Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

LIÇÃO 6 - O FILHO COMO O VERBO DE DEUS

 1° TRIMESTRE DE 2026  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a
sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” 
(João 1.14) 

VERDADE PRÁTICA
Jesus Cristo, o Verbo eterno, é a revelação plena e visível de Deus ao mundo, manifestando graça, verdade e a glória do Pai.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – João 1.-3
 
■ O Verbo eterno e divino


 Terça – João 1.14
 ■
O Verbo se fez carne


 Quarta – Êxodo 25.8-9

 ■
Deus habita entre o povo


 Quinta – João 1.17
 ■
Graça e verdade por Cristo


 Sexta – João 1.18
 ■ O
 Filho unigênito revelou o Pai


 Sábado – Colossenses 1.15-19
 ■
Cristo, a imagem do Deus invisível



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 1.1-5,14

João 1
1 — No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
2 — Ele estava no princípio com Deus. 
3 — Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez
4 — Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens;
5 — e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
...
14 - E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória  do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.


Hinos Sugeridos: 20 • 175 • 182 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
O prólogo do Evangelho de João apresenta o Verbo eterno como Deus, Criador e Revelador. Ele se fez carne e revelou de forma plena e completa a glória do Pai. O apóstolo João afirma que viu a glória do Deus Unigênito, cheia de graça e de verdade. Nesta lição, veremos que essa revelação marca o clímax da encarnação do Verbo — O Filho de Deus — onde o invisível se tornou visível, o eterno entrou no tempo e o insondável foi manifestado em Cristo Jesus.

Palavra-Chave: Verbo

I – O VERBO COMO DEUS ETERNO
1. O Verbo preexistente. O prólogo de João (dezoito versículos iniciais) é chamado de “Hino Logos”. Na abertura: “No princípio, era o Verbo” (João 1.1a), as palavras “no princípio” lembram o texto introdutório da Bíblia (Gênesis 1.1) e claramente ensinam que o Verbo sempre existiu. Esta é uma maneira de referir-se ao atributo da Eternidade que só Deus possui. A expressão “Verbo” (gr. lógos) designa Deus, referindo-se à divindade do Filho. Enquanto os gregos pensavam em um princípio impessoal e os gnósticos num ser intermediário, João apresenta o Logos como o próprio Deus Eterno — Jesus Cristo, o Filho Unigênito do Pai (João 1.14; 3.16). Antes de tudo o que existe, o Verbo já existia. Jesus não começou a existir em Belém, pois Ele é Eterno, coexistente com o Pai desde o princípio (Colossenses 1.17).

2. O Verbo como pessoa distinta. No texto bíblico, João afirma que “o Verbo estava com Deus” (João 1.1b). A expressão grega pros ton Theon (com Deus) comunica relacionamento face a face, ou seja, comunhão pessoal e eterna entre o Verbo (Filho) e Deus (Pai). Indica uma distinção de Pessoas dentro da unidade da Trindade (Deuteronômio 6.4 • 1 João 5.7). O Pai, o Filho e o Espírito Santo não são formas sucessivas de aparecimento de uma Pessoa, mas são Pessoas coexistentes desde “o princípio” (João 1.2; 17.5).

3. O Verbo é da mesma essência do Pai. Ainda no versículo de abertura, João revela “o Verbo era Deus” (João 1.1c). Aqui, a palavra grega para Deus (Theós) aparece sem o artigo definido — fato que tem gerado discussões exegéticas. Porém, na estrutura grega, a ausência do artigo não implica indefinição ou inferioridade. Essa construção enfatiza a qualidade ou a natureza do sujeito. A omissão do artigo não significa “um deus”, como sustentam traduções heréticas, mas é um indicativo da natureza do Verbo. Esclarece que o Verbo compartilha da mesma essência divina (João 10.30; 14.9). Desse modo, o Verbo é como o Pai: eterno (João 1.2) e criador (João 1.3). Portanto, a expressão “o Verbo era Deus” ensina que Jesus é da “mesma substância” do Pai, isto é, Deus em sua totalidade (Colossenses 1.15; 2.9).


SINOPSE I
O Verbo é eterno, distinto do Pai e da mesma essência divina, plenamente Deus.


II – O VERBO COMO CRIADOR
1. O agente da criação. A Bíblia declara que “no princípio, criou Deus” (Gênesis 1.1a). A expressão “criou” traduz a palavra hebraica bàrã’, termo reservado à atividade criadora de Deus (Gênesis 1.21,27; 2.4; 5.1,2; 6.7). Afirma que o universo foi criado por Deus a partir do nada — do latim ex nihilo (Hebreus 11.3). A doutrina de Deus como Criador possui fundamentos tanto no Antigo Testamento (Salmos 33.6 • Isaías 45.12 • Neemias 9.6) quanto no Novo Testamento (Atos 17.24 • Romanos 1.20 • Apocalipse 4.11). Nesse sentido, João apresenta Jesus também como Criador: “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (João 1.3). Este versículo enfatiza a divindade do Verbo, uma vez que a criação é obra exclusiva de Deus (Colossenses 1.16,17). Desse modo, o Filho é o agente ativo na criação do universo (Hebreus 1.2).

2. A fonte da vida. O apóstolo João enfatiza com clareza que “nele, estava a vida” (João 1.4a), referindo-se ao Verbo eterno — Jesus Cristo. Esta declaração revela que o Verbo é a fonte absoluta e originária de toda forma de vida, tanto física quanto espiritual e eterna (João 3.36 • 1 João 5.11,12). A expressão denota a autossuficiência do Verbo, uma característica específica da divindade (Atos 17.25). Jesus não depende de nada ou ninguém para viver. Ele compartilha da mesma substância divina: “Porque, como o Pai tem a vida em si mesmo, assim deu também ao Filho ter a vida em si mesmo” (João 5.26). Essa verdade afirma que a vida, eterna e imutável, que está no Pai está igualmente no Filho, apontando para a mesma essência dentre as Pessoas da Trindade (João 10.30; 14.9; 17.5).

3. A luz dos homens. O texto bíblico assevera que “a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam” (João 1.4b-5). A metáfora da Luz simboliza o caráter de Deus, porque nEle não há trevas alguma (1 João 1.5). Nesse contexto, Jesus é apresentado como a Luz verdadeira (João 1.9). Ele não apenas possui luz; Ele é a própria Luz (João 8.12). Ele dissipa as trevas, ilumina os perdidos e revela o pecado (Mateus 4.16 • João 3.19). A declaração “as trevas não prevaleceram contra ela” (João 1.5 - NAA) mostra que as forças do mal não têm poder sobre Cristo. O verbo grego katalambánó pode ser traduzido como “compreender”, “apoderar” ou “dominar”, e nesse caso expressa que as trevas do pecado não podem resistir à luz do Filho de Deus (Romanos 13.12).


SINOPSE II
Como Criador, o Verbo é fonte de vida e luz, e nenhuma força de trevas pode prevalecer contra Ele.

III – O VERBO COMO REVELAÇÃO DO PAI
1. A encarnação do Verbo. João também apresenta o Verbo como o supremo meio de autorrevelação do Pai: “o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória” (João 1.14a). Esta afirmação marca o ponto culminante da revelação divina: o Verbo se tornou homem sem deixar de ser Deus (Filipenses 2.6-8). O termo grego eskênõsen (habitou) significa literalmente “armou sua tenda”. Essa linguagem faz alusão ao Tabernáculo (Êxodo 25.8,9), onde a presença de Deus habitava no meio do povo de Israel. O corpo de Cristo é assim comparado a esse tabernáculo: nele, a glória de Deus se manifestou visível entre os homens (Colossenses 2.9). Ele revela a união hipostática das duas naturezas do Filho: divina e humana. Ele é o Emanuel, o Deus conosco (Mateus 1.23) — a plena revelação do Pai (Hebreus 1.1).

2. A plenitude da graça e da verdade. João, testemunha ocular da encarnação do Verbo, declara ser a “glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1.14b). A palavra “glória” (gr. dóxa) remete ao conceito da she- kinah — a presença gloriosa de Deus entre o seu povo (Êxodo 40.34,35). Porém, enquanto a glória na Antiga Aliança se manifestava parcialmente, em Cristo ela se mostra plenamente (João 2.11; 17.1-5).
A frase “cheio de graça e de verdade” revela o conteúdo dessa glória. Diferente da lei dada por Moisés (João 1.17a), Cristo encarnou a própria graça salvadora e a verdade eterna. Ele não apenas ensina a verdade — Ele é a verdade (João 14.6). E não apenas oferece graça — Ele é a plenitude da graça de Deus, uma provisão contínua que se manifestou salvadora a todos os homens (Tito 2.11).

3. O revelador do Deus invisível. No último versículo de seu prólogo, João afirma: “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer” (João 1.18). Aqui, o apóstolo enfatiza que Deus é invisível e inacessível (Êxodo 33.20 • 1 Timóteo 6.16). No entanto, o Verbo o revelou de forma plena e perfeita. A expressão “Deus unigênito” (gr. monogenês theos) significa literalmente “O Deus único gerado”. Refere-se a Cristo — O Filho da mesma substância (gr. homoousios) do Pai. Essa declaração reafirma a eternidade e a plena divindade do Filho. Cristo é a autorrevelação completa do Pai: “Quem me vê a mim vê o Pai” (João 14.9).


SINOPSE III
O Verbo encarnado revela de forma plena o Pai, manifestando graça e verdade.


 CONCLUSÃO
Jesus Cristo é o Deus unigênito que revela o Pai. Nele, a glória, a graça e a verdade de Deus são plenamente manifestas. A encarnação do Verbo não é apenas uma doutrina essencial da fé cristã, mas também um chamado à adoração e proclamação daquEle que é a imagem visível do Deus invisível. O Senhor Jesus é a perfeita revelação do Pai à humanidade. Que cada crente reconheça que conhecer a Cristo é conhecer o próprio Deus, e que proclamar essa verdade é tornar a glória do Pai conhecida no mundo.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. Como é chamado o prólogo de João (dezoito versículos iniciais)?
“Hino Logos”.

2. O que os gregos pensavam a respeito do Verbo?
Que o Verbo era uma força ou ideia, e não plenamente pessoal e divino.

3. Qual é o texto bíblico em que João apresenta Jesus também como Criador?
João 1.3.

4. A declaração “nele, estava a vida” (João 1.4a), referindo-se a Jesus Cristo, revela o que a respeito do Verbo?
Que Ele é a fonte absoluta e originária de toda forma de vida.

5. A expressão “Deus Unigênito” significa literalmente 0 quê?
“O Deus único gerado” — o Filho da mesma essência do Pai.


LIÇÕES DO TRIMESTRE


SUMÁRIO


Lição 2 - O Deus Pai
Lição 5 - O Deus Filho
Lição 7 - A Obra do Filho
Lição 8 - O Deus Espírito Santo
Lição 9 - Espírito Santo — O Regenerador
Lição 10 - Espírito Santo — O Capacitador
Lição 11 - O Pai e o Espírito Santo
Lição 12 - O Filho e o Espírito
Lição 13 - A Trindade Santa e a Igreja de Cristo



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