Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.

domingo, 15 de fevereiro de 2026

LIÇÃO 11 – O PAI E O ESPÍRITO SANTO

 1° TRIMESTRE DE 2026  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.”
(Romanos 8.14)

VERDADE PRÁTICA
O Espírito Santo nos liberta da escravidão do pecado, confirma nossa filiação em Cristo e nos conduz à herança eterna planejada pelo Pai.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Romanos 8.15
 
■ O Espírito nos livra do temor e nos torna filhos por adoção


 Terça – João 1.12
 ■
Os que creem em Cristo recebem o direito de serem feitos filhos


 Quarta – Gálatas 4.6

 ■
Deus envia o Espírito de seu Filho ao coração dos regenerados


 Quinta – Efésios 1.13,14
 ■ O
 Espírito Santo é o penhor da nossa herança eterna


 Sexta – Romanos 8.17
 ■
Somos herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo


 Sábado – 1 Pedro 1.3,4
 ■
A herança do crente é incorruptível e guardada nos céus



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Romanos 8.12-17 • Gálatas 4.1-6

Romanos 8
12 — De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne,
13 — porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.
14 — Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.
15 — Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.
16 — O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. 
17 — E, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.

Gálatas 4
1 — Digo, pois, que, todo o tempo em que o herdeiro é menino, em nada difere do servo, ainda que seja senhor de tudo.
2 — Mas está debaixo de tutores e curadores até ao tempo determinado pelo pai.
3 — Assim também nós, quando éramos meninos, estávamos reduzidos à servidão debaixo dos primeiros rudimentos do mundo;
4 — mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,
5 — para remir os que estavam debaixo da lei, afim de recebermos a adoção de filhos. 
6 — E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.


Hinos Sugeridos: 18 • 46 • 126 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
A ação do Espírito Santo na vida do crente é um dom do Pai e do Filho. Ele nos tira da escravidão do pecado, confirma nossa filiação em Cristo e nos assegura a herança prometida. Essa é uma obra trinitária que nos transforma por completo: da condenação à comunhão, e da carne à glória eterna. Nessa lição, veremos como o Pai e o Espírito agem conjuntamente para garantir nossa adoção como filhos e herdeiros de Deus.

Palavra-Chave: Filiação

I – O ESPIRITO E AS DÁDIVAS DO PAI
1. Da escravidão à filiação. A Escritura revela que o salvo não vive sob o domínio do “espírito de escravidão” (Romanos 8.15a). Essa expressão (gr. pneûma douleía) aponta para o estado de servidão ao pecado e ao medo da punição que caracterizava a vida antes da conversão (Gálatas 3.10 • 4.3). A Lei, embora santa, não pôde produzir liberdade (Romanos 7.12,13), ela revela o pecado, mas não concede poder para vencê-lo (Romanos 3.20). Entretanto, sob a graça divina, o crente recebe o “Espírito de adoção” (Romanos 8.15b). Essa frase (gr. pneûma huiothesía) aponta para a nova identidade em Cristo, um vínculo de afeto e de perdão (Gálatas 4.4-5). Não somos mais escravos, mas filhos (1 João 3.1). Essa filiação nos livra do medo e do poder do pecado, e nos convida à comunhão com o Pai (Gálatas 5.1 • 1 João 5.18).

2. Da rebeldia a filho legítimo. Antes da regeneração, éramos espiritualmente rebeldes (1 Coríntios 12.2). Mas, por meio da graça, fomos transformados, e assim: “O Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Romanos 8.16). Essa declaração refere-se a uma nova posição espiritual e jurídica (João 1.12). O Espírito opera a adoção e confirma interiormente essa verdade, dando testemunho direto ao coração do crente (2 Coríntios 1.22). Os privilégios dessa dádiva incluem: O direito de chamar a Deus de Pai: “pelo qual clamamos: Aba, Pai” (Romanos 8.15c), em que o aramaico Abba é a forma carinhosa para “papai”, e indica que em Cristo temos íntimo e livre acesso ao Deus Todo-Poderoso (Efésios 2.18). Outro benefício do filho tornado legítimo é que ele se torna herdeiro de toda a riqueza do seu Pai adotivo (Efésios 1.11).

3. Das trevas à plenitude do Espírito. Noutro tempo, vivíamos em trevas espirituais (Efésios 5.8). As “trevas” simbolizam pecado e separação de Deus (Colossenses 1.13). A transição das trevas para a luz é um ato gracioso do Pai (1 Pedro 2.9). O sinal dessa nova vida é a presença do Espírito: “porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai” (Gálatas 4.6). O envio do Espírito é a prova da adoção do crente como filho legítimo (Romanos 8.9,14-16). A expressão “Espírito de seu Filho” aponta para a missão do Espírito em continuar a obra de Cristo (João 15.26 • 16.14 • Filipenses 1.19). E, assim como Jesus orava “Aba, Pai” (Marcos 14.36), o crente é capacitado a ter comunhão com Deus. Aquele que andava em trevas e ignorância espiritual, agora vive em plena luz, guiado pelo Espírito (Romanos 8.14).


SINOPSE I
O Espírito Santo nos liberta da escravidão e confirma nossa filiação em Cristo.


II – O ESPÍRITO NOS GUIA NA VONTADE DO PAI 
1. Os filhos são guiados pelo Espírito. Paulo explica que a marca de um filho de Deus não é a filiação nominal, mas uma vida conduzida pelo Espírito: “porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus” (Romanos 8.14). O verbo “guiados” (gr. ágontai) está no tempo presente passivo, indicando que os crentes são continuamente orientados pelo Espírito, como alguém que é levado pela mão (1 João 2.27). Isso significa que são instruídos pelo Espírito, no caminho do Pai, em todo o curso da vida (João 16.13). Essa direção do Espírito se opõe à inclinação da carne (Gálatas 5.16). Tal orientação não é forçada, mas fruto da habitação do Espírito no coração regenerado (Romanos 8.9). Como filhos, não fomos deixados órfãos (João 14.18); o Espírito aponta a direção e anda conosco no caminho (1 Coríntios 6.19).

2. O Espírito opera a mortificação da carne. A Bíblia apresenta a mortificação da carne como um princípio da vida cristã: “se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis” (Romanos 8.13b). O termo “mortificardes” (gr. thanatóõ) significa fazer morrer, sufocar algo até que perca sua força. Diz respeito a necessidade de o crente subjugar os desejos pecaminosos. O texto afirma que é “pelo Espírito” que essa obra é realizada. Ele é o agente divino que capacita o salvo a vencer a carne. Porém, o papel do crente não é ser passivo. Devemos andar em Espírito (Gálatas 5.16), despir-se do velho homem (Efésios 4.22), crucificar a carne (Gálatas 5.24), e nos santificar diariamente (Colossenses 3.5 • 1 Tessalonicenses 4.3). A ação do Espírito não apenas mostra o erro, mas transforma a vontade e fortalece o crente contra o pecado (Romanos 6.14).

3. O Espírito age conforme o plano do Pai. O plano da redenção é uma obra trinitária: “vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho [...] para remir os que estavam debaixo da lei [...] a fim de recebermos a adoção de filhos. [...] Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai” (Gálatas 4.4-6). Esse texto enfatiza que o Pai enviou o Filho “na plenitude dos tempos”, isto é, no tempo por Deus escolhido (Gálatas 4.4a); o Filho foi enviado para o resgate dos pecadores (Lucas 19.10); e o Espírito para nos transformar em filhos legítimos (Romanos 8.16). Desse modo, o Pai é o autor do plano de salvação (1 João 4.14); o Filho é o executor da redenção (Hebreus 9.12); e o Espírito é o aplicador da adoção (Efésios 1.5). Essa verdade revela a perfeita harmonia na Santíssima Trindade.


SINOPSE II
Os filhos de Deus são guiados pelo Espírito na vontade do Pai

III – A TRINDADE NOS CONDUZ À HERANÇA ETERNA
1. Herdeiros de Deus por adoção. doutrina da herança é inseparável da adoção. Paulo apresenta um dos benefícios da filiação: “se nós somos filhos, somos, logo herdeiros [...] herdeiros de Deus” (Romanos 8.17a). O termo “herdeiro” (gr. klêronómos) é utilizado no contexto legal para indicar que os adotados passam a ter pleno direito sobre os bens do Pai. Essa herança não é mérito, mas é recebida por adoção graciosa (Efésios 1.5). É uma obra trinitária perfeita: O Pai planeja e garante a herança (Efésios 1.11), o Filho a conquista na cruz (1 Pedro 1.18,19); e o Espírito é a garantia dessa herança (Efésios 1.13-14). A herança inclui as bênçãos já recebidas, entre elas, a salvação e a justificação (Romanos 5.1 • Efésios 2.8); e, também as promessas futuras, tais como a vida eterna e a glorificação (Romanos 6.23 • 8.30).

2. Coerdeiros de Cristo por filiação. A filiação nos associa ao Filho Primogênito como “coerdeiros de Cristo” (Romanos 8.17b). Essa frase significa que compartilhamos com Ele a mesma herança. O Filho reparte com seus irmãos redimidos aquilo que recebeu como herança eterna (Apocalipse 3.21). Essa herança não é de posses materiais, mas é gloriosa, incorruptível e incontaminável (João 17.24 • 1 Pedro 1.4). Porém, ser coerdeiro de Cristo, não significa apenas desfrutar da glória, mas também participar de seus sofrimentos (2 Timóteo 2.12). Isso confirma que a vida revela que essas aflições têm propósito eterno (Romanos 8.18). A glória futura é certa, mas a cruz precede a coroa. Nosso chamado não é apenas para ser salvo, mas para ser moldado conforme o Filho, e isso inclui as marcas da cruz (Gálatas 6.17).

3. O Pai administra o tempo da herança. Paulo descreve a condição espiritual do homem antes da plena revelação de Cristo: “todo o tempo que o herdeiro é menino [...] está debaixo de tutores e curadores até ao tempo determinado pelo pai” (Gálatas 4.1,2). Essa metáfora ilustra o período da Antiga Aliança, em que Israel, apesar das promessas, ainda não havia recebido a herança (Gálatas 4.3). Indica que o Pai celestial é quem administra o momento do acesso à posse da herança (Gálatas 4.4). Ele tem o controle do tempo oportuno e exato (gr. kairós) não só para o advento do Messias, mas também para a outorga das promessas e da herança eterna na vida de cada crente (Eclesiastes 3.1). Portanto, o crente deve confiar que Deus sabe o tempo certo para conceder cada porção da sua promessa a cada um de seus filhos (Romanos 8.28).


SINOPSE III
A Trindade nos conduz à herança incorruptível e eterna.

 CONCLUSÃO
O Espírito Santo é a dádiva do Pai celestial e de seu Filho Jesus Cristo. O Espírito nos torna filhos por adoção, herdeiros com Cristo, habita em nós, orienta e santifica o crente. A Igreja deve viver sob essa consciência: pertencemos ao Pai, guiados pelo Espírito, glorificando ao Filho.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. O que significa a expressão “Aba, Pai” e o que ela indica?
O aramaico Abba é a forma carinhosa para “papai”, e indica que em Cristo temos íntimo e livre acesso ao Deus Todo-Poderoso (Efésios 2.18).

2. Como a ação do Espírito opera a mortificação das obras da carne?
Diz respeito a necessidade de o crente subjugar os desejos pecaminosos.

3. Explique o papel de cada Pessoa da Trindade no Plano de redenção.
O Pai é o autor do plano de salvação (1 João 4.14); o Filho é o executor da redenção (Hebreus 9.12); e o Espírito é o aplicador da adoção (Efésios 1.5).

4. O que significa 0 termo “herdeiro” no contexto da filiação espiritual?
O termo “herdeiro” (gr. klêronómos) é utilizado no contexto legal para indicar que os adotados passam a ter pleno direito sobre os bens do Pai.

5. Quais são as consequências de ser coerdeiro com Cristo?
Compartilhamos com Ele a mesma herança; recebemos do Filho a herança eterna; essa herança é gloriosa incorruptível e incontaminável (João 17.24 • 1 Pedro 1.4).


LIÇÕES DO TRIMESTRE


SUMÁRIO

Lição 2 - O Deus Pai
Lição 5 - O Deus Filho
Lição 7 - A Obra do Filho
Lição 8 - O Deus Espírito Santo
Lição 9 - Espírito Santo — O Regenerador
Lição 10 - Espírito Santo — O Capacitador
Lição 11 - O Pai e o Espírito Santo
Lição 12 - O Filho e o Espírito
Lição 13 - A Trindade Santa e a Igreja de Cristo



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