Pastor Ademar Rodrigues

Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.
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segunda-feira, 29 de setembro de 2025

LIÇÃO 3 - O CORPO E AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO

 4° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
No suor do teu rosto, comerás o teu pão, até que te tornes à
terra; porque dela foste tomado, porquanto és pó e em pó te
tornarás."
(Gênesis 3.19) 

VERDADE PRÁTICA
O pecado do primeiro Adão afetou o homem no corpo, na alma e no espírito. Mas a Redenção em Cristo, o último Adão, tem o poder de restaurá-lo plenamente
perfeita mão de Deus.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – 1 Coríntios 13.12 
 
■ Ainda não é manifesto o que havemos de ser


 Terça – 1 Coríntios 6.18
 ■
A prostituição é um pecado contra o corpo


 Quarta – 2 Timóteo 3.13
 ■
Os homens maus vão de mal para pior


 Quinta – Efésios 6.4
 ■
A educação e o cuidado dos pais em relação aos filhos


 Sexta –  1 Timóteo 5.23
 ■ Estamos sujeitos às enfermidades


 Sábado – Jó 19.25
 ■
A confiança de Jó em meio ao sofrimento



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Gênesis 3.17-19 • Eclesiastes 12.1-7

Gênesis 3

17 — E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida.
18 — Espinhos e cardos também te produzirá; e comerás a erva do campo.
19 — No suor do teu rosto, comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado, porquanto és pó e em pó te tornarás.

Eclesiastes 12

1 — Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento;
2 — antes que se escureçam o sol, e a luz, e a lua, e as estrelas, e tornem a vir as nuvens depois da chuva;
3 — no dia em que tremerem os guardas da casa, e se curvarem os homens fortes, e cessarem os moedores, por já serem poucos, e se escurecerem os que olham pelas janelas;
4 — e as duas portas da rua se fecharem por causa do baixo ruído da moedura, e se levantar à voz das aves, e todas as vozes do canto se baixarem;
5 — como também quando temerem o que está no alto, e houver espantos no caminho, e florescer a amendoeira, e o gafanhoto for um peso, e perecer o apetite; porque o homem se vai à sua eterna casa, e os pranteadores andarão rodeando pela praça;
6 — antes que se quebre a cadeia de prata, e se despedace o copo de ouro, e se despedace o cântaro junto à fonte, e se despedace a roda junto ao poço,
7 — e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.


Hinos Sugeridos: 73 • 75 • 192 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
Gênesis nos apresenta os terríveis efeitos do pecado em toda a Criação. O homem experimentou de forma imediata a separação espiritual de Deus, manifestada no senso de culpa e na reação à presença do Criador após a primeira transgressão (Gênesis 3.6-10).
Não muito depois a morte física entrou na história humana, começando por Abel (Gênesis 4.8). Os impactos do pecado no corpo, a parte material do ser humano, é o assunto desta lição.

Palavra-Chave: Pecado

I – DA PERFEIÇÃO À MORTE
1. A certificação divina. O homem foi criado perfeito pelas mãos do Criador em toda a sua constituição, incluindo o corpo (Eclesiastes 7.29). Além da perfeição fazer parte da natureza divina (Deuteronômio 18.13 • 2 Samuel 22.31), o próprio Deus — após a criação do homem — certificou a qualidade de sua obra: “[...] e eis que era tudo muito bom” (Gênesis 1.31). Havia plenitude de vida no primeiro casal. Adão e Eva viviam em completa harmonia com Deus, consigo mesmo, entre si e com a natureza. Quão aprazível era esse maravilhoso estado original! Afetada pelo pecado, nossa mente não consegue descrevê-lo, assim como não temos compreensão plena da glória futura, na restauração de todas as coisas (Romanos 8.18-23 • 1 Coríntios 2.9; 13.12 • 1 João 3.3).

2. Pecado e dor. A indizível sensação de bem-estar que o homem desfrutava era proveniente da vida que recebera de Deus e fluía em todo o seu ser (Gênesis 2.7,25 • Jó 33-4). O pecado trouxe a incômoda experiência da dor, provocada por fatores espirituais, emocionais e físicos (Gênesis 3-7-19). Um complexo de alterações que vão da perda da comunhão com Deus (e da restrição à árvore da vida) à vivência em um ambiente agora adverso, amaldiçoado por causa da transgressão de Adão (Gênesis 3.17,18,22-24). Em meio a tudo isso, o corpo passou a padecer e se degenerar, até cumprir a sentença final: o retorno ao pó (Gênesis 3.19). Por mais que se cuide dessa matéria, depois da Queda o caminho natural da vida é o envelhecimento e a morte (Eclesiastes 12.1-7).

3. Velhice, autenticidade e gratidão. Dentro do grave quadro de adoecimento mental que marca a sociedade hoje, um novo transtorno tem sido diagnosticado: a gerontofobia, um terrível e mórbido medo de envelhecer, que causa ansiedade e produz comportamentos incompatíveis com a idade. A Bíblia fala da velhice de uma forma natural, clara e direta, ressaltando seu valor e honra (Levítico 19.32 • Jó 12.12). Enquanto isso, assiste-se a uma cultura de negação dessa fase da vida, a começar pela rejeição da palavra “velho”. Cuidar de si é muito importante, mas é preciso ser sábio e viver todas as fases da vida de maneira autêntica, em profunda gratidão e temor a Deus (Eclesiastes 8.5,6; 12.13). Precisamos reconhecer as características e a importância de cada etapa de nossa existência (Provérbios 20.29).


SINOPSE I
O ser humano foi criado em perfeição, mas o pecado trouxe dor, envelhecimento e a morte física como consequência da Queda.

Cuidar de si é muito importante, mas é preciso ser sábio e viver todas as fases da vida de maneira autêntica [...].

II – A RESPONSABILIDADE HUMANA
1. Corpo e livre-arbítrio. Como consequência de sua transgressão, Adão e Eva passaram a conhecer não somente o bem, mas também o mal (Gênesis 3.22), e todos os seus descendentes nascem inclinados ao pecado (Gênesis 6.5,12 • Romanos 5.12). Mas apesar de o pecado ter desfigurado a imagem de Deus no homem, não a aniquilou (Genesis 9.6 • Tiago 3.9). Um dos significados disso é que o ser humano continua dotado de livre-arbítrio (Deuteronômio 30.19,20). Somos responsáveis pelo uso de nosso corpo, para o bem ou para o mal. Como disse Deus a Caim: “Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás” (Gênesis 4.7).

2. A potencialização do sofrimento. Além das consequências naturais decorrentes do pecado original, o corpo também sofre impactos das transgressões que o ser humano pratica ao longo da vida, inclusive contra si mesmo (Lamentações 3.39 • Romanos 1.24 • 1 Coríntios 6.18). Essa potencialização do sofrimento decorre das obras da carne (gr. sarx: natureza pecaminosa) (Gá1atas 5.19-21). É a manifestação do espírito de inimizade contra Deus, que Satanás, a antiga serpente, instilou no coração humano ainda no Éden (Gênesis 3-1-6 • Tiago 4.1-4 • Apocalipse 12.9). Esse quadro de corrupção foi observado logo nas primeiras gerações e somente se agrava (Gênesis 6.1-5  Mateus 24.12,37  2 Timóteo 3.13). As drogas são um dos instrumentos de profunda degradação do corpo. As práticas sexuais ilícitas também crescem. Crianças e adolescentes são os mais vulneráveis, e dependem cada vez mais de um vigilante, amoroso e firme cuidado dos pais, no temor do Senhor (Provérbios 3.12; 4.10-15; 14.27 • Efésios 6.4). Qualquer negligência pode resultar em gravíssimas consequências.


SINOPSE II
Mesmo após a Queda, o ser humano possui livre-arbítrio e é responsável por suas escolhas que afetam o corpo e a vida diante de Deus.

III – DO ABATIMENTO À GLORIFICAÇÃO
1. A realidade das enfermidades. Com o pecado, as doenças também passaram a fazer parte da vida humana. Elas surgem no processo de degeneração dos órgãos e sistemas do corpo por causas internas e externas, e estão entre os fatores que levam o ser humano de volta ao pó (Gênesis 3.19). Ninguém está imune ou isento de sofrê-las; nem mesmo os cristãos. Paulo menciona seu cooperador Trófimo, que deixara doente em Mileto (2 Timóteo 4.20). A Timóteo recomendou: “Não bebas mais água só, mas usa de um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas frequentes enfermidades” (1 Timóteo 5.23). Tudo indica que o jovem pastor tinha um corpo debilitado por algumas doenças, provavelmente distúrbios gástricos. Jesus tem poder para nos curar de todo o mal (Isaías 53.4 • Mateus 4.23  Hebreus 13.8), mas precisamos ter serenidade, paciência e firmeza na fé se enfrentarmos sofrimentos persistentes (Jó 1.20-22;19.25).

2. Enfado e canseira. Mesmo que o corpo não seja abatido por doenças, o próprio processo de envelhecimento traz canseira e enfado (Salmos 90.10). Limitações e fraquezas surgem ao longo da vida, alterando toda a estrutura humana. Ter consciência disso é importante para nosso autoconhecimento, como já vimos, mas é essencial também para uma convivência cristã sem orgulho ou acepção de pessoas (Tiago 2.1 • Gálatas 6.10). Ricos e pobres são como a erva que seca e a flor que murcha e cai (Tiago 1.9-11 • 1 Pedro 1.24). Promover a comunhão entre todos é missão fundamental da igreja (Atos 2.42-46).

3. O corpo glorificado. A esperança do salvo por Cristo que vive em santificação é de uma Redenção completa, inclusive do corpo (Romanos 8.23). É o aspecto futuro da salvação, a glorificação. Nosso corpo abatido será transformado para ser conforme o corpo glorioso de Cristo, segundo o seu eficaz poder (Filipenses 3.20,21). O verbo “transformar” nesse texto é metaschematizo, no grego, e significa “mudar a forma”. Será a mudança do corpo terreno, carnal e mortal, para o celestial, espiritual e imortal, semelhante ao de Cristo Jesus, o Homem Perfeito (1 Coríntios 15.40-49 • Romanos 8.29).


SINOPSE III
Apesar das enfermidades e limitações do corpo, o crente tem a esperança da glorificação, quando seu corpo será transformado à semelhança de Cristo.


 CONCLUSÃO
Apesar de todo o abatimento e sofrimentos que experimentamos em nosso corpo como consequência do pecado e de nossas próprias transgressões, em Cristo temos a certeza de uma Redenção completa, conquistada por sua obra perfeita na cruz do Calvário. Ele nos dará um novo corpo, eternamente transformado e saudável (Apocalipse 21.4-6; 22.2).


REVISANDO O CONTEÚDO


1. Como era a vida de Adão e Eva antes da Queda?
Havia plenitude de vida no primeiro casal. Adão e Eva viviam em completa harmonia com Deus, consigo mesmo, entre si e com a natureza.

2. Qual o nome dado ao transtorno mental ligado ao envelhecimento? O que ele significa?
A gerotitofobia, um terrível e mórbido medo de envelhecer que causa ansiedade e produz comportamentos incompatíveis com a idade.

3. Qual a relação entre livre-arbítrio e responsabilidade humana em relação ao corpo?
Somos responsáveis pelo uso de nosso corpo, para o bem ou para o mal.

4. É possível ao cristão enfrentar sofrimentos persistentes, inclusive doenças? Qual deve ser seu comportamento?
Sim. Precisamos ter serenidade, paciência e firmeza na fé se enfrentarmos sofrimentos persistentes (Jó 1.20-22; 19.25).

5. O corpo humano também será alvo da Redenção? Como?
Nosso corpo abatido será transformado para ser conforme o corpo glorioso de Cristo, segundo o seu eficaz poder (Filipenses 3.20,21).

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sexta-feira, 26 de setembro de 2025

ENFRENTAR OU FUGIR? — UM CLAMOR DA ALMA EM SALMOS 55.1-8


Há momentos em que a alma se encontra em um vale profundo, cercada por sombras de angústia, medo e confusão. O coração bate acelerado, não por alegria, mas por aflição. Os pensamentos se embaralham, e o espírito clama por alívio. Foi nesse cenário que Davi escreveu os versos de Salmos 55.1-8 — um grito sincero de quem está entre dois caminhos: enfrentar a dor ou fugir dela.

“Inclina, ó Deus, os teus ouvidos à minha oração, e não te escondas da minha súplica.”  - Versículo 1.

Davi não começa com força, mas com fraqueza. Ele não inicia com louvor, mas com súplica. Seu coração está ferido, e sua alma está inquieta. Ele não pede vitória, pede atenção. O primeiro passo para enfrentar qualquer dor é reconhecer que precisamos de Deus. Fugir pode parecer mais fácil, mas não cura. Enfrentar exige fé, mas traz restauração.

“Sinto-me perplexo em minha queixa e ando perturbado…” - Versículo 2.

A perplexidade é o retrato de quem não entende o que está acontecendo. Davi está confuso, perturbado, como quem perdeu o chão. Quantas vezes nos sentimos assim? Quando a traição vem de quem amamos, quando a injustiça nos atinge, quando o medo nos paralisa. A alma quer fugir, mas o espírito sabe que só em Deus há resposta.

“Temor e tremor me sobrevêm, e o horror me cobriu.” - Versículo 3.

Aqui, Davi revela o impacto emocional da dor. Ele não está apenas triste — está aterrorizado. O tremor não é físico, é espiritual. O horror não está fora, está dentro. E então, ele expressa um desejo que muitos já sentiram:

“Quem me dera asas como de pomba! Voaria e acharia pouso.” - Versículo 6.

Esse é o clímax do conflito: fugir parece ser a solução. Voar para longe, escapar do problema, se esconder no deserto. Davi não quer enfrentar — ele quer desaparecer. 
Mas o deserto não cura, apenas silencia por um tempo. Fugir não resolve, apenas adia. E mesmo que voássemos como pombas, o coração nos seguiria.

“Apressar-me-ia a escapar da fúria do vento e da tempestade.” - Versículo 8.

A tempestade é real. O vento é forte. Mas há um abrigo que não está no deserto, está em Deus. Davi começa o salmo pedindo que Deus incline os ouvidos. E essa é a chave: não é sobre fugir ou enfrentar com nossas forças, mas sobre confiar que Deus está ouvindo.

Pense nisso:
Fugir é humano. Enfrentar é divino. E quando não temos forças para lutar, podemos clamar como Davi. Deus não se esconde da súplica sincera. Ele não despreza o coração quebrantado. Ele não exige coragem perfeita, mas fé verdadeira.

Se hoje você está diante de uma dor que te faz querer fugir, lembre-se: Deus está inclinado para ouvir sua oração. E quando Ele ouve, Ele age. Não fuja da dor — enfrente-a com Deus ao seu lado. Pois o Senhor é refúgio, é força, é abrigo na tempestade.


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terça-feira, 23 de setembro de 2025

A AÇÃO DO TEMPO NA VIDA DO HOMEM: UMA PERSPECTIVA BÍBLICA

O tempo é uma das realidades mais misteriosas e inevitáveis da existência humana. Ele não pode ser detido, acelerado ou revertido. Desde o momento em que o homem é formado no ventre, até o último suspiro, o tempo atua como um agente silencioso, moldando, revelando e conduzindo cada pessoa ao seu destino eterno.

Tempo: Criação de Deus
A Bíblia começa com uma afirmação temporal: “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1.1). O tempo, portanto, é uma criação divina, estabelecido para ordenar a existência terrena. Deus, sendo eterno, está fora do tempo, mas escolheu operar dentro dele para se relacionar com o homem.

O salmista declara: “Os dias da nossa vida sobem a setenta anos, ou, havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado” (Salmos 90.10). Moisés, autor desse salmo, nos convida a refletir sobre a brevidade da vida e a buscar sabedoria: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” (Salmos 90.12).

O Homem e o Tempo
O ser humano vive em constante relação com o tempo. Ele envelhece, amadurece, aprende, sofre, cresce e morre. Cada fase da vida é marcada por experiências que só o tempo pode proporcionar. A juventude é cheia de vigor e sonhos; a maturidade traz responsabilidades e reflexões; a velhice, memórias e sabedoria.
Salomão, em sua sabedoria, escreveu: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3.1). Ele descreve uma série de opostos que revelam a dinâmica da vida: nascer e morrer, plantar e colher, chorar e rir. Essa alternância mostra que o tempo é um instrumento pedagógico de Deus.

Tempo e Eternidade
A ação do tempo na vida do homem não é apenas física, mas espiritual. O tempo revela o caráter, prova a fé e prepara o coração para a eternidade. Paulo exorta: “Remindo o tempo, porque os dias são maus” (Efésios 5.16). Isso significa viver com propósito, aproveitando cada oportunidade para glorificar a Deus.

A vida terrena é passageira, mas a eternidade é permanente. O tempo presente é o campo onde se planta a semente da fé, da obediência e da esperança. Jesus disse: “A noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (João 9.4), alertando sobre a urgência de cumprir a missão enquanto há tempo.

Aplicações Práticas
• Valorize o tempo como dom de Deus
Cada dia é uma dádiva. Viver com gratidão e propósito transforma o cotidiano em adoração.

•  Planeje com sabedoria, mas dependa de Deus
“Não vos preocupeis com o dia de amanhã” (Mateus 6.34). Planejar é sábio, mas confiar no Senhor é essencial.

•  Invista em relacionamentos eternos
O tempo deve ser usado para amar, perdoar, ensinar e servir. Essas ações ecoam na eternidade.

Prepare-se para o fim com esperança
A morte não é o fim para quem está em Cristo. O tempo presente é preparação para o encontro com o Criador.

•  Ensine outros a viver com propósito
Como pastor, eu tenho a missão de ensinar que o tempo não é apenas cronológico, mas kairológico — cheio de momentos oportunos para Deus agir.


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sexta-feira, 19 de setembro de 2025

DIA NACIONAL DA EBD

A Escola Bíblica Dominical (EBD) é uma das instituições mais importantes da educação cristã no Brasil, com raízes que remontam ao século XVIII na Inglaterra e que floresceram em solo brasileiro a partir do século XIX.

Origens no Mundo
A EBD nasceu em 1780, na cidade de Gloucester, Inglaterra, idealizada por Robert Raikes, um jornalista evangélico preocupado com a situação das crianças pobres e ociosas aos domingos. Ele criou uma escola que funcionava nesse dia, ensinando leitura, escrita, moral, civismo e princípios cristãos. Apesar da oposição inicial, o movimento cresceu rapidamente, alcançando 250 mil alunos em apenas quatro anos.

Chegada ao Brasil
A Escola Dominical chegou ao Brasil em 19 de agosto de 1855, por meio dos missionários escoceses Robert Reid Kalley e sua esposa Sarah Poulton Kalley, na cidade de Petrópolis (RJ). A primeira aula contou com apenas cinco crianças, mas foi o início de um movimento que se espalharia por todo o país.

Antes disso, há registros de reuniões dominicais em 1836, organizadas pelo missionário metodista Justin Spaulding, voltadas para estrangeiros no Rio de Janeiro. No entanto, foi o casal Kalley quem estabeleceu a EBD de forma permanente e acessível à população brasileira.

Desenvolvimento nas Denominações
A EBD se tornou parte essencial das igrejas evangélicas brasileiras, especialmente nas Assembleias de Deus, onde a primeira aula foi realizada em agosto de 1911, na casa do irmão José Batista Carvalho, em Belém do Pará. Havia quatro classes: homens, senhoras, meninos e meninas. Missionários como Samuel Nyström e Nils Kastberg foram pioneiros na produção de revistas e materiais didáticos para a EBD.

Importância Atual
Hoje, a Escola Bíblica Dominical é considerada o maior projeto de estudo sistemático da Bíblia nas igrejas cristãs. Ela é oferecida para todas as faixas etárias — crianças, adolescentes, jovens e adultos — e é vista como um espaço de formação espiritual, doutrinária e de liderança.

Participe da Escola Bíblica Dominical!

¹⁸ Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém. 


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terça-feira, 16 de setembro de 2025

LIÇÃO 2 - O CORPO — A MARAVILHOSA OBRA DA CRIAÇÃO DE DEUS

 4° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
“Eu te louvarei, porque de um terrível e modo maravilhoso fui tão formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.” 
(Salmos 139.14)

VERDADE PRÁTICA
A ciência busca desvendar os mistérios do corpo humano, mas o crente descansa em saber que é obra da poderosa e perfeita mão de Deus.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Hebreus 11.3 
 ■ A fé produz entendimento


 Terça – Salmos 33.15
 ■
Deus forma espírito e alma de todos os homens


 Quarta – Levítico 19.28
 ■ Não é conveniente fazer marcas no corpo


 Quinta – 1 Crônicas 21.23,24
 ■ O culto é um sacrifício pessoal


 Sexta – 1 Timóteo 2.8
 ■ Oração com mãos levantadas


 Sábado – 1 Tessalonicenses 4.4
 ■
Possuindo o corpo em santificação e honra



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Salmos 139.1-4,13-18

1 — Senhor, tu me sondaste e me conheces.
2 — Tu conheces o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento
3 – Cercas o meu andar e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos.
4 – Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó Senhor, tudo conheces.
...
13 — Pois possuíste o meu entreteceste-me interior; ventre de minha mãe. 
14 – Eu te louvarei, porque de modo terrível e tão um maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.
15 — Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como profundezas da terra. 
16 – Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia.
17 – E quão preciosos são para ό Deus, os teus  pensamentos! Quão grande é a soma deles!
18 – Se os contasse, seriam em maior número do que a areia; quando acordo, ainda estou contigo.


Hinos Sugeridos: 124 • 511 • 578 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
Há séculos o racionalismo e o cientificismo procuram explicar a existência humana. Segundo seus propagadores, essas escolas de pensamentos teriam suficientes respostas para o homem em sua busca de compreensão da realidade. Apesar disso, razão e ciência não conseguem desvendar nem mesmo todos mistérios do corpo humano. Como resultado, o homem pós-moderno vive uma grande crise de identidade. Somente pela fé, por meio das Escrituras Sagradas, temos respostas sobre nossa constituição e existência.

Palavra-Chave: Corpo

I – A MARAVILHOSA OBRA DE DEUS
1. Do pó da terra. Em sua sabedoria e infinito poder, Deus fez o corpo do homem (adam) do pó da terra (adamah) (Gênesis 2.7); uma estrutura magnífica composta, segundo estimativas, por cerca de 37 trilhões de células, tecidos, órgãos e sistemas, cujo funcionamento desafia a mais moderna ciência. Como o Criador, valendo-se de uma matéria-prima tão comum, fez uma obra tão extraordinária, complexa e completa? Esse mistério só pode ser entendido pela fé, como tudo o mais que Deus criou no Universo (Hebreus 11.3 • Atos 17.22-28 • Romanos 11.33-36).

2. Deus, o Autor da vida. De uma das costelas de Adão, formou Deus a mãe de todos os viventes, Eva, em um corpo igualmente maravilhoso, porém, tão distinto em anatomia, fisiologia e genética (Gênesis 1.27; 3.20). Em relação a como os descendentes dos primeiros pais são formados no ventre materno, as Escrituras mostram que assim como na formação do primeiro homem e da primeira mulher, Deus é o Autor das vidas de todas as pessoas (Salmos 139.13-15 • Jeremias 1.5).

3. A individualizada formação integral. Deus forma espírito, alma e corpo de cada ser humano, conforme ocorre o ato de procriação que Ele mesmo estabeleceu, pela união íntima de homem e mulher (macho e fêmea) (Gênesis 4.1 • Salmos 33.15 • Zacarias 12.1 • Isaías 57.16). As Escrituras falam claramente da existência de vida humana completa (corpo, alma e espírito) ainda no ventre (Gênesis 25.22 • Lucas 1.15,39-44 • Gálatas 1.15). Isso ressalta a grande perversidade do aborto e aponta para o sublime valor da maternidade, que deve ser cercada de cuidado e proteção e conduzida em temor, amor e devoção (Salmos 127.3-5 • Salmos 128.3). Uma boa nutrição física, afetiva e espiritual deve começar desde o início da gestação.


SINOPSE I
Deus, com sabedoria e poder, criou 0 corpo humano de forma extraordinária e única.

II – O CORPO E A GLÓRIA DE DEUS
1. O divino tecelão. Em linguagem poética, Davi descreve a ação divina na formação do corpo humano no ventre materno apresentando Deus como o tecelão (Salmos 139.13-15). A Bíblia na versão Tradução Brasileira (TB) usa a expressão “primorosamente tecido”, adjetivando a ação divina descrita nos versículos 13 e 15. Embora a Bíblia não dependa de confirmação, é relevante considerar que a ciência reconhece a formação dos órgãos e sistemas do corpo humano exatamente dos tecidos formados pelas células presentes no embrião.

2. Entendimento e louvor. A compreensão da maravilhosa obra divina na um e formação do corpo humano liberta-nos de toda especulação e dúvida e produz sentimento de gratidão e louvor. Davi declarou: “Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado” (Salmos 139.14). No mesmo versículo o salmista usa a expressão “a minha alma sabe muito bem”, o demonstrando verdadeira como a fé produz entendimento e percepção espiritual corretos, gerando quietude interior. Quando o homem não se reconhece como obra do Criador, vive inquieto em busca de explicações sobre si mesmo e se torna vítima dos mais variados enganos, como a teoria evolucionista. Não glorifica a Deus e se perde em um mundo de idolatria e depravação (Romanos 1.18-32).

3. O perigo dos extremos. Desde os tempos antigos, a humanidade tem oscilado entre dois extremos sobre o valor e a importância do corpo. De um lado, correntes de pensamento como o maniqueísmo, o platonismo e o gnosticismo espalharam ideias que viam a matéria de forma negativa, considerando o corpo algo essencialmente mau. De outro lado, havia o culto ao belo, como na Grécia Antiga. O desequilíbrio permanece. Vícios, automutilações e outras atitudes extravagantes deformam e desonram o corpo (Levítico 19.28 • Provérbios 23-29-35 • 1 Tessalonicenses 4.4). Por outro lado, há o narcisismo moderno, marcado pela supervalorização do corpo em detrimento da alma e do espírito. A idolatria do “eu” leva à prática excessiva de selfies, publicações de si mesmo em redes sociais, cuidados estéticos, cosméticos e físicos em excesso (2 Timóteo 3.2 • 1 Pedro 3.3-5). Cuidar do corpo é importante, mas sem exageros. O cristão deve ser equilibrado em tudo (1 Coríntios 6.12).

4. Princípios ou regras? Quando falamos em corpo temos a tendência de logo pensar em regras, mas o viver cristão moderado consiste, acima de tudo, na observância dos princípios bíblicos. Um deles é fazer tudo para a glória de Deus (1 Coríntios 10.31). Aplicável às práticas mais simples de nosso cotidiano, é um parâmetro espiritual mais eficaz que regras rígidas e inflexíveis, que podem nos levar ao legalismo (Mateus 23.1-7,23). Devemos sempre refletir: o que fazemos com o nosso corpo glorifica a Deus ou visa agradar a nós mesmos (Romanos 14.21;15.1-7)?


SINOPSE II
O corpo humano glorifica a Deus por admirável, sua formação devendo ser cuidado com equilíbrio e usado segundo princípios bíblicos.


III – O CORPO E A COLETIVIDADE
1. A prática relacional. Deus nos fez seres relacionais, gregários, sociáveis. Isso está explícito na ordem de procriação e enchimento da terra (Gênesis 1.28). Por isso, temos necessidades e deveres que vão além de nossa individualidade. Não fomos criados para viver isolados social ου afetivamente. Embora os recursos digitais tragam muitas comodidades para o homem moderno, o contato físico continua sendo essencial para a vida humana. A troca de afetos por meio de expressões corporais não é substituída pela frieza da tecnologia. Tiago qualifica a verdadeira religião e a fé viva por práticas relacionais reais, que exigem o envolvimento do corpo (Tiago 1.27 •  2.14-18). Como está nossa comunhão?

2. A prática congregacional. O corpo é um elemento fundamental do culto divino. As Escrituras nos advertem da necessidade da reunião coletiva, da vida congregacional (Hebreus 10.24,25). Muitos têm sido seduzidos e enganados pelos falsos discursos dos que criticam a igreja como instituição, sugerindo o cultivo de uma fé individual ou meramente virtual. Sejamos sábios e prudentes: o movimento dos desigrejados é antibíblico e à altamente prejudicial verdadeira vida cristã (Efésios 4.1-3 •  1 Tessalonicenses 5.11-15).

3. Tecnologia e culto. O corpo precisa não apenas estar presente no templo, mas envolver-se diretamente com o culto. Tanto o Antigo quanto o Novo Testamentos enfatizam o aspecto corporal intenso da adoração (2 Crônicas 7.1-4 • Salmos 127.4 •  100.2-4 • Atos 2.41-47). Deus quer a expressão de todo o nosso corpo em louvor ao seu nome (Salmos 150.6 •  Atos 4.24,31 •  1 Coríntios 14.26 •  1 Timóteo 2.8). Os recursos tecnológicos da atualidade, como drones, telões, celulares e tablets são muito úteis, mas se usados sem moderação podem nos distrair ou deixar inertes no culto. Até a educação secular já reconhece os prejuízos desse exagero tecnológico!


SINOPSE III
O corpo deve ser instrumento de comunhão e adoração coletiva, valorizando os relacionamentos e 0 culto presencial.

 CONCLUSÃO
A verdadeira adoração ao Criador abrange a integralidade de nosso ser, o que inclui todo o nosso corpo (Romanos 12.1 •  1 Coríntios 6.20). Reconhecer-se como obra das mãos de Deus leva-nos a nos render à sua soberania e permanecer confiando em seu eterno poder (Jó 1.20-22 •  2.10 •  19.25-27). Que saibamos possuir nosso corpo em santificação e honra (1 Tessalonicenses 4.4).



REVISANDO O CONTEÚDO


1. O que a Bíblia fala sobre o começo da vida humana integral (corpo, alma e espírito)?
As Escrituras falam claramente da existência de vida humana completa (corpo, alma espírito) ainda no ventre (Gênesis 25.22 •  Lucas 1.15,39-44 •  Gálatas 1.15)

2- Como Davi apresenta Deus no processo de formação do corpo humano?
Em linguagem poética, Davi descreve a ação divina na formação do corpo humano no ventre materno apresentando Deus como o tecelão (Salmos 139.13-15).

3. Quais os extremos quanto ao valor e importância do corpo?
De um lado há correntes que consideram essencialmente 0 corpo algo mau; por outro, há os que supervalorizam o corpo em detrimento da alma e do espírito.

4. Por que precisamos da vida comunitária?
Deus nos fez seres relacionais, gregários, sociáveis. Isso está explícito na ordem de procriação e enchimento da terra (Gênesis 1.28).

5. Que perigos os recursos tecnológicos apresentam em relação ao culto?
Os recursos tecnológicos da como drones, atualidade, telões, celulares e tablets são muito úteis, mas usados sem moderação podem nos distrair ou deixar inertes no culto.