Pastor Ademar Rodrigues

Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.
``

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

LIÇÃO 2 - SOMOS CRISTÃOS

  

 1° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
Pelo que julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus.” 
(Atos 15.19)

VERDADE PRÁTICA
O Cristianismo é uma religião de relacionamento pessoal com o Cristo ressuscitado e não um conjunto de regras e ritos.

LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Mateus 9.16 
 ■ O Cristianismo Judaizante é remendo novo em vestidos velhos

 Terça – Atos 11.26
 ■ Ser cristão significa ser discípulo e seguidor de Cristo

 Quarta – Atos 15.1,5
 ■ Os judaizantes condicionavam a salvação à observância da Lei de Moisés

 Quinta – Romanos 3.28
 ■  O ser humano é justificado pela fé, sem as obras da Lei

 Sexta – Gálatas 1.8,9
 ■ Paulo chama essa doutrina judaizante de outro evangelho

 Sábado – Filipenses 3.5
 ■ O combate à tendência judaizante por uma autoridade de origem judaica

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gálatas 2.1.9, 14

1 – Depois, passados catorze anos, subi outra vez a Jerusalém com Barnabé, levando também comigo Tito.
2 – E subi por uma revelação e lhes expus o evangelho que prego entre os gentios e particularmente aos que estavam em estima, para que de maneira alguma não corresse ou não tivesse corrido em vão.
3 – Mas nem ainda Tito, que estava comigo, sendo grego, foi constrangido a circuncidar-se.
4 – E isso por causa dos falsos irmãos que se tinham entremetido e secretamente entraram a espiar a nossa liberdade que temos em Cristo Jesus, para nos porem em servidão;
5 – aos quais, nem ainda por uma hora, cedemos com sujeição, para que a verdade do evangelho permanecesse entre vós.
6 – E, quanto àqueles que pareciam ser alguma coisa (quais tenham sido noutro tempo, não se me dá; Deus não aceita a aparência do homem), esses, digo, que pareciam ser alguma coisa, nada me comunicaram;
7 – antes, pelo contrário, quando viram que o evangelho da incircuncisão me estava confiado, como a Pedro o da circuncisão
8 – (porque aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão, esse operou também em mim com eficácia para com os gentios),
9 – e conhecendo Tiago, Cefas e João, que eram considerados como as colunas, a graça que se me havia dado, deram-nos as destras, em comunhão comigo e com Barnabé, para que nós fôssemos aos gentios e eles, à circuncisão;
...
14 – Mas, quando vi que não andavam bem e direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?

Hinos Sugeridos: 205 • 379 • 430 da Harpa Cristã

    • Clique no título ABAIXO para ouvir!

  • 205 - GRAÇA, GRAÇA
  • 379 - SALVO DE GRAÇA
  • 430 - O EVANGELHO DA SALVAÇÃO

■ INTRODUÇÃO
A Igreja herdou dos judeus muitas idéias e práticas no campo teológico e ético, visto que a jornada histórica da Igreja começou em Jerusalém no dia de Pentecostes numa comunidade judaica. E esses pontos de interseção levaram alguns a confundir a Lei de Moisés com a Graça. Nesta lição, veremos que Gálatas 2 é um relato de um dos debates que mostram o limite entre Judaísmo e Cristianismo, e os apóstolos, principalmente Paulo, tiveram muita dificuldade de mostrar isso aos judaizantes.

Palavra-Chave: Evangelho

I – PREVENINDO-SE CONTRA A TENDÊNCIA JUDAIZANTE
1. Subindo outra vez a Jerusalém (Gálatas 2.1,2). Catorze anos depois da sua conversão a Cristo, Paulo sobe pela segunda a vez a Jerusalém. Essa segunda visita foi por revelação (v.2; Atos 11.27-30), não sendo uma convocação pelos apóstolos para prestação de contas. Não podemos confundir essa visita de Paulo com a sua ida ao Concilio de Jerusalém, registrado em Atos 15. Infere-se que a Epístola aos Gálatas foi escrita antes do referido Concilio, pois não há menção dele na carta, visto que o Concilio tratou do mesmo assunto (Atos 15.5,6). Somando os anos mencionados em Gálatas, podemos afirmar que essa visita aconteceu antes de sua Primeira Viagem Missionária.

2. Objetivo da reunião. É bom lembrar que essa reunião não foi um concilio nem um sínodo. É possível que essa segunda visita, por meio de revelação (v.2), tenha ligação com Ágabo, pois a missão de Paulo, pelo que parece, foi levar donativos para os irmãos pobres da Judeia (Atos 11.27-30). Aproveitando a ocasião, o apóstolo expôs o Evangelho que vinha pregando aos gentios há catorze anos (vv. 1,2). Ele tinha convicção de que recebeu esse Evangelho de Deus e estava consciente de que a sua subida a Jerusalém era em obediência a uma ordem divina.

3. Tito e a circuncisão (v.5). Barnabé era judeu (Atos 4.36) e seu nome aparece três vezes nesse capítulo (vv. 1,9,13); sua presença na reunião em Jerusalém não seria um problema. Tito, no entanto, sendo grego, foi um risco que Paulo correu, mas não foi uma provocação introduzir um incircunciso no seio dos judeus. Os judaizantes queriam que Tito fosse circuncidado. Encontramos no Novo Testamento a compreensão e a tolerância de Paulo com os fracos na fé, a ponto de circuncidar Timóteo, mas ele era judeu, pois sua mãe era judia (Atos 16.3); no entanto, nessa reunião em Jerusalém, onde expôs o Evangelho que pregava aos gentios, ele não cedeu nem um pouco, “nem por uma hora” (v.5). Isso por duas razões: Tito era grego, e porque estava em jogo a verdade do Evangelho e o futuro do próprio Cristianismo.

SINOPSE I
A tendência judaizante era uma ameaça à Verdade do Evangelho e ao futuro do próprio Cristianismo.

II – A TENDÊNCIA JUDAIZANTE NO INÍCIO DA IGREJA
1. O espanto do apóstolo. Tão logo Paulo retornou de sua viagem, ficou sabendo que os irmãos da Galácia estavam vivendo outro evangelho, e isso deixou o apóstolo estarrecido e atônito pela rapidez do desvio deles (Gálatas  1.6). O verbo grego metatithesthe, “deixar, abandonar, desertar, mudar de pensamento, virar a casaca”, que o apóstolo emprega nessa passagem, era usado na antiguidade quando alguém desertava do exército ou se rebelava contra ele. Isso significa também mudança de partido político, filosofia e religião. Em outras palavras, aqueles irmãos gálatas estavam abandonando a fé.

2. Quem eram os judaizantes (v.4)? O termo judaizante vem do verbo grego ioudaizó, “viver como judeu, adotar costumes e ritos judaicos”, e aparece uma única vez no Novo Testamento (Gálatas 2.14). Eles eram os opositores de Paulo identificados também como “falsos irmãos” (v.4). São reconhecidos no capítulo anterior (Gálatas 1.7) como os que se apresentavam como enviados por Jerusalém, a igreja-mãe. Na verdade, esses homens saíram de Jerusalém por sua própria conta. Tiago negou formalmente as declarações deles, dizendo que não os havia enviado (Atos 15.24). Eram legalistas dentre os judeus, e por isso chamados de judaizantes. Esses judeus, convertidos ao Senhor Jesus, ensinavam que os gentios deveríam observar a Lei de Moisés como condição para salvação (Atos 15.1).

3. O clima de tensão (vv. 3-5). Não é necessário muito esforço para perceber o quanto Paulo e Barnabé foram pressionados pelos judaizantes diante dos demais apóstolos de Jerusalém. À luz do versículo 9, parece que somente João, Pedro e Tiago estavam presentes. Os outros apóstolos deviam estar em plena atividade missionária em outras regiões. Os judaizantes chamados de “falsos irmãos” conseguiram “furar o bloqueio” e entraram sem serem convidados à reunião (v.4). Eram inimigos da liberdade cristã, do Evangelho, de Paulo e do próprio Cristianismo. O pior de tudo é que essas pessoas estavam infiltradas na igreja, e conseguiam até entrar em reuniões apostólicas. 

SINOPSE II
Os judaizantes eram inimigos da liberdade cristã, do Evangelho, de Paulo e do próprio Cristianismo.

III – A TENDÊNCIA JUDAIZANTE HOJE
1. O mesmo Evangelho (vv.7-9). O Evangelho é um só, não há dois. O Evangelho de Pedro e o de Paulo, também chamado respectivamente de Evangelho da Circuncisão e da Incircuncisão, são meras formas de apresentação, pois o conteúdo é o mesmo. Ambos receberam uma incumbência da parte de Deus, mas com audiências diferentes. O compromisso de Paulo era com os gentios, ele foi constituído, por Deus, apóstolo e doutor dos gentios (l Timóteo 2.7 • 2 Timóteo 1.11) para pregar aos não judeus (Romanos 11.13); o de Pedro era com os judeus, mas a mensagem é a mesma.

2. O perigo da doutrina judaizante. Os apóstolos viam em tudo isso dois problemas sérios: ameaça à liberdade cristã e o perigo de o Cristianismo se tornar uma mera seita judaica. Os cristãos judaizantes alteravam o cerne do Evangelho, pois colocavam a Lei como complemento da obra que Jesus efetuou no Calvário. Era, de fato, “outro evangelho”, por isso o apóstolo Paulo os amaldiçoou (Gálatas 1.8,9). Na verdade, quem tem o Espírito Santo vive pelo Espírito. Então, contra a tendência judaizante é preciso aprender a viver na dependência do Espírito e não da Lei, lutando contra os vícios da carne e buscando as virtudes do fruto do Espírito.

3. As práticas judaizantes atuais. Elas são basicamente a guarda do sábado, a observância rigorosa do kashrut (termo hebraico para as leis dietéticas do judaísmo), a liturgia da sinagoga, o uso do shofar, “trompa”, geralmente feito de chifre de carneiro; o uso de talit, o manto ou xale usado para oração; e, o uso do kippar, o solidéu que os judeus religiosos usam sobre a cabeça.
a) Os judeus. Os judeus messiânicos, principalmente em Israel, seguem a tradição judaica. Isso acontece simplesmente para preservar a identidade cultural deles e tem amparo neotestamentário: “É alguém chamado, estando circuncidado? Fique circuncidado” (1 Coríntios 7.18a). Ou seja, na conversão a Cristo do judeu, ele não precisa mudar a sua tradição e cultura.
b) Os não judeus. Da mesma forma: “É alguém chamado, estando incircuncidado? Não se circuncide” (1 Coríntios 7.18b). Ou seja, ele não precisa se judaizar. É erro o não judeu adotar práticas judaicas na liturgia e no dia a dia para imitar o Judaísmo. Paulo conclui: “Cada um fique na vocação em que foi chamado” (1 Coríntios 7.20).

SINOPSE III
Contra a tendência judaizante é preciso aprender a viver na dependência do Espírito e não da Lei.

■ CONCLUSÃO
O resultado da reunião foi desfavorável aos judaizantes. Só o fato de os apóstolos, sendo judeus, concordarem com a explicação sobre a especificidade de cada grupo dada por Paulo, já apontava o engano desses legalistas sobre a obra salvífica em Cristo. Esse resultado serviu tanto aos gálatas como a todo o Cristianismo nesses mais de vinte séculos de história. Assim, a diferença entre os judeus messiânicos e os cristãos judaizantes atuais é que os judeus estão preservando uma cultura hereditária do seu povo e os judaizantes colocando “remendo novo em pano velho” (Mateus 9.16).

REVISANDO O CONTEÚDO

1. De acordo com a lição, o que se infere da Epístola aos Gálatas?
Infere-se que a Epístola aos Gálatas foi escrita antes do referido Concilio, pois não há menção dele na carta, visto que o Concilio tratou do mesmo assunto (Atos 15.5,6).

2. Por que Paulo não cedeu nem um pouco na circuncisão de Tito?
Por duas razões: Tito era grego, e porque estava em jogo a verdade do Evangelho e o futuro do próprio Cristianismo.

3. O que significa “judaizante”?
O termo judaizante vem do verbo grego ioudaizõ, “viver como judeu, adotar costumes e ritos judaicos”, e aparece uma única vez no Novo Testamento (Gálatas 2.14).

4. Quem eram os judaizantes e o que eles queriam dos gentios?
Eram legalistas dentre os judeus, e por isso chamados de judaizantes. Esses judeus, convertidos ao Senhor Jesus, ensinavam que os gentios deveriam observar a Lei de Moisés como condição para salvação (Atos 15.1).

5. Qual a diferença hoje entre judeus messiânicos e cristãos judaizantes? 
Os judeus messiânicos, principalmente em Israel, seguem a tradição judaica. Ou seja, na conversão a Cristo do judeu, ele não precisa mudar a sua tradição e cultura. No caso do não judeu convertido ao cristianismo, ele não precisa se judaizar. É erro o não judeu adotar práticas judaicas na liturgia e no dia a dia para imitar o Judaísmo. Paulo conclui: “Cada um fique na vocação em que foi chamado” (1 Coríntios 7.20).

VOCABULÁRIO
Interseção: o encontro entre dois planos, duas linhas de idéias; cruzamento. 
Concilio: reunião de dignitários eclesiásticos para deliberar sobre questões de fé, costumes, doutrina ou disciplina eclesiástica. 
Sínodo: assembléia regular de párocos convocada pelo bispo. 
Solidéu: pequeno barrete usado pelos judeus (em certas ocasiões, como na sinagoga).


LIÇÃO        1     2    3    4    5    6    7    8    9    10    11    12    13  




segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

LIÇÃO 1 - QUANDO AS HERESIAS AMEAÇAM A UNIDADE DA IGREJA

 1° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
“Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da comum salvação, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos.”
(Judas 3)

VERDADE PRÁTICA
Heresias são crenças e práticas contrárias ao pensamento bíblico que distorcem os pontos principais da doutrina bíblica.

LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Mateus 7.15 
 ■ O cuidado para não ser enganado(a) pela aparência

 Terça – 1 Coríntios 11.19
 ■ As heresias podem ser internas, causando divisão na igreja

 Quarta – Filipenses 1.16
 ■ O apóstolo Paulo foi chamado para defender o Evangelho

 Quinta – Tito 1.9
 ■  Admoestando com a sã doutrina para convencer os contradizentes

 Sexta – Tito 3.10
 ■ Não insitir com o herege contumaz

 Sábado – Hebreus 6.1,2
 ■ Nunca deixar de observar os fundamentos da fé cristã

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Atos 20.28:31 • 1 Pedro 3.15,16 • 2 Pedro 2.1-3

Atos 20
28 – Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.
29 – Porque eu sei isto: que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho.
30 – E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si.
31 – Portanto, vigiai, lembrando-vos de que, durante três anos, não cessei, noite e dia, de admoestar, com lágrimas, a cada um de vós.

1 Pedro 3
15 – antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós,
16 – tendo uma boa consciência, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, fiquem confundidos os que blasfemam do vosso bom procedimento em Cristo.

2 Pedro 2
1 – E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.
2 – E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade;
3 – e, por avareza, farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.

Hinos Sugeridos: 306 • 505 • 559 da Harpa Cristã

    • Clique no título ABAIXO para ouvir!

  • 306 - A PALAVRA DE DEUS É UM TESOURO
  • 505 - AS PALAVRAS DE JESUS
  • 559 - BÍBLIA SAGRADA

■ INTRODUÇÃO
Heresias são crenças e práticas contrárias ao pensamento bíblico, pois elas distorcem os pontos principais da doutrina cristã, confrontam o Cristianismo Histórico e criam um problema para as igrejas e as famílias. As heresias da atualidade são as mesmas da antiguidade, mas com uma roupagem nova, que foram rejeitadas pelos apóstolos e primeiros cristãos, pois “nada há novo debaixo do sol” (Eclesiastes 1.9). O presente trimestre tem por objetivo mostrar o referencial doutrinário da fé cristã, levando-o(a) a reconhecer de longe as heresias. Esta primeira lição é um estudo sobre o problema das heresias nas igrejas e a nossa responsabilidade na defesa da fé.

Palavra-Chave: Heresia

I – AS AMEAÇAS DOS LOBOS VORAZES
1. Os cuidados pastorais (Atos 20.28). Os “anciãos” mencionados no versículo 17 são chamados de bispos nessa passagem e, ao dizer que eles foram constituídos pelo Espírito Santo para “apascentardes a igreja de Deus”, mostra que eles são pastores. A função primordial do pastor é alimentar, guiar e proteger o rebanho (Lucas 15.4-6). O Novo Testamento emprega essa metáfora ao tratar o relacionamento entre pastor e rebanho na igreja. A exortação apostólica aos líderes da igreja visa proteger os irmãos e as irmãs das heresias e guiar todos na verdade do Evangelho. Esse cuidado aparece nos ensinos de Jesus (Mateus 7.15-20).

2. “Depois da minha partida” (v.29). Essa expressão é uma palavra profética, pois o apóstolo não está apenas se referindo à sua morte, mas também ao avanço dos hereges no seio da igreja depois do período apostólico, no futuro. Paulo usa uma linguagem metafórica para identificar os falsos doutrinadores, “lobos cruéis” ou “lobos vorazes” (v. 29 - Nova Almeida Atualizada - NAA). O apóstolo Pedro, depois de ensinar que o Espírito Santo inspirou os profetas do Antigo Testamento (2 Pedro 1.19-21), mostrou que a presença do verdadeiro ensino nem sempre é suficiente para impedir a manifestação do falso. Tanto que, ao falar a respeito dos profetas legítimos dentre os hebreus, ressaltou que também havia entre o povo falsos profetas, como haveriam de surgir com o tempo, no meio da Igreja, falsos mestres (2 Pedro 2.1). Na verdade, eles já estavam presentes no período apostólico (Gálatas 1.7 • Colossenses 2.8 • Judas 4).

3. A origem dos falsos mestres (v.30). Dois pontos surpreendentes, nessa parte do discurso, nos chamam a atenção; primeiro, os lobos vorazes surgem de dentro da própria igreja “dentre vós mesmos” e, segundo, “se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si”. Os discípulos deles ainda estão por aí. Entre eles estão os que se posicionam acima das Escrituras, os quais, sem o menor pudor espiritual, usam as redes sociais para “corrigir” a Bíblia e discordar abertamente dos profetas e dos apóstolos bíblicos. Tais pessoas consideram seus discursos modernos e a mensagem da Bíblia, desatualizada, em razão disso oferecem um novo evangelho (2 Coríntios 11.13-15). Em face disso, vemos a importância de estudar um campo da Teologia denominado de Apologética para orientar os crentes dos nossos dias.

SINOPSE I
Os lobos vorazes surgem de dentro do povo de Deus. Por isso, a Apologética é tão necessária.

II - O QUE É APOLOGÉTICA?
l. Definição (1 Pedro 3-15). Apologética Cristã é a defesa lógica e racional da fé cristã e de suas práticas doutrinárias. O termo vem do substantivo grego apologia, que literalmente significa “defesa, resposta”. O termo grego traduzido por “responder”, em “preparados para responder com mansidão” em 1 Pedro 3.15 é apologia, numa tradução literal é “... sempre preparados para [uma] defesa”. A versão bíblica chamada de Nova Versão Transformadora (NVT) emprega o verbo “explicar”, assim: “sempre preparados para explicá-la”. A Apologética mostra que o cristianismo é racional, os dados da revelação podem ser explicados de maneira metódica e sistemática, portanto, aceitável. Jesus disse que devemos amar a Deus de todo o nosso coração [...] e de todo o nosso entendimento (Marcos 12.30). Isso ensina que devemos amar a Deus por completo, com o corpo, as emoções e o intelecto.

2. A que defesa Pedro se refere? (v.16). Há quem argumente que essa defesa seja uma resposta a uma acusação, visto que essa mesma palavra, apologia, aparece, nesse sentido no Novo Testamento, como defesa de uma acusação tanto formal (Atos 22.1 • 25.16) como informal (1 Coríntios 9.3 • 2 Coríntios 7.11 • Filipenses 1.7,16). O versículo 16 fala do bom testemunho cristão que serve para provar a inconsistência das acusações contra os crentes. Mas não parece ser esse o caso, porque a defesa, resposta ou explicação nessa passagem é sobre a razão da fé dos cristãos, e isso diz respeito à doutrina cristã. Ainda que Pedro esteja se referindo à resposta a uma acusação formal num ambiente hostil, não deixa de ser uma oportunidade para a defesa da fé cristã, como aconteceu com o apóstolo Paulo diante de Festo (Atos 26.24,25) e de Agripa, na mesma audiência (Atos 26.27-29).

3. Por que devemos combater as heresias? (3.16). a) Para defesa própria (1 Timóteo 4.16): Os cristãos devem estar informados daquilo que os vários grupos ensinam e saber a forma de refutá-los biblicamente; b) Para ajudar os outros na compreensão da própria fé: principalmente os que rejeitam pontos fundamentais da fé cristã e, muitas vezes, de forma inconsciente, pois sabemos que existem muitas pessoas sinceras as quais buscam servir a Deus e precisam conhecer a sua Palavra (Tito 1.9). Esse debate sobre as crenças deve ocorrer de maneira respeitosa e com argumentos e fundamentação bíblica, respondendo às objeções contra a fé cristã. O êxito dessa luta é garantido quando se está nos domínios do Espírito Santo (João 16.13). 

SINOPSE II
O cristão é chamado a responder de maneira respeitosa às objeções contra a fé cristã.

III – O QUE SÃO HERESIAS?
1. Seitas e heresias. A palavra hairesis no Novo Testamento grego é traduzida como “seita” (Atos 5.17 • 15.5 • 24.5 • 28.22) e “heresias” (1 Coríntios 11.19 • Gá1atas 5.20 • 2 Pedro 2.1). É verdade que o Cristianismo foi também chamado de “seita”, mas por não cristãos, pessoas que não conheciam as verdades do Evangelho de Cristo e que se opunham a Ele (Atos 24.5,14 • 28.22). A palavra “seita” é usada para designar as religiões heterodoxas. É um termo já desgastado, trazendo em si, muitas vezes, um tom pejorativo, por isso devemos saber quando aplicá-lo.

2. “Hairesis” no Novo Testamento. Esse vocábulo aparece com o sentido de “partido, espírito sectário” e nem sempre representa uma ruptura com o sistema convencional de determinada comunidade. Os saduceus e os fariseus eram seitas que formavam facções dentro do próprio judaísmo (Atos 5.17 • 26.5), e a versão bíblica NAA traduz por “partido”. Paulo adverte para que não haja no seio da igreja essas divisões (hairesis) e condena as inovações doutrinárias que causam divisão ou dissensão (1 Coríntios 11.19 • Gá1atas 5.20).

3. Heresias de perdição (2 Pedro 2.1). É nessa passagem que hairesis apresenta o sentido de erro doutrinário como a “heresia”, propriamente dita, no campo teológico que nós conhecemos hoje. As heresias distorcem os pontos principais da doutrina cristã no que diz respeito a Deus: Trindade, o Senhor Jesus Cristo e o Espírito Santo; ao ser humano: natureza, pecado, salvação, origem e destino; aos anjos; à igreja e às Escrituras Sagradas. O mais grave erro é quando diz respeito à Divindade e interfere na salvação (v.ib), pois não existe salvação sem Jesus (João 14.6 • Atos 4.12).

SINOPSE III
O apóstolo Paulo adverte acerca das divisões no seio da igreja e condena as inovações doutrinárias que causam dissenções.

■ CONCLUSÃO
Os apóstolos responderam aos opositores da fé cristã e lançaram a base da nossa teologia. Todos os escritos do Novo Testamento mostram essa luta acirrada contra as falsas doutrinas. É, pois, tarefa da igreja atual “batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Judas 3). Finalizamos com a seguinte pergunta para reflexão: Estamos afazer pela verdade o que esses agentes da heresia fazem pela mentira?

REVISANDO O CONTEÚDO

1. Nesta lição, qual a exortação apostólica aos líderes da igreja?
A exortação apostólica aos líderes da igreja visa proteger os irmãos e as irmãs das heresias e guiar todos na verdade do Evangelho.

2. Qual a definição de Apologética Cristã?
Apologética Cristã é a defesa lógica e racional da fé cristã e de suas práticas doutrinárias.

3. Por que devemos combater as heresias?
a) Para defesa própria (1 Timóteo 4.16): Os cristãos devem estar informados daquilo que os vários grupos ensinam e saber a forma de refutá-los biblicamente; b) Para ajudar os outros na compreensão da própria fé: principalmente os que rejeitam pontos fundamentais da fé cristã e, muitas vezes, de forma inconsciente, pois sabemos que existem muitas pessoas sinceras as quais buscam servir a Deus e precisam conhecer a sua Palavra (Tito 1.9).

4. Onde, no Novo Testamento, hairesis tem o sentido de heresia, como erro doutrinário?
2 Pedro 2.1. É nessa passagem que hairesis apresenta o sentido de erro doutrinário como a “heresia”, propriamente dita, no campo teológico que nós conhecemos hoje.

5. Qual a pergunta para a nossa reflexão?
Estamos a fazer pela verdade o que esses agentes da heresia fazem pela mentira?


LIÇÃO        1     2    3    4    5    6    7    8    9    10    11    12    13  



segunda-feira, 28 de outubro de 2024

LIÇÃO 13 - AS PROMESSAS DE DEUS SÃO INFALÍVEIS

   4° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
“Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa; porventura, diria ele e não o faria? Ou falaria e não o confirmaria?” 
(Números 23.19)

VERDADE PRÁTICA
As promessas de Deus são infalíveis porque Deus e sua Palavra sempre cumprem um propósito.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – 1 Reis 8.56 
 ■ Nenhuma palavra do Senhor caiu sob o ministério de Moisés

 Terça – Jeremias 1.12
 ■ O Senhor nosso Deus vela para cumprir sua Palavra

 Quarta – Números 23.19
 ■ Deus confirma o que fala, Ele não mente

 Quinta – Apocalipse 13.8
 ■  Um plano forjado desde a fundação do mundo

 Sexta – 1 Coríntios 15.54
 ■ Uma promessa infalível de incorruptibilidade

 Sábado – 1 Coríntios 13.12
 ■ A promessa infalível de conhecer a Deus como Ele nos conhece


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Salmos 102.25-27 • 2 Pedro 3.8-13

Salmos 102

25 – Desde a antiguidade fundaste a terra; e os céus são obra das tuas mãos.
26 – Eles perecerão, mas tu permanecerás; todos eles, como uma veste, envelhecerão; como roupa os mudarás, e ficarão mudados.
27 – Mas tu és o mesmo, e os teus anos nunca terão fim.

2 Pedro 3

8 – Mas, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos, como um dia.
9 – O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.
10 – Mas o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há se queimarão.
11 – Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato e piedade,
12 – aguardando e apressando-vos para a vinda do Dia de Deus, em que os céus, em fogo, se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão?
13 – Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça.



Hinos Sugeridos: 107 • 126 • 193 da Harpa Cristã



■ INTRODUÇÃO

A Bíblia revela atributos exclusivos de Deus: sua onipotência, onipresença, onisciência, e, o que enfatizaremos nesta lição, sua imutabilidade. Por isso, Ele não falha em suas santas promessas, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. A infalibilidade de Deus em suas promessas é um tema de grande valor que fortalece a nossa vida espiritual e aprofunda o nosso relacionamento com Ele.

Palavra-Chave: Infalibilidade

I – DEUS É INFALÍVEL
1. A infalibilidade de Deus. O Salmo 102 revela a autoridade de Deus, exemplificada pelo seu governo sobre a Criação (v.25). Contudo, o salmista faz o contraste entre Deus e sua Criação; o que há na Criação um dia passará, envelhecerá e mudará, mas o Criador não muda, Ele permanece para sempre (v.26). A imutabilidade de Deus revela que Ele é infalível (v.27). Por isso que, na Bíblia, não há uma só referência que mostre que Deus falhou em seus planos, palavras e promessas. Ele é absoluto, infalível e imutável.

Ele não esquece nenhuma de suas promessas, porque é zeloso para cumprir o que prometeu. Portanto, a Bíblia, a Palavra de Deus, é a fonte de promessas infalíveis [...].

2. Uma promessa infalível. Em 2 Pedro 3, vemos que o apóstolo Pedro tem o propósito de responder à igreja a respeito da suposta demora do retorno do Senhor Jesus. Ele explica que o tempo de Deus é diferente do nosso, pois Ele é o Criador e nós somos as criaturas (v.8). O motivo de o Senhor ainda não retornar para nos buscar nada tem a ver com alguma falha em sua promessa, mas por sua longanimidade e bondade, pois não deseja que o ser humano se perca (v.9). Ele é paciente. Mas haverá um momento em que o Senhor voltará, surpreenderá a muitos e transformará todas as coisas (vv.10-13). A promessa de sua vinda é infalível.

3. A Palavra infalível de Deus. Ao longo da Bíblia, vemos que Deus cumpre suas promessas, conforme lemos em Reis: “Bendito seja o Senhor, que deu repouso ao seu povo de Israel, segundo tudo o que disse; nem uma só palavra caiu de todas as suas boas palavras que falou pelo ministério de Moisés, seu servo” (1 Reis 8.56). Esse texto confirma a infalibilidade de Deus em cumprir suas preciosas promessas. Ele não esquece nenhuma delas, porque é zeloso para cumprir o que prometeu (Jeremias 1.12). Portanto, a Bíblia, a Palavra de Deus, é a fonte de promessas infalíveis para as nossas vidas.


SINOPSE I
As promessas de Deus são infalíveis porque o nosso Deus não falha.

II – DEUS NÃO MENTE NEM SE ARREPENDE
1. Deus não mente nem se arrepende. Em Números lemos que Deus “não mente” nem “se arrepende” (Números 23.19). Ao longo do capítulo 23, há um contexto que reforça a verdade de que o Altíssimo não mente nem se arrepende. Por ocasião da tentativa de Balaque em fazer com que Balaão amaldiçoasse o povo de Israel, lemos que, ao introduzir a mensagem da Palavra de Deus que não agradaria a Balaque, o profeta Balaão enfatizou que Ele não mente nem se arrepende para, em seguida, arrematar: “Eis que recebi mandado de abençoar; pois ele tem abençoado, e eu não o posso revogar” (Números 23.20). Assim, Balaão não podia fazer o que Deus não havia decretado.

2. Deus se arrependeu? Em Gênesis 6 lemos que Noé construiu uma arca para a salvação dele, de sua família e dos animais por causa da destruição que viria devido a grande corrupção e violência da sociedade de sua época (Gênesis 6.3,14 • 1 Pedro 3.20). Entretanto, esse mesmo texto diz que Deus havia “se arrependido” de ter feito o ser humano, pois “pesou-lhe o coração” ao contemplar o caminho de corrupção e violência que a humanidade decidiu trilhar. Assim, poderíamos nos perguntar: Afinal de contas, Deus se arrepende?

3. Uma aparente contradição. Em Números lemos que Deus não “se arrepende” (Números 23.19), em Gênesis, que Ele “se arrependeu” (Gênesis 6.6). Contudo, em Gênesis 6, o “arrependimento” nada tem a ver com algo que Ele tenha feito de errado, ou alterado um plano original, mas sim com o que a humanidade fez com o plano e o propósito que o Senhor havia delineado para ela desde sempre. Juntamente com a expressão “arrependimento”, a expressão “pesou-lhe em seu coração” traz a conotação humana aplicada a Deus para reforçar a ideia do quanto Ele se entristeceu com a escolha que o ser humano fez. Na Teologia, damos o nome a esse fenômeno presente nas Escrituras de “antropopatismo”, ou seja, a forma que o autor sagrado usa para atribuir características humanas a Deus, no sentido de que a mensagem fosse mais bem compreendida pelo leitor do texto sagrado. Em Gênesis 6, a falha não estava em Deus, mas no ser humano; o “arrependimento” de Deus não era em relação ao seu plano criador, mas ao ato rebelde do ser humano.
Em Gênesis 6, a falha não estava em Deus, mas no ser humano; o ‘arrependimento’ de Deus não era em relação ao seu plano criador, mas ao ato rebelde do ser humano.


SINOPSE II
O nosso Deus não mente nem se arrepende, pois nEle não há sombra de variação.


III – AS INFALÍVEIS PROMESSAS DE DEUS
1. Um plano glorioso. A queda do ser humano não pegou Deus de surpresa. Pelo contrário, havia um plano delineado por Ele desde o início, conforme lemos em Apocalipse: “E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Apocalipse 13.8). Um plano glorioso que, segundo o conselho da sua vontade (Efésios 1.11,12), já havia sido planejado por meio de Jesus, o nosso Salvador (João 1.1-4). Assim, o mistério da salvação foi revelado como promessa infalível de Deus (Gênesis 3.15 • João 3.16).

2. A eternidade. Juntamente com o seu plano de salvação, Deus promete a vida eterna (1 João 2.24,25). Isso mostra que não fomos criados para a queda, para a rebelião contra Deus e, consequente, a finitude. Fomos criados para, eternamente, andar e viver na presença de Deus. Dessa forma, o Senhor Jesus é o garantidor da eternidade que um dia experimentaremos por ocasião de sua vinda e transformação do nosso corpo corruptível em um incorruptível, celestial (1 Coríntios 15.54).

3. Esperança forjada na promessa infalível de Deus. Ao longo dos séculos, o ser humano busca uma maior expectativa de vida. Ele a tem buscado no suporte dos avanços da Medicina, dos novos recursos científicos e tecnológicos à disposição da humanidade. Mas o envelhecimento e a morte são realidades vivenciadas pelo homem, inexoravelmente. Contudo, os que têm a sua esperança forjada na promessa infalível de Deus sabem que nada nesse mundo pode enfraquecer a alegria da salvação que desfrutamos em Cristo Jesus. Compreendemos que a vida é um dom de Deus (Romanos 6.23) e que, por isso, de maneira grata e alegre, tomamos a caminhada com Deus até chegar o dia em que o conheceremos como Ele nos conhece (1 Coríntios 13.12).


SINOPSE III
A nossa esperança está forjada na infalibilidade da promessa de Deus.

 CONCLUSÃO

Concluímos mais um trimestre estudando a respeito das promessas infalíveis de Deus. Aqui, temos a oportunidade de renovar a nossa esperança no Senhor, sabendo que podemos fazer a nossa caminhada com Cristo de maneira confiante e segura, pois o nosso Deus é fiel para cumprir as suas infalíveis promessas. Confiemos em Deus e na força do seu poder!


REVISANDO O CONTEÚDO

1. O que o Salmo 102 revela?
O Salmo 102 revela a autoridade de Deus, exemplificada pelo seu governo sobre a Criação (v.25).

2. O que lemos no Livro de Números, segundo a lição?
Em Números lemos que Deus “não mente” nem “se arrepende” (Números 23.19).

3. O que tem a ver o “arrependimento” em Gênesis 6?
Em Gênesis 6, o “arrependimento” nada tem a ver com algo que Deus tenha feito de errado, ou alterado um plano original, mas sim com o que a humanidade fez com o plano e o propósito que o Senhor havia delineado para ela desde sempre.

4. De acordo com a lição, como o mistério da salvação foi revelado?
O mistério da salvação foi revelado como promessa infalível de Deus (Gênesis 3.15 • João 3.16).

5. O que os que têm a sua esperança forjada na promessa infalível de Deus sabem?
Os que têm a sua esperança forjada na promessa infalível de Deus sabem que nada nesse mundo pode enfraquecer a alegria da salvação que desfrutamos em Cristo Jesus.


LIÇÃO        1     2    3    4    5    6    7    8    9    10    11    12    13



   


LIÇÃO 12 - A PROMESSA DE VIDA ABUNDANTE

    4° TRIMESTRE DE 2024  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
“Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens. O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância."
(João 10.9,10)

VERDADE PRÁTICA
O Senhor Jesus tem uma promessa de vida abundante para quem se relaciona com Ele de maneira plena.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – João 10.10 
 ■ O Senhor Jesus é a fonte da vida abundante

 Terça – 2 Coríntios 5.17
 ■ Em Jesus tudo se faz novo em nossa vida

 Quarta – Atos 16.31
 ■ A vida abundante em Cristo abrange nossa família

 Quinta – 1 Tessalonicenses 5.16 • Provérbios 17.22
 ■ A alegria como característica da vida abundante

 Sexta – 1 Tessalonicenses 5.18 • Efésios 5.20 • Colossenses 3.17
 ■ A gratidão como característica da vida abundante

 Sábado – 1 Tessalonicenses 5.19 • 1 Tessalonicenses 5.17
 ■ Vida no Espírito e vida de oração como aspectos da vida abundante


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 10.7-18

7 - Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas.
8 - Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os ouviram.
9 - Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens.
10 - O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância.
11 - Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.
12 - Mas o mercenário, que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge; e o lobo as arrebata e dispersa.
13 - Ora, o mercenário foge, porque é mercenário e não tem cuidado das ovelhas.
14 - Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido.
15 - Assim como o Pai me conhece a mim, também eu conheço o Pai e dou a minha vida pelas ovelhas.
16 - Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor.
17 - Por isso, o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la.
18 - Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar e poder para tornar a tomá-la. Esse mandamento recebi de meu Pai.



Hinos Sugeridos: 73 • 486 • 568 da Harpa Cristã



■ INTRODUÇÃO

Nesta lição, estudaremos a promessa da vida abundante prometida pelo Senhor Jesus, conforme João 10. A vida com Cristo se contrasta diretamente com a vida sem Ele. Quando estamos em Cristo, tudo o que ansiamos e desejamos tem outros fundamentos. A vida abundante em Cristo preenche lacunas que, até então, nem imaginávamos que poderiam ser preenchidas. Por isso, a vida abundante é uma promessa que começa e termina em Jesus, pois só mediante um relacionamento pessoal com Ele é possível desfrutar dessa vida.

Palavra-Chave: Vida abundante

I - JESUS, A FONTE DE VIDA ABUNDANTE
1. A fonte de verdadeira vida. O Evangelho de João, no capítulo 10, apresenta o Senhor Jesus como o “Bom Pastor”. Esse Pastor se relaciona com suas ovelhas, as protege, se dirigindo à frente delas, no caminho, para livrá-las do perigo (vv.3,4). Além dessa imagem de pastor, João 10 também apresenta Jesus como a Porta das Ovelhas (v.7). Essa porta simboliza o caminho de salvação espiritual, em que um relacionamento pessoal e eterno com Deus se torna possível e, tudo o que a ovelha necessita, será encontrado em Deus. Por isso, o nosso Senhor Jesus aparece nesse texto como a fonte da verdadeira vida. Quando o encontramos, podemos viver de verdade, fazendo o bem para glória de Deus.

2. A fonte de vida abundante. Nos versículos 8-10 de João 10, nosso Senhor faz um contraste entre Ele, que é a porta, e os outros que vieram antes dEle, identificados como “ladrões e salteadores” que apenas trazem roubo, morte e destruição; nosso Senhor, pelo contrário, veio trazer vida no lugar da morte e vida com abundância (v.10). Aqui, podemos fazer um contraste entre o agir de Deus e a ação de Satanás e seus demônios. O Diabo, nosso Adversário, busca destruir a nossa vida, o plano de Deus para nós; Deus, por intermédio de seu Filho, nos devolveu a vida, nos amou, salvou, perdoou, apagou os nossos pecados e nos deu a dignidade de salvos em Cristo. Isso é a verdadeira vida que só Deus, mediante sua graça por meio de Cristo, pode nos dar.

3. A fonte de amor. No versículo 11, o Senhor Jesus menciona novamente a imagem do “Bom Pastor” que deu a sua vida pelas ovelhas que, além de proteger e cuidar, Ele as conhece bem; e as ovelhas também o conhecem (v.14). Nosso Senhor afirma que, da mesma forma que Ele é conhecido do Pai, conhece profundamente suas ovelhas e entregou sua vida por elas. Por isso, ninguém pode tirar as suas ovelhas de suas mãos, pois Ele zela por elas. A relação com suas ovelhas é baseada no amor que pode ser testemunhado no relacionamento de nosso Senhor com a Santíssima Trindade (vv.15,17). Dessa forma, o Senhor Jesus é a fonte de amor entre o Bom Pastor e suas ovelhas. Ele é a nossa fonte transbordante de vida verdadeira e abundante.


SINOPSE I
Jesus é a fonte da verdadeira vida, da vida abundante e de amor.

II – A VIDA ABUNDANTE
1. O conceito de vida abundante. Mediante o relacionamento que estabelecemos com Deus por meio de Jesus, o nosso Pastor, podemos comentar a respeito do que significa a “vida abundante”, mencionada pelo nosso Senhor em João 10.10. Sabendo que o ser humano tem necessidades físicas, emocionais e espirituais, podemos afirmar que a vida abundante prometida pelo nosso Senhor preenche também as esferas do corpo, da alma e do espírito. Trata-se de uma nova vida integral em Cristo em que tudo se faz novo e se torna em autêntica novidade de vida (2 Coríntios 5.17).

2. A vida abundante também influencia a família. No episódio bíblico, na ocasião da libertação de Paulo e Silas da prisão, o carcereiro, apavorado, perguntou a Paulo o que podia fazer para ser salvo. De modo que o apóstolo Paulo respondeu: “Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa” (Atos 16.31). A salvação em Cristo não se aplicaria apenas ao carcereiro mas, de maneira abrangente, a toda a sua casa. E não se resumiria apenas ao livramento físico de uma punição do Estado, mas a um novo tipo de vida para o carcereiro e toda sua família. Assim, aprendemos que a vida abundante, prometida por Jesus, abrange os nossos familiares.

3. Diversas bênçãos provenientes da vida abundante. Quando passamos a ter um relacionamento pleno com Cristo, e, por isso, desenvolvemos a vida abundante, passamos a desfrutar de copiosas bênçãos, dentre as quais podemos destacar: a paz em Deus e a tranquilidade nas decisões, pois trata-se de uma realidade prometida pelas Escrituras para quem tem uma vida abundante (João 14.27 • Romanos 5.1); a prática do amor (João 13.34,35); a vida em unidade (Salmos 133 Gálatas 5.13-15); o cultivo da esperança (Romanos 5.5); a perseverança na paciência (Lucas 21.19 • Romanos 5.4). Tudo isso são bênçãos de uma vida abundante em Cristo Jesus que contrasta com a vida vazia de sentido de outrora.


SINOPSE II
Com Jesus Cristo, o nosso Senhor, desfrutamos de uma paz verdadeira e duradoura.


III – O QUE IDENTIFICA A VIDA ABUNDANTE
1. A alegria do Senhor. No Novo Testamento, o apóstolo Paulo escreveu aos tessalonicenses, exortando: “Regozijai-vos sempre” (1 Tessalonicenses 5.16). No Antigo Testamento, Neemias disse: “A alegria do Senhor é a vossa força” (Neemias 8.10). Logo, a alegria faz parte da identidade de quem se relaciona com Deus e vive uma vida abundante; é uma virtude citada pelo apóstolo Paulo em Gálatas (Gálatas 5.22). Em Provérbios, o sábio diz que a alegria é “um bom remédio” (Provérbios 17.22). Essa virtude mostra que estamos bem, em paz e cheios de vigor. Isso é vida abundante!

2. Gratidão por tudo. A gratidão é uma virtude cristã que revela humildade e, ao mesmo tempo, dependência total de Deus acerca de tudo o que acontece em nossas vidas. Na vida abundante, no lugar de murmurar ou reclamar das coisas, aprendemos a dar graças por tudo o que Deus tem feito de bom por nós: “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (1 Tessalonicenses 5.18). Assim, a virtude da gratidão é plenamente coerente com a vida abundante, pois, em Deus, nos sentimos satisfeitos e plenos. Demos sempre graças em tudo (Efésios 5.20 • Colossenses 3.17)!

3. Vida no Espírito, vida de oração. Na vida abundante, o Espírito Santo preenche o crente. A Bíblia diz que para viver no Espírito, devemos estar inclinados às coisas do Espírito (Romanos 8.5-11). Então, é preciso ser cheio do Espírito e andar nEle para termos a vida plena. Jamais podemos extinguir o Espírito (1 Tessalonicenses 5.19).Um elemento indispensável para quem vive no Espírito é o cultivo de uma vida de oração. Mais uma vez o apóstolo Paulo nos exorta: “Orai sem cessar” (1 Tessalonicenses 5.17). Em todo o tempo, precisamos reconhecer que, na rotina da nossa vida, devemos ter sempre uma ocasião para orar, quer em casa, quer no trabalho, ao acordar ou ao se deitar; o apóstolo continua a nos exortar: “Perseverai em oração” (Colossenses 4.2).


SINOPSE III
O que identifica a vida abundante são a alegria do Senhor, a gratidão e a vida cheia do Espírito.

 CONCLUSÃO

O Senhor Jesus é a fonte da vida abundante, pois Ele mesmo nos prometeu. Essa promessa está disponível a cada crente que desenvolve um relacionamento pessoal com nosso Senhor. Nesse relacionamento, a nossa família é abençoada, podemos desfrutar de copiosas bênçãos, além de andarmos em alegria, e gratidão em Espírito. A vida abundante em Cristo é a nova vida que Ele prometeu para os que creem nEle como Salvador e Senhor.


REVISANDO O CONTEÚDO

1. Como João 10 apresenta o Senhor Jesus?
O Evangelho de João, no capítulo 10, apresenta o Senhor Jesus como o “Bom Pastor”.

2. Quem é a fonte da vida abundante?
O Nosso Senhor Jesus.

3. O que acontece quando passamos a ter um relacionamento pleno com Cristo?
Quando passamos a ter um pleno relacionamento com Cristo passamos a desfrutar de copiosas bênçãos: a paz em Deus e a tranquilidade nas decisões (João 14.27 • Romanos 5.1); a pratica do amor (João 13.34,35); a vida em unidade (Salmos 133 • Gálatas 5.13-15); o cultivo da esperança (Romanos 5.5); a perseverança na paciência (Lucas 21.19 • Romanos 5.4).

4. O que a virtude da alegria mostra?
Essa virtude mostra que estamos bem, em paz e cheios de vigor.

5. De acordo com a lição, o que a virtude da gratidão revela?
A gratidão é uma virtude cristã que revela humildade e, ao mesmo tempo, dependência total de Deus acerca de tudo o que acontece em nossas vidas.


LIÇÃO        1     2    3    4    5    6    7    8    9    10    11    12    13



   


Postagens Populares