começo muito humano. Jesus teve parentes e amigos, Zacarias e Isabel (Lucas 1.5), José e Maria (Lucas 2.4,5), vizinhos e primos (Lucas 1.36,58), pastores (Lucas 2.8), Simeão, Ana (Lucas 2.25,37). Isso sem contar o relato sagrado de sua infância, que enfoca o seu desenvolvimento físico, intelectual e espiritual (Lucas 2.40,52).

3. O que os principais docetas diziam sobre Jesus? Três dos principais heresiarcas negavam que Jesus Cristo tivesse vindo em carne. Cerinto negava o nascimento virginal de Jesus Cristo e ensinava o Docetismo. Ele foi contemporâneo do apóstolo João em Éfeso. Saturnino, o principal representante do Gnosticismo sírio, ensinava que Jesus Cristo não nasceu, não teve forma e nem corpo, foi simplesmente visto de forma humana em mera aparência. Marcião é outro heresiarca que negava ser Cristo verdadeiramente humano, mas quanto ao seu corpo, não se sabe se na opinião dele era apenas uma aparência ou de substância etérea. No entanto, a Bíblia declara de maneira direta que Jesus nasceu, mencionando até mesmo local, em Belém da Judeia (Mateus 2.1 • Lucas 2.11), e época, no reinado de César Augusto, imperador romano (Lucas 2.1). A Bíblia fala também do corpo físico de Jesus (João 2.21).

SINOPSE I
Jesus, mesmo sendo Deus, tornou-se homem e desenvolveu-se física, intelectual e espiritualmente.

II – A AFIRMAÇÃO APOSTÓLICA DA CORPOREIDADE DE JESUS
1. “O que era desde o princípio” (João 1.1) . Os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas, denominados de Evangelhos Sinóticos, apresentam Jesus, ressaltando seus aspectos humanos, ao passo que João reforça o aspecto divino. Os três Evangelhos expõem Jesus exteriormente, ao passo que João o revela interiormente. Pode-se dizer que o Evangelho de João é uma interpretação de Jesus. A expressão “O que era desde o princípio” é uma reiteração daquilo que o apóstolo afirma na introdução do Evangelho que leva o seu nome: “No princípio era o Verbo” (João 1.1), isso significa que o Verbo já existia mesmo antes da criação (Gênesis 1.1). Mas João nunca perde de vista que “o Verbo se fez carne”. Não se contenta apenas com isso, mas apresenta detalhes importantes, é que o Verbo não somente se fez carne, para não deixar dúvida alguma, “e habitou entre nós”, mas também foi visto pelas pessoas (João 1.14).

2. A reafirmação apostólica (v.1b). O apóstolo reitera o que afirma na introdução do seu Evangelho: “o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida”. Isso pode parecer até uma redundância, “vimos com os nossos olhos”, mas o propósito é mostrar com muita ênfase, sem deixar dúvida alguma, que o Senhor Jesus veio em carne ao mundo, e que pôde ser tocado pelos que com Ele conviveram (João 20.27). Veja que a presença do nome de Pilatos no Credo dos Apóstolos o posiciona nos acontecimentos passados. Ele “sofreu sob Pôncio Pilatos”, ou seja, padeceu nas mãos de um personagem da história, logo, o Senhor Jesus só pode também ser alguém da história (Romanos 1.3).

3. Uma crença herética (1 João 4.2,3). João viveu seus últimos dias na cidade de Éfeso, que era a cidade de Cerinto, o doceta. Os escritos do apóstolo João, o Evangelho, as três Epístolas e o Livro de Apocalipse, foram produzidos na última década do primeiro século. Nessa época, o docetismo já se difundia entre os cristãos. Por isso, o apóstolo esclarece, e de maneira direta, que todo aquele que nega que Jesus veio em carne não é de Deus (1 João 4.3). Veja a gravidade dessa heresia, pois se Jesus não teve corpo físico real, Ele também não morreu, e se não morreu, também não ressuscitou, se não ressuscitou, logo não há esperança de salvação (1 Coríntios 15.1-3,17,18). Por essa razão, o apóstolo João foi contundente contra os docetas. Os expoentes de tal crença são chamados de “enganadores” (2 João 7). 

SINOPSE II
Os Evangelhos Sinóticos apresentam Jesus ressaltando os seus aspectos humanos, ao passo que o Evangelho de João revela o seu aspecto divino.

III – COMO ESSAS HERESIAS SE REVELAM HOJE
1. Quanto ao nascimento virginal de Jesus. Há movimentos que negam o nascimento virginal de Jesus, como os mórmons, a Igreja da Unificação, e ensinam que Ele não foi gerado pelo Espírito Santo. Negar a concepção e o nascimento virginal de Jesus é uma das marcas desses movimentos. É o ensino moderno de Cerinto e seus seguidores. A Bíblia anuncia de antemão a concepção e nascimento virginal de Jesus desde o Antigo Testamento (Isaías 7.14) e seu cumprimento histórico no Novo Testamento. Jesus foi gerado pelo Espírito Santo (Mateus 1.18,20); o anjo Gabriel disse a Maria: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra” (Lucas 1.35).

2. Quanto à morte e à ressurreição de Cristo. O heresiarca gnóstico do Egito, Basilides, negava a crucificação de Cristo, dizia que Simão, o cirineu, transfigurou-se e foi equivocadamente crucificado, e que o populacho o tomou por Jesus. Assim sendo, Cristo apenas presenciou a crucificação de Simão, seu suposto sósia. O Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos e sua principal fonte de autoridade espiritual, declara que o Senhor Jesus não foi crucificado, que tudo não passou de uma simulação (Alcorão 4.157). Nas notas explicativas de rodapé nas edições do Alcorão, eles afirmam que um sósia de Jesus foi levado à cruz. Isso se parece com a ideia de Basilides. Essa doutrina contraria todo o pensamento bíblico e os fatos históricos. A Bíblia ensina que Jesus morreu e ressuscitou dentre os mortos (1 Coríntios 15.3,4).

3. Confirmação histórica. A confirmação bíblica e histórica da morte de Jesus é fato incontestável. Historiadores não cristãos, judeus e romanos, atestaram a morte de Jesus. Flávio Josefo, historiador judeu (37-100 d.C.), disse: “acusaram-no perante Pilatos, e este ordenou que o crucificassem. Os que o haviam amado durante a sua vida não o abandonaram depois da morte”. O historiador romano Tácito (55-117 d.C.) escreveu: “Aquele de quem levavam o nome, Cristo, foi executado no reinado de Tibério pelo procurador Pôncio Pilatos”. A Bíblia declara que Jesus “depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas” (Atos 1.3).

SINOPSE III
A confirmação bíblica e histórica da morte de Jesus é fato incontestável.

■ CONCLUSÃO
As expressões “o Verbo se fez carne” e “Jesus Cristo veio em carne” significam uma resposta aos docetas. Os Evangelhos revelam vários atributos característicos do Jesus ser humano. Ele foi revestido do corpo físico porque o pecado entrou no mundo por um homem, e pela justiça de Deus tinha de ser vencido por um ser humano. Jesus se encarnou. Fez-se homem sujeito ao pecado, embora nunca houvesse pecado, e venceu o pecado como homem.

REVISANDO O CONTEÚDO

1. Como o Docetismo pode ser definido?
O Docetismo é a mais antiga heresia da história da igreja e consiste em negar que Jesus tivesse tido corpo físico humano, sua humanidade era simplesmente uma aparência, como um fantasma.

2. Quais os três principais heresiarcas docetas?
Cerinto, Saturnino e Marcião.

3. Qual a gravidade do Docetismo?
A gravidade dessa heresia está em afirmar que Jesus não teve corpo físico real. Então, Ele também não morreu, e se não morreu, também não ressuscitou, se não ressuscitou, logo não há esperança de salvação (1 Coríntios 15.1-3,17,18).

4. O que o apóstolo reitera na introdução do Evangelho de João?
O apóstolo reitera o que afirma na introdução do seu Evangelho: “o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida”.

5. Quem, na antiguidade e atualidade, nega a crucificação do Senhor Jesus?
O heresiarca gnóstico do Egito, Basilides, negava a crucificação de Cristo, dizia que Simão, o cirineu, transfigurou-se e foi equivocadamente crucificado, e que o populacho o tomou por Jesus. Atualmente, o Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos e sua principal fonte de autoridade espiritual, declara que o Senhor Jesus não foi crucificado, que tudo não passou de uma simulação (Alcorão 4.157).


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