▶ 1° TRIMESTRE DE 2026 ▶ EBD ADULTOS

TEXTO ÁUREO
“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre."
(João 14.16)
(João 14.16)
VERDADE PRÁTICA
O Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Trindade, plenamente divino, atuando como Consolador, Ensinador e Santificador da Igreja.
LEITURA DIÁRIA
Segunda – Romanos 14.16
■ O Espírito é o Consolador prometido
Terça – 1 Coríntios 12.11
■ O Espírito distribui os dons soberanamente
Quarta – João 14.26
■ O Espírito ensina e faz lembrar da verdade
Quinta – Romanos 8.11
■ O Espírito é o agente da ressurreição
Sexta – 2 Tessalonicense 2.13
■ O Espírito opera a santificação do crente
Sábado – Atos 13.2
■ O Espírito chama e designa para a missão
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 14.25-31
João 14
25 — Tenho-vos dito isso, estando convosco.
26 — Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.
27 — Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
28 — Ouvistes o que eu vos disse: vou e venho para vós. Se me amásseis, certamente, exultarieis por ter dito: vou para o Pai, porque o Pai é maior do que eu.
29 — Eu vo-lo disse, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis.
30 — Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo e nada tem em mim.
31 — Mas é para que o mundo saiba que eu amo o Pai e que faço como o Pai me mandou. Levantai-vos, vamo-nos daqui.
Hinos Sugeridos: 155 • 340 • 514 da Harpa Cristã
Hinos Sugeridos: 155 • 340 • 514 da Harpa Cristã
■ INTRODUÇÃO
O Espírito Santo é uma Pessoa divina, não uma força impessoal ou uma mera influência espiritual. Ele é o Consolador prometido que procede do Pai e do Filho (João 14.25-31). Ele é plenamente Deus — a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Esta lição discorre acerca da Pneumatologia com base bíblica e teológica, evidenciando a Pessoa do Espírito Santo, sua eterna divindade e suas obras maravilhosas.
Palavra-Chave: Espírito Santo
I – A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO
l. O Espírito Santo é uma Pessoa. O Espírito não é uma força impessoal, uma energia ou uma influência, mas o próprio Deus. Ele é a Terceira Pessoa da Trindade. Ele age com autonomia, exercendo funções próprias de uma Pessoa. Ele tem propósito, mente consciência, o que comprova sua racionalidade (Romanos 8.27). Ele pode ser entristecido, o que envolve sensibilidade e emoções (Efésios 4.30). Ele ensina e faz lembrar, o que demonstra inteligência e comunicação consciente (João 14.26). Ele guia os crentes, função que exige entendimento e relacionamento (João 16.13). Ele distribui os dons soberanamente, o que confirma sua vontade em ação (1 Coríntios 12.11). Ele fala com clareza, chama pessoas e designa tarefas, que são ações de uma Pessoa divina (Atos 13-2). Negar sua Pessoa é mutilar a Trindade.
2. Pessoa distinta na Trindade. A doutrina da Trindade afirma que Deus é um só em essência, mas subsiste em três Pessoas distintas (l Pedro 1.2). Embora o Espírito Santo compartilhe da mesma natureza divina do Pai e do Filho, sendo plenamente Deus, Ele é uma Pessoa distinta dentro da unidade da Trindade (Tito 3.5). Essa distinção do Espírito Santo é essencial para refutar heresias, como o modalismo que ensina que Pai, Filho e Espírito são apenas “modos” sucessivos de uma única Pessoa divina. E o arianismo, que negava a divindade do Filho e do Espírito; e os pneumatómacos que negavam a deidade. Porém, as Escrituras ensinam que o Espírito é enviado pelo Pai e em nome do Filho, evidenciando seu papel distinto e sua missão específica (João 14.26). Em suma, o Espírito Santo é distinto do Pai e do Filho, mas plenamente Deus (1 Coríntios 2.10,11).
3. O Consolador prometido. Jesus prometeu aos discípulos um divino companheiro: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre” (João 14.16). A palavra “Consolador” é tradução do grego paráklêtos, que significa “aquele que encoraja e conforta”; e, “Ajudador”, que auxilia na necessidade; e, ainda “Advogado”, que intercede ou defende alguém perante uma autoridade. O vocábulo paráklêtos aparece cinco vezes nos escritos de João, referindo-se tanto ao Espírito Santo como a Cristo (João 14.16,26; 15.26; 16.7 • 1 João 2.1). Nesse contexto, o Espírito Santo é chamado de “outro Consolador”, isto é, alguém da mesma natureza que Jesus. O Espírito Santo, portanto, não é inferior ao Filho, mas assume o papel da presença permanente de Deus na vida dos crentes.
SINOPSE I
O Espírito Santo é uma Pessoa, distinta do Pai e do Filho, mas plenamente divina.
O Espírito Santo é uma Pessoa, distinta do Pai e do Filho, mas plenamente divina.
II – A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO
l. O debate “Filioque”. A expressão latina filioque significa “e do Filho”, foi inserida no Credo Niceno-Constantino- politano para reafirmar o ensino bíblico que o Espírito procede do Pai e do Filho: “o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome” (João 15.26 - NAA); “se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Romanos 8.9); “Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho” (Gálatas 4.6). Esse debate ocorreu no séc. IV em virtude das heresias do arianismo e dos pneumatómacos. Em 381, após confirmar que o Pai, o Filho e o Espírito Santo possuem a mesma essência divina, a igreja aprovou o Credo que ratificava as Escrituras e professava a fé: “no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado”.
O Espírito, portanto, não é inferior ao Filho, mas assume o papel da presença permanente de Deus na vida dos crentes.”
2. Os atributos divinos do Espírito.
Todos os atributos divinos do Pai e do Filho podem ser igualmente relacionados com o Espírito Santo, tais como: Onipotência, o Consolador tem pleno poder sobre todas as coisas (Lucas 1.15 • Romanos 15.19). Onisciência, não existe nada além de seu conhecimento (Atos 53,4 • 1 Coríntios 2.10,11). Onipresença, não há lugar algum onde se possa fugir da sua presença (Salmos 139.7-10). Eternidade, Ele não passou a existir no Pentecostes, pois estava presente no ato da criação (Gênesis 1.1,2 • Hebreus 9.14). Esses atributos absolutos são exclusivos da divindade. Tais virtudes são, de modo inequívoco, evidências da deidade do Espírito Santo. Essas características lhe são inerentes, não lhe foram agregadas nem conferidas. A Terceira Pessoa da Trindade possui a mesma essência do Pai e do Filho.
3. Os símbolos do Espírito. Os principais símbolos representativos do Espírito Santo são: Fogo, utilizado para retratar o batismo no Espírito (Atos 2.3), simboliza pureza, a presença e o poder de Deus. Água, o Espírito flui da Palavra como águas vivas que refrigeram o crente e o revestem de poder (João 7.37-39). Vento, se refere à natureza invisível do Espírito (João 3.8). No Pentecostes é representado pelo som como de um vento (Atos 2.2). Óleo, usado para a luz e a unção, simboliza a consagração do crente para o serviço, e a iluminação para o entendimento das Escrituras (2 Coríntios 1.21,22 • 1 João 2.20,27). Pomba, o Espírito desceu sobre Jesus em forma de pomba (Mateus 3.16), é símbolo da paz e da mansidão. Cada símbolo atua como figuras para a compreensão do caráter e da atuação do Espírito.
SINOPSE II
A divindade do Espírito é confirmada por seus atributos e símbolos revelados na Bíblia.
A divindade do Espírito é confirmada por seus atributos e símbolos revelados na Bíblia.
III – AS OBRAS DO ESPÍRITO SANTO
1. O Espírito Santo e a Encarnação. A encarnação do Filho de Deus revela o papel do Espírito como o agente divino na concepção de Jesus: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá [...] o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus” (Lucas 1.35). O Espírito Santo, em união com o poder do Pai, atua de modo sobrenatural no ventre de Maria. Embora Jesus tenha sido concebido pelo Espírito (Mateus 1.18), Ele é Filho do Pai, pois foi gerado na eternidade (Miquéias 5.2 • João 1.1). O evento é uma ação trinitária: o Pai envia o Filho (Gálatas 4.4); o Filho assume a forma humana (Filipenses 2.7); e o Espírito realiza o milagre da concepção (Mateus 1.20).
O Espírito Santo habita no crente desde a regeneração até a glorificação, conduzindo-o em santidade.” A divindade do Espírito é confirmada por sua participação direta na encarnação do Verbo, uma obra que somente Deus poderia realizar.
2. O Espírito Santo e a Ressurreição. A vida e o poder sobre a morte são atribuições exclusivas de Deus (João 5.21). Nesse sentido, a ressurreição de Cristo é uma obra da Trindade: o Pai ressuscitou o Filho (Atos 2.24), o Filho declarou possuir poder para dar a sua vida e retomá-la, Ele próprio é a ressurreição (João 10.18 • 11.25); e o Espírito Santo é o agente vivificador: “E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará o vosso corpo mortal, pelo seu Espírito que em vós habita” (Romanos 8.11). Paulo atribui ao Espírito Santo a ação direta na ressurreição, e afirma que esse mesmo Espírito habita nos crentes, garantindo-lhes a ressurreição final, uma ação que apenas Deus é capaz de executar (Efésios 1.13,14). A atuação do Espírito nessa obra comprova sua plena divindade.
3. O Espírito Santo e a Santificação. O Espírito não apenas nos convence do pecado (João 16.8), mas também promove
transformação (2 Coríntios 3.18). Deus nos escolheu para vivermos em santidade (Efésios 1.4 • 2 Tessalonicenses 2.13). A santificação possui duas dimensões: uma posicional, no momento da conversão (l Coríntios 6.11), e outra progressiva, como processo contínuo de transformação (Hebreus 12.14). O Espírito Santo habita no crente desde a regeneração até a glorificação, conduzindo-o em santidade. Porém, requer a cooperação do crente. Paulo exorta: “andai em Espírito” (Gálatas 5.16), e adverte: “não entristeçais o Espírito” (Efésios 4.30). No entanto, não é resultado exclusivo do esforço humano, mas uma ação permanente do Espírito (1 Pedro 1.2). Essa ação atesta a deidade do Espírito, pois apenas Deus pode transformar o coração humano (Ezequiel 36.26).
SINOPSE III
As obras do Espírito Santo — encarnação, ressurreição e santificação — revelam seu poder e atuação contínua na vida da Igreja.
■ CONCLUSÃO
Compreender a divindade do Espírito Santo fortalece nossa fé na Trindade. O Espírito é distinto do Pai e do Filho, mas coigual em essência, poder e glória. Como Consolador, Ele continua a obra de Cristo, e habita na vida dos crentes. Sua presença é viva e transformadora, indispensável na edificação, ensino, e missão da Igreja. Que todos nós vivamos guiados pelo Espírito, até que Cristo volte.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. O Espírito não é uma força impessoal, uma energia ou uma influência, mas o próprio Deus. Ele é a Terceira Pessoa da Trindade. Cite três características apresentadas na lição que confirmam essa verdade.
Ele tem mente, vontade e emoções; pode ser entristecido; guia, ensina e distribui dons.
2. Cite três dos atributos divinos do Pai e do Filho que podem ser igualmente relacionados com o Espírito Santo, apresentados na lição.
Onipotência, Onisciêncía, Onipresença e Eternidade.
3. Quais os cinco principais símbolos representativos do Espírito Santo mostrados na lição?
Fogo, Água, Vento, Óleo e Pomba.
4. Paulo atribui ao Espírito Santo a ação direta em que episódio?
No episódio da ressurreição de Cristo.
5. Quais são as duas dimensões da santificação?
Santificação posicionai (na conversão) e progressiva (processo contínuo de transformação).
LIÇÕES DO TRIMESTRE
LIÇÕES DO TRIMESTRE
SUMÁRIO
Lição 1 - O Mistério da Santíssima Trindade
Lição 2 - O Deus Pai
Lição 3 - O Pai Enviou o Filho
Lição 4 - A Paternidade Divina
Lição 5 - O Deus Filho
Lição 6 - O Filho como o Verbo de Deus
Lição 7 - A Obra do Filho
Lição 8 - O Deus Espírito Santo
Lição 9 - Espírito Santo — O Regenerador
Lição 10 - Espírito Santo — O Capacitador
Lição 11 - O Pai e o Espírito Santo
Lição 12 - O Filho e o Espírito
Lição 13 - A Trindade Santa e a Igreja de Cristo
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