▶ 1° TRIMESTRE DE 2026 ▶ EBD ADULTOS

TEXTO ÁUREO
“E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.”
(Lucas 1.35)
VERDADE PRÁTICA
O Filho de Deus cumpriu seu ministério em plena dependência do Espírito, revelando que a Obra redentora é trinitária: o Pai envia, o Filho obedece e o Espírito capacita.
LEITURA DIÁRIA
Segunda – Lucas 1.35
■ A concepção de Jesus foi obra sobrenatural do Espírito
Terça – João 1.14
■ O Filho Eterno se encarnou em perfeita submissão ao plano trinitário
Quarta – João 16.14
■ O Espírito não busca glória própria, mas revela e exalta o Filho
Quinta – Mateus 12.28
■ Os milagres de Jesus foram realizados no poder do Espírito
Sexta – Atos 10.38
■ O Espírito capacitou Jesus em toda a sua missão terrena
Sábado – Lucas 1.38
■ Maria é modelo de fé e submissão à vontade de Deus
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Lucas 1.26-38
26 — E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré,
27 — a uma virgem desposada com um varão cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria.
28 — E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres.
29 — E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras e considerava que saudação seria esta.
30 — Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus,
31 — E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.
32 — Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai,
33 — e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu Reino não terá fim.
34 — E disse Maria ao anjo: Como se fará isso, visto que não conheço varão?
35 — E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.
36 — E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril.
37 — Porque para Deus nada é impossível.
38 — Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.
Hinos Sugeridos: 25 • 154 • 401 da Harpa Cristã
Hinos Sugeridos: 25 • 154 • 401 da Harpa Cristã
■ INTRODUÇÃO
O plano da salvação é uma ação coordenada pela Santíssima Trindade. Desde a concepção do Filho, sua obra redentora no Calvário e a ressurreição dentre os mortos, o Pai, o Filho e o Espírito atuam em perfeita unidade. Essa lição revela como o Espírito Santo participa ativamente da encarnação, capacitação e exaltação do Filho, e mostra a resposta esperada do crente à obra de Redenção.
Palavra-Chave: Dependência
I – O ESPÍRITO E A CONCEPÇÃO DO FILHO
1. O anúncio do nascimento de Jesus. Lucas registra que o anjo Gabriel foi enviado por Deus à cidade de Nazaré, na Galileia (Lucas 1.26). O mensageiro visita uma jovem chamada Maria (Lucas 1.27) e lhe faz uma revelação surpreendente: “E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho” (Lucas 1.31a). E, ainda, lhe diz o nome da criança: “pôr-lhe-ás o nome de Jesus” (Lucas 1.31b). Gabriel, também declara que o menino será chamado Filho do Altíssimo” (Lucas 1.32). Maria demonstra perplexidade, não entende como isso poderia acontecer, uma vez que era virgem (Lucas 1.34). A esse respeito o anjo lhe assegura: “para Deus nada é impossível” (Lucas 1.37). Na sequência, o texto afirma que ela creu e, na mais completa confiança e submissão declarou: “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra” (Lucas 1.38).
2. O Espírito como agente da concepção. A explicação que o anjo faz a Maria, de como seria a concepção, é singular e miraculosa: “descerá sobre ti o Espírito Santo” (Lucas 1.35a). A resposta é expressa por meio de uma figura de linguagem, em que a segunda linha repete a ideia da primeira. Assim, o “Espírito Santo” está vinculado à “virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra” (Lucas 1.35b). Como já estudado, a sombra refere-se à presença de Deus (Êxodo 40.35), reporta-se à nuvem da presença divina na transfiguração (Lucas 9.34), e sinaliza o poder criativo do Espírito de Deus (Gênesis 1.2 • Salmos 104.30). Logo, reitera-se que a sombra do Espírito é protetiva e criadora. Desse modo, elucida o anjo, a concepção será obra do Espírito Santo pelo poder do Altíssimo, e por isso, “será chamado Filho de Deus” (Lucas 1.35d).
3. A pureza e a santidade do Filho. O anjo afirma que o Filho que nasceria de Maria seria “Santo” (Lucas 1.35c). A palavra “santo” (gr. hágios) indica separação do pecado e consagração ao serviço divino. No caso de Jesus, designa um atributo divino (Salmos 99.9). Ele já nasceu santo, assumiu a carne, mas não o pecado (Hebreus 4.15). Ele é o segundo Adão, obediente e justo (Romanos 5.19). O Espírito também o consagrou para ser o Cordeiro sem defeito e imaculado (1 Pedro 1.19). A santidade do Filho é a base de nossa redenção, justificação e santificação. Somente Ele foi capaz de cumprir a Lei (Mateus 5.17); e de oferecer-se como sacrifício perfeito (Hebreus 10.10). Assim como Jesus foi concebido pelo Espírito, os crentes também nascem espiritualmente pelo mesmo Espírito, que nos santifica à imagem do Filho (Romanos 8.29).
SINOPSE I
A concepção de Jesus foi sobrenatural, realizada pelo Espírito Santo, revelando a santidade do Filho.
A concepção de Jesus foi sobrenatural, realizada pelo Espírito Santo, revelando a santidade do Filho.
II – O FILHO E A SUA RELAÇÃO COM O ESPÍRITO
l. O Filho é o Verbo feito carne. Ao assegurar que o Verbo se fez carne, a Escritura revela o mistério do Filho (João 1.14). Porém, o Verbo não começou a existir em Maria, pois Ele é Eterno, anterior à criação, coigual com o Pai e o Espírito (João 1.1-3). Isso indica que, na plenitude dos tempos, o Verbo assumiu a natureza humana sem deixar de ser Deus (Gálatas 4.4). Ele submeteu-se, voluntariamente às limitações humanas, mas manteve a sua essência divina. Enquanto homem, Jesus não usou plenamente seus atributos divinos, exceto quando o Pai o permitia pelo Espírito (Lucas 4.18,19 • João 5.19 • Atos 10.38). Dessa forma, a obra foi operada pelo Espírito Santo (Mateus 1.20 • Lucas 1.35), demonstrando a perfeita harmonia entre o Filho e o Espírito na execução do plano redentor do Pai.
2. O Espírito capacita o Filho. Embora sendo Deus, em seu ministério terreno, Jesus agia como homem cheio do Espírito. Cada palavra proferida (João 3.34), cada milagre realizado (Lucas 5.17), cada demônio expulso (Lucas 11.20) e cada perdão ministrado (Lucas 5.24) eram o resultado de uma vida conduzida pelo Espírito Santo (Mateus 12.28). Sua ação salvadora era guiada e sustentada pelo Espírito (Lucas 4.18). Ele não veio com ostentação, mas em humildade, movido por compaixão divina (Filipenses 2.5-7). O Espírito lhe capacitava com sabedoria, inteligência, poder e direção (Isaías 11.2). Esse padrão mostra que até mesmo o Verbo encarnado escolheu depender do Espírito de Deus (Mateus 4.1). É também um modelo para todo o verdadeiro cristão. Toda obra espiritual deve ser realizada no poder e na direção do Espírito (Atos 1.8).
3. O Filho e o poder do Espírito. Como observado, o ministério de Jesus foi marcado pela dependência do Espírito. Isso não nega sua divindade, mas exalta sua humildade na encarnação. Seu batismo foi confirmado pelo Espírito e pela voz do Pai, como manifestação da Trindade (Lucas 3.22). No deserto, pelo Espírito, venceu a tentação como o novo Adão (Mateus 4.1 • 1 Coríntios 15.45). A unção do Espírito sustentou seu ministério (Mateus 12.18-21). Seus milagres operados em comunhão com o Espírito revelaram o Reino de Deus (Mateus 12.28). Em sua humanidade, submeteu-se ao Pai e agiu no poder do Espírito (João 6.38). A entrega na cruz e a vitória sobre a morte foram realizadas em cooperação com o Espírito (Romanos 8.11 • Hebreus 9.14). Assim, mesmo sendo Deus, viveu em plena obediência ao Pai e capacitado pelo Espírito.
SINOPSE II
Durante toda a sua vida terrena, Jesus viveu em plena dependência do Espírito Santo.
Durante toda a sua vida terrena, Jesus viveu em plena dependência do Espírito Santo.
III – A TRINDADE E A MISSÃO REDENTORA
1. O Pai envia o Filho e o Espírito. A salvação é iniciativa do Pai. Ele é a fonte de todo propósito redentor (João 3.16). O Pai envia o Filho ao mundo, não apenas como mensageiro, mas como oferta viva (Gálatas 4.4,5). O Filho, o Verbo Eterno, assume a carne para cumprir perfeitamente a Lei e tomar sobre Si a condenação do pecado (2 Coríntios 5.21). O Espírito, por sua vez, não é agente passivo, mas ativo desde o princípio: Ele concebe o Filho no ventre de Maria (Lucas 1.35), acompanha-o em cada passo do seu ministério (Atos 10.38), e aplica os méritos da redenção nos corações dos crentes (1 Coríntios 2.10). Essa cooperação revela a atuação da Trindade no plano da salvação: o Pai decreta, o Filho executa e o Espírito aplica (1 Pedro 1.2). A redenção é, portanto, uma expressão do amor trinitário em missão (1 João 4.9).
2. O Espírito revela e exalta o Filho. João explica que a missão do Espírito não é atrair atenção para si, mas revelar e exaltar o Filho. Jesus Cristo afirmou: “Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar” (João 16.14). Esclarece-se que o Espírito não busca glória própria, mas dá testemunho do Filho (João 15.26). A direção do Espírito está, portanto, ligada principalmente à revelação do mistério da salvação, do Cristo crucificado e ressuscitado, que um dia voltará para buscar sua Igreja (1 Coríntios 2.10). Assim, toda obra genuína do Espírito é profundamente cristocêntrica. Portanto, como Igreja, devemos discernir as manifestações espirituais à luz da Bíblia (1 João 4.1,2). Tudo o que não aponta para Cristo não procede do Espírito. Cristo é o centro da obra do Espírito (João 16.13).
3. A fé e a submissão do crente. O plano da redenção, embora concebido e executado pela Trindade, requer uma resposta humana (Efésios 2.8). Não somos agentes da redenção, mas somos seus recipientes e participantes (2 Coríntios 5.18). Maria, ao ouvir a mensagem do anjo sobre a concepção milagrosa, mesmo sem entender plenamente, submeteu-se com fé (Lucas 1.38). Sua resposta é um exemplo profundo da postura que todo crente deve assumir diante da obra trinitária, isto é, confiar com humildade e entrega total (Salmos 37.5). Assim como o Filho se submeteu ao Pai e foi ungido pelo Espírito, também o crente é chamado a se colocar nas mãos de Deus, crendo que Ele é poderoso para fazer o impossível (Lucas 1.37). A resposta que Ele espera de nós é fé (Hebreus 11.6), arrependimento (Atos 17.30) e obediência (Tiago 1.22).
SINOPSE III
A obra da redenção é trinitária: 0 Pai envia, o Filho obedece e o Espírito capacita.
■ CONCLUSÃO
Reiteramos que a Redenção é uma obra trinitária que revela a perfeita unidade e cooperação entre as Pessoas divinas. O Filho, embora sendo Deus, submeteu-se ao Pai e agiu no poder do Espírito. Ao contemplarmos essa harmonia divina, somos convidados a uma resposta de fé genuína em Cristo, submissão voluntária à vontade do Pai, e obediência perseverante à direção do Espírito Santo em nosso viver diário.
REVISANDO O CONTEÚDO
1. De acordo com a lição, o que significa a palavra “santo”?
A palavra “santo” significa separação do pecado e consagração a Deus.
2. Qual é a base de nossa redenção, justificação e santificação?
A santidade de Cristo é a base da nossa redenção, justificação e santificação.
3. O Verbo encarnado escolheu depender do Espírito de Deus que lhe capacitava com o quê?
O Verbo encarnado escolheu depender do Espírito, que lhe concedia sabedoria, poder e direção.
4. Qual é a missão do Espírito, que João explica, conforme Jesus afirmou em João 16.14?
A missão do Espírito é glorificar e exaltar o Filho.
5. Quando nos colocamos nas mãos de Deus, crendo que Ele é poderoso para fazer o impossível, qual é a resposta que Ele espera de nós?
Deus espera de nós fé, arrependimento e obediência.
LIÇÕES DO TRIMESTRE
LIÇÕES DO TRIMESTRE
SUMÁRIO
Lição 1 - O Mistério da Santíssima Trindade
Lição 2 - O Deus Pai
Lição 3 - O Pai Enviou o Filho
Lição 4 - A Paternidade Divina
Lição 5 - O Deus Filho
Lição 6 - O Filho como o Verbo de Deus
Lição 7 - A Obra do Filho
Lição 8 - O Deus Espírito Santo
Lição 9 - Espírito Santo — O Regenerador
Lição 10 - Espírito Santo — O Capacitador
Lição 11 - O Pai e o Espírito Santo
Lição 12 - O Filho e o Espírito
Lição 13 - A Trindade Santa e a Igreja de Cristo
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