Pastor Ademar Rodrigues

Este Blog tem por objetivo explorar temas relacionados à Educação Cristã e ao Ensino Bíblico. Acredito que o conhecimento das Escrituras é essencial para o crescimento espiritual e a formação de discípulos comprometidos. Neste espaço, compartilho insights, reflexões e recursos para enriquecer sua jornada de fé.
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

LIÇÃO 1 – O MISTÉRIO DA SANTÍSSIMA TRINDADE

 1° TRIMESTRE DE 2026  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.”
(Mateus 3.17) 

VERDADE PRÁTICA
A doutrina da Trindade é central à fé cristã: um só Deus em três Pessoas que coexistem e atuam harmoniosamente na Obra da Redenção.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – Marcos 1.9-11 
 
■ A Trindade revelada no batismo de Jesus


 Terça – Isaías 42.1
 ■
O Servo do Senhor em quem Deus se compraz


 Quarta – Mateus 28.19

 ■
A fórmula batismal trinitária na Grande Comissão


 Quinta – 2  Coríntios 13.13
 ■
A bênção apostólica e a comunhão trinitária


 Sexta –  Efésios 4.4-6
 ■
Um só Espírito, um só Senhor, um só Deus


 Sábado – 1 Pedro 1.2
 ■
A obra redentora trinitária: Pai, Filho e Espírito Santo

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LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Mateus 3.13-17

13 — Então, veio Jesus da Galileia ter com João junto do Jordão, para ser batizado por ele.
14 — Mas João opunha-se-lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim?
15 — Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o permitiu.
16 — E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele.
17 — E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.


Hinos Sugeridos: 4 • 8 • 100 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
O batismo de Jesus retrata um dos momentos da revelação divina sobre a natureza trinitária de Deus. Nele, de maneira simultânea, as três Pessoas da Trindade se manifestam: o Filho é batizado, o Espírito Santo desce como pomba e o Pai fala dos céus. O episódio fornece uma base sólida para a doutrina da Trindade. Nesta lição, vamos abordar o mistério da Trindade sob três aspectos: a revelação no batismo de Jesus, a distinção e unidade das pessoas divinas e a relevância da Trindade para a fé cristã.

Palavra-Chave: Trindade

I – A REVELAÇÃO TRINITÁRIA NO BATISMO DE JESUS
1. O batismo do Filho: a obediência de Cristo. Jesus, o Deus encarnado (João 1.14), desceu às águas do Jordão para ser batizado por João Batista (Mateus 3.13). Este ato, à primeira vista, pode parecer desnecessário, já que Jesus não era um pecador (2 Coríntios 5.21 • Hebreus 4.15). Contudo, Ele disse: “Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça” (Mateus 3.15). Jesus não precisava ser batizado como uma forma de expressar arrependimento (Mateus 3.6). Contudo, Ele submeteu-se a essa tradição judaica, associando-se à condição dos pecadores que veio salvar (Mateus 5.17). Assim, o batismo de Jesus é um gesto de identificação com a humanidade pecadora e uma atitude de obediência ao plano redentor do Pai. Esse é o início visível da missão messiânica, que culminaria na cruz (Filipenses 2.8).

2. A descida do Espírito: a unçâo para o Ministério. Logo após sair das águas, Jesus viu os céus se abrirem e Jesus viu os céus se abrirem e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea como uma pomba (Mateus 3.16 • Marcos 1.10 • Lucas 3.22 • João 1.32). Essa manifestação visível indicava ser Ele o Messias prometido, o Cristo, literalmente “o Ungido” de Deus (Isaías 11.2 •  42.1). Essa unção, porém, não deve ser confundida como uma “adoção do Espírito”, como se Jesus passasse a ser o Messias naquele instante. Antes mesmo do batismo, Ele já era o Filho de Deus (Lucas 1.32). Portanto, a vinda do Espírito sobre Jesus na ocasião do batismo representa sua unção pública e visível, marcando o início de seu ministério terreno e capacitando-o para cumprir a missão redentora, conforme as profecias messiânicas (Isaías 61.1,2 • Lucas 4.18-21).

3. A voz do Pai: a aprovação celestial. Por fim, uma voz audível do céu proclama: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3.17 • Lucas 3.22 • Marcos 1.11). Trata-se de uma declaração solene e pública do Pai, que não apenas confirma a identidade messiânica, mas também a divindade de Jesus. Essa afirmação remete às mensagens messiânicas e proféticas de que Jesus é o Filho eterno, o Ungido de Deus, aquele que agrada plenamente ao Pai (Salmos 2.7 • Isaías 42.1). A voz celestial não inaugura sua Filiação, mas a proclama diante da humanidade, confirmando a encarnação do Verbo (João 1.14). Desse modo, a voz de Deus no batismo autentica não somente a missão redentora de Jesus, mas, ainda, demonstra sua Filiação divina: Ele é o Filho em quem o Pai tem completo prazer.


SINOPSE I
A revelação da Trindade no batismo de Jesus confirma que o Pai, o Filho e o Espírito Santo coexistem eternamente e atuam harmoniosamente na obra da redenção.


II – A DISTINÇÃO E A UNIDADE DAS PESSOAS DIVINAS
1. Unidade e distinção pessoal. A doutrina da Trindade afirma que Deus é uma só essência (Gr. ousia), mas subsiste em três pessoas distintas (Gr. hipóstases). A Obra da Redenção, por exemplo, é trinitária em sua essência: o Pai planeja e elege (Efésios 1.4); o Filho executa a obra expiatória (João 3.16 • Hebreus 9.12); e o Espírito aplica os benefícios da salvação (Tito 3.5 • Romanos 8.16). Assim, a unidade divina, longe de contradizer a Trindade, é enriquecida por ela, revelando um Deus que é, ao mesmo tempo, uno em essência e Triúno em Pessoa. O Deus bíblico não é uma unidade absoluta, monolítica ou impessoal, mas sim uma unidade composta e dinâmica, eternamente subsistente em três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo.

2. A Pluralidade na Unidade no Antigo Testamento. 0 Antigo Testamento aponta para uma pluralidade dentro da unidade divina. O nome hebraico Elohim, plural de Eloah, é utilizado para designar o Deus único de Israel: “No princípio, criou Deus (Elohim) os céus e a terra” (Gênesis 1.1). No texto, o sujeito (Deus) está no plural, enquanto o verbo “criou” (bara) está no singular, indicando uma pluralidade pessoal em uma única essência divina. Essa estrutura gramatical incomum reaparece em outros textos bíblicos (cf. Gênesis 1.26 • 3.22 • 11.7 • Isaías 6.8). Essas passagens evidenciam que o monoteísmo do AT não nega a Trindade, mas admite pluralidade interna na divindade. Assim sendo, a doutrina da Trindade não contraria a unidade de Deus conforme revelada nas Escrituras, mas a completa e a qualifica.

3. A Trindade Explicitada no Novo Testamento. A Trindade não é vista como três deuses, mas como três Pessoas em um único Deus. Por exemplo, na fórmula batismal “batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28.19); o substantivo singular “nome” (Gr. ónoma), indica uma só essência, seguida por três Pessoas distintas. O mesmo ocorre na bênção apostólica “a graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com vós todos” (2 Coríntios 13.13); esse texto associa as três Pessoas de modo equitativo. Ainda, as Escrituras afirmam que fomos “eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo” (1 Pedro 1.2); aqui a participação das três Pessoas divinas na obra da salvação é nitidamente evidenciada. E Paulo acrescenta “há um só corpo e um só Espírito... um só Senhor... um só Deus e Pai de todos” (Efésios 4-4-6); essa tríade (Espírito, Senhor, e Deus Pai) reflete obviamente a estrutura trinitária da divindade.


SINOPSE II
A unidade e a distinção das Pessoas divinas mostram que a Trindade não é três deuses, mas um só Deus em essência, revelado como Pai, Filho e Espírito Santo.


III – A RELEVÂNCIA DA TRINDADE PARA A FÉ CRISTÃ
1. Desenvolvimento doutrinário da Trindade. A doutrina da Trindade não é uma elaboração tardia da fé cristã, ela emerge das Escrituras como a revelação progressiva do Deus vivo (Deuteronômio 6.4 • Marcos 12.29 • Romanos 1.3,4 • Isaías 7-14 • João 16.13 • 2 Coríntios 3.17). Sua plena compreensão foi definida nos primeiros séculos da Igreja. O Concilio de Niceia (325 d.C.) proclamou que o Filho é “da mesma substância” (Gr. homoousios) do Pai, condenando a ideia de que Ele fosse uma criatura exaltada. O Concilio de Constantinopla (381 d.C.) completou a formulação trinitária ao afirmar a divindade do Espírito Santo. Desde os primeiros séculos, estudiosos da fé cristã têm ensinado a perfeita unidade em Deus, sem confundir a identidade de cada pessoa divina. Assim, aprendemos que o Pai, eterno e não gerado, é a fonte; o Filho é gerado do Pai; e o Espírito Santo procede do Pai e do Filho. Desse modo, o apóstolo Paulo ensina a natureza trinitária da espiritualidade cristã: o cristão ora ao Pai, por meio do Filho, no poder do Espírito Santo (Efésios 2.13,18).

2. Implicações doutrinárias. A negação da Trindade resultou em heresias. O triteísmo (crença em três deuses separados) viola a unidade de Deus, pois a Bíblia revela a existência de “um só Deus” (1 Coríntios 8.6). O unitarismo afirma que somente o Pai é Deus, negando a divindade de Cristo e do Espírito Santo, contrariando as Escrituras que ensinam a divindade de ambos (João 1.1 • Atos 5.3,4). O unicismo (ou modalismo), ensina que Deus se manifesta em três formas sucessivas, porém, no batismo de Jesus está claro que as três pessoas são distintas e se manifestaram simultaneamente (Mateus 3.16,17). Assim sendo, o monoteísmo bíblico ensina que “há um só Deus que subsiste em três pessoas distintas”. A compreensão distorcida dessa doutrina tem sérias implicações para a salvação: “E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17.3). A doutrina da Trindade é inseparável do Evangelho, pois o Deus que salva é o mesmo Deus que se revela.


SINOPSE III
A doutrina da Trindade é indispensável para a fé cristã, pois revela o Deus que salva e garante a integridade do Evangelho.


 CONCLUSÃO
Compreender a Trindade é fundamental para manter a fidelidade doutrinária. Ela não apenas protege a integridade da revelação de Deus, mas também sustenta toda a estrutura da salvação. Crer na Trindade é crer no Deus que salva e que se manifesta plenamente como Pai, Filho e Espírito Santo. Por isso, a doutrina da Trindade deve ser confessada, celebrada e ensinada como um fundamento inegociável da fé cristã.


REVISANDO O CONTEÚDO


1. Por que Jesus desceu às águas do Jordão para ser batizado por João Batista, se ele não precisava ser batizado como expressão de arrependimento?
Porque Ele quis identificar-se com os pecadores e cumprir toda a justiça.

2. O que significava a manifestação visível do Espírito no batismo de Jesus? 
Foi a unção pública e visível para o início do seu ministério messiânico.

3. O que afirma a doutrina da Trindade no que diz respeito à unidade e distinção pessoal de Deus?
Que Deus é um só em essência, mas subsiste em três Pessoas distintas.

4.. Qual a relevância do desenvolvimento doutrinário da Trindade para a fé cristã?
Preservar a verdade do Evangelho e a integridade da revelação de Deus.

5. Explique a diferença entre triteísmo, unitarismo e unicismo.
O triteísmo crê em três deuses separados; o unitarismo nega a divindade do Filho e do Espírito; o unicismo ensina que Deus se manifesta em modos diferentes, mas não como Pessoas distintas.


LIÇÕES DO TRIMESTRE


SUMÁRIO


Lição 2 - O Deus Pai
Lição 5 - O Deus Filho
Lição 7 - A Obra do Filho
Lição 9 - Espírito Santo — O Regenerador
Lição 10 - Espírito Santo — O Capacitador
Lição 11 - O Pai e o Espírito Santo
Lição 12 - O Filho e o Espírito
Lição 13 - A Trindade Santa e a Igreja de Cristo



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quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

NADA VAI ME IMPEDIR: EU VOU PARA A EBD!

NADA VAI ME IMPEDIR: EU VOU PARA A EBD!


Às vezes, a decisão de ir para a Escola Bíblica Dominical parece simples, mas na prática se torna uma verdadeira batalha interior e exterior. A imagem retrata bem essa realidade: alguém querendo avançar, correr, prosseguir — mas sendo puxado por forças contrárias.

Para muitos, essas “cordas” têm nomes:

• O desânimo, que sussurra que “hoje não vai fazer diferença”.
• O cansaço da semana, que tenta convencer que mais alguns minutos na cama são melhores do que aprender a Palavra.
• As distrações, que puxam para outros compromissos aparentemente mais urgentes.
• A luta espiritual, que tenta impedir o crescimento, a comunhão e a edificação.

E, ainda assim, dentro do coração existe o desejo de ir, de aprender, de crescer, de se aproximar de Deus. É como o homem da imagem: a vontade é correr para frente, mas as pressões ao redor tentam segurá-lo.

Ir para a EBD é mais do que cumprir um compromisso — é uma declaração de guerra contra tudo o que tenta nos afastar de Deus. Cada domingo que alguém decide estar lá é uma vitória espiritual. É dizer: “Nada vai me impedir de conhecer mais ao Senhor.”

E quando finalmente chegamos, percebemos que valeu a pena. A Palavra renova, fortalece e corta as cordas que nos seguravam. A comunhão anima, a fé cresce e o espírito se fortalece.

Por isso, mesmo quando parecer difícil, não desista. A EBD é um lugar onde Deus fala, cura, direciona e transforma. Lutar para chegar lá faz parte da caminhada — mas cada passo em direção à Casa do Senhor é um passo rumo à vitória!



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sábado, 6 de dezembro de 2025

EBD - ADULTOS - 1ª TRIMESTRE DE 2026

 1° TRIMESTRE DE 2026  EBD ADULTOS

▣ TEMA: A SANTÍSSIMA TRINDADE

O Deus Único Revelado em Três Pessoas Eternas

✍ COMENTARISTA: Douglas Baptista


EM BREVE!


SUMÁRIO

Lição 2 - O Deus Pai
Lição 3 - O Pai Enviou o Filho
Lição 4 - A Paternidade Divina
Lição 5 - O Deus Filho
Lição 6 - O Filho como o Verbo de Deus
Lição 7 - A Obra do Filho
Lição 8 - O Deus Espírito Santo
Lição 9 - Espírito Santo — O Regenerador
Lição 10 - Espírito Santo — O Capacitador
Lição 11 - O Pai e o Espírito Santo
Lição 12 - O Filho e o Espírito
Lição 13 - A Trindade Santa e a Igreja de Cristo



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sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

LIÇÃO 13 - PREPARANDO O CORPO, A ALMA E O ESPÍRITO PARA A ETERNIDADE

 4° TRIMESTRE DE 2025  EBD ADULTOS


TEXTO ÁUREO
“Mas a nossa cidade está nos céus, donde também
esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo.”
(Filipenses 3.20) 

VERDADE PRÁTICA
Na vinda de Jesus nosso corpo abatido será transformado
em um corpo glorioso, e, como um ser integral, habitaremos para sempre com Ele no Céu.


LEITURA DIÁRIA

 Segunda – 1 Pedro 1.22 
 
■ A purificação da alma


 Terça – 1 Pedro 1.15
 ■
Chamado divino e santificação em toda a maneira de viver


 Quarta – Hebreus 12.14

 ■ Sem santificação ninguém verá a Deus


 Quinta – 1 João 3.3
 ■
Santificação para a vinda de Cristo


 Sexta –  Colossenses 1.2
 ■ A santificação posicional em Cristo


 Sábado – 2 Coríntios 7.1
 ■ A santificação progressiva



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Tito 2.11-14  • 1 Pedro 1.13-16

Tito 2

11 — Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens,
12 — ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente,
13 — aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo,
14 — O qual se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda iniquidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.

1 Pedro 1

13 — Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo,
14  como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância;
15  mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver,
16  porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo.


Hinos Sugeridos: 304 • 305 • 401 da Harpa Cristã



■  INTRODUÇÃO
Ao longo deste trimestre fizemos uma jornada de estudos acerca do homem, a obra prima da Criação. Buscamos conhecer a vontade Deus para o nosso ser como um todo: espírito, alma e corpo, pois, como enfatiza nossa Declaração de Fé, o homem é uma unidade na pluralidade e uma pluralidade na unidade. Nesta lição concluiremos enfatizando o propósito da santificação na perspectiva da Doutrina Bíblica das Últimas Coisas.

Palavra-Chave: Santificação

I – PRESERVANDO A ESPERANÇA ESCATOLÓGICA
1. 0 alvo celestial. Um dos fatores essenciais para a preservação de uma vida de santificação integral é a esperança escatológica, o anseio pela Eternidade com Deus. Diversos textos bíblicos relacionam a santidade com a vinda de Cristo, de modo a conscientizar os crentes da necessidade de um viver santo (Hebreus 12.14  2 Pe 3.11-14). Sabendo disso, Satanás sempre repete a estratégia adotada desde o Éden: busca confundir a mente do ser humano e desviá-lo da perspectiva estabelecida pelo Criador (Gênesis 3.4,5). O conceito mais comum de pecado é “errar o alvo”. A nova vida em Cristo é uma correção de alvo. Visa tirar-nos da limitada e miserável perspectiva meramente terrena e finita e nos sintonizar com um propósito celestial e eterno (Colossenses 1.3-5).

2. Oposições à visão celestial. Jesus enfrentou terríveis oposições durante seu ministério, a começar pelas tentações do Diabo, que queria mudar o propósito do Messias e confiná-lo aos limites das conquistas terrenas (Mateus 4.8-10). Respondendo a Pilatos, o Mestre enfatizou: “O meu Reino não é deste mundo” (João 18.36). O apóstolo Paulo travou grandes combates com opositores que insistiam em reduzir o Evangelho a temas e questões temporais. Aos coríntios ele advertiu acerca dos que não criam na ressurreição dos mortos, um engano que limitaria a eficácia da fé cristã a esta finita vida (1 Coríntios 15.12): “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” (15.19).

3. Inimigos da cruz de Cristo. Aos filipenses, Paulo combateu os que pensavam somente nas coisas terrenas: “O fim deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles é para confusão deles mesmos, que só pensam nas coisas terrenas” (Filipenses 3.19). Eram inimigos da cruz de Cristo (Filipenses 3.18). Diante disso, o apóstolo proclamou: “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Filipenses 3.20,21). Há ensinos semelhantes aos colossenses (Colossenses 2;3) e aos tessalonicenses (1 Tessalonicenses 4.13).


SINOPSE I
A esperança na eternidade com Cristo fortalece a santificação e mantém o crente focado no propósito celestial.


II – PERIGOS DE TEOLOGIAS MODERNAS
1. Um cristianismo secularizado. Vivemos o perigo de um cristianismo secular, reduzido a pautas e militâncias ideológicas, sociais, políticas e econômicas, enfrentadas por expedientes meramente humanos (Lucas 17.26-30   18.1-8  2 Coríntios 10.4,5). Assiste-se à difusão de uma “teologia pública” que não confronta o pecado. Que confunde e empobrece o sentido de relevância da fé, enfraquecendo a missão da Igreja. Sob o pretexto de levá-la para a arena pública, atua para tirá-la da arena espiritual. Enquanto mais secularismo, menos poder. Jesus espera que conservemos entre nós os verdadeiros sinais que devem seguir os que crerem: expulsão de demônios, novas línguas, maravilhas e curas divinas (Marcos 16.17,18). E tudo isso na perspectiva e expectativa da Eternidade.

2. Falsos discursos. O cristianismo moderno corre um sério risco de ser marcado, em parte, mais por discurso que prática (Tiago 1.22). Isso ganha uma amplitude ainda maior em tempos de comunicação tão volátil. Oriundas de canais mais voltados à cultura e intelectualidade, são muitas as vozes “cristãs” que criticam toda e qualquer tradição, ignorando seus fundamentos. Como pentecostais clássicos, devemos nos precaver de teologias modernas alheias à realidade do crente em seu cotidiano; em seu bairro ou comunidade rural, e permanecer crendo, praticando e pregando um Evangelho simples, porém, integral e poderoso: Jesus salva, cura, batiza com o Espírito Santo e em breve voltará. Quando se perde o senso da iminente volta de Jesus, compromete-se o valor da santificação (1 João 3.3).

3. Prosperidade, existencialismo e engajamento cultural. Ao longo da história do cristianismo não poucos ventos teológicos vieram e se foram. A própria Teologia da Prosperidade, uma das mais recentes, já não causa o mesmo impacto de quando surgiu. Reduzir a esperança cristã a conquistas terrenas leva a frustrações, além de conduzir a uma visão meramente existencial. Foi o que Paulo concluiu diante dos que, em Corinto, negavam o caráter escatológico da fé cristã. O apóstolo não os poupou. Chamando-os de “bestas feras”, ironizou: “Comamos e bebamos, que amanhã morreremos” (1 Coríntios 15.32). Acautelemo-nos também da cosmovisão cristã inspirada na escatologia calvinista-amilenista, que, descrendo no Arrebatamento da Igreja e em um Milênio literal, enfatiza o engajamento político e cultural para a redenção dos sistemas humanos e não a proclamação do Evangelho para a salvação dos pecadores. A pregação bíblica é: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados” (Atos 3.19).


SINOPSE II
Teologias seculares e distorcidas enfraquecem a missão da Igreja e desviam o foco da santificação e da volta de Cristo.


III – CONSERVANDO ESPÍRITO, ALMA E CORPO
l. Prontos para o retorno de Cristo. Em 1 Tessalonicenses 5.23 Paulo apresenta a santificação intimamente ligada ao propósito da eternidade. Em uma epístola que eminentemente trata da volta de Jesus, o apóstolo dedica o último capítulo para abordar exatamente a obra da santificação. Do versículo 12 ao 22, refere-se aos deveres do cristão em sua vida pessoal e comunitária, concluindo com uma enfática advertência: “Abstende-vos de toda aparência do mal” (1 Tessalonicenses 5.22). Na sequência, aborda a obra divina no processo de santificação: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Tessalonicenses 5.23). O desejo do apóstolo era que, uma vez santificados, os tessalonicenses permanecessem conservados em santificação, prontos para o retorno de Cristo.

2. Uma santificação completa. Conscientes de nossa imperfeição e de que ainda habita em nós uma natureza carnal, devemos desejar e buscar constantemente nos aperfeiçoar em santificação (Apocalipse 22.11). Uma santificação completa, na qual parte alguma de nosso ser fique de fora; nem mesmo nossos afetos, pensamentos e intenções (Mateus 5.8). Tudo em nós deve ser santificado; no espírito, na alma e no corpo. Por nossa própria força isso é impossível, mas pelos meios da Graça Divina isso é plenamente possível. Que vivamos desfrutando de uma profunda convicção de nossa salvação, anelando pela vinda de Cristo. Se algo faltar, não nos esqueçamos: o sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo o pecado (1 João 1.7).


SINOPSE III
A santificação deve abranger todo o ser do crente como preparo integral para a vinda do Senhor.


 CONCLUSÃO
Pela graça de Deus estamos concluindo mais um trimestre. Vivemos neste mundo, mas não pertencemos a ele (João 17.14). Que, como peregrinos e forasteiros, jamais percamos o anseio pela Eternidade com Deus (1 Pedro 2.11). Enquanto aqui estivermos, vivamos na inteira dependência do Senhor Jesus. Cheguemo-nos diariamente a Ele com inteira certeza de fé, confiados em seu sacrifício por nós na cruz do Calvário. Purificados no espírito, na alma e no corpo, permaneçamos firmes (Hebreus 10.19-23). “Nossa esperança é sua vinda!” (Hino 300 da Harpa Cristã).


REVISANDO O CONTEÚDO


1. Qual a relação entre santificação e esperança escatológica?
Um dos fatores essenciais para a preservação de uma vida de santificação integral é a esperança escatológica, o anseio pela Eternidade com Deus.

2. Qual a estratégia satânica em relação à eternidade?
Satanás sempre repete a estratégia adotada desde o Éden: busca confundir a mente do ser humano e desviá-lo da perspectiva estabelecida pelo Criador (Gênsis 3.4,5).

3. Como se caracteriza o cristianismo secular?
Vivemos o perigo de um cristianismo secular, reduzido a pautas e militâncias ideológicas, sociais, políticas e econômicas, enfrentadas por expedientes meramente humanos (Lucas 17.26-30  18.1-8  2 Coríntios 10.4,5).

4. Cite alguns perigos de teologias modernas.
Cristianismo secularizado, falso discursos, prosperidade, existencialismo e engajamento cultural.

5. Por que temos que nos acautelar da cosmovisão calvinista-amilenista?
Acautelemo-nos também da cosmovisão cristã inspirada na escatologia calvinista-amilenista, que, descrendo no arrebatamento da Igreja e em um Milênio literal, enfatiza o engajamento político e cultural para a redenção dos sistemas humanos e não a proclamação do Evangelho para a salvação dos pecadores.


LIÇÕES DO TRIMESTRE


Lição 1 - O Homem - Corpo, Alma e Espírito

Lição 2 - O Corpo - A Maravilhosa obra da Criação de Deus

Lição 3 - O Corpo e as Consequências do Pecado

Lição 4 - O Corpo como Templo do Espírito Santo

Lição 5 - A Alma - A Natureza lmaterial do Ser Humano

Lição 6 - A Consciência - O Tribunal lnterior

Lição 7 - Os Pensamentos - A Arena de Batalha na Vida Cristã

Lição 8 - Emoções e Sentimentos - A Batalha do Equilíbrio lnterior

Lição 9 - Vontade - O que Move o Ser Humano

Líção 10 - Espírito - O Âmago da Vida Humana

Lição 11 - O Espírito Humano e as Disciplinas Cristãs

Lição 12 - O Espírito Humano e o Espírito de Deus

Lição 13 - Preparando o Corpo, a Alma e o Espírito para a Eternidade



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