Pastor Ademar Rodrigues

Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.
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quarta-feira, 26 de junho de 2024

LIÇÃO 13: O AMOR DO PAI POR SEUS FILHOS

 2° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADOLESCENTES

LEITURA BÍBLICA
Lucas 15.11-32

A MENSAGEM 

Então saiu dali e voltou para a casa do pai. Quando o rapaz ainda estava Longe de casa, o pai o avistou. E, com muita pena do filho, correu, e o abraçou, e beijou. 

Lucas 15.20

DEVOCIONAL

Segunda  ■ João 3.16-18

Terça        ■ Apocalipse 2.5

Quarta      ■ Efésios 2.17

Quinta      ■ 1 João 4.8

Sexta        ■ 1 Pedro 4.8

Sábado     ■ Romanos 5.8

Hora de Aprender

Por vezes nos Evangelhos vemos os escribas e fariseus censurando Jesus por causa de alguma coisa. Às vezes em função de algo que falou (Mc 2.5-7), outras por algo que fez no sábado (Mc 2.23,24; Lc 6.6-11), e outras ainda por ignorar a tradição (Mc 7.1-6). Desta vez, eles o criticam porque comia com os “cobradores de impostos e outras pessoas de má fama” (Lc 15.1). É com base nesse contexto que Jesus Lhes conta esta história que ficou conhecida como a “Parábola do Filho Pródigo”.

I - O FILHO PERDIDO QUE PARTIU

Esta história é sobre um pai que tem dois filhos e está prestes a vivenciar, talvez, a cena mais dramática que se poderia imaginar no mundo da época de Jesus: um filho solicitar sua herança com o pai ainda vivo. Tal atitude era o equivalente a desejar a morte do pai. Diante do pedido, o pai divide a herança entre os dois filhos e o mais moço, após arrumar suas malas, vai embora para “um país que ficava muito longe” (v.13), e 3C passa a viver uma vida cheia de pecado, desperdiçando tudo o que tinha. Jesus descreve a trajetória do filho mais novo em quatro fases:

1°) Da rebeldia: ocorre quando ele escolhe pedir sua herança e ir para uma terra distante e viver como se o pai não existisse (vv. 11-13);

2°) Das consequências: acontece quando o período de escassez chega ao país e uma grande fome assola a população. O filho mais novo ficou só, sem dinheiro e com fome. Passou a trabalhar em uma fazenda, cuidando de porcos no chiqueiro e sendo tratado pior que os animais por causa da escolha errada que fez (vv.14-16);

3°) Do arrependimento: quando ele “cai em si”, ou seja, percebendo o equívoco de ter saído de casa e desprezado seu pai, ele então decide voltar arrependido; Ele decide pedir pela misericórdia do pai, a fim ser apenas um empregado em sua casa (vv.17-19);

4°) Da alegria: ao chegar em casa, ele percebe que ao invés de acusação e castigo, o pai o recebe com perdão e acolhimento. Nesse momento, o pai organiza uma grande festa para celebrar o seu retorno e lhe devolve todos os direitos de filho (vv.20-24).

Deus está pronto para oferecer perdão para o filho que se arrepende

O filho mais novo desta parábola representa os cobradores de impostos e as outras pessoas de má fama, que se distanciaram da presença do Senhor; àqueles que se iludiram com o mundo fora dos limites da casa do Pai celestial. Jesus estava ensinando aos seus ouvintes que, apesar das escolhas erradas que fizeram, o arrependimento é o único caminho possível para aqueles que querem voltar para Deus (Pv 28.13; Mt 4.17; Ap 2.5). Ou seja, Deus está sempre pronto para oferecer perdão e acolhimento para o filho que se arrepende e muda de vida.

II - O FILHO PERDIDO QUE FICOU DENTRO DE CASA

O filho mais velho sempre foi fiel ao pai e nunca se rebelou ou saiu de casa. Ao receber a notícia do retorno do seu irmão e ver a festa que o pai estava promovendo, ele ficou indignado. Ele criticou a atitude misericordiosa do pai, em resposta ao retorno do filho que estava perdido (vv. 25-28).

O filho mais velho demonstrou profunda decepção com tudo que estava acontecendo e, irritado, escolheu ficar do lado de fora da casa, reclamando de ter trabalhado toda a vida como um “escravo” e nunca ter recebido um cabrito para festejar (vv.28-30). 

Na cabeça dele, o pai jamais poderia perdoar aquele que demonstrou tamanha ingratidão pela família. Ele estava decidido a não perdoar o pai pelo que fez, e a não perdoar o irmão pelos seus erros; ele se sentiu injustiçado pelo pai. Na parábola, esse jovem está tão perdido quanto o seu irmão, a diferença é que ele não consegue enxergar o quão distante está do pai. Ele é filho, mas se vê como escravo (v.29); é rico, pois o que é do pai, é dele também, porém, age como miserável; tem a companhia diária do pai, mas anda solitário (v.31). Que tristeza, ele está perdido na casa do pai!

O filho mais velho da história representa os escribas e fariseus que se consideravam santos demais e desprezavam os outros. Eles conhecem as Escrituras e são até mestres, mas se distanciaram do Pai. Jesus está ensinando que o Pai ama a todos os seus filhos. Os que estão perto e os que estão longe. Há perdão para todos.

Além disso, Ele mostra que não devemos ficar tristes e ressentidos com a generosidade do Pai Celestial, muito menos com os pródigos que creram e voltaram. Pelo contrário, nosso dever é nos alegrar e festejar a volta daqueles que estavam perdidos e foram achados, estavam mortos e voltaram a viver (v. 32).

O Pai ama a todos os seus filhos

III - O  PAI AMOROSO

Essa parábola, do começo ao fim, aponta em direção ao amor de um pai que, apesar das atitudes erradas de seus filhos, está sempre disposto a perdoar e acolher na comunhão da família os que se arrependem. Por essa razão, o pai apresentado pela parábola representa Deus, o Pai Celestial, aquele que “[…] amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). 

Como vimos, o mesmo pai que foi ao encontro do filho mais novo para abraçá-lo e recebê-lo, sai também ao encontro do filho mais velho para conciliá-lo e convencê-lo a entrar e se ajuntar à comemoração.

O amor que Deus demonstra aos cobradores de impostos e pecadores em nada nega ou anula seu amor pelos escribas e fariseus. Pelo contrário, tal amor lembra-nos da natureza radical da graça salvadora que vem ao nosso encontro (Ef 2.8-10), mesmo sem merecermos, quando nós ainda éramos inimigos de Deus (Rm 5.10) e nos oferece generosamente vida abundante (Jo 10.10) e reconciliação eterna com o Pai. 

Existe um Deus amoroso que chama a todos para perto de si

Não importa a situação que você ou algum amigo esteja vivenciando, dentro ou fora da comunhão da igreja local, saiba que existe um Deus amoroso que chama a todos para perto de si. Basta, perante um arrependimento sincero e confissão dos pecados, clamar ao Senhor Jesus.

CONCLUSÃO

Definitivamente não há como ficar indiferente ao tamanho amor revelado por nós. O Pai Celestial continua amando e chamando pecadores ao arrependimento, a fim de que possam desfrutar dos benefícios de sua paternidade. Compartilhe essa boa notícia com seus amigos e creia que o Espírito Santo irá convencê-los que o Pai os ama.

VAMOS PRATICAR

1. De acordo com a lição, quais as quatro fases da vida do filho mais novo?
As quatro fases são da rebeldia, das consequências, do arrependimento e da alegria.

2. Com quem podemos identificar cada um dos três personagens principais da parábola?
O filho pródigo representa os cobradores de impostos e outras pessoas de má fama; o filho mais velho representa os escribas e fariseus; e o pai representa o próprio Deus.

3. Você se sente amado (a) por Deus?
Resposta pessoal.

Pense Nisso

Você conhece o Pai celestial? Nosso Deus ama você completamente. Ele lhe conhece desde o ventre da sua mãe e o seu amor não tem fim. Honre esse Pai maravilhoso, dedique-se a conhecê-lo, seja fiel a Ele e a cada dia desfrute do seu amor e da sua bondade.

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LIÇÃO 12: UMA HISTÓRIA SOBRE DINHEIRO

 2° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADOLESCENTES

LEITURA BÍBLICA

Lucas 12.13-21

A MENSAGEM

[…] Prestem atenção! Tenham cuidado com todo tipo de avareza porque a verdadeira vida de uma pessoa não depende das coisas que ela tem, mesmo que sejam muitas.

Lucas 12.15

DEVOCIONAL

Segunda  ■ Provérbios 30.7-9

Terça        ■ 1 Timóteo 6.6-11

Quarta      ■ Filipenses 4.11-13

Quinta      ■ Mateus 6.19-21

Sexta        ■ Salmos 62.10

Sábado     ■ Lucas 18.24-27

Hora de Aprender

O cenário desta parábola é o seguinte: Jesus está ensinando à multidão, quando de repente um homem lhe interrompe solicitando sua ajuda na resolução de um problema familiar. Seu pai havia morrido e o irmão mais velho, em sua opinião, não estava cumprindo o acordado no testamento. Para tristeza do rapaz, Jesus se recusa a se envolver na questão e, ao invés disso, resolve expor a real causa do conflito dos homens: o problema da avareza (Lc 21.13-15).

I - CUIDADO COM A AVAREZA

Você sabe o que é avareza? Os dicionários a definem como “uma característica de quem tem apego demasiado e sórdido ao dinheiro, de quem vive para adquirir e acumular riquezas”. Você reconhece esse comportamento? Infelizmente, esse tipo de atitude tem conquistado o coração de inúmeras pessoas, inclusive de alguns cristãos que foram seduzidos pelo consumismo desenfreado. Entretanto, Jesus faz uma forte advertência aos seus ouvintes, que serve para todas as gerações: “[…] Prestem atenção! Tenham cuidado com todo tipo de avareza […]” (v.15). 

Ao percorrermos o texto bíblico, nos deparamos com diversas passagens que nos alertam sobre os cuidados que devemos ter com o dinheiro. O salmista disse: “[…] Ainda que suas riquezas aumentam, não confiem nelas” (Sl 62.10); Jesus falou que “pois onde estiverem as suas riquezas, aí estará o coração de vocês” (Mt 6.21); Paulo afirmou que “os ladrões, os avarentos, os bêbados, os caluniadores e os assaltantes não terão parte no Reino de Deus” (I Co 6.10); e a Timóteo ele fala da causa do problema: “Pois o amor ao dinheiro é uma fonte de todos os tipos de males. E algumas pessoas, por quererem tanto ter dinheiro, se desviaram da fé e encheram a sua vida de sofrimentos” (1 Tm 6.10). 

Como observamos, o problema é quando o dinheiro se torna um ídolo oculto em nosso coração. A partir desse momento, aquilo que conquistamos para o nosso benefício e das pessoas que nos cercam, passa a nos conquistar e nos tornamos escravos. Foi assim com o jovem rico, que amou tanto o dinheiro que escolheu não seguir a Jesus (Lc 18.18,22-25). Afinal de contas, não podemos servir a Deus e também servir ao dinheiro (Mt 6.24). Guarde o seu coração! Não se esqueça que ele tem um dono: Jesus Cristo, o Senhor.

II - A PROSPERIDADE ILUSÓRIA GERA ESQUECIMENTO

A história contada por Jesus nos mostra como um homem que recebe uma bênção é capaz de torná-la uma maldição. O fazendeiro rico da parábola foi agraciado com uma grande colheita, sendo necessário ampliar seus depósitos de cereais (Lc 12.16-18). Entretanto, em nenhum momento, o fazendeiro agradece a Deus pela produção abundante da terra ou cogita demonstrar generosidade com o próximo. Pelo contrário, diante da colheita abundante, ele planeja construir um novo depósito para guardar tudo apenas para si (vv. 18,19).

O problema é quando o dinheiro se torna um ídolo

Ele estava tão equivocado em suas prioridades que, segundo Jesus, sua Loucura é revelada no esquecimento de algumas verdades básicas e essenciais da vida:

1. Ele se esqueceu de Deus.
Deus não fazia parte da equação de sucesso desse fazendeiro tolo. Ele estava convencido de que era possível ser bem-sucedido sem o Altíssimo. Sua fé e esperança estavam depositadas exclusivamente nos bens materiais, por isso ele diz confiantemente: “[…] homem feliz! Você tem tudo de bom que precisa para muitos anos. Agora descanse, coma, beba e alegre-se” (v.19). Ele escolheu amar as coisas criadas no lugar do Criador. Seu coração foi iludido pela falsa prosperidade; confiou que tudo que precisava estava diante dos seus olhos. Tolo, ignorou o primeiro mandamento (Mc 12.30).

2. Ele se esqueceu do próximo.
Sua colheita abundante seria uma ótima oportunidade para compartilhar generosamente as bênçãos recebidas com outras pessoas, mas, como se esqueceu de Deus (sua fonte de provisão, amor e contentamento), ele também esqueceu o próximo. Ele escolheu viver como que se o próximo não existisse; preferiu a apatia ao invés do envolvimento com as necessidades dos seus semelhantes. Tolo, desconsiderou o segundo mandamento (Mc 12.31).

3. Ele se esqueceu que era mortal.
Infelizmente ele se esqueceu de que a vida é como um sopro e que não temos qualquer controle sobre os acontecimentos futuros (Tg 4.13-15). O mesmo bem material que gera um aparente conforto, segurança e tranquilidade, quando idolatrado, pode escravizar, matar e inquietar a alma. Deus faz questão de Lembrá-lo: “seu tolo! Esta noite você vai morrer; aí quem ficará com tudo o que você guardou?” (Lc 12.20). Afinal de contas, “o que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder a vida verdadeira?” (Mc 8.36).

III - SER OU TER, EIS A QUESTÃO

Vivemos em uma cultura consumista, de maneira que, para muitos, nosso valor está na quantidade de bens que possuímos, na marca de roupa que vestimos, no lugar em que trabalhamos, etc. 

Por essa razão, inúmeras pessoas, inclusive jovens, seduzidos pela Lógica do “ter”, acabam comprando o que não precisam, com o dinheiro que não possuem, para mostrar o que não são, a pessoas que não conhecem. 

Mas, graças a Deus que no seu Reino a Lógica é diferente. Aqui, o importante não é o que temos, mas o que somos diante de Deus. Somos desafiados a viver uma vida de essência e não de aparência. Somos movidos por princípios e valores eternos, nossa vontade é fazer a vontade de Deus. Pela Palavra, somos ensinados a amar pessoas, de maneira que, os que invertem tal lógica estão literalmente na contramão do Reino de Deus. Usando as palavras de Jesus, estão ajuntando “[…] riquezas para si mesmos, mas para Deus não são ricos” (Lc 12.21). 

Ser rico para com Deus é valorizar e amar aquilo que é importante para Deus. O fazendeiro da parábola escolheu “ter” riqueza material e “ser” miserável diante de Deus. Que o Espírito Santo nos desperte para sermos tudo o que Deus espera que sejamos: obedientes, fiéis, amorosos e santificados (Ef5.8-11; Cl 3.5-14; 1 Pe 1.15,16), porque isso é importante no Reino de Deus. Que vivamos para a Glória de Deus, buscando as riquezas do seu Reino.

Somos movidos por princípios e valores eternos, nosa vontade é fazer a vontade de Deus

CONCLUSÃO

A prosperidade sem Deus tem seus perigos (Pv 30.7-9). A riqueza é capaz de sufocar a Palavra de Deus semeada no coração (Mt 13.22), de criar armadilhas e tentações desnecessárias (1 Tm 6.6-10) e de oferecer uma falsa sensação de segurança (1 Tm 6.17). Assim, devemos procurar incessantemente juntar “[…] riquezas no céu, onde as traças e a ferrugem não podem destruí-las, e os ladrões não podem arrombar e roubá-las” (Mt 6.20).

VAMOS PRATICAR

1- Avalie as afirmativas abaixo e preencha com “E” errado ou “C” certo.

(E) O dinheiro é a raiz de todos os males.

(E) Ser rico é pecado à luz da Bíblia.

(C) O fazendeiro rico pecou ao se esquecer de Deus, do próximo e de que era mortal.

(C) Avareza é a característica de quem vive para adquirir e acumular riquezas.

(E) “Ter” é mais importante do que “Ser”.

2. O que é avareza?
Uma característica de quem tem apego demasiado e sórdido ao dinheiro, de quem vive para adquirir e acumular riquezas.

3. Onde estão na Bíblia os versículos abaixo?
a) “Pois onde estiverem as suas riquezas, aí estará o coração de vocês.”
Mateus 6.21 ou Lucas 12.34.

b) “Pois o amor ao dinheiro é uma fonte de todos os tipos de males. E algumas pessoas, por quererem tanto ter dinheiro, se desviaram da fé e encheram a sua vida de sofrimentos.
1 Timóteo 6.10
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Pense Nisso

Para muitas pessoas ser rico é melhor do que ser amigo de Deus. Enquanto que para outras, ter riquezas é sinal da graça generosa de Deus, como foi o caso de Abraão, José, Jó, José de Arimateia, Dorcas, etc. O importante é entendermos que rico ou pobre, na visão deste mundo, todos nós podemos ser ricos para com Deus. Basta vivermos para sua glória e fazermos de suas prioridades as nossas.

terça-feira, 25 de junho de 2024

LIÇÃO 11: VOCÊ ESTÁ FIRME?

 2° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADOLESCENTES

LEITURA BÍBLICA
Mateus 7.24-27

A MENSAGEM

Quem ouve esses meus ensinamentos e vive de acordo com eles é como um homem sábadio que construiu a sua casa na rocha.
Mateus 7.24

DEVOCIONAL

Segunda  ■ 1 Pedro 2.1-5

Terça        ■ Deuteronômio 5.29

Quarta      ■ 1 Samuel 15.22,23

Quinta      ■ Lucas 6.46

Sexta        ■ Tiago 1.22-25

Sábado     ■ Mateus 5.19

Hora de Aprender

Ao terminar o famoso Sermão do Monte, Jesus dirige suas palavras finais aos discípulos e lhes propõem uma história interessante sobre algo que o incomodava bastante. Segundo o relato de Lucas (6.46-49), da mesma ocasião, Jesus diz que algumas pessoas vinham até Ele, ouviam suas palavras, declaravam sua fé, O chamando de “Senhor, Senhor”, porém, não praticavam seus ensinamentos. E é exatamente dentro desse contexto que Jesus apresenta a parábola dos “dois construtores”.

I - DOIS HOMENS, DUAS CASAS E DOIS DESTINOS

Jesus compara seus seguidores a dois homens que decidiram construir suas respectivas casas. De um lado está o construtor sábio que “construiu a sua casa na rocha” (Mt 7.24) e, do outro, o sem juízo que “construiu a sua casa na areia” (v.26). No Evangelho de Lucas, somos informados que o sábio “cavou bem fundo” até encontrar uma rocha para lançar sobre ela seus alicerces (Lc 6.48), enquanto que o sem juízo não demonstrou qualquer preocupação em relação à firmeza necessária para sua edificação. 

Tendo isso em mente, Jesus afirma que aquele que ouve os seus “ensinamentos e vive de acordo com eles” (Mt 7.24), é semelhante ao construtor sábio; enquanto que aquele que ouve os seus “ensinamentos e não vive de acordo com eles” (v.26) é igual a um construtor sem juízo. Essa história é uma advertência àqueles que se contentam em serem apenas ouvintes da Palavra de Deus e não praticantes dos princípios bíblicos (Tg 1.22-25).

Aqui Jesus não está fazendo distinção entre cristãos e pagãos. Ele tem em mente pessoas que estão com Ele diariamente, que o ouvem com regularidade e participam da vida religiosa fervorosamente. 

Pensando em nossa própria realidade, podemos dizer que Jesus estava falando para pessoas religiosas que leem as Escrituras, frequentam cultos, cantam louvores, participam das atividades semanais da igreja local, ouvem sermões, dizimam e ofertam.

Dentre tais pessoas, felizmente existem aqueles que são como o construtor sábio que ouvem e praticam o que foi ensinado, mas tristemente, também há aqueles que, como o construtor sem juízo ou tolo, ouvem a Palavra e vivem como se não tivessem ouvido.

II - A TEMPESTADE REVELARÁ A DIFERENÇA

Essa parábola ensina que é impossível tirar conclusões sobre a qualidade das casas olhando apenas para a aparência exterior delas. Afinal de contas, elas poderiam até possuir a mesma planta, talvez os mesmos materiais e, como o próprio texto diz, foram expostas aos mesmos fenômenos da natureza: “caiu a chuva, vieram as enchentes, e o vento soprou com força” (Mt 7.25,26). Entretanto, conforme é possível observar, a tempestade revelou a única e essencial diferença entre elas: o alicerce. Essa tempestade que sobreveio às casas pode e deve ser interpretada de duas maneiras complementares:

1. A tempestade da vida. 

Nenhum ser humano é imune a ela. Essa tempestade se revela através das enfermidades, fracassos, crises, dramas pessoais, pandemias, temores ou morte. Jesus disse:”[…] no mundo vocês vão sofrer[…f (Jo 16.33) e a Bíblia reafirma esse entendimento várias vezes: Rm 8.18; 2 Co 4.8-10; Tg 1.2-4.

2. A tempestade do juízo.

Essa interpretação tem uma conotação escatológica; ela aponta para o fim dos tempos, quando Deus colocará à prova tanto a vida, quanto o caráter de cada construtor (Mt 7.21-23). Será o alicerce, ou a ausência dele que determinará o juízo final. 

Segundo a história, a casa que foi construída sobre a rocha, ainda que tenha sofrido os temores da tempestade, permaneceu inabalável (v.25). Entretanto, aquela que foi edificada sobre a areia foi totalmente destruída (v.27), pois, embora tivesse uma bela aparência, sua base foi ignorada pelo construtor. Ele escolheu o caminho mais fácil e rápido, não quis gastar tempo e esforço para cavar e garantir estabilidade da casa para os eventos futuros. Como é triste a realidade ilustrada por Jesus, pois mostra que existem pessoas que, embora estejam vinculadas à religião cristã, escolheram construir suas vidas em desobediência à vontade de Deus. Não sejamos como o construtor sem juízo!

III - OBEDECER É MELHOR DO QUE DESMORONAR

A casa que caiu tinha tudo para permanecer de pé diante da tempestade, mas por causa da tolice do construtor sem juízo, que escolheu ignorar a importância do alicerce, seu destino foi comprometido para sempre. 

Assim também é a nossa vida espiritual, caso não sejamos prudentes e obedientes ao Senhor que nos chamou, corremos o risco de nos sabotar tanto nessa vida, quanto na eternidade.

Não basta dizermos coisas bonitas para Deus; nem estudarmos ou meditarmos em sua Palavra se não estivermos dispostos a colocar em prática o que sabemos (1 Jo 1.6; 2.4). Tiago, o irmão de Jesus, nos desafia a não ser apenas ouvintes da mensagem e sim praticantes (Tg 1.22-25; 2.14-20).

Fazer parte do Reino de Deus envolve obediência irrestrita ao Senhorio de Jesus Cristo. Não dá para segui-lo sem se submeter à sua Palavra: “Pois amar a Deus é obedecer aos seus mandamentos. E os seus mandamentos não são difíceis de obedecer” (1 João 5.3).

CONCLUSÃO

Construa sua vida sobre a rocha firme e inabalável da Palavra de Deus e jamais se esqueça de que obedecer é melhor do que “desmoronar”! Seja um amigo de Jesus obedecendo às suas ordens (Jo 15.14.)

VAMOS PRATICAR

1. Relacione as colunas:

a) “Samuel respondeu: — O que é que o SENHOR Deus prefere? Obediência ou oferta de sacrifícios? É melhor obedecer a Deus do que oferecer-lhe em sacrifício as melhores ovelhas.”

b) “Caiu a chuva, vieram as enchentes, e o vento soprou com força contra aquela casa. Ela caiu e ficou totalmente destruída.”

c) “Vocês são meus amigos se fazem o que eu mando.”

d) “Não se enganem; não sejam apenas ouvintes dessa mensagem, mas a ponham em prática.”

( D ) Tiago 1.22
( A ) 1 Samuel 15.22
( B ) Mateus 7.27
( C ) João 15.14

2. A quem Jesus compara seus seguidores?

Jesus compara seus seguidores a dois homens que decidiram construir suas respectivas casas. Um era sábio, o outro era sem juízo.

3. Esta parábola é uma advertência a quem?

É uma advertência àqueles que se contentam em serem apenas ouvintes da Palavra de Deus e não praticantes.

4. Complete a frase: 

Não basta dizermos coisas bonitas para Deus; nem estudarmos ou meditarmos em sua Palavra se não estivermos dispostos a colocarmos em: prática o que sabemos (1 Jo 1.6; 2.4).

PENSE NISSO

Obedecer ou desobedecer é uma escolha de múltiplas consequências. Não adianta tentarmos nos esquivar dessa escolha. Obedecer a Deus é a escolha mais acertada que podemos fazer nessa vida. Então, a cada dia, escolha seguir a Deus e obedecer às Escrituras.

segunda-feira, 24 de junho de 2024

LIÇÃO 10: O AMOR NA PRÁTICA

 2° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADOLESCENTES

LEITURA BÍBLICA
Lucas 10.25-37

A MENSAGEM

Eu lhes dou este novo mandamento: amem uns aos outros. Assim como eu os amei, amem também uns aos outros.
João 13:34

DEVOCIONAL

Segunda  ■ 1 João 3.18,19

Terça        ■ Mateus 22.37-39

Quarta      ■ 1 Coríntios 13.4-7

Quinta      ■ Romanos 12.20,21

Sexta        ■ João 13.34,35

Sábado     ■ 1 João 4.20,21

Hora de Aprender

A parábola desta lição tem como pano de fundo um diálogo entre Jesus e um estudioso do Antigo Testamento. A conversa gira em torno de duas inteligentes perguntas: “[…] o que devo fazer para conseguir a vida eterna?” (Lc 10.25) e“[…] quem é o meu próximo?” (v.29). Jesus não oferece uma resposta sem antes conduzir seu questionador à uma reflexão sobre o que as Escrituras dizem acerca da primeira questão levantada. O doutor da lei, sem pestanejar, afirma que a resposta está no cumprimento do mandamento duplo: Amar a Deus e amar o próximo (v.27). Concordando com sua resposta, Jesus diz: “faça isso e você viverá” (v.28). Entretanto, a segunda pergunta recebe um pouco mais de atenção. Vamos à questão:

I - QUEM É O MEU PRÓXIMO?

Dando sequência à conversa, Jesus então lhe propõe uma história, cujo enredo gira em torno de um homem que havia sido assaltado e agredido e encontrava-se quase morto à beira do caminho. E que, passando por ele dois representantes da religião judaica, o sacerdote e o levita, ambos escolheram evitá-lo e seguir o caminho como se nada tivesse acontecido, afinal de contas, isso daria muita dor de cabeça para eles. 

Entretanto, logo a seguir, vinha passando também um samaritano, que vendo o homem, parou e o ajudou. Os samaritanos, aos olhos dos religiosos de Jerusalém, eram pessoas desprezíveis. Mas, foi ele quem tratou as feridas do desconhecido, o retirou da estrada e o colocou em segurança em uma pensão. 

Então, a partir dessa parábola, Jesus devolve a pergunta ao intérprete da Lei: “[…] Na sua opinião, qual desses três foi o próximo do homem assaltado?” (v.36). Jesus o deixou em uma situação desconfortável. Mesmo contra sua vontade, ele diz: “aquele que o socorreu” (v.37), sem referir-se ao samaritano, tendo em vista a hostilidade existente entre os judeus e o povo de Samaria. Jesus então o diz: “[…] pois vá e faça a mesma coisa” (v.37). 

Esse relato é capaz de nos ensinar três importantes lições sobre o próximo. Em primeiro lugar, o próximo é um ser humano sem distinção de cor, nacionalidade, religião ou condição social. Em segundo lugar, ele é uma pessoa que compartilha conosco o dom da vida. Em terceiro lugar, ele é uma pessoa sujeita às mesmas lutas, dificuldades e dores impostas pela presença do pecado no mundo. Como fica evidente, o próximo é sempre um indivíduo, criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26,27), em necessidade, a quem devemos nos aproximar com compaixão para auxiliá-lo.

II - AMOR NA PRÁTICA

A lição central da parábola do Bom Samaritano, para os discípulos de Jesus, é que todo cristão é chamado a demonstrar compaixão pelo necessitado. E por isso, vamos analisar mais de perto algumas ações do samaritano que devem servir de princípios para nossa prática cristã:

1. Uma visão atenta e cuidadora do outro

Jesus diz que, quando o samaritano viu o homem, ficou com muita pena dele” (Lc 10.33). Nós vivemos em uma sociedade com inúmeras pessoas egoístas. Elas não conseguem ver além de si mesmas e de seus sonhos pessoais. Mas Jesus é o mestre da compaixão e do cuidado (Mt 9.36) e nos chama a seguir seu exemplo (Jo 13.15,35 e 15.12,14).

Todo cristã é chamado para demonstrar compaixão

2. Aproximação

Jesus destacou que o samaritano chegou perto do homem ferido. Vivemos um tempo marcado por contradições, pois ao mesmo tempo que estamos perto, por meio das redes sociais, também estamos mais longe das pessoas. Rompa a barreira da distância e se aproxime de pessoas que precisam de ajuda.

3. Atitudes concretas

Diz o texto que o samaritano “limpou os seus ferimentos com azeite e vinho e em seguida os enfaixou” (v.34). Ele fez o que era possível naquele momento para auxiliar o necessitado.

Se aproxime de pessoas que precisam de ajuda

Através dessa parábola, Jesus nos mostra que não podemos fechar os olhos à dor do outro (1 Jo 3.18). Amar é a vocação de cada cristão!

III - O AMOR CRISTÃO NA SOCIEDADE

Através dessa a parábola, Jesus nos mostra que há sempre uma possibilidade concreta de ferirmos como os ladrões da parábola; de sermos feridos como o homem encontrado semimorto; de ignorarmos o ferido como fizeram o sacerdote e o levita; ou de socorrermos o ferido como fez o samaritano. O fato de sermos ainda adolescentes não tira de nós a responsabilidade de discernir entre o que é certo e errado. Pelo contrário, temos os mandamentos e devemos guardá-los em nossos corações (81119.11; 1 Jo 2.14). Também temos acesso às Escrituras para leitura (Js 1.8; 811.2; 1 Tm 4.13,15), a fim de aprender a seguir o caminho correto. Então, siga os mandamentos de Jesus e ame o próximo.

CONCLUSÃO

Constantemente somos desafiados a vivermos fora da lógica do amor de Deus. Mas como vimos o amor é a única possibilidade de escolha para os discípulos de Jesus. Amar é um mandamento. Por essa razão, nosso desafio hoje e sempre é mantermo-nos fiéis ao Senhor, amando-o acima de todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmo.

VAMOS PRATICAR

1. Explique com as suas palavras quem é o próximo, segundo a lição?

O próximo é sempre um indivíduo, criado à imagem e semelhança de Deus, em necessidade.

2. Relacione os agentes abaixo, segundo a parábola estudada:

(A) Os que feriram                        (B) O homem agredido

(B) O que foi ferido                        (D) O sacerdote e o levita

(C) O que tratou as feridas           (A) Os assaltantes

(D) Os que ignoraram o ferido    (C) O bom samaritano

PENSE NISSO

O amor é o alicerce da mensagem cristã. Falamos de amor, mas, às vezes, temos dificuldades em vivenciá-lo. Não devemos ter um discurso lindo e cativante e uma prática pálida e irrelevante. A mensagem do bom samaritano é um lembrete à nossa consciência de que não há outro caminho para ser trilhado por nós, que não seja o amor compassivo e generoso.

EBD - LIÇÕES BÍBLICAS | ADULTOS

 EBD - ADULTOS • 3° TRIMESTRE DE 2024

▣ TEMA: O Deus que Governa o Mundo e Cuida da Família
Os Ensinamentos Divinos nos Livros de Rute e Ester para a Nossa Geração

✍ COMENTARISTA: Silas Queiroz

SUMÁRIO: 

Lição 01: Duas Importantes Mulheres na História de um Povo

Lição 02: O Livro de Rute

Lição 03: Rute e Noemi – Entrelaçadas pelo Amor

Lição 04: O Encontro de Rute com Boaz

Lição 05: O Casamento de Rute e Boaz – A Remição da Família

Lição 06: O Livro de Ester

Lição 07: A Deposição da Rainha Vasti e a Ascensão de Ester

Lição 08: A Resistência de Mardoqueu

Lição 09: A Conspiração de Hamã contra os Judeus

Lição 10: O Plano de Livramento e o Papel de Ester

Lição 11: A Humilhação de Hamã e a Honra de Mardoqueu

Lição 12: O Banquete de Ester – Denúncia e Livramento

Lição 13: Ester, a Portadora das Boas-Novas


 EBD - ADULTOS • 2° TRIMESTRE DE 2024

▣ TEMA: A Carreira Que Nos Está Proposta
O Caminho da Salvação, Santidade e Perseverança para Chegar ao Céu

✍ COMENTARISTA: Osiel Gomes


SUMÁRIO: 

Lição 01 - O Ínício da Caminhada

Lição 02 - A Escolha entre a Porta Estreita e a Porta Larga

Lição 03 - O Céu - O Destino do Cristão

Lição 04 - Como se Conduzir na Caminhada

Lição 05 - Os Inimigos do Cristão

Lição 06 - As Nossas Armas Espirituais

Lição 07 - O Perigo da Murmuração

Lição 08 - Confessando e Abandonando o Pecado

Lição 09 - Resistindo à Tentação no Caminho

Lição 10 - Desenvolvendo Uma Consciência de Santidade

Lição 11 - A Realidade Bíblica do Inferno

Lição 12 - A Bendita Esperança: A Marca do Cristão

Lição 13 - A Cidade Celestial


 EBD - ADULTOS • 1° TRIMESTRE DE 2024

▣ TEMA: O Corpo de Cristo
Origem, Natureza e Vocação da Igreja no Mundo

✍ COMENTARISTA: José Gonçalves

LIÇÃO 13 - A CIDADE CELESTIAL

 2° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS

TEXTO ÁUREO

Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo.

(Filipenses 3.20)

VERDADE PRÁTICA

A cidade celestial é o alvo de toda a nossa jornada que iniciou com o Novo Nascimento e se consumará com a entrada pelos portões celestiais.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Lucas 23.46 • 2 Coríntios 12.2-4
■ O Paraíso como a habitação de Deus, dos anjos e dos salvos

Terça – Apocalipse 3.12
■  A Nova Jerusalém, a cidade que descerá do Céu

Quarta – Colossenses 1.20
■ A reconciliação de tudo o que está na Terra e no Céu

Quinta – João 4.10
■  O rio da água da vida fluirá abundantemente

Sexta – Filipenses 3.20
■ A nossa verdadeira morada está nos Céus

Sábado – 2 Coríntios 5.8 • Filipenses 1.21,23
■  A esperança sincera de todo cristão peregrino

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Apocalipse 21.9-14 • Apocalipse 22.1-5

Apocalipse 21


9 - E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro.

10 - E levou-me em espírito a um grande e alto monte e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu.

11 - E tinha a glória de Deus. A sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente.

12 - E tinha um grande e alto muro com doze portas, e, nas portas, doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos de Israel.

13 - Da banda do levante, tinha três portas; da banda do norte, três portas; da banda do sul, três portas; da banda do poente, três portas.

14 - E o muro da cidade tinha doze fundamentos e, neles, os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.

Apocalipse 22


1 - E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.

2- No meio da sua praça e de uma e da outra banda do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a saúde das nações.

3- E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão.

4- E verão o seu rosto, e na sua testa estará o seu nome.

5- E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumia, e reinarão para todo o sempre.

Hinos Sugeridos: 485 • 509 • 614 da Harpa Cristã

■ INTRODUÇÃO 

Os cristãos que têm conhecimento das Sagradas Escrituras sabem que não foram destinados para viver apenas neste mundo. Aqui, somos peregrinos e forasteiros (1 Pe 2.11). Brevemente os portões celestiais se abrirão e partiremos para viver eternamente com o Pai, em nossa pátria celestial (Fp 3.20). Por isso, estudaremos a respeito do Paraíso Eterno, a Cidade Celestial, o Eterno Estado em que desfrutaremos da presença de Deus e como as Escrituras ensinam como será a nossa glorificação final. Aqui, se encontra o que nos aguarda ao final de nossa Jornada Cristã.

Palavra-Chave: Cidade

I - O PARAÍSO ETERNO

1. O que é o Paraíso? Uma definição que podemos mencionar de paraíso é o Céu como morada de Deus, dos anjos e dos salvos (2 Co 12.2-4). Quando estava na cruz, nosso Senhor fez uma promessa ao ladrão arrependido: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23.43). Essa promessa foi prontamente cumprida, pois, quando por ocasião de sua morte, o corpo do Senhor Jesus foi para a sepultura, mas seu espírito para o Pai, ou seja, para o Céu, o lugar de habitação de Deus (Lc 23.46). Não há como mensurar tamanha alegria do ladrão ao ouvir de Jesus a promessa de um encontro no Paraíso. Este lugar é a expressão de toda soma das bem-aventuranças em Cristo. O apóstolo Paulo foi arrebatado e levado ao Paraíso (2 Co 12.4), que é o mesmo lugar que aparece em Apocalipse 2.7.

Devemos cuidar para não confundir o Milênio com o Estado Eterno. Este caracteriza a eternidade sem fim em que passaremos com Deus; aquele é um período em que Jesus reinará por mil anos na Terra [...]

2. O que é a Cidade Eterna? Depois do julgamento final, após o Milênio (Ap 20), e a purificação da Terra por meio de fogo (2 Pe 3.10), surgirá a Nova Jerusalém, que figura como a Cidade Eterna de Deus (Ap 3.12; 21; 22). Quando esteve neste mundo, o Senhor Jesus assegurou que prepararia um lugar para os santos (Jo 14.2,3). A Nova Jerusalém, criada por ocasião da purificação ocorrida na Terra (2 Pe 3.10), tem sua origem no Céu, e será também terrena, visto que substituirá a antiga cidade que estava contaminada; ela descerá diretamente dos Céus (Ap 21.1-3). Nessa ocasião, os salvos serão cidadãos dessa cidade, desfrutarão das bênçãos eternas e a habitarão com seus corpos transformados em um estado glorioso (1Co 15.54).

3. Quando a eternidade começará? De acordo com o estudo atento de Apocalipse, depois do Arrebatamento da Igreja, ocorrerá a Grande Tribulação por um período de sete anos, em seguida nosso Senhor retornará gloriosa e triunfantemente por ocasião de sua Segunda Vinda e implantará o Reino Milenial. Depois do Milênio, entraremos no glorioso Estado Eterno (Ap 21; 22). Aqui, devemos cuidar para não confundir o Milênio com o Estado Eterno. Este caracteriza a eternidade sem fim em que passamos com Deus; aquele é um período em que Jesus reinará por mil anos na Terra e, ao final desse período, pessoas serão julgadas diante do Trono Branco, o Juízo Final (Ap 20.11-15). Aguardemos piedosamente o Reino Eterno, o Novo Céu, a Nova Terra e a Nova Jerusalém!

SINOPSE I
O Paraíso e a Nova Jerusalém como realidades eternas do Céu.

II - O ETERNO E PERFEITO ESTADO

1. O estado perfeito à luz da doutrina bíblica. De Gênesis a Apocalipse, há um propósito divino na consumação dos séculos, onde tudo ocorrerá por ocasião da Segunda Vinda de Cristo Jesus, após o Milênio, em que serão estabelecidos um Novo Céu e uma Nova Terra (Ap 21.1). Nesse tempo, o propósito original de Deus se cumprirá e toda Terra se encherá de sua glória. Conforme o apóstolo Paulo escreveu, haverá reconciliação geral de todas as coisas, em que Céu e Terra serão a mesma região (Cl 1.20). Por isso, o perfeito e eterno estado é descrito na Bíblia como um lugar belo, de santidade e perfeição, pois a antiga ordem, em que imperava a natureza do pecado, foi abolida e deu lugar a umblugar santo, puro e perfeito.

2. O estado perfeito à luz de Apocalipse 22.1-5. O livro do Apocalipse traz alguns símbolos que descrevem de maneira mais vívida o divino estado perfeito de todas as coisas. São símbolos que comunicam a singularidade desse novo estado: a) um rio; b) a árvore; c) a ausência de males; d) a presença de Deus.

a) A vida eterna descrita como um rio. O apóstolo João descreve essa eternidade como um rio da vida que brota do trono de Deus e do Cordeiro (Ap 22.1). Aqui, está presente o aspecto simbólico do rio como símbolo de vida que em diversas vezes o Senhor Jesus mencionou como água da vida (Jo 4.10; cf. Sl 46.4; Ez 47.1-12).

b) A vida eterna descrita como árvore. A árvore da vida remonta ao livro de Gênesis (Ap 22.2; cf. Gn 2.9; 3.22). Seus 12 frutos, de mês em mês, e suas folhas simbolizam a vida que triunfou sobre as enfermidades e a morte. Não haverá mais dores nem doenças, pois no divino estado eterno, a morte não prevalecerá mais.

c) A vida eterna sem males. Não haverá mais “maldição contra alguém” (Ap 22.3). O problema do coração do ser humano será para sempre resolvido, pois o mal será plenamente erradicado. Ali, o trono de Deus e do Cordeiro estarão centralizados no coração do ser humano.

d) A vida eterna na presença de Deus. Contemplaremos a Deus face a face 1 Co 13.12), e sua presença será a nossa luz para sempre (Ap 22.4). Que alegria indizível! Prestaremos culto olhando diretamente para Ele. Sua presença gloriosa fará com que não haja mais noite, não havendo mais qualquer escuridão, e para sempre reinaremos com Ele.

SINOPSE II
A vida eterna é descrita na Bíblia como um rio, uma árvore, lugar sem males e a presença eterna de Deus.

III - O ESTADO FINAL DE TODOS OS SANTOS

1. O que todo crente salvo deve esperar? Os santos de Deus, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento, nunca viveram nesta Terra com a ideia de permanecer nela eternamente. O patriarca Abraão vivia nela com a esperança da Cidade Celestial, cujo construtor é Deus (Hb 11.9,10; Gl 4.26; Hb 11.16). Moisés passou por ela com essa mesma intenção, deixou o Egito e sua glória porque tinha consciência de algo melhor, a recompensa gloriosa (Hb 11.24-27). Por isso, o cristão que vive neste mundo sabe que, aqui, ele é peregrino nesta jornada, pois está consciente de que o seu lar, a sua verdadeira cidade, é a celestial de onde o nosso grande e maravilhoso Deus habita (Ap 21.3,22; 22.3).

2. Viveremos todos em unidade. Ao se fazer menção dos inscritos nas 12 portas da cidade, onde estão os nomes das 12 tribos de Israel, e dos alicerces levam os nomes dos 12 apóstolos está evidente que se trata de pessoas originárias de todas as eras (Ap 21.9-14). As pessoas tanto de Israel quanto da Igreja serão reunidas, formando um só Corpo de Cristo, cumprindo-se plenamente dessa forma o que está escrito em Gálatas: “nisto não há judeu nem grego” (Gl 3.28). Viveremos na Nova Cidade sem qualquer tipo de segregação, discriminação e diferença de classes, pois seremos um só povo em Cristo Jesus.

Viveremos na Nova Cidade sem qualquer tipo de segregação, discriminação e diferença de classes, pois seremos um só povo em Cristo Jesus.

3. Finalmente em casa. Sabemos que Nossa morada final não é aqui neste mundo, nem na sepultura, prova disso é que somos denominados de peregrinos e estrangeiros nesta Terra (Hb 11.13). O apóstolo Paulo nos lembra de que a nossa cidade está nos Céus (Fp 3.20). Os cristãos que verdadeiramente mantêm comunhão com Cristo e sua Palavra cultivam em seu coração o desejo de ir para a casa, como anelava o apóstolo dos gentios (2 Co 5.8; Fp 1.21,23). Essa é a nossa grande recompensa quando findarmos, aqui na Terra, a nossa jornada. Essa é a bendita esperança de todo cristão sincero que deseja morar no Céu.

SINOPSE III
No Estado Final, finalmente, poderemos dizer: estamos em casa.

■ CONCLUSÃO

O Céu é o destino final de uma jornada que se iniciou com o Novo Nascimento. Do início da jornada até o final, enfrentaremos inimigos que tentam nos desviar da rota para o Céu. Por isso, durante a travessia da jornada, é necessário toda vigilância e zelo, sabendo que aquele que começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia do nosso Senhor Jesus Cristo (Fp 1.6). Portanto, coloquemos nossos olhos no Autor e Consumador da nossa fé, olhando para frente, pois a Canaã Celestial é logo ali.

REVISANDO O CONTEÚDO

1. Como podemos definir o Paraíso?
Uma definição que podemos mencionar de paraíso é o Céu como morada de Deus, dos anjos e dos salvos (2 Co 12.2-4).

2. De onde virá a Nova Jerusalém?
Do céu.

3. De acordo com a lição, como o perfeito e eterno estado é descrito na Bíblia?
O perfeito e eterno estado é descrito na Bíblia como um lugar belo, de santidade e perfeição, pois a antiga ordem, em que imperava a natureza do pecado, foi abolida e deu lugar a um lugar santo, puro e perfeito.

4. Quais os símbolos apresentados no livro de Apocalipse que descrevem o divino estado perfeito de todas as coisas?
São símbolos que comunicam a singularidade desse novo estado: a) um rio; b) a árvore; c) a ausência de males; d) a presença de Deus

5. O que os cristãos sinceros devem cultivar em seu coração?
Os cristãos que verdadeiramente mantêm comunhão com Cristo e sua Palavra cultivam em seu coração o desejo de ir para a casa, como anelava o apóstolo dos gentios (2 Co 5.8; Fp 1.21,23).

LEITURAS PARA SE APROFUNDAR


Por meio de relatos cronológicos extraídos da análise interpretativa da teologia pentecostal, com base na revelação gradual das Escrituras proféticas da Bíblia Sagrada, este livro sucinto e direto ao ponto, apresenta o desencadeamento escatológico que acontecerá a partir do arrebatamento da Igreja e culminará com o novo céu e nova terra. Para melhor compreensão do tema, o autor a organizou pedagogicamente em capítulos, que o ajudarão a compreender os sucessivos acontecimentos previstos na literatura bíblico-escatológica.

Daniel e Apocalipse

Uma análise segura sobre os principais assuntos de cada capítulo destes dois livros proféticos e escatológicos das Escrituras Sagradas.


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