Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.

sábado, 14 de fevereiro de 2026

LIÇÃO 10 – ESPÍRITO SANTO - O CAPACITADOR

 1° TRIMESTRE DE 2026  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne.”
(Joel 2.28a)

VERDADE PRÁTICA
O derramamento do Espírito Santo é uma promessa universal que capacita a Igreja com poder para pregar o Evangelho.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Joel 2.28,29
 
■ A promessa do derramamento do Espírito alcança todo tipo de pessoas do Reino


 Terça – Atos 2.1-4
 ■ O
 Espírito Santo desceu com poder e línguas no Pentecostes


 Quarta – Atos 2.38,39

 ■
A promessa do batismo no Espírito é para todos os que creem


 Quinta – 1 Coríntios 12.4-7
 ■
Os dons espirituais são diversos, mas vêm do mesmo Espírito


 Sexta – 1 Coríntios 14.12,26
 ■
Os dons espirituais são para a edificação da Igreja


 Sábado – Gálatas 5.22-23
 ■
O fruto do Espírito é a evidência contínua de uma vida de plenitude do Espírito



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Joel 2.28,29 • Atos 2.1-4 • Atos 8.14-17 • 1 Coríntios 12.4-7

Joel 2
28 — E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.
29 — E também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias, derramarei o meu Espírito.

Atos 2
1 — Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;
2 — e, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.
3 — E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.
4 — E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.

Atos 8
14 — Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João,
15 — os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo.
16 — (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido, mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus.)
17 — Então, lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo.

1 Coríntios 12
4 — Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.
5 — E há diversidade de ministérios, mas o Senhor éo mesmo.
6 — E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.
7 — Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil.


Hinos Sugeridos: 24 • 349 • 358 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
A promessa do derramamento do Espírito Santo cumpriu-se no Pentecostes e permanece válida para todos os que creem. A atuação do Espírito Santo vai além da obra de Regeneração. Ele também é o capacitador do crente para o serviço no Reino de Deus. Nesta lição, veremos que o Espírito distribui dons e conduz a Igreja com manifestações sobrenaturais, promovendo unidade, santidade e testemunho eficaz no mundo.

Palavra-Chave: Poder

I – A PROMESSA DO DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO
1. Uma promessa de abrangência universal. Na Antiga Aliança, o Espírito atuava de modo pontual sobre pessoas específicas e para tarefas determinadas (1 Samuel 19.20 • 2 Crônicas 15.1 • Ezequiel 37.1). Porém, cerca de 800 anos antes de Cristo, Joel profetizou uma nova dispensação: “E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne” (Joel 2.28a). Na Nova Aliança, essa promessa foi registrada em todos os Evangelhos (Mateus 3.11 • Marcos 1.8 • Lucas 3.16 • João 1.32,33). Na profecia, a expressão “sobre toda a carne” aponta para a abrangência universal do Espírito — não a todos de modo indiscriminado, mas a todos que invocam o nome do Senhor (Joe1 2.32). Essa linguagem quebra paradigmas, e, assim a ação do Espírito ultrapassa fronteiras e alcança jovens e velhos, homens e mulheres, livres e servos (Joel 2.28,29).

2. Uma promessa com ação sobrenatural. O derramamento do Espírito vem acompanhado de manifestações visíveis e sobrenaturais: “vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões” (Joel 2.28b). As profecias (1 Coríntios 14.3), sonhos (Mateus 1.20) e visões (Atos 16.9) revelam a atuação do Deus vivo entre o seu povo. São experiências extraordinárias que servem de edificação espiritual (1 Coríntios 14.26). Elas indicam que a vida cheia do Espírito é ativa, dinâmica e sensível à voz de Deus (Romanos 8.14). Onde o Espírito Santo é bem-vindo, o agir de Deus se manifesta com propósito e poder (2 Coríntios 3.17). Todo crente deve cultivar uma vida de comunhão e santidade, a fim de ser um canal sensível para as manifestações dos dons do Espírito (1 Coríntios 12.4-7).

3. Uma promessa para os últimos dias. A palavra profética aponta para um tempo específico: “naqueles dias, derramarei o meu Espírito” (Joel 2.29b). Na terminologia da Antiga Aliança, tais expressões referem-se à chegada do Messias e ao início dos eventos escatológicos (Isaías 2.2 • Miquéias 4.1). Pedro identifica o Pentecostes como o cumprimento inicial desses “últimos dias” (Atos 2.17). Eles começaram com a vinda do Messias, que, juntamente com o Pai, enviou o Espírito Santo (João 15.26). A descida do Espírito inaugurou a Igreja e prossegue sua atuação contínua na vida do crente até o arrebatamento dos salvos (Efésios 1.13). A profecia de Joel não se esgotou no Pentecostes, permanecendo vigente durante toda a dispensação da graça. A promessa é válida para todos os que crerem em todos os tempos (Atos 2.39).


SINOPSE I
A promessa do Espírito Santo é universal, atual e se cumpre em todos os que invocam o nome do Senhor.


II – O CUMPRIMENTO: PODER PARA TESTEMUNHAR
1. O Espírito Santo veio com o poder do Alto. O Espírito Santo é a terceira Pessoa da Trindade, e seu derramamento no Pentecostes cumpre a promessa do Pai e a mediação do Filho. Antes de sua ascensão, Jesus assegurou aos discípulos que eles seriam revestidos de poder: “eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lucas 24.49). Esse “revestimento” (gr. endyõ) significa “vestir-se como uma armadura” e aponta para uma capacitação sobrenatural e indispensável para testemunhar de Cristo (Atos 1.8). Esse poder (gr. dynamis) não é apenas força para resistir ao pecado (Romanos 8.13), mas também ousadia para proclamar o Evangelho (Atos 4.31), autoridade para operar milagres (Atos 6.8) e sabedoria para edificar a Igreja (1 Coríntios 12.7).

2. Os sinais da descida do Espírito Santo. Atos registra dois sinais sobrenaturais que marcaram o advento do Espírito Santo: o “som, como de um vento veemente e impetuoso” (Atos 2.2) e as “línguas repartidas, como que de fogo” (Atos 2.3). O “vento” e o “fogo” enfatizam a grandeza da ocasião e são sinais audíveis e visíveis da chegada do Espírito. O som, como de um vento, simboliza a presença criadora de Deus (Ezequiel 37.9). As línguas, como que de fogo, são sinal de purificação e consagração (Êxodo 19.18 • Mateus 3.11). Esses sinais particulares não se repetiram posteriormente nos batismos no Espírito Santo subsequentes, pois se tratava de um evento solene e único. Ali, no Pentecostes, a Igreja, revelada como Corpo de Cristo (Efésios 1.22-23 • 3-2-5), foi inaugurada e marcada com esses sinais de forma visível e poderosa (Atos 2.1-4).

3. A evidência do revestimento de poder. O revestimento de poder veio com um sinal específico: “falar em outras línguas” (Atos 2.4). Em Atos, o falar em línguas está explicito em três registros (Atos 2.1-4 • 10.46 • 19.6) e implícito em outras duas ocasiões (Atos 8.14-17 • 9.17-18). Dessa forma, biblicamente, o falar em outras línguas é sempre a evidência física inicial do batismo no Espírito Santo. Essa evidência difere do dom espiritual de “variedades de línguas”. Este último dom requer interpretação para a edificação da Igreja, porém, o “falar línguas” como batismo ou renovação não requer interpretação (1 Coríntios 14.27,28). Na experiência da salvação em Cristo, todo crente é “selado” com o Espírito (Efésios 1.13,14); porém, no batismo no Espírito Santo, todo crente é “revestido” de poder (Atos 2.2-4).


SINOPSE II
No Pentecostes, o Espírito Santo desceu com poder, capacitando os crentes para testemunhar com ousadia.

III – A CONTINUIDADE DO DERRAMAMENTO DO ESPÍRITO
1. A extensão da promessa do Espírito. Pedro exorta seus ouvintes ao arrependimento, ao batismo nas águas e lhes assegura: “recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2.38). Essa frase precisa ser entendida à luz do seu contexto. O “dom do Espírito” refere-se ao cumprimento da profecia de Joel e à promessa de Jesus a respeito do revestimento de poder (Joel 2.28 • Lucas 24.49). Esse dom não ficou restrito ao Pentecostes, mas é estendido aos crentes de todas as épocas: “a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe” (Atos 2.39). Na casa de Cornélio, a regeneração ocorreu pela fé em Cristo, e o batismo no Espírito Santo precedeu o batismo em águas (Atos 10.44-46). Em Samaria e Éfeso, foi derramado após a conversão (Atos 8.15,16 • 19.2,6). Esse revestimento de poder é algo distinto do novo nascimento.

2. O Espírito opera com diversidade e unidade. Paulo ensina que “há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo” (1 Coríntios 12.4). O termo “diversidade” (gr. diaíresis) aponta para a variedade de dons, operações e ministérios. A Trindade inteira participa: o Espírito distribui os dons (1 Coríntios 12.4), o Filho dirige os ministérios (1 Coríntios 12.5) e o Pai opera os resultados (1 Coríntios 12.6). Essa pluralidade indica a riqueza da Igreja. Os salvos recebem dons específicos visando à edificação dos crentes (Romanos 12.4-18). De modo que o falar em línguas é a evidência inicial do batismo no Espírito, e o “fruto do Espírito” com “os dons espirituais” é sua evidência contínua (Gálatas 5.22 • 1 Coríntios 12.8-10). Tudo resulta em uma igreja cheia de poder e unidade, ligada a Cristo, o cabeça da Igreja (Efésios 1.22,23).

3. O Espírito distribui dons com propósito. Os dons (gr. charísmata) não são para ostentação pessoal, mas para o serviço do Reino (1 Pedro 4.10), edificação da Igreja (1 Coríntios 14.12) e glorificação de Cristo (1 Coríntios 12.3). O Espírito os distribui com propósito: “para o que for útil” (1 Coríntios 12.7); e os reparte soberanamente: “a cada um como quer” (1 Coríntios 12.11). Os dons são “graças espirituais” concedidas e controladas pelo Espírito (Romanos 12.6-8). A finalidade específica dos dons nos protege de dois perigos espirituais: a soberba, que transforma o dom em motivo de vangloria (Filipenses 2.3), e a negligência, que enterra o dom e impede seu uso (Mateus 25.25). Portanto, cada crente é chamado a exercitar o dom que recebeu com humildade, e disponibilidade para servir com amor, zelo e temor ao Senhor (Romanos 12.3 • Colossenses 3.23,24).


SINOPSE III
O Espírito distribui dons espirituais com propósito, visando a edificação da Igreja e a glorificação de Cristo.

 CONCLUSÃO
O Espírito Santo é o capacitador divino prometido aos que creem. Ele atua em cada geração com poder, dons espirituais e direção. Desde o Pentecostes, sua presença é real e contínua. O crente pentecostal vive não apenas no Espírito, mas pelo Espírito, como testemunha viva do poder de Deus no mundo. Portanto, cada cristão regenerado é chamado a viver na plenitude do Espírito.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. O que significa a expressão “sobre toda a carne” ao referir-se à profecia do derramamento do Espírito?
Significa que a promessa é para todos os que invocarem o nome do Senhor (Joel 2.28,32).

2. O que a palavra profética aponta nestes últimos dias?
Para o tempo messiânico e escatológico, inaugurado no Pentecostes (Atos 2.17).

3. Quais são os sinais da descida do Espírito e 0 que significam?
O vento simboliza a presença de Deus e o fogo aponta para purificação e consagração (Atos 2.2,3).

4. Ao que se refere a expressão “dom do Espírito” na profecia de Joel?
Ao dom do Espírito Santo como revestimento de poder, cumprindo a promessa de Joel (Atos 2.38).

5. Qual a importância de compreender a finalidade específica dos dons distribuídos pelo Espírito?
Para evitar a soberba e a negligência, entendendo que os dons são para servir e edificar (1 Coríntios 12.7 • 1 Pedro 4.10).


LIÇÕES DO TRIMESTRE


SUMÁRIO

Lição 2 - O Deus Pai
Lição 5 - O Deus Filho
Lição 7 - A Obra do Filho
Lição 8 - O Deus Espírito Santo
Lição 9 - Espírito Santo — O Regenerador
Lição 10 - Espírito Santo — O Capacitador
Lição 11 - O Pai e o Espírito Santo
Lição 12 - O Filho e o Espírito
Lição 13 - A Trindade Santa e a Igreja de Cristo



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LIÇÃO 9 – ESPÍRITO SANTO - O REGENERADOR

 1° TRIMESTRE DE 2026  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
Jesus respondeu e disse- lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.”
(João 3.3)

VERDADE PRÁTICA
A regeneração é a transformação operada pelo Espírito Santo, pela qual o pecador se torna uma nova criatura.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – João 3.1-8
 
■ O novo nascimento é essencial para entrar no Reino de Deus


 Terça – Tito 3.4-7
 ■
A regeneração é resultado da misericórdia e graça divinas


 Quarta – Efésios 2.1-10

 ■
Pela graça, somos salvos em Cristo e criados para praticar as boas obras


 Quinta – 1 Pedro 1.22-23
 ■
O novo nascimento ocorre pela Palavra viva e eterna de Deus.


 Sexta – 2 Coríntios 5.17-21
 ■
Em Cristo, recebemos nova identidade e o ministério da reconciliação


 Sábado – Gálatas 5.16-25
 ■
O fruto do Espírito é a evidência 
prática da nova vida



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 3.1-8

João 3
1 — E havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, príncipe dos judeus.
2 — Este foi ter de noite com Jesus e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és mestre vindo de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele.
3 — Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.
4 — Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?
5 — Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus.
6 — O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
7 — Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.
8 — O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.


Hinos Sugeridos: 432 • 434 • 447 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
O Novo Nascimento é uma obra indispensável à salvação. Jesus ensinou que para entrar no Reino é necessário nascer de novo. Não se trata de uma mera mudança exterior, mas de uma obra de transformação interior. Esta lição apresenta o Espírito Santo operando no plano trinitário da Salvação como o agente da Regeneração. Sua atuação revela o milagre divino que regenera a natureza humana decaída, concedendo nova vida em Cristo.

Palavra-Chave: Regeneração

I – REGENERAÇÃO: UMA OBRA TRINITÁRIA
1. A doutrina bíblica da Regeneração.
A expressão “nascer de novo” (João 3.3) é tradução do verbo grego gennéthê — “ser gerado” ou “nascer”, e do advérbio anõthen — “do alto”, “de cima”, “de novo”. No diálogo com Nicodemos, Jesus explica que o “nascer de novo” não é físico, mas espiritual (João 3.5) — uma segunda origem, não humana —, um renascimento a partir do alto, isto é, de Deus. Por isso, certas versões bíblicas traduzem como “nascer do alto”. Nesse sentido, Paulo ensina que somos salvos “pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo” (Tito 3.5b). Aqui “regeneração” (gr. palingenesia) significa “novo nascimento” e está intimamente ligado à conversão. Trata-se da renovação interior realizada pelo Espírito, ocasião em que a pessoa se torna uma nova criatura (2 Coríntios 5.17).

2. A Regeneração como exigência de Jesus. Cristo declarou que: “Aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus” (João 3.3). Equivale dizer que a regeneração é absolutamente necessária (Mateus 18.3). Ela é a porta de entrada no Reino, a obra inicial da graça que principia a transformação do pecador (1 Coríntios 6.9-11). No milagre do novo nascimento, há fé e arrependimento (Mateus 4.17). Tornar-se uma nova criatura é uma exigência absoluta, uma condição essencial para a salvação (Gálatas 6.15). Portanto, o plano divino para a Regeneração deve ser pregado com prioridade (Marcos 16.15).

3. O Pai como o autor da salvação. A regeneração, ou novo nascimento, tem sua origem no plano eterno e soberano de Deus Pai (Efésios 1.4,5). É Ele quem inicia a obra da redenção, movido por seu amor imensurável e por sua vontade de salvar os pecadores (João 3.16). Esse amor divino é a fonte primária da salvação — não condicionado aos méritos humanos, mas oferecido por graça divina, mediante a fé (João 1.13 • Efésios 2.8,9). Essa verdade gloriosa exalta o Pai como a fonte de toda boa dádiva e o autor da nova vida que recebemos (Tiago 1.17,18).

4. O Espírito como agente da Regeneração. A regeneração é um ato da misericórdia divina (Tito 3.5). É o Pai que a decreta (Efésios 1.4), o Filho que a torna possível por sua morte e ressurreição (Efésios 1.7), e o Espírito que a realiza no coração do pecador (João 16.8). Jesus explicou essa ação do Espírito ao dizer: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3.6). Isso indica que onde o Espírito opera, ocorre transformação espiritual. Essa mudança se torna visível por meio do Fruto do Espírito na vida do regenerado (Gálatas 5.22).


SINOPSE I
A Regeneração é uma obra trinitária: decretada pelo Pai, realizada pelo Filho e aplicada pelo Espírito Santo.


II – A NATUREZA ESPIRITUAL DA REGENERAÇÃO
1. Uma transformação interior. Nicodemos revelou incompreensão espiritual ao questionar Jesus: “Como pode um homem nascer, sendo velho?” (João 3.4). A pergunta reflete sua visão limitada ao plano natural (1 Coríntios 2.14). O principal entre os judeus interpretou o “nascer de novo” como se fosse algo físico (da carne). Esse fato evidencia que a mente religiosa, espiritualmente morta, e presa à lógica humana, é incapaz de compreender que a justiça de Deus não advém das obras (Romanos 10.3). Ele estava apegado à ideia de mérito para entrar no Reino de Deus, mas Jesus exigiu algo totalmente novo: uma transformação interior operada pelo Espírito, não um mero aperfeiçoamento de conduta ou aprimoramento moral, mas um Novo Nascimento, operado de dentro para fora, como obra do Espírito Santo (João 3.5).

2. Uma obra soberana do Espírito. Jesus ensina a Nicodemos que, para entrar no Reino de Deus, é necessário nascer “da água e do Espírito” (João 3.5). Isso significa uma transformação espiritual completa: ser purificado dos pecados e receber renovação interior pelo poder do Espírito (Efésios 3.16 • 5.26). Essa mudança não pode ser produzida pela carne, mas somente pelo Espírito. Cristo assegura que “o vento assopra onde quer” (João 3.8). Assim como o vento é livre, o Espírito opera de modo soberano na salvação, sem ser controlado por nenhum esquema humano (1 Coríntios 2.11-12). É somente por essa ação divina que o pecador nasce espiritualmente e passa a ter uma nova vida (2 Coríntios 5.17). Assim, um cristão regenerado é aquele que teve o coração transformado e passou a viver segundo essa nova natureza espiritual (Ezequiel 36.26,27).

3. Uma nova vida e nova conduta. Cristo deixou bem claro que “o que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3.6). Essa distinção mostra que nada da carne pode produzir vida espiritual. A carne gera concupiscência e aprisiona (Gálatas 5.19-21); somente o Espírito gera nova vida com fruto espiritual (Gálatas 5.22). O que é nascido da carne permanece dominado pela natureza pecaminosa (Romanos 8.5). Mas, ao nascer do Espírito, o crente passa a viver sob uma nova condição espiritual: tornando-se um novo homem, com uma nova mentalidade: “e vos renoveis no espírito do vosso sentido” (Efésios 4.23). Essa nova vida se evidencia na prática da justiça, no amor fraternal, no desejo pela Palavra e na obediência a Cristo — marcas da regeneração genuína (Romanos 6.4 • 1 João 3.9).


SINOPSE II
A Regeneração é uma transformação interior operada pelo Espírito, purificando e renovando o pecador para viver em novidade de vida.

III – SINAIS DO NOVO NASCIMENTO EM CRISTO
1. A Justificação pela Fé. Pela fé em Cristo, o pecador é justificado, recebendo uma nova posição diante de Deus, não por mérito pessoal, mas pela obra redentora do Calvário (Romanos 3.24,28). O crente não é apenas perdoado, mas é declarado justo diante de Deus, isto é, absolvido da culpa, da punição e da condenação do pecado (Romanos 4.7,8). Essa dádiva é recebida somente por meio da fé, como resposta à graça de Deus revelada em Cristo (Romanos 3.22). A justificação, portanto, não acontece à parte da fé, mas após a pessoa crer em Cristo como Salvador (Gálatas 2.16). Esse é o resultado da ação do Espírito Santo que leva o pecador à fé e, consequentemente, à justificação (João 16.8). Os efeitos da justificação pela fé incluem a paz com Deus (Romanos 5.1) e a adoção como filhos amados do Pai (João 1.12).

2. A vida de Santificação. Na obra da Redenção, o pecador é imediata e simultaneamente salvo, regenerado, justificado e adotado como filho de Deus (Atos 13.39 • João 5.24 • Romanos 8.15). A partir daí, inicia-se o processo contínuo de santificação, ou seja, uma vida separada do pecado e consagrada à obediência, até a sua glorificação final no dia de Cristo (2 Coríntios 3.18). O crente passa a viver segundo o Espírito e não mais como escravo da carne (1 Tessalonicenses 4.3,4). Conforme abordado na lição anterior, a santificação apresenta aspectos posicionais e progressivos, à medida que o crente avança em maturidade espiritual e se torna mais semelhante a Cristo (1 Pedro 1.15,16). Essa nova vida recebida na regeneração se manifesta pela renúncia ao pecado e pela prática contínua da justiça e santidade (Romanos 6.11 • Efésios 4.24).

3. O Fruto do Espírito. Um importante efeito visível da regeneração é o fruto do Espírito: “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” (Gá1atas 5.22,23). Não se trata de dons espirituais, mas de virtudes que o Espírito Santo produz no caráter do regenerado como expressão de sua nova vida (Efésios 2.10). Antes, era dominado pelas paixões carnais, mas agora manifesta a presença do Espírito em suas atitudes diárias (Romanos 8.5). Portanto, o Fruto do Espírito é a evidência prática da Regeneração (Mateus 7.16). Quem nasceu de novo passa a refletir, ainda que imperfeitamente, o caráter de Cristo em suas palavras, ações e reações (Lucas 6.40). Tal postura não pode ser esporádica, mas uma marca contínua da nova vida recebida em Cristo (Mateus 5.16).


SINOPSE III
Os sinais do novo nascimento incluem a justificação pela fé, a vida de santificação e a manifestação contínua do Fruto do Espírito.

 CONCLUSÃO
A regeneração é uma obra trinitária operada pelo Espírito Santo. Não é um esforço humano, mas uma transformação espiritual profunda. Como regenerador, o Espírito concede nova vida, uma nova natureza e uma nova direção ao ser humano. É necessário nascer do alto para ver e entrar no Reino. Que cada crente se deixe conduzir pelo Espírito e reflita, dia a dia, a natureza divina recebida no Novo Nascimento.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. De acordo com o diálogo entre Jesus e Nicodemos, o que significa a expressão “nascer de novo”?
Significa nascer do alto, uma transformação espiritual operada pelo Espírito Santo (João 3-3-5).

2. Como é possível constatar a ação do Espírito na vida do pecador regenerado?
Pela mudança interior e pela manifestação do fruto do Espírito na vida diária (Gálatas 5.22-23).

3. O que a incompreensão espiritual de Nicodemos evidencia sobre o novo nascimento?
Que a mente natural não pode compreender as coisas espirituais sem a ação do Espírito (1 Coríntios 2.14).

4. O que significa a expressão “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3.6)?
Que a carne gera apenas o que é carnal, mas o Espírito produz vida espiritual verdadeira (João 3.6).

5. Em linhas gerais, o que é o Fruto do Espírito?
O fruto do Espírito são virtudes cristãs que evidenciam a nova vida em Cristo (Gálatas 5.22,23).


LIÇÕES DO TRIMESTRE


SUMÁRIO

Lição 2 - O Deus Pai
Lição 5 - O Deus Filho
Lição 7 - A Obra do Filho
Lição 8 - O Deus Espírito Santo
Lição 9 - Espírito Santo — O Regenerador
Lição 10 - Espírito Santo — O Capacitador
Lição 11 - O Pai e o Espírito Santo
Lição 12 - O Filho e o Espírito
Lição 13 - A Trindade Santa e a Igreja de Cristo



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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

LIÇÃO 8 – O DEUS ESPÍRITO SANTO

  1° TRIMESTRE DE 2026  EBD ADULTOS 


TEXTO ÁUREO
E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre."
(João 14.16)

VERDADE PRÁTICA
O Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Trindade, plenamente divino, atuando como Consolador, Ensinador e Santificador da Igreja.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Romanos 14.16
 
■ O Espírito é o Consolador prometido


 Terça – 1 Coríntios 12.11
 ■
O Espírito distribui os dons soberanamente


 Quarta – João 14.26

 ■
O Espírito ensina e faz lembrar da verdade


 Quinta – Romanos 8.11
 ■
O Espírito é o agente da ressurreição


 Sexta – 2 Tessalonicense 2.13
 ■
O Espírito opera a santificação do crente


 Sábado – Atos 13.2
 ■
O Espírito chama e designa para a missão



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 14.25-31

João 14
25 — Tenho-vos dito isso, estando convosco.
26 — Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.
27 — Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
28 — Ouvistes o que eu vos disse: vou e venho para vós. Se me amásseis, certamente, exultarieis por ter dito: vou para o Pai, porque o Pai é maior do que eu.
29 — Eu vo-lo disse, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis.
30 — Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo e nada tem em mim.
31 — Mas é para que o mundo saiba que eu amo o Pai e que faço como o Pai me mandou. Levantai-vos, vamo-nos daqui.


Hinos Sugeridos: 155 • 340 • 514 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
O Espírito Santo é uma Pessoa divina, não uma força impessoal ou uma mera influência espiritual. Ele é o Consolador prometido que procede do Pai e do Filho (João 14.25-31). Ele é plenamente Deus — a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Esta lição discorre acerca da Pneumatologia com base bíblica e teológica, evidenciando a Pessoa do Espírito Santo, sua eterna divindade e suas obras maravilhosas.

Palavra-Chave: Espírito Santo

I – A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO
l. O Espírito Santo é uma Pessoa. O Espírito não é uma força impessoal, uma energia ou uma influência, mas o próprio Deus. Ele é a Terceira Pessoa da Trindade. Ele age com autonomia, exercendo funções próprias de uma Pessoa. Ele tem propósito, mente consciência, o que comprova sua racionalidade (Romanos 8.27). Ele pode ser entristecido, o que envolve sensibilidade e emoções (Efésios 4.30). Ele ensina e faz lembrar, o que demonstra inteligência e comunicação consciente (João 14.26). Ele guia os crentes, função que exige entendimento e relacionamento (João 16.13). Ele distribui os dons soberanamente, o que confirma sua vontade em ação (1 Coríntios 12.11). Ele fala com clareza, chama pessoas e designa tarefas, que são ações de uma Pessoa divina (Atos 13-2). Negar sua Pessoa é mutilar a Trindade.

2. Pessoa distinta na Trindade. A doutrina da Trindade afirma que Deus é um só em essência, mas subsiste em três Pessoas distintas (l Pedro 1.2). Embora o Espírito Santo compartilhe da mesma natureza divina do Pai e do Filho, sendo plenamente Deus, Ele é uma Pessoa distinta dentro da unidade da Trindade (Tito 3.5). Essa distinção do Espírito Santo é essencial para refutar heresias, como o modalismo que ensina que Pai, Filho e Espírito são apenas “modos” sucessivos de uma única Pessoa divina. E o arianismo, que negava a divindade do Filho e do Espírito; e os pneumatómacos que negavam a deidade. Porém, as Escrituras ensinam que o Espírito é enviado pelo Pai e em nome do Filho, evidenciando seu papel distinto e sua missão específica (João 14.26). Em suma, o Espírito Santo é distinto do Pai e do Filho, mas plenamente Deus (1 Coríntios 2.10,11).

3. O Consolador prometido. Jesus prometeu aos discípulos um divino companheiro: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre” (João 14.16). A palavra “Consolador” é tradução do grego paráklêtos, que significa “aquele que encoraja e conforta”; e, “Ajudador”, que auxilia na necessidade; e, ainda “Advogado”, que intercede ou defende alguém perante uma autoridade. O vocábulo paráklêtos aparece cinco vezes nos escritos de João, referindo-se tanto ao Espírito Santo como a Cristo (João 14.16,26; 15.26; 16.7  1 João 2.1). Nesse contexto, o Espírito Santo é chamado de “outro Consolador”, isto é, alguém da mesma natureza que Jesus. O Espírito Santo, portanto, não é inferior ao Filho, mas assume o papel da presença permanente de Deus na vida dos crentes.


SINOPSE I
O Espírito Santo é uma Pessoa, distinta do Pai e do Filho, mas plenamente divina.

II – A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO
l. O debate “Filioque”. A expressão latina filioque significa “e do Filho”, foi inserida no Credo Niceno-Constantino- politano para reafirmar o ensino bíblico que o Espírito procede do Pai e do Filho: “o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome” (João 15.26 - NAA); “se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Romanos 8.9); “Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho” (Gálatas 4.6). Esse debate ocorreu no séc. IV em virtude das heresias do arianismo e dos pneumatómacos. Em 381, após confirmar que o Pai, o Filho e o Espírito Santo possuem a mesma essência divina, a igreja aprovou o Credo que ratificava as Escrituras e professava a fé: “no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado”.
O Espírito, portanto, não é inferior ao Filho, mas assume o papel da presença permanente de Deus na vida dos crentes.”

2. Os atributos divinos do Espírito.
Todos os atributos divinos do Pai e do Filho podem ser igualmente relacionados com o Espírito Santo, tais como: Onipotência, o Consolador tem pleno poder sobre todas as coisas (Lucas 1.15 • Romanos 15.19). Onisciência, não existe nada além de seu conhecimento (Atos 53,4 • 1 Coríntios 2.10,11). Onipresença, não há lugar algum onde se possa fugir da sua presença (Salmos 139.7-10). Eternidade, Ele não passou a existir no Pentecostes, pois estava presente no ato da criação (Gênesis 1.1,2 • Hebreus 9.14). Esses atributos absolutos são exclusivos da divindade. Tais virtudes são, de modo inequívoco, evidências da deidade do Espírito Santo. Essas características lhe são inerentes, não lhe foram agregadas nem conferidas. A Terceira Pessoa da Trindade possui a mesma essência do Pai e do Filho.

3. Os símbolos do Espírito. Os principais símbolos representativos do Espírito Santo são: Fogo, utilizado para retratar o batismo no Espírito (Atos 2.3), simboliza pureza, a presença e o poder de Deus. Água, o Espírito flui da Palavra como águas vivas que refrigeram o crente e o revestem de poder (João 7.37-39). Vento, se refere à natureza invisível do Espírito (João 3.8). No Pentecostes é representado pelo som como de um vento (Atos 2.2). Óleo, usado para a luz e a unção, simboliza a consagração do crente para o serviço, e a iluminação para o entendimento das Escrituras (2 Coríntios 1.21,22 • 1 João 2.20,27). Pomba, o Espírito desceu sobre Jesus em forma de pomba (Mateus 3.16), é símbolo da paz e da mansidão. Cada símbolo atua como figuras para a compreensão do caráter e da atuação do Espírito.


SINOPSE II
A divindade do Espírito é confirmada por seus atributos e símbolos revelados na Bíblia.

III – AS OBRAS DO ESPÍRITO SANTO
1. O Espírito Santo e a Encarnação. A encarnação do Filho de Deus revela o papel do Espírito como o agente divino na concepção de Jesus: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá [...] o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus” (Lucas 1.35). O Espírito Santo, em união com o poder do Pai, atua de modo sobrenatural no ventre de Maria. Embora Jesus tenha sido concebido pelo Espírito (Mateus 1.18), Ele é Filho do Pai, pois foi gerado na eternidade (Miquéias 5.2 • João 1.1). O evento é uma ação trinitária: o Pai envia o Filho (Gálatas 4.4); o Filho assume a forma humana (Filipenses 2.7); e o Espírito realiza o milagre da concepção (Mateus 1.20).
O Espírito Santo habita no crente desde a regeneração até a glorificação, conduzindo-o em santidade.” A divindade do Espírito é confirmada por sua participação direta na encarnação do Verbo, uma obra que somente Deus poderia realizar.

2. O Espírito Santo e a Ressurreição. A vida e o poder sobre a morte são atribuições exclusivas de Deus (João 5.21). Nesse sentido, a ressurreição de Cristo é uma obra da Trindade: o Pai ressuscitou o Filho (Atos 2.24), o Filho declarou possuir poder para dar a sua vida e retomá-la, Ele próprio é a ressurreição (João 10.18 • 11.25); e o Espírito Santo é o agente vivificador: “E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo também vivificará o vosso corpo mortal, pelo seu Espírito que em vós habita” (Romanos 8.11). Paulo atribui ao Espírito Santo a ação direta na ressurreição, e afirma que esse mesmo Espírito habita nos crentes, garantindo-lhes a ressurreição final, uma ação que apenas Deus é capaz de executar (Efésios 1.13,14). A atuação do Espírito nessa obra comprova sua plena divindade.

3. O Espírito Santo e a Santificação. O Espírito não apenas nos convence do pecado (João 16.8), mas também promove
transformação (2 Coríntios 3.18). Deus nos escolheu para vivermos em santidade (Efésios 1.4 • 2 Tessalonicenses 2.13). A santificação possui duas dimensões: uma posicional, no momento da conversão (l Coríntios 6.11), e outra progressiva, como processo contínuo de transformação (Hebreus 12.14). O Espírito Santo habita no crente desde a regeneração até a glorificação, conduzindo-o em santidade. Porém, requer a cooperação do crente. Paulo exorta: “andai em Espírito” (Gálatas 5.16), e adverte: “não entristeçais o Espírito” (Efésios 4.30). No entanto, não é resultado exclusivo do esforço humano, mas uma ação permanente do Espírito (1 Pedro 1.2). Essa ação atesta a deidade do Espírito, pois apenas Deus pode transformar o coração humano (Ezequiel 36.26).


SINOPSE III
As obras do Espírito Santo — encarnação, ressurreição e santificação — revelam seu poder e atuação contínua na vida da Igreja.

 CONCLUSÃO
Compreender a divindade do Espírito Santo fortalece nossa fé na Trindade. O Espírito é distinto do Pai e do Filho, mas coigual em essência, poder e glória. Como Consolador, Ele continua a obra de Cristo, e habita na vida dos crentes. Sua presença é viva e transformadora, indispensável na edificação, ensino, e missão da Igreja. Que todos nós vivamos guiados pelo Espírito, até que Cristo volte.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. O Espírito não é uma força impessoal, uma energia ou uma influência, mas o próprio Deus. Ele é a Terceira Pessoa da Trindade. Cite três características apresentadas na lição que confirmam essa verdade.
Ele tem mente, vontade e emoções; pode ser entristecido; guia, ensina e distribui dons.

2. Cite três dos atributos divinos do Pai e do Filho que podem ser igualmente relacionados com o Espírito Santo, apresentados na lição.
Onipotência, Onisciêncía, Onipresença e Eternidade.

3. Quais os cinco principais símbolos representativos do Espírito Santo mostrados na lição?
Fogo, Água, Vento, Óleo e Pomba.

4. Paulo atribui ao Espírito Santo a ação direta em que episódio?
No episódio da ressurreição de Cristo.

5. Quais são as duas dimensões da santificação?
Santificação posicionai (na conversão) e progressiva (processo contínuo de transformação).


LIÇÕES DO TRIMESTRE


SUMÁRIO

Lição 2 - O Deus Pai
Lição 5 - O Deus Filho
Lição 7 - A Obra do Filho
Lição 9 - Espírito Santo — O Regenerador
Lição 10 - Espírito Santo — O Capacitador
Lição 11 - O Pai e o Espírito Santo
Lição 12 - O Filho e o Espírito
Lição 13 - A Trindade Santa e a Igreja de Cristo



NÃO SAIA SEM ANTES

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