Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

LIÇÃO 11 - O ESPÍRITO HUMANO E AS DISCIPLINAS CRISTÃS

  4° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
“Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir.” 
(1 Timóteo 4.8) 

VERDADE PRÁTICA
As disciplinas espirituais são necessárias para o fortalecimento do espírito, assim como os exercícios físicos para a estrutura óssea e muscular.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Mateus 4.1,2 
 
■ Jesus dedicou-se ao jejum e à oração


 T
erça – Lucas 6.12
 ■ Uma noite em oração


 Quarta – Daniel 6.10

 ■ A disciplina de Daniel


 Quinta – 2 Timóteo 3.12
 ■ Vivendo a verdadeira piedade nas perseguições


 Sexta – Atos 8.2
 ■ Homens piedosos


 Sábado – 1 Pedro 3.1-5
 ■ Mulheres piedosas



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Timóteo 4.6-8, 13-16


6 - Propondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Jesus Cristo, criado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido.
7 - Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas e exercita-te a ti mesmo em piedade.
8 - Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir.
...
13 - Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá.
14 - Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério.
15 - Medita estas coisas, ocupa-te nelas, para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos.
16 - Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.


Hinos Sugeridos: 7 • 126 • 442 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
Nesta lição estudaremos sobre a importância das disciplinas cristãs. Partiremos do conceito de “piedade”, muito trabalhado por Paulo nas Epístolas Pastorais. Veremos que as disciplinas cristãs fazem parte de uma vida piedosa. Como o corpo precisa ser alimentado e exercitado todos os dias, o espírito precisa de disciplinas diárias para seu fortalecimento. As principais são a oração, o jejum e a meditação na Palavra de Deus.

Palavra-Chave: Disciplinas

I – A PIEDADE E AS DISCIPLINAS CRISTÃS
1. Exercício corporal e piedade. Escrevendo a Timóteo, Paulo apresenta um paralelo entre o exercício corporal e a piedade: “Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir” (1 Timóteo 4.8). O apóstolo não está desconsiderando de forma absoluta o valor do exercício corporal. Aliás, o labor físico de Paulo era constante em decorrência de suas longas e constantes viagens, como também Jesus fizera (2 Coríntios 11.26  Mateus 9.35). Contudo, ele enfatiza a sobre-excelência da piedade, em cujo conceito estão as disciplinas cristãs, os exercícios espirituais. Enquanto os exercícios corporais têm algum valor apenas para esta vida, a piedade nos traz benefícios nesta vida e na eternidade.

2. Piedade interna e externa. Do grego eusébia (“eu”, bom, e “sebomai”, ser devoto), a palavra piedade tem um amplo sentido espiritual e prático. Podemos resumi-lo como sendo um conjunto de atitudes que expressam temor, respeito, reverência e amor a Deus. Tais condutas estão ligadas a fatores internos e externos. Ênfases exageradas no valor das obras produzem um entendimento limitado e incorreto dessa importante virtude, como visto no Catolicismo desde os tempos medievais. Os escribas e fariseus também davam grande valor ao aspecto externo. Faziam longas orações, dizimavam e amavam cumprir publicamente seus deveres religiosos, mas interiormente estavam cheios de hipocrisia e de maldade (Mateus 23.5-7, 14-23,28). A verdadeira piedade contempla as disciplinas espirituais externas, como a oração, o jejum e a leitura das Escrituras, mas sempre relacionadas a uma vida de sincera e profunda devoção a Deus, procurando agradá-lo em tudo e isso inclui um viver justo e misericordioso com o próximo (Mateus 23.23  Colossenses 3.23  Tiago 2.14-17).

3. Piedade e discrição. A prática das disciplinas espirituais não combina com o exibicionismo. Jesus advertiu seus discípulos que fossem discretos quando orassem e jejuassem (Mateus 6.5,6,16-18). Quanto ao jejum, aconselhou ações concretas para não dar sinais de estar jejuando: “quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto, para não pareceres aos homens que jejuas” (Mateus 6.17-18). O que dizer dos que proclamam seus jejuns, inclusive nas redes sociais? Como Jesus enfatizou, se buscarmos glória humana nossa recompensa se resumirá a um reconhecimento efêmero, sem valor algum diante de Deus. O anúncio do jejum somente convém ser feito quando sua prática for coletiva. Ainda assim, de preferência apenas entre as pessoas envolvidas com o propósito (Ester 4.16).


SINOPSE I
A verdadeira piedade se manifesta por meio de atitudes internas e externas de devoção a Deus, fundamentadas em disciplinas espirituais como oração, jejum e leitura da Palavra.


II – O DESAFIO DAS DISCIPLINAS ESPIRITUAIS
1. A analogia do corpo. Não é fácil manter uma rotina de exercícios físicos. Quanto menos se exercita, menos se quer exercitar. E quanto mais tempo parado, pior fica. A retomada costuma ser um processo doloroso e geralmente impõe limitações, impedindo que se alcance um estado ideal de mobilidade. Assim acontece também na vida espiritual. Quanto menos oramos, jejuamos e lemos a Bíblia, menos queremos fazê-lo. E a vida espiritual vai se enfraquecendo. Os movimentos vão se tornando mais lentos e curtos. Há risco de atrofia e paralisia. O escritor aos Hebreus adverte: “Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas e os joelhos desconjuntados” (Hebreus 12.12). A linguagem é metafórica, mas às vezes a fraqueza do espírito é tão profunda que é sentida no corpo. A Bíblia nos recomenda reagir (Joel 3.10   1 Coríntios 16.13)!

2. Apatia, engano e pecado. A diminuição da prática da oração, do jejum e da meditação nas Escrituras causa a perda de discernimento e sensibilidade espiritual. As crenças profundamente bíblicas, antes consolidadas, aos poucos vão se tornando superficiais até serem substituídas por “filosofias e vas sutilezas” (Colossenses 2.8), que normalizam o que antes era pecado (1 João 3.7,8). Cristãos e igrejas são dominados pelo secularismo e ideologias de perversão, e passam a ser conduzidos por princípios e valores do presente século (Lucas 18.8  2 Pedro 2.1-3). Como estão nossas disciplinas espirituais pessoais e congregacionais?

3. Da teoria à prática. Muito mais que teoria, as disciplinas espirituais devem ser praticadas por todo cristão. Reservar um tempo no início do dia para oração e meditação nas Escrituras é fundamental. Sempre que possível, repetir a disciplina ao longo do dia, ainda que em momentos curtos. Já de noite, concluídas as tarefas cotidianas, voltar à leitura da Bíblia e à oração (Salmo 55.17  Daniel 6.10). Praticar jejuns. Manter uma frequência regular aos cultos, com especial dedicação às reuniões de oração e consagração. Ser aluno assíduo da Escola Dominical também é uma disciplina espiritual essencial que fortalece toda a família. De forma complementar, devemos nos edificar com hinos sacros e literatura cristã sadia (1 Timóteo 4.13  2 Timóteo 4.13).


SINOPSE II
Manter uma rotina espiritual exige esforço e constância, pois a negligência das disciplinas enfraquece a fé e abre espaço para a influência do pecado e do secularismo.


III – AS DISCIPLINAS E A LUTA ESPIRITUAL
1. As astúcias do Maligno. O cristão em uma luta espiritual travada nas regiões celestiais, “contra os principados, montra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hos-es espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Efésios 6.12). Não podemos nos descuidar, desconsiderando esta realidade. Inimigo é astuto e vive engendrando ciladas (Efésios 6.11). Seu intento constante nos atingir e produzir terríveis danos em nosso espírito, alma e corpo. De igual forma, quer atingir os que nos são queridos, principalmente nossa família (João 10.10  1 Pedro 5.8,9). Por isso, perseverar nas disciplinas espirituais é essencial. Precisamos viver em constante comunhão com Cristo, orando em todo o tempo com toda oração e súplica no Espírito” (Efésios 6.18). Só Ele tem vida abundante para nos dar e pode nos guardar do Inimigo (João 10.28).

2. Evitando as distrações. Sabedores do quanto as disciplinas espirituais são indispensáveis para uma vida cristã vitoriosa, devemos nos apegar a elas, agindo com prudência na administração de nosso tempo (Efésios 5.15,16). Para isso, é preciso evitar as distrações, das quais atualmente o celular é a principal. Tem se tornado uma compulsão acessar as redes sociais: ver mensagens no Whatsapp, abrir o Instagram ou o Facebook ou assistir a um vídeo no Youtube – às vezes até mesmo nos templos em pleno culto! É a chamada dependência digital, que cresce a cada dia. Quando menos se percebe, o celular está à mão, mesmo sem qualquer propósito útil ou necessário. Que o Senhor nos guarde de todo vício!


SINOPSE III
As disciplinas espirituais fortalecem o cristão contra as astutas investidas do Inimigo e devem ser praticadas com vigilância e resistência às distrações do mundo atual.


 CONCLUSÃO
O exercício das disciplinas espirituais é fundamental para nos fortalecer e nos dar poder contra as forças das trevas (Lucas 10.19,20  Marcos 16.17,18). Assim como as necessidades físicas, nosso espírito precisa ser alimentando diariamente e por toda a vida (1 Tessalonicenses 5.17  1 Pedro 2.2,3).


REVISANDO O CONTEÚDO


1. O que é piedade?
Do grego eusebia (“eu”, bom, e “sebomai”, ser devoto), a palavra piedade tem um amplo sentido espiritual e prático. Podemos resumi-lo como sendo um conjunto de atitudes que expressam temor, respeito, reverência e amor a Deus.

2. Quais as principais disciplinas espirituais?
A oração, o jejum e a leitura das Escrituras.

3. O que Jesus recomendou sobre a prática das disciplinas espirituais?
A prática das disciplinas espirituais não combina com o exibicionismo. Jesus advertiu seus discípulos que fossem discretos quando orassem e jejuassem (Mateus 6.5,6; 16-18).

4. Qual o perigo da diminuição das disciplinas espirituais?
Quanto menos oramos, jejuamos e lemos a Bíblia, menos queremos fazê-lo. E a vida espiritual vai se enfraquecendo.

5. Que relação têm as disciplinas com a luta espiritual do cristão?
O Inimigo é astuto e vive engendrando ciladas (Efésios 6.11). Seu intento constante é nos atingir e produzir terríveis danos em nosso espírito, alma e corpo. De igual forma, quer atingir os que nos são queridos, principalmente nossa família (João 10.10  1 Pedro 5.8,9). Por isso, perseverar nas disciplinas espirituais é essencial.


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segunda-feira, 3 de novembro de 2025

LIÇÃO 10 - ESPÍRITO — O ÂMAGO DA VIDA HUMANA

 4° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
Peso da Palavra do Senhor sobre Israel. Fala o Senhor, o que estende o céu, e que funda a terra, e que forma o espírito do homem dentro dele.” 
(Zacarias 12.1) 

VERDADE PRÁTICA
Uma vez livre, nossa alma recebe vida espiritual e dirige nosso corpo para adorar e servir ao Criador.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Jó 32.8 
 
■ Há um espírito no homem


 T
erça – Filemon 1.25
 ■ A graça no Espírito


 Quarta – Provérbios 16.18,19

 ■ Humildade no espírito


 Quinta – Romanos 12.11
 ■ Fervorosos no espírito


 Sexta – Atos 7.59
 ■ A oração de Estêvão


 Sábado – 2 Timóteo 4.22
 ■ O Senhor seja com o teu espírito



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Gênesis 2.7 • Eclesiastes 12.7 • Zacarias 12.1 • João 4.24

Gênesis 2

7 — E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.

Eclesiates 12

7 — e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.

Zacarias 12

1 — Peso da Palavra do Senhor sobre Israel. Fala o Senhor, o que estende o céu, e que funda a terra, e que forma o espírito do homem dentro dele.

João 4

24 — Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.


Hinos Sugeridos: 171 • 400 • 614 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
Já estudamos a respeito do corpo e da alma. Nesta lição estudaremos acerca do espírito. Veremos como nos foi comunicado pelo Criador. Trataremos de sua divisão em relação à alma e sua importância para nossa comunhão com Deus, em santificação e adoração.

Palavra-Chave: Espírito

I – O SOPRO DIVINO: A CONCESSÃO DO ESPÍRITO
1. O fôlego da vida. Feito de uma matéria pré-existente, o pó da terra, o corpo humano estava inerte até receber o sopro divino (o fôlego da vida), ato pelo qual Deus deu ao homem o espírito e o tornou alma vivente (Gênesis 2.7). Até então, toda a Criação havia sido feita mediante o emprego de ordens verbais: “Haja”, “Ajuntem-se”, “Produza” (Gênesis 1.3-11). O homem, contudo, recebeu vida por uma comunicação especial: o elemento espiritual soprado por Deus. A matéria recebeu vida espiritual consciente, constituída de espírito e alma. O espírito é a parte imaterial através da qual estabelecemos nossa comunhão com o Criador. A vida que o espírito recebe de Deus é por Ele transmitida à alma. Esta, por sua vez, a expressa por meio do corpo. Portanto, o espírito é o âmago, a parte mais profunda e íntima do ser humano, entranhado com a alma e inseparável dela.

2. A singularidade do espírito. Alma e espírito são mencionados ao longo do Antigo e do Novo Testamento como componentes imateriais distintos. Zacarias 12.1 diz que Deus “forma o espírito do homem dentro dele”. Jó faz referência ao corpo (representado pela boca), ao espírito e à alma (Jó 7.11). Há, também, o bem conhecido texto de Eclesiastes 12.7: “e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu”. O retorno do espírito para Deus se dá junto com a alma, consciente das ações humanas, boas ou más (Lucas 16.22-25  Apocalipse 20.4). Neste texto, como em outros, ruah, o termo hebraico para “espírito”, é representativo dos dois elementos espirituais (Gênesis 45.27  Salmos 146.4  1 Samuel 30.12). Da mesma sorte, em diversas passagens nephesh (alma) é tomada pelo todo imaterial (Gênesis 35.18  1 Reis 17.21).

3. A tênue divisão. No Novo Testamento, 1 Tessalonicenses 5.23 e Hebreus 4.12 se destacam em relação à distinção entre alma e espírito, pois os mencionam expressamente sem qualquer aparência sinonímica. O segundo texto, aliás, refere-se à tênue divisão que há entre os dois componentes imateriais e é acessada sobrenaturalmente pela Palavra de Deus, que penetra até o mais íntimo de nosso ser, onde alma e espírito estão entretecidos. Conclui-se, portanto, que apesar das discussões teológicas a respeito da composição tríplice (espírito, alma e corpo), as Escrituras Sagradas fazem claras referências às três partes, distinguindo-as.


SINOPSE I
Deus concedeu ao ser humano o fôlego da vida, tornando-o um ser espiritual com capacidade de comunhão com o Criador.


II – ESPÍRITO, PECADO E SANTIFICAÇÃO
1. Pecados do espírito. Existem pecados do corpo, como a prostituição, e da alma, como os maus pensamentos. Mas também existem pecados do espírito, como o orgulho, a soberba, a vangloria, a arrogância e a inveja (Provérbios 16.18  1 Timóteo 3.6). Estes costumam ser piores que os pecados do corpo. Sutis (e às vezes ocultos!), os pecados do espírito causam terríveis males (Provérbios 15.25). Além de prejudicar seus autores, afetam e destroem muitos relacionamentos (Tiago 3.13-16). Certas expressões pecaminosas da alma e do corpo, como iras, disputas e maledicências, geralmente são reflexos de pecados do espírito (Neemias 4.1-8). Em alguns casos não é difícil percebê-los. Sambalate, Tobias e seus asseclas não contiveram sua soberba e inveja, mas Neemias permaneceu firme, redobrando a vigilância e a oração. Diante de capciosas e sistemáticas oposições, precisamos ter prudência e resiliência, sem nos abalar (Romanos 12.21).

2. Raízes do pecado. Em 1 Tessalonicenses 5.23, Paulo trata do processo de santificação que deve atingir o ser humano por inteiro. A ordem por ele apresentada — espírito, alma e corpo — não nos parece aleatória. O ato de criação se deu do material para o imaterial (Gênesis 2.7), mas a Redenção se dá do espiritual para o físico (1 Pedro 1.23  Romanos 8.23). É no imaterial, que a Bíblia geralmente chama de “coração”, que o pecado fica enraizado (Mateus 15.19). Por isso, a verdadeira santificação acontece de dentro para fora (Ezequiel 36.26,27  Romanos 8.10-13  Gá1atas 5.22). A falta dessa compreensão leva ao legalismo, além de representar grave distorção da Doutrina da Graça, pela confiança nas próprias obras (Mateus 23.25-28  Efésios 2.8-10).

3. Vencendo o pecado. A força do pecado arraigado em nosso espírito somente é vencida quando deixamos de confiar em nós mesmos e dependemos inteiramente da graça de Deus e seu poder salvador e santificador (Romanos 6.14  Hebreus 10.10). Como ensina Paulo, “a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, nos livrou da lei do pecado e da morte” (Romanos 8.2). O que é impossível à força humana torna-se possível mediante o poder divino operante em nós (Romanos 8.3,4). Revestir-se de mansidão e humildade, no modelo de Cristo, é essencial para uma vida espiritual saudável e frutífera (Filipenses 2.3-8). A arrogância sequer deveria ser nominada entre nós. Quando contendas — inclusive públicas — são feitas “em nome de Cristo” é porque ainda não compreendemos o que é o verdadeiro Cristianismo: “ao servo do Senhor não convém contender” (2 Timóteo 2.24). Purifiquemo-nos de todos os pecados (inclusive do espírito) pelos meios da Graça, “aperfeiçoando a santificação no temor de Deus” (2 Coríntios 7.1).


SINOPSE II
O pecado pode enraizar-se no espírito, e a verdadeira santificação começa no interior, pela ação transformadora da graça de Deus.


III – REGENERAÇÃO E ADORAÇÃO
1. 0 Novo Nascimento. A vitória sobre o pecado começa necessariamente com a experiência espiritual do Novo Nascimento, ato divino operado em nosso interior que nos outorga um espírito regenerado (João 3.5-8  Efésios 2.1-6). Isso era incompreensível para Nicodemos e seu padrão religioso, assim como é para os que desejam mostrar aparência de piedade sem terem experimentado o sobrenatural processo de Regeneração (2 Timóteo 3.5). Com espírito altivo, resistem à verdade e negam a inerrância e a infalibilidade da Bíblia, considerando sua mensagem ultrapassada. Interpretam as Escrituras conforme seus desejos já estabelecidos (2 Timóteo 2.8  4.3). Não podemos ter comunhão com os tais (1 Timóteo 6.1-5  2 Timóteo 2.5).

2. Em espírito e em verdade. A compreensão da imprescindível obra do novo nascimento operada em nosso interior é fundamental também para uma vida correta de adoração. Assim como Nicodemos, a mulher samaritana expressou um entendimento religioso limitado ao visível, apontando o Monte Gerizim, conhecido lugar de adoração de seus pais (João 4.20). Uma vida espiritual sadia não se fundamenta em misticismos, mas em uma comunhão com Deus segundo as Escrituras (João 7-38).

3. Um espírito quebrantado. O Pentecostalismo Clássico sempre foi despido de crenças e práticas alheias às Escrituras, buscando sempre refletir o autêntico cristianismo bíblico. Como Jesus ensinou à samaritana, “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4.24). A verdadeira e pura adoração nasce de um espírito quebrantado, em simplicidade, sem pretensão de louvor ou glória humana (Salmos 51.17  2 Coríntios 11.3).


SINOPSE III
A regeneração espiritual é essencial para uma adoração autêntica, que nasce de um espírito quebrantado e alinhado com a verdade bíblica.


 CONCLUSÃO
Âmago da vida humana, o espírito nos foi dado por Deus para que mantenhamos comunhão com Ele. Não deixemos que os cuidados da vida nos façam esquecer de que somos seres espirituais. Desfrutar da presença divina fortalece o espírito, alegra a alma e nos enche de vigor para enfrentar os desafios cotidianos em nossa jornada ao Céu.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. Que ato divino demonstra a doação do espírito ao ser humano?
Feito de uma matéria pré-existente, o pó da terra, o corpo humano estava inerte até receber o sopro divino (o fôlego da vida), ato pelo qual Deus deu ao homem o espírito e o tornou alma vivente (Gênesis 2.7).

2. Quais os principais textos neotestamentários que mencionam a tríplice composição humana?
No Novo Testamento, 1 Tessalonicenses 5.23 e Hebreus 4.12 se destacam em relação à distinção entre alma e espírito, pois os mencionam expressamente sem qualquer aparência sinonímica.

3. Existem pecados do espírito? Cite exemplos.
Mas também existem pecados do espírito, como o orgulho, a soberba, a vangloria, a arrogância e a inveja (Provérbios 16.18   1 Timóteo 3.6).

4. Onde ficam enraizados os pecados?
É no imaterial, que a Bíblia geralmente chama de “coração”, que o pecado fica enraizado (Mateus 15.19).

5. Como vencer a força do pecado?
A força do pecado arraigado em nosso espírito somente é vencida quando deixamos de confiar em nós mesmos e dependemos inteiramente da graça de Deus e seu poder salvador e santificador (Romanos 6.14   Hebreus 10.10).


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LIÇÃO 9 - VONTADE — O QUE MOVE O SER HUMANO

 4° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a
(Gálatas 5.16) 

VERDADE PRÁTICA
Guiada por Deus, a vontade é uma bênção extraordinária, vital para a existência humana.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – 1 Coríntios 7.37-39 
 
■ Poder sobre a própria vontade


 Terça – João 6.38-40
 ■
Jesus cumpriu inteiramente a vontade do Pai


 Quarta – Provérbios 31.10-13

 ■ A mulher virtuosa trabalha de boa vontade


 Quinta – Efésios 6.5-9
 ■
Trabalhando de boa vontade


 Sexta –  1 João 2.15-17
 ■
Renunciando à própria vontade


 Sábado – Filipenses 2.12,13
 ■
Deus implanta bons desejos em nós



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Gálatas 5.16-21 • Tiago 1.14,15 • 4.13-17

Gálatas 5

16 — Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne.
17 — Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis.
18 — Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.
19 — Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia,
20 — idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissen- sões, heresias,
21 — invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus.

Tiago 1

14 — Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência.
15 — Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.

Tiago 4

13 — Eia, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos.
14 — Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece.
15 — Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.
16 — Mas, agora, vos gloriais em vossas presunções; toda glória tal como esta é maligna.
17 — Aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado.


Hinos Sugeridos: 73 • 360 • 568 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
Nas lições anteriores estudamos sobre duas das principais faculdades da alma: o intelecto e a sensibilidade. Vimos a relação entre o que pensamos e sentimos e como pensamentos e sentimentos podem influenciar a vontade e as decisões. Pensar, sentir, desejar e agir costumam compor um mesmo fenômeno na experiência humana. É fundamental compreender como isso funciona à luz da Palavra de Deus. Nesta lição estudaremos mais especificamente a respeito da vontade.

Palavra-Chave: Vontade

I – VONTADE: MOTIVAÇÃO E AÇÃO
1. Conceito de vontade. Volição ou vontade é a capacidade humana de desejar, querer, almejar, escolher e agir. Pode ser entendida também como motivação. Sem desejo ou vontade não há motivação e, via de consequência, ação. Nesse conceito amplo, há manifestação da vontade mesmo quando o que fazemos não era originariamente nossa vontade, mas de outrem, se a ela aderimos voluntariamente (Salmos 143.10 • Lucas 22.42). A conversão é um exemplo de mudança na vontade humana por meio do arrependimento (Atos 3.19). Todo verdadeiro cristão é alguém que, impulsionado pela graça de Deus, renunciou sua própria vontade para fazer a vontade de Cristo (Mateus 16.24). É o livre-arbítrio funcionando (Hebreus 2.3; 37-13 • Apocalipse 22.17).

2. Do pensamento à ação. Um pensamento pode ser apenas um pensamento, sem relação alguma com um sentimento ou um desejo. Por exemplo: podemos pensar em uma viagem que fizemos sem que isso nos traga qualquer emoção. Mas também podemos recordar com nostalgia e desejar viajar novamente. E esse desejo pode nos motivar a comprar a passagem e repetir a experiência. Em um caso assim ocorre um fenômeno completo: pensamento, sentimento, desejo e ação. Aconteceu com Eva no Éden. Em sua conversa com a serpente, a mulher refletiu sobre o significado do fruto da árvore da ciência do bem e do mal até ser enganada (1 Timóteo 2.14). Ao acreditar na falsa elevação que obteria (“sereis como Deus”, Gênesis 3.5) certamente sentiu alguma emoção. O próximo passo foi a manifestação do desejo, que gerou a ação: tomou do fruto e comeu (Gênesis 3.6).

3. Fraqueza de vontade. Adão pecou sem ser enganado. Isso significa que seu entendimento da proibição e consequências relativas ao fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal não foi alterado. O problema de Adão se deu na esfera da vontade. Em vez de permanecer firme em seu propósito de obedecer a Deus, decidiu pecar aderindo à vontade de Eva, que lhe deu o fruto (Gênesis 3.6  Romanos 5.12). Quantas decisões erradas tomamos plenamente conscientes de suas consequências! Da violação de uma restrição alimentar a condutas mais graves, muitas vezes o desejo fala mais alto que a razão. A busca do prazer pelo prazer é uma característica da cultura hedonista. Vícios e compulsões arrastam multidões, mesmo que elas conheçam seus destrutivos efeitos. Assim, só Jesus pode libertar o ser humano de prisões espirituais (João 8.36 • Romanos 1.16).


SINOPSE I
A vontade é a capacidade humana de desejar e agir, sendo influenciada por pensamentos, sentimentos e decisões espirituais.


II – DESEJOS: DA ESCRAVIDÃO À REDENÇÃO
1. A experiência do deserto. O povo de Israel tornou-se escravo dos seus desejos durante a peregrinação pelo deserto: “deixaram-se levar da cobiça, no deserto, e tentaram a Deus na solidão. E ele satisfez-lhes o desejo, mas fez definhar a alma” (Salmos 106.14,15). Apesar das grandes maravilhas operadas por Deus, os hebreus, tomados de ingratidão, lembravam-se das comidas do Egito e se deixavam dominar por seus desejos (Números 11.5,6). Pensavam, sentiam e desejavam o que lhes era servido na casa da escravidão, de onde haviam sido libertos com mão forte (Êxodo 20.2 • Deuteronômio 26.8). O culto aos desejos lhes trouxe terríveis consequências: perecimento e morte (Salmos 78.29-33 • Números 11.33-34; 14-29). Como nos adverte Paulo, tudo isso foi escrito para aviso nosso. Não nos deixemos levar por nossos próprios desejos (1 Coríntios 10.1-13).

2. Os desejos na era cristã. O drama dos desejos continua na era cristã, com uma diferença fundamental: Cristo venceu o pecado e nos dá poder para também vencê-lo (Romanos 6.3-6,11-14). Contudo, enquanto estivermos neste corpo mortal enfrentaremos um conflito espiritual constante. Todo o cristão precisa decidir diariamente entre sua vontade carnal e a vontade do Espírito: “Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis” (Gálatas 5.17). A carne (sarx, natureza pecaminosa) tem seus próprios desejos, que são contrários ao Espírito. Vê-se, então, em nosso interior, uma luta travada. Cabe-nos decidir entre satisfazer os desejos da carne, que são pecaminosos, ou atender a voz do Espírito e viver segundo sua direção (Gálatas 5.18).

3. A decisão do homem redimido. A obra da salvação realizada por Cristo nos liberta do poder do pecado. Diante dos desejos da carne e da vontade do Espírito, o homem redimido inclina-se “para as coisas do Espírito” (Romanos 8.5). Isso é resultado de sua nova natureza (Efésios 4.24  2 Coríntios 5.17). Significa que não podemos nos conformar com os desejos do velho homem, mas, pelo poder do Espírito, nos dedicar ao processo de mortificação de nossa carne, a velha natureza (Romanos 8.11-13 • Colossenses 3.5). Nossos desejos pecaminosos não deixam de existir, mas em Cristo triunfamos sobre eles; vivendo, andando e frutificando no Espírito (Gálatas 5.22-25 • l João 3.6).


SINOPSE II
Os desejos podem escravizar o ser humano, mas em Cristo há poder para vencê-los e viver segundo o Espírito.


III – O ENSINO SOBRE OS DESEJOS EM TIAGO
l. Atração e engano. Tiago 1.14,15 trata dos desejos carnais e suas consequências. Empregando o conhecido termo “concupiscência” (epithumia) com o sentido de “maus desejos”, o apóstolo refere-se ao processo de tentação e pecado: “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado por sua própria concupiscência” (Tiago 1.14). A faculdade da vontade é retratada neste texto como um elemento de comunicação interna que tem a capacidade de atrair e enganar. Assim sendo, o mau desejo é capaz de afetar a própria razão, levando-a a acreditar que o pecado não produz consequências ruins, mas boas. Nesse processo, a mente é entorpecida depois do desejo ter sido aguçado.

2. Abortando o processo. Na lição 7 estudamos sobre a importância de interromper maus pensamentos para evitar a prática de pecados. Pelo texto de Tiago observamos que é preciso, também, abortar os maus desejos. Aliás, eles são ainda mais perigosos, pois podem influenciar diretamente nossas decisões. Quando encontra seu objeto ou alvo o desejo se torna intenso. Se não for rejeitado, não descansa até convencer, derrubando as barreiras da consciência: “Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte” (Tiago 1.15). Que o Senhor nos livre de toda a tentação (Mateus 6.13). Não nos esqueçamos, contudo, de fazer a nossa parte: viver em constante vigilância e oração (Mateus 26.41).


SINOPSE III
Tiago revela como os maus desejos geram o pecado, alertando sobre a necessidade de vigilância e domínio espiritual.


 CONCLUSÃO
Apesar de nossa tendência pecaminosa, não podemos encarar os desejos apenas de forma negativa. A vontade humana é uma faculdade essencial para a nossa existência. Quando guiada por Deus é uma grande bênção, responsável por nos mover para pequenas e grandes realizações. Como é bom amanhecer motivado todos os dias! O ânimo e o entusiasmo fazem parte de uma vontade sadia e ativa. São dados por Deus e servem para nos impulsionar para as tarefas cotidianas, independentemente da fase da vida (Salmos 92.12-14  Joel 2.28  Tiago 4.15).


REVISANDO O CONTEÚDO


1. Qual o conceito de vontade?
Volição ou vontade é a capacidade humana de desejar, querer, almejar, escolher e agir. Pode ser entendida também como motivação.

2. Como se dá um fenômeno completo, envolvendo vontade e ação?
Em um caso assim ocorre um fenômeno completo: pensamento, sentimento, desejo e ação.

3. Como se dá o conflito entre vontade e razão?
Da violação de uma restrição alimentar a condutas mais graves, muitas vezes o desejo fala mais alto que a razão. A busca do prazer pelo prazer é uma característica da cultura hedonista.

4. Como deve agir o homem redimido diante dos desejos da carne?
Diante dos desejos da carne e da vontade do Espírito, o homem redimido inclina-se “para as coisas do Espírito” (Romanos 8.5).

5. Como os desejos atuam para nos enganar?
Assim sendo, o mau desejo é capaz de afetar a própria razão, levando-a a acreditar que o pecado não produz consequências ruins, mas boas.


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