▶ 1° TRIMESTRE DE 2026 ▶ EBD ADULTOS

TEXTO ÁUREO
“Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome.”
(Filipenses 2.9)
VERDADE PRÁTICA
A humilhação voluntária de Cristo, sua obra redentora e sua exaltação gloriosa revelam que somente Ele é digno de toda adoração e obediência.
LEITURA DIÁRIA
Segunda – Romanos 12.2
■ O cristão precisa viver na vontade de Deus
Terça – João 17.15
■ Jesus renunciou sua glória celestial
Quarta – Hebreus 12.2
■ Cristo está glorificado à direita do Pai
Quinta – João 19.30
■ Jesus completou a obra que o Pai lhe confiou
Sexta – Hebreus 1.3
■ Cristo é Rei e Sacerdote
Sábado – Hebreus 9.28
■ Cristo voltará glorioso para buscar sua Igreja
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Filipenses 2.5-11 • Hebreus 9.24-28
Filipenses 2
1 — De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
6 — que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus.
7 — Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
8 — e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz.
9 — Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome,
10 — para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
11 — e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.
Hebreus 9
24 — Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer, por nós, perante a face de Deus;
25 — nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santuário com sangue alheio.
26 — Doutra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas, agora, na consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.
27 — E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo,
28 — assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação.
Hinos Sugeridos: 39 • 277 • 491 da Harpa Cristã
Hinos Sugeridos: 39 • 277 • 491 da Harpa Cristã
■ INTRODUÇÃO
Jesus Cristo é o Filho eterno de Deus que assumiu a forma humana, viveu uma vida sem pecado morreu em nosso lugar e ressuscitou vitoriosamente. Sua missão abrange não apenas o perdão dos pecados, mas a revelação do caráter do Pai e a restauração de toda a criação. Esta lição visa apresentar a profundidade da obra do Filho em três dimensões: sua humilhação, sua redenção e sua exaltação.
Palavra-Chave: Obra
I – A HUMILHAÇÃO VOLUNTÁRIA DO FILHO
1. A submissão de Cristo. Paulo exorta a igreja de Filipos à unidade e à humildade (Filipenses 2.1-4). O apóstolo adverte aqueles irmãos a terem a mente de Cristo: “De sorte
que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Filipenses 2.5). O termo grego traduzido como “sentimento” é phroneõ, que também pode significar “modo de pensar” e “disposição mental”. Dessa forma, os crentes devem assumir o mesmo modo de pensar e viver que foi demonstrado por Cristo (1 João 2.6). Refere-se a uma consciência moldada pela humildade, amor e obediência (João 13.15). Imitar a mente de Cristo significa renunciar ao egoísmo, buscar o bem do próximo e viver para a glória de Deus (Romanos 12.2). Como cristãos, somos chamados não apenas a crer em Cristo, mas a pensar e agir como Ele (Mateus 11.29).
2. O esvaziamento de sua glória. O apóstolo recorda que Jesus, “sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus” (Filipenses 2.6). Sendo Ele igualmente Deus, compartilhando da mesma natureza do Pai (João 1.1) — preferiu privar-se de seus direitos — não da sua divindade. Trata-se de um contraste com o primeiro Adão, que almejou ser “como Deus” (Gênesis 3.5), enquanto Cristo, o segundo Adão, sendo Deus, preocupou-se com o bem-estar dos outros (Filipenses 2.4b). Essa realidade é confirmada quando Jesus “aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo” (Filipenses 2.7a), isto é, esvaziou-se voluntariamente (gr. kénosis), assumindo a natureza humana na forma de servo (Filipenses 2.7b • Hebreus 4.15). Isso não significa a perda de sua divindade, mas a renúncia da glória que Ele possuía na eternidade com o Pai (João 17.5).
3. Obediência sacrificial até à cruz. A obediência de Cristo foi plena, desde a encarnação até o Calvário: “na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz” (Filipenses 2.8). Ele desceu à condição mais humilde e morreu como servo (2 Coríntios 8.9). Em obediência ao Pai e em favor dos pecadores, submeteu-se à humilhação da cruz (Hebreus 12.2). Revela a Escritura que o primeiro Adão trouxe condenação pelo pecado; e, Cristo, o segundo Adão, trouxe justiça por meio de sua perfeita obediência (Romanos 5.19). Essa verdade ratifica que a Obra Redentora do Filho está fundamentada na obediência completa de Cristo ao Pai (João 6.38). A nossa salvação é resultado dessa obediência, e não de nossos méritos (Efésios 2.8,9). Assim como Cristo, devemos obedecer à vontade do Pai (Romanos 12.1).
SINOPSE I
A humilhação do Filho revela sua submissão, esvaziamento e obediência até a cruz.
A humilhação do Filho revela sua submissão, esvaziamento e obediência até a cruz.
II – A OBRA REDENTORA DO FILHO
1. A ineficácia do sacerdócio levítico. O sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos uma vez por ano, no Dia da Expiação (Yom Kippur), levando sangue alheio — o sangue de animais — para fazer propiciação por seus próprios pecados e pelos do povo (Levítico 16.11-15). Esse sacrifício era repetido anualmente porque não era suficiente para remover o pecado (Hebreus 9.25). O sumo sacerdote terreno era uma figura (tipo) de Cristo, que é o real e eterno Sumo Sacerdote (Hebreus 2.17). O santuário terreno era uma sombra (Hebreus 8.5), mas Cristo entrou no céu mesmo, para interceder por nós diante do Pai (Hebreus 8.1,2). A entrada única de Cristo no santuário com seu próprio sangue nos assegura uma eterna redenção (Hebreus 9.12). Por ser imperfeito, o sacerdócio levítico foi substituído por um superior, o sacerdócio de Cristo (Hebreus 7.23,24).
2. O Sacrifício único e suficiente. Na Antiga Aliança, ofereciam-se sacrifícios continuamente pelo pecado por causa da ineficácia dessas ofertas (Hebreus 9.25 • 10.1-4). Diferente do sistema levítico, a morte de Jesus foi definitiva, completa e eficaz: “assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos” (Hebreus 9.28a). A expressão “uma vez” (gr. hápax) indica que não há necessidade de repetição: o que Ele fez é perfeito e eterno (Hebreus 10.10). A salvação não é por causa dos méritos ou rituais, mas ela é plena e gratuita, alcançada pela fé na obra consumada de Jesus (João 19.30). Cristo, ao morrer, rasgou o véu que separava o homem da presença de Deus (Mateus 27.51). Não há outro meio de salvação, nenhuma outra oferta, nenhum outro nome (Atos 4.12). O Calvário é suficiente. Jesus é tudo!
3. A substituição vicária. A expressão “vicária” vem do latim vicarius, que significa “em lugar de outro”. A substituição vicária é inseparável da justiça divina (Romanos 3.26). O pecado não pode ser ignorado, e precisa ser punido (Romanos 5.21). Em virtude disso, Deus não poupou seu próprio Filho, mas o entregou para morrer em nosso lugar, assumindo sobre si a penalidade que nos era destinada (Romanos 8.32). No sistema sacrificial da Lei, os animais oferecidos tipificavam essa substituição, mas não removiam o pecado (Hebreus 10.4). Em Cristo, o Cordeiro de Deus, a substituição é perfeita e definitiva: “na consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo” (Hebreus 9.26b). Assim, em adoração devemos viver para Cristo que por nós morreu (2 Coríntios 5.15).
SINOPSE II
A obra redentora de Cristo é única, suficiente e vicária, garantindo nossa salvação.
A obra redentora de Cristo é única, suficiente e vicária, garantindo nossa salvação.
III – A EXALTAÇÃO GLORIOSA DO FILHO
1. Recebido à destra do Pai. Após sua humilhação voluntária, o Filho foi entronizado nos céus com glória eterna: “pelo que também Deus o exaltou soberanamente” (Filipenses 2.9a). A exaltação de Cristo está ligada à sua obediência perfeita (Filipenses 2.8). O verbo “exaltou” (gr. hyperypsósen) denota uma elevação acima de toda medida. Cristo não apenas venceu a morte, mas foi exaltado à posição suprema no Universo. Ocupou o lugar de honra à destra do Pai — símbolo de autoridade, glória e soberania (Hebreus 1.3). Estar assentado ali expressa o reconhecimento divino da obra completa do Filho (João 17.4,5). Cristo não apenas voltou para o céu, Ele assentou-se no trono (Apocalipse 3.21). Sua exaltação garante nosso acesso à presença de Deus. Ele intercede por nós (Romanos 8.34), e reina como Rei dos reis (Apocalipse 19.16).
2. Um nome acima de todo nome. Cristo recebeu de Deus Pai “um nome que é sobre todo o nome” (Filipenses 2.9b). Na Bíblia, o nome carrega o sentido de caráter e autoridade. Dessa forma, dizer que Cristo recebeu um nome sobre-ex- celente, a Escritura afirma que nenhuma autoridade, seja visível ou invisível, se compara ao seu poder e posição (Efésios 1.21a). Isso significa que Cristo foi exaltado acima de toda eminência do bem e do mal, e de todo título que se possa conferir nessa era e também no porvir (Efésios 1.21b). Não existe poder algum que seja maior e nem mesmo igual ao poder de Cristo (1 Pedro 3.22). Portanto, o nome de Jesus não é apenas um símbolo de fé, mas uma fonte real de autoridade espiritual. O Senhor delegou à Igreja o uso de seu nome, para curar, libertar, pregar e vencer as forças do mal (Marcos 16.17,18).
3. Soberania universal e retorno triunfal. A Escritura revela que todas as criaturas se curvarão diante do nome de Jesus (Filipenses 2.10). Essa verdade aponta para a plena soberania de Cristo (Atos 2.36). A confissão universal de que “Jesus Cristo é o Senhor” se dará de duas maneiras: voluntária, por aqueles que creem e servem a Jesus como Salvador (Romanos 10.9,10), e, compulsória, por aqueles que o rejeitaram, mas que o reconhecerão em juízo (Romanos 14.11 • Filipenses 2.11). Hebreus completa a visão escato- lógica da soberania de Cristo, afirmando que Ele voltará para levar para si os que o esperam (Hebreus 9.28). Essa vinda será em glória, poder e juízo (Mateus 24.30). Sua glória será reconhecida por todos — para salvação ou para condenação. Ele voltará, triunfante, para busçar a sua Igreja e reinar eternamente (João 14.2,3 • Apocalipse 11.15).
SINOPSE III
A exaltação gloriosa de Cristo manifesta sua soberania universal e assegura o triunfo final da Igreja.
■ CONCLUSÃO
A obra do Filho é completa, suficiente e gloriosa — da humilhação à exaltação. Ele se humilhou para nos salvar, ofereceu-se em sacrifício vicário para nos redimir e foi exaltado para governar eternamente. Como Igreja, somos chamados a viver em comunhão com essa verdade, aguardando o retorno do nosso Senhor e Salvador. Vivamos como servos daquEle que nos serviu com sua vida e nos salvou com seu sangue.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. De acordo com a lição, o que significa imitar a mente de Cristo?
Imitar a mente de Cristo significa renunciar ao egoísmo e viver em humildade, amor e obediência.
2. A Obra Redentora do Filho está fundamentada em quê e qual é o resultado dela?
Está fundamentada na obediência completa de Cristo ao Pai; o resultado é a nossa salvação.
3. Por que o sacerdócio levítico foi substituído pelo sacerdócio de Cristo?
Porque o sacerdócio levítico era imperfeito e não removia os pecados; Cristo é o Sumo Sacerdote perfeito.
Porque o sacerdócio levítico era imperfeito e não removia os pecados; Cristo é o Sumo Sacerdote perfeito.
4. O que a exaltação de Cristo ao voltar para o Céu e assentar-se no trono garante para nós?
Garante-nos acesso à presença de Deus e intercessão contínua de Cristo.
5. O nome de Jesus é um símbolo de fé, mas também uma fonte real de autoridade espiritual. O próprio Senhor delegou à Igreja o uso de seu nome com que finalidade?
Para curar, libertar, pregar e vencer as forças do mal.
LIÇÕES DO TRIMESTRE
LIÇÕES DO TRIMESTRE
SUMÁRIO
Lição 1 - O Mistério da Santíssima Trindade
Lição 2 - O Deus Pai
Lição 3 - O Pai Enviou o Filho
Lição 4 - A Paternidade Divina
Lição 5 - O Deus Filho
Lição 6 - O Filho como o Verbo de Deus
Lição 7 - A Obra do Filho
Lição 8 - O Deus Espírito Santo
Lição 9 - Espírito Santo — O Regenerador
Lição 10 - Espírito Santo — O Capacitador
Lição 11 - O Pai e o Espírito Santo
Lição 12 - O Filho e o Espírito
Lição 13 - A Trindade Santa e a Igreja de Cristo
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