Pastor Ademar Rodrigues

Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.
``

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

LIÇÃO 12 - O ESPÍRITO HUMANO É O ESPÍRITO DE DEUS

 4° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
“O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.”
(Romanos 8.16) 

VERDADE PRÁTICA
Além do seu testemunho em nosso espírito, o Espírito Santo age no íntimo de nosso ser intercedendo, edificando e produzindo o seu fruto.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Romanos 1.9 
 
■ Servindo a Deus no espírito


 Terça – 2 Coríntios 7.13
 ■
Recebendo refrigério no espírito


 Quarta – 1 Coríntios 6.17

 ■ Um mesmo espírito com o Senhor


 Quinta – 1 Coríntios 6.20
 ■
Glorificando a Deus no espírito


 Sexta –  1 Coríntios 14.14
 ■
Línguas estranhas: o espírito ora bem


 Sábado – Efésios 3.16
 ■
Fortalecidos pelo Espírito no homem interior



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Romanos 8.14-16 • 1 Coríntios 14.14 • Gálatas 5.22,23

Romanos 8

14 — Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.
15 — Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. 
16 — O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.

1 Coríntios 14

14 — Porque, se eu orar em língua estranha, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto.

Gálatas 5

22 — Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
23 — Contra essas coisas não há lei.


Hinos Sugeridos: 75 • 131 • 227 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
Nesta lição estudaremos alguns aspectos da obra do Espírito Santo no espírito humano. Trataremos do despertar da consciência, da fé, do ensino em toda a verdade, da intercessão, da edificação pelo orar em línguas e do fruto do Espírito. Veremos como o Espírito de Deus é imprescindível para uma vida espiritual autêntica e frutífera.

Palavra-Chave: Comunhão

I – A OBRA INICIAL DO ESPÍRITO
1. Consciência e fé. A ação do Espírito Santo começa em nossa consciência, despertando-a da culpa pelo pecado, e apontando a necessidade de perdão. Jesus falou sobre essa obra de convencimento: “E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo” (João 16.8). Ainda no espírito humano, o Espírito de Deus remove a incredulidade, produzindo fé mediante a Palavra (Romanos 10.17  Efésios 2.8), o que também atinge as faculdades da alma (Romanos 10.9,10). Opera-se, então, a regeneração, o nascimento “da água e do Espírito” (João 3.5). O espírito que estava “morto” (separado de Deus) é vivificado; recebe uma nova vida, vinda de Deus (Efésios 2.1). Esse novo homem, o homem espiritual, obtém uma mente renovada e passa a viver guiado pelo Espírito de Deus. Assim, a pessoa que ainda não foi transformada por Deus, ou seja, o homem natural, não consegue entender as coisas que vêm do Espírito de Deus. Para ela, essas coisas parecem sem sentido, como se fossem loucura. Isso acontece porque só é possível compreender essas verdades por meio da ação do Espírito (1 Coríntios 2.14,15).

2. A pedagogia do Espírito. A regeneração é o início de uma nova dimensão de vida. Uma nova vida, agora espiritual, em comunhão com o Espírito de Deus: “Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus” (1 Coríntios 2.12). Paulo refere-se ao papel pedagógico do Espírito, que nos ensina as coisas espirituais (2.13), como Jesus havia prometido: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (João 14.26). Portanto, não podemos nos conformar com uma mente carnal, que pensa conforme os padrões deste mundo, cheio de vozes iníquas que querem nos influenciar, como filosofias, ideologias e “novas” teologias (Colossenses 2.8).

3. A renovação da mente. Devemos viver em constante contato com o Espírito de Deus, para que, com uma mente sempre renovada, desfrutemos da sabedoria divina, imprescindível para nosso viver diário (Romanos 12.2). Para isso, é fundamental uma vida de consagração total (Romanos 12.1), da qual fazem parte a oração e a leitura das Escrituras, disciplinas espirituais das quais tratamos na lição anterior (Tiago 1.5,6 • Salmos 119.105). Não há área de nossa vida acerca da qual o Espírito não tenha uma segura direção. Ele pode nos guiar em toda a verdade (João 16.13). Ouçamos o Espírito!

4. Voz e luz. Quando tiramos tempo para ouvir o Espírito, Ele fala de muitas maneiras ao íntimo de nosso ser: traz sabedoria e revelação (Efésios 1.17), esclarece questões duvidosas (Atos 15.28) e gera entendimento e paz (Romanos 8.14). Ele — o Espírito de Deus — ilumina os olhos do nosso coração (Efésios 1.18). Nesse texto, coração (kardia) significa “homem interior”. Portanto, a expressão de Paulo contempla o espírito humano, que, entrelaçado com a alma e inseparável dela, são esses “olhos” — o centro da percepção espiritual — através dos quais recebemos iluminação do Espírito para compreendermos as verdades divinas, fundamentais para esta vida e para a vida eterna: “para que saibais qual seja a esperança da sua vocação e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos” (Efésios 1.18).


SINOPSE I
O Espírito Santo desperta a consciência, gera fé e renova a mente, ensinando e guiando o crente para uma vida espiritual.


II – TESTEMUNHO, INTERCESSÃO E EDIFICAÇÃO
1. O Espírito testifica ao espírito. Romanos 8 é riquíssimo quanto ao tema da função do espírito humano na comunicação com Deus. Tratando da vida do cristão — a vida no Espírito —, Paulo menciona a adoção espiritual, que é testificada pelo Espírito Santo ao espírito do crente regenerado: “O próprio Espírito confirma ao nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16). Essa comunicação entre o Espírito de Deus e o espírito humano traz convicção e segurança em Cristo, o que somente pode ser compreendido por meio da fé. Por isso, Paulo orava pelos efésios, para que Cristo habitasse, pela fé, em seus corações e pudessem compreender e conhecer 0 amor de Cristo, “que excede todo o entendimento” (Ef 3.19).

As línguas estranhas são articuladas segundo o Espírito de Deus. Quando oramos em línguas, portanto, oramos segundo o Espírito.”

2. O Espírito intercede. Ainda em Romanos 8 vemos Paulo tratando de outra ação do Espírito de Deus junto ao espírito humano: a intercessão em nosso favor (vv.26,27). Essa ação permite que, muito além de nosso intelecto, haja uma profunda súplica diante do Pai, perfeitamente sintonizada com “a intenção do Espírito [...] que segundo Deus intercede pelos santos” (Romanos 8.2,27). Isso nos lembra do ensino de Paulo aos Efésios, sobre a amplitude da ação divina em nosso favor, que não se limita ao que pedimos ou pensamos, mas é conforme a presença do Espírito em nós (Efésios 3.20). O Senhor sempre nos surpreende com o seu extraordinário agir! Uma das razões disso, certamente, é a ação do Espírito no processo de intercessão. Ele prescruta nosso interior para muito além de nossa compreensão, agindo em nosso espírito. Como Salomão escreveu: “O espírito do ser humano é a lâmpada do Senhor, a qual examina o mais profundo do seu ser” (Provérbios 20.27 - NAA).


SINOPSE II
O Espírito Santo testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus e intercede em nosso favor de maneira profunda e além do nosso entendimento.


III – EDIFICAÇÃO E FRUTO DO ESPÍRITO
l. O espírito ora bem. A ação do Espírito de Deus na esfera do espírito humano é vista também na Carta aos Coríntios, quando Paulo ensina sobre as línguas estranhas: “Porque, se eu orar em língua estranha, o meu espírito ora bem, mas 0 meu entendimento fica sem fruto” (1 Coríntios 14.14). As línguas estranhas são articuladas segundo o Espírito de Deus (1 Coríntios 12.7-11). Quando oramos em línguas, portanto, oramos segundo o Espírito. Esse processo de articulação espiritual atinge o perfeito propósito divino (“o meu espírito ora bem”). O espírito ora bem, mas nosso intelecto não compreende a mensagem. Mesmo assim somos edificados (1 Coríntios 14.4). Paulo não apenas orava, mas também cantava em línguas (1 Coríntios 14.15). Que desfrutemos mais desse extraordinário recurso de edificação espiritual, aperfeiçoando nosso espírito na comunhão do Espírito de Deus. Ainda que não entendamos com a mente, o nosso interior é fortalecido com poder. Falar em línguas é um presente divino que renova nossa fé.

2. O ápice da vida cristã. Outra maravilhosa obra do Espírito Santo no crente é a produção das virtudes listadas por Paulo em Gálatas 5.22. Chamadas de fruto do Espírito, representam o ápice da vida cristã e envolvem nosso ser por inteiro. O espírito do convertido é santificado pelo Espírito de Deus dia após dia: “haveis sido santificados [...] pelo Espírito do nosso Deus” (1 Coríntios 6.11). A obra do “Espírito de santificação” (Romanos 1.4) vai progredindo e o crente passa, cada vez mais, a expressar amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (1 Coríntios 12.31; 13.1-13). Isso é viver e andar no Espírito (Gálatas 5.25).


SINOPSE III
A oração em línguas edifica o espírito, e o Espírito Santo produz virtudes que representam o ápice da vida cristã, como amor, gozo e paz.


 CONCLUSÃO
É Cristo quem proporciona essa profunda comunhão do espírito humano com o Espírito de Deus. Como Paulo afirma, “o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito” (1 Coríntios 6.15-17). Por isso, não nos enganemos: quando o Espírito de Deus age em nós Ele sempre glorifica a Cristo (João 16.14).


REVISANDO O CONTEÚDO


1. Como se dá a obra inicial do Espírito Santo em nós?
A ação do Espírito Santo começa em nossa consciência, despertando-a da culpa pelo pecado, e apontando a necessidade de perdão.

2. O que é a pedagogia do Espírito?
Paulo refere-se ao papel pedagógico do Espírito, que nos ensina as coisas espirituais (2.13), como Jesus havia prometido: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito” (João 14.26).

3. Como se dá o processo de intercessão do Espírito?
Essa ação permite que, muito além de nosso intelecto, haja uma profunda súplica diante do Pai, perfeitamente sintonizada com “a intenção do Espírito [...] que segundo Deus intercede pelos santos” (Romanos 8.26,27).

4. Qual a importância da oração em línguas?
Quando oramos em línguas, portanto, oramos segundo 0 Espírito. Esse processo de articulação espiritual atinge o perfeito propósito divino (“o meu espírito ora bem”).

5. O que é viver e andar no Espírito?
A obra do “Espírito de santificação” (Romanos 1.4) vai progredindo e o crente passa, cada vez mais, a expressar amor, alegria, paz, longanimidade, be- nignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (1 Coríntios 12.31  13.1-13). Isso é viver e andar no Espírito (Gá1atas 5.25).


NÃO SAIA SEM ANTES

Deixar um comentário
Se Inscrever no Blog
Compartilhar com seus amigos!



Me siga:


quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

LIÇÃO 11 - O ESPÍRITO HUMANO E AS DISCIPLINAS CRISTÃS

  4° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
“Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir.” 
(1 Timóteo 4.8) 

VERDADE PRÁTICA
As disciplinas espirituais são necessárias para o fortalecimento do espírito, assim como os exercícios físicos para a estrutura óssea e muscular.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Mateus 4.1,2 
 
■ Jesus dedicou-se ao jejum e à oração


 T
erça – Lucas 6.12
 ■ Uma noite em oração


 Quarta – Daniel 6.10

 ■ A disciplina de Daniel


 Quinta – 2 Timóteo 3.12
 ■ Vivendo a verdadeira piedade nas perseguições


 Sexta – Atos 8.2
 ■ Homens piedosos


 Sábado – 1 Pedro 3.1-5
 ■ Mulheres piedosas



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Timóteo 4.6-8, 13-16


6 - Propondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Jesus Cristo, criado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido.
7 - Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas e exercita-te a ti mesmo em piedade.
8 - Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir.
...
13 - Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá.
14 - Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério.
15 - Medita estas coisas, ocupa-te nelas, para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos.
16 - Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.


Hinos Sugeridos: 7 • 126 • 442 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
Nesta lição estudaremos sobre a importância das disciplinas cristãs. Partiremos do conceito de “piedade”, muito trabalhado por Paulo nas Epístolas Pastorais. Veremos que as disciplinas cristãs fazem parte de uma vida piedosa. Como o corpo precisa ser alimentado e exercitado todos os dias, o espírito precisa de disciplinas diárias para seu fortalecimento. As principais são a oração, o jejum e a meditação na Palavra de Deus.

Palavra-Chave: Disciplinas

I – A PIEDADE E AS DISCIPLINAS CRISTÃS
1. Exercício corporal e piedade. Escrevendo a Timóteo, Paulo apresenta um paralelo entre o exercício corporal e a piedade: “Porque o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir” (1 Timóteo 4.8). O apóstolo não está desconsiderando de forma absoluta o valor do exercício corporal. Aliás, o labor físico de Paulo era constante em decorrência de suas longas e constantes viagens, como também Jesus fizera (2 Coríntios 11.26  Mateus 9.35). Contudo, ele enfatiza a sobre-excelência da piedade, em cujo conceito estão as disciplinas cristãs, os exercícios espirituais. Enquanto os exercícios corporais têm algum valor apenas para esta vida, a piedade nos traz benefícios nesta vida e na eternidade.

2. Piedade interna e externa. Do grego eusébia (“eu”, bom, e “sebomai”, ser devoto), a palavra piedade tem um amplo sentido espiritual e prático. Podemos resumi-lo como sendo um conjunto de atitudes que expressam temor, respeito, reverência e amor a Deus. Tais condutas estão ligadas a fatores internos e externos. Ênfases exageradas no valor das obras produzem um entendimento limitado e incorreto dessa importante virtude, como visto no Catolicismo desde os tempos medievais. Os escribas e fariseus também davam grande valor ao aspecto externo. Faziam longas orações, dizimavam e amavam cumprir publicamente seus deveres religiosos, mas interiormente estavam cheios de hipocrisia e de maldade (Mateus 23.5-7, 14-23,28). A verdadeira piedade contempla as disciplinas espirituais externas, como a oração, o jejum e a leitura das Escrituras, mas sempre relacionadas a uma vida de sincera e profunda devoção a Deus, procurando agradá-lo em tudo e isso inclui um viver justo e misericordioso com o próximo (Mateus 23.23  Colossenses 3.23  Tiago 2.14-17).

3. Piedade e discrição. A prática das disciplinas espirituais não combina com o exibicionismo. Jesus advertiu seus discípulos que fossem discretos quando orassem e jejuassem (Mateus 6.5,6,16-18). Quanto ao jejum, aconselhou ações concretas para não dar sinais de estar jejuando: “quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto, para não pareceres aos homens que jejuas” (Mateus 6.17-18). O que dizer dos que proclamam seus jejuns, inclusive nas redes sociais? Como Jesus enfatizou, se buscarmos glória humana nossa recompensa se resumirá a um reconhecimento efêmero, sem valor algum diante de Deus. O anúncio do jejum somente convém ser feito quando sua prática for coletiva. Ainda assim, de preferência apenas entre as pessoas envolvidas com o propósito (Ester 4.16).


SINOPSE I
A verdadeira piedade se manifesta por meio de atitudes internas e externas de devoção a Deus, fundamentadas em disciplinas espirituais como oração, jejum e leitura da Palavra.


II – O DESAFIO DAS DISCIPLINAS ESPIRITUAIS
1. A analogia do corpo. Não é fácil manter uma rotina de exercícios físicos. Quanto menos se exercita, menos se quer exercitar. E quanto mais tempo parado, pior fica. A retomada costuma ser um processo doloroso e geralmente impõe limitações, impedindo que se alcance um estado ideal de mobilidade. Assim acontece também na vida espiritual. Quanto menos oramos, jejuamos e lemos a Bíblia, menos queremos fazê-lo. E a vida espiritual vai se enfraquecendo. Os movimentos vão se tornando mais lentos e curtos. Há risco de atrofia e paralisia. O escritor aos Hebreus adverte: “Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas e os joelhos desconjuntados” (Hebreus 12.12). A linguagem é metafórica, mas às vezes a fraqueza do espírito é tão profunda que é sentida no corpo. A Bíblia nos recomenda reagir (Joel 3.10   1 Coríntios 16.13)!

2. Apatia, engano e pecado. A diminuição da prática da oração, do jejum e da meditação nas Escrituras causa a perda de discernimento e sensibilidade espiritual. As crenças profundamente bíblicas, antes consolidadas, aos poucos vão se tornando superficiais até serem substituídas por “filosofias e vas sutilezas” (Colossenses 2.8), que normalizam o que antes era pecado (1 João 3.7,8). Cristãos e igrejas são dominados pelo secularismo e ideologias de perversão, e passam a ser conduzidos por princípios e valores do presente século (Lucas 18.8  2 Pedro 2.1-3). Como estão nossas disciplinas espirituais pessoais e congregacionais?

3. Da teoria à prática. Muito mais que teoria, as disciplinas espirituais devem ser praticadas por todo cristão. Reservar um tempo no início do dia para oração e meditação nas Escrituras é fundamental. Sempre que possível, repetir a disciplina ao longo do dia, ainda que em momentos curtos. Já de noite, concluídas as tarefas cotidianas, voltar à leitura da Bíblia e à oração (Salmo 55.17  Daniel 6.10). Praticar jejuns. Manter uma frequência regular aos cultos, com especial dedicação às reuniões de oração e consagração. Ser aluno assíduo da Escola Dominical também é uma disciplina espiritual essencial que fortalece toda a família. De forma complementar, devemos nos edificar com hinos sacros e literatura cristã sadia (1 Timóteo 4.13  2 Timóteo 4.13).


SINOPSE II
Manter uma rotina espiritual exige esforço e constância, pois a negligência das disciplinas enfraquece a fé e abre espaço para a influência do pecado e do secularismo.


III – AS DISCIPLINAS E A LUTA ESPIRITUAL
1. As astúcias do Maligno. O cristão em uma luta espiritual travada nas regiões celestiais, “contra os principados, montra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hos-es espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Efésios 6.12). Não podemos nos descuidar, desconsiderando esta realidade. Inimigo é astuto e vive engendrando ciladas (Efésios 6.11). Seu intento constante nos atingir e produzir terríveis danos em nosso espírito, alma e corpo. De igual forma, quer atingir os que nos são queridos, principalmente nossa família (João 10.10  1 Pedro 5.8,9). Por isso, perseverar nas disciplinas espirituais é essencial. Precisamos viver em constante comunhão com Cristo, orando em todo o tempo com toda oração e súplica no Espírito” (Efésios 6.18). Só Ele tem vida abundante para nos dar e pode nos guardar do Inimigo (João 10.28).

2. Evitando as distrações. Sabedores do quanto as disciplinas espirituais são indispensáveis para uma vida cristã vitoriosa, devemos nos apegar a elas, agindo com prudência na administração de nosso tempo (Efésios 5.15,16). Para isso, é preciso evitar as distrações, das quais atualmente o celular é a principal. Tem se tornado uma compulsão acessar as redes sociais: ver mensagens no Whatsapp, abrir o Instagram ou o Facebook ou assistir a um vídeo no Youtube – às vezes até mesmo nos templos em pleno culto! É a chamada dependência digital, que cresce a cada dia. Quando menos se percebe, o celular está à mão, mesmo sem qualquer propósito útil ou necessário. Que o Senhor nos guarde de todo vício!


SINOPSE III
As disciplinas espirituais fortalecem o cristão contra as astutas investidas do Inimigo e devem ser praticadas com vigilância e resistência às distrações do mundo atual.


 CONCLUSÃO
O exercício das disciplinas espirituais é fundamental para nos fortalecer e nos dar poder contra as forças das trevas (Lucas 10.19,20  Marcos 16.17,18). Assim como as necessidades físicas, nosso espírito precisa ser alimentando diariamente e por toda a vida (1 Tessalonicenses 5.17  1 Pedro 2.2,3).


REVISANDO O CONTEÚDO


1. O que é piedade?
Do grego eusebia (“eu”, bom, e “sebomai”, ser devoto), a palavra piedade tem um amplo sentido espiritual e prático. Podemos resumi-lo como sendo um conjunto de atitudes que expressam temor, respeito, reverência e amor a Deus.

2. Quais as principais disciplinas espirituais?
A oração, o jejum e a leitura das Escrituras.

3. O que Jesus recomendou sobre a prática das disciplinas espirituais?
A prática das disciplinas espirituais não combina com o exibicionismo. Jesus advertiu seus discípulos que fossem discretos quando orassem e jejuassem (Mateus 6.5,6; 16-18).

4. Qual o perigo da diminuição das disciplinas espirituais?
Quanto menos oramos, jejuamos e lemos a Bíblia, menos queremos fazê-lo. E a vida espiritual vai se enfraquecendo.

5. Que relação têm as disciplinas com a luta espiritual do cristão?
O Inimigo é astuto e vive engendrando ciladas (Efésios 6.11). Seu intento constante é nos atingir e produzir terríveis danos em nosso espírito, alma e corpo. De igual forma, quer atingir os que nos são queridos, principalmente nossa família (João 10.10  1 Pedro 5.8,9). Por isso, perseverar nas disciplinas espirituais é essencial.


NÃO SAIA SEM ANTES

Deixar um comentário
Se Inscrever no Blog
Compartilhar com seus amigos!



Me siga:


segunda-feira, 3 de novembro de 2025

LIÇÃO 10 - ESPÍRITO — O ÂMAGO DA VIDA HUMANA

 4° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
Peso da Palavra do Senhor sobre Israel. Fala o Senhor, o que estende o céu, e que funda a terra, e que forma o espírito do homem dentro dele.” 
(Zacarias 12.1) 

VERDADE PRÁTICA
Uma vez livre, nossa alma recebe vida espiritual e dirige nosso corpo para adorar e servir ao Criador.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Jó 32.8 
 
■ Há um espírito no homem


 T
erça – Filemon 1.25
 ■ A graça no Espírito


 Quarta – Provérbios 16.18,19

 ■ Humildade no espírito


 Quinta – Romanos 12.11
 ■ Fervorosos no espírito


 Sexta – Atos 7.59
 ■ A oração de Estêvão


 Sábado – 2 Timóteo 4.22
 ■ O Senhor seja com o teu espírito



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Gênesis 2.7 • Eclesiastes 12.7 • Zacarias 12.1 • João 4.24

Gênesis 2

7 — E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.

Eclesiates 12

7 — e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.

Zacarias 12

1 — Peso da Palavra do Senhor sobre Israel. Fala o Senhor, o que estende o céu, e que funda a terra, e que forma o espírito do homem dentro dele.

João 4

24 — Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.


Hinos Sugeridos: 171 • 400 • 614 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
Já estudamos a respeito do corpo e da alma. Nesta lição estudaremos acerca do espírito. Veremos como nos foi comunicado pelo Criador. Trataremos de sua divisão em relação à alma e sua importância para nossa comunhão com Deus, em santificação e adoração.

Palavra-Chave: Espírito

I – O SOPRO DIVINO: A CONCESSÃO DO ESPÍRITO
1. O fôlego da vida. Feito de uma matéria pré-existente, o pó da terra, o corpo humano estava inerte até receber o sopro divino (o fôlego da vida), ato pelo qual Deus deu ao homem o espírito e o tornou alma vivente (Gênesis 2.7). Até então, toda a Criação havia sido feita mediante o emprego de ordens verbais: “Haja”, “Ajuntem-se”, “Produza” (Gênesis 1.3-11). O homem, contudo, recebeu vida por uma comunicação especial: o elemento espiritual soprado por Deus. A matéria recebeu vida espiritual consciente, constituída de espírito e alma. O espírito é a parte imaterial através da qual estabelecemos nossa comunhão com o Criador. A vida que o espírito recebe de Deus é por Ele transmitida à alma. Esta, por sua vez, a expressa por meio do corpo. Portanto, o espírito é o âmago, a parte mais profunda e íntima do ser humano, entranhado com a alma e inseparável dela.

2. A singularidade do espírito. Alma e espírito são mencionados ao longo do Antigo e do Novo Testamento como componentes imateriais distintos. Zacarias 12.1 diz que Deus “forma o espírito do homem dentro dele”. Jó faz referência ao corpo (representado pela boca), ao espírito e à alma (Jó 7.11). Há, também, o bem conhecido texto de Eclesiastes 12.7: “e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu”. O retorno do espírito para Deus se dá junto com a alma, consciente das ações humanas, boas ou más (Lucas 16.22-25  Apocalipse 20.4). Neste texto, como em outros, ruah, o termo hebraico para “espírito”, é representativo dos dois elementos espirituais (Gênesis 45.27  Salmos 146.4  1 Samuel 30.12). Da mesma sorte, em diversas passagens nephesh (alma) é tomada pelo todo imaterial (Gênesis 35.18  1 Reis 17.21).

3. A tênue divisão. No Novo Testamento, 1 Tessalonicenses 5.23 e Hebreus 4.12 se destacam em relação à distinção entre alma e espírito, pois os mencionam expressamente sem qualquer aparência sinonímica. O segundo texto, aliás, refere-se à tênue divisão que há entre os dois componentes imateriais e é acessada sobrenaturalmente pela Palavra de Deus, que penetra até o mais íntimo de nosso ser, onde alma e espírito estão entretecidos. Conclui-se, portanto, que apesar das discussões teológicas a respeito da composição tríplice (espírito, alma e corpo), as Escrituras Sagradas fazem claras referências às três partes, distinguindo-as.


SINOPSE I
Deus concedeu ao ser humano o fôlego da vida, tornando-o um ser espiritual com capacidade de comunhão com o Criador.


II – ESPÍRITO, PECADO E SANTIFICAÇÃO
1. Pecados do espírito. Existem pecados do corpo, como a prostituição, e da alma, como os maus pensamentos. Mas também existem pecados do espírito, como o orgulho, a soberba, a vangloria, a arrogância e a inveja (Provérbios 16.18  1 Timóteo 3.6). Estes costumam ser piores que os pecados do corpo. Sutis (e às vezes ocultos!), os pecados do espírito causam terríveis males (Provérbios 15.25). Além de prejudicar seus autores, afetam e destroem muitos relacionamentos (Tiago 3.13-16). Certas expressões pecaminosas da alma e do corpo, como iras, disputas e maledicências, geralmente são reflexos de pecados do espírito (Neemias 4.1-8). Em alguns casos não é difícil percebê-los. Sambalate, Tobias e seus asseclas não contiveram sua soberba e inveja, mas Neemias permaneceu firme, redobrando a vigilância e a oração. Diante de capciosas e sistemáticas oposições, precisamos ter prudência e resiliência, sem nos abalar (Romanos 12.21).

2. Raízes do pecado. Em 1 Tessalonicenses 5.23, Paulo trata do processo de santificação que deve atingir o ser humano por inteiro. A ordem por ele apresentada — espírito, alma e corpo — não nos parece aleatória. O ato de criação se deu do material para o imaterial (Gênesis 2.7), mas a Redenção se dá do espiritual para o físico (1 Pedro 1.23  Romanos 8.23). É no imaterial, que a Bíblia geralmente chama de “coração”, que o pecado fica enraizado (Mateus 15.19). Por isso, a verdadeira santificação acontece de dentro para fora (Ezequiel 36.26,27  Romanos 8.10-13  Gá1atas 5.22). A falta dessa compreensão leva ao legalismo, além de representar grave distorção da Doutrina da Graça, pela confiança nas próprias obras (Mateus 23.25-28  Efésios 2.8-10).

3. Vencendo o pecado. A força do pecado arraigado em nosso espírito somente é vencida quando deixamos de confiar em nós mesmos e dependemos inteiramente da graça de Deus e seu poder salvador e santificador (Romanos 6.14  Hebreus 10.10). Como ensina Paulo, “a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, nos livrou da lei do pecado e da morte” (Romanos 8.2). O que é impossível à força humana torna-se possível mediante o poder divino operante em nós (Romanos 8.3,4). Revestir-se de mansidão e humildade, no modelo de Cristo, é essencial para uma vida espiritual saudável e frutífera (Filipenses 2.3-8). A arrogância sequer deveria ser nominada entre nós. Quando contendas — inclusive públicas — são feitas “em nome de Cristo” é porque ainda não compreendemos o que é o verdadeiro Cristianismo: “ao servo do Senhor não convém contender” (2 Timóteo 2.24). Purifiquemo-nos de todos os pecados (inclusive do espírito) pelos meios da Graça, “aperfeiçoando a santificação no temor de Deus” (2 Coríntios 7.1).


SINOPSE II
O pecado pode enraizar-se no espírito, e a verdadeira santificação começa no interior, pela ação transformadora da graça de Deus.


III – REGENERAÇÃO E ADORAÇÃO
1. 0 Novo Nascimento. A vitória sobre o pecado começa necessariamente com a experiência espiritual do Novo Nascimento, ato divino operado em nosso interior que nos outorga um espírito regenerado (João 3.5-8  Efésios 2.1-6). Isso era incompreensível para Nicodemos e seu padrão religioso, assim como é para os que desejam mostrar aparência de piedade sem terem experimentado o sobrenatural processo de Regeneração (2 Timóteo 3.5). Com espírito altivo, resistem à verdade e negam a inerrância e a infalibilidade da Bíblia, considerando sua mensagem ultrapassada. Interpretam as Escrituras conforme seus desejos já estabelecidos (2 Timóteo 2.8  4.3). Não podemos ter comunhão com os tais (1 Timóteo 6.1-5  2 Timóteo 2.5).

2. Em espírito e em verdade. A compreensão da imprescindível obra do novo nascimento operada em nosso interior é fundamental também para uma vida correta de adoração. Assim como Nicodemos, a mulher samaritana expressou um entendimento religioso limitado ao visível, apontando o Monte Gerizim, conhecido lugar de adoração de seus pais (João 4.20). Uma vida espiritual sadia não se fundamenta em misticismos, mas em uma comunhão com Deus segundo as Escrituras (João 7-38).

3. Um espírito quebrantado. O Pentecostalismo Clássico sempre foi despido de crenças e práticas alheias às Escrituras, buscando sempre refletir o autêntico cristianismo bíblico. Como Jesus ensinou à samaritana, “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4.24). A verdadeira e pura adoração nasce de um espírito quebrantado, em simplicidade, sem pretensão de louvor ou glória humana (Salmos 51.17  2 Coríntios 11.3).


SINOPSE III
A regeneração espiritual é essencial para uma adoração autêntica, que nasce de um espírito quebrantado e alinhado com a verdade bíblica.


 CONCLUSÃO
Âmago da vida humana, o espírito nos foi dado por Deus para que mantenhamos comunhão com Ele. Não deixemos que os cuidados da vida nos façam esquecer de que somos seres espirituais. Desfrutar da presença divina fortalece o espírito, alegra a alma e nos enche de vigor para enfrentar os desafios cotidianos em nossa jornada ao Céu.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. Que ato divino demonstra a doação do espírito ao ser humano?
Feito de uma matéria pré-existente, o pó da terra, o corpo humano estava inerte até receber o sopro divino (o fôlego da vida), ato pelo qual Deus deu ao homem o espírito e o tornou alma vivente (Gênesis 2.7).

2. Quais os principais textos neotestamentários que mencionam a tríplice composição humana?
No Novo Testamento, 1 Tessalonicenses 5.23 e Hebreus 4.12 se destacam em relação à distinção entre alma e espírito, pois os mencionam expressamente sem qualquer aparência sinonímica.

3. Existem pecados do espírito? Cite exemplos.
Mas também existem pecados do espírito, como o orgulho, a soberba, a vangloria, a arrogância e a inveja (Provérbios 16.18   1 Timóteo 3.6).

4. Onde ficam enraizados os pecados?
É no imaterial, que a Bíblia geralmente chama de “coração”, que o pecado fica enraizado (Mateus 15.19).

5. Como vencer a força do pecado?
A força do pecado arraigado em nosso espírito somente é vencida quando deixamos de confiar em nós mesmos e dependemos inteiramente da graça de Deus e seu poder salvador e santificador (Romanos 6.14   Hebreus 10.10).


NÃO SAIA SEM ANTES

Deixar um comentário
Se Inscrever no Blog
Compartilhar com seus amigos!



Me siga:


Postagens Populares