Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.
``

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

LIÇÃO 6 - A CONSCIÊNCIA — O TRIBUNAL INTERIOR

 4° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
E, por isso, procuro sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens.”
(Atos 24.16)

VERDADE PRÁTICA
Diante da crescente degradação do padrão moral do mundo, o cristão deve apegar-se cada vez mais à sã doutrina para ter sempre uma boa consciência.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – 1 Timóteo 1.5,19 • 3.9
 
■ Fé e consciência pura devem caminhar juntas


 Terça – 1 Coríntios 8.10-13
 ■
Devemos nos preocupar com a consciência dos outros


 Quarta – Romanos 13.1-7
 ■
A consciência regula nossa conduta perante o Estado


 Quinta – Hebreus 10.19-23
 ■ Peso de consciência compromete a oração


 Sexta – Hebreus 9.13,14
 ■ O sangue de Jesus purifica nossas consciências


 Sábado – Salmos 139.23,24 • 19.12,13
 ■ Deus sonda o nosso interior e os desígnios de nosso coração




LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Romanos 2.12-16

Romanos 2

12 — Porque todos os que sem lei pecaram sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram pela lei serão julgados.
13 — Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados.
14 — Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei,
15 — os quais mostram a obra da lei escrita no seu coração, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os,
16 — no dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho.



Hinos Sugeridos: 126 • 388 • 519 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
Deus fez o ser humano com um senso moral chamado consciência, que acusa, defende e julga. Funciona segundo a lei moral (comum a todas as pessoas), as Escrituras Sagradas e outras fontes normativas, como a família, a Igreja e o Estado.
A consciência escrutina e emite juízo sobre todo o comportamento humano.

Palavra-Chave: Consciência

I – ANTES E DEPOIS DA QUEDA
1. A primeira manifestação. Do grego syneidesis (“saber com”), a consciência é uma faculdade inata, ou seja, todos nascem com ela. É como um sensor instalado na alma humana. (Alguns teólogos consideram que seja no espírito. Não há consenso sobre isso). É uma capacidade dada por Deus para o homem discernir entre o certo e o errado, e, assim, orientar-se em suas decisões. Gênesis 2.16,17 e 3.6-10 tratam da primeira manifestação da consciência na experiência humana. Deus estabeleceu uma lei específica — a proibição de comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal — com o anúncio da penalidade: “no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gênesis 2.17). O homem transgrediu e experimentou o funcionamento acusativo da consciência: culpa, vergonha e medo.

2. O direito natural. Todo o ser humano nasce com um conteúdo normativo fundamental na alma, que é a lei moral, também chamada de lei da natureza ou direito natural. No Gênesis isso é visto pela primeira vez em Caim, que feriu o direito natural tirando a vida do próprio irmão (Gênesis 4.8) e experimentou uma trágica consequência. Sua consciência o afligiu com pesada culpa, dada a gravidade do seu pecado: “É maior a minha maldade que a que possa ser perdoada. [...] da tua face me esconderei; e serei fugitivo e errante na terra [...]” (4.13,14). Quando a consciência acusa, não adianta tentar se esconder (Salmos 139-7,8 • Jonas 1.3-12).

3. Escrita no coração. Em Romanos 2.12-16 Paulo faz referência à lei mosaica, dada a Israel, e à lei moral, o direito natural, comum a todos os homens, inclusive aos gentios, “os quais mostram a obra da lei escrita no seu coração” (2.15). Em princípio, é com base nessa lei geral que a consciência atua, “quer acusando-os, quer defendendo-os” (v.15). O que ocorreu em relação aos hebreus foi a positivação do direito natural: a escrita, em pedras, dos preceitos comuns a todos os homens, como a proibição de matar (Êxodo 20.13). Além disso, houve ampla regulação da vida civil (direito de propriedade e direito de família, por exemplo: Êxodo 22 • Deuteronômio 24) e o estabelecimento de leis cerimoniais (Levítico 1—7). Antes da codificação do direito natural pela lei mosaica, outras sociedades antigas tinham seus regramentos. Os principais eram os códigos mesopotâmicos de Ur-Nammu (2070 a.C.), Lipit-Ishtar (1850 a.C.) e Hamurabi (1792-1750 a.C.), o mais conhecido deles. O que há de bom nas imperfeitas leis humanas é inspirado na lei moral escrita no coração de todos os povos.


SINOPSE I
A consciência foi dada por Deus como senso moral inato, mas sofreu distorções após a Queda.


II – O FUNCIONAMENTO DA CONSCIÊNCIA
l. Acusação, defesa e julgamento. A consciência funciona como um órgão de acusação ou defesa, mas também exerce função judicante (Salmos 51.3). Gênesis 3.7 diz que tão logo Adão e Eva pecaram “foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus”. O verbo “conhecer”, yada, traduz o apontamento negativo feito pela consciência, reprovando a conduta do primeiro casal. Antes do pecado, conheciam somente o bem, e viviam em plena alegria e paz (Gênesis 2.25). Ao pecarem, a consciência ecoou na alma, como uma voz secreta e incômoda (Gênesis 3.7-10). Às vezes essa experiência é de dor no coração, como aconteceu com Davi após contar o povo (2 Samuel 24.10). Uma consciência pesada produz males ao espírito, à alma e ao corpo (Salmos 31-9,10 • 32.1-5 • 38.1-8).

2. Vãs justificativas. A expressão “foram abertos os olhos” (Gênesis 3.7) também significa experimentação imediata da malícia, antes inexistente em Adão e Eva. Ao ouvirem a voz do Criador se esconderam com medo. Deus dirigiu uma pergunta retórica a Adão: “Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses?” (Gênesis 3.11). Não houve uma resposta direta. Impossibilitado de negar seu pecado, Adão fez o que se tornaria comum ao ser humano: tentou se justificar, certamente buscando aplacar a consciência: “A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi” (Gênesis 3.12). Eva seguiu o mesmo caminho, culpando a serpente (Gênesis 3.13). Tentativas como estas são meros placebos. A consciência é implacável e não cede a vãs formulações humanas, ainda que teológicas, como as inclusivas (Romanos 1.18-27 • 2 Timóteo 4.3). A confissão e o afastamento do pecado são o remédio para a alma (Salmos 41.4 • Provérbios 28.13 • Tiago 5-16).

3. O debate no tribunal. A consciência é como um tribunal que julga condutas, aprovando-as ou reprovando-as. Atua em relação ao presente (Atos 23.1), passado (1 Coríntios 4.4 • 2 Samuel 24.10) e futuro (1 Samuel 24.6 • Atos 24.16). Funciona interagindo com as demais faculdades da alma, principalmente os pensamentos e os sentimentos (Romanos 2.15 • 9.1 • 1 Coríntios 8.12). A consciência costuma entrar em longos debates com os pensamentos, que a questionam e aprofundam a análise das ações. Esse processo gera na mente um exame interior, uma investigação pessoal (1 Coríntios 11.28), com o objetivo de alcançar um veredicto favorável — o testemunho de uma consciência limpa (2 Coríntios 1.12).
Em casos assim, mesmo que acusações externas prevaleçam, como ocorria com Paulo em Cesareia, há paz interior em função da consciência estar sem ofensa (Atos 24.1-16). Então, há descanso para a alma.


SINOPSE II
A consciência atua como um tribunal interior que acusa, defende e julga nossas atitudes diante de Deus e dos homens.

III – A CONSCIÊNCIA É FALÍVEL
1. Defeitos da consciência. A Bíblia menciona consciências defeituosas: cauterizada (insensível ao pecado) (Efésios 4.19 • 1 Timóteo 4.2), fraca (legalista) (1 Coríntios 8.7-12) e contaminada ou corrompida (Tito 1.15). Para a consciência funcionar bem é preciso estar corretamente educada e cuidada à luz da genuína Palavra de Deus, no Espírito Santo (1 Timóteo 1.5,19 • Romanos 9.1). Todo desequilíbrio é perigoso. A insensibilidade leva à complacência com o pecado, mas a hipersensibilidade produz extremismo, onde tudo é pecado. E é nesse campo que agem as seitas, manipulando e aprisionando almas incautas, como faziam os falsos mestres do primeiro século (Colossenses 2.16-23).

2. Deus, o Supremo-Juiz. Apesar de sua grande importância no exercício de juízo moral, o pronunciamento da consciência não tem valor absoluto ou definitivo. Como disse Paulo: “Porque em nada me sinto culpado; mas nem por isso me considero justificado, pois quem me julga é o Senhor” (1 Coríntios 4.4). Devemos sempre nos submeter humildemente a Deus, ainda que nossa consciência não nos acuse. Somente Ele, o Supremo-Juiz, pode sondar nosso interior e expor os mais profundos desígnios de nosso coração, mesmo os que nos sejam ocultos (Salmos  139.23,24 • 19.12,13). Às vezes nos consideramos corretos e precisamos ser confrontados para reconhecer nossos pecados. Davi permaneceu insensível e rigoroso até ser repreendido através do profeta Natã (2 Samuel 12.1-13). Pedro precisou ouvir o canto do galo (Lucas 22.54-62). Pecados do espírito, como soberba e orgulho, são os que mais se escondem (Provérbios 16.18).


SINOPSE III
A consciência pode ser corrompida ou enganada, e só funciona corretamente quando guiada pela Palavra e pelo Espírito Santo.


 CONCLUSÃO
Devemos manter nossa consciência sempre pura; renovada e iluminada por meio do contínuo estudo da Bíblia, nossa infalível regra de fé e prática (Salmos 119.18,34,130 • 2 Timóteo 3.16,17). Se ela nos acusar, não nos esqueçamos: o sangue de Cristo é poderoso para purificar a consciência de todo aquele que, arrependido, confiar no poder do seu sacrifício (Hebreus 9-14). Cheguemo-nos sempre a Ele com inteira certeza de fé (Hebreus 10.22).


REVISANDO O CONTEÚDO


1. O que é a consciência?
Do grego syneidesis (“saber com”), a consciência é uma faculdade inata, ou seja, todos nascem com ela. É como um sensor instalado na alma humana.

2. Como se deu a primeira manifestação da consciência?
Deus estabeleceu uma lei específica - a proibição de comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal - com o anúncio da penalidade: “no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gênesis 2.17). O homem transgrediu e experimentou o funcionamento acusativo da consciência: culpa, vergonha e medo.

3. O que é o direito natural?
Todo o ser humano nasce com um conteúdo normativo fundamental na alma, que é a lei moral, também chamada de lei da natureza ou direito natural.

4. Como a consciência funciona?
A consciência funciona como um órgão de acusação ou defesa, mas também exerce função judicante (Salmos 51.3).

5. A consciência é infalível?
A Bíblia menciona consciências defeituosas: cauterizada (insensível ao pecado) (Efésios 4.19; 1 Timóteo 4.2), fraca (legalista) (1 Coríntios 8.7-12) e contaminada ou corrompida (Tito 1.15).


NÃO SAIA SEM ANTES

Deixar um comentário
Se Inscrever no Blog
Compartilhar com seus amigos!



Me siga:


segunda-feira, 13 de outubro de 2025

O QUE OS OLHOS NÃO VIRAM




Leitura da Palavra de Deus:
Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam.

Há mistérios que os olhos não alcançam, há promessas que os ouvidos não captam, e há sonhos que o coração humano jamais ousou imaginar.

Este versículo nos revela que Deus tem para aqueles que O amam promessas e bênçãos tão grandiosas que vão além da nossa capacidade humana de ver, ouvir ou até mesmo imaginar. O que Deus preparou é incompreensível aos sentidos naturais e ao entendimento do coração humano. Isso nos convida a confiar em Deus com fé, acreditando que seu plano é perfeito e maior do que podemos compreender.

Mas há um Deus que prepara o invisível, o inaudível, o inimaginável — para aqueles que O amam.

Contexto e Mensagem
O apóstolo Paulo escreve aos coríntios para fortalecer a fé deles em meio a dificuldades e divisões. Ele destaca que o amor a Deus é a chave para receber o que Ele preparou. Esse amor abre o caminho para experiências espirituais profundas e para a esperança firme no futuro que Deus tem reservado.

Reflexão:
Este versículo nos convida a olhar além do que é visível.
A vida cristã não se resume ao que podemos tocar ou entender.
Deus está sempre operando no invisível, tecendo planos eternos com fios de graça e misericórdia.
O apóstolo Paulo nos lembra que há uma dimensão espiritual que excede a lógica humana.
O que Deus tem preparado não é apenas uma recompensa futura, mas também uma revelação presente — acessível aos que vivem em comunhão com o Espírito.

Aplicação:
• Viver pela fé: Somos chamados a confiar em Deus mesmo quando não entendemos sua obra ou planos. A fé nos sustenta enquanto esperamos pelas promessas que ainda não se manifestaram plenamente. Mesmo quando tudo parece incerto, Deus está preparando algo maior.

• Cultivar o amor por Deus: O versículo destaca que essas bênçãos são para quem ama a Deus. Desenvolver um relacionamento sincero e amoroso com Ele deve ser prioridade na vida do cristão.

• Esperança e expectativa: Ter certeza de que Deus tem algo maravilhoso preparado nos motiva a perseverar, a superar os desafios e a esperar com alegria o que está por vir.

• Compartilhar essa esperança: Ao reconhecermos o amor e cuidado de Deus em nossa vida, somos incentivados a levar essa mensagem de fé e esperança a outros.

• Busque revelação espiritual: O Espírito Santo revela o que os olhos não veem. Ore, medite, escute.

Oração:

Senhor, ensina-me a viver pela fé e não pela vista.
Que eu não me limite ao que meus olhos veem, mas que eu creia no que Tu estás preparando.
Revela-me, pelo Teu Espírito, as maravilhas que tens reservado para mim.
Que o meu amor por Ti seja profundo, sincero e constante.
Em nome de JesusAmém.


Me siga:


quarta-feira, 8 de outubro de 2025

VASTI: A CORAGEM DE DIZER NÃO


No livro de Ester, encontramos uma mulher que aparece brevemente, mas cuja atitude ecoa com força e coragem ao longo dos séculos: Vasti, a rainha que ousou dizer não ao rei Xerxes.

O Contexto da Corte Persa
O rei Xerxes (Assuero), governante do poderoso Império Persa, decide realizar uma festa grandiosa que dura 180 dias, seguida por mais sete dias de banquete para todos os habitantes da cidadela de Susã. Era um momento de ostentação, poder e vaidade.
Durante esse banquete, já embriagado e cercado por seus oficiais, o rei ordena que Vasti, sua rainha, se apresente diante dos convidados para mostrar sua beleza. A ordem não era apenas um convite real — era uma exposição pública, uma tentativa de transformar a dignidade da rainha em espetáculo.

A Recusa que Mudou a História
Vasti recusa. Ela não se curva. Ela não se apresenta. E com isso, desafia o costume, o poder e a expectativa de submissão.
Sua recusa provoca indignação entre os nobres. Eles temem que outras mulheres sigam seu exemplo. Por isso, aconselham o rei a remover Vasti do trono e a buscar outra rainha — alguém que fosse mais “obediente”.
Assim, Vasti é deposta, e sua saída abre espaço para a entrada de Ester, que mais tarde se tornaria instrumento de salvação para o povo judeu.

A Coragem de Ser Íntegra
O que muitos veem como rebeldia, pode ser visto como dignidade. Vasti não se curvou à exposição humilhante. Ela preservou sua honra, mesmo diante do poder do império.
Aprendo com esta passagem que nem todo “não” é rebeldia. Às vezes, é um ato de fé, de respeito próprio, de obediência a valores mais altos.
Vasti nos ensina sobre limites. Mesmo em posições de destaque, há momentos em que é preciso dizer: “Isso não glorifica a Deus, e eu não participarei.”
Ela perdeu a coroa, mas manteve a integridade. E isso é algo que o mundo não pode tirar. 
Quantas vezes somos pressionados a agradar, a ceder, a nos moldar ao que o mundo espera? 
Que possamos aprender com Vasti a valorizar a dignidade, a resistir à exposição desnecessária, e a honrar a Deus acima de tudo.
Vasti nos ensina que a dignidade vale mais que a posição que ocupamos. Ela poderia ter cedido, mantido sua coroa, agradado o rei. Mas escolheu preservar sua honra.
Em um mundo que muitas vezes exige que nos moldemos aos padrões da vaidade, da exposição e da submissão sem propósito, Vasti nos lembra que dizer “não” pode ser um ato de fé.
Ela não aparece mais nas Escrituras, mas sua atitude permanece como um símbolo de resistência silenciosa, de firmeza e coragem diante daquilo que é preciso dizer não.

Aplicações para Hoje
Mulheres de Deus: Que possam se inspirar em Vasti para manter sua dignidade, mesmo quando isso custa aplausos ou posições.
Homens de Deus: Que aprendam a respeitar o valor da mulher, não como objeto de exibição, mas como parceira, auxiliadora, digna e honrada.
Líderes espirituais: Que saibam discernir entre autoridade e abuso, entre honra e humilhação.

Conclusão
Vasti saiu da história pela porta da coragem. E embora tenha perdido a coroa, ganhou um lugar na memória dos que valorizam a integridade. Que sua atitude inspire líderes, mulheres e homens a viverem com firmeza, mesmo quando o mundo exige concessões.
Que o Espírito Santo nos dê sabedoria para saber quando falar, quando calar, e quando dizer não — mesmo que isso nos custe posições e fim de privilégios e comodidades.


Me siga:


LIÇÃO 5 - A ALMA — A NATUREZA IMATERIAL DO SER HUMANO

 4° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo.”

VERDADE PRÁTICA
Cuidar da alma é uma atitude fundamental para uma vida cristã estável e uma eternidade de alegria e paz.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Salmos 107.8,9 
 
■ O Senhor farta a alma sedenta


 Terça – Provérbios 23.13,14
 ■
Disciplinar a criança faz bem à alma


 Quarta – Salmos 49.6-10
 ■
Nem todo o dinheiro do mundo resgata uma alma


 Quinta – Jó 10.1,2
 ■
Tédio e amargura às vezes 
invadem a alma


 Sexta –  1 Samuel 1.9-11,19
 ■ Oração é remédio para a alma 
amargurada


 Sábado – Salmos 121.5-7
 ■
Só o Senhor pode guardar a nossa alma



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Gênesis 1.27,28 • 2.15-17 • Mateus 10.28

Gênesis 1

27 — E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.
28 — E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.

Gênesis 2

15 — E tomou o Senhor Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar.
16 — E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim comerás livremente,
17 — mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.

Mateus 10

28 — E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo.



Hinos Sugeridos: 193 • 432 • 578 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
Na primeira lição apresentamos um conceito preliminar da alma, demonstrando seu lugar na tríplice constituição do homem. Vimos que, junto do espírito e inseparável dele, a alma compõe a parte imaterial ou espiritual do ser humano, que o torna uma pessoa, criado à imagem de Deus. Nesta lição buscaremos nos aprofundar no conceito e distinção da alma, estudando seus atributos e sua importância no relacionamento com Deus e com o próximo.

Palavra-Chave: Alma

I – ATRIBUTOS DA ALMA
1. De volta ao Gênesis. A parte imaterial do ser humano é o que mais o diferencia dos animais, como bem evidenciado na criação (Gênesis 2.7). O homem é um ser pessoal, criado à imagem de Deus, com autoconsciência e autodeterminação. O Criador fez-lhe seu representante, dando-lhe poder de governo sobre toda a obra criada (Salmos 8.3-6): “[...] enchei a terra, e sujeita-a; e dominai [...]” (Gênesis 1.28). Sua capacidade de administração, compreensão e decisão moral é resultado do caráter consciente e autônomo da alma humana. Isso é exemplificado originalmente na aptidão de lavrar e guardar o jardim (Gênesis 2.15), discernir entre o certo e o errado e fazer escolhas (Gênesis 2.16,17) e dar nomes aos animais (Gênesis 2.19). A parte afetiva do homem é demonstrada na afirmação divina da necessidade de uma companheira e na expressão de satisfação de Adão ao receber Eva, que alguns eruditos consideram ser a primeira composição poética da história humana (Gênesis 2.18,23).

2. Entre o espírito e o corpo. A alma do homem é sua personalidade ou distintivo pessoal. Seus três principais atributos são: emoção ou sentimento, razão ou intelecto e volição ou vontade. É, portanto, a sede dos afetos, raciocínio, impulsos, desejos e decisões. O ser humano emprega esses atributos em sua comunicação com Deus e com o mundo físico, principalmente seus semelhantes. Para ter comunhão com Deus, a alma serve-se do espírito. Para comunicar-se com o próximo, o veículo são o corpo e seus órgãos sensoriais (pele, olhos, ouvidos, nariz, boca). Pode-se dizer, então, que a alma funciona entre o espírito, que se conecta com Deus, o Ser Divino, e o corpo, que se conecta com o mundo dos homens. O cântico de Maria, na casa de sua prima, Isabel, é uma típica cena dessa tríplice interação e comunicação (Lucas 1.46,47).

3. A alma abatida. Os afetos da alma em relação a Deus são vistos na poesia do Salmo 42, quando o salmista conversa consigo mesmo: “Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei na salvação da sua presença” (Salmos 42.5). O contexto indica que o autor experimentava aflição espiritual e alguma crise em sua comunhão com Deus (vv.4,9; 43.2), por isso sua alma estava entristecida e suspirava: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?” (Salmos 42.2). O Salmo 84.2 também ilustra essa função da alma, assim como o Salmo 51, no qual Davi fala de sua tristeza e do anseio por um espírito reto, voluntário e renovado, o que devolveria alegria à integralidade de seu ser (Salmos 51.7-12).


SINOPSE I
A alma é a sede das emoções, da razão e da vontade, expressando a personalidade humana criada à imagem de Deus.


II – A NATUREZA DA ALMA: IMATERIALIDADE E IMORTALIDADE
1. Distinção de substâncias. O texto de Mateus 10.28 é um excelente fundamento para o estudo da alma como parte da natureza imaterial do ser humano. Em um só versículo estão profundas verdades espirituais reveladas por Jesus a respeito de nossa psiquê; algumas delas relacionadas a debates alimentados ao longo de toda a História, inclusive no contexto da Igreja. Em primeiro lugar, Jesus expõe a clara distinção de substâncias entre as partes material e imaterial do homem: uma tangível (o corpo, que pode perecer por ação humana), outra intangível (a alma, que não pode ser destruída pelo homem). Nesse ponto é importante observar que em vários textos das Escrituras a parte imaterial é representada ora pela alma, ora pelo espírito (Eclesiastes 12.7  Tiago 2.26  Apocalipse 6.9). Nesses casos as referências sempre abrangem ambas as substâncias devido à sua inseparabilidade.

2. Imaterialidade e responsabilidade pessoal. Ao tratar do perecimento da alma e do corpo no Inferno, Jesus refuta as concepções antropológicas materialistas existentes desde a Antiguidade. Em tempos modernos temos o marxismo, que prega que o homem se resume à matéria, ignorando a existência de uma alma consciente após a morte (Lucas 16.19-31). Essa ideologia ateísta nega a pecaminosidade e a responsabilidade moral do indivíduo. Considera que o mal é estrutural; que a culpa é da sociedade; que as pessoas individualmente são vítimas de estruturas opressoras. Identificam pecados sociais, mas não individuais. Esse engano desconsidera a necessidade de arrependimento, conversão e salvação pessoal e mantém as almas de seus adeptos no caminho da perdição eterna (Atos 3.19  João 17.3). Toda ideologia que promete soluções absolutas para os problemas do homem por meio de doutrinas sociais, políticas ou econômicas incorre no mesmo erro (Provérbios 4.12,27  Atos 4.12).

3. Materialismo e teologia. A visão materialista da natureza humana vai além das questões político-ideológicas. Afeta também a teologia, principalmente quanto à missão da Igreja, a ortopraxia, isto é, a prática correta. No campo católico, inspira a Teologia da Libertação. No protestantismo, a Teologia da Missão Integral. Ambas se alimentam de concepções socioeconômicas e políticas comuns ao marxismo, que, por sua vez, tem como fundamento o ideário materialista e crítico, que busca tirar Deus do cenário humano e instigar as lutas de classes. Toda negação da condição pecaminosa do homem é, no mínimo, um ateísmo prático, independentemente do viés que assuma (Lamentações 3.39  Tito 1.16). Algumas correntes teológicas contemporâneas reinterpretam as Escrituras com base em vertentes da teologia da libertação, e compartilham do mesmo campo de distorção e confusão espiritual (Lucas 11.17  1 Coríntios 14.33). Conflitam com a sã doutrina, que é essencial para a salvação da alma (1 Timóteo 4.6,16 • 2 Timóteo 4.1-3).


SINOPSE II
A alma é imaterial e imortal, distinta do corpo, e continuará existindo após a morte, sendo responsável diante de Deus.

III – ALMA RENOVADA E SUBMISSA A DEUS
1. Edificação e saúde. A estabilidade de nossa vida cristã e nosso destino eterno dependem de como cuidamos de nossa alma (Lucas 12.13-21). A oração é um meio eficaz para nos livrar da ansiedade, um transtorno de dimensão global (Filipenses 4.6  1 Pedro 5.7). Deus nos dá sua paz e protege nossas emoções e pensamentos (Filipenses 4.7); e nos guia no caminho de sua vontade (Colossenses 3.15). Nossa parte é alimentar nossa mente apenas com o que edifica (Filipenses 4.6-8). O que falamos? O que ouvimos? O que lemos? O que vemos? Nossos hábitos diários determinam a saúde de nossa alma (Salmos 1.1).

2. Purificação e renovação. Ainda quanto aos cuidados da alma, a Bíblia nos adverte dos maus pensamentos (Mateus 15.19), dos desejos impuros e perversos (Tiago 1.14,15  Provérbios 21.10) e das intenções e inclinações malignas (1 Pedro 2.1  Números 21.5). Devemos purificar e renovar nossa alma (1 Pedro 1.22  Efésios 4.23,24), para que sejamos transformados e experimentemos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (Romanos 12.2), vivendo em santidade e temor (Deuteronômio 4.15  Josué 23.11-13).


SINOPSE III
A alma precisa ser purificada e renovada continuamente para viver em santidade e comunhão com a vontade divina.


 CONCLUSÃO
O cristão precisa viver em plena santificação, o que inclui a contínua rejeição de pensamentos, sentimentos e desejos pecaminosos, mantendo pura a sua alma (1 Pedro 1.22  1 João 1.7). Atribui-se a Lutero a frase que diz: “Não podemos impedir que os pássaros voem sobre as nossas cabeças, mas podemos impedir que eles façam ninhos sobre elas”.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. O que é o homem, segundo a lição?
O homem é um ser pessoal, criado à imagem de Deus, com autoconsciência e autodeterminação.

2. Quais os principais atributos da alma?
Seus três principais atributos são: emoção ou sentimento, razão ou intelecto e volição ou vontade.

3. Como os atributos da alma são empregados na relação do homem com Deus e com seus semelhantes?
Para ter comunhão com Deus, a alma serve-se do espírito. Para comunicar-se com o próximo, o veículo é o corpo e seus órgãos sensoriais (pele, olhos, ouvidos, nariz, boca).

4. Como a imaterialidade e a imortalidade da alma são demonstradas no texto de Mateus 10.28?
Em primeiro lugar Jesus expõe a clara distinção de substâncias entre as partes material e imaterial do homem: uma tangível (o corpo, que pode perecer por ação humana), outra intangível (a alma, que não pode ser destruída pelo homem).

5. No que resulta a visão materialista da natureza humana na ideologia marxista?
Em tempos modernos temos o marxismo, que prega que o homem se resume à matéria, ignorando a existência de uma alma consciente após a morte (Lucas 16.19-31). Essa ideologia ateísta nega a pecaminosidade e a responsabilidade moral do indivíduo.


NÃO SAIA SEM ANTES

Deixar um comentário
Se Inscrever no Blog
Compartilhar com seus amigos!



Me siga: