Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.
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sexta-feira, 15 de agosto de 2025

LIÇÃO 2 - A IGREJA DE JERUSALÉM: UM MODELO A SER SEGUIDO

 3° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
"E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações."

VERDADE PRÁTICA
A Igreja de Jerusalém, como igreja-mãe, tornou-se exemplo para as demais. Um modelo a ser seguido por todas as igrejas verdadeiramente bíblícas.

LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Atos 1.12-14
 ■ Esperando em oração

 Terça – Atos 2.38
 ■ A necessidade da conversão espiritual

 Quarta – Atos 2.42
 ■ Os pilares da igreja cristã

 Quinta – Atos 2.38,39
 ■  Arrependimento, batismo e o dom do Espírito Santo

 Sexta – Atos 2.39
 ■ A atualidade da promessa

 Sábado – Atos 2.43
 ■ Uma igreja reverente

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Atos 2.37-47

37 - Ouvindo eles ísto, compungiram-se em seu coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, varões irmãos? 
38 - E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.
39 - Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor chamar. 
40 - E com muitas outras palavras isto testificava e os exortava, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa.
41 - De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e, naquele dia, agregaram-se quase três mil almas. 
42 - E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.
43 - Em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.
44 - Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum.
45 - Vendiam suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade.
46 - E, perseverando unânimes todos os dias no templo e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,
47 - louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.

Hinos Sugeridos: 306 • 400 • 577 da Harpa Cristã

■ INTRODUÇÃO
Por ser a Igreja-mãe, Jerusalém torna-se o modelo para as demais igrejas que foram implantadas. É de Jerusalém que partem as decisões que buscam, por exemplo, disciplinar e padronizar determinadas práticas cristãs. A igreja de Jerusalém já nasce forte! Sendo de origem divina, cheia do Espírito Santo e supervisionada pelos apóstolos, essa igreja é bem alicerçada. Isso fica claro no ministério da Palavra, a quem os apóstolos se devotaram inteiramente e ao exercício dos diversos dons que abundavam no seu meio. É, portanto, uma igreja da Palavra e do Espírito. E mais - é uma igreja onde a observância das ordenanças de Cristo é praticada na esfera do culto cristão. Assim, a igreja cristã primitiva exibe marcas que se tornaram um padrão para todas as igrejas em todas as épocas e lugares.

Palavra-Chave: Modelo

I – UMA IGREJA COM SÓLIDOS ALICERCES
1. Uma igreja com fundamento doutrinário. A igreja de Jerusalém era uma igreja bem doutrinada. Lucas diz gue, antes de ascender aos céus, Cristo deu "mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera" (Atos  1.2). Uma igreja genuinamente cristã reflete a prática e os ensinos dos apóstolos. É exatamente isso o que o livro de Atos diz da primeira igreja: "E perseveravam na doutrina dos apóstolos" (Atos 2.42). Uma igreja só pode ser considerada genuinamente cristã quando ela consegue ensinar e doutrinar seus membros de tal forma que eles passem a refletir o caráter de Cristo. 

2. "Perseveravam na doutrina dos apóstolos" (At 2.42). A expressão diz muito sobre o processo de discipulado da igreja de Jerusalém. Era uma igreja bem doutrinada, e, portanto, bem discipulada. A palavra "doutrina" traduz o termo grego didaché, que significa "ensinar" e "instruir". Tem a ver, portanto, com o discipulado cristão. O discípulo é alguém que consegue reproduzir, isto é, levar adiante o que aprendeu de seu Mestre. Os apóstolos aprenderam de Cristo; a igreja cristã primitiva aprendeu dos apóstolos e agora vivia isso a fim de transmitir a outros o que aprendeu. A tragédia da igreja acontece quando ela não consegue ser discipulada, nem tampouco discipular. 

3. Uma igreja relacional e piedosa. A igreja de Jerusalém perseverava na "comunhão" (Atos 2.42). A maioria dos intérpretes entende que a palavra grega koinonia, traduzida aqui como "comunhão" é uma referência às relações interpessoais dos primitivos cristãos. A primeira igreja era, portanto, uma igreja relacional. Assim, perseverar na comunhão tem o sentido de "se dedicar" à construção de bons relacionamentos. Tem a ver com o modo de vida dos crentes. Sem o cultivo de relações interpessoais fortes, a igreja cai em um mero ativismo. Há muita atividade, mas sem o calor humano que caracteriza a verdadeira vida cristã. A mesma igreja que perseverava na doutrina dos apóstolos e na comunhão era a mesma igreja que vivia em oração (Atos 2.42). A igreja de Jerusalém orava! Assim, Pedro e João foram ao templo na hora nona de oração (Atos 3.1); os apóstolos estabeleceram como prática dedicar-se à oração (Atos 6.4) e a Igreja reunida na casa de Maria, mãe de Marcos, se dedicava à oração (Atos 12.5). 

SINOPSE I
A igreja de Jerusalém tinha como característica a perseverança na doutrina, comunhão e oração. Isso fazia dela uma igreia piedosa.

A tragédia da igreja acontece quando ela não consegue ser discipulada, nem tampouco discipular.


II – UMA IGREJA OBSERVADORA DOS SÍMBOLOS CRISTÃOS
1. O Batismo. Após o primeiro sermão do apóstolo Pedro na igreja de Jerusalém, e como resposta a uma pergunta, ele disse ao povo: "Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados" (Atos 2.38). Naquela época, a primeira igreja batizava quem se convertia. Ela sabia que o batismo era uma das ordenanças de Jesus e que ele era um dos principais símbolos da fé cristã (Marcos 16.16). O batismo era um dos primeiros passos da fé cristã, um rito de entrada para a nova vida em Cristo. Mas para ser batizado, a pessoa precisava ter se arrependido dos seus pecados e crido em Jesus. Era preciso ter consciência do sentido desse símbolo de fé. Assim, o batismo era um testemunho público de que a pessoa havia se convertido. Por meio dele, os cristãos de Jerusalém mostravam ao mundo que sua vida agora era diferente, que eles tinham uma nova vida em Cristo. 

2. A Ceia do Senhor. A Ceia do Senhor é a outra ordenança dada por Jesus e que foi observada pela igreja de Jerusalém. "E perseveravam... no partir do pão" (Atos 2.42). A maioria dos estudiosos concorda que esse texto é uma referência à prática da Ceia do Senhor entre os primeiros cristãos. Donald Gee, um dos principais mestres do pentecostalismo britânico, disse que, quando tomada corretamente, a Ceia leva a Igreja ao próprio coração de sua fé; ao próprio centro do Evangelho; ao objeto supremo do amor de Deus. Portanto, quão abençoado é esse "'partir do pão"! Parece provável que os primeiros cristãos, combinando essa ordenança simples com a "festa do amor" de sua refeição comuffi, lembravam assim a morte do Senhor "todos os dias" (Atos 2.42-46).

SINOPSE II
Na igreja de Jerusalém os símbolos essenciais da fé cristã, o Batismo e a Ceia do Senhor, eram reverentemente observados.

III – UMA IGREJA MODELO
1. Uma igreia reverente e cheia de dons. É dito da igreja de Jerusalém: "Em cada alma havia temor" (Atos 2.43). A palavra grega traduzida como "temor" é phóbos, que também significa "reverência, respeito pelo sagrado". Havia um forte sentimento da presença de Deus! Havia um clima da presença do sagrado, do que é santo, o mesmo sentido que teve Moisés quando o Senhor o mandou tirar os sapatos dos pés porque o lugar "é terra santa" (Êxodo 3.5). Precisamos aprender com a primeira igreja! Não podemos perder o respeito pelo sagrado. Lucas destaca que "muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos" (Atos 2.43). "Sinais (gr. Téras) e maravilhas (gr. Sémeion)" são as mesmas palavras usadas pelo apóstolo Paulo para se referir aos dons do Espírito Santo que se manifestavam em suas ações missionárias (Romanos 5.19). Os dons espirituais ornamentavam a igreja cristã primitiva. 

2. Uma igreja acolhedora. Dentre as muitas marcas de uma igreja relevante, o acolhimento aparece como uma das suas principais. Uma igreja, para se tornar relevante, necessariamente deve ser acolhedora. A igreja de Jerusalém é um modelo de igreja acolhedora. Além de estarem juntos, o texto bíblico diz que naquela igreja "todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum" (Atos 2.44). Não é fácil partilhar, muito menos acolher. A nossa tendência é nos fechar em nosso mundo e deixar de fora quem achamos ser inconveniente. Numa igreja acolhedora, os membros se sentem acolhidos e parte do grupo. 

3. Uma igreja adoradora. A igreja de Jerusalém era também uma igreja adoradora: "louvando a Deus" (Atos 2.47). "Louvando", traduz o verbo grego aineo. É o mesmo termo usado para se referir aos anjos e pastores que louvavam a Deus por ocasião do nascimento de Jesus (Lucas 2.13,20); é usado também para descrever o paralítico que louvava a Deus depois que foi curado junto a Porta Formosa do Templo (Atos 3.8). É, portanto, uma expressão de júbilo e de gratidão. Louvar é muito mais que simplesmente "cantar"; é uma expressão de rendição e total entrega! E o reconhecimento da grandeza de Deus e de seus poderosos feitos.

SINOPSE III
Os princípios da Igreja de Jerusalém nos ensinam a viver a dimensão espiritual, do acolhimento e da adoração.

■ CONCLUSÃO
Vimos, nesta lição, algumas características que marcaram a primeira igreja. Frequentemente, nos referimos a ela como a "Igreja Primitiva". Vemos como sendo uma igreja ideal, modelo para todas as outras. De fato, ela é a igreja-mãe. Isso, contudo, não significa dizer que a igreja de Jerusalém não tivesse problemas. Pelo contrário, veremos em outras lições, que havia alguns bem desafiadores. Nada, contudo, que tire o seu brilho e nos impeça de nos espelharmos nela.

REVISANDO O CONTEÚDO

1. Qual a expressão bíblica que diz muito sobre o processo de discipulado da igreja de Jerusalém?
A expressão é: "Perseveravarn na doutrina dos apóstolos" (Atos 2.42). Isso demonstra que a igreja de Jerusalérn era bem doutrinada e discipulada, refletindo os ensinamentos dos apóstolos. 

2. O que significa a palavra grega "koinonia", mencionada no texto em referência à igreja de Jerusalém?
"Koinonia significa "comunhão" e se refere às relações interpessoais dos primeiros cristãos, destacando que a igreja era relacional e dedicada à construção de bons relacionamentos. 

3. Como o batismo era visto na igreja de lerusalém?
O batismo era considerado uma ordenança de Jesus e um dos principais símbolos da fé cristã. Ele representava um rito de entrada para a nova vida em Cristo, sendo um testemunho público de conversão.

4. O que Donald Gee diz a respeito da Ceia do Senhor?
Donald Gee afirrnou que, quando tornada corretamente, a Ceia leva a Igreja ao próprio coração de sua fé ao centro do Evangelho e ao objeto supremo do amor de Deus. 

5. O que a igreja pode fazer para se tornar relevante?
Uma igreja, para se tornar relevante, necessariamente deve ser acolhedora.


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LIÇÃO 1 - A IGREJA QUE NASCEU NO PENTECOSTES

 3° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
“E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes 
concedia que falassem.” 

• Eles começaram a falar em idiomas que não conheciam, compreendidos por pessoas de diversas nações presentes em Jerusalém.

VERDADE PRÁTICA
A Igreja nasce no Pentecostes capacitada pelo Espírito para cumprir sua missão.

• Este evento marca o início da missão da Igreja, com poder e direção espiritual

LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Atos 2.1-3
 ■ A manifestação divina e os sinais do Pentecostes

 Terça – Atos 2.4
 ■ O derramamento do Espírito

 Quarta – Atos 2.11 • 10.46
 ■ Louvor e adoração

 Quinta – Atos 2.20
 ■  A esperança futura

 Sexta – Atos 1.5
 ■ Uma experiência específica e definida

 Sábado – Efésios 5.18
 ■ Uma experiência contínua

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 - Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; 
2 - e, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. 
3 - E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. 
4 - E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. 
5 - E em Jerusalém estavam habitando judeus, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. 
6 - E, correndo aquela voz, ajuntou-se uma multidão e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. 
7 - E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! Não são galileus todos esses homens que 
estão falando? 
8 - Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos? 
9 - Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, e Judeia, e Capadócia, e Ponto, e Ásia, 
10 - e Frígia, e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos (tanto judeus como prosélitos), 
11 - e cretenses, e árabes, todos os temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus. 
12 - E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer?
13 - E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto. 
14 - Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a voz e disse-lhes: Varões judeus e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras.

Hinos Sugeridos: 24 • 155 • 387 da Harpa Cristã

■ INTRODUÇÃO
A Igreja nasceu no dia de Pentecostes. Esse evento marcou o início de uma nova era: a era da Igreja. O Pentecostes era uma das festas mais importantes dos judeus e acontecia cinquenta dias depois da Páscoa. Foi nesse dia especial que Deus derramou o Espírito Santo sobre todos os discípulos, batizando-os. O derramamento do Espírito no Pentecostes marca o início da Igreja como uma comunidade de profetas, como foi profetizado por Joel (Joel 2.28). No livro de Atos, Lucas ensina que esse acontecimento tinha um significado especial para o fim dos tempos, pois já havia sido anunciado pelos profetas do Antigo Testamento. Além disso, o Pentecostes foi uma prova clara de que Jesus havia ressuscitado. O propósito desse derramamento do Espírito Santo foi dar poder à Igreja para testemunhar de Cristo ao mundo e levá-la à verdadeira adoração. Isso é o que veremos nesta lição.

Palavra-Chave: Pentecostes

I – A NATUREZA DO PENTECOSTES BÍBLICO
1. De natureza divina.
Lucas relata que, por ocasião do derramamento do Espírito no dia de Pentecostes, foi ouvido do céu “um som, como de um vento veemente e impetuoso” que “encheu toda a casa em que estavam assentados” (Atos  2.2) e que “foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo” (Atos 2.3). Os estudiosos da Bíblia explicam que esses sinais são manifestações da presença de Deus, chamadas de “teofanias”. Isso significa que Deus se revelou de maneira visível e audível, assim como fez no Monte Sinai, quando entregou a Lei a Moisés. Naquela ocasião, houve trovões, relâmpagos e um som forte, e o povo ouviu a voz de Deus e viu um grande fogo (Êxodo  19.16). Moisés depois lembrou ao povo desse momento, dizendo: “desde os céus te fez ouvir a sua voz, para te ensinar, e sobre a terra te mostrou o seu grande fogo, e ouviste as suas palavras do meio do fogo” (Deuteronômio 4.36). 

2. Um evento paralelo ao Sinai. Assim como no Sinai, onde a presença de Deus se tornou real, como uma das experiências mais marcantes na história do antigo povo de Deus, de uma forma muito mais gloriosa e profunda, o Pentecostes marcou o Encontro do Espírito de Deus com a Igreja. Pentecostes, portanto, é a experiência do Espírito Santo. Lá no Sinai, a letra da Lei foi escrita em tábuas de pedras (Deuteronômio 9.10,11); aqui, no Pentecostes, a Palavra de Deus foi escrita nos corações (Jeremias  31.33 •  2 Coríntios 3.3)!

3. Centrada em Cristo e nos tempos finais. Na sua pregação no dia de Pentecostes, Pedro deixou claro que esse evento estava totalmente ligado a Jesus. Ele mostrou que o derramamento do Espírito Santo estava diretamente relacionado à morte, ressurreição e ascensão de Cristo (Atos 2.23,24, 32,33). Isso significa que, embora o Pentecostes seja uma manifestação do Espírito Santo, ele também é cristocêntrico, ou seja, tem Cristo como seu centro. Sem a cruz de Cristo, o Pentecostes perderia seu verdadeiro significado, pois não há Pentecostes sem a cruz. Além disso, Pedro explicou que o Pentecostes foi o cumprimento da profecia de Joel (Joel 2.28), que anunciava que Deus derramaria o seu Espírito sobre toda a humanidade. Quando Pedro usou a expressão “nos últimos dias” (Atos 2.17), ele mostrou que esse evento tinha um significado escatológico, ou seja, estava ligado ao plano de Deus para os tempos finais.

SINOPSE I
O Pentecoste Bíblico é um evento de natureza divina, centrado em Cristo e nos “tempos finais”.

O Pentecostes tem uma dimensão escatológica, pois aconteceu "antes de chegar o grande e glorioso Dia do Senhor".


II – O PROPÓSITO DO PENTECOSTES BÍBLICO
1. Promover a verdadeira adoração. As manifestações externas, como o som ou vento e o fogo ocorridas no Pentecostes, prendem nossa atenção. Contudo, não podemos perder de vista o que o Pentecostes produz internamente na vida do crente. Um dos propósitos marcantes do Pentecostes em Jerusalém foi promover a verdadeira adoração: “temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus” (Atos 2.11). Logo, o Pentecostes que não adora não é bíblico. De fato, quando os gentios experimentaram o Pentecostes, eles também “magnificavam” a Deus (Atos 10.46). Da mesma forma, o apóstolo Paulo diz que um crente pentecostal, cheio do Espírito, dá “bem as graças” (1 Coríntios 14.17). O fogo pentecostal promove o verdadeiro louvor. 

2. Poder para testemunhar. O Pentecostes tem uma dimensão escatológica, pois aconteceu “antes de chegar o grande e glorioso Dia do Senhor” (Atos  2.20). No entanto, essa realidade dos últimos tempos não significa que a Igreja deve ter uma visão escapista, ou seja, desejar fugir do mundo a qualquer custo. O Pentecostes não foi dado para que os crentes se isolassem, mas para que fossem capacitados a testemunhar e viver no mundo até a volta de Cristo. A Igreja deve aguardar com esperança, mas também cumprir sua missão até o fim. Para cumprir essa missão ela necessita de poder para testemunhar (Lucas 24.49 • Atos 1.8). De fato, é isso o que acontece depois do Pentecostes (Atos 4.33).

SINOPSE II
O propósito do Pentecostes Bíblico é promover a verdadeira adoração e capacitar os crentes para testemunhar.

III – CARACTERÍSTICAS DO PENTECOSTES BÍBLICO
1. Uma experiência específica. Em Atos dos Apóstolos, o derramamento do Espírito no dia de Pentecostes é mostrado como o “batismo no Espírito Santo” dos crentes (Atos 1.5,8). Naquele dia o Senhor Jesus batizou quase 120 pessoas no Espírito Santo (Atos 1.15; 2.4). Essas pessoas já eram regeneradas, isto é, salvas. Jesus já havia dito que elas já estavam limpas pela Palavra (João 15.3); e que seus nomes estavam arrolados nos céus (Lucas 10.20). Eram, portanto, crentes. Contudo, Jesus as mandou esperar pela experiência pentecostal, isto é, o batismo no Espírito Santo (Atos 1.5). O Pentecostes bíblico é, por conseguinte, distinto da salvação. Na verdade, a obra salvífica de Cristo na Cruz proveu a bênção pentecostal (Atos 2.33).

O Pentecostes bíblico é, portanto, distinto da salvação. Na verdade, a obra salvífi ca de Cristo na Cruz proveu a bênção pentecostal.

2. Uma experiência definida e contínua. Como resultado do enchimento do Espírito Santo, os crentes “começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (Atos 2.4). A Escritura é clara em mostrar que a evidência inicial do batismo pentecostal foi os crentes falarem em outras línguas. Não há dúvidas de que outros resultados ou evidências do batismo no Espírito Santo se seguem. Contudo, foi o falar em línguas, não o sentir uma grande alegria ou mesmo um amor afetuoso demonstrado por eles, que deixou os crentes judeus convencidos de que os gentios haviam recebido o batismo no Espírito Santo (Atos 10.44-46).

3. As línguas e o amor. A evidência física e inicial ou sinal do batismo no Espírito Santo foi o falar em outras línguas. Não foi uma grande alegria ou um amor afetuoso que evidenciaram o batismo no Espírito Santo. Paulo, por exemplo, disse que “o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Romanos  5.5). O apóstolo escreveu para uma igreja Pentecostal e o amor aparece aqui não como uma evidência de enchimento, mas de crescimento e maturidade em Cristo.

SINOPSE III
O Pentecostes Bíblico é caracterizado por uma experiência definida e contínua, na qual as línguas são a evidência do enchimento do Espírito.

■ CONCLUSÃO
Como vimos, o Pentecostes marcou o início da era da Igreja. Jesus, agora glorificado, batizou os crentes no Espírito Santo (Atos 2.4), e o Espírito Santo os inseriu no Corpo de Cristo, que é a Igreja (1 Coríntios  12.13), cujo nascedouro foi no Pentecostes. Esse evento é essencial porque mostrou que Deus deseja uma Igreja capacitada para cumprir sua missão que é pregar o Evangelho ao mundo, tanto por palavras quanto por ações. No entanto, essa missão só pode ser realizada com êxito pelo poder do Espírito Santo.

REVISANDO O CONTEÚDO

1. Quais fenômenos registrados em Atos 2.2,3 são considerados teofânicos?
“Um som, como de um vento veemente e impetuoso” e “línguas repartidas, como que de fogo”. 

2. Segundo o apóstolo Pedro, qual profecia do Antigo Testamento se cumpriu no Pentecostes, e como isso demonstra o aspecto escatológico desse evento? 
Pedro explicou que o Pentecostes foi o cumprimento da profecia de Joel (Joel 2.28), que anunciava que Deus derramaria o seu Espírito sobre toda a humanidade. 

3. Cite um dos propósitos marcantes do Pentecostes em Jerusalém, conforme Atos 2.11.
Um dos propósitos marcantes do Pentecoste em Jerusalém foi promover a verdadeira adoração: “temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus” (Atos 2.11). 

4. Segundo Atos 1.8, para que a Igreja necessita do poder do Espírito Santo? 
Para cumprir essa missão ela necessita de poder para testemunhar (Lucas 24.49 • Atos 1.8). 

5. Por que o Pentecostes bíblico é distinto da salvação, segundo Atos 1.5 e Atos 2.33? 
Porque, na verdade, a obra salvífica de Cristo na Cruz proveu a bênção pentecostal (Atos 2.33).

VOCABULÁRIO
Afetuoso: Amoroso, carinhoso, afeiçoado, querido, amável, gentil, bondoso.
Teofania: Manifestação visível de Deus ou uma aparição de sua presença de forma tangível, como no fogo ou na nuvem no Monte Sinai (Êxodo 19) ou no Pentecostes (Atos 2).


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terça-feira, 15 de julho de 2025

IGREJAS EUROPEIAS FECHAM E VIRAM CAFÉS, ACADEMIAS, MUSEUS, BARES E BOATES


Notícia veiculada pelo Diário do Brasil Notícias, edição de 15 de julho de 2025:

A Alemanha deve fechar 10 mil igrejas nos próximos 10 anos, conforme reportagem da Deutsche Welle. Nos últimos 20 anos, cerca de 1.400 já foram desconsagradas. Algumas viraram bibliotecas. Outras, lojas de departamentos. Muitas, simplesmente demolidas.

Na Holanda, o cenário é ainda mais alarmante: segundo o The Guardian, duas igrejas são encerradas por semana. Em Utrecht, uma delas virou discoteca. Em Maastricht, uma belíssima igreja dominicana do século XIII foi transformada em livraria-café. Na Bélgica, templos se tornaram quadras esportivas. Em Llanera, na Espanha, a antiga Igreja de Santa Bárbara é agora o “Kaos Temple” — um templo do skate, grafitado de ponta a ponta.

A França também sente os ventos gelados da secularização. Uma leitora relatou que a igreja protestante de seu bairro foi transformada em academia de ginástica. A “Cross”Fit. Recentemente, testemunhei pessoalmente uma Europa de arquitetura preservada e alma evacuada. A liturgia deu lugar ao LED. Os bancos, às esteiras. O órgão, ao som eletrônico das boates.

Enquanto isso, o islamismo cresce. A Pew Research prevê que, até 2050, os muçulmanos devem superar os cristãos em várias regiões da Europa Ocidental. Crescem com filhos, com foco, com doutrina firme. Mantêm orações diárias, jejuns e compromisso. Em contrapartida, o cristianismo ocidental parece entorpecido por uma fé líquida: sem cruz, sem custo, sem lei, sem aliança.

Fonte: @igospel


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sábado, 17 de maio de 2025

LIÇÃO 13 - RENOVAÇÃO DA ESPERANÇA

 2° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
E, oito dias depois, estavam outra vez os seus discípulos dentro, e, com eles, Tomé. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco!"

VERDADE PRÁTICA
A Ressurreição de Cristo representa o ápice da esperança cristã.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – João 20.3-8 
 ■ João testemunhou e acreditou na ressurreição de Cristo


 Terça – João 21.24
 ■ João deu testemunho do que observou


 Quarta – João 20.9 
 Lucas 24.46,47
 ■ A fé da Igreja baseia-se nas palavras de Jesus


 Quinta – João 20.11-16
 ■ Maria Madalena avistou o Cristo ressurreto


 Sexta – 1 Coríntios 15.3-8
 ■ O apóstolo Paulo viu o Cristo Ressurreto


 Sábado – 1 Tessalonicenses 4.13-17
 ■ Paulo renovou a esperança daqueles que dormem em Cristo



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


João 20
19 – Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco!
20 – E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. De sorte que os discípulos se alegraram, vendo o Senhor.
...
24 – Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
25 – Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.
26 – E, oito dias depois, estavam outra vez os seus discípulos dentro, e, com eles, Tomé. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco!
27 – Depois, disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; chega a tua mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente.
28 – Tomé respondeu e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu!
29 – Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram!
30 – Jesus, pois, operou também, em presença de seus discípulos, muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro.
31 – Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.


Hinos Sugeridos: 42 • 187 • 400 da Harpa Cristã



■ INTRODUÇÃO
Chegamos à última lição deste trimestre. A palavra que a define é esperança. A ressurreição do nosso Senhor simboliza o ponto culminante da esperança cristã. Por meio dela, conseguimos reforçar a nossa fé em Cristo, promover a alegria em vez da tristeza, afastar o medo e acolher a mensagem destemida do Evangelho. Nesta lição, somos convidados a renovar a nossa esperança.

Palavra-Chave: Esperança

I – A APARIÇÃO DE JESUS CRISTO
1. “Paz seja convosco!” Na segunda vez que Jesus se revelou aos seus seguidores, tanto homens quanto mulheres, o ambiente era diferente. O sepulcro continuava vazio e os discípulos, ainda receosos, permaneciam escondidos dos olhares dos transeuntes do lado de fora da casa onde estavam reunidos, com portas e janelas fechadas (João 20.19). Era uma habitação em algum ponto da cidade de Jerusalém. Já não era mais de madrugada no primeiro dia da semana (20.1), mas sim a tarde daquele mesmo dia em que Maria Madalena comunicou aos discípulos que tinha visto e falado com Jesus ressuscitado (20.19). No entanto, eles mostravam ceticismo quanto à afirmação de Maria Madalena sobre ter encontrado Jesus vivo. Na verdade, os discípulos estavam ainda tomados pelo medo dos judeus e sentiam-se desprotegidos. De fato, tinham fugido para as suas casas quando Jesus foi preso, restando apenas Pedro e João posicionados à distância (João 19.27 • 20.10). Dias depois, após terem recebido o Espírito Santo como Consolador (20.22,23; cf.20.26), aqueles discípulos continuavam escondidos com as portas trancadas no mesmo local. Quando Jesus voltou a aparecer entre eles, repetiu por três vezes: “Paz seja convosco!”.

2. O registro das aparições de Jesus ressurreto. Entre a sua ressurreição e a ascensão ao Pai, que ocorreram num período de 40 dias, Jesus apareceu aos seus discípulos em pelo menos dez ocasiões. As suas aparições começaram com (1) Maria Madalena, junto ao túmulo vazio (João 20.11-18); (2) seguiram-se as mulheres que retornaram da sepultura para anunciar aos discípulos que o túmulo estava vazio (Mateus 28.8-10); (3) depois foi a vez de Pedro (Lucas 24.34  1 Coríntios 15.5); (4) e ainda os discípulos que estavam no caminho de Emaús ao anoitecer (Marcos 16.12  Lucas 24.13-32). Jesus também se revelou aos (5) discípulos reunidos num a casa em Jerusalém, quando Tomé não estava presente (Marcos 16.14  Lucas 24.36-43  João 20.9-25), e (6) posteriormente na presença de Tomé (João 20.26-31  1 Coríntios 15.5). A seguir, (7) apareceu a sete discípulos junto ao Mar da Galileia (João 21); (8) depois, fez aparições aos apóstolos e a mais de quinhentos seguidores (Mateus 28.16-20  Marcos 16.15-18 • 1 Coríntios 15.6); (9) dirigiu-se ainda a Tiago, seu meio irmão (1 Coríntios 15.7); (10) por fim, manifestou-se pela última vez durante a sua ascensão no Monte das Oliveiras (Marcos 16.19,20  Lucas 24.50-53  Atos 1.6-12). Todas estas aparições confirmam o fato da ressurreição de Cristo.

3. Preciosas lições. A primeira lição a reter é que a ressurreição de Cristo representa o ponto culminante da fé cristã. Paulo dirigiu-se aos coríntios, afirmando: “E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a nossa fé” (1 Coríntios 15.14). A segunda lição revela que a ressurreição é um fato inquestionável que fortalece a certeza e a alegria de saber que Ele está vivo. A terceira lição diz respeito à renovação da esperança e à promessa da ressurreição dos mortos em Cristo (1 Tessalonicenses 4.14-16). Um dia seremos como o nosso Senhor.


SINOPSE I
A aparição de Jesus Cristo aos discípulos representa o ponto culminante da nossa fé e fortalece a nossa convicção de que Ele está vivo.


II – APARIÇÃO DE JESUS: ESPERANÇA E PLENA ALEGRIA
1. O medo deu lugar à esperança. Com a crucificação, morte e sepultamento de Jesus, o medo, a frustração e, por conseguinte, a desesperança, surgiram no coração dos seus discípulos. A cena dos dois discípulos no caminho de Emaús ilustra perfeitamente esse estado emocional dos seguidores de Jesus (Lucas 24.13-35). No entanto, quando Jesus se revela a eles, os seus rostos transformam-se imediatamente. Assim, a esperança substitui o medo e a frustração. O Cristo que venceu a morte renova a nossa esperança e afasta a desesperança.

2. A tristeza deu lugar à alegria. Quando se apresentou aos discípulos e lhes trouxe a paz, “os discípulos se alegraram ao ver o Senhor” (João 20.20). A magnífica notícia da ressurreição do Senhor e a sua subsequente aparição eliminaram a tristeza dos discípulos e encheram os seus corações de alegria. Estar na presença de Jesus Cristo ressuscitado é promover uma vida repleta de alegria, onde, mesmo nas situações mais difíceis, conseguim os manter a nossa capacidade de nos alegrar no Espírito de Deus.

3. Esperança e Alegria. A esperança e a alegria são algum as das virtudes cristãs mais relevantes que encontramos no Novo Testamento. O apóstolo Paulo refere-se à virtude da esperança junto da fé e do amor (1 Coríntios 13.13). Na Carta aos Gálatas, o apóstolo menciona a alegria como um dos componentes do Fruto do Espírito (Gá1atas 5.22). Assim, tanto a esperança quanto a alegria estavam presentes na manifestação de Jesus aos seus discípulos. Portanto, se cremos no Cristo que venceu a morte, estas duas virtudes devem ser evidentes nas nossas vidas com Ele.


SINOPSE II
A aparição de Jesus transformou o medo em esperança e a tristeza em plena alegria, renovando os corações dos discípulos.



III – APARIÇÃO DE JESUS: CONVICÇÃO FORTALECIDA
1. As dúvidas dissipadas. O episódio da incerteza de Tomé revela a dúvida que surgiu no coração do seguidor de Jesus. Durante algum tempo, Tomé revelou-se cético em relação à ressurreição do Senhor (João 20.25). No entanto, quando teve a oportunidade de encontrar Jesus e tocá-lo, todas as suas dúvidas foram prontamente dissipadas. O Cristo ressuscitado eliminou qualquer possibilidade de dúvida nos seus discípulos, reforçando, assim, a fé deles.

2. Fortalecimento da fé. Anteriormente cético, Tomé agora profere uma linda declaração de fé: “Senhor meu, e Deus meu!” (João 20.28). Ao longo da história da Igreja, encontramos indivíduos que, antes agnósticos ou céticos, hoje afirmam com firmeza a sua crença em Jesus Cristo como o Deus revelado nas Escrituras. Ter um encontro com o Ressurreto torna impossível continuar a duvidar como uma forma de rebeldia provocada pela idolatria humana (Romanos 1.21-23).

3. Fortalecimento da esperança. Além de proporcionar alegria e convicção, o Cristo ressuscitado expande a nossa esperança em relação ao futuro. Segundo as Escrituras, a promessa de que um dia os mortos ressuscitarão e receberemos um corpo glorificado baseia-se na ressurreição e glorificação do Senhor Jesus. Esta era uma doutrina essencial para o apóstolo Paulo (Atos 24.15; 1 Coríntios 15-12- 14). Assim, Paulo ensinava e defendia esta verdade ao longo do seu ministério (1 Tessalonicenses 4-14). Portanto, a ressurreição e a glorificação de Cristo servem como antecipação da ressurreição dos salvos que partiram e da glorificação  dos nossos corpos.


SINOPSE III
A aparição de Jesus dissipou as dúvidas, fortaleceu a fé e renovou a esperança dos discípulos.


■ CONCLUSÃO
Durante este trimestre, exploramos ensinamentos valiosos que nos ajudam a entender melhor a divindade de Jesus. O nosso Senhor é eterno; é diferente do Pai, mas igual a Ele; é Deus em sua essência; o Criador de tudo; e, por conseguinte, a fonte de toda salvação e vida espiritual. Este foi um dos propósitos que o evangelista redigiu seu Evangelho: para que possais crer que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e, ao crerdes, tenhais vida em seu nome (João 20.31).


REVISANDO O CONTEÚDO


1. Como os discípulos se sentiam por ocasião da morte de Jesus?
Os discípulos estavam ainda tomados pelo medo dos judeus e sentiam-se desprotegidos.

2. Mencione pelo menos três momentos em que Jesus se manifestou aos seus discípulos.
As aparições de Jesus começaram com (1) Maria Madalena, junto ao túmulo vazio (João 20.11-18); (2) seguiram-se as mulheres que retornaram da sepultura para anunciar aos discípulos que o túmulo estava vazio (Mateus 28.8-10); 
(3) depois foi a vez de Pedro (Lucas 24.34  1 Coríntios 15.5).

3. Quais são as duas virtudes mencionadas pela lição sobre a aparição de Jesus? 
Esperança e alegria.

4. Qual é a bela afirmação de fé que Tome proferiu?
“Senhor meu, e Deus meu!” (João 20.28).

5. Em que eventos da vida do Senhor Jesus fundamenta a promessa de que um dia os mortos voltarão à vida e receberemos um corpo glorificado?
Baseia-se na ressurreição e glorificação do Senhor Jesus.


VOCABULÁRIO


Transeuntes: Quem está de passagem, não permanecendo por muito tempo num só lugar.
Ceticismo: Característica de quem é cético; comportamento da pessoa que duvida de tudo; descrente. 


NÃO SAIA SEM ANTES...


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