Pastor Ademar Rodrigues

Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.
``

segunda-feira, 24 de junho de 2024

LIÇÃO 10: O AMOR NA PRÁTICA

 2° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADOLESCENTES

LEITURA BÍBLICA
Lucas 10.25-37

A MENSAGEM

Eu lhes dou este novo mandamento: amem uns aos outros. Assim como eu os amei, amem também uns aos outros.
João 13:34

DEVOCIONAL

Segunda  ■ 1 João 3.18,19

Terça        ■ Mateus 22.37-39

Quarta      ■ 1 Coríntios 13.4-7

Quinta      ■ Romanos 12.20,21

Sexta        ■ João 13.34,35

Sábado     ■ 1 João 4.20,21

Hora de Aprender

A parábola desta lição tem como pano de fundo um diálogo entre Jesus e um estudioso do Antigo Testamento. A conversa gira em torno de duas inteligentes perguntas: “[…] o que devo fazer para conseguir a vida eterna?” (Lc 10.25) e“[…] quem é o meu próximo?” (v.29). Jesus não oferece uma resposta sem antes conduzir seu questionador à uma reflexão sobre o que as Escrituras dizem acerca da primeira questão levantada. O doutor da lei, sem pestanejar, afirma que a resposta está no cumprimento do mandamento duplo: Amar a Deus e amar o próximo (v.27). Concordando com sua resposta, Jesus diz: “faça isso e você viverá” (v.28). Entretanto, a segunda pergunta recebe um pouco mais de atenção. Vamos à questão:

I - QUEM É O MEU PRÓXIMO?

Dando sequência à conversa, Jesus então lhe propõe uma história, cujo enredo gira em torno de um homem que havia sido assaltado e agredido e encontrava-se quase morto à beira do caminho. E que, passando por ele dois representantes da religião judaica, o sacerdote e o levita, ambos escolheram evitá-lo e seguir o caminho como se nada tivesse acontecido, afinal de contas, isso daria muita dor de cabeça para eles. 

Entretanto, logo a seguir, vinha passando também um samaritano, que vendo o homem, parou e o ajudou. Os samaritanos, aos olhos dos religiosos de Jerusalém, eram pessoas desprezíveis. Mas, foi ele quem tratou as feridas do desconhecido, o retirou da estrada e o colocou em segurança em uma pensão. 

Então, a partir dessa parábola, Jesus devolve a pergunta ao intérprete da Lei: “[…] Na sua opinião, qual desses três foi o próximo do homem assaltado?” (v.36). Jesus o deixou em uma situação desconfortável. Mesmo contra sua vontade, ele diz: “aquele que o socorreu” (v.37), sem referir-se ao samaritano, tendo em vista a hostilidade existente entre os judeus e o povo de Samaria. Jesus então o diz: “[…] pois vá e faça a mesma coisa” (v.37). 

Esse relato é capaz de nos ensinar três importantes lições sobre o próximo. Em primeiro lugar, o próximo é um ser humano sem distinção de cor, nacionalidade, religião ou condição social. Em segundo lugar, ele é uma pessoa que compartilha conosco o dom da vida. Em terceiro lugar, ele é uma pessoa sujeita às mesmas lutas, dificuldades e dores impostas pela presença do pecado no mundo. Como fica evidente, o próximo é sempre um indivíduo, criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26,27), em necessidade, a quem devemos nos aproximar com compaixão para auxiliá-lo.

II - AMOR NA PRÁTICA

A lição central da parábola do Bom Samaritano, para os discípulos de Jesus, é que todo cristão é chamado a demonstrar compaixão pelo necessitado. E por isso, vamos analisar mais de perto algumas ações do samaritano que devem servir de princípios para nossa prática cristã:

1. Uma visão atenta e cuidadora do outro

Jesus diz que, quando o samaritano viu o homem, ficou com muita pena dele” (Lc 10.33). Nós vivemos em uma sociedade com inúmeras pessoas egoístas. Elas não conseguem ver além de si mesmas e de seus sonhos pessoais. Mas Jesus é o mestre da compaixão e do cuidado (Mt 9.36) e nos chama a seguir seu exemplo (Jo 13.15,35 e 15.12,14).

Todo cristã é chamado para demonstrar compaixão

2. Aproximação

Jesus destacou que o samaritano chegou perto do homem ferido. Vivemos um tempo marcado por contradições, pois ao mesmo tempo que estamos perto, por meio das redes sociais, também estamos mais longe das pessoas. Rompa a barreira da distância e se aproxime de pessoas que precisam de ajuda.

3. Atitudes concretas

Diz o texto que o samaritano “limpou os seus ferimentos com azeite e vinho e em seguida os enfaixou” (v.34). Ele fez o que era possível naquele momento para auxiliar o necessitado.

Se aproxime de pessoas que precisam de ajuda

Através dessa parábola, Jesus nos mostra que não podemos fechar os olhos à dor do outro (1 Jo 3.18). Amar é a vocação de cada cristão!

III - O AMOR CRISTÃO NA SOCIEDADE

Através dessa a parábola, Jesus nos mostra que há sempre uma possibilidade concreta de ferirmos como os ladrões da parábola; de sermos feridos como o homem encontrado semimorto; de ignorarmos o ferido como fizeram o sacerdote e o levita; ou de socorrermos o ferido como fez o samaritano. O fato de sermos ainda adolescentes não tira de nós a responsabilidade de discernir entre o que é certo e errado. Pelo contrário, temos os mandamentos e devemos guardá-los em nossos corações (81119.11; 1 Jo 2.14). Também temos acesso às Escrituras para leitura (Js 1.8; 811.2; 1 Tm 4.13,15), a fim de aprender a seguir o caminho correto. Então, siga os mandamentos de Jesus e ame o próximo.

CONCLUSÃO

Constantemente somos desafiados a vivermos fora da lógica do amor de Deus. Mas como vimos o amor é a única possibilidade de escolha para os discípulos de Jesus. Amar é um mandamento. Por essa razão, nosso desafio hoje e sempre é mantermo-nos fiéis ao Senhor, amando-o acima de todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmo.

VAMOS PRATICAR

1. Explique com as suas palavras quem é o próximo, segundo a lição?

O próximo é sempre um indivíduo, criado à imagem e semelhança de Deus, em necessidade.

2. Relacione os agentes abaixo, segundo a parábola estudada:

(A) Os que feriram                        (B) O homem agredido

(B) O que foi ferido                        (D) O sacerdote e o levita

(C) O que tratou as feridas           (A) Os assaltantes

(D) Os que ignoraram o ferido    (C) O bom samaritano

PENSE NISSO

O amor é o alicerce da mensagem cristã. Falamos de amor, mas, às vezes, temos dificuldades em vivenciá-lo. Não devemos ter um discurso lindo e cativante e uma prática pálida e irrelevante. A mensagem do bom samaritano é um lembrete à nossa consciência de que não há outro caminho para ser trilhado por nós, que não seja o amor compassivo e generoso.

EBD - LIÇÕES BÍBLICAS | ADULTOS

 EBD - ADULTOS • 3° TRIMESTRE DE 2024

▣ TEMA: O Deus que Governa o Mundo e Cuida da Família
Os Ensinamentos Divinos nos Livros de Rute e Ester para a Nossa Geração

✍ COMENTARISTA: Silas Queiroz

SUMÁRIO: 

Lição 01: Duas Importantes Mulheres na História de um Povo

Lição 02: O Livro de Rute

Lição 03: Rute e Noemi – Entrelaçadas pelo Amor

Lição 04: O Encontro de Rute com Boaz

Lição 05: O Casamento de Rute e Boaz – A Remição da Família

Lição 06: O Livro de Ester

Lição 07: A Deposição da Rainha Vasti e a Ascensão de Ester

Lição 08: A Resistência de Mardoqueu

Lição 09: A Conspiração de Hamã contra os Judeus

Lição 10: O Plano de Livramento e o Papel de Ester

Lição 11: A Humilhação de Hamã e a Honra de Mardoqueu

Lição 12: O Banquete de Ester – Denúncia e Livramento

Lição 13: Ester, a Portadora das Boas-Novas


 EBD - ADULTOS • 2° TRIMESTRE DE 2024

▣ TEMA: A Carreira Que Nos Está Proposta
O Caminho da Salvação, Santidade e Perseverança para Chegar ao Céu

✍ COMENTARISTA: Osiel Gomes


SUMÁRIO: 

Lição 01 - O Ínício da Caminhada

Lição 02 - A Escolha entre a Porta Estreita e a Porta Larga

Lição 03 - O Céu - O Destino do Cristão

Lição 04 - Como se Conduzir na Caminhada

Lição 05 - Os Inimigos do Cristão

Lição 06 - As Nossas Armas Espirituais

Lição 07 - O Perigo da Murmuração

Lição 08 - Confessando e Abandonando o Pecado

Lição 09 - Resistindo à Tentação no Caminho

Lição 10 - Desenvolvendo Uma Consciência de Santidade

Lição 11 - A Realidade Bíblica do Inferno

Lição 12 - A Bendita Esperança: A Marca do Cristão

Lição 13 - A Cidade Celestial


 EBD - ADULTOS • 1° TRIMESTRE DE 2024

▣ TEMA: O Corpo de Cristo
Origem, Natureza e Vocação da Igreja no Mundo

✍ COMENTARISTA: José Gonçalves

LIÇÃO 13 - A CIDADE CELESTIAL

 2° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS

TEXTO ÁUREO

Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo.

(Filipenses 3.20)

VERDADE PRÁTICA

A cidade celestial é o alvo de toda a nossa jornada que iniciou com o Novo Nascimento e se consumará com a entrada pelos portões celestiais.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Lucas 23.46 • 2 Coríntios 12.2-4
■ O Paraíso como a habitação de Deus, dos anjos e dos salvos

Terça – Apocalipse 3.12
■  A Nova Jerusalém, a cidade que descerá do Céu

Quarta – Colossenses 1.20
■ A reconciliação de tudo o que está na Terra e no Céu

Quinta – João 4.10
■  O rio da água da vida fluirá abundantemente

Sexta – Filipenses 3.20
■ A nossa verdadeira morada está nos Céus

Sábado – 2 Coríntios 5.8 • Filipenses 1.21,23
■  A esperança sincera de todo cristão peregrino

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Apocalipse 21.9-14 • Apocalipse 22.1-5

Apocalipse 21


9 - E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro.

10 - E levou-me em espírito a um grande e alto monte e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu.

11 - E tinha a glória de Deus. A sua luz era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente.

12 - E tinha um grande e alto muro com doze portas, e, nas portas, doze anjos, e nomes escritos sobre elas, que são os nomes das doze tribos de Israel.

13 - Da banda do levante, tinha três portas; da banda do norte, três portas; da banda do sul, três portas; da banda do poente, três portas.

14 - E o muro da cidade tinha doze fundamentos e, neles, os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.

Apocalipse 22


1 - E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.

2- No meio da sua praça e de uma e da outra banda do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a saúde das nações.

3- E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão.

4- E verão o seu rosto, e na sua testa estará o seu nome.

5- E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumia, e reinarão para todo o sempre.

Hinos Sugeridos: 485 • 509 • 614 da Harpa Cristã

■ INTRODUÇÃO 

Os cristãos que têm conhecimento das Sagradas Escrituras sabem que não foram destinados para viver apenas neste mundo. Aqui, somos peregrinos e forasteiros (1 Pe 2.11). Brevemente os portões celestiais se abrirão e partiremos para viver eternamente com o Pai, em nossa pátria celestial (Fp 3.20). Por isso, estudaremos a respeito do Paraíso Eterno, a Cidade Celestial, o Eterno Estado em que desfrutaremos da presença de Deus e como as Escrituras ensinam como será a nossa glorificação final. Aqui, se encontra o que nos aguarda ao final de nossa Jornada Cristã.

Palavra-Chave: Cidade

I - O PARAÍSO ETERNO

1. O que é o Paraíso? Uma definição que podemos mencionar de paraíso é o Céu como morada de Deus, dos anjos e dos salvos (2 Co 12.2-4). Quando estava na cruz, nosso Senhor fez uma promessa ao ladrão arrependido: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23.43). Essa promessa foi prontamente cumprida, pois, quando por ocasião de sua morte, o corpo do Senhor Jesus foi para a sepultura, mas seu espírito para o Pai, ou seja, para o Céu, o lugar de habitação de Deus (Lc 23.46). Não há como mensurar tamanha alegria do ladrão ao ouvir de Jesus a promessa de um encontro no Paraíso. Este lugar é a expressão de toda soma das bem-aventuranças em Cristo. O apóstolo Paulo foi arrebatado e levado ao Paraíso (2 Co 12.4), que é o mesmo lugar que aparece em Apocalipse 2.7.

Devemos cuidar para não confundir o Milênio com o Estado Eterno. Este caracteriza a eternidade sem fim em que passaremos com Deus; aquele é um período em que Jesus reinará por mil anos na Terra [...]

2. O que é a Cidade Eterna? Depois do julgamento final, após o Milênio (Ap 20), e a purificação da Terra por meio de fogo (2 Pe 3.10), surgirá a Nova Jerusalém, que figura como a Cidade Eterna de Deus (Ap 3.12; 21; 22). Quando esteve neste mundo, o Senhor Jesus assegurou que prepararia um lugar para os santos (Jo 14.2,3). A Nova Jerusalém, criada por ocasião da purificação ocorrida na Terra (2 Pe 3.10), tem sua origem no Céu, e será também terrena, visto que substituirá a antiga cidade que estava contaminada; ela descerá diretamente dos Céus (Ap 21.1-3). Nessa ocasião, os salvos serão cidadãos dessa cidade, desfrutarão das bênçãos eternas e a habitarão com seus corpos transformados em um estado glorioso (1Co 15.54).

3. Quando a eternidade começará? De acordo com o estudo atento de Apocalipse, depois do Arrebatamento da Igreja, ocorrerá a Grande Tribulação por um período de sete anos, em seguida nosso Senhor retornará gloriosa e triunfantemente por ocasião de sua Segunda Vinda e implantará o Reino Milenial. Depois do Milênio, entraremos no glorioso Estado Eterno (Ap 21; 22). Aqui, devemos cuidar para não confundir o Milênio com o Estado Eterno. Este caracteriza a eternidade sem fim em que passamos com Deus; aquele é um período em que Jesus reinará por mil anos na Terra e, ao final desse período, pessoas serão julgadas diante do Trono Branco, o Juízo Final (Ap 20.11-15). Aguardemos piedosamente o Reino Eterno, o Novo Céu, a Nova Terra e a Nova Jerusalém!

SINOPSE I
O Paraíso e a Nova Jerusalém como realidades eternas do Céu.

II - O ETERNO E PERFEITO ESTADO

1. O estado perfeito à luz da doutrina bíblica. De Gênesis a Apocalipse, há um propósito divino na consumação dos séculos, onde tudo ocorrerá por ocasião da Segunda Vinda de Cristo Jesus, após o Milênio, em que serão estabelecidos um Novo Céu e uma Nova Terra (Ap 21.1). Nesse tempo, o propósito original de Deus se cumprirá e toda Terra se encherá de sua glória. Conforme o apóstolo Paulo escreveu, haverá reconciliação geral de todas as coisas, em que Céu e Terra serão a mesma região (Cl 1.20). Por isso, o perfeito e eterno estado é descrito na Bíblia como um lugar belo, de santidade e perfeição, pois a antiga ordem, em que imperava a natureza do pecado, foi abolida e deu lugar a umblugar santo, puro e perfeito.

2. O estado perfeito à luz de Apocalipse 22.1-5. O livro do Apocalipse traz alguns símbolos que descrevem de maneira mais vívida o divino estado perfeito de todas as coisas. São símbolos que comunicam a singularidade desse novo estado: a) um rio; b) a árvore; c) a ausência de males; d) a presença de Deus.

a) A vida eterna descrita como um rio. O apóstolo João descreve essa eternidade como um rio da vida que brota do trono de Deus e do Cordeiro (Ap 22.1). Aqui, está presente o aspecto simbólico do rio como símbolo de vida que em diversas vezes o Senhor Jesus mencionou como água da vida (Jo 4.10; cf. Sl 46.4; Ez 47.1-12).

b) A vida eterna descrita como árvore. A árvore da vida remonta ao livro de Gênesis (Ap 22.2; cf. Gn 2.9; 3.22). Seus 12 frutos, de mês em mês, e suas folhas simbolizam a vida que triunfou sobre as enfermidades e a morte. Não haverá mais dores nem doenças, pois no divino estado eterno, a morte não prevalecerá mais.

c) A vida eterna sem males. Não haverá mais “maldição contra alguém” (Ap 22.3). O problema do coração do ser humano será para sempre resolvido, pois o mal será plenamente erradicado. Ali, o trono de Deus e do Cordeiro estarão centralizados no coração do ser humano.

d) A vida eterna na presença de Deus. Contemplaremos a Deus face a face 1 Co 13.12), e sua presença será a nossa luz para sempre (Ap 22.4). Que alegria indizível! Prestaremos culto olhando diretamente para Ele. Sua presença gloriosa fará com que não haja mais noite, não havendo mais qualquer escuridão, e para sempre reinaremos com Ele.

SINOPSE II
A vida eterna é descrita na Bíblia como um rio, uma árvore, lugar sem males e a presença eterna de Deus.

III - O ESTADO FINAL DE TODOS OS SANTOS

1. O que todo crente salvo deve esperar? Os santos de Deus, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento, nunca viveram nesta Terra com a ideia de permanecer nela eternamente. O patriarca Abraão vivia nela com a esperança da Cidade Celestial, cujo construtor é Deus (Hb 11.9,10; Gl 4.26; Hb 11.16). Moisés passou por ela com essa mesma intenção, deixou o Egito e sua glória porque tinha consciência de algo melhor, a recompensa gloriosa (Hb 11.24-27). Por isso, o cristão que vive neste mundo sabe que, aqui, ele é peregrino nesta jornada, pois está consciente de que o seu lar, a sua verdadeira cidade, é a celestial de onde o nosso grande e maravilhoso Deus habita (Ap 21.3,22; 22.3).

2. Viveremos todos em unidade. Ao se fazer menção dos inscritos nas 12 portas da cidade, onde estão os nomes das 12 tribos de Israel, e dos alicerces levam os nomes dos 12 apóstolos está evidente que se trata de pessoas originárias de todas as eras (Ap 21.9-14). As pessoas tanto de Israel quanto da Igreja serão reunidas, formando um só Corpo de Cristo, cumprindo-se plenamente dessa forma o que está escrito em Gálatas: “nisto não há judeu nem grego” (Gl 3.28). Viveremos na Nova Cidade sem qualquer tipo de segregação, discriminação e diferença de classes, pois seremos um só povo em Cristo Jesus.

Viveremos na Nova Cidade sem qualquer tipo de segregação, discriminação e diferença de classes, pois seremos um só povo em Cristo Jesus.

3. Finalmente em casa. Sabemos que Nossa morada final não é aqui neste mundo, nem na sepultura, prova disso é que somos denominados de peregrinos e estrangeiros nesta Terra (Hb 11.13). O apóstolo Paulo nos lembra de que a nossa cidade está nos Céus (Fp 3.20). Os cristãos que verdadeiramente mantêm comunhão com Cristo e sua Palavra cultivam em seu coração o desejo de ir para a casa, como anelava o apóstolo dos gentios (2 Co 5.8; Fp 1.21,23). Essa é a nossa grande recompensa quando findarmos, aqui na Terra, a nossa jornada. Essa é a bendita esperança de todo cristão sincero que deseja morar no Céu.

SINOPSE III
No Estado Final, finalmente, poderemos dizer: estamos em casa.

■ CONCLUSÃO

O Céu é o destino final de uma jornada que se iniciou com o Novo Nascimento. Do início da jornada até o final, enfrentaremos inimigos que tentam nos desviar da rota para o Céu. Por isso, durante a travessia da jornada, é necessário toda vigilância e zelo, sabendo que aquele que começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia do nosso Senhor Jesus Cristo (Fp 1.6). Portanto, coloquemos nossos olhos no Autor e Consumador da nossa fé, olhando para frente, pois a Canaã Celestial é logo ali.

REVISANDO O CONTEÚDO

1. Como podemos definir o Paraíso?
Uma definição que podemos mencionar de paraíso é o Céu como morada de Deus, dos anjos e dos salvos (2 Co 12.2-4).

2. De onde virá a Nova Jerusalém?
Do céu.

3. De acordo com a lição, como o perfeito e eterno estado é descrito na Bíblia?
O perfeito e eterno estado é descrito na Bíblia como um lugar belo, de santidade e perfeição, pois a antiga ordem, em que imperava a natureza do pecado, foi abolida e deu lugar a um lugar santo, puro e perfeito.

4. Quais os símbolos apresentados no livro de Apocalipse que descrevem o divino estado perfeito de todas as coisas?
São símbolos que comunicam a singularidade desse novo estado: a) um rio; b) a árvore; c) a ausência de males; d) a presença de Deus

5. O que os cristãos sinceros devem cultivar em seu coração?
Os cristãos que verdadeiramente mantêm comunhão com Cristo e sua Palavra cultivam em seu coração o desejo de ir para a casa, como anelava o apóstolo dos gentios (2 Co 5.8; Fp 1.21,23).

LEITURAS PARA SE APROFUNDAR


Por meio de relatos cronológicos extraídos da análise interpretativa da teologia pentecostal, com base na revelação gradual das Escrituras proféticas da Bíblia Sagrada, este livro sucinto e direto ao ponto, apresenta o desencadeamento escatológico que acontecerá a partir do arrebatamento da Igreja e culminará com o novo céu e nova terra. Para melhor compreensão do tema, o autor a organizou pedagogicamente em capítulos, que o ajudarão a compreender os sucessivos acontecimentos previstos na literatura bíblico-escatológica.

Daniel e Apocalipse

Uma análise segura sobre os principais assuntos de cada capítulo destes dois livros proféticos e escatológicos das Escrituras Sagradas.


LIÇÃO 12 - A BENDITA ESPERANÇA: A MARCA DO CRISTÃO

 2° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS

TEXTO ÁUREO

Aguardando a bem aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo.”
(Tito 2.13)

VERDADE PRÁTICA

A esperança cristã é a âncora que mantém a alma do crente firme diante dos dissabores em nossa jornada de fé.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Romanos 8.24,25
■ A esperança é uma expectativa ao que não se vê

Terça – 1 Pedro 1.23
■ A esperança cristã é uma consequência do Novo Nascimento

Quarta – Gênesis 3.15 • Apocalipse 12.9
■ A esperança como fio condutor das Escrituras

Quinta – Romanos 8.18
■ O que nos aguarda é maior que as aflições atuais

Sexta – Atos 27.29 • Hebreus 6.18,19
■ A esperança cristã como âncora da alma

Sábado – 1 João 3.2,3
■ A esperança de sermos como Jesus é

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Romanos 8.18-25

18 - Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada.

19 - Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus.

20 - Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou,

21 - na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.

22 - Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora.

23  - E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo.

24 - Porque, em esperança, somos salvos. Ora, a esperança que se vê não é esperança, porque o que alguém vê, como o esperará?

25 - Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos.

Hinos Sugeridos: 300 • 371 • 442 da Harpa Cristã

■ INTRODUÇÃO 

Desde quando o crente nasce de novo, ele é convocado a viver uma vida de esperança. Nesse sentido, a esperança cristã tem o seu fundamento na ressurreição do Senhor Jesus (1 Pe 1.3,21). É uma obra poderosa de Deus que move a Igreja de Cristo a trabalhar por causa do seu reino. Assim, a lição desta semana tem o propósito de expor o ensino da esperança cristã e o quanto ele é importante em nossa jornada para o céu.

Palavra-Chave: Esperança

I - PARA ONDE APONTA A ESPERANÇA DO CRISTÃO?

1. A esperança cristã. De acordo com o Novo Testamento, a “esperança” é uma expectativa favorável e confiante que se fundamenta ao que não se vê, ao futuro (Rm 8.24,25). Nesse caso, ela pode antecipar aquilo que é bom (Tt 1.2; 1 Pe 1.21). Não por acaso, o apóstolo Paulo escreve que a esperança do cristão foi estabelecida por meio de Cristo, a “esperança da glória” e a “esperança nossa” (Cl 1.27; 1 Tm 1.1). Portanto, do ponto de vista bíblico, podemos dizer que a esperança é “a confiança no cumprimento de uma grande expectativa”.

2. A esperança nas cartas do apóstolo Paulo. O assunto da esperança cristã está bem presente nas cartas apostólicas de Paulo. Nelas, percebemos a esperança na ressurreição dos mortos em Cristo ( At 23.6; 1 Ts 4.13,14); a esperança do cumprimento da promessa (At 26.6,7); a esperança da justiça (Gl 5.5); a esperança do Evangelho (Cl 1.5); a esperança do arrebatamento da Igreja (1 Ts 5.8); a esperança da vocação (Ef 1.18); a esperança da vida eterna (Tt 1.2; 3.7); e, finalmente, a esperança do aparecimento da glória de Deus e do Senhor Jesus Cristo (Tt 2.13). Na Primeira Carta de Paulo aos Coríntios, a esperança aparece como a segunda virtude mencionada ali (1 Co 13.13).

3. Deus: O autor da nossa esperança. Essa esperança é uma consequência do Novo Nascimento em Cristo Jesus, de modo que esse processo envolve uma obra plenamente sobrenatural, espiritual (1 Pe 1.23). Por isso, Deus é o autor da nossa esperança, conforme o apóstolo Paulo mostra em sua carta (Rm 15.13). Logo, por meio dessa viva esperança, estamos prontos para suportar perseverantemente todos os dissabores ao longo da nossa jornada ao Céu (Hb 10.32-36). Ora, a nossa fé tem sido provada pela história por meio das perseguições cruéis e muitos outros desafios que sempre nos testaram. Entretanto, a Igreja de Cristo nunca sucumbiu a eles, sempre prosperou e floresceu por causa de uma esperança gloriosa que nunca puderam tirar de nós, a confiança na vida eterna com Deus (At 20.24).

SINOPSE I
A Esperança Cristã, que tem Deus como o seu autor, aponta para o porvir, uma gloriosa realidade.

II - A PERSPECTIVA ESCATOLÓGICA DA ESPERANÇA CRISTÃ

1. A Bíblia focaliza o futuro. A história da Criação se inicia com Deus. O primeiro livro da Bíblia, Gênesis, nos revela isso. Infelizmente, ao se desdobrar os acontecimentos do início de Gênesis, o pecado provocou desarmonia na Criação. Entretanto, Deus age para que tudo volte a ser perfeito, equilibrado e harmônico. Isso que o apóstolo Paulo revela a partir da menção que faz à abrangência cósmica da morte de Jesus Cristo (Ef 1.10). Essa promessa se originou no Éden, com o descendente da mulher, e se revela hoje por meio de Cristo como fio condutor das Sagradas Escrituras (Gn 3.15; Ap 12.9).

2. A esperança no porvir traz consolo e alegria ao crente. A doutrina das últimas coisas, denominada de Escatologia, estuda as coisas futuras. Muitos vivem com medo do futuro, do que pode acontecer com eles, mas os cristãos se consolam e se alegram no que a Bíblia diz a respeito do futuro (Rm 15.4). Nesse aspecto, o que a Palavra de Deus diz a respeito do que nos aguarda na eternidade com Cristo é glorioso e incomparável, em que as aflições do tempo presente não podem ser comparadas com a glória a ser revelada em nós (Rm 8.18). Assim, a Bíblia é um livro de profecia que produz alegria e consolo ao coração do crente. Nela, encontramos um Deus soberano, que governa as nossas vidas e age em favor de seu povo.

3. Por que uma doutrina da esperança? A razão de termos uma doutrina da esperança é porque confiamos na promessa da ressurreição dos que morreram em Cristo, da transformação dos que estiverem vivos por ocasião de sua volta (1 Ts 4.13-18). Trata-se de uma promessa gloriosa para reinar com Cristo. Como ainda não alcançamos essa promessa, vivemos na esperança de que brevemente tudo se cumpra, pois quem fez a promessa é fiel para cumprir (Hb 10.23).

SINOPSE II
A esperança bíblica traz consolo e alegria ao crente ao longo de sua carreira.

III - A ESPERANÇA CRISTÃ COMO ÂNCORA DA ALMA

1. Nossa esperança como âncora. Podemos descrever a âncora como uma pesada peça de ferro presa a uma corrente grossa e lançada ao fundo do mar com o propósito de manter um navio parado (At 27.29). O escritor aos Hebreus descreve a esperança cristã como uma “âncora da alma segura e firme” durante a jornada com Cristo (Hb 6.18,19). Ela representa tudo o que sustenta e estabiliza a alma do crente em tempos de incertezas.

2. Por que a esperança do crente é a melhor? Essa esperança que traz certeza a alma do salvo não pode ser comparada com esperança dos ímpios. O apóstolo Paulo afirma que, sem Cristo, não há esperança para o ser humano (Ef 2.12). Dessa forma, trata-se de uma esperança. Por consequência, há diversas esperanças presentes na cultura humana. Por exemplo, há religiões que expressam sua esperança em uma história cíclica, como no Hinduísmo, em que a vida é vista de acordo com o ciclo de nascimento, morte e reencarnação; outros povos buscam pautar a sua esperança em astrologia, quiromancia, dentre várias práticas pagãs que a Bíblia proíbe; na política, muitos fundamentam suas esperanças em ações revolucionárias que não passam de ilusão. Em síntese, podemos dizer que toda esperança fora de Cristo é vazia, sem sentido, já a esperança em Cristo é segura, consoladora e com propósito (Cl 1.27).

Essa esperança que traz certeza à alma do salvo não pode ser comparada com esperança dos ímpios.

3. Mantendo firme a esperança. A luz do Novo Testamento, afirmamos que a Segunda Vinda de Cristo é o grande motivo para o crente permanecer firme e manter sua esperança, de modo que isso requer uma vida de pureza para desfrutar da promessa de ser como Jesus é (1 Jo 3.2,3). Naqueles dias, os discípulos de Cristo entendiam que a sua vinda seria de maneira iminente, isto é, poderia acontecer a qualquer momento (Mt 25.1-13). Semelhantemente, devemos estar em prontidão, aguardando o dia em que o nosso Senhor arrebatará a sua Igreja. Não sabemos o dia nem a hora que o Senhor virá, mas a nossa parte é manter a nossa esperança viva e firme (Lc 18.8).

SINOPSE III
A Esperança é uma âncora da alma, pois traz firmeza e solidez em tempos incertos.

■ CONCLUSÃO

Lutas, dissabores, provações, morte, dentre outras coisas, o salvo em Cristo poderá enfrentar tudo isso firmado na esperança verdadeira que é Cristo Jesus, nosso Senhor. Assim, seguiremos a nossa jornada sem temor e sem perder a fé. A história testemunhou que o Cristianismo cresceu e prosperou porque os cristãos entenderam que essa vida é provisória, sendo apenas uma parte de um todo muito maior: a eternidade com Cristo. Portanto, mantenhamos firme a confissão da nossa esperança, pois o que prometeu é fiel (Hb 10.23).

REVISANDO O CONTEÚDO

1. De acordo com a lição, e do ponto de vista bíblico, o que é esperança? 
Do ponto de vista bíblico, podemos dizer que a esperança é “a confiança no cumprimento de uma grande expectativa”.

2. Diante da viva esperança, para que estamos prontos?
Estamos prontos para suportar perseverantemente todos os dissabores ao longo da nossa jornada ao Céu (Hb 10.32-36).

3. Que tipo de livro a Bíblia é?
A Bíblia é um livro de profecia que produz alegria e consolo ao coração do crente. Nela, encontramos um Deus soberano, que governa as nossas vidas e age em favor de seu povo.

4. Por que temos uma doutrina da esperança?
A razão de termos uma doutrina da esperança é porque confiamos na promessa da ressurreição dos que morreram em Cristo, da transformação dos que estiverem vivos por ocasião de sua volta (1 Ts 4.13-18).

5. À luz do Novo Testamento, o que podemos afirmar quanto à esperança cristã?
À luz do Novo Testamento, afirmamos que a Segunda Vinda de Cristo é o grande motivo para o crente permanecer firme e manter sua esperança, de modo que isso requer uma vida de pureza para desfrutar da promessa de ser como Jesus é (1 Jo 3.2,3).

VOCABULÁRIO

Cósmica: esfera que representa o planeta Terra; o globo terrestre; o mundo.

terça-feira, 18 de junho de 2024

LIÇÃO 11 - A REALIDADE BÍBLICA DO INFERNO

 2° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS

TEXTO ÁUREO

“Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.”
(Mateus 25.41)

VERDADE PRÁTICA

O Inferno é um lugar real de dor, agonia e desespero. Sua realidade é um alerta para nós ao longo de nossa jornada.

LEITURA DIÁRIA

Segunda 2 Tm 3.5 • cf. Mt 7.15
■ A enganosa aparência de piedade dos falsos ensinadores

Terça – 2 Tm 3.8; cf. Êx 7.11
  Um contexto de resistência à verdade

Quarta – Jó 17.13 • Sl 16.10 • Is 38.10
 Inferno como sepultura, lugar dos mortos

Quinta – 2 Pe 2.4
  Inferno como lugar de prisão dos anjos caídos

Sexta – Mt 23.33; 25.41,46
 Inferno como castigo eterno, fogo eterno

Sábado – Mt 25.46 • Jo 5.26
  Passar a eternidade tem a ver com uma escolha

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Mateus 25.41-46

41 - Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos,

42 - porque tive fome, e não me destes de comer, tive sede, e não me destes de beber, 

43 - sendo estrangeiro, não me recolhestes, estando nu, não me vestistes, e estando enfermo e na prisão, não me visitastes.

44 - Então, eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou na, ou enferme, ou na prisão e não te servimos?

45 - Então, lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim.

46 - E indo estes para o tormento eterno, mas os justos, para a vida eterna.

Hinos Sugeridos: 48 • 127 • 182 da Harpa Cristã

■ INTRODUÇÃO
O Inferno é um dos assuntos principais do Novo Testamento. O Senhor Jesus ensinou mais a respeito do Inferno que o Céu nas páginas dos Evangelhos. Ele também ensinou mais sobre o Inferno do que o apóstolo Paulo. Por isso, nesta lição, estudaremos a doutrina bíblica do Inferno. Situando a resistência atual de muitos em relação à doutrina, veremos as principais palavras que traduzem “Inferno” e mostraremos que negar essa doutrina bíblica significa negar todo o cristianismo bíblico.

Palavra-Chave: Inferno

I - O PENSAMENTO HUMANO A RESPEITO DO INFERNO

1. Filósofos e teólogos de mente cauterizada. Os que vivem na incredulidade, dominados pelos poderes das trevas neste mundo, negam prontamente a realidade do Inferno. Filósofos humanistas dizem que a afirmação bíblica da existência do Inferno não é compatível com os valores éticos modernos. Teólogos modernos e pós-modernos negam a inspiração plenária da Bíblia e, por isso, agem para enfraquecer a doutrina bíblica sobre o Inferno, dizendo que se trata de um pensamento pagão que deve ser erradicado da Bíblia. Outros chegam até a admitir que certas pessoas irão para o Inferno, mas por tempo provisório. Porém, durante esse período, serão purificadas e receberão uma segunda chance para entrar no Céu.

2. O ensino do Universalismo. Outro argumento muito frequente atualmente é o falso ensino de que, no final das contas, todas as pessoas irão para o Céu. Por exemplo, não haveria diferença no destino de um assassino frio e cruel para um crente que buscou ter uma vida santa, fugindo do pecado. A ideia central do Universalismo é a de que todos somos filhos de Deus e, como Ele é um Ser de amor, não pode condenar o ser humano a uma punição eterna.

3. O alerta apostólico. Esses falsos ensinos revelam a fraude que muitos intelectuais cristãos cometem a respeito do cristianismo bíblico. O que eles fazem é transformar a verdade de Deus em mentira, negar integralmente o ensinamento bíblico a respeito da realidade bíblica do Inferno como se encontra claramente exposto no Novo Testamento. Não por acaso, o apóstolo Paulo escreveu a respeito desses falsos ensinadores: eles teriam aparência de piedade, mas negariam sua eficácia (2 Tm 3.5; cf. Mt 7.15); resistiriam à verdade (2 Tm 3.8; cf. Êx 7.11); apostatariam da fé e dariam ouvido a doutrina de demônios, tendo suas consciências cauterizadas (1 Tm 4.1). Atualmente, estamos testemunhando de maneira vivida todos os alertas apostólicos quanto aos falsos ensinos e ensinadores dos últimos dias.

SINOPSE I
Na atualidade muitos pensam que a existência do Inferno não é compatível com os valores éticos modernos.

II  COMO A PALAVRA INFERNO APARECE NA BÍBLIA

1. No Antigo Testamento. A primeira palavra a ser destacada no Antigo Testamento é Sheol, “mundo inferior dos mortos”, “sepultura”, “inferno”, “cova”. Ela traz a ideia do AT para “morada dos mortos”, “lugar que não tem retorno”. Essa palavra aparece 65 vezes no AT: sepultura, lugar para onde os mortos iam (Jó 17.13; SI 16.10; Is 38.10); os fiéis seriam resgatados desse lugar (Sl 16.9-11; 49.15); os ímpios não seriam resgatados de lá (Jó 21.13; 24.19; SI 9.17; 55.15). No ΑΤ, ο ensino sobre o destino das pessoas se concentrava mais para o lugar onde os corpos das pessoas iam, não para o destino da alma após a morte. Não há, portanto, um texto claro no AT a respeito da divisão do Sheol entre um lugar de castigo e outro de bênçãos. Assim, o Antigo Testamento aponta para o Novo. Neste Testamento a doutrina do destino eterno das pessoas após a morte é bem clara. Contudo, de modo geral, a palavra hebraica Sheol também é descrita como lugar de castigo (Jó 24.19).

2. No Novo Testamento. Três palavras gregas que aparecem no Novo Testamento foram traduzidas pela palavra “Inferno”: hades (traduz a hebraica Sheol); tártaro, geena. A palavra hades significa “lugar de castigo” (Mt 11.23; Lc 10.15; 16.23); também pode se referir ao estado de morte que o ser humano experimentará no fim da vida (Mt 16.18; At 2.27,31; Ap 1.18). A palavra tártaro traz a ideia de um abismo mais profundo que a sepultura, a habitação dos ímpios mortos em que eles sofrem punição pelas suas obras más. Os anjos caídos estão presos neste lugar (2 Pe 2.4). A palavra geena, que aparece 12 vezes no Novo Testamento, significa “castigo eterno”. É uma palavra que deriva de termos hebraicos atrelados ao Vale de Hinom, ao lado sul e leste de Jerusalém. Neste lugar, os adoradores de Moloque sacrificavam bebês pelo fogo (2 Rs 16.3; 21.6). Não por acaso, o profeta Jeremias se refere ao Vale de Hinom como de julgamento (Jr 7.32; 19.6). No tempo do NT era um lugar em que se queimava o lixo da cidade. Essa palavra recebeu todo o simbolismo de “castigo eterno”, “fogo eterno” e “julgamento final” (Mt 23.33; 25.41,46) que faz jus ao termo Inferno.

SINOPSE II
A palavra Inferno aparece na Bíblia tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.

III – A DOUTRINA BÍBLICA DO INFERNO

1. O conceito bíblico de Inferno. À luz de Mateus 25.41, o Inferno é um lugar real. O Deus justo e bom jamais faria um lugar como esse para o ser humano criado à sua imagem e semelhança (Gn 1.26), mas, sim, para o Diabo e seus anjos que se rebelaram contra Ele (2 Pe 2.4; Jd 12.6; Ap 12.7). Entretanto, quando o ser humano despreza a Deus e sua Palavra, colocando-se sob o governo do deus deste século, o Diabo, será também sentenciado e destinado ao mesmo lugar que Satanás e seus demônios foram (2 Co 4. 4).

2. O que ensina a doutrina? A realidade do Inferno é um ensino integralmente bíblico (Mt 10.28; 23.33; Mc 9.43; Lc 12.5), descrito como um lugar de tristeza, vergonha, dor e extrema agonia. Isso porque o ser humano irá para o Inferno de maneira integral: corpo e alma. Assim, de acordo com o vasto ensino do Novo Testamento, todas as pessoas que desprezam Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas passarão a eternidade totalmente separadas de Deus, na presença do Diabo e seus demônios (Mt 25.41).

3. O castigo será eterno. Diversas passagens do Novo Testamento denotam a realidade do Inferno como lugar de castigo eterno: fogo inextinguível (Mt 3.12; Mc 9.43,48); fornalha acesa (Mt 13.42,50); trevas (Mt 8.12; 22.13); fogo eterno (Mt 25.41); Lago de Fogo (Ap 19.20; 20.10,14,15). Então, o castigo eterno se configura como uma penalidade aos que se rebelaram contra Deus e sua Palavra. Por isso, esse castigo tem relação direta com o pecado. Todos os pecadores que não se arrependeram de seus pecados serão lançados no Lago de Fogo, o Inferno, logo após o julgamento do Grande Trono Branco (Ap 20.11-15). Contudo, precisamos observar algo importante. A ida do ser humano para o Inferno não é uma iniciativa primária de Deus, mas um fruto da escolha do ser humano em viver deliberadamente em rebelião contra o Altíssimo. O ensino bíblico é claro e simples: os que rejeitaram a Cristo receberão o castigo eterno (Mt 25.46); os que escolheram a Cristo receberão a vida eterna (Jo 5.26). Portanto, a escolha de ir para o Céu ou para o Inferno, se passarmos a eternidade com Cristo ou sem Ele, é pessoal.

SINOPSE III
A doutrina bíblica do Inferno prova a sua realidade.

■ CONCLUSÃO

À luz da Bíblia, a possibilidade de passar a eternidade num contexto de dor e sofrimento é real. Por isso, essa realidade deve valorizar mais a tão grande salvação que Deus providenciou para as nossas vidas e, por isso, devemos estar firmes em Jesus durante a nossa jornada de fé, pois sem Cristo, o ser humano passará a eternidade longe de Deus.

REVISANDO O CONTEÚDO

1. Explique pelo menos um argumento apresentado na lição que nega o ensino bíblico sobre o Inferno. 

Teólogos modernos e pós-modernos negam a inspiração plenária da Bíblia e, por isso, agem para enfraquecer a doutrina bíblica sobre o Inferno, dizendo que se trata de um pensamento pagão que deve ser erradicado da Bíblia.

2. O que os falsos ensinadores afirmam ao distorcerem as verdades do cristianismo bíblico?

O que eles fazem é transformar a verdade de Deus em mentira, negar integralmente o ensinamento bíblico a respeito da realidade bíblica do Inferno como se encontra claramente exposto no Novo Testamento.

3. Qual palavra do Novo Testamento traz o simbolismo de “castigo eterno”, “fogo eterno” e “julgamento final”?

A palavra geena recebeu todo o simbolismo de “castigo eterno”, “fogo eterno” e “julgamento final” (Mt 23.33; 25.41,46) que faz jus ao termo Inferno.

4. Cite ao menos três expressões que descrevem o Inferno.

Fornalha acesa (Mt 13.42,50); fogo eterno (Mt 25.41); Lago de Fogo (Ap 19.20; 20.10,14,15).

5. De quem é a iniciativa primária do destino do ser humano ao Inferno?

A ida do ser humano para o Inferno não é uma iniciativa primária de Deus, mas um fruto da escolha do ser humano em viver deliberadamente em rebelião contra o Altíssimo.

Postagens Populares